Arte, culturas populares e saude

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Palestra no ENEPS - encontro nacional de educação popular em saúde - Fortaleza, Agosto de 2008

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Arte, culturas populares e saude

  1. 1. Brinquedo de Memória
  2. 2. Julio Alberto Wong Un Rede de Educação Popular em Saúde ENEPS – Fortaleza – Julho / Agosto de 2008
  3. 3. Ὁ βίος βραχύς, ἡ δὲ τέχνη μακρή
  4. 4. <ul><li>Percepções Poéticas A partir de Fotos Relacionadas à Biografia; </li></ul><ul><li>Algumas Sensibilidades sobre A Vida na Saúde como Possível Arte; </li></ul><ul><li>Arte Alta: Grande Arte: Grande Saúde </li></ul>
  5. 5. Ὁ βίος βραχύς, ἡ δὲ τέχνη μακρή Ars Longa Vita Brevis
  6. 6. <ul><li>Convite à Jornada do Herói (Joseph Campbell); </li></ul><ul><li>Busca contínua da Descoberta do Mundo (Clarice Lispector); </li></ul><ul><li>Valor de transformar a Dor, o Sofrimento, o Descaso, o Desigual em Beleza (Rubem Alves); </li></ul><ul><li>Realizar a Vontade de Ser Mais de todo Ser Humano (Paulo Freire); </li></ul><ul><li>A Necessidade Humana Fundamental de Ir Além de Nós Mesmos (Leonardo Boff); </li></ul>
  7. 7. <ul><li>Exercer uma Escuta Poética do Mundo (Prigogine e Stengers); </li></ul><ul><li>Aprofundar o lado interior: a experiência estética do mundo – a dimensão da arte que nos habita; </li></ul><ul><li>A oportunidade preciosa e única que os mundos periféricos dão para Deixar-nos Transformar; </li></ul><ul><li>Necessidade de Saber Mais sobre Experiências Transformativas na Saúde; </li></ul>
  8. 8. O Singular é (também) Social <ul><li>Imagens de Biografia para pensarmos Interseções entre Arte e Saúde. </li></ul>
  9. 9. Fronteiras A vivência das regiões porosas de contato cultural
  10. 11. Fronteiras Móveis <ul><li>Delimitações e Misturas; </li></ul><ul><li>Culturas mestiças; </li></ul><ul><li>Polifonias: músicas culturais a várias vozes; </li></ul><ul><li>Zonas de Contato: porosidades; </li></ul><ul><li>Mas também arame farpado, muralha, isolamento. </li></ul>
  11. 12. Desertos Um Olhar que Nunca Termina Um Olhar que Nunca se Cansa
  12. 14. O deserto de Atacama está dentro de Mim <ul><li>A experiência de um infinito hostil porem amoroso / amado; </li></ul><ul><li>O valor intenso dos oásis, da água e do verde; </li></ul><ul><li>Inventar a Vida e a Alegria em Vales Estreitos; </li></ul><ul><li>Criar coisas gostosas com poucos recursos: azeitonas, azeites, vinhos, aguardente de uva; </li></ul><ul><li>Olhar, sentir, percorrer o deserto que é Útero, Leito, Fonte, Cemitério; </li></ul><ul><li>O Sertão é o Mundo (Joaozinho Rosa). </li></ul><ul><li>O Sertão está dentro de nós </li></ul>
  13. 15. [Ser que se faz] Além dos centros A Descoberta do Mundo
  14. 18. O mundo andino <ul><li>Raiz e Mito – Afastamento e invisibilidade; </li></ul><ul><li>Violência Política e Extrema Pobreza; </li></ul><ul><li>Contemplação do Mundo – o Ser Vagaroso – o ET que olhava as folhinhas; </li></ul><ul><li>O Circo pobre; </li></ul><ul><li>A paixão pelo céu, pelo frio, pelas tormentas, pela limpidez da Alma Andina. </li></ul>
  15. 19. <ul><li>Um espaço privilegiado para aprender – no sentido profundo e radical – é a experiência com as periferias do mundo; </li></ul><ul><li>Há imensa riqueza e sabedoria nos esquecidos, excluídos, invisíveis. </li></ul>
  16. 20. <ul><li>Grande valor da experiência; </li></ul><ul><li>A vida como base da reflexão; </li></ul><ul><li>A vida solidária e em diálogo; </li></ul><ul><li>Busca da dimensão crítica e da dimensão da beleza  educação; </li></ul>
  17. 21. Para ir parando <ul><li>Só umas fotos do Umbigo do Mundo </li></ul>
  18. 27. Aprofundar nossos sentidos Carta de Naufrago
  19. 28. <ul><li>Viver a Arte em todas suas formas (e além das usuais: namorar o mundo e as pessoas); </li></ul><ul><li>Conhecimento espantado e sagrado de Outras Culturas; </li></ul><ul><li>Aprender a humildade e o encantamento do mundo; </li></ul><ul><li>Deixar se surpreender; </li></ul><ul><li>Olhar como criança, como Poeta, como principiante: como se fosse a primeira vez. </li></ul>
  20. 29. <ul><li>Desconfiar das dicotomias excludentes; </li></ul><ul><li>Favorecer as misturas; </li></ul><ul><li>Confiar nos sentidos, nos desejos, nas emoções e nas intuições; </li></ul><ul><li>Aprender do simples, daquele que sofre, dos pequenos, dos excluídos; </li></ul><ul><li>Enxergar as oportunidades de transformação no cotidiano – mesmo na dificuldade; </li></ul><ul><li>Aprender do contato profundo com os Outros </li></ul>
  21. 30. <ul><li>Disciplina contínua e persistente para desvendar a poesia da existência cotidiana; </li></ul><ul><li>Não é de todos nem para todos; </li></ul><ul><li>Não tem formas únicas nem limitadas; </li></ul><ul><li>Tudo o que foi falado aqui mergulha na sensibilidade visionária e radical do nosso Paulo Freire; </li></ul><ul><li>Temos muitos mais desafios do que a técnica, as idéias, os dispositivos... </li></ul>
  22. 31. <ul><li>Toda Arte Exige... </li></ul><ul><li>Treino, </li></ul><ul><li>Prática, </li></ul><ul><li>Paciência, </li></ul><ul><li>Mudanças de Rumo, </li></ul><ul><li>Criatividades, </li></ul><ul><li>Diálogos, </li></ul><ul><li>Silêncios e Solidões, </li></ul><ul><li>Aceitação </li></ul><ul><li>90% suor 10% inspiração </li></ul>
  23. 32. À amiga Marília que inspirou este brinquedo com sua curiosidade radical AGRADECIMENTO
  24. 33. [email_address] Instituto de Saúde da Comunidade Universidade Federal Fluminense

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