LÉXICO GALEGO ACTUAL: INGENUIDADES, IMPOSTURAS E ESCÁNDALOS Carlos Garrido Universidade de Vigo/Comissom Lingüística da AGAL
 
1.Variaçom sem padronizaçom: variaçom geográfica <ul><li>Desagregaçom isoetimológica </li></ul><ul><li>Galiza: A    A 1  ...
1. Variaçom sem padronizaçom: variaçom geográfica <ul><li>Persistência plurietimológica </li></ul><ul><li>Galiza: A    A ...
1. Variaçom sem padronizaçom: variaçom geográfica Conceito: ‘coleóptero do género  Coccinella  ou afins (Coccinelídeos)’ <...
1. Variaçom sem padronizaçom: variaçom geográfica <ul><li>Galiza :  amarom  ~  amorilhom  ~  amorilhote  ~  amoródio  ~  a...
Impostura e escándalo! <ul><li>Se as dúas ou máis formas concorrentes non podemos (ou non sabemos) priorizalas conforme a ...
Ingenuidade e escándalo! <ul><li>Enciclopedia Galega Universal  das Ir Indo Edicións: </li></ul><ul><li> O  despertar  na...
Ingenuidade e escándalo! <ul><li>Semanário  A Nosa Terra  (1264 [19-25.4.2007]: 3):  buraco  da capa de ozono  +  burato  ...
1.Variaçom sem padronizaçom: variaçom diastrática e diafásica <ul><li>elemento lexical recto  /  el. lex. plebeu </li></ul...
Ingenuidade e escándalo! <ul><li>A  Enciclopedia Galega Universal , das Ir Indo Edicións, s.v.  urina  remete o consulente...
Ingenuidade e escándalo! <ul><li>Na tela dos caixas automáticos das duas caixas de poupanças galegas ainda hoje pode ler-s...
2. Substituiçom castelhanizante <ul><li>Galiza:  A [cast.: B]    B (B') </li></ul><ul><li>Portugal: A    A  </li></ul><u...
2. Substitui çom castelhanizante <ul><li>a.2) Substituiçom de lexemas cadeira     * silha cuitelo     * cuchilo Deus   ...
2. Substitui çom castelhanizante <ul><li>a.3) Substituiçom de paradigma (= campo lex.) </li></ul><ul><li>domingo ,  segund...
2. Substituiçom castelhanizante <ul><li>b) Substituiçom do significado </li></ul><ul><li>azeite  passa a significar ‘óleo’...
Impostura e escándalo! <ul><li>feira  [...]  3.  Nome que reciben os días da semana excepto o sábado e o domingo, así  seg...
Impostura e escándalo! <ul><li>No galego medieval a forma dominante era  Galiza , o mesmo que hoxe no portugués, aínda que...
3. Erosom (e suplência) <ul><li>Galiza:  A       (...cast.: B) </li></ul><ul><li>Portugal: A     A </li></ul><ul><li>- ...
4. Estagnaçom <ul><li>Galiza:  A     A </li></ul><ul><li>Portugal: A     A + B + C + D + E... </li></ul><ul><li>a) Nom i...
4. Estagnaçom <ul><li>b) Nom alargamento semántico dos significantes </li></ul><ul><li>grade </li></ul><ul><li>Galiza  (RA...
5. Suplência castelhanizante <ul><li>Galiza:       B [castelhano] </li></ul><ul><li>Portugal:       A [neologia autóno...
6. Principais áreas de estagnaçom e suplência: <ul><li>1. conceitos abstractos e pertencentes ao mundo institucional e da ...
6. Principais áreas de estagnaçom e suplência <ul><li>Conceitos abstractos </li></ul><ul><li>manter  (‘continuar’) >    ,...
Objectos concretos modernos
Conceitos ex óticos
 
 
Realidades mundo urbano e gíria <ul><li>cast.  acomodador  / Pt. +Br.  arrumador ,  lanterninha </li></ul><ul><li>cast.  a...
 
Conceitos especializados
6. Estagnaçom e suplência <ul><li>E stratégias para a habilitaçom lexical / terminológica : a) A depuraçom e habilitaçom l...
6. Estagnaçom e suplência <ul><li>Ora, estas três estratégias habilitadoras nom se apresentam ao lingüista galego com idên...
cobra-capelo  ou  naja  /  cobra
<ul><li>Hoje meu pai ergueu-se cedo e foi à feira e ali </li></ul><ul><li>Hoxe meu pai ergueuse cedo e foi á feira e alí <...
Estagnaçom e falta de optimizaçom lexical <ul><li>Anúncio do  Dicionario de Mulleres Galegas  de Aurora Marco publicado em...
7. Habilitaçom de léxico <ul><li>Como na codificaçom RAG-ILG a convergência lexical com o luso-brasileiro e a expurgaçom d...
7. Habilitaçom de léxico <ul><li>Dado que a codificaçom lexical RAG-ILG é  trímoda  e  arbitrária : </li></ul><ul><li>1. O...
arara  /  guacamayo
(bicho-)preguiça  /  perezoso
bicho-de-conta  /  cochinilla de la humedad
esgana-gata  /  espinosillo
glutom / glotón
 
cachorro quente  /  perrito caliente
cacifo  /  taquilla
cabina de duche  /  mampara de ducha
Impostura e escándalo! <ul><li>DRAGC-G: Inúteis paráfrases: </li></ul><ul><li>cast.  aguafiestas  [luso-br.  desmancha-pra...
Impostura e escándalo! <ul><li>DRAGC-G: Soluçons hipocaracterizadoras: </li></ul><ul><li>cast.  callejón sin salida  [luso...
cobra  (=  serpente ) >  cobra-capelo
<ul><li>Observe-se, no seguinte exemplo de uso que de  cobra    cobra-capelo   oferece o DRAGC-G (s.v.  cobra ), a  fals...
candeeiro  /  lámpara  |  lámpada  /  bombilla
lustre  /  araña
óculos  /  gafas
<ul><li>Como é que poderia parafrasear-se no seguinte enunciado, extraído do romance  Scórpio  de Carvalho Calero (pág. 30...
tubarom  >  quelha  ou  tintureira
pipocas ,  flocos de milho  /  palomitas , copos de maíz
tigela (~ conca) ,  chávena ,  caneca  /  cuenco ,  taza ,  jarrita
 
Impostura e escándalo! <ul><li>Cacofonias : </li></ul><ul><li>a letra:  o cu  (!!) (NOMIGa: até 2003!) </li></ul><ul><li>a...
Ingenuidade e escándalo! <ul><li>A Medición do Mundo , de Daniel Kehlmann (Galaxia, 2006:181):   Na parte superior da par...
UTENTES E ESCÁNDALO! <ul><li>Na manhá do dia 21.8.2007, numha entrevista da Rádio Galega, durante todo o tempo que durou a...
UTENTES E ESCÁNDALO! <ul><li> [...] prestan outro aire a[o filme]  REC  (que como todo mundo [ sic ] sabe, é o que pon no...
UTENTES E ESCÁNDALO! <ul><li> [Título de notícia respeitante a um programa de abstinência sexual do governo dos EUA:] Par...
CODIFICADORES E ESCÁNDALO! <ul><li>O criterio que seguimos no  volga  foi tamén depurar. A depuración podería contemplarse...
CODIFICADORES E ESCÁNDALO! <ul><li>«Non tódalas culturas teñen un idioma propio e non tódolos idiomas teñen palabras como ...
CODIFICADORES E ESCÁNDALO! <ul><li>lusismo   s.m.   1 . Palabra ou construcción portuguesa introducida noutra lingua.  A c...
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Carlos Garrido: «Léxico galego actual: ingenuidades, imposturas e escándalos»

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Apresentação utilizada pelo professor Carlos Garrido (Universidade de Vigo), durante a conferência proferida no dia 27 de Março de 2008 na EOI de Ourense (Galiza - Europa), no contexto das I Jornadas de Língua co-organizadas pela AGAL, A Esmorga e o MDL.

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  • Som brasileiro e o que vos podo dizir é que hai algumhas incoerências lexicais nos vossos slides onde ponhe Pt.+Br. Sugiro-vos repassá-los, pois nom sempre as expressións populares en Português de Brasil coincidem co'as de Portugal... A parte disso, mui bom trabalho! Saúdos!
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Carlos Garrido: «Léxico galego actual: ingenuidades, imposturas e escándalos»

  1. 1. LÉXICO GALEGO ACTUAL: INGENUIDADES, IMPOSTURAS E ESCÁNDALOS Carlos Garrido Universidade de Vigo/Comissom Lingüística da AGAL
  2. 3. 1.Variaçom sem padronizaçom: variaçom geográfica <ul><li>Desagregaçom isoetimológica </li></ul><ul><li>Galiza: A  A 1 + A 2 + A 3 + A 4 + A 5 ... </li></ul><ul><li>Portugal: A  A (1) (+ a 2 ) </li></ul><ul><li>Galiza : eixe ~ eixo </li></ul><ul><li>Portugal : eixo </li></ul><ul><li>Galiza : abeneiro ~ abineiro ~ ameneiro ~ amieira ~ amieiro </li></ul><ul><li>Portugal : amieiro </li></ul><ul><li>Galiza : artelho ~ nocas ~ noelo ~ noelho ~ noielo ~ nortelho ~ nozelho ~ nozelo ~ tormezelo ~ tornezelo ~ tornozelo ~ touzelo </li></ul><ul><li>Portugal : tornozelo </li></ul>
  3. 4. 1. Variaçom sem padronizaçom: variaçom geográfica <ul><li>Persistência plurietimológica </li></ul><ul><li>Galiza: A  A Portugal: A  A </li></ul><ul><ul><li>B  B B  b </li></ul></ul><ul><ul><li>C  C C  Ø </li></ul></ul><ul><ul><li>Galiza : bilha ~ torneira </li></ul></ul><ul><li> Portugal : torneira </li></ul><ul><li>Galiza : bieiteiro (~ birouteiro ) ~ sabugueiro </li></ul><ul><li>Portugal : sabugueiro </li></ul><ul><li>Galiza : papo-ruivo ~ pisco </li></ul><ul><li>Portugal : pisco </li></ul>
  4. 5. 1. Variaçom sem padronizaçom: variaçom geográfica Conceito: ‘coleóptero do género Coccinella ou afins (Coccinelídeos)’ <ul><li>Galiza : adivinhom , avelaínha, avelaira , avelairinha , avelinha , aveloira , barrosinha , bichinho-de-deus , bixaninho , caiota , caramechina , carrabouxinho-de-deus , casca-ruiva , coco-de-deus , costureira , costureirinha , devinhom , joaninha , mariquinha , marujinha , mejaninha , pampurrinha , papa-sol , papóia , paxarinha , pepinha-ruiva , pita-de-deus , pita-sol , reichim , rei-rei , rem-rem , roizenha , rosinha , sabinhom , teresinha , vaca-ruiva , velairinha , voaninha , voínha . </li></ul><ul><li>Portugal, supradialectal-formal : joaninha ( coccinela ) </li></ul>
  5. 6. 1. Variaçom sem padronizaçom: variaçom geográfica <ul><li>Galiza : amarom ~ amorilhom ~ amorilhote ~ amoródio ~ amorodo ~ amorogo ~ amorolo ~ amorote ~ careixom ~ merolo ~ morango ~ morilhom ~ morodo ~ morogo ~ morote </li></ul><ul><li>Portugal, supradialectal-formal : morango [selecçom de variante geográfica] </li></ul><ul><li>Galiza : cabeçolo ~ cágado ~ colheres ~ colherete ~ trincaldo ~ trinquelho... </li></ul><ul><li>Portugal, supradialectal-formal : girino [habilitaçom por via erudita] </li></ul>
  6. 7. Impostura e escándalo! <ul><li>Se as dúas ou máis formas concorrentes non podemos (ou non sabemos) priorizalas conforme a algún dos dous criterios anteriores (o etimolóxico e o demográfico; ou tamén o da coherencia con outras escollas sistemáticas)[,] optamos por deixar as dúas: aiga = aguia, inda = aínda, aira = eira, érbedo = albedro, alcume = alcuño, ámago = sámago, amencer = amañecer. Desta maneira os que dicimos aiga non incorremos en “ falta” por un capricho do codificador. [...] Os [sinónimos] do segundo tipo [geograficamente distribuídos], cando son dous ou tres ou algún máis, aínda que algunha das áreas poida ser ás veces moi pequena, tratamos de ser xenerosos [em relaçom à sua inclusom no VOLGa] con eles. Non faltan restras coma estas [seguem 5 exemplos de, respect., 7, 4, 6, 6 e 6 geossinónimos] [...]. Son 19 raíces polo menos [correspondentes às denominaçons da flor Digitalis purpurea ]. Aínda así, un pouco á vista da súa distribución xeográfica, pola documentación literaria e, se cadra por preferencias persoais, quedaron reducidas ás seguintes sete formas, que posiblemente haberá que revisar á alza [...]. (Antón Santamarina, introduçom ao VOLGa, 2004: 44, 45, 46) </li></ul>
  7. 8. Ingenuidade e escándalo! <ul><li>Enciclopedia Galega Universal das Ir Indo Edicións: </li></ul><ul><li> O despertar na Baixa Idade Media [...]. [...] no espertar científico [...].  (s.v. medicina ) /  os aceites soen clasificarse [...]. [...] Acostuma a distinguirse  (s.v. aceite ) +  acostuma ser semicilíndrico [...] adoita estar relacionada  (s.v. célula ) / s.v. oído : fiestra oval + ventá redonda . </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>A Medición do Mundo , versom galega (Galaxia, 2005; trad. de Patrícia Buxám) do romance de Daniel Kehlmann Die Vermessung der Welt : como traduçom da voz alemá Kinn  queixo  figuram as vozes galegas barbela , queixelo e queixo . </li></ul>
  8. 9. Ingenuidade e escándalo! <ul><li>Semanário A Nosa Terra (1264 [19-25.4.2007]: 3): buraco da capa de ozono + burato da capa de ozono / série  Breviarios  da editora Laiovento (n.  4): Contaminación e Saúde. O Efecto Invernadoiro e os Furados de Ozono ! </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>A colecçom  Xabarín  (~ javali ) de Edicións Xerais de Galicia, segundo informaçons de A Nosa Terra (1241 [26.10.2006]: 30), em 2007 passa a chamar-se  Xabaril  , por causa da preferência mostrada no DRAG-1997 e no VOLGa por esta última forma! (Mudança de nome que, entom, cabe imaginar, também afectará o famoso  Xabarín Clube  da Televisom da Galiza!) . </li></ul>
  9. 10. 1.Variaçom sem padronizaçom: variaçom diastrática e diafásica <ul><li>elemento lexical recto / el. lex. plebeu </li></ul><ul><li>aprender ‘aprender’ / * aprender ‘ensinar’ </li></ul><ul><li>ambos / * ambos os dous </li></ul><ul><li>el. lex. formal / el. lex. coloquial ou popular </li></ul><ul><li>beijo / bico </li></ul><ul><li>esconder ou ocultar / agachar </li></ul><ul><li>urina / ourinhos </li></ul><ul><li>dar à luz – grávida / parir – prenhada [em relaçom à mulher] </li></ul><ul><li>quinhentos / cinco centos </li></ul>
  10. 11. Ingenuidade e escándalo! <ul><li>A Enciclopedia Galega Universal , das Ir Indo Edicións, s.v. urina remete o consulente para o artigo ouriños (= cast. orines ), único no qual aparece desenvolvida a informaçom enciclopédica relativa ao líquido de excreçom produzido polos rins! Além disso, no artigo ouriños , informa-se o leitor de que som sinónimas de ourinhos as vozes meja , mejo e urina , mas sem qualquer indicaçom sobre as respectivas esferas de uso! </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li> En Estados Unidos, no sur, tiñan por costume aforcar a quen lle aprendera a un escravo a ler.  (Manuel Rivas,  A ondada depredatoria, o feísmo e a violencia catastral  , El País-Galicia , 4.5.2007: 47) </li></ul><ul><li> [...] non poderedes aprendernos nada sólido relacionado coas unidades hereditarias [...].  ( Historia do Pensamento Biolóxico : 57) </li></ul><ul><li> a historia non aprende lección ningunha  ( Historia do Pensamento Biolóxico : 57) </li></ul><ul><li> Quería ter a opinión do home que máis lle aprendera ao mundo sobre o espazo e o tempo.  ( A Medición do Mundo : 103) </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li> Mais a sorte hai tamén que cultivala. Non deixala ao chou .  (Manuel Rivas,  O economista que quería comer unha lingua  , El País-Galicia , 11.11.2007) </li></ul><ul><li> unha análise morfolóxica ó chou  ( Historia do Pensamento Biolóxico : 300) </li></ul>
  11. 12. Ingenuidade e escándalo! <ul><li>Na tela dos caixas automáticos das duas caixas de poupanças galegas ainda hoje pode ler-se a legenda  Retire os seus cartos  (em vez de dinheiro !), sendo a voz coloquial cartos também habitualmente empregada nos noticiários da Televisom da Galiza; ultimamente, na tela dalguns caixas automáticos também pode ler-se  Se se trabuca , prema a tecla amarela  (em vez de engana ou equivoca !). </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li> En ambos os tres contos [inclusos em Tres Contos , de Gustave Flaubert, livro publicado pola ed. Galaxia], Flaubert concéntrase nas situacións de sufrimento padecidas por eles.  (Manuel Xestoso,  Para auténticos amantes da literatura  , A Nosa Terra , 1292 [4-9.1.2008]: 31) </li></ul>
  12. 13. 2. Substituiçom castelhanizante <ul><li>Galiza: A [cast.: B]  B (B') </li></ul><ul><li>Portugal: A  A </li></ul><ul><li>Substituiçom do significante </li></ul><ul><li>a.1) Substituiçom de traços morfolexicais </li></ul><ul><ul><li>liberdade  * libertá </li></ul></ul><ul><ul><li>lealdade  * lealtá </li></ul></ul><ul><ul><li>dificuldade  * dificultá </li></ul></ul><ul><ul><li>animais  * animales / tais  * tales </li></ul></ul><ul><ul><li>justiça  * justicia </li></ul></ul><ul><ul><li>Galiza  * Galicia </li></ul></ul><ul><ul><li>traiçom  * traición </li></ul></ul><ul><ul><li>limitaçom  * limitación </li></ul></ul><ul><ul><li>geraçom  * generación </li></ul></ul>
  13. 14. 2. Substitui çom castelhanizante <ul><li>a.2) Substituiçom de lexemas cadeira  * silha cuitelo  * cuchilo Deus  * Dios </li></ul><ul><li>igreja  * iglésia </li></ul><ul><li>janela  * ventana , * ventá mau – má  * malo – * mala </li></ul><ul><li>perto  *cerca </li></ul><ul><li>pêssego  * melocotom sino  * campana , * campá </li></ul><ul><li>arrepender-se  * arrepentirse sujo  * sucio caída ~ queda  (*) caída </li></ul><ul><li>osso ~ urso ~ usso  (*) osso </li></ul>
  14. 15. 2. Substitui çom castelhanizante <ul><li>a.3) Substituiçom de paradigma (= campo lex.) </li></ul><ul><li>domingo , segunda-feira , terça-feira , quarta-feira , quinta-feira , sexta-feira , sábado </li></ul><ul><li> </li></ul><ul><li>lunes , martes , miércoles , jueves , viernes , sábado , domingo </li></ul><ul><li>[ luns, martes, mércores, joves, venres, sábado, domingo ] </li></ul>
  15. 16. 2. Substituiçom castelhanizante <ul><li>b) Substituiçom do significado </li></ul><ul><li>azeite passa a significar ‘óleo’ contestar passa a significar ‘responder’ cristal passa a significar ‘vidro’ largo passa a significar ‘longo’ (e ‘largo’ di-se * ancho ) </li></ul><ul><li>seguir passa a significar ‘continuar’ </li></ul>
  16. 17. Impostura e escándalo! <ul><li>feira [...] 3. Nome que reciben os días da semana excepto o sábado e o domingo, así segunda feira é o luns, terceira feira [ sic !] o martes, corta ou cuarta feira o mércores, quinta feira o xoves e sexta feira o venres. OBS. O sistema de denominación dos días da semana por feiras, de orixe cristiá, convive na fala en situación de desvantaxe fronte ó sistema máis común, de orixe pagá: a 2  e 3  feiras están case en desuso e as outras van cedendo paso tamén á denominación pagá, cada vez máis estendida. ( Diccionario da Real Academia Galega , 1997: s.v. feira ) </li></ul>
  17. 18. Impostura e escándalo! <ul><li>No galego medieval a forma dominante era Galiza , o mesmo que hoxe no portugués, aínda que tamén está documentada nos dous idiomas a forma Galicia ou Galizia . No castelán medieval encóntranse as formas Gallizia , Galizia e Galicia . Como sucedeu noutras palabras, o galego moderno tamén preferiu neste caso a terminación - cia ( Galicia ). (NOMIGa-1995: 55) </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>Na época medieval as formas máis estendidas [na Galiza] eran - zon , - çon , - son e - sson ; pero posteriormente a historia de cada un dos dous idiomas [galego e luso-brasileiro] seguiu rumbos diferentes. O portugués [...] mudou esta terminación en - zão , - ção , - são e - ssão e acomodou a este resultado todas as palabras cultas que foi introducindo, obrando así cun criterio diferente ao usado para a terminación - cio , - cia . O galego incorporou todas estas palabras cultas, coa acomodación fonética indispensable da terminación latina ( fractionem > fracción ), seguindo un criterio similar ao adoptado coa terminación - cio , - cia e cos cultismos em xeral. (NOMIGa-2003: 57) </li></ul>
  18. 19. 3. Erosom (e suplência) <ul><li>Galiza: A   (...cast.: B) </li></ul><ul><li>Portugal: A  A </li></ul><ul><li>- idom /- vel   cauda   (supl.: * cola ) </li></ul><ul><li>assaz   conteúdo   (supl.: * cont(en)ido ) </li></ul><ul><li>cujo   cratera   (supl.: * cráter ) </li></ul><ul><li>eis   taxa   (supl.: * tasa ) </li></ul><ul><li>todavia   vulcám   (supl.: * volcán ) </li></ul>
  19. 20. 4. Estagnaçom <ul><li>Galiza: A  A </li></ul><ul><li>Portugal: A  A + B + C + D + E... </li></ul><ul><li>a) Nom incorporaçom de significantes </li></ul><ul><li>lagoa , laguna (séc. XVI), lacuna (séc. XVIII) </li></ul>
  20. 21. 4. Estagnaçom <ul><li>b) Nom alargamento semántico dos significantes </li></ul><ul><li>grade </li></ul><ul><li>Galiza (RAG, 1997): Instrumento de labranza en forma de grella grande, de madeira ou de ferro, con dentes na parte interior, co que se achanda a terra e se desfán os terróns despois de labrala. Un chamaba as vacas e o outro ía de pé na grade . </li></ul><ul><li>Portugal : 1 . Idem; 2 . Armaçom formada de barras de metal ou madeira entrecruzadas com intervalos, destinada a vedar ou resguardar um lugar (caniçada); 3 . Locutório de convento ou cadeia; 4 . Caixilho em que o pintor assenta umha tela para a pintar; 5 . Molde para fazer telha ou tijolos; 6 . Instrumento dentado, espécie de pente, para limpar cavalgaduras; 7 . Instrumento para cauterizar feridas de animais; 8 . Termo utilizado para designar a grelha, numha lâmpada electrónica; 9 . Nome vulgar de um animal invertebrado marinho, do filo dos equinodermes, mais conhecido por estrela-do-mar; 10. Caixa de plástico ou madeira com alvéolos para conter e transportar garrafas. </li></ul>
  21. 22. 5. Suplência castelhanizante <ul><li>Galiza:   B [castelhano] </li></ul><ul><li>Portugal:   A [neologia autónoma] </li></ul><ul><li>Galiza :   bolígrafo [castelhano] </li></ul><ul><li>Portugal :   esferográfica [neol. autón.] </li></ul>
  22. 23. 6. Principais áreas de estagnaçom e suplência: <ul><li>1. conceitos abstractos e pertencentes ao mundo institucional e da cultura. </li></ul><ul><li>2. conceitos relativos a objectos concretos cujo aparecimento se produziu durante o dilatado período que abrange desde o início dos Séculos Obscuros até a actualidade. </li></ul><ul><li>3. conceitos relativos a realidades exóticas. </li></ul><ul><li>4. conceitos do mundo urbano (incluindo a gíria e o calom). </li></ul><ul><li>5. conceitos especializados (línguas especializadas: administrativa, jurídica, eclesiástica, diversas profissons, científico-técnicas, etc.). </li></ul>
  23. 24. 6. Principais áreas de estagnaçom e suplência <ul><li>Conceitos abstractos </li></ul><ul><li>manter (‘continuar’) >  , * mantenimiento , * mantimento ( manutençom !) </li></ul><ul><li>Realidades institucionais </li></ul><ul><li>cast. procurador / Pt.+Br. solicitador </li></ul><ul><li>cast. agregado cultural / Pt.+Br. adido cultural </li></ul><ul><li>Realidades da cultura </li></ul><ul><li>«» cast. comillas / Pt. + Br. aspas </li></ul><ul><li>... cast. puntos suspensivos / Pt. + Br. reticências </li></ul><ul><li>q cast. cu / Pt. + Br. quê </li></ul>
  24. 25. Objectos concretos modernos
  25. 26. Conceitos ex óticos
  26. 29. Realidades mundo urbano e gíria <ul><li>cast. acomodador / Pt. +Br. arrumador , lanterninha </li></ul><ul><li>cast. alcantarilla / Pt.+Br. esgoto </li></ul><ul><li>cast. carril (de la calzada) / Pt.+Br. faixa (da calçada) </li></ul><ul><li>cast. palco (ou quiosco ) de música / Pt.+Br. coreto </li></ul><ul><li>Gíria escolar: </li></ul><ul><li>cast. catear (la asignatura) / Pt.+Br. chumbar (a matéria) </li></ul><ul><li>cast. hacer chuletas / Pt.+Br. fazer cábula </li></ul><ul><li>cast. maría / Pt.+Br. cadeirinha </li></ul>
  27. 31. Conceitos especializados
  28. 32. 6. Estagnaçom e suplência <ul><li>E stratégias para a habilitaçom lexical / terminológica : a) A depuraçom e habilitaçom lexicais mediante a recepçom das soluçons luso-brasileiras (e a expurgaçom de castelhanismos suplentes): neologia solidária . </li></ul><ul><li>b.1) A consagraçom  nom depuraçom  e, no seu caso, recepçom  para a habilitaçom lexical  das soluçons castelhanas (já estabelecidas no galego espontáneo): neologia insolidária castelhanizante . b.2) A depuraçom e habilitaçom lexicais mediante umha neologia insolidária de invençom , por onomaturgia ou por semanturgia (soluçons diferentes das luso-brasileiras e castelhanas) </li></ul>
  29. 33. 6. Estagnaçom e suplência <ul><li>Ora, estas três estratégias habilitadoras nom se apresentam ao lingüista galego com idênticos méritos, pois, como a boa lógica dita e  apesar de notáveis vacilaçons  a moderna tradiçom do galego escrito confirma, o recurso às soluçons luso-brasileiras constitui a estratégia (mais) natural, eficaz e económica . </li></ul>
  30. 34. cobra-capelo ou naja / cobra
  31. 35. <ul><li>Hoje meu pai ergueu-se cedo e foi à feira e ali </li></ul><ul><li>Hoxe meu pai ergueuse cedo e foi á feira e alí </li></ul><ul><li>comprou maçãs, laranjas, marmelos, ameixas, milho, </li></ul><ul><li>comprou mazás, laranxas, marmelos, ameixas, millo </li></ul><ul><li>farinha, uma fouce, um martelo e um maçarico para </li></ul><ul><li>fariña, unha fouce, un martelo e un soplete para </li></ul><ul><li>arranjarmos a velha trave enferrujada do alpendre. </li></ul><ul><li>arranxarmos a vella trabe enferruxada do alpendre. </li></ul>
  32. 36. Estagnaçom e falta de optimizaçom lexical <ul><li>Anúncio do Dicionario de Mulleres Galegas de Aurora Marco publicado em A Nosa Terra (1268 [17-23.5.2007]: 3; ênfase nossa):  Un libro que recolle a vida de centos de mulleres que tiveron un papel destacado na vida pública e que logo a sociedade relegou ao anonimato.  (que depois a sociedade relegou ao anonimato ou que cedo relegou ao anonimato?!). </li></ul><ul><li>  prejuízo =  dano  /  opiniom prematura e falsa  ? </li></ul><ul><li> Son os prexuízos derivados do sexo/xénero [ prejuízos ou preconceitos ?] os que estercan [ sic ] as sospeitas e median na recepción.  (  Repensar a idea dun feliz invento  , Dolores Vilavedra,  Letras de Galicia  , El País-Galicia , 17.5.2007: 9; ênfase nossa). </li></ul><ul><li>Versom galego-portuguesa do título do livro Pride and Prejudice , de Jane Austen ( Orgulho e Prejuízo ?) </li></ul>
  33. 37. 7. Habilitaçom de léxico <ul><li>Como na codificaçom RAG-ILG a convergência lexical com o luso-brasileiro e a expurgaçom de castelhanismos suplentes nom se aplicam de forma exclusiva e constante: </li></ul><ul><ul><li>O sistema lexical nom torna máximas a sua naturalidade, eficácia e economia. </li></ul></ul>
  34. 38. 7. Habilitaçom de léxico <ul><li>Dado que a codificaçom lexical RAG-ILG é trímoda e arbitrária : </li></ul><ul><li>1. O sistema lexical depende por completo para a sua modernizaçom da discricionariedade das autoridades lingüísticas e da sua incessante —e, nas actuais circunstáncias, improvável — produçom de obras lexicográficas normativas. </li></ul><ul><li>2. Como a expurgaçom de castelhanismos suplentes e a habilitaçom lexical som processos discricionários e impredizíveis , sujeitos ao capricho das autoridades lingüísticas, o sistema lexical, em princípio, nom é ampliável “desde abaixo”, polo menos de forma ortodoxa . </li></ul>
  35. 39. arara / guacamayo
  36. 40. (bicho-)preguiça / perezoso
  37. 41. bicho-de-conta / cochinilla de la humedad
  38. 42. esgana-gata / espinosillo
  39. 43. glutom / glotón
  40. 45. cachorro quente / perrito caliente
  41. 46. cacifo / taquilla
  42. 47. cabina de duche / mampara de ducha
  43. 48. Impostura e escándalo! <ul><li>DRAGC-G: Inúteis paráfrases: </li></ul><ul><li>cast. aguafiestas [luso-br. desmancha-prazeres ] = gal.  persoa que estraga ou interrompe unha diversión  </li></ul><ul><li>cast. crujía [luso-br. coxia ] = gal.  corredor  +  espazo entre dous muros de carga  +  espazo central na cuberta dun barco que vai de proa a popa  </li></ul><ul><li>cast. mamparo [luso-br. antepara ] = gal.  tabique para separar os compartimentos dun barco  </li></ul><ul><li>cast. navideño [luso-br. natalício ] = gal.  do nadal  </li></ul><ul><li>cast. pandilla [luso-br. malta ] = gal.  grupo de persoas que se xuntan para divertirse; grupo de persoas que se xuntan para facer mal  . </li></ul>
  44. 49. Impostura e escándalo! <ul><li>DRAGC-G: Soluçons hipocaracterizadoras: </li></ul><ul><li>cast. callejón sin salida [luso-br. beco (sem saída) ] = gal.  camiño sen saída  </li></ul><ul><li>cast. taquilla  armário num centro de ensino  [luso-br. cacifo ] = gal. armario </li></ul><ul><li>cast. canica [luso-br. berlinde ] = gal. bóla </li></ul><ul><li>cast. listillo [luso-br. espertalhom ] = gal. sabichón (Significativamente, o DRAGC-G também resenha sabichón como equivalente do cast. sabiondo ) </li></ul><ul><li>cast. manitas [luso-br.: engenhocas ] = gal. mañoso (Significativamente, o DRAGC-G também resenha mañoso (aliás, castelhanismo por jeitoso ) como equivalente do cast. mañoso ! ) </li></ul><ul><li>cast. tocho [luso-br. calhamaço ] = gal. armatoste </li></ul>
  45. 50. cobra (= serpente ) > cobra-capelo
  46. 51. <ul><li>Observe-se, no seguinte exemplo de uso que de cobra  cobra-capelo  oferece o DRAGC-G (s.v. cobra ), a falsidade do afirmado:  As cobras son moi velenosas.  . Falso, a maior parte das cobras que habitam na Galiza (afora as víboras) nom som venenosas!! </li></ul>
  47. 52. candeeiro / lámpara | lámpada / bombilla
  48. 53. lustre / araña
  49. 54. óculos / gafas
  50. 55. <ul><li>Como é que poderia parafrasear-se no seguinte enunciado, extraído do romance Scórpio de Carvalho Calero (pág. 30), a unidade destacada a negrito para que fosse ortodoxa conforme o padrom lexical RAG-ILG?: </li></ul><ul><li> Apresentarom-nos ao Presidente, um catedrático de pequena estatura, sonrosadas faces, claros olhos e brancos e grandes bigodes, e ao Secretário, um recém licenciado, alto, delgado, algo carregado de costas, com óculos de grossas lentes .  </li></ul><ul><li>Sendo impossível lentes de grossas lentes , quais som as alternativas? Anteolhos de grossas lentes? Mas anteolhos nom é soluçom hoje de sabor antiquado? Lentes de grossos vidros ? Mas, aqui, nom evoca lentes a ideia de ‘vidros’ e nom se revela vidros um tanto pobre? </li></ul>
  51. 56. tubarom > quelha ou tintureira
  52. 57. pipocas , flocos de milho / palomitas , copos de maíz
  53. 58. tigela (~ conca) , chávena , caneca / cuenco , taza , jarrita
  54. 60. Impostura e escándalo! <ul><li>Cacofonias : </li></ul><ul><li>a letra: o cu (!!) (NOMIGa: até 2003!) </li></ul><ul><li>a figura geométrica: o cono (!!) </li></ul><ul><li>a cacatua (!!) / a silicona (!!) </li></ul><ul><li>o e-mail , o e-commerce , a icona !! </li></ul><ul><li>orifício terminal do tubo digestivo: o ano (!!); DRAGC-G: </li></ul><ul><li> Ten sesenta anos , pero aparenta menos.  ,  Desexámoslle feliz ano novo  ,  O profesor solicitou un ano sabático para poder acabar de escribir a súa última novela.  ,  Consérvase ben, tendo en conta que é unha persoa entrada en anos .  . </li></ul>
  55. 61. Ingenuidade e escándalo! <ul><li>A Medición do Mundo , de Daniel Kehlmann (Galaxia, 2006:181):  Na parte superior da parede xa non había néboa. Distinguiron algúns anacos de ceo azul e o cono que formaba o cumio da montaña.  . </li></ul><ul><li>Actas do I e II Simpósio Internacional  Letras na Raia  da Asociación de Escritores en Lingua Galega (2005):  Mulleres e artistas que crean a partir do apropiacionismo, daquelas imaxes e iconas que os mass media e a cultura de masas foron creando para nós até orixinar (en nós) a minusvalía de xa non saber ver (mirar) outra cousa.  (pág. 175). </li></ul>
  56. 62. UTENTES E ESCÁNDALO! <ul><li>Na manhá do dia 21.8.2007, numha entrevista da Rádio Galega, durante todo o tempo que durou a entrevista utilizou a leite (produzida, tratada...) nada menos que... o Director Comercial da Feiraco , e, durante 3/4 partes da sua intervençom, nada menos que... a entrevistadora, empregada da Rádio Galega ! </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>Num anúncio da Conselharia de Sanidade do Governo Galego emitido pola Rádio Galega na Primavera de 2007 e concebido para fomentar as doaçons de sangue, as palavras finais eram:  Eu já dei a minha [sangue]!  </li></ul><ul><li>  «Seguín polo televexo [por televisor , televisom ] unha especie de conferencia que proferiu Sarkozy en Madrid.  (Xosé Luís Méndez Ferrín,  Sarko  , Faro de Vigo , 12.3.2007) </li></ul>
  57. 63. UTENTES E ESCÁNDALO! <ul><li> [...] prestan outro aire a[o filme] REC (que como todo mundo [ sic ] sabe, é o que pon no botón de gravar cine en calquera chinfornio electrónico [por aparelho / instrumento electrónico ] de imaxes).  (J. A. Xesteira,  Producir terror, cámara en man  , A Nosa Terra , 1290 [20-27.12.2007]: 31) </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li> [Título de artigo noticioso:] Cincuenta anos do primeiro chintófano espacial [por veículo espacial , nave espacial ou satélite artificial ]. [...] [Início do corpo do artigo:] O primeiro trebello [por veículo , nave ] de fabricación humana [ sic ] en navegar por riba da atmosfera terrestre lanzouse hai medio século [...].  (Jornal internético Vieiros , 4.10.2007) /  [Título de artigo noticioso:] Un satélite espía dos EUA vai camiño de esnafrarse [por cair , precipitar-se , colidir , embater , chocar ].  (Jornal internético Vieiros , 28.1.2008) </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li> David Lurie é un profesor en Capetón [< corrupçom popular, freqüente entre pescadores galegos, do ingl. Cape Town , por na Cidade do Cabo ] que mantén unha relación cunha das súas alumnas.  (César Lorenzo Gil,  O mes das traducións  , A Nosa Terra , 1288 [4.12.2007]: 26) </li></ul>
  58. 64. UTENTES E ESCÁNDALO! <ul><li> [Título de notícia respeitante a um programa de abstinência sexual do governo dos EUA:] Para quitarlles as ganas de foder aos mozos non chegan mil millóns  (Jornal internético Vieiros , 17.4.2007) </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li> A nova fórmula [de as mulheres darem à luz no Serviço Galego da Saúde], non exenta de polémica, inclúe a posibilidade de que a parturenta [ sic , por parturiente ] conte cun acompañante no momento do parto, así como a liberdade á hora de elexir a postura para botar o feto . Os cambios complétanse con habitacións máis grandes e acolledoras, que permiten dilatar e parir sen cambiar de habitáculo [...].  (Eva Estévez,  Os hospitais apúntanse ao parto natural  , A Nosa Terra , 1294 [17-23.1.2008]: 4) /  Para ocultar as fotos de De Juana Chaos foi Zapatero quen mandou a dona Letizia parir , xusto nestes días, a súa segunda nena.  (Marcos Valcárcel,  A conspiración  , La Región , 6.5.2007: 85) </li></ul>
  59. 65. CODIFICADORES E ESCÁNDALO! <ul><li>O criterio que seguimos no volga foi tamén depurar. A depuración podería contemplarse de dúas maneiras: unha radical, segundo a cal o portugués moderno é o que tería sido o galego de non ter pasado por unha decadencia; outra, que considera que tamén o galego puido ter unha deriva propia, ou dito doutra maneira: non todo o que está no galego moderno e que discrepa do portugúes [ sic ] ten que ser necesariamente galego corrupto. Optamos por esta segunda estratexia porque é máis realista; optar pola primeira obrigaría a retirar da circulación palabras que son galegas desde as orixes, aceptar os castelanismos que ten o portugués mesmo, e aínda máis, converter o galego para os galegos case nunha segunda lingua que só se podería dominar por unha aprendizaxe escolar longa . (Antón Santamarina, 2004: 38) </li></ul>
  60. 66. CODIFICADORES E ESCÁNDALO! <ul><li>«Non tódalas culturas teñen un idioma propio e non tódolos idiomas teñen palabras como anduriña ou bidueiro .» (Xosé Ramón Barreiro em La Voz de Galicia , 12.9.2003: 44) </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>«A ortografia [utilizada na redacçom de um dicionário alemám-galego que se encontra em preparaçom] corresponde à das Normas Ortográficas e Morfolóxicas do Governo Galego, polo que ela nom é  reintegracionista  . Na realidade, a questom de se a ortografia deveria ser, ou nom, reintegracionista fica resolvida por si mesma, pois umha ortografia lusitanizante tornaria o léxico galego tam semelhante ao português que um dicionário galego, apesar das diferenças existentes entre galego e português, se revelaria supérfluo.» (Jens Lüdtke, Galicien Magazin , 14: 32; trad. C. Garrido) </li></ul>
  61. 67. CODIFICADORES E ESCÁNDALO! <ul><li>lusismo s.m. 1 . Palabra ou construcción portuguesa introducida noutra lingua. A construcción ‘gustar de’ é un lusismo . ( Diccionario da Real Academia Galega , 1997: s.v. lusismo ) </li></ul><ul><li>gustar v.i. [...] 3 . lit. Sentir pracer ou afección [por algo]. OBS. Emprégase seguido da preposición de . Gusta de dar longos paseos pola praia . * Tamén se di gostar . ( Diccionario da Real Academia Galega , 1997: s.v. gustar ) </li></ul>

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