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30 novembro

  1. 1. 1 Texto e Guia de Actividades da Sessão O Modelo de Auto-Avaliação das Bibliotecas Escolares: metodologias de operacionalização (Parte II)Nas primeiras sessões de formação tivemos já oportunidade de reconhecer aimportância da auto-avaliação da BE e da utilização do MAABE como ferramenta paraessa auto-avaliação.Esta importância deriva de um conjunto de factores que podemos rever e sistematizarde alguma forma, do modo seguinte:Em primeiro lugar, a auto-avaliação da BE é importante porque se constitui comoinstrumento de auto-regulação e de melhoria contínua: • aferindo se as metas e objectivos das BE estão a ser alcançados • identificando pontos fortes e pontos fracos a melhorar • usando estrategicamente os resultados da avaliação no planeamento futuro (redefinição de prioridades, metas, objectivos, estratégias, etc.) • melhorando progressivamente o nível de desempenho das BE • facilitando o benchmarking e apoiando a definição de políticas dirigidas às BEEm segundo lugar, a auto-avaliação da BE é importante porque se constitui como umpoderoso factor de mudança: • de reforço do papel pedagógico das BE e dos seus potenciais impactos na aprendizagem, formação e sucesso dos alunos • de indução de uma prática baseada em evidências, capazes de sustentar e fundamentar a acção e tomada de decisão • de estímulo a uma prática reflexiva de investigação-acção • de sentido qualitativo • de carácter sistemático e continuado, consolidando uma cultura de avaliaçãoEm terceiro lugar, a auto-avaliação é importante porque se constitui como umaoportunidade única: • de afirmação e reconhecimento do valor das BE, face aos desafios que hoje se lhes colocam • de visibilidade e integração das BE na Escola e na Comunidade • de objectivação e validação interna e externa do trabalho que vai sendo realizado pelas BE • de envolvimento e responsabilização dos diferentes actoresNa sessão anterior iniciámos o trabalho de operacionalização do MAABE. Para o efeito,começámos por nos debruçar sobre a planificação em cada BE, do processo de auto-avaliação, usando como referência um plano geral de implementação de que faziamparte as seguintes etapas:
  2. 2. 2 • Diagnóstico • Escolha do Domínio a avaliar • Levantamento dos intervenientes a envolver • Apresentação no CP • Identificação e preparação dos instrumentos de recolha de evidências • Recolha, análise e interpretação da informação • Identificação dos pontos fortes e fracos • Atribuição de níveis de desempenho • Plano de melhoria • Elaboração e apresentação do relatório de auto-avaliação • Integração no relatório de avaliação interna da escola e nos tópicos de apresentação à IGE, responsável pela avaliação externa.A análise deste plano de avaliação torna fácil reconhecer que boa parte da suaexecução se relaciona, em grande medida, com a necessidade dos responsáveis pelacondução do processo de auto-avaliação das BE, se munirem de um conjunto deevidências que lhes permitam vir a conhecer, de forma fundamentada, o nível dedesempenho e impacto da Biblioteca Escolar em relação com diferentes indicadores dequalidade _ variáveis consoante o Domínio em apreciação _ e agir no sentido da suaprogressiva melhoria.Uma das actividades mais importantes da aplicação do MAABE consiste, deste modo,em saber identificar os instrumentos de recolha de evidências adequados e extrairdesses instrumentos a informação (evidências) que melhor esclarece o trabalho e osresultados alcançados pela Biblioteca em relação com este ou aquele indicador ouconjunto de indicadores.Na presente sessão ocupar-nos-emos deste aspecto, usando mais uma vez como baseprincipal de trabalho, o próprio MAABE.Para tal, começamos por reforçar que entre as diferentes fontes de evidênciasrecomendadas e passíveis de serem utilizadas, se destacam, pela sua importância, asfontes documentais resultantes da actividade da própria Escola/Agrupamento erespectiva/s BE: • Documentos de gestão da Escola/ Agrupamento Projecto Educativo, Projecto Curricular, Plano de Acção, Regulamento Interno, Plano Anual de Actividades, Relatórios de avaliação, Currículos profissionais da equipa da BE, Outros. • Documentos pedagógicos da Escola/Agrupamento
  3. 3. 3 Planificações dos Departamentos, ACND, AEC, SAE, PTE-TIC, OTE, Projectos curriculares das turmas, Orientações/recomendações do CP, Trabalhos de alunos, Resultados de avaliação dos alunos, Outros. • Documentos de Gestão da BE Plano de Acção, Plano Anual de Actividades, Acordos de parceria, Política de Desenvolvimento da Colecção, Manual de Procedimentos, Regimento, Horário, Relatórios, Plantas, Inventários, Outros. • Documentos de funcionamento e dinamização da BE Actas/ Registos de reuniões/contactos, Registos de projectos/actividades realizados, Estatísticas da BE, Materiais de apoio produzidos e editados, Catálogo e outras ferramentas utilizadas, Resultados de avaliação da colecção, Outros.O enorme valor informativo e testemunhal destas fontes faz com que sejafundamental tê-las em conta, não esquecendo, contudo, que para além destas fontesdocumentais de carácter textual ou quantitativo, dispomos também de uma valiosabateria de instrumentos de recolha de dados, propositadamente construídos para aavaliação das BE no contexto do MAABE: • Questionários a alunos, professores e encarregados de educação • Grelhas de observação de competências • Grelhas de análise de trabalhos escolares • Listas de verificaçãoDada a natural heterogeneidade dos documentos a que diz respeito a primeiracategoria de fontes referidas e a necessidade da sua exploração em contexto, deter-nos-emos na presente sessão, sobretudo, nos instrumentos produzidos edisponibilizados no âmbito do MAABE, a que acabámos de fazer referência.Na impossibilidade de desenvolver um exercício prático em todos os domínios quecompõem o Modelo, utilizaremos ainda, apenas a título de exemplo, o Sub-DomínioA2.Actividade nº 1:Localizar nos instrumentos propostos pelo MAABE para o Sub-Domínio A2, questõesou itens que vão ao encontro dos factores críticos definidos para cada um dos seusIndicadores.Para a execução deste exercício, utilize a Tabela seguinte, preenchendo a últimacoluna (Nota: algumas células podem ficar vazias por o seu preenchimento exigir outro tipo deinstrumentos).
  4. 4. Instrumentos Questões ou Itens dos Instrumentos propostos que propostos pelo Indicadores Factores críticos de sucesso ajudam a BE a obter evidências e situar-se face aos MAABE para 4 factores críticos cada Indicador • O plano de trabalho da BE inclui Ex: QA1: Questão 7 – Já participaste em actividades actividades de formação de para aprender a usar a BE…? utilizadores com turmas/ grupos/ alunos e com docentes no sentido de A_QA1: Questão 13. Como classificas as promover o valor da BE, motivar para aprendizagens que realizaste através da BE? a sua utilização, esclarecer sobre as formas como está organizada e A_GO1: Item 7. Assume um comportamento ensinar a utilizar os diferentes adequado na biblioteca (p. ex., revela cortesia no serviços. tratamento, segue as regras de utilização da BE). • Alunos e docentes desenvolvem competências para o uso da BE A_QD1: Questão 9. Já participou em actividades de revelando um maior nível de formação de utilizadores para o uso da BE, autonomia na sua utilização após as promovidas pelo professor-bibliotecário/ equipa da sessões de formação de utilizadores. BE? • A BE produz materiais informativos e/ ou lúdicos de apoio à formação dos A_GO1: Item 7. Assume um comportamento utilizadores. adequado na biblioteca (p. ex., revela cortesia no • Questionári tratamento, segue as regras de utilização da BE). o aos alunos A_QD1: Questão 18. Em que medida considera que a (QA1). BE influencia, nos seus alunos, o desenvolvimento deA.2.1 Organização de • Questionári valores e atitudes de convivência, iniciativa,actividades de o aos cooperação e autonomia?formação de docentes (QD1). A_GO2: Item 10. Utiliza estratégias adequadas parautilizadores. • Observaçã registo de informação (toma notas, faz resumos, o de selecciona excertos, identifica frases e palavras-chave, utilização realiza esquemas, outros). da BE (O2). A_GO1: Item 7. Assume um comportamento adequado na biblioteca (p. ex., revela cortesia no tratamento, segue as regras de utilização da BE). A_GO2: Item 5. Pesquisa informação na Internet e noutros suportes digitais (CD, DVD, CD-ROM, outros). A_QD1: Questão 18. Em que medida considera que a BE influencia, nos seus alunos, o desenvolvimento de valores e atitudes de convivência, iniciativa, cooperação e autonomia? A_QD1: Questão 4. Classifique o seu conhecimento sobre os recursos da BE (…) A_QD1: Questão 2. Com que objectivo(s) utiliza a BE ou os seus recursos no seu trabalho docente? • A BE procede, em ligação com as A_QD1: Questão 3. Nas suas funções docentes, estruturas de coordenação educativa costuma articular e/ ou planear actividades com o e de supervisão pedagógica, ao professor bibliotecário ou com a equipa da BE? levantamento nos currículos das competências de informação A_QD1: Questão 17. Assinale entre os seguintes tipos inerentes a cada área disciplinar/área de materiais/ ferramentas, aquele(s) que já alguma de conteúdo com vista à definição de vez utilizou por sua iniciativa ou sugestão da BE: (…) um currículo de competênciasA.2.2 Promoção do transversais adequado a cada • Questionári A_QD1: Questão 16. Como avalia o contributo dadoensino em contexto nível/ano de escolaridade. o aos pela BE para o desenvolvimento nos alunos deste tipode competências de docentes de competências? • A BE promove, com as estruturas de (QD1)informação. coordenação educativa e supervisão A_QD1: Questão 17. Assinale entre os seguintes tipos pedagógica e os docentes, a de materiais/ ferramentas, aquele(s) que já alguma integração de um plano para a vez utilizou por sua iniciativa ou sugestão da BE: (…)
  5. 5. 5Como acabámos de ver com o exemplo do exercício anterior, a informação quepodemos obter com cada instrumento (independentemente da sua natureza) tem derelacionar-se com os factores críticos, pois é desse cruzamento que resulta apossibilidade de verificarmos que práticas e resultados estão ou não a ser alcançados equal o seu nível.O Relatório de Auto-Avaliação é o documento onde, após a recolha de todos os dados,se registam as Evidências derivadas deste processo de análise e interpretação dainformação recolhida.Estas evidências devem ir além da apresentação de dados em bruto, facilmenteconsultáveis nos Anexos da aplicação informática para o tratamento de dadosdisponibilizada desde o ano transacto a todas as escolas pelo Programa RBE,pretendendo-se que se traduzam em enunciados de carácter avaliativo, de apreciaçõese juízos de valor exigentes sobre os factos apontados.Como se esclarece no Capítulo de orientações para aplicação que integra o documentodo MAABE:A análise dos dados obtidos deve conduzir à elaboração de avaliações sobre a BE e osseus serviços em termos de: eficácia, valor, utilidade, impacto, etc. Neste aspecto, éimportante distinguir entre elaborar uma descrição e realizar uma avaliação. Aavaliação implica uma apreciação baseada na análise de informação relevante e deevidências. Frequentemente inclui a explicação das consequências ou implicações[negativas ou positivas] de uma determinada acção ou processo.Vejamos um Exemplo:Enunciado descritivo: “A BE procedeu à actualização da colecção”.(Comentário: este enunciado não julga a utilização e a utilidade dos procedimentos,apenas constata um facto.)Enunciado avaliativo – “Como atestam os dados obtidos a partir da análise dos Docs. Xe Y, do Questionário W e da Checklist Z (cf. Anexo…) , a actualização regular econsistente da colecção pela BE teve um impacto muito positivo sobre o grau desatisfação dos utilizadores e o uso dos recursos”. (Comentário: este enunciado fundamenta-se nos dados para caracterizar o processo -“regular” e “consistente” – e referir as consequências dos procedimentos assumidos.)Actividade nº 2:A partir da análise dos instrumentos que já realizou e da compreensão do tipo deinformações passíveis de ser obtidas através da sua aplicação, seleccione umIndicador do Sub-domínio A2 à sua escolha, e escreva livremente três enunciadosavaliativos que hipoteticamente pudesse formular no espaço das Evidências do
  6. 6. 6respectivo Relatório de Avaliação, a partir de dados supostamente recolhidos comaqueles instrumentos. Subdomínio A2.3: Promoção do ensino em contexto de competências tecnológicas e digitais.1) Dos cinco projectos em dinamização na BE durante este ano lectivo, quatro delespromoveram o recurso sistemático às novas tecnologias e dois foram claramentevocacionados para as T.I.C. (evidências recolhidas no PAA da BE e registos dos PEM-projectos candidatados pela BE à Câmara Municipal do Seixal). Através dos registos desessão dos projectos T.I.C., assim como através dos trabalhos dos alunos que seanexam e do gráfico “Alunos abrangidos pelas T.I.C.” pode observar-se que aparticipação dos alunos envolvidos perfaz 38% do universo de alunos da escola (EB1);2) A partir da leitura dos questionários dirigidos aos alunos verificou-se que 75% utilizaa BE, os serviços e equipamentos existentes, maioritariamente para a realização depesquisas temáticas, com recurso à Internet (dados recolhidos nos itens nºs 6, 9, 10 e13 de A_QA1), avaliando como motivadora e apoiada a prática de trabalho na BE;3) Os serviços e equipamentos da BE motivam/incentivam os professores da escola arealizar trabalho profissional no espaço, devido às condições estruturais e ao apoiotécnico facultado (leitura de 55%), como mostram as evidências recolhidas em A_QD1,nos seus itens nºs 3, 4, 10, 11, 12 e 17.Só mediante esta perspectiva avaliativa, resultante da análise e interpretação dosdados, será possível:• Estabelecer os pontos fortes e os pontos fracos da BE no Domínio avaliado.• Olhar para os Perfis de Desempenho de cada Domínio/Sub-Domínio, e situar a BE sem equívocos nem ambiguidades num dos seus níveis (1, 2 , 3 ou 4).• Estabelecer propostas de melhoria, a integrar o Plano de Actividades do ano seguinte.Um dos problemas recorrentes nesta apresentação de propostas de melhoria, é quesão muitas vezes formuladas de forma muito vaga e geral, sem que se especifique ouconcretize o que deve ser feito, de modo a que possam ser entendidas comoverdadeiras acções de melhoria, realistas, tangíveis e exequíveis, apontandoprioridades, etapas, destinatários ou estratégias.Vejamos um Exemplo:Acção de melhoria geral: “Investir na produção de materiais de apoio”
  7. 7. 7(Comentário: Investir é em si mesmo um verbo de carácter muito geral, além de nadaser dito sobre a quantidade ou tipo de materiais a produzir”Acção de melhoria concretizada: “ Reforçar a participação e apoio da BE nasactividades de substituição, através da produção, ao longo do próximo ano lectivo, emarticulação com o Departamento de Língua Portuguesa, de guiões de actividadesdestinados aos alunos do 2º e 3º Ciclos do EB”(Comentário: Embora apresentada de forma sintética, aponta objectivos, estratégia,tempo, responsáveis e destinatários)A título de exemplo, também o MAABE identificou em todas as tabelas, algumas ideiasde possíveis acções de melhoria, não tendo sido, no entanto, sua preocupação,detalhá-las, dada a natureza orientadora e abrangente do próprio documento.Actividade nº 3:Imagine que uma destas ideias do Sub-domínio A2, sobre o qual temos vindo aconcentrar o nosso olhar, a título exemplificativo, se enquadra naquilo que deve sera aposta futura de melhoria da sua biblioteca num determinado tópico.Identifique-a e procure operacionalizá-la de um modo mais efectivo, de modo a quese possa constituir como uma verdadeira proposta de melhoria.Lembramos, contudo, que, integrando o relatório de auto-avaliação, esta enunciaçãode propostas deve ser feita de forma sintética, de modo a não sobrecarregar oRelatório. Tente, por isso, ser o mais objectivo possível. A.2.3 Promoção do ensino em contexto de competências tecnológicas e digitais.1- Reforçar a bolsa de recursos digitais da Escola/Agrupamento e incentivar otrabalho das obras PNL, independentemente dos recursos institucionais paraaquisição de fundo documental;(proposta de melhoria 1) - Reforçar a acção da BE na dinamização das obras do PNL realizando, em cadaperíodo lectivo, um PowerPoint de obras para cada ano de escolaridade que osprofessores manifestem interesse em trabalhar com os alunos e não existam na escola; - Em articulação com os professores de cada ano de escolaridade realizar, pelomenos um ficheiro de apoio (ficha de leitura, ficha bibliográfica ou outro …) àexploração das obras em suporte digital com os alunos, na sala de aula, previstas nonúmero anterior;(operacionalização da proposta de melhoria 1)2- Promover acções de continuidade (de Outubro a Junho), para professores ealunos, na área das T.I.C.(proposta de melhoria 2)
  8. 8. 8 - Criação de endereços de e-mail aos utilizadores que ainda os não possuam,personalização das contas criadas (organização de pastas, actualização do livro deendereços, utilização dos cabeçalhos, enviar mails, com e sem anexo, … - alunos eprofessores) – 4º ano; - Criação de conta no Moodle do Agrupamento. Navegação no Moodle. Abrirficheiros. Participação em fóruns. (alunos e professores); - Realização de testes Hotpotatoes. Consulta de vários recursos (provas deaferição, ficheiros informativos, realização de webquests - alunos); - Sistematização e registo dos conteúdos da formação na área das T.I.C. naorganização de um caderno de apoio (guião) para oferecer a todos os utilizadoresparticipantes, no final do ano lectivo.(operacionalização da proposta de melhoria 2)Para realizar e entregar as actividades desta Sessão, use este mesmo ficheiro e,depois de nele feitas as actividades, envie-o na forma de entrega de trabalho para aplataforma.ATENÇÃO:À semelhança do que se propõe na sessão anterior, de modo a salvaguardar apossibilidade de contacto e interacção entre os formandos, sempre desejável, arespeito dos conteúdos desta sessão, decorre em simultâneo ao longo da semana detrabalho, um Fórum de discussão no qual se espera que cada formando apresenteem um ou dois posts, uma ou duas sugestões de melhoria decorrentes da suaexperiência de trabalho passada ou mais recente na BE, e interaja com um ou doiscolegas formandos, comentando as sugestões que por ele/s tiverem sidoapresentadas.Desejamos a todos uma boa semana de formação.As formadoras

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