AÇÃO DE FORMAÇÃO
Partilha de boas práticas e experiências no grupo de informática
Reflexão Crítica
Vânia Ramos
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Rodrigues, D. (2006). Defender ...
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Reflexão Crítica: Scratch num PCA

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Reflexão crítica do projeto "Scratch num PCA" apresentado no Seminário "G550 - Partilha de Boas Práticas e Experiências no Grupo de Informática", promovido pelo Centro de Formação de Professores Ordem de Santiago em colaboração com professores do Grupo de Informática de escolas associadas

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Reflexão Crítica: Scratch num PCA

  1. 1. AÇÃO DE FORMAÇÃO Partilha de boas práticas e experiências no grupo de informática Reflexão Crítica Vânia Ramos
  2. 2. AÇÃO DE FORMAÇÃO Partilha de boas práticas e experiências no grupo de informática Scratch num Percurso Curricular Alternativo Vânia Ramos Professora do Grupo 550 Quadro de Escola Sampaio, 6 de Fevereiro de 2012
  3. 3. Reflexão Crítica Scratch num Percurso Curricular Alternativo Vânia Ramos | 3 INTRODUÇÃO Vou começar este relatório por descrever algo em que acredito e que constitui os pilares basilares da minha atuação enquanto professora do grupo disciplinar de informática. Nunca, como hoje, foi possível aprender com uma variedade tão alargada de meios nos quais se encontram a informação. Os livros, as revistas, o vídeo, o cinema, a televisão, a fotografia, a banda desenhada, os jornais, o software e as pessoas com as quais convivemos no dia-a-dia, entre outros, constituem os suportes aos quais podemos recorrer para termos acesso à informação. A educação tem, pois, obrigatoriamente, de se adaptar às necessidades das sociedades onde está inserida. Não podemos ficar indiferentes aos novos métodos introduzidos no ensino decorrentes do aparecimento das novas tecnologias. Contudo, devemos manter o nosso objetivo principal enquanto educadores que é o de educar, nunca esquecendo que as novas tecnologias desempenham o importantíssimo papel de ferramentas auxiliares do processo ensino/aprendizagem. É fundamental, por isso, que a escola esteja familiarizada com estas ferramentas informáticas e saiba utilizá-las na ação educativa normal. A escola tem de oferecer aos alunos os meios adequados para que possam ter acesso à informação e, simultaneamente familiarizar-se com eles, possibilitando-lhes também oportunidades de interação social. Compete ao professor promover que os alunos efetuem trabalhos com sentido, devidamente contextualizados, favoráveis à aprendizagem a vários níveis e que impliquem um leque alargado de conhecimentos e competências, inclusivamente de âmbito interdisciplinar, bem como a mobilização de recursos diversificados. Nos projetos com recurso às novas tecnologias da informação e comunicação, não pretendemos utilizar as tecnologias como um fim em si, mas como uma ferramenta ao serviço de fins correspondentes a atividades úteis e significativas em termos de formação dos alunos. Mas para o sucesso do que se acabou de referir, é necessário que o professor tenha conhecimentos amplos na área e possa auxiliar os alunos na consecução dos seus objetivos.
  4. 4. Reflexão Crítica Scratch num Percurso Curricular Alternativo Vânia Ramos | 4 Sendo o grupo disciplinar de informática recente, é de reforçar que a troca de informação através da partilha de boas práticas entre os docentes do grupo reveste-se de uma grande importância, não só para o crescimento do próprio mas também para a promoção de atitudes de concertação educativa. Assim, desde que iniciei a minha prática profissional, procurei sempre partilhar as boas práticas que desenvolvo com os meus alunos e que poderão contribuir para ajudar os colegas do grupo na sua atividade. E, tendo tomado conhecimento da ação de formação para o grupo disciplinar de informática, tratando-se a mesma de um seminário que privilegiou a partilha de boas práticas e experiências, não poderia deixar de inscrever-me e dar a conhecer um projeto realizado no ano letivo 2010/2011, com a turma de 9º ano de Percurso Curricular Alternativo, do Agrupamento de Escolas do Castelo, Escola Básica do Castelo, em Sesimbra. Juntos, alunos e professores, abraçaram um projeto que visou a mudança de comportamentos e a promoção de formas inovadoras de ensino e de produção de materiais dentro das diversas áreas do conhecimento. O projeto consistiu em preparar uma apresentação sobre sexualidade, utilizando o Scratch, para o congresso do GISC – Grupo de Intervenção em Saúde Comunitária, que decorreu no dia 25/05/2011 no Cineteatro Municipal João Mota, em Sesimbra, e envolveu as disciplinas de Português, Artes e Tecnologias, Tecnologias da Informação e Comunicação, O Homem e a Ciência e Inglês. Os alunos, de diferentes níveis de alfabetização e com diversas carências em áreas do conhecimento básico, puderam trabalhar aspetos escolhidos do currículo através de uma abordagem diferente, tendo a oportunidade de mostrar algumas das suas capacidades “escondidas”, relacionadas com a sua área mais favorável – as artes.
  5. 5. Reflexão Crítica Scratch num Percurso Curricular Alternativo Vânia Ramos | 5 Uma Boa Prática Como é sabido, as turmas de Percurso Curricular Alternativo visam a inclusão educativa de jovens em risco. E a turma do 9º PCA, composta por 13 alunos (10 rapazes e 3 raparigas), com média de idades de 16 anos, não era exceção. A inclusão dos jovens nesta turma resultou da possibilidade da escola dar resposta a estes alunos que apresentavam problemas de insucesso escolar repetido, elevado absentismo, problemas comportamentais e/ou desvantagens sociais. Assim, alguns dos aspetos a melhorar que podem ser enumerados foram:  o comportamento dentro e fora da sala de aula;  o relacionamento interpessoal e de grupo;  o desenvolvimento das capacidades de compreensão e expressão oral e escrita;  a autonomia;  a ordenação de ideias e organização do discurso;  a concentração e a motivação. Eram frequentes os conflitos interpessoais na turma pelo que ao longo dos anos trabalhou-se a questão dos afetos com os alunos. Também a questão da exposição pública era uma barreira. A TMN, na pessoa da Dra. Mónica Peixoto desenvolveu, ao longo do ano letivo 2010/2011, uma série de iniciativas na escola com o mote da Internet Segura: dinamizou junto dos alunos oficinas de formação de sensibilização para as questões da segurança online e apresentou o Scratch. E cativou os alunos para a mesma! O Scratch é um programa inovador, desenvolvido por um grupo de investigadores do MIT, que permite exercitar a criatividade e o raciocínio científico, lógico e matemático, ao disponibilizar ferramentas de programação informática simplificadas, com base nas quais podem ser desenvolvidos projetos, tais como, por exemplo, histórias
  6. 6. Reflexão Crítica Scratch num Percurso Curricular Alternativo Vânia Ramos | 6 interativas, simulações, soluções de problemas. Sob o lema “Imagina, Programa, Partilha”, assume-se como um interface para fazer com que a programação seja atrativa e acessível para quem se disponha a aprender a programar. Segundo os seus criadores, foi desenhado como meio de expressão para ajudar as crianças e os jovens a expressar as suas ideias de forma criativa. Na escola, os alunos que integram as turmas de Percurso Curricular Alternativo são, de certa forma, marginalizados pela maioria dos elementos da comunidade educativa. Os próprios alunos que integram estas turmas assumem uma postura em conformidade com a ideia de que são os piores alunos da escola, os mais mal comportados, incapazes de participar e/ou fazer alguma coisa útil. Era altura de deitar por terra este estigma e fazê-los adquirir confiança em si, capacidade de trabalho em grupo/pares e sentirem-se diferentes mas pela positiva. Construírem algo que ficasse na história da escola e que os valorizasse enquanto indivíduos sociais. Assim, surgiu a ideia de realizar um projeto interdisciplinar que culminasse com a apresentação pública à comunidade em que os jovens estão inseridos. A coordenadora do Núcleo de Educação para a Saúde da escola propôs a realização de um trabalho para apresentar no congresso do GISC – Grupo de Intervenção em Saúde Comunitária – mas algo que fosse diferente de tudo o que tinha sido apresentado até então. Assim, comecei logo a planear uma forma de cativar a turma PCA. Nas turmas de Percurso Curricular Alternativo é importante que o professor pratique a diferenciação pedagógica. Como tal, aplicam-se respostas adequadas a cada aluno, relativamente ao seu nível de desempenho e aprendizagem, desenhando os programas que satisfaçam as necessidades educativas no seu meio, não só superando as suas dificuldades, como também descobrindo talentos e desenvolvendo potencialidades. Desta forma, a intervenção tem de ser construída a partir do conhecimento dos interesses e dos saberes, das dificuldades dos alunos e das causas que as originam e, também, das suas expetativas. Foi tendo esta ideia por base que questionei os alunos para aferir qual a ferramenta informática com que mais tinham gostado de trabalhar. Para minha surpresa, a maioria, referiu o Scratch que nem está contemplado no programa da disciplina! A partir daí foi lançar a ideia aos outros professores do conselho de turma, aferir quais os conteúdos a
  7. 7. Reflexão Crítica Scratch num Percurso Curricular Alternativo Vânia Ramos | 7 usar na consecução do projeto e articular o trabalho a desenvolver de modo a que as Tecnologias da Informação e Comunicação se assumissem como a disciplina central e agregadora do projeto. E, inevitavelmente existiram mudanças na prática letiva quer dos professores que aceitaram o desafio, quer dos alunos. Estes últimos foram divididos em grupos/pares com tarefas específicas a desempenhar em cada uma das disciplinas integradoras do projeto, de acordo com as suas motivações pessoais e com as áreas em que demonstravam maior facilidade de aprendizagem. O tema escolhido para abordar foi a sexualidade dado fazer parte do currículo da disciplina de O Homem e a Ciência e das temáticas abordadas no congresso. Assim, os alunos foram conduzidos a adquirir de forma diferente competências nas disciplinas de Português, Artes e Tecnologias, Tecnologias da Informação e Comunicação, O Homem e a Ciência e Inglês. O professor continuou a ser o principal dinamizador das estratégias e das atividades dentro da sala de aula, conseguindo gerir as matérias curriculares a adquirir, os saberes já realizados, as expetativas dos alunos e os tempos a disponibilizar para tudo isto. De seguida passo a descrever sucintamente o que foi feito em cada uma das disciplinas:  na disciplina de O Homem e a Ciência debateram o tema da sexualidade, colocaram questões próprias dos jovens da sua idade, assistiram a palestras e visionaram vídeos;  na disciplina de Português, os alunos escreveram histórias em que abordaram a sexualidade e trabalharam a língua ao nível da oralidade e da escrita;  na disciplina de Artes e Tecnologias, desenharam bonecos articulados que posteriormente recortaram e montaram, tendo escolhido quais os que iriam ser as personagens da sua história;
  8. 8. Reflexão Crítica Scratch num Percurso Curricular Alternativo Vânia Ramos | 8  na disciplina de Inglês sugeriram vários títulos para a narrativa e elegeram o que a maioria gostava. Todos os materiais criados foram, posteriormente, utilizados na disciplina de Tecnologias da Informação e Comunicação sendo que os alunos digitalizaram os bonecos articulados em várias posições, trabalharam as imagens no Gimp, gravaram as falas dos personagens no Audacity, pesquisaram músicas na Internet para som de fundo da apresentação. E, por último, foi necessário montar a apresentação multimédia no Scratch. Para tal, os vários grupos navegaram pelos projetos existentes nas galerias de Scratch, do portal SapoKids, exploraram alguns deles, experimentaram agregar vários blocos de código de modo a criar a animação pretendida e no final montaram, com a minha orientação, tudo o que conseguiram criar em conjunto e que resultou na apresentação final. Foi um trabalho cuja metodologia adotada foi, em grande parte, a aprendizagem ativa pela descoberta, ainda que orientada pelos professores. Os alunos assumiram a responsabilidade, ainda que para eles não tenha sido transparente, pela sua aprendizagem.
  9. 9. Reflexão Crítica Scratch num Percurso Curricular Alternativo Vânia Ramos | 9 Pelo meio ficaram horas de trabalho conjunto em que, talvez por estarem a realizar um trabalho que lhes dizia algo, os alunos se empenharam e colocaram de parte divergências em prol da criação de um trabalho digno de desmoronar a ideia errada que se possa ter destes jovens. Alguma coisa mudou? Certamente que sim! Foi gratificante vê-los na apresentação pública do trabalho, o brilho no olhar por ser algo deles, algo feito pelo PCA. Até porque o próprio slogan do congresso nesse ano foi uma frase proposta por dois alunos da turma, entre tantas outras sugeridas por alunos das escolas do concelho. O trabalho foi reconhecido pela comunidade a que se destinava, mas não só. Também a TMN reconheceu o que foi feito e resolveu presentear alunos e professores com vários brindes. O projeto continua online, está disponível a partir do seguinte endereço: http://kids.sapo.pt/scratch/projects/VJanela/2477.
  10. 10. Reflexão Crítica Scratch num Percurso Curricular Alternativo Vânia Ramos | 10 Conclusão A boa prática apresentada subscreve a ideia de Rodrigues (2006:39) quando este afirma que “uma escola que acolhe as diferenças, a colaboração, a convivência é um bom princípio para combater a exclusão social”. Na sociedade atual é imperativo que a educação passe por uma atitude de concertação educativa sendo a sua principal função gerir, tomar decisões e criar condições favoráveis ao desenvolvimento educacional dos alunos e da restante comunidade escolar. O projeto dinamizado permitiu que os alunos aprendessem competências em várias áreas do saber, estimulou o seu raciocínio, a capacidade de trabalho em grupo, a responsabilidade, a criatividade, a autonomia. Mais, permitiu-lhes crescer enquanto pessoas se não veja-se a afirmação de um dos alunos da turma que passo a transcrever: “Vou-me esforçar ao máximo, agora dou valor ao que os professores diziam. Sem estudar não há nada a fazer, agora que compreendi isso vou-me esforçar ao máximo. Se puderes dá um beijinho meu a todos aí no CAIJ e aos meus antigos professores… e diz-lhes que estou muito agradecido :D”. A boa prática descrita está disponível online como foi referido anteriormente. Os alunos da nossa escola quando abordam a sexualidade vêm a apresentação e revêem-se no trabalho realizado pelos colegas. É o empurrão que se precisa para desenvolver outras boas práticas nas turmas com as características das de Percurso Curricular Alternativo, mas não só. Este ano letivo pretendo voltar a usar o Scratch com uma turma de 2º ciclo do ensino básico que já demonstrou interesse pela mesma. A temática será outra, as drogas, bem como as disciplinas envolvidas. Mas o objetivo principal mantem-se o mesmo: proporcionar formas diferenciadas de aprendizagem aos alunos, que lhes permitam efetivamente aprender os conteúdos que lhes queremos transmitir.
  11. 11. Reflexão Crítica Scratch num Percurso Curricular Alternativo Vânia Ramos | 11 Nesse sentido, assisti durante a ação de formação ao workshop Ws4 – Utilização educativa do Scratch, dinamizada pela professora Teresa Marques. Durante o workshop pude aprofundar alguns conceitos associados ao programa e relembrar outros. Fiz grupo com uma colega do grupo disciplinar de Matemática que nunca tinha tido contacto com o Scratch e foi enriquecedor olhar o programa pela perspetiva do professor. Permitiu-me a percepção do tipo de dificuldades/facilidades que poderei encontrar ao trabalhar no programa em conjunto com outro docente.
  12. 12. Reflexão Crítica Scratch num Percurso Curricular Alternativo Vânia Ramos | 12 Bibliografia Rodrigues, D. (2006). Defender a educação inclusiva. Jornal “a Página” n.º 157.

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