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INSTITUTO SUPERIOR DE TEOLOGIA APLICADA
CURSO DE BACHARELADO DE FARMÁCIA
THALLES YURI LOIOLA VASCONCELOS
AVALIAÇÃO DA ES...
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THALLES YURI LOIOLA VASCONCELOS
AVALIAÇÃO DA ESTABILIDADE ACELERADA E MICROBIOLÓGICA DO
CREME BASE ANIÔNICO E NÃO-IÔNICO...
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SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO 4
2 OBJETIVOS 7
2.1 Objetivos Gerais 7
2.2 Objetivos Específicos 7
3 REFERENCIAL TEÓRICO 8
3.1 Pele...
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4.6.2 Contagem do Número Total de Microrganismos Mesofilos 24
4.6.3 Pesquisa de Microrganismos Patogênicos 25
REFERÊNCIA...
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1 INTRODUÇÃO
As emulsões são sistemas heterogêneos termodinamicamente instáveis,
constituídos de duas fases imiscíveis, ...
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emulsões a baixa estabilidade física ou físico-química e a menor uniformidade da
dose. (LEONARDI, 2005)
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Em relação ao controle de qualidade microbiológico de cosméticos, em que
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2 OBJETIVOS
2.1 Objetivo Geral
Realizar um estudo de estabilidade acelerado, através da análise dos
parâmetros físico-qu...
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3 REFERENCIAL TEÓRICO
3.1 Pele
A pele é o maior órgão do corpo humano, ocupando uma área média de 2m2, o
que corresponde...
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CARNEIRO, 2008)
As células de Merkel existem em maior número na pele espessa,
especialmente na ponta dos dedos. Em cont...
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onde as células são mais queratinizadas e o teor de lipídios é mais elevado. Depois
que uma molécula atravessa o est...
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reserva de energia e proporciona proteção contra o frio. (JUNQUEIRA; CARNEIRO,
2008)
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penetra na pele depende principalmente da forma farmacêutica utilizada. (SILVA,
2010)
Segundo o estudo de Oliveira (200...
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pele. (SINKO, 2008)
A aceitação pelo paciente, é o motivo mais importante que justifica a
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Os agentes emulsificantes foram empiricamente classificados por Griffin (1949
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De acordo com a USP (USP XXX, 2007) estabilidade é definida como a
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Qualquer que seja a finalidade que se destine uma emulsão, esta deve se
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Determinar a viscosidade das amostras através do viscosímetro de Brookfield.
O viscosímetro de Brookfield mede a viscos...
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A contaminação microbiana de um produto pode alterar suas propriedades
físico-químicas e ainda é risco de infecção para...
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ANSEL, H. C.; POPOVICH, N. G.; LOYD, V. O. Farmacotécnica: formas
farmacêuticas & sistemas d...
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increase skin permeability. European Journal of Pharmaceutical Scienses. vol.
38, n. 2, p 95-103, 2009.
GUERTECHIN, L. ...
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SANCTIS, D. S. Emulsões para uso externo. Revista Racine, São Paulo, n. 53, p.
53 – 62, nov./dez. 1999. 

SANTORO, D. M...
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Faculdade de Ciências Farmacêuticas, Universidade de São Paulo, São Paulo.
2003.
UNITED STATES PHARMACOPEIA. 30.ed. Roc...
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CRONOGRAMA
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ORÇAMENTO
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(R$)
Valor Total
(R$)
Cartucho de Tinta (unid.) 1 R$30,00 R$30...
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ANEXOS
Anexo 1. Limites de aceitabilidade de carga microbiana em cosméticos. (BRASIL, 1999)
ÁREA DE
APLICAÇÃO E
FAIXA E...
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APÊNDICES
Apêndice 1. Formulação do Creme Base Não-Iônico
Componentes Quantidade (%)
FASE AQUOSA
EDTA SÓDICO 0,1
METILP...
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  1. 1. 0 INSTITUTO SUPERIOR DE TEOLOGIA APLICADA CURSO DE BACHARELADO DE FARMÁCIA THALLES YURI LOIOLA VASCONCELOS AVALIAÇÃO DA ESTABILIDADE ACELERADA E MICROBIOLÓGICADO CREME BASE ANIÔNICO E NÃO-IÔNICO FORMULADOS EM UM LABORATÓRIO ESCOLA LOCALIZADO EM SOBRAL-CE SOBRAL-CE 2015
  2. 2. 1 THALLES YURI LOIOLA VASCONCELOS AVALIAÇÃO DA ESTABILIDADE ACELERADA E MICROBIOLÓGICA DO CREME BASE ANIÔNICO E NÃO-IÔNICO FORMULADOS EM UM LABORATÓRIO ESCOLA LOCALIZADO EM SOBRAL-CE Projeto submetido à Faculdade INTA, como requisito Parcial para conclusão da disciplina de Trabalho de Conclusão de Curso I, do curso de Bacharelado em Farmácia. Orientadora: Profª Esp. Débora Patrícia Feitosa Medeiros SOBRAL-CE 2015
  3. 3. 2 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO 4 2 OBJETIVOS 7 2.1 Objetivos Gerais 7 2.2 Objetivos Específicos 7 3 REFERENCIAL TEÓRICO 8 3.1 Pele 8 3.1.1 Epiderme 8 3.1.2 Derme 10 3.1.3 Hipoderme 10 3.1.4 Absorção cutânea 11 3.2 Emulsões 12 3.3 Estabilidade de Produtos Cosméticos 16 4 METODOLOGIA 21 4.1 Tipo de estudo 21 4.2 Local de estudo 21 4.3 Preparo das amostras 21 4.4 Teste de Estabilidade Acelerado 22 4.5 Parâmetros Físico-Químicos Avaliados 22 4.5.1 Parâmetros Organolépticas 22 4.5.2 Determinação do Potencial Hidrogeniônico (pH) 23 4.5.3 Determinação da Viscosidade 23 4.5.4 Determinação da Densidade Relativa 23 4.5.5 Avaliação do Peso 24 4.6 Parâmetros Microbiológicos Avaliados 24 4.6.1 Diluições 24
  4. 4. 3 4.6.2 Contagem do Número Total de Microrganismos Mesofilos 24 4.6.3 Pesquisa de Microrganismos Patogênicos 25 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS CRONOGRAMA ORÇAMENTO APÊNDICES ANEXOS
  5. 5. 4 1 INTRODUÇÃO As emulsões são sistemas heterogêneos termodinamicamente instáveis, constituídos de duas fases imiscíveis, ou seja, possui uma fase dispersa em outra, na forma de pequenas gotas, finamente divididas, nas quais o diâmetro varia entre 0,1 e 10µm. A fase dispersa (ou interna) é a fase que está presente em forma de gotas. E a fase dispersante é a que forma a matriz em que essas gotas estão dispersas. Para ocorrer a estabilização dessas duas fases são utilizados agentes emulsionantes. (SINKO, 2008) Os agentes emulsionantes são moléculas que possuem uma parte polar e uma parte apolar equilibradas. Esses agentes vão atuar na formação das emulsões reduzindo a tensão interfacial e formando uma película rígida interfacial, que vai proporcionar um aumento da estabilidade física e a manutenção das fases dispersa e dispersante. (RIBEIRO, 2002; SILVA; SOARES, 1996) A tensão interfacial é a força por unidade de comprimento existente entre duas fases de líquidos imiscíveis. Quanto maior a miscibilidade entre duas fases, menor a tensão. Quando dois líquidos são completamente miscíveis, não há tensão interfacial entre eles. (SINKO, 2008) O tipo de emulsão mais comum é a emulsão óleo em agua (O/A), nesse tipo de formulação, a emulsão é absorvida mais rapidamente, e também é mais facilmente removida da pele. Por esse motivo, essas emulsões são mais agradáveis em relação ao uso tópico, isso porque não apresenta aspecto gorduroso. Nesse tipo de emulsão, as gotas de óleo estão dispersas na fase aquosa. (AULTON, 2005) As emulsões podem ser utilizadas como base para incorporação dos mais variados princípios ativos, que podem ser tanto lipofílicos como hidrofílicos. Essas formulações não podem ser irritante ao usuário, não pode se degradar em condições estabelecidas, ou seja, apresentando uma boa estabilidade, como: ser compatível com os componentes. (SILVA; SOARES, 1996; D’LEÓN, 2001) A versatilidade é uma das principais vantagens das emulsões, o fármaco pode estar dissolvido ou suspenso na fase aquosa ou na oleosa. Como vantagens as emulsões apresentam, ainda: a possibilidade de mascarar o sabor e o odor desagradável de certos fármacos através da solubilização da fase interna e boa biocompatibilidade com a pele humana. Pode se destacar como desvantagens das
  6. 6. 5 emulsões a baixa estabilidade física ou físico-química e a menor uniformidade da dose. (LEONARDI, 2005) Estabilidade pode ser definido como o tempo (em dias, meses, anos) durante o qual o produto farmacêutico, ou mesmo a matéria-prima, mantém as mesmas características que possuía no momento da produção dentro dos limites estabelecidos, durante o período de armazenamento, transporte e uso. (TABORIANSKI, 2003) Os estudos de estabilidade tem como objetivo fornecer dados para prever a estabilidade do produto, tempo de vida útil e compatibilidade da formulação com o material de acondicionamento. (BRASIL, 2004) A estabilidade de produtos farmacêuticos depende de fatores ambientais como temperatura, luz e umidade, e de outros fatores associado ao próprio produto como características físico-químicas de princípios ativos e outros componentes, da forma farmacêutica e a sua composição, do processo de fabricação, do tipo e propriedades dos materiais de embalagem. (BRASIL, 2005) Existem cinco categorias importantes de estabilidade: química - cada componente ativo deve manter a sua integridade química e sua potência estabelecida na embalagem; física – é a propriedade que os produtos apresentam de manter de forma inalterada o aspecto que apresentam após a sua produção. Entre as características físicas, a não separação das fases é fundamental, porque se isso ocorrer, todas as demais propriedades de uma emulsão serão afetadas; microbiológica - manutenção da esterilidade ou bloqueio ao crescimento microbiano; terapêutica - o efeito terapêutico permanece sem alteração; toxicológica - não deve ter uma alteração significante na toxicidade. Os estudos de estabilidade sugeridos para os cremes são os de estabilidade física, microbiológica. (SANCTIS, 1999; D’LEÓN, 2001) A oxidação é um dos fatores que pode ocasionar a instabilidade em uma emulsão, resultando em alterações na aparência e no odor. A oxidação pode ser causada pelo oxigênio ou ainda pela ação de microrganismos, especialmente na fase oleosa. Essa instabilidade pode ser evitada com a adicionando antioxidantes na preparação, em que se destaca o BHT (butilhidroxitolueno), um antioxidante de sistemas oleosos, muito empregado em formulações cosméticas. (SILVA; SOARES, 1996)
  7. 7. 6 Em relação ao controle de qualidade microbiológico de cosméticos, em que admite-se a presença de carga microbiana limitada, o objetivo é certificar a ausência de determinados microrganismos patogênicos e definir o número de microrganismos viáveis. O crescimento microbiano nas emulsões pode afetar algumas características físico-químicas do produto, podendo causar: modificações na cor e no odor, mudanças no pH, quebra da emulsão, hidrólise dos óleos. (AULTON, 2005; BRASIL, 1999). Os conservantes utilizados em preparações tópicas devem possuir algumas característica, tais como: não deve ter atividade tóxica ou irritante; devem possuir amplo espectro de atividade contra microrganismos, devem ser estável e eficaz dentro de uma faixa de pH; devem possuir atividade bactericida; e devem ser compatível com os elementos da formulação e a sua embalagem. (AULTON, 2005) A adição de quantidades adequadas de conservantes nas emulsões vai impedir o crescimento microbiano. Os conservantes mais empregados nas formulações tópicas são os parabenos (metilparabeno, propilparabeno), os fenóis (ácido p-hidroxibenzóico, fenol), o ácido benzóico, o ácido sórbico e a imidazolidiniluréia. (ANSEL, 2000) Desta forma, este estudo tem como objetivo realizar o estudo de estabilidade acelerado de um lote do creme base aniônico (Lanette®), e um lote do creme base não-iônico (Polawax®). E realizar avaliação microbiológica de cada um dos lotes. A produção e os testes de estabilidade serão realizados na Farmácia Escola das Faculdades INTA. O estudo de estabilidade acelerado segue as diretrizes do Guia de Estabilidade de Produtos Cosméticos, elaborado pela ANVISA em 2004.
  8. 8. 7 2 OBJETIVOS 2.1 Objetivo Geral Realizar um estudo de estabilidade acelerado, através da análise dos parâmetros físico-químicos e microbiológicos da base creme não iônico e aniônico, produzidas na Farmácia Escola das Faculdades INTA. 2.2 Objetivos Específicos  Determinar os parâmetros físico-químicos, tais como características organolépticas, pH; viscosidade e o comportamento reológico; densidade relativa; avaliação da variação de peso das amostras nos tempos 0 (logo apos a produção), 1 mês, 3 mês e 6 mês;  Realizar a contagem de microrganismos viáveis totais das amostras, através da contagem microbiana em placa (pour plate), e avaliar a presença ou ausência de microrganismos patógenos nos tempos 0 (logo apos a produção), 1 mês, 3 mês e 6 mês.
  9. 9. 8 3 REFERENCIAL TEÓRICO 3.1 Pele A pele é o maior órgão do corpo humano, ocupando uma área média de 2m2, o que corresponde a cerca de 10 a 15% do peso total corporal. É um órgão de revestimento complexo e heterogêneo, composto essencialmente de três grandes camadas de tecidos: uma superior, a epiderme; uma camada intermediária, a derme; e uma camada profunda, a hipoderme, ou tecido subcutâneo. (LEONARDI, 2005) A pele possui diversas funções como proteção, barreira impermeável, regulação da temperatura corporal (conservação e dissipação do calor), defesa do organismo, excreção de sais, síntese de vitamina D, sensorial e de sinalização sexual. (KIERSZENBAUM, 2008) A pele pode se distinguir em pele fina e espessa, dependendo da espessura da epiderme. A parte mais superficial é a epiderme, e em continuidade com a derme, e na porção mais profunda se encontra a hipoderme. (JUNQUEIRA; CARNEIRO, 2008) 3.1.1 Epiderme A epiderme é formada por epitélio estratificado pavimentoso queratinizado. As principais células presente são os queratinócitos, os melanócitos, as células de Langerhans e as células de Merkel. (JUNQUEIRA; CARNEIRO, 2008) A célula mais abundante nesse epitélio é o queratinócito, assim chamado porque seu principal produto é a queratina, célula que confere a pele elasticidade e impermeabilidade a água. Os melanócitos são células presentes na camada basal cuja função é a produção de melanina, substância que proporciona cor à pele e uma proteção natural contra os raios solares. (KIERSZENBAUM, 2008; LEONARDI, 2005) As células de Langerhans são bastante ramificadas e se localizam em toda a epiderme entre os queratinócitos, sendo mais frequente na camada espinhosa. São originadas através de células precursoras da medula óssea. São capazes de captar antígenos, processá-los e apresentá-los aos linfócitos T, participando da estimulação dessas células, sendo importante nas reações imunitárias cutâneas. (JUNQUEIRA;
  10. 10. 9 CARNEIRO, 2008) As células de Merkel existem em maior número na pele espessa, especialmente na ponta dos dedos. Em contato com a base dessas células existe uma estrutura em forma de disco, onde se inserem fibras nervosas aferentes que conduzem impulsos para o sistema nervoso central. As células de Merkel são mecanorreptores participando no processo de sensibilidade tátil. (JUNQUEIRA; CARNEIRO, 2008) A estrutura e a espessura da epiderme variam de acordo com o local estudado, sendo mais espessos e complexos na palma das mãos, na planta dos pés e em algumas articulações, podendo atingir a espessura de até 1,5mm. Na pele espessa, podem ser distinguidas cinco camadas da epiderme. Começando da mais profunda a mais superficial há a camada basal, a camada espinhosa, a camada granulosa, a camada lúcida e a camada córnea. (LEONARDI, 2005; JUNQUEIRA; CARNEIRO, 2008) A camada basal é formada por uma camada de queratinócitos cúbicos sobre uma membrana basal. Apresenta intensa atividade mitótica, sendo responsável junto com a camada espinhosa pela renovação constante da epiderme. (KIERSZENBAUM, 2008) A camada espinhosa, formada por queratinócitos ligeiramente achatados, que além de atuar na renovação da epiderme, tem papel importante na manutenção da coesão entre as células da epiderme e na resistência ao atrito. (JUNQUEIRA; CARNEIRO, 2008) A camada granulosa, é responsável pela formação uma barreira impermeável que impede a penetração de substâncias e de água na epiderme. (KIERSZENBAUM, 2008) A camada lúcida, mais evidente na pele espessa, é uma camada intermediária entre a camada granulosa e a camada córnea. No entanto, nenhuma característica citológica distinta é aparentemente significativa. (KIERSZENBAUM, 2008) A camada mais superficial é a camada córnea.Essa camada possui células ricas em queratina e não possui núcleo ou organelas. É uma eficiente barreira, protegendo o corpo da desidratação. Os lipídios disponíveis no estrato córneo formam membranas que retêm água, conservando a superfície da nossa pele saudável e macia. (LEONARDI, 2005; JUNQUEIRA; CARNEIRO, 2008) A porção menos permeável da epiderme é a mais superficial (o estrato córneo),
  11. 11. 10 onde as células são mais queratinizadas e o teor de lipídios é mais elevado. Depois que uma molécula atravessa o estrato córneo, não há outra barreira à difusão nas outras camadas da pele por isso a importancia dessa barreira para impedir a entrada de a molécula maléficas ao organismo. (LEONARDI, 2005) 3.1.2 Derme A derme é o tecido conjuntivo no qual se apoia a epiderme e une a pele ao tecido subcutâneo, a hipoderme. Apresenta espessura variável, atingindo um máximo de 3mm na planta do pé. Sua superfície externa é irregular observando-se saliências, as papilas térmicas. Essas papilas aumentam a área de contato da derme com a epiderme, reforçando a união entre essas duas camadas, sendo mais encontradas em zonas sujeitas a pressões e atritos. (JUNQUEIRA; CARNEIRO, 2008) A derme é formada por duas camadas: a papilar (superficial) e a reticular (profunda). A camada papilar contribui para prender a derme a epiderme. A camada reticular é responsável pela elasticidade da pele, além de estar presente outras estruturas como folículos pilosos, glândulas sebáceas e glândulas sudoríparas. (JUNQUEIRA; CARNEIRO, 2008) Nesta camada da pele estão presentes as raízes dos pêlos, as glândulas, as terminações nervosas, os vasos sanguíneos e alguns tipos de células (sendo a maioria fibroblastos) e ainda, fibras de colágeno e elastina.Estas enzimas são produzidas em excesso quando se expõe a pele à luz solar, promovendo o envelhecimento precoce. (LEONARDI, 2005) 3.1.3 Hipoderme A hipoderme é constituída por tecido conjutivo frouxo, que une de maneira pouco firme a derme aos órgãos subjacentes. É a camada responsável pelo deslizamento da pele sobre as estruturas nas quais se apoia. (JUNQUEIRA; CARNEIRO, 2008) Dependendo da região e do grau de nutrição do organismo, a hipoderme poderá ter uma camada variável de tecido adiposo que, quando desenvolvida, constitui o panículo adiposo. O panículo adiposo modela o corpo, possuindo a
  12. 12. 11 reserva de energia e proporciona proteção contra o frio. (JUNQUEIRA; CARNEIRO, 2008) 3.1.4 Absorção cutânea Os termos penetração ou absorção cutânea são utilizados para produtos que apresentam ação tópica, ou seja, formulações cosméticas e dermatológicas, enquanto que os termos permeação cutânea ou absorção transcutânea têm sido mais empregados para produtos de ação sistémica, ou seja, transdérmicos. (LEONARDI, 2004) A penetração de substâncias na pele depende, essencialmente, de suas características físico-químicas, do seu comportamento quando presente em uma forma farmacêutica apropriada e, finalmente, da pele (CHORILLI et al., 2007). A absorção de fármacos na pele sofre influencia de vários fatores, tais como temperatura, espessura, grau de hidratação, fluxo sanguíneo, limpeza da pele, concentração de lipídios,função das glândulas sudoríparas, número de folículos pilosos, raça,integridade da camada córneae pH na superfície da pele. (SILVA, 2010) A epiderme é a camada que dá proteção a pele contra o meio externo. Em sua superfície epitelial externa está presente o estrato córneo, que é uma camada de células mortas, queratinosas e que atuam como uma barreira eficaz contra microrganismos, além de controlar a penetração de substâncias pela pele. O estrato córneo é considerado a principal barreira à penetração dos fármacos pela da pele (CHORILLI et al., 2007; GILL et al., 2009). É fundamental que a formulação garanta uma penetração eficiente através da barreira do estrato córneo. A natureza do princípio ativo e o tipo de forma farmacêutica interferem de maneira significativa na absorção percutânea. Desse modo, algumas características devem ser consideradas, com natureza e concentração de princípios ativos, tipo de excipientes e tipo de sistema utilizado para transportar o fármaco, facilitando, assim, essa penetração através do estrato córneo. (SILVA, 2009) As características adequadas para um fármaco ter uma boa absorção percutânea são: apresentar baixo peso molecular e uma boa solubilidade tanto em meios hidrofílico quanto em meios hidrofóbicos. No entanto, a quantidade que
  13. 13. 12 penetra na pele depende principalmente da forma farmacêutica utilizada. (SILVA, 2010) Segundo o estudo de Oliveira (2008), fármacos muito hidrofílicos, quando utilizados em formulações destinadas a absorção cutânea, terá dificuldade em atravessar a camada córnea. Por outro lado, se o fármaco for muito lipofílico, terá tendência a ficar retido. Por essa razão, é importante que os fármacos não apresentem um elevado grau de lipofilia e que o seu equilíbrio hidrófilo-lipófilo (EHL) permita a sua penetração na pele. 3.2 Emulsões Emulsão é um sistema heterogêneo, termodinamicamente instável, constituído por duas fases, na qual uma fase está dispersa na outra fase (denominada fase dispersante) na forma de pequenas gotículas. (PRISTA, 1995) A fase dispersa está presente na forma de gotículas finamente divididas, cujo seu diamêtro vária entre aproximadamente 0,1 a 10μm. E a fase em que forma a matriz em que se dispersam essas gotas é denominada fase dispersante. (SINKO, 2008) A aparência da emulsão é determinada pelo tamanho dessas gotículas da fase dispersa. As gotículas com diâmetro inferior a 120nm (1/4 do comprimento de onda da luz visível), não refratam a luz, e assim, permanecem transparentes a vista. (LACHMAN; LIEBERMAN; KANIG, 2001). A fase dispersa das emulsões é conhecida como fase interna e a fase dispersante, fase externa. Desta maneira, pode-se classificar como óleo/água (O/A) quando a emulsão possuir como fase externa (dispersante) água, e como fase interna óleo. O presente estudo visa avaliar a estabilidade desse tipo de emulsão. As emulsões água/óleo (A/O) apresentam fase interna água e fase externa óleo. Para determinar qual tipo de emulsão, depende de vários fatores, como: a concentração dos componentes dos sistemas, o tipo de agente emulsificante e a técnica utilizada na produção da emulsão. (ANSEL et al., 2000; LACHMAN; LIEBERMAN; KANIG, 2001) Em relação aos tipos de emulsões, as do tipo O/A são mais utilizadas como para aplicação tópica de fármacos hidrofílicos e lipofílicos. Além de serem mais rapidamente absorvidas (baixo conteúdo de óleos), são facilmente removíveis da
  14. 14. 13 pele. (SINKO, 2008) A aceitação pelo paciente, é o motivo mais importante que justifica a popularidade das emulsões como forma farmacêutica, seja de uso oral ou tópico. Fármacos que possuem sabor ou texturas desagradáveis, podem se tornar mais aceitáveis quando formulados em emulsões por mascara o sabor desagradável de certos fármacos, através da solubilização da fase interna. E em relação ao uso tópico, as emulsões possuem certo grau de elegância e podem ser facilmente laváveis. As emulsões são constituídas por três componentes principais: a fase oleosa, a fase aquosa e um sistema de agentes emulsificantes adequado. (LACHMAN; LIEBERMAN; KANIG, 2001; SINKO, 2008) A fase oleosa é formada por compostos não polares, incompatíveis com a água. Entre esses compostos, podemos citar gorduras, óleos e ceras, ácidos graxos, hidrocarbonetos, ésteres, glicerídeo e silicones. (ECCLESTON, 2002) A fase aquosa é a parte da emulsão constituída pela água e pelos demais constituintes hidrofílicos do sistema, que podem ser: umectantes (como glicerina ou propilenoglicol), polímeros hidrossolúveis que dão espessamento, conservantes, corantes e outros componentes, como extratos vegetais ou proteínas hidrolisadas. (ECCLESTON, 2002) Quando são misturados a água e o óleo e depois agitadas, várias gotículas de tamanhos variados são produzidas. A existência de tensão interfacial ocasiona a atração de moléculas de mesma fase e repulsa moléculas de fases diferentes. Deste modo, o sistema tende a ficar estabilizado em duas fases distintas. (SANTORO, 2006) Para evitar que isso não ocorra, é adicionado substâncias que reduzem essa tensão interfacial, permitindo que o sistema se mantenha estável por um período maior de tempo. Essas substâncias são chamadas de agentes emulsificantes. Os emulsificantes são substâncias tensoativas utilizadas para estabilizar as emulsões. (ANSEL et al., 2000). Para exercer suas funções adequadamente num sistema emulsionado, os emulsificantes devem apresentar as seguintes características: reduzir a tensão interfacial, ser rapidamente adsorvido ao redor das gotículas que estão dispersas, proporcionar um potencial elétrico adequado para repulsões múltiplas ocorrerem, aumentar a viscosidade da emulsão e ser efetivo em concentrações razoáveis. (PRISTA,1995).
  15. 15. 14 Os agentes emulsificantes foram empiricamente classificados por Griffin (1949 e 1954) de acordo com o equilíbrio entre as partes hidrofílica e lipofílica da molécula. Este equilíbrio é descrito com um valor numérico, denominado Equilíbrio Hidrofílico- Lipofílico (EHL). Os emulsificantes hidrofílicos possuem o EHL maior ou igual a sete e os lipofílico menores ou igual a sete. O agente emulsificante utilizado na preparação dos cremes do presente estudo é o estearato de octila. (LACHMAN; LIEBERMAN; KANIG, 2001) Os agentes emulsionantes são tensoativos que possuem moléculas anfifílicas, isto é, que possuem uma parte não-polar (hidrofóbica), que pode ser um hidrocarboneto de cadeia normal ou ramificado, ligado a uma outra parte polar (hidrofílica), como pode ser observado na Figura 1. Os hidrocarbonetos não possui afinidade com as moléculas de água, porém o grupo polar possui elevada afinidade, tornando solúvel em água. (SOUSA, 2005) Figura 1. Composição de um tensoativo: parte hidrofóbica e parte hidrofílica. (ROSSI et al., 2006) A classificação dos emulsionantes pode ser feita com base na sua natureza química, isto é, podem ser classificados como: aniônicos, catiônicos, não iônicos e anfóteros. (SOUSA, 2005)
  16. 16. 15 Os tensoativos aniônicos em meio aquoso apresenta íons carregados negativamente. Os tensoativos mais importantes desse grupo são os sabões, compostos sulfonados e compostos sulfatados. Um exemplo de tensoativo aniônico bastante utilizado é o lauril sulfato de sódio (Figura 2). (GUERTECHIN, 2009; SILVA, 2008) Figura 2. Estrutura química do lauril sulfato de sódio, tensoativo aniônico muito utilizado na produção de produtos para os cabelos. (GUERTECHIN, 2009) Na indústria cosmética, os emulsionantes aniônicos são comumente utilizados em associações a outros surfactantes, a fim de se obter um produto menos agressivo para a pele e cabelos, com a viscosidade adequada e com boa formação de espuma. (GUERTECHIN, 2009) Os catiônicos são aqueles que apresentam carga positiva quando em solução aquosa. Os compostos quaternários de amônio são os maiores representantes dessa classe. Os emulsionantes catiônicos apresentam propriedades condicionantes e antibacterianas, por isso são amplamente utilizados em produtos destinados aos cabelos. São os tensoativos que apresentam maior irritabilidade do grupo. Como exemplo existe o cloreto de benzalcônio (Figura 3). (GUERTECHIN, 2009; SILVA, 2008). Figura 3. Estrutura química do cloreto de benzalcônio, tensoativo catiônico que faz parte do grupo de compostos do amônio quaternário. (GUERTECHIN, 2009) Os emulsionantes não-iônicos são aqueles não dissociam em íons em meio
  17. 17. 16 aquoso. O monoestearato de glicerila é um exemplo de tensoativo não-iônico muito utilizado (Figura 4). Devido à ausência de cargas, essa classe é compatível com a classe dos catiônicos e aniônicos. Devido à baixa irritabilidade ocular e cutânea os emulsionantes não iônicos são geralmente associados aos aniônicos e destinados ao uso infantil e para peles sensíveis (GUERTECHIN, 2009; SILVA, 2008). Figura 4. Estrutura química do monoestearato de glicerila, exemplo de tensoativo não iônico muito utilizado. (GUERTECHIN, 2009) Os tensoativos anfóteros são os que apresentam, na mesma molécula, um sítio carregado positivamente e um sítio de carga negativa. A carga vai depender do pH do meio: em meios com o pH abaixo de 4, atuam como tensoativos catiônicos, em pH entre 4 e 9, como tensoativos não-iônicos e quando adicionados a meios com pH entre 9 e 10 assumem característica de tensoativos aniônicos. Um exemplo desse grupo de tensoativos é o cocoamido propil betaína (Figura 5). (SILVA, 2008). Figure 5. Estrutura química do cocoamido propil betaína. Um exemplo de tensoativo anfótero. (SANTORO, 2006) 3.2 Estabilidade de Produtos Cosméticos A estabilidade é a propriedade que os produtos cosméticos apresentam em manter inalterada as suas características físicas, químicas e microbiológicas. (D’LEON, 2001).
  18. 18. 17 De acordo com a USP (USP XXX, 2007) estabilidade é definida como a amplitude na qual um produto mantém dentro de limites estabelecidos, as mesmas propriedades e características que possuía no momento de sua fabricação, durante o seu período de armazenamento e durante o período uso. A estabilidade de produtos farmacêuticos depende de fatores ambientais como luz, umidade, temperatura, e de outros que são relacionados ao próprio produto como propriedades físicas e químicas de substâncias ativas e excipientes farmacêuticos, forma farmacêutica e sua composição, processo de produção, tipo e propriedades dos materiais de embalagem. (BRASIL, 2005) Após estabelecer as características do produto e as especificações que devem ser preservadas, são realizados os testes de controle de qualidade. A estabilidade pode ser estudada e determinada sob o ponto de vista químico, físico, microbiológico, terapêutico e toxicológico. (ANSEL et al., 2000) Do ponto de vista químico: cada componente ativo deve manter sua integridade química e potência indicada na embalagem; físico: o produto deve se manter suas características físicas, como cor, odor, textura de forma inalterada. Dentre as características físicas é fundamental que não ocorra a separação de fases da emulsão, pois se ocorrer, todas as demais especificações serão afetadas. No ponto de vista microbiológico: deve manter a resistência ao crescimento microbiano; no terapêutico: o efeito terapêutico deve permanecer inalterado; e no toxicológico: não deve ocorrer aumento significante na toxicidade do produto. (SANCTIS, 1999). São diversos os fatores que influenciam a estabilidade dos produtos cosméticos, desde os componentes e o processo de produção até as formas de armazenamento e transporte do produto. Esses fatores podem ser classificados conforme sua origem em intrínsecos e extrínsecos. (BRASIL, 2004) Os fatores extrínsecos referem-se aos fatores externos aos quais foi submetido o produto, como: temperatura, tempo, luz, umidade, oxigênio, material de acondicionamento, microrganismos, modo de transporte e as condições de armazenamento. Já os fatores intrínsecos são aqueles relacionados a própria natureza do produto, principalmente a interação entre seus componentes e com o material de acondicionamento, como: incompatibilidade física, como precipitações, cristalização, separação de fases; incompatibilidade química, alterações no pH, reações de óxido-redução, hidrólise, interação entre ingredientes da formulação (BRASIL, 2004).
  19. 19. 18 Qualquer que seja a finalidade que se destine uma emulsão, esta deve se manter estável durante um prazo determinado. Porém, apesar dos cuidados na produção das emulsões, pode acontecer alterações durante algum tempo após a sua produção. Entre essas alterações pode-se destacar a floculação, a coalescência, a cremação e a sedimentação. (PRISTA, 1995). A floculação pode ser definida como uma agregação reversível das partículas da fase interna. A qual é influenciada por alteração nas superfícies das partículas emulsionadas. Se uma quantidade insuficiente de emulsificante estiver presente, as partículas da emulsão vão se agregar e coalescer rapidamente. Porém, através da agitação a emulsão volta ao estado original. (PRISTA, 1995) Já a coalescência é um processo de aumento do tamanho das partículas, durante o qual, estas se juntam para formar partículas maiores, até atingirem um ponto visível a olho nu, gerando a separação de fases da emulsão. Este processo ocorre devido a uma diminuição da espessura e ruptura do filme existente ao redor das partículas dispersas que se unem. (RIEGER, 1996) A floculação difere da coalescência pelo fato do filme interfacial e as partículas permanecerem intactas e por este, ser um fenômeno reversível. (PRISTA, 1995) A cremeação ocorre quando as partículas sobrenadam em relação a fase continua. As partículas tendem a migrar para a superfície da emulsão devido a diferença de densidade das fases do sistema. É um mecanismo reversível, onde o produto pode ser reconstituído por agitação ou mistura. (LACHMAN; LIEBERMAN; KANIG, 2001) A sedimentação é o processo inverso ao mecanismo da cremeação. Nesse casso, a densidade da fase interna é superior a da fase externa. Dessa forma as partículas tendem a sedimentar. (SANTORO, 2006) Testes de estabilidade são experimentos conduzidos em condições pré- estabelecidas de temperatura e umidade, que devem representar um modelo das condições climáticas no ambiente em que os produtos serão transportados e armazenados durante seu prazo de validade. (ORIQUI; MORI, 2013) A Agência Nacional de Vigilância Sanitária criou em 2004 o Guia de Estabilidade de Produtos Cosméticos, onde estabelece as condições de temperatura para estudo de estabilidade acelerado. (BRASIL, 2004) Em função das exigências dos órgãos governamentais de saúde, é indispensável que sejam estabelecidos protocolos de testes específicos, com
  20. 20. 19 objetivo de garantir e controlar a qualidade dos produtos cosméticos (SEIXAS, 2014) O principal objetivo dos programas e técnicas para analisar a estabilidade das emulsões, é determinar a vida útil dessas em condições normais de armazenamento, sendo as técnicas de estudo de estabilidade acelerado a principal base de estudos. (RIEGER, 1996) Para diminuir o tempo que é exigido pelos testes de estabilidade, as amostras são submetidas a condições extremam que força a estabilidade do produto. Por exemplo, pode se determinar a estabilidade física e química de formulações cosméticas submetendo-as a condições de stress, como altas temperaturas. (LACHMAN; LIEBERMAN; KANIG, 2001) O prazo de validade de medicamentos é definido como o período máximo em que, após a sua produção, e quando mantido em condições de armazenamento estabelecidas, não apresenta uma degradação do princípio ativo superior a 10 ou 15%. (ANSEL et al., 2000) Os produtos cosméticos, por sua vez, além da necessidade de manter a estabilidade, necessita preservar outras características do produto. Assim, devem ser realizados também testes de estabilidade física, avaliando-se a textura, aparência, uniformidade, odor, cor, entre outros. (SEIXAS, 2014)
  21. 21. 20 4 METODOLOGIA 4.1 Tipo de Estudo O estudo terá caráter quantitativo, devido a busca de dados números para determinação dos parâmetros de estabilidade das emulsões. Também terá caráter descritivo, pois terá finalidade de analisar as alterações na estabilidade durante o experimento através de métodos validados. E terá caráter experimental, por que será realizado um experimento visando avaliar a estabilidade acelerada das emulsões. (GIL, 2008) 4.2 Local do Estudo O estudo será realizado na Farmácia Escola e no Laboratório de Núcleo de Bioprospecção e Experimentação Molecular Aplicada (NUBEM) das Faculdades INTA. 4.3 Preparo das Amostras As emulsões serão preparadas pelo método convencional do Formulário Nacional da Farmacopéia Brasileira 2ª edição, 2012. A fase aquosa será aquecida a 80ºC e a fase oleosa será aquecida a 75ºC. Em seguida, a fase aquosa será vertida lentamente sobre a oleosa sob agitação constante e continua, até que a emulsão chegue a temperatura ambiente (25ºC). Serão preparados mil gramas de cada lote, sendo produzido um lote de cada tipo de emulsão, totalizando duas formulações. Os componentes e suas quantidade (em percentual) utilizadas está presente nos Apêndices 1 e 2. 4.4 Teste de Estabilidade Acelerado (TEA) Será produzido um lote de cada creme base e cada lote terá mil gramas. Todos os lotes serão acondicionados em recipientes fechados e submetidos a condições de temperatura e umidade pré-estabelecidas. As formulações serão submetidas as condições citadas por um período de 180 dias e as análises serão realizadas no 1º,
  22. 22. 21 30º, 90º dias. O 1º dia do teste, será correspondente ao dia da produção das amostras. As condições segue as diretrizes do Guia de Estabilidade de Produtos Cosméticos, e as são as seguintes: Incubar em estufa a 40ºC+/- 2ºC. (BRASIL, 2004). 4.5 Parâmetros Físico-Químicos Avaliados 4.5.1 Parâmetros Organolépticas Aspecto – Observar visualmente as características da amostra, verificando se há ocorrência de modificações macroscópicas, em relação ao padrão estabelecido. A amostra poderá ser classificada como: normal ou sem alteração; levemente turvo ou turvo. E avaliar se ocorreu a separação das fases. (BRASIL, 2004) Cor – Comparar a cor da amostra com a cor do padrão estabelecido em frasco da mesma especificação. A amostra poderá ser classificada como: normal, sem alteração; levemente modificada; modificada; intensamente modificada. (BRASIL, 2004) Odor – Comparar o odor da amostra com do padrão pré-estabelecido, através do olfato. A amostra poderá ser classificada como: normal, sem alteração; levemente modificada; modificada; intensamente modificada. (BRASIL, 2004) Homogeneidade – Observar e identificar visualmente a homogeneidade da amostra, classificando a amostra como homogênea ou heterogênea. 4.5.2 Determinação do Potencial Hidrogeniônico (pH) Avaliação do pH das amostras através de peagâmetro previamente calibrado. A determinação por peagâmetro é feita através de dois eletrodos imersos na amostra. Um eletrodo é sensível a íons hidrogênio e o outro é um eletrodo de referência, de potencial constante. Os eletrodos serão imersos em suspensão contendo 10% da respectiva emulsão. (BRASIL, 2010) 4.5.3 Determinação da Viscosidade
  23. 23. 22 Determinar a viscosidade das amostras através do viscosímetro de Brookfield. O viscosímetro de Brookfield mede a viscosidade pela força necessária para girar o spindle na amostra. (BRASIL, 2010) Acondicionar a amostra a ser analisada em recipiente coletor do viscosímetro de Brookfield até a marca desejada, depois programar o aparelho escolhendo um número de spindle (3 ou 4) e uma rotação específica para amostra. Em seguida, imergir o spindle na amostra a ser analisada e acionar o aparelho até a estabilização do valor no aparelho, que será de próximo de 50%. Depois do procedimento verificar os resultados, que serão dados em milipascal (mPa). Caso não ocorra a estabilização do valor no viscosímetro, testar novamente com outro spindle ou outra rotação. (BRASIL, 2010) 4.5.4 Determinação da Densidade Relativa A densidade relativa de uma substância é a razão de sua massa pela massa de mesmo volume de água, ambas a 20ºC. A densidade relativa das bases produzidas serão determinadas através de picnômetro de vidro de 25 mL previamente calibrado. A calibração do picnômetro consiste na determinação da massa do picnômetro vazio e da massa de seu conteúdo preenchido com água destilada a 20ºC. (BRASIL, 2010) Para realizar a determinação será produzido uma suspensão a 10% contendo cada uma das bases. Será transferido a amostra para o picnômetro em temperatura de 20ºC, se necessário, remover o excesso da substância, e pesar. Obter o peso da amostra pela diferença de massa entre o picnômetro preenchido com a amostra e vazio. Calcular a densidade relativa determinando a razão entre a massa da amostra e a massa da água, ambas a 20ºC. (BRASIL, 2010) Formula densidade relativa 4.5.5 Avaliação do Peso Avaliar o peso das amostras em balança analítica. Deve ser realizado em todos os períodos de testes para identificar a variação de peso. 4.6 Parâmetros Microbiológicos Avaliados
  24. 24. 23 A contaminação microbiana de um produto pode alterar suas propriedades físico-químicas e ainda é risco de infecção para o usuário. Desse modo, preparações farmacêuticas de uso oral e tópico não estéreis devem estar sujeitos ao controle de contaminação microbiana. (BRASIL, 2010) Para a realização dos ensaios deve-se empregar técnicas assépticas na amostragem e execução dos ensaios. Caso a amostra tenha alguma atividade antimicrobiana, deve ser previamente removida ou neutralizada. (BRASIL, 2010) 4.6.1 Preparo das amostras e diluições Transferir 10g da amostra do creme em 90 mL água peptonada adicionada de polissorbato 80 para inativação dos conservantes. Misturar cuidadosamente, mantendo sempre a temperatura até a formação de uma emulsão. Caso necessário, ajustar o pH para 6,5 – 7,5. Preparar diluições decimais sucessivas (1:100, 1:1000) a partir da primeira diluição. Realizar os testes em cada lote das bases. (BRASIL, 2010) 4.6.2 Contagem do Número Total de Microrganismos Mesófilos Esse ensaio tem como objetivo determinar o número total de bactérias mesófilas e fungos presente em produtos e matérias-primas não estéreis e é aplicado para determinar se o produto satisfaz as exigências microbiológicas farmacopeicas. (BRASIL, 2010) Os produtos cosméticos admitem a presença de carga microbiana, desde que não ultrapasse os limites especificados pela RDC nº 481, de 23 de setembro de 1999. Os produtos cosméticos são divididos em dois tipos e cada tipo há um limite de carga microbiana. Estão descritos no Anexo 1. (BRASIL, 1999) Adicionar 15-20 mL de ágar caseína-soja em Placa de Petri e adicionar 15-20 mL de ágar Sabouraud-dextrose em placa de Petri e esperar solidificar. Após as placas secarem, semear na superfície de cada meio de cultura 0,1 mL da amostra diluída preparada anteriormente. (BRASIL, 2010) Incubar as placas contendo ágar caseína-soja a 32,5 °C ± 2,5 °C por 3 - 5 dias e as placas com ágar Sabouraud-dextrose a 22,5 °C ± 2,5 °C por 5 - 7 dias para
  25. 25. 24 determinação do número total de microrganismos mesófilos. Tomar a média aritmética das placas de cada meio e calcular o número de unidades formadoras de colônias (UFC) por mL da amostra. (BRASIL, 2010) Figura 6. Exemplo de cálculo da média aritmética de unidade formadoras de colônias. (BRASIL, 2010) 4.6.3 Pesquisa de Microrganismos Patogênicos Esse ensaio permite verificar a presença ou ausência de microrganismos patogênicos. Para pesquisa de microrganismos patogênicos será utilizado 10 mL da diluição 1:10 e deve-se adicionar 90 mL de caldo de caseína-soja. Logo após deve se homogeneizar e incubar a 32,5 ºC ± 2,5 ºC durante 18 a 24 horas. (BRASIL, 2010)
  26. 26. 25 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ANSEL, H. C.; POPOVICH, N. G.; LOYD, V. O. Farmacotécnica: formas farmacêuticas & sistemas de liberação de fármacos. 6a ed. São Paulo: Editorial Premier, 2000. AULTON, M. E. Delineamento de formas farmacêuticas. 2.ed. Porto Alegre: Artmed; 2005. BRASIL, Agência Nacional de Vigilância Sanitária; Guia de Estabilidade de Produtos Cosméticos. vol. 1, 2004. BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução no 481, de 23 de setembro de 1999. BRASIL, Agência Nacional de Vigilância Sanitária; Resolução RE nº. 1, de 29 de julho de 2005, Diário Oficial da União, de 01/08/2005 
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  27. 27. 26 increase skin permeability. European Journal of Pharmaceutical Scienses. vol. 38, n. 2, p 95-103, 2009. GUERTECHIN, L. O. Classification of Surfactants. In: PAYE, M.; BAREL, A.O.; MAIBACH, H.I. (Org.) Handbook of Cosmetic Science and Technology. 2ed. Nova Iorque, 2009. JUNQUEIRA, L. C.; CARNEIRO, J. Histologia Básica. 11ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2008. KIERSZEMBAUM, A.L. Histologia e biologia celular: uma introdução a patologia. 2a ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008. LACHMAN, L.; LIEBERMAN, H. A.;KANIG, J.Teoria e prática na indústria farmacêutica. Lisboa: Fundação Caloustre Gulbenkian,2001. LEONARDI, G. R. Cosmetologia Aplicada. São Paulo: Editora MEDFARMA, 2005. OLIVEIRA, R. C. S. Desenvolvimento, formulação e avaliação de sistemas de libertação transdérmica incorporando sistemas. (Tese) - Portugal: Universidade do Porto; 2008. ORIQUI, L. R., MORI, M. Guia para a determinação da estabilidade de produtos químicos. Química Nova. v. 36, n. 2, p. 340-347. 2013. PRISTA, L. Nogueira; Alves, A. Correia; Morgado, Rui. Tecnologia farmaceutica. 4 ed. Lisboa: FCG, 1995 RIBEIRO, H.M. Teorias de estabilidade de emulsões cosméticas. Cosmetics & Toiletries. v. 14, n.4, p. 88-92, 2002. RIEGER, M. M. Teste de estabilidade de macroemulsões. Cosmetics & Toiletries. v. 8, n. 5, p. 47-53, 1996. ROSSI, C. G. F. T.; DANTAS, T. N. C.; NETO, A. A. D.; MACIEL, M. A. M. Tensoativos: uma abordagem básica e perspectivas para aplicabilidade industrial. Revista Universidade Rural Série Ciências Exatas e da Terra, v. 25, n. 1-2, p. 73- 85, 2006.
  28. 28. 27 SANCTIS, D. S. Emulsões para uso externo. Revista Racine, São Paulo, n. 53, p. 53 – 62, nov./dez. 1999. 
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  29. 29. 28 Faculdade de Ciências Farmacêuticas, Universidade de São Paulo, São Paulo. 2003. UNITED STATES PHARMACOPEIA. 30.ed. Rockville: The United States Pharmacopeia Convention, 2007.
  30. 30. 29 CRONOGRAMA 2015.2 Atividades J U N J U L A G O S E T O U T N O V D E Z Levantamento Bibliográfico X X X X X X X Qualificação do Projeto de Pesquisa X Ajuste e Correção Pós-Qualificação X Realização dos Experimentos (T0) X Realização dos Experimentos (T1) X Realização dos Experimentos (T2) X Análise dos Dados X X X X X X Elaboração dos Resultados, Discussão e Conclusão X X Defesa da Monografia X Ajuste e Correção Pós-Defesa X Entrega da Versão Final X
  31. 31. 30 ORÇAMENTO Materiais de Consumo Quantidade Valor Unitário (R$) Valor Total (R$) Cartucho de Tinta (unid.) 1 R$30,00 R$30,00 Resma de Papel A4 (500 folhas) 2 R$16,00 R$33,80 Fotocópia (unid.) 400 R$0,05 R$20,00 Caneta Esferográfica Preta (unid.) 10 R$0,75 R$7,50 Ágar Sabouraud Dextrose 500g 1 R$242,25 R$242,25 Ágar Triptona de Soja 500g 2 R$ 302,96 R$605,92 Placa de Petri (unid.) 80 R$3,00 R$240,00 EDTA Sódico 100g 1 R$5,00 R$5,00 Metilparabeno 100g 1 R$7,00 R$7,00 Propilparabeno 100g 1 R$8,00 R$8,00 Glicerina 500 mL 1 R$7,50 R$7,50 BHT 100g 1 R$6,00 R$6,00 Estearato de Octila 500 mL 1 R$45,00 R$45,00 Ciclometicona 500 mL 1 R$36,00 R$36,00 Cera auto-emulsionante aniônica 1000g 1 R$68,00 R$68,00 Cera auto-emulsionante não- iônica 1000g 1 R$64,00 R$64,00 Polissorbato 80 100mL 2 R$20,00 R$40,00 - - Valor Total R$1.465,97
  32. 32. 31 ANEXOS Anexo 1. Limites de aceitabilidade de carga microbiana em cosméticos. (BRASIL, 1999) ÁREA DE APLICAÇÃO E FAIXA ETÁRIA LIMITES DE ACEITABILIDADE TIPO – I  PRODUTOS PARA USO INFANTIL  PRODUTOS PARA ÁREA DOS OLHOS  PRODUTOS QUE ENTRAM EM CONTATO COM MUCOSAS a) Contagem de microrganismos mesófilos aeróbios totais , não mais que 102 UFC/g ou ml Limite máximo 5x 102 UFC/g ou ml b) Ausência de Pseudomonas Aerugiosa em 1g ou mL c) Ausência de Staphylococcus aureus em 1g ou ml d) Ausência de Coliformes totais e fecais em 1g ou ml e) Ausência de Clostrídios sulfito redutores em 1 g (exclusivamente para talcos). TIPO – II  DEMAIS PRODUTOS SUSCEPTÍVEIS À CONTAMINAÇÃO MICROBIOLÓGIC A a) Contagem de microrganismos mesófilos aeróbios totais, não mais que 103 UFC/g ou ml Limite máximo 5x 103 UFC/g ou ml b) Ausência de Pseudomonas aeruginosa em 1g ou ml c) Ausência de Staphylococcus aureus em 1g ou ml d) Ausência de Coliformes totais e fecais em 1g ou ml e) Ausência de Clostrídios sulfito redutores em 1 g (exclusivamente para talcos)
  33. 33. 32 APÊNDICES Apêndice 1. Formulação do Creme Base Não-Iônico Componentes Quantidade (%) FASE AQUOSA EDTA SÓDICO 0,1 METILPARABENO 0,2 ÁGUA PURIFICADA qsp 76,5 GLICERINA 3,0 FASE OLEOSA BHT 0,1 PROPILPARABENO 0,1 CERA AUTO-EMULSIONANTE NÃO IÔNICA 16,0 ESTEARATO DE OCTILA 2,0 CICLOMETICONA 2,0 Apêndice 2. Formulação do Creme Base Aniônico Componentes Quantidade (%) FASE AQUOSA EDTA SÓDICO 0,1 METILPARABENO 0,2 ÁGUA PURIFICADA qsp 70,5 GLICERINA 3,0 FASE OLEOSA BHT 0,1 PROPILPARABENO 0,1 CERA AUTO-EMULSIONANTE NÃO IÔNICA 16,0 ESTEARATO DE OCTILA 8,0 CICLOMETICONA 2,0

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