Antonio barbosa 124_meio_ambiente

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Antonio barbosa 124_meio_ambiente

  1. 1. Meio ambiente
  2. 2. Meio ambiente o que é? <ul><li>  O meio ambiente, comumente chamado apenas de ambiente, envolve todas as coisas vivas e não-vivas ocorrendo na Terra, ou em alguma região dela, que afetam os ecossistemas e a vida dos humanos. </li></ul><ul><li>O conceito de meio ambiente pode ser identificado por seus componentes: </li></ul><ul><li>Completo conjunto de unidades ecológicas que funcionam como um sistema natural sem uma massiva intervenção humana, incluindo toda a vegetação, animais, microorganismos, solo, rochas, atmosfera e fenômenos naturais que podem ocorrer em seus limites. </li></ul><ul><li>Recursos e fenômenos físicos universais que não possuem um limite claro, como ar, água, e clima, assim como energia, radiação, descarga elétrica, e magnetismo, que não se originam de atividades humanas. </li></ul><ul><li>O ambiente natural se contrasta com o ambiente construído, que compreende as áreas e componentes que foram fortemente influenciados pelo homem </li></ul><ul><li>Opa, massiva intervenção humana. </li></ul>
  3. 3. Opa <ul><li>Opa, alguma vez você já parou para refletir sobre a importância do meio ambiente na sua vida? Provalvemente já e talvez nem aguente mais ouvir falar sobre o tema, aqui não falarei da preservação diretamente, mas procurarei estabelecer uma relação entre o ser humano e o meio onde este vive, um meio onde a preservação é só uma conseqüência de como se estabelece essa relação. </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>Vamos tomar como exemplo os mananciais. Desse modo, eu lhe pergunto: qual sua relação com os rios? </li></ul><ul><li>Dependendo de sua resposta, você saberá qual a importância da existência ou não desses cursos d'água. Vivemos em cidades, e vale a pena lembrar que praticamente todas elas se desenvolveram a partir dos cursos dos rios, não só como forma de garantir a proximidade com um dos elementos básicos de sobrevivência, mas também porque este foi o principal meio de locomoção e orientação nas explorações das terras desconhecidas no passado. </li></ul><ul><li>Mas e agora, qual é o papel dos rios nas grandes cidades? </li></ul><ul><li>Na realidade, não temos praticamente contato algum com o meio natural e, quando sentimos sua falta, nós o buscamos fora dos limites das cidades: vamos ao campo. Para não perdermos o pouco que ainda resta, criamos as áreas de preservação, que tornamos intocáveis por não sabermos lidar com elas. E nas cidades, como sempre, vale tudo. </li></ul><ul><li>Sempre há algo entre o homem e os rios nas cidades: ou são as construções ou são as avenidas e grandes marginais. Fica mesmo difícil estabelecer um contato direto com os recursos naturais diante de tantos obstáculos. Conseqüentemente, não há relação. Mas não é só isso! A postura com a qual o homem vem tratando o meio onde vive aumenta ainda mais essa dificuldade, pois é mais simples e cômodo ignorar regras e praticar atitudes que prejudicam o meio ambiente do que trabalhar a seu favor. Aparentemente, fazer o &quot;certo&quot; dá mais trabalho, não é mesmo? </li></ul><ul><li>O tema &quot;enchentes&quot; tem sido muito discutido ultimamente. Os maiores culpados dos quais tenho ouvido falar são os rios e os governantes. A solução mais freqüente requerida pela população tem sido a canalização, ou seja, transformar o rio em um cano, livrando-se de um problema sem medir as conseqüências dessa intervenção. Afinal, &quot;é só água&quot;. </li></ul>
  4. 4. Mas porque será que isso acontece? <ul><li>Podemos comparar a estrutura de repercussão das ações em uma cidade a uma gota que cai em um copo com água. Ao tocar a superfície, a gota emite ondas circulares em todas as direções e que tocarão as bordas do copo, gerando um contrafluxo que repercutirá em toda sua extensão. Ou seja, qualquer ação, por menor que possa parecer, espalha-se até os limites urbanos, repercutindo em todo seu percurso. E, com toda certeza, haverá o refluxo dessa ação. </li></ul><ul><li>Não existe ação isolada, sem repercussão. Tudo o que fazemos interfere no meio onde vivemos. </li></ul><ul><li>Um bom exemplo disso é a crescente impermeabilização do solo nos lotes e nos espaços públicos que, juntamente com a pavimentação inadequada das ruas, vem reduzindo em demasia a penetrabilidade da água no solo, restando apenas o caminho das galerias de águas pluviais para o escoamento das chuvas, que, por sua vez, deságua nos rios. </li></ul><ul><li>Porém, os rios existiam antes mesmo de morarmos junto a eles. Sua capacidade de vazão era perfeita para a necessidade de escoamento com o meio natural intacto. Contudo, o homem foi alimentando os rios além de sua capacidade, como se estivesse forçando alguém a beber 5 litros de água de uma só vez. Pois é, ninguém agüenta! Os rios também não! </li></ul><ul><li>Então, nós culpamos os rios, as chuvas, o verão, os governantes e todo mundo que passar pelo nosso pensamento, pelo fato de os rios haverem transbordado, ou melhor, &quot;haverem sido transbordados&quot;. Em busca de uma solução, nós os interrompemos, canalizamos, alargamos, alteramos seus cursos e até conseguimos inverter seus fluxos. </li></ul>
  5. 5. Mas por que nada disso funciona? <ul><li>Os rios e as chuvas são naturais, existiam antes mesmo da existência do homem. O ambiente a nossa volta não foi se modificando, nós é que o transformamos naquilo que conhecemos hoje. Portanto, todos temos nossa cota de responsabilidade pelo mundo que conhecemos e do qual participamos, ainda que passivamente. </li></ul><ul><li>Já posso até ouvir muitas pessoas dizendo que nada têm a ver com isso, e pelas mais variadas justificativas - temos muita criatividade e habilidade em fazê-lo. Essa auto-indulgência envolve a necessidade do homem de se eximir das responsabilidades, das causas de seus desconfortos. A culpa sempre tem que ser de alguém. No caso das manifestações naturais, porém, quando não temos parâmetro para culpar pessoas, culpamos as próprias manifestações. </li></ul><ul><li>É só ligar a televisão, ler uma revista ou abrir um jornal para verificar um monte dessas manifestações: chuva mata tantos, fúria do furacão devasta, vulcão derrama suas cinzas sobre a cidade, calor castiga, frio, terremoto, camada de ozônio, nevasca. Puxa! São tantas! O exemplo mais atual é o &quot;El Niño&quot;. Demos até um nome para esse evento! </li></ul>
  6. 6. Mas o que é o El Niño? <ul><li>Simploriamente poderia-se dizer que é uma conformação peculiar de correntes de ar. Simples, não? Nem tanto, pois isso é o reflexo das atitudes de todos os habitantes do planeta, ou seja, o reflexo do que todos nós fizemos. É o contrafluxo do exemplo do copo: o El Niño é uma criação do homem e não do planeta. </li></ul><ul><li>A maneira como estamos tratando os problemas que enfrentamos com este contrafluxo nas cidades não poderia estar mais equivocada. Assorear rios não os fará parar de transbordar; alargar vias não fará o trânsito fluir; aumentar a linha do metrô não fará o transporte melhorar. Nada disso adiantará por muito tempo, afinal, a cidade continuará crescendo, exigindo mudanças estruturais. A solução não é parar de construir, mas construir e transformar o meio de maneira inteligente e crescer adequadamente. Para tal façanha, não é necessário fazer nada espetacular e mirabolante. É necessário apenas usar aquela que talvez seja a mais difícil faculdade a ser utilizada pelo ser humano: o discernimento. </li></ul>
  7. 7. Opa <ul><li>Sabendo disso, por que não encaramos a questão com seriedade? Porque é trabalhoso demais e exige muito esforço? Ou será porque morreremos daqui a alguns anos, não estaremos mais aqui e, portanto, isso não será mais da nossa conta? Quantas e quantas vezes ouvimos essa frase diante das mais diversas questões? Muitas, não? Mas se todos pensassem assim já teríamos entrado em colapso há muito tempo. Que sorte a nossa, então, em haver gente que pensa diferente! Pois é, agora que nós somos a &quot;bola da vez&quot;, podemos tentar pelo menos adiar esse colapso para dar tempo aos outros que virão a nossa frente, para que eles tentem, por sua vez, ajustar as coisas, ou ao menos adiar esse possível colapso mais um pouco para que outros tentem evitá-lo ainda mais à frente. </li></ul><ul><li>Por enquanto, todos podemos adotar alguma posição. Mas não é necessário sair às ruas e fazer protestos, é a atitude e a postura mental diante do que nos cerca que serve como um primeiro passo. É essa mesma relação com o nosso entorno imediato que atua além do nosso alcance de percepção. Analisar nosso próprio comportamento não é algo fácil. Podemos descobrir que fazemos muitas coisas com as quais não concordamos, e que muitas vezes prejudicamos o ambiente sem perceber, não raro por negligência e comodismo. </li></ul><ul><li>O processo de mudança pode não ser fácil para a maioria de nós, mas o resultado é sempre um ser humano mais consciente. </li></ul><ul><li>Alguém consciente de sua existência como ser vivo, que tem necessidades ligadas a toda uma sociedade, ao meio onde vive e ao Planeta, inevitavelmente passará a respeitar o meio ambiente e tudo que o envolve, sabendo que seu ato influencia principalmente ele mesmo. Afinal, não conheço ninguém que deseje beber 5 litros de água de uma só vez. </li></ul>

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