Cadeira de
PATRIMÓNIO CULTURAL PORTUGUÊS
Coleção de Manuais da Universidade
Sénior Contemporânea
Professor Doutor
Artur Fi...
O PASSADO CELTA E ÁRABE NO
PATRIMÓNIO CULTURAL PORTUGUÊS
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AUTOR
Artur Filipe dos Santos
artursantosdocente@gmail.com
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A Universidade Sénior
Contemporânea
Web: www.usc.no.sapo.pt
Email: usc@sapo.pt
Edições online: www.edicoesuscontemporanea....
• A cultura portuguesa
tem as suas raízes na
cultura celta, ibérica,
germânica,romana e
árabe.
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• A diferenciação cultural
dos portugueses
manifesta-se através
dos tipos de habitação,
das manifestações
religiosas, da
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• Já restam poucos os
vestígios da herança celta
do norte de Portugal
apesar de o povo ter
sabido preservar as suas
danças...
• Inclusive as populações
do norte de Portugal
partilham com as
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• A Hemocromatose é uma doença
na qual ocorre depósito
de ferro nos tecidos em virtude
de seu excesso no organismo. Os
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• A hemocromatose
hereditária (HH),
descrita inicialmente
por Von Recklinghausen
em 1889, é a mais
comum doença
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• Trata-se de uma
prediposição para a
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ferro na alimentação,
que leva ao seu
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• De acordo com os
estudos realizados pelo
Congresso
Transfonteiriço de
Cultura Celta, esta
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• O Congresso Transfronteiriço Cultura Celta ocorre todos
os anos, alternadamente no norte de Portugal e na
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• Procura refletir sobre a
influência Celta na
Música, a religião na
cultura celta, os
símbolos celtas na arte
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• São poucos os vestígios
da língua celta no
português:
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• o elemento briga, que
significa “fortaleza”,
“castelo”, e aparece em
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• o elemento seg-,
presente no topónimo
Segóvia (Espanha);
• As palavras manteiga e
tona (galaico-
português: pele, odre)
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por via latina, mas de
origem céltica: carro,
caminho, bétula,
bragas, camisa, cerveja.
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culturais os pauliteiros
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• Os Pauliteiros de
Miranda é o nome dado
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Pauliteiros são os praticantes
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• O reportório musical da dança dos paus chama-se
lhaços, e é constituído pela música, texto e
coreografia.
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Os Pauliteiros de Miranda é
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quatro piões), três
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• Os dançadores atuam
guiados por gaita de
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acompanhada por caixa
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• Há cerca de cinquenta
conjuntos de danças e
bailados diferentes. Os
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• A dança dos Pauliteiros
de Miranda, apesar de
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Idade do Ferro, ...
• Plínio, historiador romano
do século I, já falava deste
tipo de danças. No século
III o geógrafo latino
Strabão refere q...
Posteriormente, e ainda
na Península Ibérica,
romanos, suevos e
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• Os Pauliteiros de Miranda
percorriam as povoações na
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para recolher esmolas,
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Nas danças, an Pertugal,
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Atualmente, esta
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das terras de Miranda,
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• O careto é um
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do carnaval de Trás-os-
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• É um homem que usa
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• Numa outra versão, a
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decorada com chifres e
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usada em Lazarim.
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• Pensa-se que a tradição
dos Caretos tenha raízes
célticas, de um período
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Carnaval, os Caretos surgem
em magotes, de todos os
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masculino, os Facanitos
perseguem os Caretos
tentando imitá-los, as
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profana e carnal dos
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saúdam a Primavera,
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Carnaval é um ritual
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máscara típica de
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• A "Máscara Ibérica" é o
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livro e da exposição que
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• Portugal
• Careto de Aveleda
• Careto de Lazarim
• Máscaro de Ousilhão
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• Cardador de Vale de
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• Chocalheiro de
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Pedro da Silva- Miranda
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O passado Celta no património cultural português: os pauliteiros de Miranda e os caretos de Podence - artur filipe dos santos - universidade sénior contemporânea

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A cultura portuguesa tem as suas raízes na cultura celta, ibérica, germânica,romana e árabe.
A diferenciação cultural dos portugueses manifesta-se através dos tipos de habitação, das manifestações religiosas, da gastronomia e do folclore, ou até das calçadas tipicamente portuguesas e da azulejaria.
Já restam poucos os vestígios da herança celta do norte de Portugal apesar de o povo ter sabido preservar as suas danças e os seus cantos, nomeadamente na dança dos Pauliteiros, em Miranda, as suas festas e peregrinações seculares que associam ao ritual cristão a herança pagã.

Aula lecionada na Universidade Sénior Contemporânea pelo Professor Doutor Artur Filipe dos Santos

AUTOR
Artur Filipe dos Santos
artursantosdocente@gmail.com
artursantos.no.sapo.pt
politicsandflags.wordpress.com
 
Artur Filipe dos Santos, Doutorado em Comunicação, Publicidade Relações Públicas e Protocolo, pela Universidade de Vigo, Galiza, Espanha, Professor Universitário, consultor e investigador em Comunicação Institucional e Património, Protocolista, Sociólogo.
Director Académico e Professor Titular na Universidade Sénior Contemporânea, membro da Direção do OIDECOM-Observatório Iberoamericano de Investigação e Desenvolvimento em Comunicação, membro da APEP-Associacao Portuguesa de Estudos de Protocolo. Membro do ICOMOS (International Counsil on Monuments and Sites), consultor da UNESCO para o Património Mundial, membro do Grupo de Investigação em Comunicação (ICOM-X1) da Faculdade de Ciências Sociais e da Comunicação da Universidade de Vigo, membro do Grupo de Investigação em Turismo e Comunicação da Universidade de Westminster. Professor convidado da Escola Superior de Saúde do Instituto Piaget. Orador e palestrante convidado em várias instituições de ensino superior. Formador em Networking e Sales Communication no Network Group +Negócio Portugal.

A Universidade Sénior Contemporânea é uma instituição vocacionada para a ocupação de tempos livres dos indivíduos que se sintam motivados para a aprendizagem constante de diversas matérias teóricas e práticas,adquirindo conhecimentos em múltiplas áreas, como línguas, ciências sociais, saúde, informática, internet, dança, teatro, entre outras, tendo ainda a oportunidade de participação em actividades como o Grupo de Teatro, Coro da USC, USC Web TV, conferências, colóquios, visitas de estudo. Desenvolve manuais didáticos das próprias cadeiras lecionadas(23), acessivéis a séniores, estudantes e profissionais através de livraria online.

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O passado Celta no património cultural português: os pauliteiros de Miranda e os caretos de Podence - artur filipe dos santos - universidade sénior contemporânea

  1. 1. Cadeira de PATRIMÓNIO CULTURAL PORTUGUÊS Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea Professor Doutor Artur Filipe dos Santos
  2. 2. O PASSADO CELTA E ÁRABE NO PATRIMÓNIO CULTURAL PORTUGUÊS 2
  3. 3. AUTOR Artur Filipe dos Santos artursantosdocente@gmail.com artursantos.no.sapo.pt politicsandflags.wordpress.com • Artur Filipe dos Santos, Doutorado em Comunicação, Publicidade Relações Públicas e Protocolo, pela Universidade de Vigo, Galiza, Espanha, Professor Universitário, consultor e investigador em Comunicação Institucional e Património, Protocolista, Sociólogo. • Director Académico e Professor Titular na Universidade Sénior Contemporânea, membro da Direção do OIDECOM-Observatório Iberoamericano de Investigação e Desenvolvimento em Comunicação, membro da APEP-Associacao Portuguesa de Estudos de Protocolo. Membro do ICOMOS (International Counsil on Monuments and Sites), consultor da UNESCO para o Património Mundial, membro do Grupo de Investigação em Comunicação (ICOM-X1) da Faculdade de Ciências Sociais e da Comunicação da Universidade de Vigo, membro do Grupo de Investigação em Turismo e Comunicação da Universidade de Westminster. Professor convidado da Escola Superior de Saúde do Instituto Piaget. Orador e palestrante convidado em várias instituições de ensino superior. Formador em Networking e Sales Communication no Network Group +Negócio Portugal. 3 Artur Filipe dos Santos - artursantos.no.sapo.pt
  4. 4. A Universidade Sénior Contemporânea Web: www.usc.no.sapo.pt Email: usc@sapo.pt Edições online: www.edicoesuscontemporanea.webnode.com • A Universidade Sénior Contemporânea é uma instituição vocacionada para a ocupação de tempos livres dos indivíduos que se sintam motivados para a aprendizagem constante de diversas matérias teóricas e práticas,adquirindo conhecimentos em múltiplas áreas, como línguas, ciências sociais, saúde, informática, internet, dança, teatro, entre outras, tendo ainda a oportunidade de participação em actividades como o Grupo de Teatro, Coro da USC, USC Web TV, conferências, colóquios, visitas de estudo. Desenvolve manuais didáticos das próprias cadeiras lecionadas(23), acessivéis a séniores, estudantes e profissionais através de livraria online. Artur Filipe dos Santos - artursantos.no.sapo.pt 4
  5. 5. • A cultura portuguesa tem as suas raízes na cultura celta, ibérica, germânica,romana e árabe. 5
  6. 6. • A diferenciação cultural dos portugueses manifesta-se através dos tipos de habitação, das manifestações religiosas, da gastronomia e do folclore, ou até das calçadas tipicamente portuguesas e da azulejaria. 6
  7. 7. • Já restam poucos os vestígios da herança celta do norte de Portugal apesar de o povo ter sabido preservar as suas danças e os seus cantos, nomeadamente na dança dos Pauliteiros, em Miranda, as suas festas e peregrinações seculares que associam ao ritual cristão a herança pagã. 7
  8. 8. • Inclusive as populações do norte de Portugal partilham com as restantes populações de origem celta a donça da hemocrematose , também chamada de mutação c282y 8
  9. 9. • A Hemocromatose é uma doença na qual ocorre depósito de ferro nos tecidos em virtude de seu excesso no organismo. Os principais locais de depósito são o fígado, o pâncreas, o coração e a hipófise. O excesso de ferro nesses órgãos progressivamente lesiona as células e prejudica seu funcionamento. A hemocromatose pode ser hereditária, quando é causada por uma anomalia genética, ousecundária, quando é provocada por outra doença ou por fatores ambientais. 9
  10. 10. • A hemocromatose hereditária (HH), descrita inicialmente por Von Recklinghausen em 1889, é a mais comum doença genética, hereditária, alcançando 1 em 200 pessoas descendentes de nórdicos ou celtas, na maioria dos casos. 10
  11. 11. • Trata-se de uma prediposição para a absorção excessiva de ferro na alimentação, que leva ao seu acúmulo pela falta de um mecanismo eficiente no ser humano para a sua eliminação. 11
  12. 12. • De acordo com os estudos realizados pelo Congresso Transfonteiriço de Cultura Celta, esta doença manifesta-se desde há 60 gerações nos povos de origem celta. 12
  13. 13. • O Congresso Transfronteiriço Cultura Celta ocorre todos os anos, alternadamente no norte de Portugal e na Galiza 13
  14. 14. • Procura refletir sobre a influência Celta na Música, a religião na cultura celta, os símbolos celtas na arte e no design, entre outros. 14
  15. 15. • São poucos os vestígios da língua celta no português: 15 Artur Filipe dos Santos – www.artursantos.no.sapo.pt
  16. 16. • o elemento briga, que significa “fortaleza”, “castelo”, e aparece em vários topónimos, como Conimbriga, Arcóbriga (antigo nome de Arcos de Valdevez – Minho), Lacóbriga (antigo nome da cidade algarvia de Lagos) e Bragança (Brigantia); 16 Edições USContemporanea– edicoes-uscontemporanea.webnode.pt
  17. 17. • o elemento seg-, presente no topónimo Segóvia (Espanha); • As palavras manteiga e tona (galaico- português: pele, odre) 17 Universidade Sénior Contemporânea – www.usc.no.sapo.pt
  18. 18. por via latina, mas de origem céltica: carro, caminho, bétula, bragas, camisa, cerveja. 18 Artur Filipe dos Santos – www.artursantos.no.sapo.pt
  19. 19. • Quanto a manifestações culturais os pauliteiros de Miranda e o caretos de Podence são dois dos melhores exemplos do passado celta presente na cutlura atual 19 Edições USContemporanea– edicoes-uscontemporanea.webnode.pt
  20. 20. • Os Pauliteiros de Miranda é o nome dado a grupos de homens que bailam ritmos tradicionais da Terra de Miranda, no nordeste de Portugal, Trás-os- Montes. O nome pauliteiro deriva de paulito. 20 Universidade Sénior Contemporânea – www.usc.no.sapo.pt
  21. 21. Pauliteiros são os praticantes da dança guerreira característica das Terras de Miranda, chamada de dança dos paus, representativa de momentos históricos locais acompanhada com os sons da gaita-de-foles, caixa e bombo e tem ainda a particularidade de ser dançada por oito homens (mais recentemente também dançada por mulheres) que vestem saia bordada e camisa de linho; 21 Artur Filipe dos Santos – www.artursantos.no.sapo.pt
  22. 22. • um colete de pardo, botas de cabedal, meias de lã e chapéu que pode estar enfeitado com flores e finalmente por dois paus (palos) com os quais estes dançadores fazem uma série de diferentes passos e movimentos coordenados. 22
  23. 23. • O reportório musical da dança dos paus chama-se lhaços, e é constituído pela música, texto e coreografia. 23 Edições USContemporanea– edicoes-uscontemporanea.webnode.pt
  24. 24. Os Pauliteiros de Miranda é um grupo de oito dançadores (quatro guias e quatro piões), três tocadores músicos e um dançador suplente que executa uma dança folclórica das terras de Miranda, em Portugal, que simula uma luta com paus. 24 Universidade Sénior Contemporânea – www.usc.no.sapo.pt
  25. 25. • Os dançadores atuam guiados por gaita de foles, que é acompanhada por caixa de guerra e bombo ou por flauta pastoril, que é monotubular com três buracos e que é tocada com três dedos. 25
  26. 26. • Há cerca de cinquenta conjuntos de danças e bailados diferentes. Os pauliteiros atuam ainda com castanholas feitas à navalha, com desenhos gravados à mão. 26
  27. 27. • A dança dos Pauliteiros de Miranda, apesar de bastante conhecida, mesmo a nível internacional, é de origem quase desconhecida, sendo atribuida provavelmente aos celtas. 27 Artur Filipe dos Santos – www.artursantos.no.sapo.pt
  28. 28. • Uma das hipóteses é a de ter surgido no centro da Europa, mais precisamente na Transilvânia, na segunda Idade do Ferro, na altura como uma dança de espadas. Depois espalhou-se pela Europa Central, Alemanha, Escandinávia e Ilhas Britânicas, até chegar à Península Ibérica. 28 Edições USContemporanea– edicoes-uscontemporanea.webnode.pt
  29. 29. • Plínio, historiador romano do século I, já falava deste tipo de danças. No século III o geógrafo latino Strabão refere que os celtiberos instalados junto ao Rio Douro se preparavam para os combates com danças guerreiras, onde substituíam as espadas por paus. 29 Universidade Sénior Contemporânea – www.usc.no.sapo.pt
  30. 30. Posteriormente, e ainda na Península Ibérica, romanos, suevos e visigodos conservaram estas danças nas suas festas agrárias de fertilidade. Já no século X, a Igreja Católica adotou as danças para as festas dos santos correspondentes às épocas do solstício e das colheitas. 30 Artur Filipe dos Santos – www.artursantos.no.sapo.pt
  31. 31. • Os Pauliteiros de Miranda percorriam as povoações na época das festas religiosas para recolher esmolas, participando nas procissões para, no final, fazerem uma exibição. Outros estudiosos defendem que a origem da dança dos Pauliteiros de Miranda está nas danças pírricas, ou seja, militares, dos gregos, com a difusão a ser feita pelos romanos. 31 Edições USContemporanea– edicoes-uscontemporanea.webnode.pt
  32. 32. Nas danças, an Pertugal, Nun sodes bós Is pormeiros? Fazeis Marabilhas nos lhaços Que outros chaman "Pauliteiros"! Furun Is Celtas quien pormeiro, Antes de serdes cristanos, Troixe la gaita i las danças De palicos nas dues manos. Anquanto la gaita toca, Caixa i bombo repenican, Dançadores anfeitados Passaiges d´la bida imitan. 32 Universidade Sénior Contemporânea – www.usc.no.sapo.pt
  33. 33. • I esses trajos tan pimpones I esses palicos nas manos Lhembran tamien qualquier cousa Guerreiros griêgos, romanos.. 33 Artur Filipe dos Santos – www.artursantos.no.sapo.pt
  34. 34. • Tamien nos bailes antigos, Cun moços i cum mocicas I anté cun biêlhos i biêlhas Beilais cousas tan bonitas! • José Francisco Fernandes in "Miranda Yê La Mie Tiêrra" 34 Edições USContemporanea– edicoes-uscontemporanea.webnode.pt
  35. 35. • Em 1981, os Pauliteiros de Miranda, que atuam regularmente no estrangeiro, foram distinguidos na Alemanha com o Prémio Europeu de Folclore. 35 Universidade Sénior Contemporânea – www.usc.no.sapo.pt
  36. 36. Atualmente, esta tradição conta com o apoio das autarquias das terras de Miranda, que pretendem manter viva a tradição, ameaçada, também, por grupos folclóricos que não seguem à risca o espírito dos Pauliteiros de Miranda. 36 Artur Filipe dos Santos – www.artursantos.no.sapo.pt
  37. 37. • Os Caretos de Podence • O careto é um personagem mascarado do carnaval de Trás-os- Montes e Alto Douro, Portugal. 37 Edições USContemporanea– edicoes-uscontemporanea.webnode.pt
  38. 38. • É um homem que usa uma máscara com um nariz saliente feita de couro, latão ou madeira pintada com cores vivas de amarelo, vermelho ou preto. 38
  39. 39. • Numa outra versão, a máscara, feita de madeira de amieiro decorada com chifres e outros apetrechos, é usada em Lazarim. 39
  40. 40. • Pensa-se que a tradição dos Caretos tenha raízes célticas, de um período pré-romano. Provavelmente, está relacionada com a existência dos povos Galaicos (Gallaeci) e Brácaros (Bracari) na Galiza e no norte de Portugal. 40
  41. 41. • Em Podence, nos dias de Carnaval, os Caretos surgem em magotes, de todos os sítios, percorrendo a aldeia em correrias desenfreadas, num clima fantástico e fascinante, pleno de sedução e mistério. Ninguém lhes consegue ficar indiferente, aqueles que não se vestirem de Careto abrem as suas adegas aos passantes. 41
  42. 42. • As crianças de sexo masculino, os Facanitos perseguem os Caretos tentando imitá-los, as raparigas solteiras, são o principal alvo dos mascarados, admiram-nos das janelas ou varandas das suas casas, com um certo receio de que o entusiasmo dos Caretos os leve a trepar para as poderem chocalhar. 42
  43. 43. • Mergulhando na raiz profana e carnal dos festivais celtas do solestício e do equinócio da Primavera e das festas saturnais, o verdadeiro motivo que move o Careto é apanhar raparigas para as poder chocalhar. Sempre que se vislumbra um rabo de saia, o Careto é impelido pelo seu vigor. 43
  44. 44. • Despedem o inverno e saúdam a Primavera, para os Caretos o Carnaval é um ritual entre o pagão e o religioso, tão natural como a passagem do tempo e a renovação das estações 44
  45. 45. • Em Podence, concelho de Macedo de cavaleiros, todos os anos é assim. Chegado o Mês de Fevereiro, os homens envergam os trajes coloridos (elaborados com colchas franjadas de lã ou de linho, em teares caseiros) escondem a cabeça dentro de uma máscara de lata. 45
  46. 46. • Prendem uma enfiada de chocalhos à cintura e bandoleiras de campainhas e dispendem toda a energia do mundo para assinalar o calor e os dias maiores que se prestem a chegar. 46
  47. 47. • Religioso também, pois assim se marca, com os últimos estertores da folia o início da Quaresma. Período de calma, reflexão e contenção do calendário religioso. 47
  48. 48. • Procura-se acalmar a ira dos céus e garantir favores de uma boa colheita. Nesses tempos idos da agricultura de subsistência, a diferença entre a vida e a morte quase se cingia à dimensão da lavra. 48
  49. 49. • E a dupla máscara acentua a relação, ao lembrar uma das duas importantes divindades romanas: Jano Deus do passado e do futuro e também do presente, senhor dos portões e entrada, da guerra e da paz e dono de todos os princípios. 49
  50. 50. • Citando o sítio oficial dos Caretos de Podence : • Os Caretos usam máscaras rudimentares, onde sobressai o nariz pontiagudo, feitas de couro, madeira ou de vulgar latão, pintadas de vermelho, preto, amarelo, ou verde. 50
  51. 51. • A cor é também um dos atributos mais visíveis das suas vestes: fatos de colchas franjados de lã vermelha, verde e amarela, com enfiadas de chocalhos à cintura e bandoleiras com campainhas. Da sua indumentária, faz também parte um pau que os apoia nas correrias e saltos. A rusticidade do ambiente é indissociável desta figura misteriosa. 51
  52. 52. • A festa dos caretos faz parte de uma tradição milenar que é celebrada em Portugal no Entrudo. Em Trás-os-Montes é celebrado em várias aldeias dos concelhos de Vinhais, Bragança, Macedo de Cavaleiros (especialmente Podence) e Vimioso, e no Alto Douro em Lazarim no concelho de Lamego. 52
  53. 53. • Os Caretos fazem parte do movimento cultural da Máscara Ibérica que visa a classificação desta tradição portuguesa e espanhola milenar como Património Imaterial da Humanidade. 53
  54. 54. • A Máscara ibérica é a máscara típica de Portugal e Espanha e segundo Hélder Ferreira "muitas estão ligadas a cultos celtas, ao solstício de inverno... e mesmo as do Entrudo estão ligadas a cultos deste tipo como também pode ser o da fertilidade". 54
  55. 55. • A "Máscara Ibérica" é o nome do projecto, do livro e da exposição que envolve a divulgação das máscaras regionais dos dois países. As máscaras Ibéricas preparam a sua candidatura como Património Imaterial da Humanidade. Os mascarados têm diversos nomes consoante a região de onde são. 55
  56. 56. • Portugal • Careto de Aveleda • Careto de Lazarim • Máscaro de Ousilhão • Careto de Podence 56
  57. 57. • Cardador de Vale de Ílhavo • Caretos da Lagoa - Mira • Carocho de Constantim • Chocalheiro de Bemposta • Chocalheiro de Bruçó (extinto) • Chocalheiro de Val de Porco 57
  58. 58. • Gualdrapa (aldeia de S. Pedro da Silva- Miranda do Douro • Velho • Diabo • Sécia • Farandulo de Tó, Mogadouro • Marafona (Alentejo) • Filandorra • Zangarrão 58
  59. 59. Bibliografia – http://pt.slideshare.net/lena21fernandes/histria-da-lngua- portuguesa-30275452 – http://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_da_l%C3%AD ngua_portuguesa#Proto- hist.C3.B3ria_.28s.C3.A9c._III_a.C.-_s.C3.A9c._XII.29 – http://pt.wikipedia.org/wiki/Gastronomia_de_Portugal – http://www.ciberduvidas.com/pergunta.php?id=9162 – http://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_palavras_portugues as_de_origem_%C3%A1rabe – http://www.pauliteirosdemiranda.pt/historia.htm – http://historia-portugal.blogspot.pt/2013/11/cultura- arabe-na-peninsula.html 59

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