Revista Galileu - Mal.com - Edição 201 - Abril 2008

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Receitas de bomba, blogs anoréxicos, fóruns racistas, manuais suicidas. Mergulhamos no lado sombrio da internet para entender por que esse conteúdo se dissemina e como as comunidades “do mal” são combatidas.

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Revista Galileu - Mal.com - Edição 201 - Abril 2008

  1. 1. g ; ET°, §<; '°D; >ET§; ,§§§IEg A INCRÍVEL HISTÓRIA : no H0; ; Eii ou: consrauru Uíizk FAZENDA u'. n: “wo 1›o PASSADÔ 2 EN NovA YORK E VIVEU , irPEí-LÉS no ("UE NELA PLANTOU E CRIOU @amem wwmgalileuglobomm IHIHHII _ 1.14. l Comunidades de risco ii Estou com medo . m. 4 a r - " v ABRILZODB IN° 201 R$9,90 / * v f , ' ' A , k “ CJ' f] *Í É LÊ C -EE "Jd. ~: A.f, .*. .'f: ).. :. É_ ÊÓÊ 'É Ê - . z. f / D-ç- _n_ _~__7_q “- f _E/ w r_ m? , r- (X fa: ,h . Í -i. , . ,521 wr_-i. Cí. 'u -KCl/ IJ CL_ u ' u *J "í. / _____ câ_/ anorexia, :QÍT. ALNÍT'AÍ~. Í.C'A17'~É pedoñ ia, A: : racismo, i; .:: <7': ~_ÍN_; §a- o neonazismo, í: ódio entre torcidas e "ÍLCÍC "tirjço cf: : criminoso u
  2. 2. ,'71 V, I l u n *ira inspirada e inspiradora ifontar histórias inspiradoras. Este é urn dos traços I'M-mais nobres da mídia. e talvez um dos menos valorizados. Um médico bem-sttcedido que dedica uma tarde por semana a Cuidar, gratuitamente, de crianças com câncer. Uma escritora que. todo sábado, ensina jovens pobres a ler e a escrever numa favela. Uma celebridade que entretém regularmente idosos em asilos. Um astro de futebol que mantém um centro de treinamento no qual orienta meninos sem recursos. Casos dessa natureza, quando publicados, ¡Jotlein levar o leitor a fazer também ele algo pglos menos favorecidos. e ajudar assim a construir um país e um mundo melhores. No mundo moderno. dá-se a isso o nome de retribuição social. É uma causa a que cada vez mais pesscas se entregam - e também empresas. Para citar apenas um caso. o Google. para muitos a empresa mais inovadora do mundo, e com certeza uma das mais admiradas, dedica uma verba anual de l bilhão de dólares para causas sociais. Retribuição social é uma causa cara a nós também. É essa a essência da segunda edição do Projeto Generosidade. Todas as revistas da Editora Globo. ate o final do ano, publicarão, cada qual de seu jeito e no seu universo, relatos de pessoas que retribuem à sociedade parte do que receberam. De gente que faz, socialmente. diferença, nas mais variadas areas. Mulheres e homens inspirados e inspiradores. Nossos _íornalistas, em todas as redações, estão empenhados em buscar e mostrar casos exemplares. No site wwweditoraglobocom. br/ generosidade você terá Lim espaço para contar alguma ou algumas histórias. Para conhecer e compartilhar experiências Participe conosco da jornada fascinante por um mundo de mãos estendidas para ajudar os menos favorecidos. 'Temos a esperança de que o Projeto Generosidade seja tão inspirador quanto as pessoas. as idéias e as ações que aparecerão nele. Paulo Nogueira Diretor Editorial . . DIRETOR GERAL Frederic Zoghaih Kathar i ¡/ DIRETOR EDITORIAL Paulo Nogueira DlREYDR os MERCADO ANUNCIANTE Gi berro Caiana E ¡ ou DIRETOR DEASSINATURAS Slavros Frzngoiilitiis Nelii &ôso DIRETORA DE MARKEnNa Yara GYDHCY] DrREmRA : DrroRiAL ADJUNTA Cynthia de Almeida DIREYOR u: CRIAÇAO Saulo Ribas DIRETOR OE REDAÇÃO: Hélio Gomes , ngan»›; .-. m., ~i. . iram Íll REDATOR-CHEFE: Edson Franco EonORAssLsTENTE: Emiliano Uroim REPÓRTERES: Fernanda Culavitu. Juliana Tiraboschl. Luiz Francisco A. Senne. Pablo Nogueira : nrroRA n: ARTE. - Luiircies R. Alves Salema DIAGRAMADDRES: Daniel das Neves e Fábio Dias OoLAnoRADoREs: Alexandre Rodrigues. Alice K. (revisão), Arthur Veríssimo. Carmen Kawano, Flávia Pegoiin. Leandro A. Ferreira. Marcelo Gleiser. Mariana Romão. Mark Lund. Reinaldo José Lopes. Ricardo Bonalume Neto, Tales Torraga cARns A REDAcAo: lalves@edglobo. coni. br ASSISTENTES DE REDAÇÃO: Samanta Suellen e ? tatiana da Silva Miranda PUBUCIDADE nlREtaRIA DE PuBucIOAnE canmAuzAoA: Eduardo Leite. Mauricio Arbex e Tica Cunha Excclnwos DE NEG6clcs: Arlete Sonnomlya. Edtardn Nogueira. LUIl Sergio Siqueira, Marcelo Augusto Barbieri. Marcelo Henrique Doria. Megli Bertirrelli. Renato Frioli. Roberta K. Fairbanks Barbosa. Sandra Maciel. Simone Oilandl, Thais de Barros Elxili. Vlamir Aderaldo OiREroRA DE PuauctDAnE DE SAO muto: Dilu Frevo Huth GEREHTES DE PUBLICIDADE DESAD PAULO: Alessandra Miguel I' Raquel Ezequiel DKECUTIVOS DE NEDOcIOs DE SAO PAULO: Carta Miranda Bove. Claudete Aznak. Cristiana Galloli. Eduardo Felix Racy, Marcia Marcarl. .Marisa R. de Souza. Mauricio Amaral Einanuelli. Patricia Leal. Rosangela Fernandes e Wagner Jose' dos Santos atzcurwos DE NEGÓCIOS ONLINE: Fernando Monta. Maura vandromet e Ingrid Veroiiesl DIRETOR DE ESCRITÓRIOS REGIONAIS: Marcelo Augisto Barbieri Rio DEIANEIRO: Femanoa santa Hola ¡›; ›'F'll9l, Alessandra de Souza, Débora Rocha, Gabriel Souto, Fernando lapa e Vera Belni vt'lr*í. ttil. 'ir› m- nlwjikoál BRASILIA: Marcelo Novaesi -v BELO HORIZONTE: Juliane Silv : v DIRETOR DE PROJETOS ESPECIAIS. eginaldo Andrade cooRoENAçAo DE PuaucIDADE: Jose' Soares ASSINATURAS DIRETOR DE AssrNAruRA: Renata Barbosa Silva Filho GERENTE DE ASSINAWRA VENDAS PESSOAIS: Rogerio Lopes e Rosemary Brito GERENTE DE TELEvENDAs Ativo: Eduardo Canovas cooRDEuAçAo n: RsNovAcAa: Jussara Tozaki COORDENADOR DE VENDAS ONUNE: Gustavo Guissi GERENTE OE PROJETOS CORPDRATWOS: Milena de ! Anna Mutaielll GERENTE DE ATENDIMENTO: Arlete Medina Grêãílíh MARKETYNG DIRETORA DE VENDAS AVULSAS E MARKETING LEITOR: Regina BLICCU cooRDENADORAs DE MARKETING: Maristela Foggi. Lígia Azenha. Elizangela Rodrigues de Souza e Katia Honorio DIRETORA DE EVENYOG E MARKETING PUBUCHARID: Isabel Porvinell OOORDENADORAS DE EVENTOS E MARKETING FIJBIJCUARIO: Bemaúete Machado e Paola Massari cooROENADoRA DE PESQUISA DE MERCADO: Dina oe Oliveira , na iipf* lí; r . ... ... .i, s. . .._. _. 61mm O IIHI publlcoçia Initial Il¡ EDNORA 1.350 SA. - A Joanna'. 1.585. Sin Plin (SPL DEF' - YUI. 1.1 3767-7000. Cl - iptu A *mirim-nào G : voo . i '^ h: lomlttfn RuuJt-¡Ana Fort- Sioiam R0 O00, C| SVHVD lndustriul. »Hum Disponivel oe segunda a sextaleira, das 8 às 20 horas, c: sabado, nas 9 às 15 horas. f › lntemet: wwwadIIoragIomcormDr/ &ileconosoo v São Paulo: 11 3362-2000 - Demais localidades: 4003-9393' › Fax: :u 3766-3755 ' Custo de ligação local. Serviço nàonisponivel em tonto o Brasil Para saber da disponibilidade dci serviço em su; Clüdde. Consulte sua operadora local P IlJ _triuricz it lliíui : SF: 11 376777700/3767-7500 RJ: 21 338075924. email: putiilaaliloueodgooasmrtbr Para si. ííllflnktifrllíi* r com a RCÚJCAHZ Ends-recai cartas ao Diretor (le Redaçao, GALILEU. Caixa postal 66011. CEP 05315-999 e Sair Paulo. SP. Fax' 11 37677707 › Mnallzgallleuétodnobosumbr As Cartas devam ser encaminhadas com assinaruras, isncterecos e telefone oo ieiiiuteiitc. Galileu Iebbltkthe u ttireitu ue hcleiilonñrín§ e resumi-Ias para publicacao. Edições i-iiiiiiuies: 0 pedido sora' atendido por ineio dolomalniro ao preço da edicao atual. desde que nara disponibilidade de estoque. Faca seu pedido na banca mai5 próxima.
  3. 3. [a ;1 INTERNET D0_i-: i¡; -.L. COi-. .›. Mergulhamos no lado mais sombrio da internet. Saiba como incentivos a anorexia, pornografia infantil, incitação à violência e à discriminação, manuais para criminosos e até estímulos ao suicídio são facilmente encontrados na rede F: Hp _fil 2- ANTROPOLOGIA DIAS DE INDIO Nosso repórter passa uma . semana no interior do Maranhão , *v com os índios guajás, os últimos "I _ ç e nômades do Brasil. i I i Descubra a história «_ ç desse povo, sua ¡ ›. “ “ l organização em I “ sociedade, seu modo de vida atual, como seus costumes estão sendo influenciados pelo contato com o homem branco e como eles ainda resistem a essas mudanças Paculm e sua fllha: a última geração de nômades do Brasil tenta se adaptar à agricultura ml z r l ; i8 i4 24 ,26 VIDA POR DENTRO 3 MUNDOS CIÊNCIA Cientistas ' Uma pesquisa A dança, Desvendamos usam a Teoria l canadense presenteem as verdades e da Evolução mostra como praticamente os mitos sobre para explicar os ingredientes todas as culturas, os adoçantes. por que a fé c o fazem do Big pode ser arte, Cientistas religião podem Mac uma das ritual religioso questionam o ser produtos da receitas mais ou uma fem-Ia i aquecimento biologia humana globalizadas de sedução ~ global Crítico gastronômico transforma seu quintal nova- iorquino em sítio e tenta sobreviver do que fo¡ criado e plantado por lá. Será que ele conseguiu? , rt-T' '- r: ,_ , .g. - m Í u ( Í u GEOLOGIA a i PANGEIA, ; J Como resolver o problema j i _ _ _l - de um bilhão de pessoas no Daql-"ã 250 m| ll1°95 de ~! ,_ mundo que não têm acesso " BHD-S n°550 Planeta PQÚE a água potável? O livro / _ Voltar 8 ter UI? ÚTHCO l* , "Blue Planet Run" › *th* SUPEFCONUNEME- "E aponta caminhos , Í I 5 ' Saiba como esse i _. ›_ ~ processo já está bãá-ff» ^ acontecendo ç i nos dias de hoje AUMENT AÇÃO ' ELA VIROU A ivuESA Conheça a economista Luciana Quintão, que busca comida onde está sobrando e a distribui para quem precisa. A ONG Banco de Alimentos recolhe 44 toneladas de alimentos por mês 8 u. .. t1 . ãhlilâlf _ _ _ ? I'M? l¡n kh li* ¡nuli-i¡nnnlhnhmynuuam-nun¡umu¡qnuiunnnuinuungnulnuIünniiuiuuinuuununnnun¡? mais iíirianludulnunwiulnllin, lannmmru, u : mil 'à i3** 35 . Io MAIS SEM DUVIDA HORIZONTE-S (ou 05 momentos Sama como Marcelo Gleiser D livro '_'Creta" conta marcantes de i fundona o defende o usO de a historia de uma das Fuel Castro HE¡ a ardho cobaias em testes batalhas mais Infames C d 'H fp d S _ mama] queahumanídade cman ante ona or. era Presidíário Vira já V. ” se¡ travada | b d d' ~ ~ › - _ , _F , e CON SUMO Nosso viajante decifra demmll' 56° Smumellms Chocolate não Os mistérios do templo ÍEmPO dirá hümõñüs? é só para comer Abu Simbel, no Egito jtDcmc-mro pUQllEít', Am¡ Ecirii
  4. 4. ' ; a “leste nosso oficio, nada se compara ao prazer de parir grandes reportagens. Claro que uma bela capa ou uma boa sacada de edição (uma seção gostosa de ler do início ao ñm, por exemplo) trazem altas doses de satisfação. Mas não há sensação melhor do que bolar, apurar e contar uma história que apenas os cérebros mais sagazes seriann capazes _ de depurar. E não estou falando -“' ' - apenas de texto. Grandes reportagens só alcançam tal _ patamar se o seu visual r» i ' 3 - ' também superar expectativas. _ ~ Veja só um pouco do que entregamos nesta edição. De Lim lado, a experiência in loco de Pablo Nogueira e do fotógrafo Domenico Pugliese. Dona de um faro jornalístico privilegiado, a dupla passou li l . i t In loco: o antropólogo Uirá Felippe Garcia, Pablo Nogueira e Domenico Pugliese Onllne: Juliana e Emiliano v. ~i uma semana na aldeia dos últimos indios nômades mergulham . . . , , . . ll' ' 3' do Brasil, os guaias, no Maranhao. Seu relato emocionante “a fede , uuuum Ja' achou os sumdas? (A . e revelador é um dos raros na imprensa brasileira sobre '. o que temos de mais genuíno em nosso País. Confesso que J 'l sempre Fico com um gosto amargo na boca ao ler algo sobre nossos indios em publicações gringas. Agora, estou certo de que isso não mais irá acontecer. Cumprimos nosso papel. Do outro, o mergulho virtual da dupla Juliana i. 'Firaboschi e Entiliano Urbim, autora e editor da nossa matéria de capa. De certa forma, sua história sobre o lado sombrio cias redes de relacionamento na internet foi feita ¡“'*l' 'v tão “ao vivo" quanto à dos gua~ Que depre” jás. Corra até a página 41, leia o _, , , A ' l “j ' _ inicio do texto e entenda o que- " ' E bem assustador' Eles dlscutem _ na maior naturalidade. Mas vc ro dizer. Tudo a alguns poucos entende, né. .. são pessoas cheias cliques de distância. Achei, achei um fórum de discussão sobre métodos de suicídio. E tu entrou na conversa? =O Perguntei o melhor método. Já me deram "dicas". Sinistro. .. í de problemas, deprimidas etc. O sangue que _jorra em nossas w ' - › ' "i" l . : . veias está deñnitivantente 3*' '-1 I P_ Pic" T9 Wma' 9m** Nã° Va¡ 9"” contaminado pelo poderoso m? " * I ull r vinis da reportagem. Ainda bem y E” sei' e” Sei' Tá “'a"°°"°* que não há antídoto para ele. l _ _ j_ _ g n' Gomes BLZ. Nos falamos : -| l¡ . _¡ valeu e um abraço' Diretor de Redação "un-War Mam. . ma» . . l - hgomes@edglobo. com. br i? ) Domenico Pugíese
  5. 5. l O E-MAlL: GALILEU@EDGLOBO. ÇOM. BR; ENDEREÇO: AVENIDA JAGUARÉ, 1.485, 49 ANDAR, 05346-902, SAO PAULO, SP; FAX (ll) 3767-7707 l I -Hvcig Á hs si' "ÊÍJÃUEIHDBHE “ll l DECIFRA-M Comprei GAULEU pela primeira vez por causa da capa que promete decifrar os mistérios da série "Lost" [edição 200). Minha decepção não podia ter sido maior! Na minha opi- nião, nenhum mistériofoi deciirado. Absolutamente nada! Até no inicio da matéria, onde está escrito que ela contém revelações sobre a quarta temporada, eu nãoconsegui ver revelação alguma. l-“iquei totalmente decepcionada com a reportagem e achei que a capa foi somente para induzir as pessoas que gostam da série a comprar a revista. Helena Kramer, poreema/ l Muito boa a edição sobre "Lost". Vocês explicaram alguns dos fenô- menos da forma como eu acho que vão realmente ser explorados na série da TVque eu tanto gosto. Adorei a matéria. Continuem fazendo mais desse estilo. Valeu. Jorge de Lima, São Paulo, 5P Capinha caça-níquelessa, hein? A reportagem foi decepcionante, mas, como eu não sou umleitor pseudo- CI íiico-i I idld'Ll ialu-pé-ritrsaco, eu vou continuar comprando a revista porque ela é simplesmente a melhor. Thiago C outinho Da Silva, por e-mail _, . , ¡ql NA VEIA Achei muito interessa nte a matéria da Edição 200, página 38, na seção "Sem Resposta". Torço para qi ie ns cientistas encontrem algum compos- to quimico ou substância que cumpra todas as devidas funções do nosso sangue. Mas, enquantoesse dia não chega, nós não temos o direito de ficar parados, contandoapenas com a genialidade de alguns de nossos cientistas. Devemos pensar em ser mais solidáriose doar sangue pelo menos uma vez por ano. Com esse gesto, podemos até salvar uma vida. Roberto Oliveira RooliguesRíac/ e Janeiro, RJ MERECEM RESPEITO 0 cinema não raramente tem uma visão estereotipada e preconceituosa sobre a ciência e os cientistas, como mostrou Emiliano Urbim na matéria “Cientistas malucos no cinema" [edição 200). Curiosamente, a sétima arte apresenta os artistas como "normais", apesar de seus estilos pomposos, visivelmente fora da realidade. Eles são crentes de que basta inspiração para atingir objetivos práticos na vida, ignora ndo a necessária transpiração de toda atividade laboral, inclusive aquela do "engenho e da arte". Os cientistas, por sua vez, suam a camisa, mas costumam ser tratados como luná- ticos pelos V cineastas. isso não é justo. Adilson Roberto Gonçalves, Lorena, SP â. Í¡ y Doctor Evil: seria injusta a visão que o cinema passa dos cientistas? R0 CK'N'ROLL Olá, muito legal a matéria sobre os 200 motivos que tornam a vida melhor hoje [edição 200]. Só não goste¡ do motivo H9, achei que foi um descaso com os fãs das bandas de rock nacional Capital inicial e Biquini Cavadão. 0 Capital Inicial não apenas "circula por ai' como vocês disseram, mas sim conquista gerações, como pode ser visto em suas apresenta- ções. Será que o rock errou mesmo? Raquel Vicente, por email Adorei a reportagem sobre os 200 motivos que tomam a vida melhor hoje. Faz a gente realmente pensar sobre a época em que vivemos e como nossos pais e avós não pos- suiam essas facilidades e beneficios que temos nos dias de hoje. Foi uma ótima idéia. Parabénsa todos. Regina Valverde, C uritíba ALTA VOLTAGEM Achei interessante a matéria "Energia pelo ar", publica- da no número . . 700 ria revista. Entretanto, algumas idéias foram transmiti- das com os conceitos errados: na explicação sobre o experimento, vocês escreveram que "um circuito [A] preso à tomada da parede con- verte a corrente ce 60 hertz para i0 megaheriz e a alimenta até a bobina transmissora (B). A corrente osci- lante dentro da bobina transmissora faz com que esta emita um campo magnético de l rregahertz". Isso está errado. Corrente elétrica não se mede em Hz (hertz, ou ciclos por segundo). A unidade de corrente elétrica é o ampêre (A). Ds 60 Hz - convertidos para i0 megahertz - a que se refereo experimento é a freqüência de oscilação do campo magnético. A unidade de medida de campo elétrico no SI (Sistema Internacional) é oTesIa (T). Por falar em Tesla (Nikola Tesla 08564943), fisico croata radicado nos EUA), ele bem pode ser chamado de "pai" dessa tecnologia do MIT, que de nova não tem nada: em sua época, Teslajá se preocupava em transmitir energia pelo ar. Há relatos de experiências suas nas quais ele chegou a transmitir eletricidade a distâncias da ordem de centenas de metros - bem mais do que os 2 metros conseguidos pela equipe de André Kurs. Carlos Leoncia Campos Moreira, pare-mail llil 00001
  6. 6. Caro Carlos, Muito obrigado pe/ asinformações. Veja a seção "Erramos" nesta pág. Olá, pessoal, sou assinante da revista e gostaria de destacar sobre a matéria no "Energia pelo ar" que esse tipo de energiajá foi inventado em 1891 pelo gênio Nikola Tesla. A única coisa que o MIT deve ter feito é adaptado esse sistema para um aparelho que permita cobrar pelo fornecimento de energia. O intuito de Tesla era gerar energia gratuita para todos, mas hoje isso é impossível, devido à ganância contemporânea. Aliás, recomendo uma matéria sobre esse gênio pouco conhecido de todos, e que revolucionou a energia elétrica, criando os circuitos trifásicos, a cor- rente alternada, o motor de corrente alternada, entre outros. . leffersonA. Ta vares, Sorocaba, SP Lendo a última edição de GAULEU, deparei-me com o artigo "Energia pelo ar". Gostaria imensamente que o nome de Nikola Tesla fosse asso- ciado aofato. No milênio passado ele havia feito isso, e não apenas a uns poucos metros. Desculpem a ou- sadia, mas contemplem a memória desse grande inventor. Broetto Roberto, por e-mail Caras, Em dezembro de2006, na edição 185, a vida ea obra de Nikola Tesla fo¡ o tema da nossa seção "Eureca". NAS MAOS DO TERROR Achei muito boa a reportagem sobre as Farc ["Vivemos como mortos", edição 200], esse grupo terrorista que inferniza a vida dos colombianos. Apesar disso, senti um quê de apo- logia. Vocês da redação concordam corn a posição das Farc e com tudo o que eles têm feito? Ah, eu posso ter entendido errado a reportagem, mas, não sei, achei estranha a forma como vocês colocaram os fatos. De qualquer forma, parabéns. Paulino de Freitas, por e-maíl 30W qação FÉ soa Menina Quero elogiar a matéria sobre igrejas evangélicas customizadas, publicada na edição 199. Apenas acho que a palavra "transe" poderia ter sido substituída por "adoração". Na minha opinião, transe ficaria bem em uma sessão espírita, não? Costaria ainda de sugerir uma matéria sobre divisão nas igrejas evangélicas Assembléia de Deus no Brasil, causada pelo auto-intitulado "bispo" deputado federal Manoel Ferreira. É verdade que ele é maçom? Adilson S. Souza, Brasi/ ia, DF Surfistas, rappers, góticas, integran- tes do Bope! Tradicionais ou não! O que importa para Deus: o estilo ou a essência? Adorei a matéria! JoelmaSão Luís, MA BUSCA DE RESPOSTAS Li a matéria sobre o Deus de Einstein (edição 196). Nela, um tema e uma frase despertaram a minha atenção. O tema é a definição do conceito de Deus como substância imanente. A frase veio do físico Marcelo Gleiser ao afirmar que, "quanto maisa ciência avança, maisa religião recua". Ele tem razão no que diz respeito à religião, porque qualquer iniciante em qualquer área que envolve ciências humanas percebe que a religião, sobretudoo catolicismo romano, tem pavor de tudo o que é moderno. Se a intenção de Gleiser foi limitar o raciocínioà religião, concordo. Mas, se a tese atingir o relato biblico, tenho outro ponto de vista. Em primeiro lugar, a Biblia não tem culpa se o homem se tornou corrupto ao esconder sua verdade para obter benefícios. Em segundo lugar, ela é cientificamente exata, com informações muito à frente do seu tempo. Enquanto cientistas dos tempos de Galileu formulavam teorias para explicar o fomato da Terra, o relato biblicojá afirmava que o planeta era esferóide. Mesmoantes de Darwin nascer, o homemjá vinha CANTO DO ORKUT O pessoal viajou para responder: Por que o céu é azul? Anônimo: O que vale aqui é a resposta mais absurda, a teoria mais "sem-pé- nem-cabeça". Começo por mim: o céu éazul porque ele reflete as águas dos oceanos. Maritza: Porque vermelho iria destoar, e as fotos tiradas do espaço nunca ficariam boas. Uól Mortificatíon : Na estratosfera, existe a camada de ozônio, onde começa a difusão da luz solar [que origina o azul do céu). Jonatas: Não sei, só sei que é assim. Donizeti: Se o céu fosse de outra cor, por exemplo, vermelho ou amarelo, não seria tão lindo como é, seria muito feio. Pense nissollll Anônimo: O céu é azul por causa da cor que se chama azul-celeste. Podem conferir que não existe amarelo-celeste ou verde-celeste. A mesma teoria foi levantada quando os portugueses quiseram fazer azulejos que não eram azuis. A discussão foi tanta que resultou na fuga da familia real para o Brasil, pois aqui poderiam ser feitos azulejos de qualquer cor. (Aqui pode tudo. ) Putz, exagerei na dose. Hermess: Ora, o céu é feito de Smurfs em HDTV! Anna: Qua ndo pensamos, respira mos e falamos, são ativados neurônios do nosso cérebro que têm a cor azul. isso é passado pelo Cosmo em um meca- nismo de osmose. Daniel Chico: Por que verde, grená e brancoja têm no hino do Fluminense. Lady Carol: O céu é azul porque Deus é homem! Se fosse mulher, o céu seria coroerosa! O mundo não necessita de ajuda: O céu é azul porque, há muito tempo, em um reino muito, muito distante, havia um rei. (É claro que, se era um reino, havia um rei. ) Nessa época, predominava no céu uma cor abominavelmente assustadora. Até que, certo dia, tal rei, insatisfeito com a beleza natural do planeta, ordenou que se ñzesse imediatamente uma nova pintura no horizonte. O manto cinzento que até então cobrira a cabeça de seu reinado estava com os dias contados. Muitos se perguntaram o porquê. Muitos foram mortos para que esse luxo do rei pudesse ser saciado. Após todo otrabalho concluido, o rei, admirado com tamanha beleza, esboçou alegria e satisfação; encontrava-se tão entusiasmado com a idéia (NOTA DA REDAÇÃO: essa história não chegou nem à metade! ) tentando decifrar a origem da vida, porém o registro fóssil e o código genéticotêm comprovadoorelato ' Diferentemente do pu- das leis da genética registrado no “W340 “a ¡Tlütéríã "Energia primeiro Livro de Gênesis ["cada um P910 a7" da edlçãf* *m* f* Segunda a sua espédeul por “m, o correnteelét ? ICE-É medida relato astronômico da Bfolia éexato, el: Ílrâíírfiheeifãjrxolãrtz' como leglstrado polexemplnno conexão do LNA com a Rede Livrode Jó, no qual constelações são Ipê é de 34 Mbps pqiscñto descritas com exatidão. nas estrelas", edição zoo) Bruno/ lives Villar, por e-mai/
  7. 7. '-. l.«. l.ll1líi. ~l. '.l. ~' là. : Ill ll. ) rumou www. galileu. globo. com E: , l, *ll III I I, '_. EM SEXPEDIA, NOVO BLOG DE FERNANDA COLAVlTTI FALA SOBRE SEXO MISTURANDO DIVULGAÇAO ClENTlFlCA E CURIOSIDADE JORHALISTICA , ,.l r i Í l “à . l v, I _ I . a l, l. í_ l l l cALiLEuAREPORrER Galileu além da revista »Í Il -r l Você acha que deve haver censura nas redes de relacionamento online? Esta' no ar mais um blog com o selo Galileu de qualidade: Sexpedia, no qual a repórter Fernanda Colavíttí explica, discute. analisa e joga conversa fora sobre sexo - seu assunto predileto. Aliás, o Sexpedia surgiu justamente porque arevista era pequena demais (ui! ) para tanto assunto. "Não sou sexóloga, nem tenho qualquer tipo de especialização acadêmica no assunto, mas, como temas relacionados ao sexo estão presentes na maioria das minhas sugestões de pauta (não sou nenhuma maníaco, juro, é curiosidade jornalístico-científica pura), o pessoal da redação me incentivou a criar um l blog para trocar idéias. " Fernanda também vai interagir (por e-mail, espertinho) com os leitores, buscando respostas para as dúvidas de todos os interessados em melhorar a vida sexual. Vai dispensar essa consulta particular? Acesse: sexpediaglobQlggxonLbr iu l UMA EXTENSÃO DA REVISTA CONFIRA CONTEÚDO_ EXTRA EDEGUSTAÇAO i DE MATÉRIAS ll NO nosso site você encontra links relacionados a todas as matérias ll ' com comentários, galerias de fotos ' (este mês, a aventura de Pablo ' Nogueira com os indios guajás), além do arquivo com edições anteriores, enquetes e fóruns. ' E, para quem não e assinante, uma boa noticia: toda semana liberamos urna matéria da edição que está nas bancas para os internautas. j I lllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllll . É, _llllir“lllllllljlililllllll, flllj]lll, llll, fillilllllllllilllll*IlllllllIIllllí*lllillllljlljjjllljlll; i; . ljjl QI s: CURIOSIDADES E HISTÓRIA ASSINE OS SERVIÇOS DE NOTICIAS SMS DA GALILEU Divirta-se com o Galileu Diz e visite o passado no Hoje na História. Como assinar Hoje na História: envie ASS GHIS para 88435 Como assinar Galileu Diz: envie ASS GAL para 88435 Custo: para cada serviço assinado, você recebe uma noticia por dia [RS O, lD por torpedo recebido) Mais informações: editoraglobog| obo. com/ celular iÍIlJIlgH¡ o til A O n um q. ; s” l i Mell* llfíiel Í- " ' e E] SIM E] NÃO Responda pelo nosso site [www. galileu. globo. com] Rcsultado anterior: Você é um procrastinador, atrasa de propósito a conclusãode suas tarefas? Sim: 43% Não: 57% À esquerda, a tela "caliente" do Sexpedia; acima, uma tabela de posições sexuais publicada no blog ill'lifílfllilllíflllif, l I alguns' BASTIDORES E REPORTAGENS CONFIRA VIDEOS ExcLuSIvOS EM NOSSO SITE Agora o site de GAuLEu vai ter uma programação fixa de videos. Além de reportagens de video [dê uma passada para ver a repórter Juliana Tiraboschi alimentando os animais no zoológico), a gente mostra os bastidores da edição, apresentando nossa equipe e contando como foi fazer as principais reportagens. Fique ligado no blog da redação e no site de GAULEU. lilI. rllll. llvLl-l li 'i'll : I: MIL' UNIVERSO EM EXPANSAO EM NOSSOS BLOGS, UMA COBERTURA DIARIA E PESSOAL Esses são os blogs de GALILEU, e já temos pelo menos o dobro disso l planejado para entrar no ar I i até o final do ano. redacaogalileu. globolog. com. br » Diários de navegação da redação sexpedía. globolog. com. br » Tudo sobre sexo blogdaclementinaglobolog. com. br » Diário de uma cadelinha, pelo ghost-writer Edson Franco 9illÍllílllflílÍ; lllllilllllllElllIllllíllllllllllilllllllllIlllIllliíllllllliÍlllllllllll, lllllllllllllllllllllllllllillllilll'llllllIll7lilllllllÍlllllllllllllllllllllllillll'llllllllllllllllllll"lll“'l .
  8. 8. 1:' i ã" T nl ENTERVIDA DIRETO DO Gl m! ln: l› BIÓLOGOS QUEREM USAR A TEORIA DA EVOLUÇÃO PARA EXPLICAR POR QUE TER FE É UMA CARACTERISTICA PRATICAMENTE INEVITÁVEL DO CEREBRO HUMANO ç que o DNA humano e o livro bíblico l' do Apocalipse têm em comum? 0K, a pergunta beira a maluquice. mas o fato é que ambos apresentam um controle de erros mais rigido que a ma ha fina do Imposto de Renda. Falhas na cópia do DNA podem levar uma cé- lula a se autodestruir para não correr o risco de passar adiante o material genético "cor- rompido". Quanto ao Apocalipse, sugiro que você abra a Bñnlia no fim do capitulo 22: "E, se alguém tirar quaisquer palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte da árvore da vida". Ou seja, a¡ de quem mexer no texto. Para um nú-nero crescente de cientistas, esse tipo de semelhança nãoé mera coincidên- cia. Afinal de contas, raciocinam eles, a religião também pode ser considerada um produto da biologia humana, tal como a linguagem, a arte ou o uso de drogas. E, se isso for verdade, não há nada de absurdo em utilizar o que sabemos sobre nossa evolução para entender por que a fé surgiu e po' que ela é tão natural para a maioria de nós. Os pesquisadores que estão apostando Mobilização: para . ' especialistas, a precisão de rituais como a tawaf, em Meca; segue a lógica da transmissão do DNA nessa abordagem para explicar a religião não estão interessados em provar a existência ou a inexistência de Deus - embora muitos sejam ateus, há cristãos devotos e outros religiosos entre eles. A proposta é ver a fé como "fenô- meno natural", na definição do filósofo ameri- cano Daniel Dennett, da Universidade Tufts. Segundo essa visão, Deus pode muito bem ouvir e responder às suas orações, mas não dá para negar que, para sentir o êxtase religioso, o seu cérebro precisa ser estimulado de uma determinada maneira, e não de outra. Além do mais, a arqueologia scgere que só começamos a enterrar nossos mc-rtos e ter uma idéia de seres "sagrados" [animais, por exemplo] há poucas dezenas de milhares de anos. Por que, de repente, a nossa espécie "acordou" para o lado sobrenatural das coisas? Dá para dividir os biólogos da religião em dois grupos principais: os defensores da "van- tagem adaptativa" e os do "efeito colateral". Para os primeiros, o ato de crer em si é que foi vantajoso para osantigoshumanos-tão van- tajoso que os que "desenvolveram" a fé deixa- ram mais descendentes e passaram o traço adiante. A principal vantagem de desenvolver o instinto religioso seria a coesão social que ele traz: se toda a tribo está unida na devoção ao seu deus, ela se torna mais trabalhadora e mais corajosa na guerra, entre outras coisas. Já o outro grupo aposta queas vantagens para a sobrevivência vinham de caracteristicas da nossa mente que não têm nenhum elo direto com a religião. No entanto, o resultado aciden- tal dessas propriedades mentais foi estimular o surgimento da fé. DETECT OR HIPERATIVO Os defensores da religião como efeito colate- ral têm alguns argumentos intrigantes a seu favor. Estudando animais, os pesquisadores notaram que todos os bichos precisam de al- guma espécie de "detector de agente" - um sistema que os ajuda a distinguir uma pedra ou um pedaço de madeira [seres inanimados] de outros animais, que podem querer brigar com eles, acasalar com eles ou comê-los. No caso de humanos [e talvez de grandes ma-
  9. 9. cacos, golfinhos e elefantes), o "detector de agente" ficou ainda mais sofisticado e se transformou na chamada "teoria da mente". A teoria da mente é o que nos permite ima- ginar que outros seres além de nós possuem desejos, pensamentos e intenções. Sem ela, nunca entenderiamos frases como "o que sera' que ela acha que eu estou pensando do com- portamento dela? ". Acontece que, na natureza, seguro mor- reu de velho. Por via das dúvidas, às vezes é melhor exagerar um pouco e usar a teoria da mente mesmo quando não dá para ter certeza que a coisa em questão tem mesmo uma mente. O resul- tado, diz Justin Barrett, psicólogo da Universidade de Oxford [Reino Unido), é que os seres humanos [ou muitos deles, pelo menos] desenvolveram o chamado HADD - sigla inglesa de "apare- lho hiperativo de detecção de agente". Assim, a capacidade extremamente útil de prever ações e intenções de outras criaturas tem como efeito colateral a mania de ver intencio- nalidade onde não há - nas nuvens, na chuva, nas estrelas. E a distância entre isso e a idéia de "deuses" por trás das nuvens, da chuva e das estrelas não seria muito grande. A teoria da mente também poderia estar por trás de outra idéia comum em religiões do mundo todo: a da vida após a morte. É o que revelou um experimento feito pelos psi- cólogos Jesse Bering e David Bjorklund. Eles contaram uma historinha infantil a crianças com idade entre 4 e l2 anos. No conto, o pobre Camundongo Marrom se perde e acaba sendo devorado por um crocodilo. Os pesquisadores, então, faziam uma série de perguntas sobre o roedor: "Ainda estava com fome? ", "Ainda queria ir para casa? ". A maioria das crianças A PRINCIPAL VANTAGEM DE DESENVOLVER O SENTIDO RELIGIOSO É A COESAO SOCIAL QUE ELE TRAZ: SE A TRIBO ESTÁ UNIDA NA DEVOÇÃO AO SEU DEUS, ELA SE TORNA MAIS TRABALHADORA E CORAJOSA respondeu que o bichinho não sentia mais fome ou sede, mas ainda era capaz de pensar e ainda amava sua mãe. Para a dupla de pes- quisadores, isso mostra a força da teoria da mente - como as crianças não eram capazes de conceber a si mesmas como mortas, acaba- ram projetando essa incapacidade na imagem do camundongo morto e pensante. ALTA FIDELIDADE Uma vez estruturada, a religião [assim como acontece com outros aspectos da cultura hu- Em Provldence a (Rhode Island. , x EUALécontra k ' a lei pular de uma ponte mana] teria assumido algumas das caracte- risticas dos seres vivos. O caso do Apocalipse seria um exemplo das várias técnicas para assegurar a transmissão de textos sagra- dos, músicas, rituais e outros elementos com alto grau de fidelidade, tal como o DNA faz. Não é à toa, por exemplo, que as cerimônias religiosas quase sempre envolvem palavras ou movimentos repetitivos e multidões, diz Daniel Dennett: a responsabilidade de "acer- tar" o ritual fica distribuída entre muitas pessoas, e isso, em geral, aumenta a precisão com que ele é reproduzidos-transmitido. Finalmente, argumenta Den- nett, as religiões também passa- riam por uma espécie de "seleção natural", tendo seus dogmas e cerimônias constantemente ajeitados e atualizados para conquistar mais adeptos, dando origem a religiões "filhas" e, muitas vezes, morrendo. É claro que essas idéias são só as primeiras engatinhadas rumo ao entendimento do fe- nômeno religioso. A julgar pelas outras áreas da biologia evolutiva, no entanto, é de esperar que a abordagem ajude a abrir de vez a caixa- preta da fé. [REINALDO Jose LOPES) G] 'Conteúdo fornecido pelo Gl, o portal de noticias da Globo [www. gl. com. br) v
  10. 10. i5; L-'. l'c'l. =ÍL! .: VIDA 45. GALILEU DIZ, ' 3 milhões de tabuleiros de xadrez são vendidos todos os anos nos EUA *APREZ "w enxadrlsta norte-americano Bobby Fischer morreu em janei- ro, aos 64 anos - mesmo número de casas do tabuleiro. Apesar de ter atua: lo somente dez anos no mais alto nivel do esporte-ciência, ninguém, em toda a História, fez tanto pelojogo quanto ele. Vitorioso e paranóico, genial e controverso, prodígio e arrogante, Fischer deixou um legado de diversas contribuições ao xadrez -das aberturas às teorias de finais, da invenção de uma nova modalidade a um diferente tipo de marcação de tempo - e uma rica biografia. [TALES TORRAGA] A GENTE SABE QUE A MORTE DE BOBBY _ FISCHER JA DEU UMA ESFRIADA, MAS NAO DA PARA DEIXAR PASSAR EM BRANCO O LEGADO [E AS DOIDEIRAS] DO ENXADRISTA _r - . . . i7- _ 'lay. .yl]í&Í| Ell| Il| l': | › . r. riitlililtl 'l: _¡; ¡¡. .'.1=lr. i¡rii.1:. i- A . f. ' f 'iW-TPVJ' "' ' " ' ' 1. ¡dnlii-. wllil x - ericano A _. ._ 'l' FoicamP93°am “um i' g . :›. . arihanil°° "" “A “ms” aostlldlrllternatlüllal' " seu leste deQtl liliel89 r f Íçnn- de mreessuosta: "Poderiam râ ciadaimílcgkjgo " «mu» -r Srlrleaaarroquoaeqrandt, ala 095¡ ¡nmi in H _H . ..au . r - setlllm LaelstTerman. 995m3¡ . l 'rs-TU ' 'm' lr l . mestre . Elmrlberlouamãee ' 'W il . .-: -I¡l'¡l"' ew e a znllrlquçu . ,, 5 A an q, ... n l ' ¡jeradãi! . . ..qn-l aosl . s ~ ode ser conSl . . um” aosl53ll° ppartir elliD r. IUIllIE-“l l osestudos Desprezavao ¡mui-r! - maseilã Juntou-Sea" _ _ . .iu . . aranaO . :r-¡-r-| r“lll; _': L_ 6 fellglmaããgdetomeios rluuiihtif ' disputarpalt' eus i-FI| l'rl-~'l'l¡*1lll: l. -- aoñábadosedeltaltãoã . . t_ _ríjihnruilkiun- › eísáñcemalã E ljmirllwahv. Asma-nl* asdf: ueiaaosalãooràd: uu ' l hkçhly¡ _ an¡ a _“_Kânp| i-Í| l-¡<: :IQ-NFL- aconteciamradsoiêninó . url-mw "H 'P¡| *. l'ñwtÍ Palmdoga _¡¡, ¡.gr. ur~<rIr| r. . 1 l | r“_1|¡¡: |lI T 'E' l I a 1. r eio . ai NNW" * Dülanleuíiltallcrladeira . JfllLÍIl| |l¡bÍ| |Il"'ll-Jll - r e _ -gqn- , ellgluqu luvàdadoã A . a-. iH--'“l"*"l" d IU' “um . mirvrLAFll
  11. 11. ü ÍEUDUDWM HISTÓRIA Sangue latino CONFLITO ENTRE COLOMBIA, VENEZUELA E EQUADOR REVIVE O PASSADO DE RUSGAS ENTRE IRMAOS E HERMANOS NO SUBCONTINENTE uerra na América do Sul é coisa rara nos dias atuais. Mas, durante o periodo colonial, o subcontinente teve conflitos por conta das rivalidades entre os colonizadores europeus e seus inimigos. Feitas as independências no começo do século 19, algumas das disputas permaneceram entre os novos paises - o caso mais óbvio foram os conflitos entre o Brasil "português" e seus vizinhos "espanhóis". wenn¡ na TRIPLICE ALIANÇA (1864-1870) Paraguai x Brasil, Uruguai e Argentina O maior conflito sul- americano, mais conhecido no Brasil como Guerra do Paraguai, foi resultado das disputas politicas na região do rio da Prata, principalmente o desejo do ditador paraguaio Solano López de ser lider regional. O pretexto para a guerra foi uma intervenção brasileira no Uruguai. López deu um ultimato ao império brasileiro, e suas tropas invadiram o então Mato Grosso. Em abril de l865, os paraguaios entraram também na Argentina. Mas logo as ofensivas paraguaias são derrotadas. Com a queda de sua marinha na batalha de Riachuelo, em ll dejunho de l865, o pais fica isoladoTomada a fortaleza de Humaitá em l868, as tropas aliadas, sob o comando do marques, futuro duque de Caxias, Luis Alves de Lima e Silva, avançam. Caxias vence quatro batalhas em dezembro de 1868. Em janeiro de l869, a capital Assunção é ocupada. Mas a guerra só termina com a morte de López no Cerro Corá em l de março de l87O GUERRA DAS FALKLANOSI MALVINAS [1982] Argentina x Reino Unido Nenhum argentino morava ali, mas cerca de 1.800 britânicos viviam nas llhas Falklands em 1982. lsso não impediu a ditadura militar argentina de invadir a colônia que estava de posse do Reino Unido desde 1833. Argumentava que o arquipélago que eles chamavam de Malvinas tinha antes pertencldo à Espanha. Governos britânicos pré-l982 até queriam se livrar da colônia, mas uma invasão militar, ainda por cima vinda de um governo semifascísta, era demais. A primeira- rninistra Margaret Thatcher, que governou de 1979 a l990, enviou uma esquadra para retomar as ilhas. Não foi fácil, pois os britânicos estavam mais equipados e treinados para seu papel na Otan durante a Guerra Fria do que para uma exótica guerra como essa. Ataques aéreos argentinos afundaram e danificaram vários navios britânicos. Mas a mais bem treinada infantaria britânica derrotou a improvisada guarnição argentina, e as ilhas continuam hoje administradas de acordo com o desejo de seus habitantes As ex-colônias espanholas também brigaram muito entre si. Fron- teiras mal definidas e ambições de politicos alimentaram conflitos. Além deles, o continente teve e tem conflitos internos, guerras de guerrilhas que podem se alastrar internacionalmente. Como mostrou o ataque colombiano a terroristas das Farc vivendo no Equador com a simpatia do venezuelano Hugo Chávez. (RICARDO BONALUME NETO] GUERRA CONTRA ORIBE E ROSAS (1851-1852) Brasil, rebeldes uruguaios e argentinos x Uruguai e Argentina O império do Brasil decide apoiar seus aliados na região platina contra dois caudillios: Manuel Oribe [l792-l857), do Uruguai, e Juan Manuel Rosas (1795-1877), da Argentina - que governou o pais de 1829 a 1852. Em uma breve escaramuça em Cerro Largo, Oribe éderrotado. O ditador Rosas exigiu mais esforço. Transportados em navios brasileiros, os aliados vencem Rosas na batalha de Monte Caseros, em 3 de fevereiro de 1852. Rosas se exila na (Sra-Bretanha l GUERRA DA CONFEDERAÇÃO (1836-1839) Peru e Bolivia x Chile, Argentina e norte do Peru A Confederação entre Peru e Bolivia, criada em l836 pelo marechal Andrés de Santa Cruz, gerou inimigos nos paises vizinhos. Os DOIlÍICOS das ex-colônias espanholas ajudavam conspirador es contra seus rivais. Por isso Chile e Argentina, apesar de também não viverem boas relações mútuas, declararam guerra à Confederação. Depois de combates no mar e em terra entre forças relativamente pequenas, os confederados peruano-bolivianos são derrotados em 20 dejaneiro de l839 na batalha de Yungay, ao norte de Lima (capital do Peru), por rebeldes peruanos e forças chilenas sob comando do general Manuel Bulnes Prieto (17994866), que, aproveitando os louros da vitória, tornou-se presidente do Chile de l84l a l85l GUERRAS PERU- EQUADOR 0859-1860: 1941-1942; 1981: 1995] Peru x Equador Mais de um conflito derivou de fronteiras imprecisas na Amazônia. Esse tipo de disputa veio da era colonial e passou para os paises independentes. Um desses incidentes ocorreu durante sete semanas no meio da Segunda Guerra Mundial, quando o Peru conquistou parte do território em litígio. Mais escaramuças aconteceram em l98l. O último embate entre os paises, a Guerra de Cenepa, foi em l995. O conflito gerou um acordo de paz três anos depois, mediado por vários paises, entre eles o Brasil
  12. 12. Chile x Peru e Bolívia Chile e Bolívia disputavam o acesso a um deserto com valiosasjazidas de salitre. A disputa virou guerra, e os peruanos entraram ao lado dos bolivianos. Os chilenos estavam mais bem preparados, mas tiveram que combater o almirante peruano Miguel Grau, armado com um couraçado pequeno mas poderoso, o Huascar. Os chilenos conseguem capturar o navio, a bordo do qual Grau morre. A Bolívia ficou sem seu litoral e o Peru perdeu parte de seu território para o Chile i Brasil x Argentina O primeiro grande conflito pós-colonial foi uma espécie de repetição do que acontecia antes - a luta entre portugueses e espanhóis, transformada em luta entre brasileiros e argentinos. O resultado foi que um dos territórios da disputa tornou-se um pais independente, o Uruguai. Em terra, os brasileiros perdem a batalha de Ituzaingó. No mar, os brasileiros começam perdendo, mas depois a marinha brasileira derrota o inimigo na batalha de Monte Santiago, em 1827. Esgotados, Brasil e Argentina aceitam a mediação pela paz Paraguai x Bolivia Foi o mais devastador conflito internacional da América Latina no século 20.0 petróleo foi usado como desculpa por alguns para justificar a matança, mas ele não foi encontrado. Em três anos de luta por essa região pouco atraente morreram 60 mil bolivianos e 31,5 mil paraguaios. A Bolívia tinha três vezes mais habitantes (3 milhões), uma economia três vezes mais rica, armas modernas e até um general alemão, Hans Kundt (1869-1939), mas perdeu mesmo assim. Além de tropas mais aguerridas e a maior proximidade do campo de batalha, a vantagem paraguaia era seu comandante - o general José Félix Estigarribia lnsaurralde (1888-1940). Ele ganhou batalhas importantes, corno Boquerón e Campo Vía --_-~. 2_ 'J e: 24': o; nà:2à<”«': u§§"'v_~g¡ s. ; -c-_~_-, ... - u | l9“"¡¡i. ... -.¡ "twin. ': ~iiiw. .:~ nímlu. i "imune. . iui| :,; ,.. :iaI na_. ,Il. ,.', :« . É v . ft 1)'. . CHI. Hlllllll-"Illlalltl iáiroumuzi Inch-Amam. «unir-reflita lr_ cintura-imãWniniaiiann. 1» *xiii autarca@manager-hu 'Í| I¡! |s1§. ~“f°| 'ú. 'l ¡il *li 'L : :lDcnLu 71 1.2,¡. ni! semraiiiznauriiñimei-tñauIiR-msz. ibilftiiàiéhyis¡ iii¡ *lir-_IÍÍ âllÉttgtánbíáVíkÍ em! . jgumumrítiei Jzironiilnroiitq-L- nuicntitqncizrqtlrçil: :itaim HUYQIKYêLQFIIIHSFYÍFlIIP 'afwinnirraiieiugriaauvnrur 7191;. .llüll, llillll›'i! lê3tltí Ílr-Wftnl¡
  13. 13. ¡ , .w y t. GALILEU DIZ Estudos mostram que, durante a ovula- ção, as mulheres mentem mais COISAS oLiEvocE TALVEZ NAO SAIBA SOBRE SAO JORGE _llllllllllllllllllllllllllllllllllllllilllllllllll'Illllllllllll li l illlllllllllll, illllliilllllllillllllilllllllllllilllllílllllilllllll I. No mesmo dia em que morreu São Jorge, 23 de abril, também faleceram os escritores Miguel de Cervantes e William Shakespeare. Na Espanha e na Inglaterra, Thflner¡ 9l95 n Dia rle São Jorge é também o do Livro i/ Ài saolguaizinhos __ _' àgente, só não / têm consciência 2. O santo foi citado na letra de "Flash of the Blade" [1984], da banda inglesa lron FILOSOFIA Somos zumbis? CLTNHEJÇA ATEORIA QUE VIROU TEMA DE DEBATES ACALORADOS ENTRE PSICOLOGOS E FILOSOFQS E QUE BUSCA ESCLARECER A ORlGFlvl DA CONSCIENCIA E A PROPRIA NOCAO DE HUMANIDADE No Haiti, eles são parte do folclore. Em Hollywood, ficaram famosos em comédias de humor negro pelo grito "Miooolosl". Ha', no entanto, cientistas que os levam a sério: psicólogos @filósofos discutem se e' possivel um humano ser um zumbi. A "teoria zumbi" éuni inusitado tema de debates apaixonados entre estudiosos da consciência humana. Mas o morto-vivo filosof co ("pliilosofical zombie" ou "p-zomhie") é diferente clos esfarrapados perso- nagens dos filmes de George Romero. Trata-se de uma criatura hipotética, iguala um ser humano, exceto pela consciência. Se existisse, ao tropeçar numa pedia, por exemplo, não sentiria rlnr Para senti-la, o iérehro humano, como uma máquina, precisa primeiro da informação do que é a dor. E essa informação depende da consciência. O piecui sor na área é o Inglês Robert Kirk. Em 1974, no artigo "Zumbis x Materialistas", ele pro- pôs uma versão de "As Aventuras de Gulliver", de Jonathan Swift, em que os habitantes de Liliput ilorriiiian l a mente do visitante e o transformam em Zullivei, um iriorto~vivo com a mesma aparên- cia e funções corporais, mas suas sensações e emoções agora dependem das ordens das minús- culas cI iatui as em sua cabeça. Ainda poderia ser considerado humano? David Chalmers. vai além no livro "The Cons- cious Mind" (não traduzido no Brasil), de 1996, no qual descreve um mundo onde todos são zumbis. Desde então, defensores e críticos da hipótese discutem se tais criaturas seriam ou não possíveis. Ostitulos de alguns trabalhos dão a medida da polêmica. "Conversas com Zumbis", "Sim, Nós Somos Zumbis" e "O AtaqueZumbi". Parece perda de tempo discutir mortos-vivos a sério, masas implicaçõesjustificam o debate. "Se eles não são possiveis, então a mente é o cérebro e nada mais. lssoabre a possibilidade para a noção de que um computador pode ter Lima mente", diz Gustavo Leal Toledo, da PUC-RJ, autor de trabalhos sobre zumbis filosóficos. Um Iobôou andróide a principio seria um morto- vivo. "Mas, se criarmos up robôcomplexo, ele tera consciência em algum momento", diz João Teixeira, professor de ciência cognitiva da Univer- sidade Federal de São Carlos. Além de inteligência artificial, as especulações envolvem clonagem e - caso a teoria esteja errada [e a consciência for mesmo parte do cérebro) - a possibilidade de a psicologia ser substituída por uma neurociência capaz de criar remédios ou cirurgias que mudem o modo como as pessoas percebem o mundo. No fundo, discute-se a noção de humanidade. Se somos únicos ou se nofuturo poderemos ser reproduzidos numa máquina. Mesmo que em algum momento, de brincadeira, ela seja capaz de dizer "Miooolos". (ALEXANDRE RODRIGUES] Maiden, como uma apologia à força e à luta contra o mal 3. A cruz presente na bandeira da Inglaterra é uma referência à Cruz de São Jorge, o Santo Padroeiro do pais. Mas, desde 1893, esse titulo pertence oficialmente a São Pedro 4. O Vaticano chegou a retirar o Dia de São Jorge do calendário da Igreja. Alguns dizem que a medida foi tomada depois que o santo passou a ser reverenciado nos rituais de religiões africanas. Na umbanda, ele é Ogum, e no Candomblé, Clxossi 5. Uma das "regras" dojogo do bicho, proibido no Brasil desde a década de 1940, é não aceitar apostas no cavalo no dia do santo. lsso teria surgido depois que a filha de um bicheiro foi assassinada na véspera de um 22 de abril, no apartamento 44, uma das dezenas do cavalo. No dia seguinte, "deu" cavalo na cabeça. Os bicheiros quebraram por conta de tantas apostas vencedoras [MARIANA RoMÀoJ WF* 7 ; i LixresuL-. i-rriñiilu i›i~r Zriiwl Anime,
  14. 14. iwjfigrujvioii 22 '_ ã ElUÊl-'rf Ll7l'lAl›-' 'í- › N. *i ClE': lV[E°: Â~v'^1:; '^^l-Ç ilv V' ui Il “iai r . .i l* a r , l _ r -o _ ! w v a_ . . 'à' l. .Ji 3'. ; 'r u* AK¡ k *T " r 4"# i4 f r 'a E "l p 'lv' a Ni* 'na- ' . ' , .A r ' " Cela: Julianalimpajaulade , g porquinhos-da-fndia antes ' j"" l ' m dos aspectos mals bacanas ' de serjornalista é ter acesso a lugares geralmente restritos ao público. Tive uma experiência dessas no último mês, quando trabalhei no setor de alimentação do Jardim Zoológico de São Paulo. Cheguei ao zôo às 7h de uma sexta-feira e vesti o uniforme - camisa e calça cáqui e pesadas botas de borracha. A bióloga Patricia Alexandrini, responsável pelo setor, me ex- plicou como se dividem as bancadas onde são preparadas as bandejas de comida. Há uma para carnivoros, uma para herbivoros, uma para grandes primatas, uma para os répteis e onivoros (aqueles que comem proteina de origem animal ou vegetal, como os ursos), e uma para os de dieta especial, geralmente filhotes e bichos ameaçados de extinção, como micos e algumas espécies de araras. O setor conta ainda com uma fábrica, oncle nuruunauñana: : de eles virarem lan che são preparadas cerca de 40 toneladas de ração à base de milho por mês. Trabalhei um pouco em cada bancada, sempre trocando as luvas para evitar contami- nações, e aprendi que a precisão é importante. Frutas, verduras e carnes devem ser cortadas de acordo com o tamanho dos animais, para facilitar a mastigação. Tabelas mostram quais as quantidades exatas de cada item que devem ser colocadas nas bandejas. Boa parte dos ali- mentos vem de uma fazenda mantida pelo zôo, próxima a Sorocaba (SP). Lá são produzidos cerca de 20 tipos de hortaliças, frutas, plantas e grãos, totalizando 1.200 toneladas ao ano. Missão cumprida nas bancadas, fui conhe- cer o biotérío, onde são criados e mantidos ani- mais que serão usados como alimentação de aves de rapina, serpentes e outros carnivoros. Ratos, camundongos, porquinhos-da-india e pintinhos fazem parte do cardápio. Lá, varri 2:. : l l l il i* ll à* l llllf: 'r . t Ía Í' : M › t-“K à 4 , ' “* , .' . rj-Cv o recinto dos porquinhos e passei "vassoura de fogo" nas paredes e chão de uma sala que abriga parte dos seis mil pintinhos que o zôo recebe toda semana de uma granja. Esse método de higienização usa uma espécie de maçarico para matar germes. Insetos como larvas de tenébrios [um tipo de besouro), gri- los e baratas também são criados no biotério e viram "petiscos" para vários animais. Depois disso, fui acompanhar a alimenta- ção dos ursos-de-óculos, mas não pude me aproximar por segurança. Só os tratadores po- dem entrar no recinto. Nem eles chegam muito perto dos bichos. Enquanto trabalham, "Bob" e "Marley" ficam contidos em um espaço chamado área de cambiamento. Os funcioná- rios espalham folhas secas, espetam galhos no chão e colocam a comida dentro de recipientes redondos, amarrados a troncos. Tudo isso faz parte do chamado "enriquecimento animal",
  15. 15. que consiste em acrescentar objetos ao recinto que façam com que os animais se movimen- tem, farejem, brinquem e vão atrás da comida, estimulando o exercicio fisico. Minha próxima tarefa foi alimentar os jabutitingas, dessa vez dentro do recinto. Está certo que eles dividem o espaço com jacarés-do-papo-amarelo, e isso me causou um certo temor. Mas estes mais pareciam troncos, dormindo imóveis dentro do lago. Sabe quando sua mãe dizia para você comer "um pouco de tudo"? Com os animais é igual: tive de misturar bem as frutas e legumes para que os quelônios comessem todos os tipos. De lá, fui ver a entrega de alimentos aos macacos nas ilhas do lago do zôo. Acompanhei os tratadores num barquinho somente até uma das ilhas. Depois, eles me deixaram em terra firme e continuaram seu trabalho. É que alguns macacos são mais agressivos e podem [lavrei Arantes 'l - A repórter lida com uma "simpática" cobra-do-milho 2 - A vontade era grande, mas não deu para chegar perto do urso-de-óculos 3 - É preciso muito critério na hora de misturar as frutas e legumes para os bichos 4 - Bancando a açougueira 5 - Morrendo de nojo com uma bacia de larvas 6 - Osjabutis foram dos poucos bichos que puderam ser alimentados na boca pular dentro do barco. Com os tratadores, não costuma haver problemas, mas eles poderiam não ir com a minha cara. Por último, fui conhecer o recinto das su- curis, que matam suas presas por constrição e podem chegar a 9 metros de comprimento. Foi apenas uma "visita socia| ",já que elas não seriam alimentadas naquele dia - as cobras comem somente a cada quinzena. Depois de chegar bem perto das quatro sucuris do zôo, achei que bastava de aventura e fui examinar uma cobra-do-milho, simpática e inofensiva. Assim terminou meu "expediente". Uma pena, pois ainda restavam muitos animais para ver. Infelizmente é impossivel conhecer todo o zoológico em uma manhã, mas pelo menos consegui ver um pouco da infra-estru- tura necessária para manter em boa saúde os quase quatro mil bichos que vivem lá. Quem sabe não volto uma próxima vez? ls¡ GALILEU DlZ o§ j Com 35 an. a lín- r : L gia da marlposa é l ' k proponimalnnen- V n te a maior entre q ^ os animais . a l - , 4:/ N 2 l l _ , l n* 'à z' ' 'J o' 7773mb: - PARA NAVEGAR - Veja a versão em vídeo desta reportagem em www. galileu. globo. com
  16. 16. m umuEucmca mu mtcwvcma ME: mÉxm mac musa : _:_u: ou ouãmm O meu_ “mamã . Emscoucm mm mau Em amam_ m: mmõummmcuo_ mamm Emzcmmcoo . l muícocuz mmucmssmm. mo _mãccg mccmtmcou m ES_ ocmFaz o Emma musa mms_ . ..oñazmummu mucma E: mu mmÉE. amas_ ocmronazcmea_ . .oumãm Bmom o. E22 mmgmcm_ mamm ea om. . mamy_ mmmmm mono. .n53 m. . EmnEmh oucmtonmcmz mcmõzma m mamã oES_ 293m: momuãm. _Emma mem_ m mm . ma. mgmmmm_ mmcmumcmm mõummcscmma 4 . ..o__: _;m: m_ omÊ_ E: Em cuca. : o 82 mu mama_ cucãoa . musmm m_m msn . .mm muon 3m . o:u. _›_u: _ ou cum_ 2mm_ oucmmzmn. . mmm_8 8p l me: m mmõnmm mu oümãmnon. . mmmm mm . _moEm> uu . ..mamã mam m 3B Em mmbwamm oo_ m cm mzcm Em: : mwumnmucm mmEami mau moÊEnEm_ mm mEmE_mn_m: _._n . m~: m:o_mmm_nE_ m cmm. .. ? snsc _as . moêaã . . . mzysncmm oEmmE o: mÊmam. , mu mina me: o. E . GBSS E__mm_mm m. . m_mE cum . mBE m. . onmzcâeomm _m2 Em mm_nE_m E: mu mnoaau 3:32_ ! riu . Eacsb . ..n98 "uma amam o: | onoE mmmmn EmES ouzmâ omgmt_ . meu mE: . Em mmumamm mu mcmumcms mucmõ EmUmmE mocmEzc mmumm mo mas . m. . mmumzcmü mu mascm mu oñEmEm _zmasomm <n<N3<no4u : um . _moEm> meu. . m. . ommatxom < . m_. n.. »+m oncaE nã_ _mm_ ou: uno. . : com km3_ < mmoammm_ mm : oummgu wumcmu . .no.3 mu mumzmumz: : . .E55 mn 044553 E: u . m: mmuoummacmmu _on_ SÉ ouãmm 2:88 E: _mm-mu__nxu . mmpzmzzzou mo mono» _esmas_ ouEÊ ou Em› mm . matam mu me mwhzmãñauz_ : Du . . . .Eua | 22:_ ouEÊ o: ouñcms 23 mu m màmcoomã . , . , / z . Emtmm mn atira_ _É o m_on_ . Euâmc 0:32 . ouÊmEomm , . 2: . . s . . _ouüñc_ Em ao. ; . uma : mm m: : mEmmmCaEo . r 1. . . . 0 _ . . . . awumumz Emoiocn oceania. Ear - - l e _ . :: o . ..a amam. _mmmq a_ . a ç . i . e, .Hzmzêãaam oãzmxm mon_ _ r . ._ . . . ma. .. Em on Emma 4 _oazss É o ooo» mo mmmzmamauz_ ogzãmmã . ma- _o_u. ..__am: ._, __ . .,213 mo cam ooobmí mn_ momzmzí mao _sdzom ogEmm E: : Saias: . . mães _ R_ a w 23o. _ O _. NE : mesmo tl. oEzmo aos 3 m. . DE m. .
  17. 17. naõ . .EE . Eomscoê _zvznEzu um SS ou . .EEE Q . .. x , x e . . x . x. . a ma, ... nazis: : mzãu muãES SmEB nnasuunu _ 1 mnoSu : :.25 ? EEE mam mmmucã BEE "masi t. nehum _mas_ nã . asas 35.53 "uâuuw m; _mE. _u>.2:uE_a aan: : ocawn , E 2:53; _mm_c: .a mnÊmoE . mogxwãu sã. : ñmâmõnmu _om: m:m: _uw§_o. =m "mais. .Mayana/ u wumwuam_ omcmum 2.592 "S. m.. .._ofnu « : :tem < : Êüxau u, (A . “aq-Ficam nua-Eau ".53 ! àrea ? cima mam . mmucmExx w "usina u. . matei”. . . . , "marcia ma. : Ventosa mn mucoãwm n _ . _o__àz_o____e no52:: :m spam. ..” . momcmzmznuã _ommmã . .cucmmuou _Baum 330 . m: "Joana x nzãouwn 55d_ . mmãcãc um. : mmzao mu oÊmEEmn Em . muüwamm matou Em mumzzmucou ogaE _mnoñ Bau m _n53 musa I cedeu Em Enya; m: : . mm: wm. _u: _ moàn ã moumm: mo oES I m_m: o_mm. moãuoa 8:8 5a oõamwu o owcüaxnmã 33:4 V . ..m5 . moummmãmacm mommo: mau mÊmmE, uu mon: mmE moEmEou &o; .Bcuãñcoüzunokm . .auczE owumucwE= m
  18. 18. 3 MUNDOS 3 LUGARES, 3 POVOS E 3 MANEIRA DIFERENTES DE FAZER A MESMA CWOISA O vaivém dos quadris Panuiação: 127.433.494 Área; 377.835 km3 Taxa de analfabetismo: 1% Mortalidade infantil: 2,8 a cada 1.000 nascidos vivos Expectativa de vida: 78,67 anos [homens] e 85,56 (mulheres) Religião: xintoístase budistas (84°/ o], outros (16%) Galileu diz: uma apresentação da tradicional dança japonesa nô pode durar até oito horas FpnTes: CÍÀ WímTns' Booiçepidierfnrcfnet, Saburo Teshigawara Karas Production POUCO IMPORTA se E UMA FORMA DE ARTE, DE CULTO RELIGIOSO oupe RITUAL DE ACASALAMENTO. o CERTO E QUE, , INDEPENDENTEMENTE DA CULTURA, DIFJCIL E ENCONTRAR UM POVO QUE ABRA MAO DA DANÇA NA HORA DE se EXPRESSAR Não espere nada de tradicional quando o responsável pela coreografia é ojaponês Saburo Teshígawara, que aparece à direita na imagem acima, ao lado do Jailarino Rihoto Sato. Eles ensaiam o espetáculo "Glass Toth", que está em cartaz no teatro Chaillot, em Paris. Teshigawara até acha graça em manifestações ancestais de seu país, como a dança nó, mas o negócio dele é dominar o movimento e, por meio disso, promover a harmonia entre música e espaço. Tanto desapego à tradição lez com que sua arte encontrasse mais espaço na Europa, onde é cultuado como um dos papas da dança moderna. Quando pedem a ele que defina seu trabalho, ele dá declarações como esta: "Dança é uma escultura feita de ar, espaço e tempo. Eu danço para fazer o tempo sumir, eu danço para criar o tempo". Não entendeu? Então dê uma passeada pelo blog da redação [httpz/ /edacaogalileu. g|obolog. com. br], assista ao vídeo de uma performance do coreógrafo e veja como esse conceito se traduz na prática.
  19. 19. EDSON FRANCO efranco@edglobo. com. br mini; . uu População: 108.700.891 ; Ãrc-ti: 1.972.550 km3 Tax. : riu . rrrrrlinlaerisirroz 9% Mnrtalirl. irlr› ir : fa i rt il: 19,63 a cada 1.000 nascidos vivos Expec Latim de vida 72,84 anos [homens] e 78,56 (mulheres) R e-l ig¡ : io: católicos 06.5110), protestantes (61,3%), outros (05%), não-especificado (13,8%), nenhuma 5,1%) Ggrlrlcu diz: um estudo feito no pais indica que, em média, os garotos mexicanos se iniciam sexualmente aos 14 anos, as meninas, aos 15 Fontes: ClA World FactsBooloBÉC, Jornal "Mrlenio" Em fevereiro, a llbldn andou solta pela Cidade do México, que abrigou a edição 2008 da Ex- posição Sexo e Entretenimento. Dançarinas [como a da foto abaixo), atrizes pornô, produtores de filmes e fornecedores de brinquedos para atiçar o fogo de casais [ou grupos) mantiveram entretidas 105 mil pessoas durante três dias. Apesar do bom público, os organizadores reclamaram que os visitantes se recusaram a enfiara mão nos bolsos - pelo menos nos das próprias calças. Consumiram apenas 80 mil cervejas e compraram poucos artefatos. Preferiram dispararar incessantemente as câmeras de seus celulares e se esbaldar com as cabines das dançari- nas. Cercados de v dro, esses cubiculos tinham dois orifícios nos quais o visitante podia enfiar os braços e fazer uma leitura em braile das moças. i l' _Of ' -l , l _ l 't l “ _. . l . p ' 1. iu Japão e El Salvador, AFP; México, AP V . i , . l i t. _l -Í , Q f | l l 1 f , r í l ' l : . l , t_ . . . _ . t¡ ~ , l Em ii-ic-r. _j'f'c. rl. "l. '.llã. : PDDLilrÉÇrãOZ 6.948.073 e 75,57 (mulheres) Area: 21.040 km? Religião: católicos (83%), outros (17%) Taxa clc- arrnliabetismo:19,8% Galileu diz: a dança LOS Historiantes foi Mortalidaclw ntantii: 22,9 a cada 1.000 utilizada pelos colonizadores espanhóis nascidos vivos para converter os nativos ac cristianismo BPECÍÔÚV” di” Vllla¡ 58:18 3005 EhOmÊÚS) FontesrClA World Facts Book, histonantesblogsponcorrr Dançarina representa um rel durante Los Historiantes, festa tradicional que acontece em vários pontos do país. Muitos dos dançarinos são jovens arregi- mentados pelo escultor Célio Lopez, o último dos produtores de máscaras de El Salvador. Ele mantém a tradição viva ensinando tanto a dança quanto a confecção das fantasias. Trazida pelos colonos espanhóis há meio milênio, a celebração dramatiza os embates entre cristãos e mouros, ocorridos há oito sécclos.
  20. 20. ADOÇANTE ' V'| " ' h 7 I a0 Ou HÍOCIIÍ O. NOVA PESQUÍSA MOSTRA QUE SÁCÀRINÀ PODE ENGORDÀR MAIS QUE ÀÇÚCÀR Os adoçantes. ¡crllmcntl sem ulnrlns, cairam no gosto popular por necessidade, desejo de emagrecer ou preferência de paladar. Porém muita gente não sabe muito bem qual é a maneira correta de utiIizá-los. Veja as r espostas para as dúvidas mais comuns. (JULIANA TlRABOSCl-li] Adoçante causa câncer? Alguns paises proíbem o uso do ciclamato, O abuso, ao longo de anos, poce sobrecarregar Alguns estudos do final dos anos 1970 mos- mas no Brasil ele é permitido. "Os adoçantes órgãos como rins e intestinos e favorecer o tram uma associação entre o adoçante cicla- são seguros se usados na dose recomendada desenvolvimento de problemas como alergias mato de sódio e o aparecimento de tumores na pelo nutricionista ou médico, baseada nas e tumores. "Mas não é possivel afirmar que o bexiga. "Essas pesquisas foram realizadas em orientações dos órgãos fiscalizadores", diz a individuo tera' câncer por isso", diz Marlene. ratos e com doses muito altas, bem superiores nutricionista. Eles são um risco somente para às máximas diárias", afirma Marlene Merino quem não controla a quantidade ingerida, Adoçante engorda? Alvarez, coordenadora do departamento de inclusive de outros produtos que possuem altas Uma pesquisa da Universidadede Purdue nutrição da Sociedade Brasileira de Diabetes. doses da substância, como refrigerantes diet. (EUA) mostrou que, em ratos, a sacarina pode 30 u . i a . ... ___. .s_, ,,. . ROTULO UMA SENTENÇA 35g CONHEÇA AS CARACTERÍSTICAS a m_ à DOS ADOÇANTES ESTÉ M MAIS ENCONTRADOS Dmvzja r ~-- NO MERCADO . . . ' ' . da phnta 20 Alguns estudos da década _ demesmü "“"”"*-' de 1970 apontaram - nome já efetosc rcinogêncos ' - -' ' ACESULFAME no lciclanarato de sóldio - erealãlstllílâãg: , DE POTÁSS") l em ratos. Por isso, eleé . tulljjyguaranü_ É ' PESSOõSQUE ilegal nos EUA, Inglaterra, En, em¡ é ______» necessitamlimitara FrançaeJapão. Em mais = assfdadáa 15 [EÉÃQÊÍBO de P°t355'°_ de 50 paises, incluindo Outros adoçantes _ 5° del/ em C°“5“”1" oBrasrl, seu usoe e “S50 dem Io após consulta médlcã- autorizado. Costuma ser d m0» ' ¡ii H- Gefalmmte é 355959110 combinado com a sacarina DEU: : &Elgg; 5a, : “r . com SaCallna. e. “ml” de ¡fmsumm assegurar o seu uso crclamato de SOClIO 7 mg/ dm/ kg u n d _ Llmlte de consumo: uma¡ Zemca¡ m5 É nÊ/ 'ãg/ Ízmll' -s- s ' r L "o ulhgâlflsasüíãk) Marcas: atevita (pura) e e Doce Menor G°°d Llght FqrtESndedade Brasileirade Diabetes e FDA -' - _r 'r . _ 'sí-f " = Ig . _ 28 çALrLcu r pariu, ' ' m*
  21. 21. :ñ znxwyv : vcs: engordar mais do que o açúcar de cana. O alto poder edulcorante do adoçante, ou seja, a ca- pacidade de conferirsabor doce, estimularia o sistema digestivo a se preparar para a ingestão de uma grande quantidade de calorias, desre- gulando o organismo e favorecendo o ganho de peso. Alguns cientistas acreditam que o estudo explica, em parte, por que os maiores consumi- dores de adoçantes são os obesos. "A discussão atual e se o adoçante levaria a uma resposta exacerbada do organismo e não forneceria o substrato esperado, a glicose", diz Marlene. "lsso promoveria poupança de ener- gia e busca de mais alimento, acumulando mais gordura. " Mas essa hipótese ainda precisa ser investigada em humanos, já que a obesidade é resultado de diversos fatores. Por enquanto, o adoçante continua firme como coadjuvante no controle do peso. "Nas doses recomendadas e em um plano alimentar com controle de calo- rias, esse possivel efeito colateral do adoçante seria neutralizado", diz a nutricionista. Grávidas podem consumir? Segundo Marlene, sobretLdo no primeiro trimestre da gestação, deve-se ter cautela com o uso de adoçantes pela possibilidade de efeitos responsáveis por malformações. Há exceções. Desde que respeitados os limites de consumo diário, o FDA [órgão de controle de alimentos e remédios nos EUA] não restringe o consumo de cinco substâncias: sucralose, acesulfame de potássio, sacarina, aspartame e neotame (pouco usado no Brasil). "Mas a orientação deve ser feita caso a caso", diz Marlene. E as crianças? Podem usar adoçante quando recomendado pelo nutricionista ou médico. Como não exis- tem diretrizes especificas para elas, o consumo . ç, GALILEU DL, Todos os anos, acidemesem máquina-s para dest-os matam . ' ~"-. ZSOOcanImonS_ também deve se basear no peso. "Vale lembrar que existem diversas estratégias para o con- trole de peso na infância, e muitas vezes não é necessário substituir açúcar por adoçante", afirma Marlene. Atenção para o consumo abusivo de refrigerantes diet. Somente produtos diet contêm adoçantes? Não. Os de baixa caloria podem conte-los. Pro- duto dietético é aquele que teve algum nutrien- te eliminado para atender a uma necessidade, "como a retirada do açúcar para diabéticos, do sódio para hipertensos ou da gordura para por- tadores de hipercolesterolemia". diz Marlene. Já os produtos light devem ter menos que 25% de calorias que o original. Isso pode ser feito por supressão ou redução de nutrientes como o açúcar, freqüentemente substituído pelo adoçante. --- = ~ -- «v» - 3o l i l l lbl_ -1 m) r~ l, r rlllllll *_- A __: Â- W -unt-: :uaa- : j: w r-c í-_í-_QÊT SACARlNA -"-' ' a Geralmente 7 "- SUCRALDSE l: 'í associada ao _ã Aspgnrgm¡ Éo únko que __ _ _A ciclamato, tem __ Feito com proteínas deriva da cana' ' _l poder EÓUlCOFBHÍE natura¡ possui , Extraída _____ po¡ ¡SSO tem um M___M; 200 a 700 vezes __ 2o sabor mas de frutas e Sabo¡ consmemdo ¡ maior do que a semdhante ao mel, possui É_ mas próxmo ao , j sacarose, presente no ___ do açúçanem algumas calorias, do açúcar reñnado_ l açúcar. Foi descoberta comparação T diferentemente - pode ser consumwn ' em 1879 e era utilizada _ mm sacarina de outros tipos de com Segurança po¡ inicialmente como anti- e çidamato, -~ a_ adoçante. Espãcialistas m' dhbéücos' gestantes e i õéptijco e crtnnsferiçantcie. - Germmgnteé FIÊO IECOITIEYI am SEU r ¡ Sã OÇBH ES El OS E agsoçiadg ao í" uso por diabéticos plíaflsãggã: : ggããger *à ciclamato e sacarina têm "" 'i5 sgrbítol exçramo porque favorece f¡s¡o¡óg¡co -_ gosto amargo, mas são __ das frutas a elevação do ¡Jum! de cnnsumo¡ ' os mais baratos uma. ; de colesterol 15 mgmmkg _x_ Llmlte de consumo: _ çonsumn: LÍMÍIE ¡Í! Marc. : uma [com 5 mg/ :lia/ kg 40 mEl/ dlã/ kg í~ '°"5"m°= acesulfame-K) _- Mam" _ Marcas: não estabelecido ZeroCaI Finngcold Marcas: .. .na E: .. -10 _ Doce Menor e _ Lowçucar › ” jr , r _m : V v e . l___ 7 A; ~_____ , ›. _-. _ __. .._'. ..“. -'. L_- * 'a-F? " ° " o lvan Carneiro; montagem Fan» Duas
  22. 22. l_§Í[: _j'_'| _:Z| _;_; ClÊNClA x i' . ._ __. : t_ ' i' ” 7 l '1”ñ p k W t k_ 'v ”“ 'í ' “ 'D c' i ' 4" v _J x1 x x' ; Dçâkí -e AWglÇl e _ _ ›, " / z 4 , ›, -q. sd -p g: - -»: : F3¡ ' K - N x x _ W “ x « mn~_«s~ r o -t ~^ . xamp- ' t N l¡ * j _ L ç ; * l L: k ¡ l-x ' H _ 'i l »exÍx ' V N¡ Í _ , Í l t ln* . N x- *~ . I x - o ~ _ t i xl p “Í C. L x lL *Q . t* ÍL " : i- u »r ç 1 v. Lv- e ~ 4 “ * . Á __l s __ W _a_ . i _J . *í1': i N_ r t¡ f¡»-¡1»_il ' l _ 1_ “W l 'w * . k ~jwl _ , _ 4. GENÉTICA _ , s o acompanhamento psicológico dos casos", diz Gilka. Ao chegar a uma delegacia para fazer 30 T_ECi*IOLOGlA E ACONIPAFIHAIVÊEFSTO PSICOLÓGICO SAO AS PEÇAS-CHAVE DE UM PROGRAMA PARA ENCONTRAR CRIANÇAS DESAPARECIDAS E RElNTEGRA-LAS A FAMlLIA í l" uma sala na 25 Delegacia de Pessoas . Desaparecidas, em São Paulo, psicólo- gos atendem familias em busca de crianças e adolescentes dos quais não se tem noticia há tempos. Ali, passam o dia interrogando pais para levantar o perfil da família e descobrir em que situações o desaparecido vivia. Um trabalho complicado. A cada ano, cerca de oito mil crianças e jovens somem da vista de seus familiares no estado de São Paulo. No Brasil, o número chega a 40 mil. Por conta do crescente número de desaparecidos, a Faculdade de Medicina da USP criou o projeto Caminho de Volta. A sala que funciona na delegacia é só uma parte desse programa, que hoje tem 600 famílias cadastradas à procura de ajuda. A outra engrenagem do projeto é um banco de DNA, no qual fica armazenado o material biológico dos pais. Quando uma criança é encontrada, técnicos cruzam o material dela com o dos pais cadastrados. "O programa nasceu pelo banco. Há muitos anosjá estamos fazendo teste de paternidade, e resolvemos estender a ciência também para casos de desaparecimento", afirma Gilka Gattas, geneticista e coordenado- ra do Caminho de Volta. Para ela e os profissionais envolvidos no programa [geneticistas, matemáticos, assis- tentes sociais e psicólogos), a análise do DNA é importante porque a pessoa pode desapa- recer quando criança e só vir a ser encontrada bem mais velha, quando fica dificil identifica-Ia apenas por caracteristicas fisicas. Mas só a ciência não bastou para resolver o problema. Uma análise dos casos resolvidos mostrou que grande parte desses desapare- cimentos são crianças ou jovens fugindo de lares violentos. "Vimos que só o banco seria pouco e pensamos em alternativas. Dar' surgiu o boletim de ocorrência, os pais são apresen- tados ao programa. Caso aceitem participar, preenchem um questionário com dezenas de informações sobre a organização familiar e o perfil da criança, cedem uma amostra de sangue e conversam com um psicólogo. Segundo Gilka, mesmo quando o banco de DNA não participou do encontro da crian- ça, a familia passa pelas entrevistas com o psicólogo. "É uma maneira de reintegrar essas pessoas e evitar novas fugas, quando esse tiver sido o motivo. " Até agora, o acompanhamento tem sido mais aproveitado do que o banco. A estima- tiva é de que 65% das famílias cadastradas estejam passando pelas entrevistas com os psicólogos. O banco de DNA, que por enquanto só identificou duas crianças mortas, deve ter mais eficácia a longo prazo. "Assim que ele for estendido ao Brasil todo, acredito que vai poder ajudar mais", diz a coordenado- ra. "Sabemos que muitos desaparecidos são levados para outros estados, e poder cruzar dados interestaduais vai evitar que a familia viaje para o reconhecimento físico ou para ir ao IML identificar o corpo. ” [MARIANA ROMÂO]
  23. 23. »SlNTESE POUCASLINHAS, ç É lvlUIT/ &INFORMAÇAO f » ASTRÔNOMO AMADOR 5 Xtar: r: por falta de telescópio que a ›. rn de flCü' sem ver o Cosmo. l d-: tiãtl-_Ê (iilter rormente como uma parte cio Goo-ele Earth, a lerrarrrenta Google Sky foi reoagirmda e se tornou ma s acessivel. Agora basta digitar www. google. com/ sky para ter EiiÂ-“SSLJ afotos dosntcrlrtecjur) repre- sentam todo a cel¡ noturno visivel em "nosso tllcTlTEÍEI, inzn rmceção dos pólos. E NilslfiiltjblláESlãUlEglSllBdaSliílClãl menos qirelODrnillroes de estrelasO f sistema de busca permite identifica- : de olanotascconstelaçóes. orln 'í-rmu. ílWClSÍiU garantida. ; » MAGNETISMO PESSOAL r . alriazarro e' o novo idoio dos a» th; lirrlrland, ililPllDí do “J dri- tloirn York. O qnroto de / ,anna tram os ro-arotitadoes de su. : mr rlr, ripiirrrrrte-rrrente cjraçasà : :lili r. rlnríw vstgitira em seu corpo. A . nau lo» uma pulse-na antrestátl-: o = te, rrias em caso ma. lrcor 'onge do videogame. 'rlisioá em prolilerrnrs elétricos e ostétri tre já vxnrnrrraranr o garoto, em de seus "poderes" na rem* uil nrrster io. » MORTE NA FARMÁCIA do ; r ASSOUJÇÕU Brasileira clas . .i, ~,t'r. i~, l líllllcit ihitlr as [Àbifawnal , ljwsíívil ; rriorrerrranualmente rrtoxrv ração, :: roer spnsríirlrdade? ou ; r nrsrrórlros ctrmo : analgésicos É Ot1!l. ',~ll'~lJ*n. lVltÉLlHUSÍlDliislilLllOllê Í blllrl' É : ol s Ocular os cltl tam: riem 3-' lubrificantes, que produzem É menos efeitos colaterozs, devem ser Sl Nelson Provazi; 2 AP AMBIENTE UMA T TT r INCONVENIENTE? REUNlDOS EM NOVA YORK, CIENTISTAS CONCLUEM QUE MUITO DO QUE SE DlZ SOBRE AüUECliuiEírlTO GLOBAL E BALELA E DEFENDEM A INOCENCIA 'DO HOíui if. NESSA HISTORIA a GALILEU mz. Ate 1752, a noite l . 5' de Ano Novo era l ' i celebrada em l 25 de março na , I Inglaterra e EUA l ' «im L x "se mm; -a 1_' u aii": k' . _mural r i omos culpados de vários crimes ambientais. Mas há agora um time de gente r gabaritada disposto a livrar a nossa cara em pelo menos um deles: o de agentes do aquecimento global. No inicio de março, cientistas "céticos" se encontraram na "2008 International Conference on Climate Change", em Nova York, parajuntar estudos que sugerem que o atual aquecimento nem é motivo de tanto alarde. Será? Conheça os argumentos dos caras. [MARK LUND, DE NOVA YORK] DISCÕRDIA: o : ecc [Painel Intergovernamental para a Mudança Climática, na sigla em inglês) e o ex-vice-presidente americano Al Gore defendem que há um consenso entre os cientistas: o aquecimento global é antropogênico. Segundo o grupo de Nova York, o argumento é falso. A própria conferência seria a prova mais concreta de que não existe consenso. Foram reunidos pela primeira vez Ph. Ds de instituições respeitadas do mundo inteiro, todos especialistas em suas áreas. A VAPOR: Somos alertados que a humanidade vem despejando aproximadamente 6,5 toneladas de CO2 na atmosfera todo ano. Pouco se ouve falar, segundo os "céticos", que a natureza por si só despeja mais uns l50 a 200 bilhões oriundos de processos naturais dos mares e da Terra. Ou seja, o homem participa num ciclo de carbono natural terrestre com apenas 3% de contribuição. O que também recebe pouca ênfase nos noticiários é que o gás que mais contribui para o "efeito estufa" não é o CO2, mas, sim, o vapor de água. Disseram os cientistas que, enquanto os "alarmistas" apontam para o CO2 como sendo o vilão da história, esquecem de nos lembrar que o vapor é o gás responsável por quase 98% do "efeito estufa". CO2 é um figurante, pois é responsável por menos do que 2% do fenômeno. TERMOMETRO: Com o estudo dos "ice cores" (núcleos de gelo), sabemos que, em eras interglaciais anteriores à nossa, o calor em várias ocasiões foi maior do que hoje, sem ameaçar a vida. Analisando especificamente a nossa era inter- glacial, o Holoceno, vemos que os ursos-polares resistiram a temperaturas mais altas que as de hoje. Outro periodo de aquecimento ainda mais recente foi o "Alta Medieval", durante o qual a Groenlândia recebeu o seu nome. O verde da Greenland [terra verde, em inglês) e os vikings sumiram do mapa quando chegou a "Pequena Era do Gelo" [l350-l840) e cobriu a Groenlândia com gelo novamente. Isso sim foi uma mudança climática drástica. Aliás, diz Bob Carter, da James Cook University (Austrália), a perspectiva histórica indica que a instabilidade climática atual é mais sintomática da vinda de uma nova era glacial do que uma febre global.
  24. 24. e** ENTER CADEIA AO [l INSURGENTE ' 1 'l 1953 - Em 26 de julho, u. . . advogado recém-formado ' de 27 anos chamado Fidel Alejandro Castro Ruz lidera ataques contra os quartéis de Moncada e Carlos Manuel de Céspedes. O ato foi o primeiro de uma rebelião contra a ditadura de Fulgêncio Batista. A empreitada fracassou, Fidel foi preso e condenado a l5 anos de cadela, mas a lnsurgência continuaria latente CAUSA PROPRIA 1955 o A rebelião de l953 serviu como pedra fundamental do é; _ 7 _ . "Movimento Revolucionário 26 de Julho" - e rendeu a Castro dois A _ P* ) anos em diferentes penitenciáriascubanas. Em seu julgamento, ; ele decide fazerapropria defesa. Comumdiscurso l- 'i pu ngente (marca registrada] em que defendia o direito popular de combater a tirania, ele torna célebre a frase "a História me absolverá". Graças a um grande apelo popular, Fidel é anistiado eexilado no México, onde turbina o movimento contra Batista 1956 I Se há um adjetivo que cai como uma luva para Fidel Castro é "obstinado". Liberado da prisão, ele não demorou a reunir com 8l guerrilheiros para desembarcar em Cuba. Ele vinha dos Estados Unidos, onde havia passado meses discursando e pedindo apoio de cubanos expatríados (quem diria. ..). A bordo do iate Granma, atracou e rumou para a Sierra Maestra, região isolada da ilha. Mas o grupo foi surpreendido pelo exército de _ Fetsênsíe? atíãteftesaeàlêhemenáçiiesêrem@destes ____
  25. 25. TOMADA DE HAVANA 1959 I Por mars de dois anos Fidel Castro permanece na Sierra Maestra organizando seu Exército Rebelde Cubano. Usando apoio norte- americano, planejava a tomada da capital. Deu certo: em 19 de janeiro, Batista foge para a Flórida, e uma semana depois o orgulhoso Fidel Castro lidera uma marcha de entrada em Havana. E seu poderjá começou amplificado: foi logo declarado "Comandante em Chefe de todas as forças ar madas, terrestres, aereas e maritlmas" e, em meados de fevereiro, priIneIrD-mrnistro REA Ao vAN EE 1961 I Nos seus primeiros anos de governo, Castro naclonallza empresas estrangeiras, recebe subsídios da União Soviética e declara um regime socialista. A melhoria das condições de vida para os menos favorecidos é qrltante. Contrárros ao avanço do comunismo, os americanos rompem relações com Cuba após um ataque malsucedido na Baia dos Porcos, em i5 de abril. Cerca de 1.400 antlcastrlstas treinados pela ClA tentaram invadir o pais, mas foram derrotados em três dias GUERREIRO 7 APOSENTADO I 2008 o Depois de passar um ano e rrleio afastado da presidência por ncia aos se iscar oern 19 de ç fevereiro em favor do lilTlc , Raul Foram 4D anos de regime problemas de saude, Fidel Castro e FLÁVIA PEGORIN galileu@edglobo. com. br SUPERPOTÊNCIAS PREsmoNADAs 1962 I Provocar os norte-americanos é tarefa fácil para um lider que nunca temeu crises internacionais. Em outubro Fidel Castro pede à URSS a instalação de mísseis soviéticos no território cubano. Desafiaclo, o presidente John Kennedy decide decretar um embargo econômico e bloqueio naval à ilha - embargo que persiste até os dias de hoje e estrangula a economia cubana. A chamada "Crise dos Mísseis" quase descongelaa Guerra Fria COMANDANTE EM CHEFE 1965 o Castro funda o novo Partido Comunista de Cuba e se torna primeirosecretário. O companheiro Che Guevara, então escalado como um propagador do socialismo, parte para liderar revoluções em outras partes do mundo. Fidel decide ler' a carta de despedida de Che em público para tentar abafar os boatos de que a relação entre os dois era terrível Êxooo , ESPONTANEO 1980 I Em abril, primeiro um ônibus e depois 10 mil pessoas invadem a embaixada do Peru em Havana - eles queriam asio politico. Indignado com a falta de patriotismo, Castro proclamou que o porto de Mariel estava aberto para as pessoas que quisessem deixar a ilha e tivcssom "carona", pois a revolução não precisava delas. Foi um fiasco: nos seis meses em que D porto esteve aberto, 125 mil cubanos deixaram o pais que ele deixou para trás alegando Irão ter mars condições fisicas de se doar ao país. Mas mantém o cargo de prrmelro-secretár ro do Partido Comunista de Cuba. GALlLEU DlZ A ave-simbolo de Cuba é o tocaram. Ele é azul. branco e vermelho, como a bandeira O FIM DE UMA ERA 1991- Uma mudança de rumo do outro lado do globo causa forte impacto em Cuba. A queda do Muro de Berlim e ofim dos regimes socialistas no Leste Europeu levam à dissolução da União Soviética. Ou seja, Fidel perde seu maior aliado em subsídios econômicos - o pais recebia Lima espécie de "mesada" da URSS. O estado cubano, que já estava em situação complicada, passou a sentir todo o isolamento do bloqueio imposto pelo vencedor da Guerra Fria, os EUA. Recentemente, ao receber a visita do amigo Lula, Fidel disse sentir saudades da URSS. "É como se o sol não nascesse mais", disse ao presidente brasileiro
  26. 26. ÊÍÍZEBEBSEM DÚV| DA li FONOAUDIOLOGIA COMO FUNCIONA O APARELHO FONADOR. MARIANA LEMOS. SÃO PAULO, SP Graças às cordas vocais, podemos falar, cantar, chorar e dar aqueles berros genuinos e fez uma espécie de permuta com os sistemas respiratório e digestivo em momentos de fúria. Se tomarmos como base a dimensão pequena do nosso do corpo para conseguir seformar. Até pouco tempo, cientistas não sabiam ex- sistema vocal, jamais poderiamos mensurar a enorme potência que tem. Ele é plicar como a voz de um cantor poderia ser tão potente e versátil quanto o som de formado apenas pela laringe e seus componentes, entre eles as cordas vocais, fa- um instrumento milimetricamente construido pelo homem. Mas, usando fibra ringe e cavidades oral e nasal. Se fosse colocado numa orquestra, ele certamente ótica, os pesquisadores conseguiram "entrar" na laringe e identificar estar ia posicionado lado a lado com os instrumentos mecanicamente mais elementos presentes no sistema vocal com funções semelhantes simples. Nosso aparelho fonador, onde fica o sistema vocal, não possui órgãos aos de aparelhos de som. rcouieorzou: MARIANA ROMÃO] NÓS e os INSTRUMENTOS Assim como a voz humana, a maioria dos instrumentos musicais contam com três elementos básicos: o Uma fonte de som que vibra no ar e cria uma freqüência fundamental e outras harmônicas relacionadas e que definem o timbre [a "cor" do som) w . 9 Um aparelho que reforça ' r . N ou amplificaafreqüência 'l fundamental e suas harmonias ' eUm irradiador de som que transfere o som para um espaço livre de ar e para os ouvidos E Fonte de som Irradiador de (Coma) o K K o som (bOcaJ Amplificador de som [tampo superior] e lrradiador de e Cavidade oral som ("f hole") Amplificador de som e (vias aéreas] Fonte de som [cordas vocais da laringe]
  27. 27. ç¡ GALILEU DlZ ~, Neste exato c' : i momento, 0,7% l ' l_ da população V» mundial deve ç ' -, estar bêbada 7 A MECANICA DAS i CORDAS VOCAIS ' LAR| NGE vlsTA Diferentemente das cordas de um violino, 'Ç K ~ PELA BOCA as nossas têm uma estrutura _formada por “ _í três partes, que permitemadiversidade _ ' t Huxo de ar de freqüências que um cantoré capaz de ' . ___ alcançar. Em cada corda há uma espécie l '* “ t de ligamento, onde estão os músculos ) contrativos, cobertos por uma membrana mucosa. Músculos que cobrem a cartilagem ' anexa às cordas alongam Ligamento os ligamentose ajudam a produzir freqüências mais T_ 4 o? , Músculo altas. Quando se contrai, . esse musculo aumenta a l °-« Membrana tensão da corda, oque gera l mucosa uma variedade ainda maior Cordas vocais ›- l « de freqüência. Quandooar dos ESTRUTURA pulmões passa pela membrana, ela CME DA (Num oscilaetroca energia vibracional com 7 essa corrente, criando ondas de som. SOM NA CAIXA 0 som produzido na laringe seria inaudivel se não Conforme o movimento das colunas de ar, as cordas voltam l ¡ fosse amplificada. A estratégia que ocorpo usa para a se fechar e cortam a corrente de ar que sobe dos pulmões w ' intensifica-lo é a seguinte: uma ação "empurra-puxa" C3). Essas ações do organismo ocorrem rapidamente e criam Ç K ~ do ar na laringe aumenta o balanço das cordas vocais. um vácuo na glote, que age para que as cordas vocais se “ ; y Quando as cordas começam a se separar, o ar dos batam com força, criando ressonância. Numa criança, o ciclo K ' ~_ pulmões sobe e faz pressão contra o ar que está vibratório se repete mais de 250 vezes por segundo, fazendo “ i _A parado no vestibulo da laringe CI). A inércia desse com que a vibração do ar seja grande e gerando sons mais ar estacionário aumenta a pressão na abertura entre agudos. Nas mulheres, as cordas se movimentam até 220 / as cordas [a glote] e as deixa mais separadas (2). vezes por segundo, e nos homens, cerca deilO vezes. ABERTURA DA GLOTE FECHAMENTO DA GLOTE Coluna de ar A. . estacionáno , _____4 Pressão subindo . * Í i Í Pressão descendo ' Í Í ' Í Vestibulo da laringe Glote . Corda vocal - Abertura da “da Fechamento da corda _ - . . _ Ar dos pulmões Ardos pulmões . Alta pressão , , '. Ssnuroíaisetii
  28. 28. li 'r T SEM RESPOSTA QUANDO TEREMOS ROBÔS SUBSTITUINDO os HUMANOS? Algumas tarefas que eram executadas exclusivamente por humanosjá são feitas por máquinas. Há andróides que arrumam a casa, vigiam a vizinhança e até realizamcirurgias Mas, quando o assunto é fazer companhia ou ter uma capacidade de processamento próxima à do cérebro humano, aindaestálongeodiaemqueosrobEispodeiãorIossubstituiMÇmAmmwLEmDRDkFERREIRA) - “l &Ls-É; Lz: ..: íf e l l MEDlClNA . .. . ' SEGURANÇA Alguns l°b°sla @dem se' "Sms ~- Não é só no Brasil que a preocupação substituindo humanos em funções com Segurança é a bob da m_ üenüs_ muito importantes. Exemplo dissoé o Sensei Robotic Caheter, robô cirurgião cardíaco que vem sendo utilizado pelo hospital britânico St. Mary. l Mais de 20 pacientesjá foram operados por ele, que é equipado com uma mão robótica controlada àdistância por um médico. Aatuação da máquina deixa a cirgurgia mais segura devido ao fato de ela possuir predsão milimétrica e não ter problemas como temores em um momento decisivo para a vida do paciente tas da Universidade de Aviação Civil da China criaram um robô que consegue patrulhar áreas residenciais, comerciais e espaços públicos, independentemente das suas superfícies. Caso o dono não programe sua rota, o robô "decide" sozinho. O andróide é capaz de escanear várias faces simultaneamente e re- - conhecer um foragido na multidão, desde . . que o rosto já tenha sido cadastrado em - seu sistema pela policia. O pequeno vigilante chega às ruas do Japão em 3 ou 4 meses FAZ-TUDO cenenno Aempresajaponesa Sony Omaior desafio nesse rampné impressionouomundo , reproduziracapacidade de processa- f comseu humanóide «_. mento do cérebro humano. SDR-fix (ao lado). O robô A empresa Artificial Development ceu um passo . mede apenas 60 centimetros de altura e nessa direção. Criou o CCortex, programa que pesa 7 quilos. Para executar tarefas como recolher objetos que encontra pelo caminho e reconhecer e interagir com pessoas, a máquina é equipada com duas câmeras digitais que fornecem uma visão tridimensional. Achou pouco? Pois saiba que o baixinho anda sobre diversas superfícies, senta e realiza mais de 36 movimentos diferentes. Tudo isso faz dele . um dos robôs maiscomentados dos últimos tempos representa o padrão de funcionamento do córtex humano. Para tanto, utiliza 1.000 processadores, l terabyte de memória RAM e 200 terabytes de disco. É mais de 10.000 vezes mais potente do que qualquer tentativa anterior de replicar as caracteristicas da inteligência humana, mas ainda não chegou lá FMEBBIJTSÍÉÊÃDQQF " ' l nã¡ Q' o C E-mail: sernduvida@edglobo. com. br - Fax (11)3767-7707 Endereço: Avenida Jaguaré, 1.485, 49 andar, 05346-902, São Paulo, SP (O Cellus
  29. 29. MEME! ! O fim justifica os meios MARCELO GLEISER APESAR DOS AVANÇOS NAS SIMULAÇÕESPOR COMPUTADORES, A MEDICINA E A BIOLOGIA AINDA NAO PODEM ABRIR MAO DOS TESTES FEITOS COM ANIMAIS cmo é feita a ciên- isso não ocorre apenas nas da? Como os cientistas ciências fisicas. Na biologia e chegam às suas conclusões na medicina éa mesma coisa. sobre os mecanismos e Se queremos obter um novo propriedades do mundo remédio, várias possibilida- natural, da vida e do corpo des têm de ser testadas até humano? Essa questão vai que se tenha sucesso. No ao coração do que constitui caso da medicina, o dilema ciência e verdade científica. envolve a natureza dos Muita gente acredita que testes. Como testar uma ciência é sinônimo de ver- droga experimental num ser dade, que as afirmações dos humano, se não sabemos se cientistas são uma certeza vai ou não funcionar? Se, em absoluta. A coisa não é assim alguns casos, ela pode até tão simples. lsso porque o matar o individuo? próprio conceito do que é Aqui entram várias verdade evolui, muda com o considerações éticas que tempo. O que era verdade na não aparecem nos testes época de Cabral, um Cosmo fechado com a Terra imóvel no centro, não é mais verdade. Por outro lado, sabemos que, se alguém cair de um telhado, vai se espatifar no chão com uma velocidade calculável usando a lei da queda livre de Galileu, aprimorada nas leis de movimento de Newton. Essas leis não falham. Serão, então, uma verdade absoluta? Tudo depende da natureza do fenômeno. Se a teoria cientifica e' baseada em medidas, ela tem de oferecer uma des- crição precisa do que está sendo medido. Por exemplo, no caso da queda, Galileu mostrou que todos os corpos, indepen- dentemente de suas massas, caem com a mesma aceleração. Essa aceleração, mostrou Newton mais tarde, depende da massa e do raio da Terra. Ou seja, em outro planeta, a lei de Galileu também funciona, mas os corpos cairiam com uma aceleração diferente. Fenômeno descrito, assunto encerrado, certo? Errado! Teorias cientificas estão sempre sendo testadas. E se o corpo cair muito rápido? E se a massa do planeta, ou melhor, de uma E) Montagem , Pepe Casals estrela, for muito grande? Será que as leis de Galileu e Newton ainda funcionam? A ciência avançajustamente quando teorias são expostas ao seu limite de validade. De certa forma, cientistas são como crianças tentando quebrar seus brinquedos, testando até onde eles agüentam os seus abusos. São das falhas de uma teoria que nascem novas teorias. No caso da queda dos corpos e da gravidade, Einstein mos- trou que as leis de Newton têm, sim, limi- tes. Por exemplo, elas não explicam com alta precisão a órbita de Mercúrio. Nasceu assim uma nova teoria da gravidade, a teoria da relatividade geral, da qual a teoria de Newton e' um caso limite, funcionando quando os objetos têm massas pequenas comparadasà uma estrela como o Sol ou estão bem distantes dela. Portanto, a ciência não é sinônimo de verdade, mas da constante busca por ela. Cientistas sabem que a noção de verdade é algo elusivo, que quando achamos que chegamos perto ela escapa por entre os nossos dedos. Por isso é necessário testar sempre hipóteses e teorias cientificas. E (Iontlstns interessados em salvar vidas (humanas) não têm muitas alternativas aos testes com animais. Que os façam do modo mais humano da relatividade geral. Em muitos casos, drogas e tratamentos (e cosméticos] são aplicados em animais antes de serem testados em humanos. lsso significa que pomos um valor maior na vida humana do que na de um camundongo ou chimpanzé. Imagino que ninguém goste disso. Por essa razão, vários laboratórios, especialmente de cosméticos, declaram não fazer testes em animais. Na medicina e na biologia, a coisa é mais complicada. Para combater as doenças, precisamos de remédios. Apesar de não exisitir uma solução óbvia, simulações em computadores cada vez mais avançados tendem a aliviar ao menos um pouco esse dilema. No meio tempo, cientistas interessados em salvar vidas (humanas) não têm outra opção. Espero que o façam do modo mais humano possível. Afinal, nós não gosta- ríamos de ser cobaias de outra espécie. MARCELO GLElSER, de 49 anos, é professor do Dartmouth College, nos Estados Unidos, e autor de cinco livros sobre ciência e conhecimento
  30. 30. I o › i . iitkfa: : i ou: › t s l ls» irêiiiii* l __ . **** *a c' ' l 3.3"” Ou - " ÍHKIEI'EIIIEWW a I i l j W _ _ I l 1 e_ l l - * If_ _r I; ¡ ›. -IIIL. IAILVA“= ."II f-I 4. : :I "amam 'Jum
  31. 31. IIXICENTIVO A0 SUICÍDIO llllllll ¡IIIIIIIIIII I? i g as últimas semanas, fui uma l __ jovem deprimida à beira do ' suicídio. Também fui um pe- E I" dóñlo buscando pornografia _ j¡ infantil, uma menina ingênua Pá¡ assediada por homens mais velhos em chats e uma garota anoréxica procurando dicas para emagrecer. Não, lei- tor, não estou sofrendo de múltipla perso- nalidade. Esses personagens fictícios me acompanharam durante uma investigação sobre o que acontece de pior nas redes de relacionamento da internet. '- il~âll RECEITAS OE BOMBA, BLOGS ANORE'xIcOS, FÓRUNS RAcISTAS, MANUAIS SUIcIOAS. MERGULHAMOS NO LADO SOMBRIO DA INTERNET PARA ENTENDER POR QUE ESSE CONTEÚDO SE OISSEMINAEcOMO As COMUNIDADES "DO MAL" SÃO COMBATIDAS IllIlIlIlIIllllllllllllllllll llllll ll Ninguém nega que sites como Orkut, Myspace e Facebook, além de fóruns e lis- tas de discussão, são ferramentas sensa- cionais de comunicação. Mas há quem use esses sites para aprender a construir bom- bas e violar mercadorias. Para disseminar intolerância e violência. Ou incentivar comportamentos perigosos como anorexia e suicídio. A facilidade para discutir em grupo coisas sombrias levanta uma ques- tão: onde termina a liberdade de expressão e onde começa o crime? Além da lei, outra questão: o que fazer? » 41

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