Interação Social e Vida Cotidiana - Sociologia

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Interação Social e Vida Cotidiana - Sociologia

  1. 1. Interação Social e Vida Cotidiana IFRJ - Sociologia – Profª Carmem Grupo: Alessandra Juliana Raísa Thaís Yakini Turma Mam 251
  2. 2. Interação Social <ul><li>Processo em que agimos e reagimos em relação aos que estão ao nosso redor. </li></ul><ul><li>A Globalização modificou a frequência e a natureza desses contatos entre as diferentes nações. </li></ul>
  3. 3. Experiências Exóticas <ul><li>Aquelas que violam nossas expectativas cotidianas. </li></ul>
  4. 4. Desatenção Civil <ul><li>Quando duas pessoas se cruzam na rua, trocam breves olhares a distância, olham para o outro lado, evitando, ao passar, o olhar do outro. </li></ul><ul><li>Esta interação foi nomeada </li></ul><ul><li>assim por Erving Goffman </li></ul><ul><li>(1969-1971). </li></ul><ul><li>A desatenção civil não é </li></ul><ul><li>apenas ignorar outra pessoa </li></ul><ul><li>e sim algo que fazemos </li></ul><ul><li>quase automaticamente. </li></ul>
  5. 5. Vida Cotidiana <ul><li>Nossas rotinas diárias dão estrutura e forma ao que fazemos. </li></ul><ul><li>A realidade não é fixa ou estática, é criada através de interações humanas. </li></ul><ul><li>Todos os sistemas sociais de larga escala dependem de padrões de interação social que empregamos diariamente. </li></ul>
  6. 6. Microssociologia <ul><li>O estudo do comportamento cotidiano em situações de interação pessoal. </li></ul><ul><li>Exemplo: Uma mulher caminha pela rua quando é assediada verbalmente por um grupo de homens. </li></ul>
  7. 7. Macrossociologia <ul><li>O estudo do comportamento em sistemas de grande escala, como o sistema político, a ordem econômica ou o desenvolvimento do industrialismo. </li></ul><ul><li>Exemplo: </li></ul><ul><li>Desigualdade por gêneros. </li></ul>
  8. 8. Rosto, Gestos e Emoção <ul><li>Ekman e Friesen desenvolveram o SCAF (Sistema de Codificação de Ações Faciais) a fim de descrever os movimentos dos músculos faciais que fazem surgir as expressões. </li></ul><ul><li>Charles Darwin postulou que certas formas de expressão emocional são as mesmas em todos os seres humanos. </li></ul>
  9. 9. <ul><li>Ekman e Friesen realizaram um estudo em uma comunidade isolada na Nova Guiné. </li></ul><ul><li>Quando lhes era mostrados retratos </li></ul><ul><li>de expressões faciais manifestando </li></ul><ul><li>seis emoções, os nativos eram </li></ul><ul><li>capazes de reconhecê-las. </li></ul>
  10. 10. <ul><li>Foi identificado </li></ul><ul><li>em bebês um </li></ul><ul><li>conjunto de </li></ul><ul><li>tênues </li></ul><ul><li>movimentos </li></ul><ul><li>músculo-faciais </li></ul><ul><li>presentes em </li></ul><ul><li>expressões </li></ul><ul><li>emotivas de </li></ul><ul><li>adultos. </li></ul>
  11. 11. <ul><li>Não há gestos ou posturas invariáveis que sirvam para caracterizar todas ou mesmo a maioria das culturas. </li></ul>
  12. 12. A “Imagem” e a Autoestima <ul><li>A palavra “imagem” se refere à estima na qual um indivíduo é tido pelos outros. </li></ul><ul><li>Polidez ou etiqueta consiste em negligenciar aspectos de comportamento que podem acarretar a perda da imagem. </li></ul><ul><li>O tato é uma espécie de mecanismo de proteção. </li></ul>
  13. 13. Comunicação Não-Verbal <ul><li>Comunicação é a transmissão de estímulos e respostas provocadas, através de um sistema completa ou parcialmente compartilhado. </li></ul><ul><li>Linguagem não-verbal é a qual onde os movimentos faciais e corporais, os gestos, os olhares, a entoação são também importantes. </li></ul>
  14. 14. <ul><li>Os significados de determinados gestos e comportamentos variam muito de uma cultura para outra e de época para época. </li></ul>
  15. 15. <ul><li>Os sinais não-verbais têm as funções específicas de regular e encadear as interações sociais e de expressar emoções e atitudes interpessoais. </li></ul><ul><li>Expressão facial; </li></ul><ul><li>Movimentos dos olhos e da cabeça; </li></ul><ul><li>Postura e movimentos do corpo; </li></ul><ul><li>Comportamentos não-verbais da voz; </li></ul><ul><li>A aparência. </li></ul>
  16. 16. Gênero e a Comunicação Não-Verbal <ul><li>Concepções de gênero e papéis de gênero são influenciadas por fatores sociais, questões de poder e posição na sociedade. </li></ul>
  17. 17. <ul><li>Um contato visual de um homem à uma mulher pode ser visto de maneira “natural” ou “inocente”. </li></ul><ul><li>Com papéis inversos, a interpretação para com a mulher muitas vezes é de modo vulgar. </li></ul>
  18. 18. Regras Sociais e Diálogo <ul><li>Estudo das conversas. Influência de Goffman. </li></ul><ul><li>Harold Garfinkel foi o fundador da etnometodologia (estudo dos métodos do povo para dar sentido ao que outros fazem ou dizem). </li></ul>
  19. 19. <ul><li>É possível saber o sentido em uma conversa se soubermos o contexto social, implícito. Caso contrário, não faz algum sentido. </li></ul><ul><li>Uso das palavras no contexto cotidiano. </li></ul>
  20. 20. Concepções Partilhadas <ul><li>As pressuposições culturais compartilhadas, embora não-verbais, são fundamentais para o próprio tecido social. Delas depende a estabilidade e o sentido da nossa vida social cotidiana. </li></ul>
  21. 21. <ul><li>Nos experimentos de Garfinkel com voluntários, as pessoas se irritavam quando as pressuposições não-verbais não eram usadas. </li></ul>
  22. 22. Vandalismo Internacional <ul><li>Quando as convenções tácitas do dialogo são quebradas, nos sentimos confusos, ameaçados e inseguros. </li></ul><ul><li>Duneier e Molotch utilizam a técnica da análise da conversação. </li></ul><ul><li>Homens negros, viciados e sem-teto em diálogo com mulheres brancas. Algo dá errado. </li></ul>
  23. 23. <ul><li>O vandalismo interacional deixa as vítimas atordoadas. Está intimamente atrelado às estruturas de classe, status, gênero e raça. </li></ul>
  24. 24. Formas de Falar <ul><li>A pesquisa etnometodológica possui muitos críticos. </li></ul><ul><li>O estudo do diálogo cotidiano mostrou a complexidade do domínio da linguagem pelas pessoas. </li></ul>
  25. 25. Respostas Exclamativas <ul><li>Alguns tipos de locução não são diálogos, mas consistem em exclamações. </li></ul><ul><li>Uma parte natural da natureza humana é demonstrar continuamente aos outros nossa competência nas rotinas da vida cotidiana. </li></ul>
  26. 26. Lapsos da Fala <ul><li>Erros de fala e de pronúncia no decorrer de conversas, palestras e outras situações de fala. </li></ul><ul><li>Lapsos de língua revelam, de modo muito breve, coisas que desejamos manter escondidas, consciente ou inconscientemente; expõe verdadeiramente nossos sentimentos. </li></ul>
  27. 27. Lapsos da fala são quase sempre engraçados e podem passar por piadas. A diferença está simplesmente na intenção ou não, por parte do falante, de que as palavras sejam articuladas como o foram. Tendemos a rir mais de erros verbais quando locutores ( ou professores em aula ) os cometem do que quando acontecem em uma conversa normal.
  28. 28. Astúcia Urbana Quando as pessoas desenvolvem habilidades como a “arte da esquiva e do desvio” a fim de lidar com sua vulnerabilidade diante da violência e do crime. Elijah Anderson através do seu livro Streetwise: Race, Class and Change in an Urban Community (1990) mostrou que o estudo da vida cotidiana esclarece o modo como a ordem social é criada pelos compartimentos individuais pertencentes a um infinito número de microinterações.
  29. 29. Anderson começou lembrando a descrição de Erving Goffman sobre como as regras e o status sociais passam a existir em contextos ou locais específicos : “ Quando um indivíduo entra em contato com outros, eles normalmente procuram adquirir informação a seu respeito ou ativar informações que já possuíam. A informação sobre o indivíduo ajuda a definir a situação, possibilitando aos outros saber, antecipadamente, o que ele pode esperar deles e o que eles podem esperar dele. “
  30. 30. Pistas e Sinais Comportamentais que compõem o Vocabulário da Interação Pública A cor da pele, o gênero, a idade, as companhias, as roupas, as jóias e os objetos que as pessoas carregam ajudam a identificá-las. Movimentos (rápidos ou lentos, falsos ou sinceros, compreensíveis ou não compreensíveis) e fatores como horário ou uma atividade que “explique” a presença da pessoa formam conceitos, de forma que a comunicação pode ou não ocorrer. Se um estranho não pode passar pela inspeção e ser considerado “seguro”, pode surgir a imagem do predador , e os pedestres do mesmo grupo talvez tentem manter uma distância compatível com essa imagem.
  31. 31. Pessoas com maior possibilidade de passar pela inspeção são aquelas que mão se encaixam nos estereótipos normalmente aceitos do que são pessoas perigosas. As crianças passam pela inspeção prontamente, enquanto mulheres brancas e homens brancos o fazem mais lentamente, e mulheres negras, homens negros e adolescentes negros do sexo masculino o fazem mais lentamente do que todos.
  32. 32. Ao mostrar que as tensões interacionais derivam de status exteriores , como raça, classe e gênero, Anderson mostra que não podemos desenvolver uma compreensão total da situação observando as próprias microinterações. É assim que ele faz a ligação entre microinterações e macroprocessos.
  33. 33. Regiões de Frente e Regiões de Fundo <ul><li>Boa parte da vida social, segundo Goffman, pode ser dividida em regiões de frente e de fundo. </li></ul>
  34. 34. Regiões de Frente <ul><li>São ocasiões sociais ou encontros em que os indivíduos representam papéis formais; são “performances de palco”. </li></ul>
  35. 35. Regiões de Fundo <ul><li>Quando estão fora de cena,as pessoas podem relaxar e dar vazão a sentimentos e estilos de comportamentos que mantêm sob controle quando estão diante do palco. </li></ul>
  36. 36. Espaço Pessoal <ul><li>Edward T.Hall (1959/1966) </li></ul><ul><li>distingue quatro </li></ul><ul><li>zonas de espaço pessoal. </li></ul>
  37. 37. Distância Íntima <ul><li>De aprox. 33 centímetros. </li></ul><ul><li>Somente aqueles envolvidos em relacionamentos onde o contato corporal regular é permitido. </li></ul>
  38. 38. Distância Pessoal <ul><li>De 33 a 88 centímetros. </li></ul><ul><li>Alguma intimidade de contato é permitida, mas tende a ser estritamente limitada. </li></ul>
  39. 39. Distância Social <ul><li>De 88cent. a 2,64 metros. </li></ul><ul><li>É a zona normalmente mantida em contextos formais como entrevistas. </li></ul>
  40. 40. Distância Pública <ul><li>Acima de 2,64 metros. </li></ul><ul><li>Preservadas por aqueles que estão representando para uma platéia. </li></ul>
  41. 41. Interação no Tempo e no Espaço <ul><li>Toda interação é situada-ocorre em um lugar específico e tem uma duração específica no tempo. </li></ul><ul><li>As nossas ações no decurso do dia tendem a ser “zoneadas”,tanto no tempo quanto no espaço. </li></ul>
  42. 42. <ul><li>Nas sociedades modernas, o zoneamento de nossas atividades é fortemente influenciado pelo tempo do relógio. Hoje em dia as sociedades industrializadas não existiriam sem uma precisa regulação temporal das atividades (Mumford,1973). </li></ul>
  43. 43. <ul><li>O horário mundial padrão foi aprovado na Conferência Internacional do Primeiro Meridiano, em Washington D.C., Estados Unidos (1884). O termo Horário Médio de Greenwich(HMG) foi substituído por Tempo Universal Coordenado(TUC). </li></ul>
  44. 44. <ul><li>Os monastérios do séc. XIV foram as primeiras organizações a esquematizar as atividades de seus internos de maneira precisa ao longo do dia e da semana. Hoje </li></ul><ul><li>em dia não há grupo ou organização que </li></ul><ul><li>não o faça. </li></ul>
  45. 45. Comunicação x Gasto de Tempo <ul><li>Até cerca de 50 anos atrás, a maioria das comunicações através do espaço requeria certa duração de tempo. </li></ul>
  46. 46. <ul><li>Com a praticidade da tecnologia de hoje em dia, o contato indireto vem se tornando cada vez mais uma prática comum, levando alguns estudiosos a dúvida de uma possível sociedade “distante”. </li></ul>
  47. 47. Comunicação direta ou salas de chat ? <ul><li>A substituição de reuniões pessoais por reuniões on-line, correio eletrônico e mensagens instantâneas vem abrindo espaço para novas indagações e pesquisas. </li></ul>
  48. 48. <ul><li>“ O problema reside na comunicação humana. Pensamos nela como um produto da mente, mas ela é feita pelo corpo: Os rostos se movem, as vozes são entoadas, os corpos balançam, as mãos gesticulam... Na internet a mente está presente mas o corpo desapareceu.” (Locke, 2000) </li></ul>
  49. 49. <ul><li>Enquanto uns apontam pontos negativos como a má interpretação, outros apontam diferentes visões: </li></ul><ul><li>Uma mensagem on-line, por exemplo, mascara qualquer tipo de identidade que possa ser discriminada, voltando a atenção apenas para a mensagem enviada, favorecendo o falante que num encontro ou ao telefone seria prejudicado. </li></ul>
  50. 50. <ul><li>Ninguém questiona que as novas formas de mídia estão revolucionando a maneira que as pessoas se </li></ul><ul><li>comunicam, porém </li></ul><ul><li>mesmo em momentos </li></ul><ul><li>que poderiam se </li></ul><ul><li>utilizar a comunicação </li></ul><ul><li>indireta, os humanos </li></ul><ul><li>ainda preferem o </li></ul><ul><li>contato direto, possivelmente ainda mais do antes. </li></ul>
  51. 51. Compulsão de Proximidade <ul><li>Uma explicação para esse fenômeno vem de Deirdre Borden e Harvey Molotoch, que estudaram o que chamam de compulsão de proximidade: A necessidade de os indivíduos se encontrarem em situações de co-presença ou de interação face a face. </li></ul>

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