05 mundo novo formas novas

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Arquitetura do ferro e do vidro, Arte Nova, Eiffel, Arts and Crafts, Gaudi, Escola de Glasgow, Escola de Chicago, Modernismo Catalão

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05 mundo novo formas novas

  1. 1. Cultura da Gare Mundo novo, formas novas. A Arte em redor de 1900 Apresentação concebida para o Curso Profissional de Turismo http://divulgacaohistoria.wordpress.com/
  2. 2. Arquitetura do Ferro e do Vidro
  3. 3. Na segunda metade do século XIX, a arquitetura europeia evoluiu segundo a estética romântica; O ensino defendia que a arquitetura devia preocupar-se fundamentalmente com as estéticas minimizando as questões construtivas; Rejeitam as potencialidades estéticas dos novos materiais e dos seus sistemas construtivos; A arquitetura romântica nunca foi totalmente inovadora; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 3
  4. 4. A inovação seria levada a cabo pelos engenheiros; Sobretudo nas obras de carácter público e nas de carácter utilitário (pontes, estradas, estações de caminho-de-ferro, etc.); Surge a Arquitetura do Ferro e do Vidro; Charles Dutert e Victor Contamin, Galeria das Máquinas, Exposição Universal de Paris, 1889 Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 4
  5. 5. Mengoni, Galerias Victor Emmanuel, Milão Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 5
  6. 6. É uma consequência das inovações tecnológicas da Revolução Industrial; Nesta arquitetura o problema estético (embora seja uma nova proposta estética) é secundário em relação à sua essência, a causa social; O crescimento demográfico das cidades originou problemas urbanísticos: Alojar as pessoas (surgem os prédios com habitações por andar), sistema de transportes, aproveitar o espaço (início da construção em altura); Esta necessidade construtiva exigiu uma revisão dos sistemas, dos processos e dos modelos construtivos; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 6
  7. 7. Surge a necessidade de novas infraestruturas para a produção e o transporte: Fábricas, armazéns, estufas, pontes , mercados, gares, pavilhões de exposições, etc.; Sedille, Galerias Printemps; J. Fowler, B. Baker, Ponte de Forth, Escócia; Charles Bage, Fábrica de Linho, Inglaterra, 1796 Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 7
  8. 8. Os criadores dessas novas tipologias foram os engenheiros; Profissionais novos, saídos do ensino moderno e atualizado das Escolas Politécnicas; Portadores de uma maior preparação científico-técnica que os capacitou para utilizar, de modo inventivo, as potencialidades que a época lhes oferecia; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 8
  9. 9. A aplicação de saberes científicos obtidos no ramo da física mecânica, da resistência e comportamento dos materiais, da geometria, da matemática, etc.; a utilização de novos equipamentos (maquinarias) e novos meios construtivos; o aproveitamento de novos materiais, produzidos industrialmente e por isso mais baratos, como o tijolo cozido, o ferro e o vidro, até meados do século e, posteriormente, também o aço, o cimento armado e o betão; É uma visão mais pragmática, mais racionalista, e funcionalista da arquitetura; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 9
  10. 10. Desde finais do século XVIII que o ferro começou a ser utilizado na arquitetura para criar estruturas resistentes, fáceis de montar e adaptáveis a todas as formas e dimensões; O formato em barras reduziu a sua utilização inicial a estruturas abertas; A. Rippel, Ponte Müngsten, Alemanha C. Liddell, Viaduto ferroviário, 1853-57, Gales; J. Fowler, B. Baker, Ponte de Forth, Escócia Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 10
  11. 11. As pontes foram as primeiras construções; Foi a partir da funcionalidade e resistência testadas nas pontes que os engenheiros criaram estruturas cobertas; J. Bélanger, Mercado do Trigo, 1806, Paris Baltar, Les Halles, Paris Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 11
  12. 12. Polonceau, 1830, inventou a “viga-mestra em ferro”; Permite aligeirar os suportes e reforçar alicerces, permite a construção em altura; O uso do ferro teve uma grande resistência inicial; Pelo que muitas vezes as vigas metálicas eram escondidas por estruturas de pedra, mármore ou tijolo; Esta solução foi utilizadas em muitas estações de caminho de ferro; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 12
  13. 13. Bogardus, Fábrica, Nova Iorque V. Laloux, Estação do Cais d’Orsay Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 13
  14. 14. O início da aceitação dos novos materiais e sistemas construtivos começou com a construção do Palácio de Cristal, Joseph Paxon, 1ª Exposição Mundial, Londres, 1851; Foi um grande sucesso, encantou as pessoas pela sua luminosidade exterior e interior, impondo uma estética nova; Na Exposição de Paris, 1889, a Galeria das Máquinas e sobretudo a Torre da Exposição, de Gustave Eiffel, obtiveram igual êxito; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 14
  15. 15. Na 2ª metade do século surgem muitos edifícios em ferro e vidro: Mercados, galerias comerciais, fábricas, estufas, etc.; Balat, Jardim de Inverno, Bruxelas Turner, Casa das Palmeiras Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 15
  16. 16. A arquitetura do ferro e do vidro traduziu duas tendências inovadoras: Modernização dos processos construtivos, esqueletos em ferro, construção modular, pré-fabricado, estandardizados. Estes processos e materiais possibilitaram a construção em altura e novas tipologias e embarateceram a construção; J. Paxton, Great Stove, estufa Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 16
  17. 17. Desenvolveu novos gostos e conceitos estéticos, o ferro substitui a pedra que com o vidro pareciam, numa perspetiva impressionista, desmaterializar os volumes arquitetónicos, criando atmosferas plenas de luz e ar. Nova estética assente nos elementos estruturais e não nos decorativos; O ferro substitui a ideia de volume plástico fechado; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 17
  18. 18. Le Corbusier afirmou: “Os grandes arquitetos do século XIX, foram os engenheiros”; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 18
  19. 19. O engenheiro Gustave Eiffel (1832-1923) A rutura do ferro
  20. 20. G. Eiffel, Ponte D. Maria Pia, Porto Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 20
  21. 21. Os avanços tecnológicos do século XVIII proporcionaram uma rutura ao nível da arte; Surgem novos conceitos estéticos e novos materiais; Com o ferro e o vidro dá-se uma alteração do conceito de arquitetura, através do primado dos engenheiros; Bartholdi, Estátua da Liberdade, Nova Iorque G. Eiffel, estrutura metálica interior da estátua Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 21
  22. 22. A Revolução Industrial produzindo os novos materiais em grandes quantidades vai promover uma mudança nos gostos; A funcionalidade é o elemento fundamental desta nova arquitetura de engenheiros; Correspondendo às novas necessidades surge um novo conceito de espaço: estruturas finas e resistentes ( esqueleto em ferro) cobertas por vidro; Esta arquitetura adapta-se muito bem à construção de grandes espaços; O desenvolvimento do caminho-de-ferro levou à necessidade de construção de inúmeras pontes e outras estruturas; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 22
  23. 23. Com base na poderosa indústria siderúrgica a nova arquitetura impôs-se no continente europeu e americano; As Exposições Universais vão contribuir para a divulgação desta arquitetura; G. Eiffel, Torre Eiffel Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 23
  24. 24. Factos fundamentais da vida de G. Eiffel: 1832 – nascimento em Dijon; 1885 - formou-se em engenharia; 1877 – projeto da ponte de D. Maria Pia; 1885 – projeto para a estrutura metálica da Estátua de Liberdade; 1889 – Torre Eiffel; 1923 – morte, em Paris; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 24
  25. 25. A Torre Eiffel foi construída para a Exposição Universal de Paris de 1889; É constituída por 6300 toneladas de ferro forjado; 18 000 peças; 2 500 000 ligações; 307 metros de altura; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 25
  26. 26. 1 – rotunda; 2 – galeria das indústria de países estrangeiros; 3 – galeria das máquinas; 4 – torre Eiffel. Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 26
  27. 27. Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 27
  28. 28. A torre não tinha nenhuma funcionalidade, foi um mero exercício das capacidades técnicas da engenharia; O seu êxito foi tal, que em vez de ser desmontada, como era o plano inicial, ainda hoje é o principal símbolo de Paris; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 28
  29. 29. A 1ª Exposição Universal Londres, 1851
  30. 30. Alguns dados sobre o Cristal Palace: 563 metros de comprimento; 124 metros de largura; 30 metros de altura; Joseph Paxton, Cristal Palace, Londres, 1851 Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 30
  31. 31. A realização da Exposição Universal de Londres em 1851 foi fruto da necessidade de divulgar e trocar informações, produtos e novas tecnologias; Joseph Paxton, Cristal Palace, Londres, 1851 Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 31
  32. 32. O Palácio de Cristal foi construído por Joseph Paxton, em apenas 6 meses, com uma grande economia de mão-de-obra e de meios e possível de reutilizar; Empregou módulos de ferro e vidro estandardizados, préfabricados, montados no local; Foi um êxito funcional e estético; Uma afirmação de modernidade que entrava em rutura com os conceitos clássicos de arquitetura; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 32
  33. 33. A nave principal foi dividida em duas áreas: Oeste – Grã-Bretanha e colónias; Este – restantes países do Mundo, participaram países tão distintos como a Áustria, Alemanha, Bélgica, Brasil, Grécia, México, Portugal, etc.; Joseph Paxton, Cristal Palace, Londres, 1851 Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 33
  34. 34. Era uma exposição demonstrativa de um tempo novo; As técnicas e os saberes tradicionais eram definitivamente ultrapassados; A distribuição da exposição fez-se por sectores: norte – maquinarias; sul – produtos agrícolas e matérias-primas; produtos artísticos e manufacturados ao centro; Os objetos de maior dimensão foram expostos no exterior: barcos, maquetas, etc.; No interior a secção de máquinas era a mais visitada: locomotivas, carruagens, carros de bombeiros, etc.; Um martelo a vapor permitia quebrar todo tipo de materiais, um jornal era impresso ao ritmo de 5 000 exemplares por hora Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 34
  35. 35. Joseph Paxton, Cristal Palace, Londres, 1851 Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 35
  36. 36. Um modelo da ponte em ferro suspensa, para o rio Dniepre, Rússia; Armas de fogo, telescópios, barómetros, telégrafos, etc.; Apresentou-se o projeto do canal de Suez; A Exposição de Londres de 1851 foi a primeira afirmação mundial do primado da tecnologia e ciência; O retrato de um novo mundo iniciado com a Revolução Industrial; O seu sucesso levou à realização de outras Exposições Universais ao longo do século XIX e início do XX. Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 36
  37. 37. Arts and Crafts
  38. 38. Na 2ª metade do século XIX, o fabrico industrial (mecanizado, despersonalizado, estandardizado) invadiu todos os sectores da produção, inclusive os objetos decorativos; Surgem objetos, produzidos massivamente, sem qualidade estética; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 38
  39. 39. John Ruskin (1819-1900) e William Morris (1834-1896), dinamizaram um movimento, o Arts and Crafts (Artes e Ofícios); Lutaram contra a influência da industrialização na arte responsável pela falta de originalidade e qualidade estética, separação entre criação e execução, vulgarização do conceito de arte; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 39
  40. 40. Procuraram a separação entre arte e indústria; Revalorização da criação artística; Ligação entre criação e execução; Formados na estética romântica medievalista pretendiam: Uma arte pura; Conceções originais e individuais; Estes princípios deviam-se aplicar a todas as modalidades artísticas, conceito de Unidade das Artes; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 40
  41. 41. Unidade das Artes – Conceito que tende a apagar todas as diferenças tradicionais entre as várias modalidades artísticas (artes maiores, artes menores) considerando que todas elas são merecedoras de igual qualidade plástica e devem, por isso, nortearse pelos mesmos princípios formais e estéticos; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 41
  42. 42. Os artistas deviam rejeitar os processos industriais; Propunham o regresso ao processo criativo das corporações medievais; Uso exclusivo de materiais naturais, fabrico de peças únicas pelo método artesanal; Fontes de inspiração: o folclore e as tradições populares de cada país; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 42
  43. 43. Adeptos do socialismo atribuíram à arte uma função social: Melhorar as condições da classe operária; Educar o sentido estético do povo; Acreditavam que pela reforma da arte chegariam à reforma da sociedade inglesa; W. Morris foi o maior dinamizador das artes aplicadas ou decorativas; Em 1861 abre a firma artesanal, Morris Marshall, Faulkner and Co., dedicada à decoração de interiores e “à produção de objetos úteis, com qualidade estética, a preços competitivos com os da indústria”; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 43
  44. 44. Em 1874 criou o atelier Morris and Co.; Produziu obras no campo da arquitetura, mobiliário, tapeçaria, papel de parede, vidros, joalharia, ilustração de livros, etc.; Em 1888 funda a Arts and Crafts Exibition Society, salão de Exposições; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 44
  45. 45. W. Morris, papel de parede Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 45
  46. 46. Morris and Co., quarto, Palácio Wightwick Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 46
  47. 47. Este movimento deu origem a outros ateliers artesanais em Inglaterra, na Europa e nos Estados Unidos; Estas oficinas vão contribuir para o desenvolvimento das raízes da Arte Nova e do design; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 47
  48. 48. Os princípios artísticos de W. Morris deixaram importantes contribuições no campo da arquitetura e das artes aplicadas: Arquitectura: construções de moradias familiares rústicas, seguiam a tradição inglesa; Utilização de processos construtivos e materiais tradicionais; Exteriormente de formas irregulares; Interiores funcionais, e com uma decoração homogénea (unidade das artes); Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 48
  49. 49. Estes modelos foram iniciados na moradia de W. Morris, a Red House, projectada por Philip Webb (1831-1915); Foram continuados por arquitetos como Charles Vosey (18751941) e Edwin Lutyens (1869-1844), que se notabilizaram na construção de casas de campo para as elites inglesas; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 49
  50. 50. Nas Artes Aplicadas, privilegiou-se o critério de simplicidade; Motivos inspirados nas plantas, pássaros e outros animais, organizados em densos e complexos padrões; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 50
  51. 51. Estes produtos não conseguiram competir no mercado com os produtos industriais; A qualidade artesanal elevava os custos; O seu consumo restringiu-se a um pequeno grupo de pessoas com dinheiro; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 51
  52. 52. Modernismo
  53. 53. Entre 1880 e 1910,viveu-se a Belle Époque: à paz, associava-se a estabilidade política, o progresso científico, tecnológico e económico; Surge um clima de otimismo e confiança no futuro; É neste clima que se instalou o Modernismo; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 53
  54. 54. Modernismo – movimento cultural e artístico que atingiu todas as artes; Procurou a rutura com a tradição (formal, estética e técnica); Procurou adaptar-se aos novos gostos que as sociedades ocidentais haviam desenvolvido; Privilegiavam a sensibilidade, a fantasia, a imaginação, o refinamento estético, o gosto pelo decorativo, pelo pitoresco; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 54
  55. 55. O grande estilo que integrou este movimento foi a Arte Nova (c.1880/90 a 1905/14), designação controversa que abarca diferentes escolas nacionais e regionais e diferentes designações: Modernismo Catalão (Catalunha, Espanha); Jugendstile (Alemanha); Art Noveau (França e Bélgica); Sezession (Secessão Vienense) (Áustria); Liberty e Floreale (Itália); Modern Style (Inglaterra); Escola de Chicago (Estados Unidos); Escola de Glasgow (Escócia); Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 55
  56. 56. Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 56
  57. 57. Estes movimentos apresentam alguns princípios unificadores: Inovação formal, procura de originalidade e criatividade; Rejeição dos princípios académicos, históricos e revivalistas da época; Formas inspiradas na natureza (fauna e flora) e no Homem; Movimentos sinuosos, formas estilizadas, sintetizadas ou geometrizadas; Adesão ao progresso, recursos aos novos materiais e técnicas; Adoção de uma nova estética expressa através da linha sinuosa, elástica, flexível, estilizada ou geometrizada, Procura do movimento, do ritmo, da expressão; Apelo à sensibilidade estética e à fantasia do observador; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 57
  58. 58. Influências: Arts and Crafts (conceito de unidade das artes); Gótico flamejante (expressividade das linhas sinuosas); Rococó (naturalismo e requinte decorativo); Pinturas japonesas (desenho gráfico, bidimensionalidade); Folclore inglês de tradição celta; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 58
  59. 59. A Arte Nova conheceu uma rápida expansão (jornais, revistas, Exposições Universais); A Arte Nova foi uma expressão de modernidade dos centros urbanos; Tornou-se o símbolo do modo de vida citadino e moderno; J. Rippi-Ronai, Vaso cerâmico, Hungria Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 59
  60. 60. A sua popularidade transformou-a numa moda que se aplicou a todas as modalidades artísticas (arquitetura, pintura, escultura, artes aplicadas, artes gráficas, dança, etc.); Aplicam o conceito de unidade das artes; Hoffmann, serviço de café Palácio Stoclet Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 60
  61. 61. Na arquitetura rompendo com as tradições historicistas desenvolvem o primeiro estilo verdadeiramente inovador do século XIX; Conjugam as exigências técnicas com a estética; Endell, Portal do atelier Elvira Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 61
  62. 62. A nível técnico utilizam os novos sistemas construtivos e os novos materiais; A nível formal procuram os volumes irregulares e assimétricos, as superfícies sinuosas e movimentadas; Planta livre; A nível estético, desenvolvem a ornamentação no exterior e interior; Procuram criar ambientes elegantes e refinados; Dentro do conceito de unidades das artes muitos arquitetos foram artesãos e designers que criaram móveis, louças, papel de parede, etc.; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 62
  63. 63. Gaudí, La Pedrera Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 63
  64. 64. Apesar do decorativismo esta arquitetura tem um marcado cunho estruturalista (maior em algumas escolas), em vez de ocultar as estruturas realça-as; Surgem duas tendências: Uma que colocou o acento tónico na estética ornamental, naturalista e curvilínea; Outra foi mais estrutural, mais racional, geométrica e funcionalista, o ornamento foi mais contido, mais geométrico e abstracto; A. Gaudi, Casa Batló Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 64
  65. 65. Primeiro foco da Arte Nova foi Bélgica, Bruxelas; Surgem dois arquitetos de renome; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 65
  66. 66. Victor Horta (1861-1947), criou edifícios de estruturas simples e movimentadas; Grandes janelões e interiores funcionais; Aliou a decoração aos elementos estruturais; Dilatou os espaços recorrendo a espelhos e pinturas ilusórias; Horta, casa Entveld Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 66
  67. 67. Horta, casa Solvay; corrimão Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 67
  68. 68. Henri van de Velde (1863-1957), pintor de formação também foi arquiteto; Foi professor, teórico e sobretudo designer; H. Van de Velde, Casa Bouquet, 1895,96, Bruxelas Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 68
  69. 69. H. Van de Velde, Salão de cabeleireiro; projeto para um museu; secretária Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 69
  70. 70. A Arte Nova Francesa foi semelhante à belga; Distingue-se o arquiteto Hector Guimard (1867-1942); Construiu as entradas do Metro de Paris, hoje consideradas como esculturas decorativas do espaço citadino; H. Guimard, Estações de metro de Paris Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 70
  71. 71. Em Espanha surge o Modernismo Catalão, ligado sobretudo à cidade de Barcelona; Luís Domenech i Montaner (1850-1923); Uma das suas obras mais importantes é o Palácio da Música Catalã; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 71
  72. 72. L. D. Montaner, Palácio da Música catalã Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 72
  73. 73. António Gaudí (1852-1926); Um dos mais criativos e originais arquitetos europeus; Estilo pessoal de influências góticas e árabes; Criou uma arquitetura excêntrica, os seus edifícios assemelhamse a gigantescas esculturas, foi apelidado de arquiteto-escultor ou arquiteto-poeta; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 73
  74. 74. A. Gaudí, Casa Milà, “La Pedrera” Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 74
  75. 75. A. Gaudí, Parc Guell Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 75
  76. 76. Na sua arquitetura ressalta a: Organicidade das suas plantas; A dinâmica dos volumes estruturais; O pitoresco das formas ornamentais; Desenho original; Os seus edifícios são imaginativos, excêntricos, evocadores, expressivos; A. Gaudí, cadeira Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 76
  77. 77. A. Gaudí, Sagrada Família, Barcelona Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 77
  78. 78. Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 78
  79. 79. Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 79
  80. 80. Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 80
  81. 81. Surgem as escolas mais estruturalistas, como a chamada Escola de Glasgow; A cidade conhece, nos finais do século XIX, um grande crescimento económico; Surge o Grupo Quatro ou Grupo de Glasgow, uma associação de artistas; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 81
  82. 82. Charles Rennie Mackintosh (1868-1928), foi o mais notável arquiteto e designer; Criou uma arte mais racional, mais estrutural e geométrica; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 82
  83. 83. Formado na tradição do Arts and Crafts, desenvolveu uma arquitetura assente em estruturas ortogonais de ferro, paredes lisas, grandes superfícies envidraçadas, volumes geométricos, interiores deslocáveis e decoração contida; C. R. Mackintosh, 8, HCA, Cursode Arte de Glasgow Escola de Turismo Módulo 83
  84. 84. C. R. Mackintosh, Escola de Arte de Glasgow; cadeiras Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 84
  85. 85. Influenciada pelo estruturalismo de Mackintosh, surge na Áustria, em 1897, a Escola da Secessão Vienense; Pretendiam lutar contra os revivalismos e academismos; Desenvolveram um modernismo que primava pela Simplificação geométrica dos volumes e formas; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 85
  86. 86. Pela distribuição simétrica, racional e funcional dos espaços; Pela nudez e planimetria dos muros; Pelo tratamento austero e contido da decoração (geometrizada e estilizada); Joseph Maria Ölbrich, edifício da Secessão Vienenense Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 86
  87. 87. Otto Wagner, Casa Majólica, Viena Hoffmann, Palácio Stoclet Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 87
  88. 88. Principais autores: Joseph Maria Ölbrich (1867-1908); Otto Wagner (1870-1918); Joseph Hoffmann (1870-1965); Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 88
  89. 89. Nos Estados Unidos, em Chicago, surge a mais estruturalista de todas as escolas; Com a necessidade de reconstruir o centro da cidade, devastado pelo incêndio de 1871, desenvolveram uma nova arquitetura; Ficou conhecida como Escola de Chicago; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 89
  90. 90. Aplicaram novos sistemas de alicerces, resistência e isolamento; Aperfeiçoaram os esqueletos construtivos em ferro e aço; Fachadas de linhas ortogonais; Libertaram a parede do seu papel de suporte, criaram a paredecortina (parede substituída por vidro); L. Sullivan, Auditório de Chicago, 1886-89 Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 90
  91. 91. Liberdade para as plantas dos pisos (paredes amovíveis); Construção em alturas, os arranha-céus, possível pelo invento do elevador elétrico, 1887; Edifícios de escritórios, centros comerciais, etc; Exteriormente são definidos pela regularidade horizontal e vertical das filas simétricas de janelas; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 91
  92. 92. Louis Sullivan, lançou as bases do racionalismo, pragmatismo e funcionalidade na arquitetura; Valoriza a naturalidade dos materiais; Simplifica a decoração; Novas tipologias adequadas ao crescimento urbano (arranha-céus); Importância da engenharia (estrutura em aço, elevadores, etc) Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 92
  93. 93. No Atelier de Louis Sullivan, iniciou a sua carreira o arquiteto Frank Lloyd Wright (1867-1959); Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 93
  94. 94. L. Sullivan, Armazéns Carson, Chicago, 1899-1904 Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 94
  95. 95. As Artes Aplicadas tiveram uma grande importância na Arte Nova; Foram elevadas ao estatuto da arquitetura, pintura ou escultura; Os artistas desta corrente foram defensores da unidade das artes; Esbateram-se as barreiras entre as diferentes modalidades; Muitos arquitetos foram decoradores, designers, escultores, pintores, etc.; Quiseram revalorizar os objetos industriais dando-lhes qualidade formal e estética; Em muitos países surgiram tentativas de empenhar artistas na criação de objetos úteis; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 95
  96. 96. Em França, aparece a Escola de Nancy; Trabalharam o vidro, o cristal, o mobiliário; Destacam-se: Renné Lalique, Loius Marjorelle, Jacques Gruber, etc.; Majorelle, candeeiro Lalique, pregador Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 96
  97. 97. Na Alemanha a Escola de Weimar e a Deutscher Werkbund, e mais tarde a Bauhaus desenvolveram o design industrial; Em Munique surge o Atelier Elvira; Destaca-se o trabalho de Peter Behrens; P. Behrens, candeeiro Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 97
  98. 98. Em Nova Iorque surgiu Louis Comfort Tiffany que fundou em 1879 uma firma célebre pelo fabrico de objetos em vidro, de formas inspiradas na natureza; Tiffany, objetos em vidro Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 98
  99. 99. Desenvolveram-se também as artes gráficas, ligadas ao cartaz publicitário; A cerâmica; O têxtil; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 99
  100. 100. Azulejos com motivos arte nova Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 100
  101. 101. Cartaz e capa de revista Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 101
  102. 102. Móvel e capa de revista Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 102
  103. 103. O enorme sucesso artístico e comercial identificam a época e a sua excessiva divulgação trouxe o rápido declínio; Os objetos foram copiados cada vez em maior número e vão perdendo qualidade estética; A Arte Nova desaparece com a I Guerra Mundial; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 103
  104. 104. Arquitetura em Portugal
  105. 105. A Arquitetura do Ferro e do Vidro em Portugal foi tardia; Palácio Cristal, Porto; Gare da estação de Santa Apolónia, Lisboa; Estação e túnel do Rossio; Pontes D. Maria e D. Luís; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 105
  106. 106. Mercado das Flores (Ferreira Borges); Gare da estação de São Bento; O ferro foi sobretudo utilizado na arquitetura utilitária: estações, pontes, salas de espetáculos, etc.; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 106
  107. 107. Thomas Dillen Jones, Palácio Cristal, Porto, 1865 Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 107
  108. 108. Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 108
  109. 109. Eiffel, Ponte de D. Maria Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 109
  110. 110. Mercado Ferreira Borges Estação de S. Bento Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 110
  111. 111. A Arte Nova surge em Portugal tardiamente e de curta duração (1905-1920); Foi aplicada em prédios de habitação da burguesia urbana, em particular no Porto; Foi usada sobretudo em: Gradeamentos de varandas, escadas, janelas, etc.; Nas molduras de portas e janelas; Na decoração das fachadas; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 111
  112. 112. Adão Bermudes, Gradeamentos; Edifício no Porto; azulejos Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 112
  113. 113. Mercearia do Bolhão Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 113
  114. 114. Animatógrafo do Rossio Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 114
  115. 115. Os princípios estéticos da Arte Nova foram também utilizados na pintura, na cerâmica, na obra de Rafael Bordalo Pinheiro, no azulejo, etc.; Ponte D. Luís, Théophile Seyrig Esta a apresentação foi construída tendo por base o manual, História da Cultura e das Artes,, Ana Lídia Pinto e outros, Porto Editora, 2011 Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 115

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