Independência da América Espanhola

16.801 visualizações

Publicada em

0 comentários
5 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
16.801
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
2.071
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
354
Comentários
0
Gostaram
5
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Independência da América Espanhola

  1. 1. Formação dos Estados Nacionais na América Hispânica
  2. 2. &quot;Comércio livre com países livres&quot; <ul><li>1º - vieram as idéias iluministas... </li></ul><ul><li>4º - consolidaram-se as oligarquias rurais dependentes do capitalismo inglês ... </li></ul><ul><li>3º - surgiram as jovens repúblicas, fragmentadas e oprimidas por caudilhos... </li></ul><ul><li>2º - guerra contra o colonialismo espanhol... </li></ul>
  3. 3. 1ª Fase (1810-1814) <ul><li>Nessa fase, o rei da Espanha, Fernando VII estava afastado do trono. A Espanha era então governada pelo irmão de Napoleão, José Bonaparte. Essa primeira fase apresentou três características importantes: </li></ul><ul><li>O apoio da Inglaterra à causa da independência das colônias </li></ul><ul><li>A luta entre criollos favoráveis à independência e criollos contrários à emancipação. Estes últimos tinham o apoio dos chapetones. </li></ul><ul><li>A luta dos criollos contra movimentos de emancipação de cunho popular, isto é, compostos por índios, mestiços e escravos, apoiados e liderados pelo baixo clero católico. </li></ul><ul><li>Poucas foram bem sucedidas, a maioria continuou colônia ... </li></ul>
  4. 4. 2ª Fase (1815 – 1824) <ul><li>Em 1815 Napoleão havia sido derrotado na Europa. Fernando VII havia recuperado o trono e procurou readquirir o controle sobre suas colônias americanas. Todavia, o movimento pela independência persistiu e havia conseguido mais adeptos, sobretudo por causa das ameaças do rei em restaurar o Pacto Colonial e limitar ainda mais a autonomia dos criollos. Entre as características dessa segunda fase, podemos destacar: </li></ul><ul><li>A Inglaterra, em 1815, durante o Congresso de Viena, por causa da aliança com a Espanha na Europa, retirou, oficialmente, seu apoio à causa pela independência das colônias hispano-americanas; contudo, em 1817, por causa de sua grande produção industrial, voltou a apoiar publicamente a independência dessas colônias. </li></ul><ul><li>Foi na Segunda Fase que a maioria das colônias da América espanhola conquistaram sua independência. </li></ul><ul><li>Nessa fase, os movimentos rebeldes de origem popular tinham sido definitivamente derrotados. </li></ul><ul><li>Baseados na Doutrina Monroe, os EUA apóiam e reconhecem independências. </li></ul>
  5. 5. Como nasceu o desejo pela independência? <ul><li>os criollos, a maioria pelo menos, estavam insatisfeitos com a Coroa espanhola por causa dos impostos cobrados e por causa do Pacto Colonial </li></ul><ul><li>eles odiavam os chapetones por conta dos privilégios que estes tinham (aos criollos restavam apenas os cabildos , espécies de Câmaras Municipais)... </li></ul>
  6. 6. O reformismo ilustrado <ul><li>Para tentar modernizar a economia espanhola, que no final do século XVIII passava por uma crise, o rei da Espanha implantou reformas econômicas e políticas baseadas nas idéias iluministas </li></ul><ul><li>essas reformas reforçaram o Pacto Colonial e tornaram a cobrança de impostos sobre as colônias mais eficiente (desagradou a elite criolla) </li></ul><ul><li>O reformismo ilustrado permitiu que os criollos ocupassem alguns cargos e desempenhassem algumas funções antes destinadas apenas aos chapetones o que acabou aumentando a rivalidade entre esses grupos </li></ul><ul><li>Embora essas reformas tenham afrouxado um pouco o comércio nas colônias, na prática a coroa espanhola detinha o controle desse comércio </li></ul>
  7. 7. A invasão da Espanha pelas tropas napoleônicas em 1808 <ul><li>Quando em 1808 a Espanha rompeu o pacto de aliança que tinha com a França, Napoleão invadiu o reino e destronou o monarca espanhol Fernando VII, pondo em seu lugar, seu próprio irmão, José Bonaparte </li></ul><ul><li>Diante da ocupação francesa da Espanha, os criollos, com a justificativa de que não aceitariam obedecer aos franceses, formaram em suas colônias juntas governativas, que na prática significava independência... </li></ul><ul><li>Com o tempo, contudo, essa experiência de autonomia fez alguns criollos darem um passo além: passaram a defender abertamente a separação da colônia de sua metrópole, ou seja, a independência. </li></ul>
  8. 8. Lembretes! <ul><li>O processo de independência da América hispânica foi conduzido e liderado pelos criollos </li></ul><ul><li>os movimentos populares liderados por índios (Peru), mestiços (México) e escravos (Haiti) que existiram na América espanhola, não saíram vitoriosos a longo prazo </li></ul><ul><li>Havia um grupo de criollos que se beneficiava do Pacto Colonial, estes, por razões óbvias, eram contrários à idéia de independência </li></ul>
  9. 9. Projetos para uma América Livre <ul><li>Simon Bolívar </li></ul><ul><li>José de San Martin </li></ul>
  10. 10. Bolivarismo <ul><li>Em 1826, Bolivar convocou os representantes dos países recém-independentes para participarem da Conferência do Panamá, cujo objetivo era a criação de uma confederação pan-americana </li></ul><ul><li>O sonho bolivariano de unidade política (PANAMERICANISMO) chocou-se, entretanto, com os interesses das oligarquias locais e com a oposição da Inglaterra e dos Estados Unidos, a quem não interessavam países unidos e fortes </li></ul><ul><li>Outros fatores que interferiram nessa grande divisão política foram o isolamento geográfico das diversas regiões, a compartimentação populacional, a divisão administrativa colonial e a ausência de integração econômica do continente </li></ul><ul><li>O pan-americanismo foi vencido pela política do &quot;divida e domine” e pelo localismo </li></ul>
  11. 11. Fragmentação <ul><li>Após o fracasso da Conferência do Panamá, a América Latina fragmentou-se politicamente em quase duas dezenas de pequenos Estados soberanos, governados pelas aristocracia criolla. </li></ul><ul><li>À emancipação e divisão política latino-americana segue-se nova dependência em relação à Inglaterra </li></ul><ul><li>A independência política não foi acompanhada de uma revolução social ou econômica: as velhas estruturas herdadas do passado colonial sobreviveram à guerra de independência e foram conservadas intactas pelos novos Estados soberanos </li></ul>
  12. 12. Tupac Amaru <ul><li>Contra a mita e a encomienda, o cacique (ou curaca ) José Gabriel Condorcanqui (dizendo-se descendente do líder Inca, Tupac Amaru), levantou-se contra os espanhóis em 1780. </li></ul><ul><li>Possuía alguma formação e era influenciado pelas idéias iluministas. </li></ul><ul><li>Recebeu o apoio de alguns criollos e também de mestiços, indígenas, escravos etc </li></ul><ul><li>Com medo da radicalização, alguns criollos e curacas pularam fora </li></ul><ul><li>Após ter a língua cortada, foi esquartejado por 4 cavalos e, depois de violentas batalhas, 80 mil seguidores foram mortos </li></ul><ul><li>Maior revolta colonial americana </li></ul>
  13. 13. Movimento Comunero <ul><li>Vice-reinado de Granada ( onde hoje ficam Equador, Venezuela, Bogotá e Colômbia) </li></ul><ul><li>Além do sofrimento com a mita e a encomienda, em 1780 a Espanha anunciou novos impostos </li></ul><ul><li>Em 1781, um grupo rebelde proclamou uma junta de governo, chamada El Común </li></ul><ul><li>O mestiço José Antonio Galán e o criollo Juan Francisco de Berbeo foram os principais líderes </li></ul><ul><li>Da mesma forma que no movimento de Tupac Amaru, os criollos ficaram com medo e aliaram-se às forças da repressão </li></ul><ul><li>Galán foi enforcado e esquartejado </li></ul><ul><li>Trinta anos depois o criollo venezuelano Francisco Miranda liderou o movimento de libertação da Venezuela ( mas durou pouco...logo as tropas espanholas restabeleceram a ordem ) </li></ul>
  14. 14. México <ul><li>Em 1810 houve a 1ª tentativa: partiu das classes populares e foi um movimento predominantemente rural </li></ul><ul><li>Líderes: Miguel Hidalgo, o padre Morellos e Vicente Guerrero </li></ul><ul><li>Propunham reformas sociais populares: fim da escravidão, igualdade de direitos e condenação da aristocracia e dos altos funcionários. </li></ul><ul><li>Augustín Iturbide foi enviado pela Espanha para combater o grupo, mas aliou-se a Guerrero </li></ul><ul><li>Num acordo chamado Plano de Iguala, proclamaram a independência do México em 1821 </li></ul><ul><li>Iturbite, em 1822, auto-proclamou-se imperador (Augustín I), mas durou pouco tempo. Foi deposto por um movimento republicano e fuzilado </li></ul><ul><li>Em 1824 veio a independência definitiva, pelas mãos do general Guadalupe Vitória (sem ameaçar a estrutura agrária que beneficiava a elite e oprimia o povo...) </li></ul>
  15. 15. Outras independências <ul><li>Paraguai : 1813; criollo Gaspar Francia </li></ul><ul><li>Argentina : 1816; militar Manuel Belgrano e San Martin </li></ul><ul><li>Chile : 1818; San Martin e Bernardo O´Higgins </li></ul><ul><li>Uruguai : 1828; ao separar-se do Brasil na Guerra da Cisplatina </li></ul><ul><li>Etc </li></ul>
  16. 16. Caudilhismo <ul><li>No aspecto político, as forças militares mobilizadas pelos criollos para obter a independência, passam a disputar o poder em suas respectivas regiões... é o início do caudilhismo </li></ul><ul><li>Características do caudilhismo: </li></ul>- carisma pessoal do líder; - personalismo; - autoritarismo; - carisma pessoal do líder; - poder pelas armas; <ul><li>Instabilidade, desunião, pobreza... </li></ul>
  17. 17. <ul><li>Descendente da elite colonial criolla, o caudilho usou de seu poder econômico para o alcance das instituições políticas e, conseqüentemente, de seus interesses pessoais </li></ul>Caudilhismo <ul><li>O desrespeito e o abuso às instituições o permitiam até mesmo criar milícias que não reconheciam nenhum poder colocado acima de sua ganância </li></ul><ul><li>Dono de terras, ainda tinha o apoio – espontâneo ou coagido – de uma população desprovida de meios para sublevar-se contra o desmando e a opressão do caudilho. </li></ul><ul><li>Tendo uma relação ambígua com os poderes, o caudilho somente reconhecia as instituições que estivessem harmoniosamente submetidas à manutenção de seus privilégios </li></ul><ul><li>Ao longo do século XX, os fenômenos de industrialização, urbanização e imigração européia enfraqueceram o poder de atuação dos caudilhos </li></ul>

×