História econômica do Brasil - historiografia BR colônia

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  • Houve o crscimento da nobreza no fim da idadd media, queda de receitas, as guerras contra castela, as desordens políticas e sociais, levou a dinasia dos avis a expansao ultramar.
    A atividade comercial lusitana tinha por fim a manutenção da sociedade arcaica e não sua dissolução como foi o caso da grança e inglaterra.
  • p.29 – todo o resto da navegação para angola, carregando mercadorias brasileiras (mandioca, cachaca, tabaco) e n-europeias, saia do rio de janeiro, bahia e recife.
    A escravidao gerava mais ganhos fiscais do que economicos para a coroa. Pois o mercado triangular não se realizava a não ser eventualmente.
  • História econômica do Brasil - historiografia BR colônia

    1. 1. PROF. DR. VLADIMIR LUIS DE OLIVEIRA 1
    2. 2. TEORIAS ECONÔMICAS E HISTORIOGRAFIA TEORIAS PÓS-MARXISTAS E NEO-WEBERIANAS TEORIAS MARXISTAS 2
    3. 3. TEORIA DO PACTO COLONIAL – JEAN BAPTISTE COLBERT (1619-1683) 3
    4. 4. A ECONOMIA COLONIAL – VERTENTES MARXISTAS  CONTROVÉRSIAS: SENTIDO DA COLONIZAÇÃO – FORMAÇÃO ECONOMICO-SOCIAL SISTEMA COLONIAL MODO DE PRODUÇÃO ESCRAVISTA 4
    5. 5. ECONOMIA COLONIAL – TEORIAS PÓS-MARXISTAS: TEORIA ECONOMIA - MUNDO TEORIAS SISTEMICAS ATLANTICO -SUL 5
    6. 6. TEORIAS MARXISTAS  AUTORES:  CAIO PRADO JUNIOR  CELSO FURTADO  FERNANDO NOVAIS  JOCOB GORENDER SENTIDO DA COLONIZAÇÃO  CIRO FLAMARION CARDOSO  JOSÉ ROBERTO AMARAL LAPA MODO DE PRODUÇÃO SISTEMA COLONIAL  JOÃO MANUEL CARDOSO DE MELLO 6
    7. 7. TEORIAS PÓS-MARXISTAS:  TEORIAS ECONOMIA-MUNDO:  WELLERSTEIN  ARRIGUI  TEORIAS SISTÊMICAS DO ATLÂNTICO SUL:  LUIZ FELIPE DE ALENCASTRO  JOÃO FRAGOSO/MANOLO FLORENINO  ALBERTO DA COSTA E SILVA 7
    8. 8. Caio Prado Junior (11-02-1907 / 23-11-1990)  1933: Evolução política do Brasil  1934: URSS - um novo mundo  1942: Formação do Brasil Contemporâneo  1945: História Econômica no Brasil  1952: Dialética do Conhecimento  1953: Evolução Política do Brasil e Outros Estudos  1954: Diretrizes para uma Política Econômica Brasileira  1957: Esboço de Fundamentos da Teoria Econômica  1959: Introdução à Lógica Dialética (Notas Introdutórias)  1962: O Mundo do Socialismo  1966: A Revolução Brasileira  1971: Estruturalismo de Lévi-Strauss - O Marxismo de Louis Althusser  1972: História e Desenvolvimento  1979: A Questão Agrária no Brasil  1980: O que é Liberdade  1981: O que é Filosofia  1983: A Cidade de São Paulo 8
    9. 9. O sentido da colonização (1942)  buscou analisar a realidade colonial brasileira com base nos conceitos desenvolvidos por Marx, na linha do Materialismo Histórico.  Idéia central: vê a colônia como uma sociedade cuja estrutura e funcionamento foram determinados pelo comércio externo e, portanto, como um mero empreendimento a serviço do capital comercial europeu. 9
    10. 10.  Busca mostrar que os elementos secundários estão totalmente subordinados aos elementos essenciais: a produção para o mercado interno surge apenas como atividade subsidiária da grande lavoura escravista exportadora e tem sua dinâmica determinada pela dinâmica do mercado externo, ou seja, pela dinâmica dos preços internacionais e da demanda de gêneros agrícolas tropicais pela Europa. O capital comercial é então elemento central para a compreensão da sociedade colonial e da sua dinâmica.  Assim, no modelo pradiano, a economia e a sociedade coloniais seriam um mero apêndice de um sistema mais amplo que tem seu centro na Europa, e toda sua dinâmica se subordinaria àquele centro. Não havia aqui espaço para a reprodução de uma sociedade autônoma. 10
    11. 11. CAIO PRADO JUNIOR “O caráter geral da colonização brasileira, empresa mercantil explorada dos trópicos e voltada inteiramente para o comércio internacional, em que, embora peça essencial, não figura, senão como simples fornecedora dos gêneros de sua especialidade. Nos diferentes aspectos e setores da economia brasileira constatamos repetidamente o fato, que pela sua importância primordial merece tal destaque, pois condicionou inteiramente a formação social do país (HEB:118)” 11
    12. 12.  O sentido da colonização estaria nos três séculos de exploração metropolitana, no que tange de fundamental e permanente, ou seja, nos fins mercantis e no povoamento necessários para a organização de gêneros tropicais rentáveis para o comércio. CRÍTICA A TEORIA DOS CICLOS BASES – GRANDE PROPRIEDADE, MONOCULTIVO, TRABALHO ESCRAVO 12
    13. 13. JACOB GORENDER (Salvador, 20 de janeiro de 1923 — São Paulo, 11 de junho de 2013) Livros 1. O escravismo colonial. São Paulo: Ática, 1978. 6.ed. (definitiva), 1992. 2.imp., 2005. 2. A burguesia brasileira. São Paulo: Brasiliense, 1981. 3. 8.ed.,1990. 2.reimp., 1998. 4. Gênese e desenvolvimento do capitalismo no campo brasileiro. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1987. 5. Combate nas trevas. São Paulo: Ática, 1987. 6.ed. 2.reimp., 2003. 6. A escravidão reabilitada. 2. ed. São Paulo: Ática, 1990., 1991. 7. O fim da URSS. Origens e fracasso da perestroika.São Paulo: Atual, 1991. 11.ed., 2003. 8. Marcino e Liberatore. (Diálogos sobre marxismo, socialdemocracia e liberalismo). São Paulo: Ática, 1992. 9. Marxismo sem utopia. São Paulo: Ática, 1999. 2.imp., 2000. 10. Direitos humanos. (O que são ou devem ser). São Paulo:Senac, 2004. 11. Brasil em preto & branco. O passado escravista que não passou. São Paulo: Senac, 2000. 13
    14. 14. Gorender –a tese do escravismo colonial “Um passo sério e pioneiro em direção a tal problemática foi dado por Ciro Cardoso, que, ao invés da abstração de um .modo de produção colonial., único e indefinido, ateve-se à proposição concreta de modo de produção escravista colonial. . O de que se carece, a meu ver, é de uma teoria geral do escravismo colonial que proporcione a reconstrução sistemática do modo de produção como totalidade orgânica, como totalidade unificadora de categorias cujas conexões necessárias, decorrentes de determinações essenciais, sejam formuláveis em leis específicas. (EC:7-8)17.” 14
    15. 15. CRITICAS A VISÕES ANTERIORES DO MARXISMO - GORENDER  CAIO PRADO JUNIOR E SUA VISAO CIRCULACIONISTA  CRITICA A VISAO INTEGRACIONISTA, de que o surgimento do mercado mundial, no século XVI, marcou o surgimento de um modo de produção também mundial,  RITICA O TELEOLOGIA Finalmente, Gorender acusa Caio Prado de teleologismo por usar o termo ´sentido da colonização. Mas Gorender compreende este emprego como se Prado Jr estivesse assumindo que os colonizadore soubessem que a colonização realizaria o capitalismo.  CRITICA WENECK SODRE – a VISAO aparelhada com a Internacional, de que o Brasil teve uma fase feudal. 15
    16. 16. JOSÉ ROBERTO AMARAL LAPA (04/08/1929- 19/06/2000)  Economia Cafeeira, 1993  Economia Colonial, 1973  O Sistema Colonial , 1994  História política da república, 1999.  A história em questão: Historiografia Brasileira Contemporânea, 1981. 16
    17. 17. SISTEMA COLONIAL  O CAPITALISMO É UM SISTEMA – MAURICE DOBB  A TRANSIÇÃO DO FEUDALISMO AO CAPITALISMO LEVOU MAIS DE 300 ANOS. CONTUDO NÃO EXPLICA A REALIDADADE HISTÓRICA BRASILEIRA.  O SISTEMA COLONIAL É CAUSA E CONSEQUENCIA DO MODO DE PRODUÇÃO CAPITALISTA, NÃO É NEM FEUDAL NEM CAPITALISTA  O PACTO COLONIAL É A PRATICA DO SISTEMA3 COLONIAL  O COMERCIO DE PORTUGAL COM O BRASIL É DEFICITÁRIO, MAS COM AS DEMAIS COLONIAS É SUPERAVITÁRIO (ASIA-AFRICA E ILHAS) 17
    18. 18. SISTEMA COLONIAL –AMARAL LAPA  METRÓPOLES-METRÓPOLES  METRÓPOLES-COLONIAS  COLONIAS-COLONIAS DA MESMA METRÓPOLE  COLONIAS-COLONIAS DE DIVERSAS METRÓPOLES  ECONOMIAS REGIONAIS DE UMA MESMA COLONIA 18
    19. 19. Teorias sistêmicas Atlântico Sul I – o mercado atlântico não era capitalista (2001)  JOÃO FRAGOSO/MANOLO FLORENTINO  O entendimento da economia colonial exige o entendimento da economia e sociedade lusitana. SOCIEDADE PORTUGUESA  Aristocracia controlava metade das terras e o clero, 30%.  As cidades NÃO se desenvolveram  A transferência de renda da colonia para a metrópole servia para a manutenção da estrutura parasitária da metrópole.  Em 1506 65% das receitas portuguesas vinham da exploração das colônias e dos monopólios. Em 1607, 70%.  A coroa sustentava a aristocracia, consumindo 40% do recursos. (sistema de mercês)  Fortalecimento da casta fidalgo-mercador. A ascensão social dependia em vir a ser aristocrata. •Atividades administrativas/mercantis •Exceto indústrias O mercado colonial atlântico era de natureza não capitalista. Mas do que a manutenção de um sistema monocultor-exportador, visava manter a velha sociedade hierarquizada e sua estrutura de poder. 19
    20. 20. Teorias sistêmicas Atlântico Sul I – 2 – domínio ultramarino nem sempre é exploração colonial  LUIZ FELIPE DE ALENCASTRO- O TRATADO DOS VIVENTES  Investimentos privados portugueses nas colonias não eram exclusivamente portugueses.  Ex: metade ou 2/3 do acuçar do Br eram transportados pro holandeses até inicío do séc.XVII. P.22  Exclusivo colonial só se define a partir de 1580., consessões iniciais são suspensas, em prejuízo aos estrangeiros.  O império se impõe como catalizador do trabalho produtivo e como distribuidor de privilégios. 20
    21. 21. Alencastro – crítica ao mercado triangular  Com o tráfico negreiro modifica-se o sistema colonial. As relações entre áfrica ocidental e Brasil são ampliadas. No séc. XVIII, 15% dos navios em Luanda vinham da metrópole. P.27/28 Eram fontes de receitas p a coroa. 21
    22. 22. O papel da igreja  Igreja controlava o clero secular – bula Jus patronatus (meados do sec.XV), por isso convertem-se em correia de transmissão do poder na África e Brasil.  Bula Romanus Pontifex (1455) excomunhão dos que quebrarem o monopólio ultramarino.  O papel da inquisição no Atlantico sul– máquina de guerra da aristocracia contra a burguesia mercantil “judaizante”. Na América espanhola, vitimizou comerciantes portugueses. 22
    23. 23. Portugal lançou as bases de uma area imperial de mercado  Portugal, mais frágil politica e economicamente, perde territórios e mercados no oriente. Por isso implanta no Atlântico um sistema de produção gerando mercadorias para a economia-mundo. 23
    24. 24. Luiz Felipe Alencastro – tratado dos viventes  O sistema colonial , fortalece o capitalismo comercial por meio:  A metrópole controla o tráfico negreiro e comanda o sistema escravista . (20% de taxa no BR e 66% na America Espanhola).  Reduziu-se os conflitos entre jesuítas e a coroa, que se colocavam contra a escravidão indígena.  Os negociantes vão associar os oligopsonios (cana de açúcar) com oligopólios (venda de escravos);  O comércio externo da colônia é dinamizado. Importações da Europa , equipamentos de engenho e objetos de luxo.  No longo prazo, os recursos de créditos e a compra antecipada de africanos favorece aos moradores fortalecendo a xenofagia da economia brasileira. 24
    25. 25. Giovani Arrighi e as Hegemonias do capitalismo histórico  Hegemonia mundial – capacidade do Estado em exercer liderança e governo sobre um sistema de nações soberanas.  NO CAPITALISMO observou-se as seguintes lideranças:  Ciclo Genova-veneza (sec. XV-XVII)  Ciclo Holandês (Sec.XVII-XVIII)  Ciclo Britânico (séc.XVIII-XX)  Ciclo Norte-americano (séc. XX até hoje) 25 A ascensão e expansão do moderno sistema inter estatal foi foi tanto principio quanto causa do interminável acumulação de capital.
    26. 26.  A divisão da economia mundial em Estados nacionais concorrentes não necessariamente beneficia a acumulação de capital. Isso vai depender da forma e intensidade da concorrência.  As hegemonias nacionais podem assumir duas formas:  CAPITALISMO  TERRITORIALISMO 26 Controle do capital circulante Controle do território e da população

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