Hipertireoidismo e hipotireoidismo

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Hipertireoidismo e hipotireoidismo

  1. 1.  A tireoide é uma glândula endócrina importantíssima ao organismo;  Os hormônios liberados por ela: T4 (tiroxina); T3 (triiodotironina).
  2. 2.  A tireoide tem a capacidade de afetar a taxa metabólica de todos os tecidos: Velocidades das reações químicas; O volume do oxigênio consumido; Quantidade de calor produzido.
  3. 3.  Trata-se de uma condição que resulta de quantidades inadequadas do hormônio tireoidiano na corrente sanguínea;  Baixa ou nenhuma produção de hormônios.
  4. 4.  Hipotireoidismo primário:  Doença autoimune;  Deficiência dietética de iodo;  Tireoidite subaguda;  Hipotireoidismo secundário: Causado por secreções inadequadas de TSH;  Secreção inadequado de hormônio tireoidiano;  Ocorre depressão da maioria dos sistemas enzimáticos;  Atividades metabólicas de todas as células do organismo declina.
  5. 5.  Fadiga e letargia;  Aumento de peso;  Mãos e pés frios;  Adelgaçamento dos cabelos;  Cardiomegalia;  Assintomático com T4 livre está dentro da variação normal e TSH elevado.
  6. 6.  Baixos níveis de T3 e T4;  Níveis elevados de TSH;  Elevação do colesterol sérico;  Eletrocardiograma;  Elevação dos anticorpos peroxidase da tireoide;
  7. 7.  Deve começar de preferência na fase subclínica com a reposição do hormônio tiroxina que a tireoide deixou de fabricar;  Como dificilmente a doença regride, ele deve ser tomado por toda a vida, mas os resultados são muito bons.
  8. 8.  LEVOTIROXINA (T4) (ORAL)  O que é: Hormônio tireoidiano;  Para que serve: Hipotireoidismo; bócio; câncer de tireoide.  Como age: Aumenta a velocidade metabólica dos tecidos do organismo. Está envolvida no crescimento e desenvolvimento normais.  Reações que podem ocorrer:  GENITURINÁRIO: aumento de cálcio na urina (em crianças).  DERMATOLÓGICO: queda temporária dos cabelos (em crianças).  CARDIOVASCULAR: aumento dos batimentos cardíacos; palpitação; pulso acelerado.  GASTRINTESTINAL: diarreia.  SISTEMA NERVOSO CENTRAL: dor de cabeça; insônia; nervosismo; tremor.  ENDÓCRINO-METABÓLICO: emagrecimento rápido.  OUTROS: dor no tórax; intolerância ao calor; reações alérgicas; sinais de tireotoxicose; transpiração excessiva.
  9. 9.  Liotironina (T3)  Liotironina T3 é um hormônio tireoideano de uso oral indicado para hipotireoidismo e infertilidade masculina.  Indicações da Liotironina: Bócio simples (não-tóxico); cretinismo; hipotireoidismo; infertilidade masculina (devida o hipotireoidismo); mixedema.  Efeitos Colaterais da Liotironina: Aumentos dos batimentos cardíacos; pulsação acelerada; tremor; insônia.  Contraindicações da Liotironina: Gravidez risco A; amamentação; doença de Addison; infarto agudo no miocárdio; insuficiência renal; insuficiência suprarrenal não corrigida; para o tratamento da obesidade; tireotoxicose.
  10. 10.  Monitorar os SSVV;  Monitorar os traços ECG;  Evita aumento da taxa metabólica que impõe uma sobre carga no coração;  Administrar liquido e os medicamentos com cautela.
  11. 11. O Sr. J. C. 59 anos, sexo masculino, queixa-se de astenia, sonolência, adinamia, dificuldade de memória e de concentração há cerca de 1 ano, coincidindo com aposentadoria. Atribuiu o fato a depressão e procurou psiquiatra que prescreveu fluoxetina. Não obteve melhora com a fluoxetina e passou a não dormir bem. Tem dislipidemia diagnosticada há 2 anos, com colesterol total de 250 mg/dL e LDL elevado, na faixa de 170 mg/dL, mas recusa-se a usar medicamento, pois diz já ter utilizado e “não adiantou nada”. Procurou ambulatório de clínica geral, onde se observou discreto bócio difuso de superfície lisa, FC 55 bpm, PA 130 x 90 mmHg, IMC 28. Foram solicitados os seguintes exames:  TSH: 13,8 mU/L (ref 0,5-4,5),  T 4livre: 0,7ng/dl (0,8-1,8);  Glicemia jejum: 104mg/dl  Creatinofosquinase: 567UI/ml (até 190 UI / ml em homens). FONTE: http://mediatria.blogspot.com.br/
  12. 12. PRESCRIÇÃO: Avaliar o nível de tolerância à atividade bem como o grau de fadiga, letargia e mal-estar, manter o paciente no leito quando fadigado ou quando ocorrer dor ou desconforto abdominal.(Enfermeiro) Fazer mudança de decúbito a cada duas horas durante a IH. (téc. De Enfermagem) Contatar o Enfermeiro plantonista quando necessário.
  13. 13. PRESCRIÇÃO: Monitorar os SSVV(FP, PA, FC) a cada 30 min até normalizar os valores, após normalizar executar a monitorização a cada duas horas. (Téc. de Enfermagem) Contatar o Enfermeiro plantonista quando necessário.
  14. 14. PRESCRIÇÃO: Realizar atividades no leito (flexão e extensão de MMII e MMSS, rotação de extremidades) de acordo a tolerância do paciente, uma vez ao dia, durante a IH. (Téc. de Enfermagem) Contatar o Enfermeiro plantonista quando necessário.
  15. 15.  Condição hipermetabólica caracterizada por quantidades excessivas de homônimo tireoidiano na corrente sanguínea.
  16. 16.  Mais comum em mulheres que em homens;  Pode aparecer após um choque emocional, infecção ou estresse emocional  Bócio nodular tóxico  O hipertireoidismo caracteriza- se por hipertrofia ou hiperplasia da tireoide.  Pode oscilar desde taxas metabólicas aumentadas até hiperatividade conhecida como tireotoxicose
  17. 17.  Dificuldade em ficar sentado tranquilamente  Pulso rápido em repouso e durante esforço oscila entre 90 e 160.  Aumento do apetite e perda progressiva de peso corporal.  A tireoide pode ser palpável e pode auscultar um sopro sobre a glândula.  Fadiga e fraqueza musculares; amenorreia.
  18. 18. T3 e T4 elevadas; Elevação da captação de T3, sérica por resina e do índice de tiroxina livre; Baixos níveis de TSH.
  19. 19. O tratamento depende das causas, da idade do paciente e das complicações da doença. Pode consistir em agentes antitireoidianos, radioterapia ou cirurgia. Tem como meta normalizar a taxa metabólica.
  20. 20.  Tioamidas – propiltiouracila (PTU), metimazol (Tapazole).  Agem reduzindo a síntese de hormônio tireoidianos por inibirem a peroxidase da tireoide.  A tireoide torna-se menor.  A terapia é suspensa gradualmente para evitar uma exacerbação.  Propranolol (Inderal).  Medicamento para controlar as manifestações periféricas do hipertireoidismo.  Atua como agente bloqueador beta adrenérgico.  Elimina a taquicardia, os tremores, a sudorese excessiva, o nervosismo.  Glicocorticoides.  Reduzem a conversão periférica de t4 para t3, que é hormônio tireoidiano mais possante.
  21. 21.  Iodo radiativo.  Limita a secreção de hormônio tireoidiano por destruir o tecido da tireoide.  A principal vantagem reside na possibilidade de remissão duradoura.  A principal desvantagem reside na possibilidade de produzir o hipotireoidismo permanente.  Cirurgia.  Utilizada para os pacientes com grandes bócios ou o uso de tioamidas e iodo radiativo é contraindicado.  A tireoidectomia subtotal envolve remoção de maior parte da tireoide.
  22. 22.  Monitorar o estado hídrico e nutricional;  Manter e integridade cutânea;  Monitorar atentamente a temperatura do paciente para possível tempestade tireoidiana;  Realizar avaliação multissistêmica;
  23. 23. O Sr. J. C. 70 anos, é portador de miocardiopatia congestiva. Utiliza espironolactona 50 mg MID, captopril 25 mg TID, furosemida 40 mg BID, sinvastatina 20 mg MID e ácido acetil salicílico 100 mg MID. Vem apresentando há dois meses desânimo, Insônia e hiporexia. Relata piora da dispnéia há cerca de 30 dias apesar da utilização regular dos medicamentos. Há 15 anos tem bócio volumoso, diagnosticado como bócio multinodular. Ao exame apresentava-se abatido, desanimado, corado, hidratado, afebril, com edema pré-tibial (++/4+). A pele era macia e quente e apresentava tremores finos nas mãos. A tireoide era visível, irregular, com o dobro do volume habitual, nodular, indolor. E de consistência fibroelástica. Havia crepitações teleinspiratórias nas bases pulmonares; PA=150x90mmHg em decúbito e ortostatismo; FR=20irpm, FC=120bpm, FP=100bpm. Bulhas taquicárdicas, arrítmicas, com B3 FONTE: http://marcellatc.blogspot.com.br/
  24. 24. PRESCRIÇÃO: Monitorar os SSVV(FC, PA,T) a cada 30 minutos até normalizar os valores, após normalizar, executar a monitorização a cada duas horas. Monitorar continuamente a frequência e a profundidade respiratórias. Realizar Oxigenoterapia CPM até o paciente apresentar melhora da dispneia. (Téc. de Enfermagem) Contatar o Enfermeiro plantonista quando necessário.
  25. 25. PRESCRIÇÃO: Estimular o paciente a comer de acordo a preferência do mesmo, oferecendo pequenas porções a cada duas horas, monitorar o balanço hídrico e nutricional pesando o paciente diariamente realizando registro preciso de ingestão e eliminação diariamente durante a IH. (Téc. de Enfermagem) Contatar o Enfermeiro plantonista quando necessário.
  26. 26. PRESCRIÇÃO: Realizar mudança de decúbito a cada duas horas, utilizar coxins em proeminências ósseas, supervisionar o estado da pele, hidratar a pele com óleo de milho, observar o estado do edema, todos os dias durante a IH. (Téc. de Enfermagem) Contatar o Enfermeiro plantonista quando necessário.
  27. 27. Diagnostico de enfermagem da NANDA: definições e classificação 2012-2014/[NANDA Internacional]; tradução: Regina Machado Garcez; revisão técnica: Alba Lucia Bottura Leite de Barros [et al.] – Porto Alegre: Artmed, 2013. NETTINA, Sandra M.; Distúrbios da tireoide; BRUNNER, Prática de Enfermagem; Rio de Janeiro – RJ, 2011. VARELLA, Dráuzio; Hipotireoidismo e hipertireoidismo; Disponível em: http://drauziovarella.com.br/ acesso em: 22/03/2014 às: 10:48.

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