Medéia - Eurípedes

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Trabalho apresentado como parte da composição da primeira nota de Crítica Literária.

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Medéia - Eurípedes

  1. 1. MEDÉIA Culpada ou vítima?
  2. 2. Eurípedes <ul><li>Eurípedes foi um importante poeta da Grécia Antiga nasceu em 485 a.C. na ilha grega de Salamina e morreu em 406 a.C. na cidade de Pela (Macedônia).  </li></ul><ul><li>Protagonista de novas idéias é um autor de renovação, criador da nova comédia ática: um tipo de tragédia cujo principal objetivo era fazer da arte a representação não do agradável mais do útil. </li></ul><ul><li>Eurípedes colocou o homem no centro da representação , deixando os deuses para um segundo plano. O homem começa a procurar apoio dentro de si e não mais dos deuses. </li></ul>
  3. 3. <ul><li>Seus personagens estão sempre aterrorizados por sentimentos intensos e dolorosos, beirando à loucura. Para Eurípedes interessava mostrar que todas as tragédias tinham um denominador comum: a presença concreta do sofrimento humano, vindo da paixão, do erro ou dos deuses. Esse vê a função da arte como a revelação da realidade, independentemente de questões éticas e morais . </li></ul><ul><li>Na poética Aristóteles diz ser um bom poeta aquele que imita “as coisas quais eram ou são, quais os outros dizem que são ou quais parecem, ou quais deveriam ser”, Sófocles diz pintar o homem como deveriam ser, e Eurípedes os pinta como eles são. </li></ul><ul><li>De acordo com estudiosos do período, estima-se que escreveu cerca de 95 peças trágicas. Porém, somente 18 chegou até nossa época. </li></ul>
  4. 4. <ul><li>Em suas peças, Eurípedes abordou questões psicológicas, mitos e a tragédia dos vencidos. Obras de Eurípedes: </li></ul><ul><li>Medéia  Hipólito  As Bacantes As Suplicantes As Mulheres de Tróia </li></ul>
  5. 5. Características da obra <ul><li>Em Medéia, Eurípedes irá focar nas ações da personagem feminina. Primeiro porque na antiga sociedade da Grécia a mulher não tinha nenhum valor, e era vista como um símbolo de fraqueza. Era considerada um ser inferior e não tinha os mesmos direitos que os homens. O papel da mulher era cuidar do lar e se dedicar ao seu marido, apenas isso. </li></ul><ul><li>Eurípedes dá a Medeia o caráter louco, ou seja, a loucura, em que ela afligida pelo conflito interno, pelos seus sentimentos de angustias, entre matar seus próprios filhos e abandonar a vingança ao marido traidor. </li></ul><ul><li>Medeia não é uma heroína convencional. Sua vida, marcada por transgressões, por crimes, é o oposto dos padrões de heroísmo das obras clássicas . </li></ul>
  6. 6. <ul><li>A obra Medéia apresenta como objeto da mimese ações de homens de caráter elevado, isto é, Medéia, conhecida nas lendas da antiguidade por seus poderes mágicos, neta do sol, foi heroína por ter salvado Jasão das provas impossíveis de ser realizado, feito pelo rei Aietes, e acabou se tornando esposa dele. Porém quando Jasão abandona-a por outra, ela se sente magoada, revoltada, angustiada e sai de cena o heroísmo da personagem para entrar a mulher fria, impiedosa, que mata seus dois filhos e ainda a noiva de Jasão juntamente com o pai desta para se vingar. </li></ul><ul><li>Simplificando, o objeto da imitação é representado nos homens em ação, ou seja, as ações de Medéia. Estes, segundo Aristóteles, se caracterizam eticamente como bons ou maus, no caso de Medéia ela no início foi boa por ter salvado Jasão, mas no desenrolar do drama ela foi mau por ter matados seus filhos. </li></ul>
  7. 7. Resumo da obra <ul><li>Podemos ver na obra Medéia, sua angústia e dor, em que está no ínicio da obra, Medéia começa a lamentar, a desesperar-se por causa de Jasão tê-la abondonando por outra mulher : </li></ul><ul><li>“ Como sou infeliz! Que sofrimento o meu, desventurada! Ai de mim! Por que não morro?” </li></ul><ul><li>A bruxa e semi-deusa Medéia descobre que seu amado Jasão, guerreiro belíssimo e bem mais jovem do que ela, abandonou-a para se casar com Glauce, filha do rei Creonte. Transtornada de ódio e ciúme, Medéia jura uma terrível vingança. </li></ul><ul><li>O ressentimento de Medéia aumenta quando Creonte, sabendo de suas intenções maléficas, ordena que ela e seus filhos sejam banidos de Corinto. Esperta, Medéia persuade o rei a deixá-la ficar só mais um dia, tempo necessário para se preparar para o exílio. Em sua mente, porém, ela já está formalizando o plano da vingança. Seu único problema é descobrir para onde poderá fugir depois. </li></ul><ul><li>Medéia chega à conclusão de que sua vingança seria mais perfeita se Jasão permanecesse vivo para sofrer. Nada poderia causar-lhe mais dor do que envelhecer sem um amor, sem amigos... e sem seus filhos. Dessa forma, Medéia resolve matar o rei, a princesa e, numa violência contra a natureza humana, exterminar os próprios filhos.   </li></ul>
  8. 8. <ul><li>Medéia mata Glauce e Creonte e vendo seus filhos, ela fica dividida entre os sentimentos  do amor e do ódio, entre o desejo de vingança e o instinto materno. O lado bárbaro de sua natureza acaba triunfando e a bruxa tranca-se com as crianças dentro da casa. O coro, formado pelas mulheres de Corinto, chega para implorar pela vida das crianças, mas isso não impede que a mãe as esfaqueie até a morte. </li></ul><ul><li>Jasão, transtornado por causa das mortes de Creonte e Glauce, aparece decidido a tomar os filhos de Medéia. Ao descobrir que as crianças também estão mortas, ele quase enlouquece de desespero. Enquanto tenta derrubar a porta da casa, Medéia aparece flutuando no céu, dentro da carruagem mágica do deus Apolo. Ao lado dela, os corpos dos filhos mortos. Jasão amaldiçoa a ex-mulher, que já começa a sofrer com o sentimento de culpa. A carruagem, conduzida por dragões, parte em direção à montanha da deusa Hera. Lá, Medéia pretende enterrar os filhos. Depois, deseja seguir  para Atenas, onde deverá  permanecer até o final de seus dias, convivendo com a horrenda consciência de seu crime. </li></ul>
  9. 9. Tragédia <ul><li>Conforme Aristóteles, a tragédia é a mimese de uma ação de caráter elevado (importante e completa) num estilo agradável executada por atores que representam os homens de mais forte pensamentos, tendo por finalidade suscitar terror e piedade e obter a catarse (libertação) dessas emoções. </li></ul><ul><li>O Herói trágico vê-se sempre entre duas forças opostas: o ethos, seu próprio caráter, e o dáimon (destino), e se movimenta em um mundo também trágico, no qual se encontram tensão e organização social e jurídica caracterizadora da época, e a tradição mítica e heróica. Dessa forma para que o herói caia na desgraça é necessário vivenciar um desequilíbrio: a hybris que o coloca em erro inconsciente (falha trágica) e que se vinculando ao destino conduz à destruição de seu mundo. </li></ul>
  10. 10. A Hybris e a Hamartia <ul><li>O conceito de hybris tem sido aplicado principalmente em relação ao protagonista da tragédia que desafia as leis morais vigentes na polis e as proibições dos deuses. A transgressão do protagonista ou hamartia que leva à sua queda, o que não significa necessariamente um desfecho trágico. </li></ul><ul><li>Em Medéia, a hybris se apresenta com uma força trágica incomum, pois a protagonista terna e monstruosa pela intensidade da sua paixão por Jasão, é capaz de assassinar os próprios filhos, para punir o amante (pela sua infidelidade) de uma forma radical. Entretanto, ela é resgatada, no final, pelo carro de Hélios, seu pai. </li></ul>
  11. 11. <ul><li>A hamartia pode resultar, igualmente, de um mau julgamento, de ignorância, de fraqueza inata ou quaisquer outras causas. No entanto,  ela define-se sempre como ação concretizada ou ato falho. </li></ul><ul><li>Em medéia, a Hamartia acontece depois de matar seus filhos, a bruxa foge e deseja seguir  para Atenas, onde deverá  permanecer até o final de seus dias, convivendo com a dor da consciência de seu crime. </li></ul><ul><li>P.S: Há quem diga que na obra não há presença de hamartia já que o caráter da heroína trágica não é simpático a nós e naquela época as mulheres não tinham caráter heróico. Também, a hamartia pode ser caracterizado no momento em que Jasão trai a sua esposa Medéia para ficar com Glauce trazendo para si, todas as desgraças cometidas por medéia. </li></ul>
  12. 12. A Catarse <ul><li>Catarse é purificação da alma através da identificação. Por exemplo, ao assistir uma peça, um filme, uma novela, você se envolve com a trama, com os personagens, o que faz que você sinta as mesmas emoções deles (medo, compaixão, raiva) sem ter que realmente viver essas situações. Você se identifica com o personagem, compartilha suas emoções e assim se purifica emocionalmente, como uma terapia. Medéia mata os filhos e vai embora, enfim, houve algo que harmonizou tudo, uma iluminação. Essa é a teoria da catarse aristotélica no século XX. </li></ul><ul><li>O efeito catártico ( a catarse) no drama é apresentado na cena em que Medéia mata seus filhos a partir que suscita o temor no espectador, porém as emoções, o alívio da personagem é expresso depois que mata sabendo que a sua vingança estava cumprida, no momento em que Jasão se desespera com o ato efetuado por Medéia,ou seja, ela se sente aliviada, purifica suas emoções depois que efetua o crime mas suscita o temor no espectador. </li></ul>
  13. 13. Gota D’água <ul><li>A Obra literária Gota d’agua, de Chico Buarque e Paulo Pontes, modifica a tragédia grega Medéia, de Eurípides, contextualizando-a com o Rio de Janeiro da década de 1970. transformando a protagonista na sofrida Joana e Jasão em um sambista, autor da canção que intitula a peça. Elementos presentes na cultura brasileira, como o samba e a macumba, são acrescentados ao mito, além da focalização no contexto brasileiro, no sofrimento de um povo pobre, morador de um conjunto habitacional e explorado por Creonte, dono das casas. </li></ul><ul><li>A peça tem alicerces herdados de “Medeia”, tragédia de Eurípedes, é a insensatez de sua protagonista, Joana, mulher cega de ódio, carência e paixão, abandonada por seu homem, Jasão, dez anos mais novo, que a trocou pela jovem filha de Creonte, o homem que manda na comunidade em que todos os personagens vivem. </li></ul><ul><li>O livro &quot;Gota D'água&quot; critica o capitalismo mostrando a realidade social da baixa classe brasileira, onde Creonte, personagem explorador do conjunto habitacional, cobrava juros abusivos dos moradores, caracterizando assim o capitalismo. A partir da leitura do livro, podemos concluir que vivemo em uma sociedade onde a obtenção de lucros é o objetivo principal, o que faz com que as pessoas não pensem no bem estar do próximo. </li></ul>
  14. 14. Obrigado! <ul><li>Ângela Silva </li></ul><ul><li>Antônio José </li></ul><ul><li>Gercivaldo Peixoto </li></ul><ul><li>Jeronilde Pereira </li></ul><ul><li>Laís Alves </li></ul><ul><li>Luciana Alves </li></ul><ul><li>Natalie Cristie </li></ul><ul><li>Viviane Mota </li></ul><ul><li>Orientadora: Maria Eneida </li></ul>

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