Doença de peyronie

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Dr. Hélberte Fernandes Freitas

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Doença de peyronie

  1. 1. Doença de Peyronie Hélberte Fernandes Freitas Residência de Urologia HC - UFG Goiânia, 07 de Abril de 2011.
  2. 2. Definição <ul><li>Formação de placas fibrosas no interior da túnica albugínea </li></ul><ul><li>Curvatura peniana durante a ereção </li></ul><ul><li>Pode ou não causar disfunção erétil </li></ul>Campbell’s Urology – 9th Edition; vol. 1; p. 818.
  3. 3. Anatomia Campbell’s Urology – 9th Edition; vol. 1; p. 819.
  4. 4. Epidemiologia <ul><li>Incidência de 4 a 5% </li></ul><ul><li>Idade média de 53 anos </li></ul><ul><li>Significativa associação com a Contratura de Dupuytren (15%) </li></ul><ul><li>Relação com o uso de medicações para disfunção erétil </li></ul>Campbell’s Urology – 9th Edition; vol. 1; p. 819.
  5. 5. Etiologia Intercurso sexual Micro lesões na túnica albugínea Extravasamento de sangue Cicatrização disfuncional Placa fibrosa inelástica Campbell’s Urology – 9th Edition; vol. 1; p. 821 e 822. Paciente propenso
  6. 6. Etiologia <ul><li>Placa fibrosa na túnica albugínea </li></ul>Campbell’s Urology – 9th Edition; vol. 1; p. 820 e 822.
  7. 7. Etiologia e anatomia <ul><li>Placa fibrosa na túnica albugínea </li></ul>Campbell’s Urology – 9th Edition; vol. 1; p. 821.
  8. 8. Quadro clínico e evolução FASE AGUDA FASE CRÔNICA X
  9. 9. Quadro clínico e evolução <ul><li>Fase aguda </li></ul><ul><li>Ereção dolorosa </li></ul><ul><li>Placa palpável (+ comum na região dorsal) </li></ul><ul><li>Tortuosidade peniana </li></ul>Guia prático de urologia – 2004, seção III A – cap. 39; p. 135.
  10. 10. Quadro clínico e evolução <ul><li>Fase crônica </li></ul><ul><li>Dor diminui </li></ul><ul><li>Curvatura peniana pode aumentar, diminuir ou estabilizar </li></ul><ul><li>Após 18 meses a placa fibrosa se estabiliza </li></ul>Guia prático de urologia – 2004, seção III A – cap. 39; p. 135.
  11. 11. Quadro clínico e evolução <ul><li>Deformidade peniana </li></ul><ul><li>Encurtamento do pênis </li></ul><ul><li>Dificuldade de penetração do pênis </li></ul><ul><li>Disfunção erétil: </li></ul><ul><ul><li>Placa fibrosa desfavorece relaxamento do m. liso do corpo cavernoso </li></ul></ul><ul><ul><li>Placas circunferenciais </li></ul></ul><ul><ul><li>30% tem D. arterial cavernosa </li></ul></ul>Guia prático de urologia – 2004, seção III A – cap. 39; p. 135.
  12. 12. Diagnóstico <ul><li>Clínico </li></ul><ul><li>Início, duração e evolução dos sintomas </li></ul><ul><li>Avaliação global da função sexual </li></ul><ul><li>Exame físico </li></ul><ul><li>Localização das placas fibrosas </li></ul><ul><li>Fotografia do pênis em ereção </li></ul>Campbell’s Urology – 9th Edition; vol. 1; p. 825.
  13. 13. Diagnóstico <ul><li>Exames complementares </li></ul><ul><li>USG </li></ul>Campbell’s Urology – 9th Edition; vol. 1; p. 825.
  14. 14. Diagnóstico <ul><li>Exames complementares </li></ul><ul><li>USG com Doppler </li></ul>Campbell’s Urology – 9th Edition; vol. 1; p. 758.
  15. 15. Diagnóstico <ul><li>Exames complementares </li></ul><ul><li>Radiografia </li></ul>Campbell’s Urology – 9th Edition; vol. 1; p. 758.
  16. 16. Diagnóstico diferencial <ul><li>Nódulos penianos e outras curvaturas </li></ul><ul><li>Curvaturas congênitas </li></ul><ul><li>Cordeé </li></ul><ul><li>Trombose veio dorsal </li></ul><ul><li>Infiltração leucêmica dos corpos cavernosos </li></ul>Guia prático de urologia – 2004, seção III A – cap. 39; p. 135 e 136.
  17. 17. Tratamento <ul><li>Tratamento inicial é conservador </li></ul><ul><li>Tratamento medicamentoso </li></ul><ul><ul><li>Sistêmicos </li></ul></ul><ul><ul><li>Intralesionais </li></ul></ul><ul><ul><li>Tópicos </li></ul></ul><ul><li>Tratamento cirúrgico </li></ul>
  18. 18. Tratamento <ul><li>Tratamento medicamentoso </li></ul><ul><li>Sistêmicos </li></ul><ul><ul><li>Vitamina E – 800 a 1000 UI/dia (3x) </li></ul></ul><ul><ul><li>3 a 6 meses </li></ul></ul><ul><ul><li>Efeitos similares com warfarin </li></ul></ul><ul><ul><li>Tratamento muito utilizado na fase aguda da doença </li></ul></ul><ul><ul><li>2 estudos randomizados e controlados não mostraram diferença entre a vit. E e o placebo </li></ul></ul>Campbell’s Urology – 9th Edition; vol. 1; p. 827.
  19. 19. Tratamento <ul><li>Tratamento medicamentoso </li></ul><ul><li>Sistêmicos </li></ul><ul><ul><li>Colchicina – 0,5 a 0,6 mg 3x/dia </li></ul></ul><ul><ul><li>Bem tolerada </li></ul></ul><ul><ul><li>Barata </li></ul></ul><ul><ul><li>Diminui o tamanho da placa e reduz a curvatura em cerca de 50% dos pacientes </li></ul></ul>Campbell’s Urology – 9th Edition; vol. 1; p. 827.
  20. 20. Tratamento <ul><li>Tratamento medicamentoso </li></ul><ul><li>Intralesionais </li></ul><ul><ul><li>Verapamil – 10mg / 2 semanas (12 aplicações) </li></ul></ul><ul><ul><li>Diminuição da curvatura em 60 % dos pacientes </li></ul></ul><ul><ul><li>Amolecimento da placa fibrosa em 80 % dos pacientes </li></ul></ul><ul><ul><li>Utilização bem estabelecida na fase aguda da doença </li></ul></ul>Campbell’s Urology – 9th Edition; vol. 1; p. 828.
  21. 21. Tratamento <ul><li>Tratamento medicamentoso </li></ul><ul><li>Intralesionais </li></ul><ul><ul><li>Corticosteróides ( Committee on penile curvatures ) </li></ul></ul><ul><ul><li>Deve ser evitado </li></ul></ul><ul><ul><li>Utilizado com cautela </li></ul></ul><ul><ul><li>Piora dos sintomas após o uso </li></ul></ul>Campbell’s Urology – 9th Edition; vol. 1; p. 827.
  22. 22. Tratamento <ul><li>Tratamento medicamentoso </li></ul><ul><li>Tópicos </li></ul><ul><ul><li>Orgoteína </li></ul></ul><ul><ul><li>Esteróides </li></ul></ul><ul><ul><li>Verapamil </li></ul></ul><ul><ul><li>Não há estudos cegos que comprovem sua eficácia </li></ul></ul>Campbell’s Urology – 9th Edition; vol. 1; p. 828.
  23. 23. Tratamento <ul><li>Tratamento cirúrgico </li></ul><ul><li>Indicado na fase crônica </li></ul><ul><li>Deve ser realizada após um período de 12 a 18 meses após o inicio da doença </li></ul><ul><li>Deformidade que impede a penetração </li></ul><ul><li>Disfunção erétil associada </li></ul>Campbell’s Urology – 9th Edition; vol. 1; p. 829.
  24. 24. Tratamento <ul><li>Tratamento cirúrgico </li></ul><ul><li>Procedimentos com encurtamento da túnica </li></ul><ul><li>Substituição da albugínea </li></ul><ul><li>Implante de prótese </li></ul>
  25. 25. Tratamento <ul><li>Tratamento cirúrgico </li></ul><ul><ul><li>Procedimentos com encurtamento da túnica </li></ul></ul><ul><ul><li>Curvaturas menos acentuadas (< 70 graus) </li></ul></ul><ul><ul><li>Pacientes que aceitem encurtamento </li></ul></ul><ul><ul><li>Realizadas com e sem ressecção da túnica </li></ul></ul><ul><ul><li>Sutura com fio inabsorvível </li></ul></ul>Guia prático de urologia – 2004, seção III A – cap. 39; p. 136.
  26. 26. Tratamento <ul><li>Tratamento cirúrgico </li></ul><ul><ul><li>Com encurtamento da túnica </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Técnica de Nesbit </li></ul></ul></ul>Operative Urology at the Cleveland Clinic – 2006; cap. 48; p. 496.
  27. 27. Tratamento <ul><li>Tratamento cirúrgico </li></ul><ul><ul><li>Com encurtamento da túnica </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Técnica de Nesbit </li></ul></ul></ul>Operative Urology at the Cleveland Clinic – 2006; cap. 48; p. 496.
  28. 28. Tratamento <ul><li>Tratamento cirúrgico </li></ul><ul><ul><li>Com encurtamento da túnica </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Técnica de Nesbit </li></ul></ul></ul>Operative Urology at the Cleveland Clinic – 2006; cap. 48; p. 497.
  29. 29. Tratamento <ul><li>Tratamento cirúrgico </li></ul><ul><ul><li>Com encurtamento da túnica </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Técnica de Pryor e Fitzpatrick </li></ul></ul></ul>Operative Urology at the Cleveland Clinic – 2006; cap. 48; p. 498.
  30. 30. Tratamento <ul><li>Tratamento cirúrgico </li></ul><ul><ul><li>Com encurtamento da túnica </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Técnica de Donatucci e Lue </li></ul></ul></ul>Operative Urology at the Cleveland Clinic – 2006; cap. 48; p. 502.
  31. 31. Tratamento <ul><li>Tratamento cirúrgico </li></ul><ul><ul><li>Procedimentos com substituição da albugínea </li></ul></ul><ul><ul><li>Curvaturas maiores </li></ul></ul><ul><ul><li>Pacientes que não querem encurtar o pênis </li></ul></ul><ul><ul><li>Substituição por tecidos orgânicos e inorgânicos </li></ul></ul>Guia prático de urologia – 2004, seção III A – cap. 39; p. 136.
  32. 32. Tratamento <ul><li>Tratamento cirúrgico </li></ul><ul><ul><li>Com substituição da albugínea </li></ul></ul>Operative Urology at the Cleveland Clinic – 2006; cap. 48; p. 503.
  33. 33. Tratamento <ul><li>Tratamento cirúrgico </li></ul><ul><ul><li>Com substituição da albugínea </li></ul></ul>Operative Urology at the Cleveland Clinic – 2006; cap. 48; p. 503.
  34. 34. Tratamento <ul><li>Tratamento cirúrgico </li></ul><ul><ul><li>Com substituição da albugínea </li></ul></ul>Operative Urology at the Cleveland Clinic – 2006; cap. 48; p. 504.
  35. 35. Tratamento <ul><li>Tratamento cirúrgico </li></ul><ul><ul><li>Com substituição da albugínea </li></ul></ul>Operative Urology at the Cleveland Clinic – 2006; cap. 48; p. 504.
  36. 36. Tratamento <ul><li>Tratamento cirúrgico </li></ul><ul><ul><li>Com substituição da albugínea </li></ul></ul>Operative Urology at the Cleveland Clinic – 2006; cap. 48; p. 505.
  37. 37. Tratamento <ul><li>Tratamento cirúrgico </li></ul><ul><ul><li>Com substituição da albugínea </li></ul></ul>Operative Urology at the Cleveland Clinic – 2006; cap. 48; p. 505.
  38. 38. Tratamento <ul><li>Tratamento cirúrgico </li></ul><ul><ul><li>Complicações </li></ul></ul><ul><ul><li>Cicatrização disfuncional (piora da deformidade) </li></ul></ul><ul><ul><li>Lesão do plexo vasculonervoso peniano </li></ul></ul><ul><ul><li>Lesão de uretra </li></ul></ul><ul><ul><li>Infecção </li></ul></ul><ul><ul><li>Hematoma </li></ul></ul>
  39. 39. OBRIGADO

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