A IMPORTÂNCIA DOS GRUPOS DE        AUTOAJUDA NOACOMPANHAMENTO TERAPÊUTICO DE PESSOAS COM TRANSTORNOS     MENTAIS E FAMILIA...
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao      curso de Saúde Mental para Equipes       Multiprofissionais da Universi...
Agradecimentos•     A Deus, por me criar e me capacitar criar “imitando” um  pouco seu “modo de fazer sempre nova todas as...
Introdução• 1.1 Processo Histórico• - Violência aplicada – “loucos” x “normais”.• - Cooper (1967) – rótulo – coisificado p...
• Lutas foram     necessárias   para   quebra    de  preconceitos.• - Amarante et al (1995):• - V Congresso Brasileiro de ...
• - São Paulo – I Encontro Nacional dos  Trabalhadores       em       Saúde     Mental  (1979), articulação - lutas antima...
• 1.2 – Compreensão de Grupos• - Foulkes (1963), antes de aprender a fazer  fogo ou abrigos o homem já sabia viver em  gru...
• - Processo pré-histórico abrange:• “Psicologia grupal” com Gustavo Le Bom  (1841-1931) e,• - “Psicologia das Multidões”,...
• - Zimerman (1999), aponta Freud              como  importante fator na psicologia de grupo:• 1 - As perspectivas futuras...
• Osório (2003), pontua ainda:• J.L. Moreno; a teoria dos papéis;• Pichon-Rivière: a abordagem psicodramática, a  teoria d...
• - Zimerman (1999), aponta para os trabalhos de:• W.R. Bion, influenciado por M. Kein, define que  os grupos movimentam-s...
• - Marcos teóricos para a compreensão de grupos  segundo Osório (2003):• - Dinâmica de grupos;• - Psicanálise;• - Teoria ...
• - Zimerman (1999), o caracteriza um grupo, quer  psicoterápico ou operativo:• - Não é uma mera somatória de indivíduos;•...
• - O grupo deve complementar uma unidade, quebra-  cabeça;• - Apesar de constituir-se como uma nova  entidade, deve prese...
• 1.3 Grupos de Autoajuda• - Segundo Bem (1975), podem ter dois  significados: pode referir-se ao tratamento  específico, ...
• - Adler (1925), terapia coletiva para crianças e  adultos;• - Marsh (1931), psiquiatra, promovia sessões em  grupo para ...
• - Alcoólicos Anônimos: Segundo Burns (1995), a origem  dos Alcoólicos Anônimos é pouco conhecida;• - “Provavelmente o fu...
• - Ainda segundo Loeck (2009), os grupos não  são compostos por profissionais;• - São feitas as reuniões ou encontros;• O...
Justificativa• Necessidade de formas mais dignas e  humanas de tratamento da pessoa portadora  de Transtornos Mentais;• Es...
Objetivos   “O presente estudo tem como objetivo geralverificar a importância e o impacto daparticipação em grupos de auto...
Metodologia• Revisão bibliográfica;• Bases de dados: Scielo, Lilacs e Ebsco  Discovery Service;• Palavras chaves: “grupos ...
Resultados• Scielo  – Encontrados 15 artigos  – Selecionados 3 artigos• Lilacs  – Encontrados 16 artigos  – Excluídos todo...
Resultados        Autores.          Título                  Tipo de               Metodologia          Resultados         ...
FILZOLA et          Alcoolismo             AL-Anon. 06          Entrevistas           Resultados           Além doal. 2009...
REBELO.           Importância          Grupos de          Observação             Pais       que           Os grupos2005.  ...
Loeck, J. F.            Adicção    e         Narcóticos          Pesquisa                   Usuários de            O anoni...
Simões e            Grupos   de           Grupos auto           Foram feitos           O amplo              Os      grupos...
Discussão• Roehe     (2004),    experiência    religiosa  em   grupos   de  autoajuda, participantes do Neuróticos Anônimo...
• Filzola e colaboradores (2009), a vivência de mulheres participantes  do grupo de auto-juda Al-Anon;• Além do apoio da f...
• Rebelo (2005), entreajuda no apoio a pais em  luto, Levou-se também em consideração que  entreajuda, ou autoajuda, é um ...
• Brusmarello e colaboradores (2010), redes sociais de  apoio de pessoas com transtornos mentais e familiares;• As redes s...
• Loeck (2009), Adicção e ajuda mútua: estudo antropológico de  grupos Narcóticos Anônimos na cidade de Porto Alegre (RS);...
• Simões e Stipp (2006) trabalho feito por enfermeiros  aplicando as diversas teorias de trabalhos de grupos;• Conseguem i...
Conclusão• Percebe-se então que os grupos de autoajuda são de  grande valia na ajuda psicoterapêutica;• Compostos de pesso...
• bons instrumentos para trabalhos educativos;• Muitas vezes, podem ser um fator  mantenedor      do     estigma,      qua...
Referências•   AMARANTE, P. et al. Loucos pela vida: a trajetória da reforma psiquiátrica no Brasil. Rio de Janeiro:    Fi...
•   FOUCAULT, Michel. História da Loucura na Idade Clássica. São Paulo: Ed. Perspectiva, 1972.•   FOULKES, S. et al. Psico...
•   PICHON-RIVIÈRE E. O processo grupal. 3ª ed. São Paulo (SP): Martins Fontes; 1982.•   REBELO, José Eduardo. Importância...
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  1. 1. A IMPORTÂNCIA DOS GRUPOS DE AUTOAJUDA NOACOMPANHAMENTO TERAPÊUTICO DE PESSOAS COM TRANSTORNOS MENTAIS E FAMILIARES Aluno: Benedito Carlos Alves dos Santos Orientadores: Ana Carolina Schmidt de Oliveira Hewdy Lobo Ribeiro
  2. 2. Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao curso de Saúde Mental para Equipes Multiprofissionais da UniversidadePaulista, como requisito para obtenção do título de Especialista.
  3. 3. Agradecimentos• A Deus, por me criar e me capacitar criar “imitando” um pouco seu “modo de fazer sempre nova todas as coisas”.• A todos os professores que passaram pelo Curso de Saúde Mental para Equipes Multiprofissionais e que me ajudaram a entender mais sobre o assunto, levando-me a compreender um pouco mais os meandros e práticas de manejos de tão complexo assunto.• À professora Ana Carolina Schmidt de Oliveira, que sempre se mostrou interessada nesse trabalho, dando as devidas sugestões, acompanhando cada etapa dando as pistas que possibilitaram para que o mesmo chegasse ao seu término.• Ao Professor Dr. Hewdy Lobo que possibilitou essa especialização na área de Saúde Mental para Equipes Multiprofissionais apostando na capacitação de novos profissionais para respostas concretas às demandas da Saúde Mental em nossa época.
  4. 4. Introdução• 1.1 Processo Histórico• - Violência aplicada – “loucos” x “normais”.• - Cooper (1967) – rótulo – coisificado pelo sistema.• Foucault (1972) – Idade Média, início das instituições – sistema dito estruturado.
  5. 5. • Lutas foram necessárias para quebra de preconceitos.• - Amarante et al (1995):• - V Congresso Brasileiro de Psiquiatria (11/1978), possibilitou discussões sobre políticas na Saúde Mental.• - Rio de Janeiro – I Congresso Brasileiro de Psicanálise e Instituições (1978): Franco Basaglia, Felix Guattari, Robert Castel, Erving Goffman.
  6. 6. • - São Paulo – I Encontro Nacional dos Trabalhadores em Saúde Mental (1979), articulação - lutas antimanicomiais.• - Conquista da Lei 10.2016/2001 – direitos da Pessoa com Transtorno Mental.• - Conquista valeu a luta de setores: Sociologia, Antropologia, Psicologia e Direito.
  7. 7. • 1.2 – Compreensão de Grupos• - Foulkes (1963), antes de aprender a fazer fogo ou abrigos o homem já sabia viver em grupos.• - Osório (2003), Sec. XX como destaque dos fenômenos grupais a partir de estudos do comportamento humano.• - “Psicologia grupal” – psicologia propriamente dita e psicologia social.
  8. 8. • - Processo pré-histórico abrange:• “Psicologia grupal” com Gustavo Le Bom (1841-1931) e,• - “Psicologia das Multidões”, que foi material de estudo de Freud, e Kurt Lewin (1890-1948).
  9. 9. • - Zimerman (1999), aponta Freud como importante fator na psicologia de grupo:• 1 - As perspectivas futuras da terapêutica psicanalítica (1910);• 2 - Totem e Tabu (1913);• 3 - Psicologia das massas e análise do ego (1921);• 4 - O futuro de uma ilusão (1927) e• 5 - Mal estar na civilização (1930).
  10. 10. • Osório (2003), pontua ainda:• J.L. Moreno; a teoria dos papéis;• Pichon-Rivière: a abordagem psicodramática, a teoria dos vínculos e a relação dos grupos com realização de tarefas que propõem;• Von Bertalanffy: a teoria sistêmica; e• Bateson et al.: estudos sobre comunicação humana.
  11. 11. • - Zimerman (1999), aponta para os trabalhos de:• W.R. Bion, influenciado por M. Kein, define que os grupos movimentam-se em dois planos:• 1 - Grupo de trabalho, opera no plano do consciente e está voltado para a execução de alguma tarefa;• 2 - Grupo de pressupostos básicos, (estado latente) radicado no inconsciente, correspondem a um primitivo atavismo das pulsões e de fantasias inconscientes.
  12. 12. • - Marcos teóricos para a compreensão de grupos segundo Osório (2003):• - Dinâmica de grupos;• - Psicanálise;• - Teoria de Vínculos e dos Grupos Operativos;• - Psicodrama;• - Teoria Sistêmica.
  13. 13. • - Zimerman (1999), o caracteriza um grupo, quer psicoterápico ou operativo:• - Não é uma mera somatória de indivíduos;• - Integrantes estão reunidos com objetivo comum;• - O tamanho de um grupo deve propiciar comunicação, tanto a visual, auditiva e a conceitual;• - Deve haver enquadre (setting) e o cumprimento das combinações nele feitas;
  14. 14. • - O grupo deve complementar uma unidade, quebra- cabeça;• - Apesar de constituir-se como uma nova entidade, deve preservar a identidade específica de cada um dos indivíduos;• - Sempre existirá uma hierárquica distribuição de posições e de papéis;• - Deve existir entre seus membros alguma forma de intenção afetiva;• - Gravitam fantasias, ansiedade, mecanismos defensivos, fenômenos resistenciais e transferenciais.
  15. 15. • 1.3 Grupos de Autoajuda• - Segundo Bem (1975), podem ter dois significados: pode referir-se ao tratamento específico, ou pode ter uma atividade cooperativa de funcionamento livre.• - Burrow (1920), usava um sistema ainda não chamado de grupos de autoajuda, pequenos grupos incluindo pacientes, familiares e colegas, a fim de estudar em profundidade o comportamento social.
  16. 16. • - Adler (1925), terapia coletiva para crianças e adultos;• - Marsh (1931), psiquiatra, promovia sessões em grupo para internos psiquiátricos, além de reuniões comunitárias proferindo a seguinte frase: “Pela multidão foram eles quebrantados; pela multidão serão eles curados”.• - Mackenzie, apud Bechelli e Santos (2004), os grupos de autoajuda vêm dar suporte às Pessoas com Transtornos Mentais e Familiares, valorizados ainda mais depois da forma Psiquiátrica, ajudam no desafios que ainda se enfrenta.
  17. 17. • - Alcoólicos Anônimos: Segundo Burns (1995), a origem dos Alcoólicos Anônimos é pouco conhecida;• - “Provavelmente o fundador primordial” tenha sido Carl Jung com seus co-fundadores Bill W. e Dr. Bob S. em 1935;• São grupos formados por homens e mulheres que compartilham experiências, fortaleza e esperança;• Pressuposto de que a identificação, compartilhamento de experiências entre pessoas que são acometidas por um mesmo problema tem grande eficácia terapêutica, (Loeck, 2009).
  18. 18. • - Ainda segundo Loeck (2009), os grupos não são compostos por profissionais;• - São feitas as reuniões ou encontros;• Os indivíduos que ali se identificam, trocam suas experiências a respeito de suas doenças e, do “processo de recuperação”;• Também disponibilizam uma literatura de autoajuda.
  19. 19. Justificativa• Necessidade de formas mais dignas e humanas de tratamento da pessoa portadora de Transtornos Mentais;• Escassez de literatura brasileira.
  20. 20. Objetivos “O presente estudo tem como objetivo geralverificar a importância e o impacto daparticipação em grupos de autoajuda empessoas portadoras de transtorno mental e seusfamiliares.”
  21. 21. Metodologia• Revisão bibliográfica;• Bases de dados: Scielo, Lilacs e Ebsco Discovery Service;• Palavras chaves: “grupos de auto- ajuda OR grupos de autoajuda”;• Critérios de inclusão: artigos completos, em português, sobre impactos dos grupos de autoajuda.
  22. 22. Resultados• Scielo – Encontrados 15 artigos – Selecionados 3 artigos• Lilacs – Encontrados 16 artigos – Excluídos todos• Ebsco Discovery Service – Encontrados 67 artigos – Selecionados 2 artigos
  23. 23. Resultados Autores. Título Tipo de Metodologia Resultados ConclusãoAno. Grupo. Amostra ROEHE. Experiência Neuróticos Observação A religião é A experiência2004. religiosa em grupos Anônimos (N/A). 06 de reuniões de N/A e fator determinante no religiosa pode ser de auto-ajuda: o participantes. entrevista com processo de pessoas requisito para “cura” exemplo de participantes do em grupos de em grupos de neuróticos anônimos. grupo. autoajuda. autoajuda.
  24. 24. FILZOLA et Alcoolismo AL-Anon. 06 Entrevistas Resultados Além doal. 2009. e família: a vivência mulheres. simiestruturadas em três categorias apoio da família e de mulheres estruturais: 1) da religião, as participantes do Negando o mulheres grupo de autoajuda alcoolismo e apontaram a Al-Anon. sofrendo suas importância do consequências ; 2) grupo de autoajuda Buscando ajuda, para ampará-las no aprendendo com o enfrentamento dos grupo; 3) problemas Esperando a cura, decorrentes do experimentando a alcoolismo. sobriedade e enfrentando as recaídas.
  25. 25. REBELO. Importância Grupos de Observação Pais que Os grupos2005. da entreajuda no entreajuda. 19 de Encontros chegaram ao GEA de pessoas em luto apoio a pais em membros. temáticos sobre as com lutos menores é um auxiliar luto. fases de progressão do que um ano, terapêutico eficaz do luto, moderados encontraram um no sentido de por dois pais com suporte social evolução saudável lutos muito eficaz, enquanto os do processo experientes. que chegaram no individual do luto. segundo ano apresentavam desorganização emocional muito intensa.
  26. 26. Loeck, J. F. Adicção e Narcóticos Pesquisa Usuários de O anonimato2009 ajuda mútua: Anônimos (AA). etnográfica junto substâncias proposto pelo Estudo aos grupos de psicoativas lícitas grupo funciona Antropológico de Narcóticos ou ilícitas, são justamente como Grupos Narcóticos Anônimos muitas vezes são uma espécie de Anônimos na vistos como proteção aos seus Cidade de Porto desviantes em membros e que o Alegre (RS). relação ao padrão fato de estarem de comportamento participando de um considerado “programa de normal, ou seja, recuperação” estão sujeitos a muitas vezes, pode sofrer ser um fator estigmatização mantenedor do social. estigma, quando consideramos a sociedade mais ampla.
  27. 27. Simões e Grupos de Grupos auto Foram feitos O amplo Os gruposStipp. Enfermagem: ajuda feitos por reuniões e conhecimento são bons 2006 Classificação, enfermeiros. aplicadas diversas sobre as instrumentos para terminologias e técnicas de terminologias e trabalhos formas de experiências de tipos de abordagem educativos para a abordagem. grupos. dão sustento aos população e trabalhos de promovem a saúde grupos. a baixo custo.
  28. 28. Discussão• Roehe (2004), experiência religiosa em grupos de autoajuda, participantes do Neuróticos Anônimos;• Investiga integrantes do grupo percebem seu processo de recuperação, contribuindo assim para uma aproximação entre psicologia e grupos de autoajuda;• Foi possível ver como se dá o entendimento e o “tratamento” da “neurose” num contexto leigo;• Entendeu-se que são grupos de autoajuda na medida em que mantêm total autonomia em relação à instituição e profissionais;• são grupos de ajuda mútua porque baseiam sua atuação na mutualidade, os participantes ajudam uns aos outros.
  29. 29. • Filzola e colaboradores (2009), a vivência de mulheres participantes do grupo de auto-juda Al-Anon;• Além do apoio da família e da religião, os grupo de autoajuda veio ampará-las no enfrentamento dos problemas decorrentes do alcoolismo;• Os grupos são fontes de apoio, reuniram pessoas com os mesmos objetivos, dificuldades e necessidades que serviram de suporte;• Apresentam, além de uma compreensão maior do problema, uma melhor aceitação (convivência) com a doença (síndrome);• Foi ainda possível verificar que o apoio e troca de experiências propiciadas pelos grupos trazem às famílias novas formas de lidar com o alcoolismo.
  30. 30. • Rebelo (2005), entreajuda no apoio a pais em luto, Levou-se também em consideração que entreajuda, ou autoajuda, é um meio de intervenção comunitária que visa o apoio a problemas individuais muitas vezes com repercussões sociais;• Pais com experiências de luto normal e pais em luto não resolvido ou patológico, tardio;• Duplo sentido: como elemento de partilha solidária de experiência de dor sofrida e como fator de completa arrumação das suas emoções.
  31. 31. • Brusmarello e colaboradores (2010), redes sociais de apoio de pessoas com transtornos mentais e familiares;• As redes sociais aqui são vistas como teias de relações que circundam o indivíduo e, desta forma, permitem que ocorra união, comutação, troca e transformação;• Eles também favorecem o desenvolvimento humano e tem como um de seus objetivos preencher a necessidade que a pessoa tem de relacionar-se física e afetivamente;• proporciona o conforto de pertencer a um grupo, de ser amado, promove a manutenção da autoestima.
  32. 32. • Loeck (2009), Adicção e ajuda mútua: estudo antropológico de grupos Narcóticos Anônimos na cidade de Porto Alegre (RS);• Os grupos são interpretados como um tipo de instituição que detém os direitos sobre o conjunto de símbolos, ideias e práticas que funcionam como tipo de tratamento para esta doença;• Passa a ter um eficácia “simbólica” Lévi Strauss (2003) in Loeck (2009). O grupo terá maior eficácia se antes eu acreditar nela, ficando o desejo, de antemão, do indivíduo em recuperar-se;• O anonimato proposto pelo grupo funciona justamente como uma espécie de proteção aos seus membros;• Muitas vezes, pode ser um fator mantenedor do estigma, quando consideramos a sociedade mais ampla.
  33. 33. • Simões e Stipp (2006) trabalho feito por enfermeiros aplicando as diversas teorias de trabalhos de grupos;• Conseguem identificar a necessidade de trabalhos educativos para a população através de grupos de auto ajuda;• O grupos facilitam e ajudam a promover a saúde a baixo custo e de forma eficaz;• Ampliar as terminologias, tipos de abordagem e os fundamentos teóricos que sustentam os trabalhos de grupo é condição sine qua non para que os grupos contribuam na qualidade de trabalhos nas áreas da saúde.
  34. 34. Conclusão• Percebe-se então que os grupos de autoajuda são de grande valia na ajuda psicoterapêutica;• Compostos de pessoas com uma mesma problemática, os grupos favorecem a autoajuda e a mútua ajuda, pois são partilhados as mesmas dificuldades diante do enfretamento de uma doença;• Material são raros no contexto brasileiro, sendo pouca bibliografia encontrada para melhor aprofundar a temática;• Os resultados apresentados pelos grupos são eficazes e ao mesmo tempo não dispensam os tratamentos convencionais;
  35. 35. • bons instrumentos para trabalhos educativos;• Muitas vezes, podem ser um fator mantenedor do estigma, quando consideramos a sociedade mais ampla;• Novas pesquisas podem ser apresentadas, pois percebe-se que há um vasto campo ainda a ser explorado.
  36. 36. Referências• AMARANTE, P. et al. Loucos pela vida: a trajetória da reforma psiquiátrica no Brasil. Rio de Janeiro: Fiocruz; 1995.• BECHELLI L. C.; SANTOS M. A. Psicoterapia de Grupo, como surgiu e evoluiu. Rev. Latino-am Enfermagem 2004 março-abril.• BION, W. R. Experiências com grupos. Trad. Walderedo Ismael de Oliveira. 2ª ed. Rio de Janeiro, Imago; São Paulo, Ed. Da Universidade de São Paulo, 1975.• BURNS, J. E. O caminho dos doze passos. Tratamento de Dependência de Álcool e outras Drogas. 2ª ed. São Paulo, Loyola, 1995.• CHAZAN LF. Grupos homogêneos interdisciplinares. In: Mello Filho et al. Grupo e corpo: psicoterapia de grupo com pacientes somáticos. Porto Alegre (RS): Artes Médicas Sul; 2000.• COOPER, David. Psiquiatria e Antipsiquiatria. São Paulo: Ed. Perspectiva, 1967.• FILZOLA, Carmen Lúcia Alves et al . Alcoolismo e família: a vivência de mulheres participantes do grupo de autoajuda Al-Anon. J. bras. psiquiatr., Rio de Janeiro, v. 58, n. 3, 2009 .• FORTUNA ,C. M.; MISHIMA, S.M. ; MATUMOTO, S.& PEREIRA,M.J.B. O trabalho de equipe no programa de saúde da família: reflexões a partir de conceitos do processo grupal e de grupos operativos. Rev. Latino- Am. Enfermagem vol.13 no.2 Ribeirão Preto Mar./Apr. 2005
  37. 37. • FOUCAULT, Michel. História da Loucura na Idade Clássica. São Paulo: Ed. Perspectiva, 1972.• FOULKES, S. et al. Psicoterapia de grupo. São Paulo: Ibrasa, 1972 (1963)• LIMA, Helder de Pádua; BRAGA, Violante Augusta Batista. Grupo de autoajuda como modalidade de tratamento para pessoas com dependência de álcool. Texto contexto - enferm., Florianópolis, v. 21, n. 4, dez. 2012 .• LOECK, J. Fischer. Adicção e ajuda Mútua: Estudo Antropológico de Grupos de Narcóticos Anônimos na Cidade de Porto Alegre (RS). Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, 2009.• MACEDO, C. F. A evolução das políticas de saúde mental e da legislação psiquiátrica no Brasil. Disponível em: http://jus.com.br/revista/texto/8246/a-evolucao-das-politicas-de-saude-mental-e-da-legislacao- psiquiatrica-no-brasil. 03/2006.• MACKENZIE K.R. Time- Managed Group Psycotherapy: Effective Clinical Applications. Washington (USA): American Psychiatric Press, 1997.• MELLO FILHO J. Grupos no Hospital Geral: ambulatório, enfermaria e serviços especializados. In: Mello Filho J. et al. Grupo e corpo: psicoterapia de grupo com pacientes somáticos. Porto Alegre (RS): Artes Médicas Sul, 2000.• OSORIO, L. C. Psicologia Grupal, uma nova disciplina para o advento de uma era. Porto Alegre: Artmed, 2003.
  38. 38. • PICHON-RIVIÈRE E. O processo grupal. 3ª ed. São Paulo (SP): Martins Fontes; 1982.• REBELO, José Eduardo. Importância da entreajuda no apoio a pais em luto. Aná. Psicológica, Lisboa, v. 23, n. 4, Oct. 2005 .• ROEHE, Marcelo Vial. Experiência religiosa em grupos de auto-ajuda: o exemplo de neuróticos anônimos. Psicol. estud., Maringá, v. 9, n. 3, dez. 2004 .• SAVOIA, M. G. A interface entre psicologia e psiquiatria. 2ª ed. São Paulo: Roca, 2011.• SIMÕES, F. V. Grupos de Enfermagem: Classificação, Terminologias e forma de Abordagem. http://www.scielo.br/pdf/ean/v10n1/v10n1a19.pdf, 2006, pesquisa em 22/03/2013.• TRENTINI M, GONÇALVES LHT. Pequenos grupos de convergência: um método no desenvolvimento de tecnologias na enfermagem. Texto & Contexto Enferm 2000 jan/abr; 9(1):• ZIMERMAN D. E. Classificação geral dos grupos. In: Zimerman D. E. et al. Como trabalhamos com grupos. Porto Alegre (RS): Artes Médicas; 1997.• ZIMERMAN, D.E. Fundamentos Psicanalíticos. Teoria, Técnica e Clínica. Porto Alegre: Artmed, 1999.
  39. 39. Obrigado!!!!!Benedito Carlos Alves dos Santos Becantos_psic@yahoo.com.br 97999-6451

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