Depressão na gravidez e puerpério

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Aula ministrada por Dr. Hewdy Lobo dia 30/04/2013 na Associação Paulista de Medicina.

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Depressão na gravidez e puerpério

  1. 1. Depressão na Gravideze PuerpérioHewdy Lobo RibeiroPsiquiatra Forense – ABPPsiquiatra ProMulher – IPq-HCFMUSP
  2. 2. Depressão• Mais comum nas mulheres• Duas mulheres X Um homem• Diferença dos gêneros• Impacto: hormonal, genético e social• Gestação e puerpério – maior vulnerabilidade• Observação:Mulheres buscam mais tratamento
  3. 3. Depressão• Maior vulnerabilidade• Detecção precoce• Escala• EPDS• Edinburgh Postpartum Depression Scale• 18% mulheres – depressão – gestação e pós-parto• Procuram tratamento
  4. 4. Depressão na Gestação• Etiologia• Exposição ao estresse físico e emocional• Influência – Eixo Hipotálamo-Hipófise-Adrenal• Modelos animais• Relação entre Tensão Pré-Menstrual XDepressão da Gestação• Relação positiva – não certeza!
  5. 5. Depressão na Gestação• Prevalência e Fatores de Risco• 12,7%• Condições sociais influem• Números não são consensuais• Ausência de companheiro• Suporte psicossocial deficiente• Baixos rendimentos financeiros• Desemprego
  6. 6. Depressão na Gestação• Classificação• Não há diferenças para outras fases da vida• Parece que último trimestre tem maiorincidência• Existem mais conhecimentos para pós-parto• Acreditava-se que a gestação era protetora• Depressão não tratada na gravidez aumentarisco de Depressão Pós-Parto
  7. 7. Depressão na Gestação• Tratamento• Decisão depende da relação Risco versusBenefício• Resistentes ao tratamento• Família tende a recusa• Ampla discussão com paciente, família eobstetra• Decisão Compartilhada
  8. 8. Depressão na Gestação• Tratamento não Farmacológico• Ausência de histórico de depressão pessoal efamiliar• Depressão Gestacional Leve• Psicoterapia Cognitiva e Comportamental• Psicoterapia Interpessoal• Geralmente bons resultados• Podem sem sintomas reativos / ansiosos
  9. 9. Depressão na Gestação• Tratamento não farmacológico• Terapia com luz• Exercícios físicos• 30 minutos diários• Ômega – 3• Acupuntura• Estimulação Magnética Transcraniana• Eletroconvulsoterapia
  10. 10. Depressão na Gestação• Tratamento Farmacológico• Quadros de intensidade moderada a grave• Histórico prévio de depressão – qualquer faseda vida• Depressão Recorrente• Obs.: interrupção e omissão são comuns• 68% recaem sem medicação• Não tem decisão livre de risco
  11. 11. Depressão na Gestação• Tratamento farmacológico• Riscos de não tratar• Cuidados limitados com própria mãe e bebê• Aborto• Comportamento suicida• Abuso de substâncias• Redução do apetite e fetos de baixo peso• Baixa aderência ao pré-natal
  12. 12. Depressão na Gestação• Tratamento farmacológico• Riscos de não tratar• Filhos com limitações cognitivas• Prejuízos da linguagem• Riscos para bebê:• agitação psicomotora• Sintomas psicóticos• Cuidados precários – baixo peso
  13. 13. Depressão na Gestação• Riscos de tratar• Medicações não aprovadas pelo FDA –gestação• 30 anos de estudos classificando riscos fetais• Estudos com medicações são escassos emgestantes – ética• Informações discutíveis e passíveis demudanças constantes - segurança
  14. 14. Depressão na Gestação• Riscos de tratar• Síndrome de abstinência de antidepressivostricíclicos – Clomipramina• Tremor e irritabilidade• Síndrome de abstinência para InibidoresSeletivos da Recaptação de Serotonina• Fluoxetina – meia vida longa – maior risco detoxicidade - neonato
  15. 15. Depressão na Gestação• Paroxetina• Medicação recomendada até 2005• Risco de teratogênese• Mulheres usaram no primeiro trimestre• Risco aumento de malformaçõescardiovasculares• Informações não consensuais
  16. 16. Depressão na Gestação• Tratamento farmacológico• Estudo de 2007 – 9.622 casos e 4.092controles• New England Journal of Medicine• Não houve associação significante entre usode ISRS durante a gestação e malformaçõesfetais• Sertralina
  17. 17. Depressão Pós-Parto• Etiologia• Aumento de internação e consultapsiquiátrica de mulheres no pós-parto• Fatores psicossociais coadjuvantes• Ausência de suporte psicossocial• Dificuldades financeiras• Conflitos conjugais• Ausência de companheiro
  18. 18. Depressão Pós-Parto• Etiologia• Fatores psicossociais coadjuvantes• Perda do companheiro ou entes queridosdurante gestação• Gestação indesejada• Pequeno intervalo entre gestações• Gemelaridade• Parto prematuro• Idade precoce
  19. 19. Depressão Pós-Parto• Quadro clínico• 50% casos negligenciados• Parte dos casos iniciados na gestação• Sem tratamento – 20 % mulheres continuamdeprimidas depois de um ano• Paciente e família consideram natural• Ausência da inclusão de perguntasespecíficas na anamnese
  20. 20. Depressão Pós-Parto• Disforia do Pós-Parto• Baby Blues• Quadro clínico leve• Início mais precoce• Pico por volta do quinto dia• Resolução espontânea – duas semanas• 60 a 80% das mães• Humor instável e choro imotivado
  21. 21. Depressão Pós-Parto• Disforia Pós-Parto• Irritabilidade• Ansiedade• Estranheza em relação ao bebê e a vida• Benigno e autolimitado• 20% desenvolvem Depressão Pós-Parto• Etiologia discutível• Hormônio? Contexto? Criança?
  22. 22. Depressão Pós-Parto• Epidemiologia• 10 a 16% das mulheres• Alguns trabalhos 20%• 19% - mães de gêmeos• 26% - adolescentes• 38,2% - primíparas de baixa renda• 39,4% - amostra brasileira
  23. 23. Depressão Pós-Parto• Escalas de Triagem• EPDS• Edinburgh Postnatal Depression Scale• BDI• Inventário de Depressão de Beck• PDSS• Escala de Triagem para Depressão Pós-Parto
  24. 24. Depressão Pós-Parto• Consequências e Impacto• Repercute negativamente na relação conjugal• Bebê sofre maior impacto• Primeiro ano de vida• Mãe fonte de estímulo cognitivo, emocionale social• Tendência ao isolamento• Interferência nas interações
  25. 25. Depressão Pós-Parto• Crianças acompanhadas posteriormente• Dificuldades com sono e aprendizado• Podem repercutir por longos períodos comodepois dos 20 anos• Baixo QI• Hiperatividade• Desatenção• Discutíveis
  26. 26. Depressão Pós-Parto• Tratamento• Manter contato com filho• Psicótica?• Discutível!• Amamentação mantida e estimulada• Presença de acompanhante• Observação e avaliação sistemática dobebê
  27. 27. Depressão Pós-Parto• Psicoterapia• Psicoterapia Interpessoal• Psicoterapia Breve• Psicoterapia Cognitivo-Comportamental
  28. 28. Depressão Pós-Parto• Tratamento Farmacoterápico• Relação custo-benefício• Sempre passa para leite materno• Porcentagem baixa para antidepressivos –ISRS• Compatíveis com amamentação• Tricíclicos:imipramina, clomipramina, nortriptilina eamitriptilina
  29. 29. Depressão Pós-Parto• Compatíveis com amamentação• ISRS• Fluoxetina, Sertralina, Citalopram eParoxetina• Substâncias de uso criterioso• Venlafaxina, Mirtazapina e Flovoxamina• Outros• Não recomendados
  30. 30. Muito obrigado!lobo@vidamental.com.br011 4114 0019

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