Câncer de bexiga

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Dr. Guilherme Camarcio Neiva
Ti SBU
Urologista

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Câncer de bexiga

  1. 1. CÂNCER DE BEXIGA Dr. Guilherme Camarcio Neiva Ti SBU Urologista
  2. 2. CÂNCER DE BEXIGA
  3. 5. CÂNCER DE BEXIGA Epidemiologia <ul><li>2ª neoplasia genitourinária </li></ul><ul><li>30% a 50% apresentam fatores de risco </li></ul><ul><ul><li>Anilinas e aminas aromáticas (indústria de tintas, couro, borracha, têxteis e gráficas) </li></ul></ul><ul><ul><li>Tabagismo / irradiação </li></ul></ul>
  4. 6. CARCINOGÊNESE VESICAL FATORES DE RISCO ENDÓGENO triptofano (metaból.) EXÓGENO 2-naftilamina benzidina xenylamina 4-nitrodifenil Aminas aromáticas
  5. 7. BIOMARCADORES E PROGRESSÃO DA ONCOGÊNESE / VESICAL célula normal displasia papiloma / CIS invasivo metastático EGF-R+ 9q-/p- 17p- 13q- 11p- 14q- 18q- 3p- T2 – T4 alto grau Ta – T1 baixo grau
  6. 8. CARCINOMA DE CÉLULAS TRANSICIONAIS DA BEXIGA INCIDÊNCIA ETÁRIA Câncer urológico, Miguel Srougi, Ed. Platina, cap. 9, 173-278 - 2002
  7. 9. TIPOS HISTOLÓGICOS DE NEOPLASIAS VESICAIS Transição 92% Epidermóide 6% Adenocarcinoma 1% Não-epiteliais 2% Patologia Câncer urológico, Miguel Srougi, Ed. Platina, cap. 9, 173-278 - 2002
  8. 10. FORMAS DE APRESENTAÇÃO INICIAL DAS NEOPLASIAS VESICAIS História Natural
  9. 11. Câncer de Bexiga <ul><li>Fatores prognósticos </li></ul><ul><li>Grau de diferenciação celular </li></ul><ul><li>Estadiamento </li></ul><ul><li>Número de lesões </li></ul><ul><li>Tamanho das lesões </li></ul><ul><li>Ca in situ </li></ul><ul><li>Invasão microvascular / recidivas </li></ul><ul><li>Ploidia celular / progressão </li></ul><ul><li>Alteração do gene p53 </li></ul>
  10. 12. CÂNCER DE BEXIGA Métodos de detecção (ramakumar, AUA 1999) Método Sensibilidade Especificidade Citologia BTA st NMP 22 Telomerase 44% 74% 53% 70% 95% 73% 60% 99%
  11. 13. Amostra de urina 2 tubos criogênicos 4 lâminas - 80˚ C 160 amostras Micção espontânea Volume: 60ml (22 º C) BTA Stat Ácido hialurônico FISH Citologia Linha visível 13 ng/ml 5 céls. pol. dois ou mais crom. suspeitos = + Passerotti, 2005 12 céls. deleção lócus 9p21 Koss, 1992 Halling, 2000 Cytospin 1.000 r.p.m. 10 ’
  12. 14. Testes urinários MÉDIA DA SENSIBILIDADE E ESPECIFICIDADE DOS TESTES URINÁRIOS EM PACIENTES REALIZANDO ACOMPANHAMENTO PERIÓDICO van Rhijn BW et al. Eur Urol. 2005; 47:736-48 * Aprovados pelo FDA Medidas Sensibilidade Especificidade Teste Urinário ( * ) Global G1 (%) G2 (%) G3 (%) (%) BTA Stat 70 45 60 75 79 BTA Trak 69 55 59 74 66 Citologia 48 17 34 58 95 FDP 61 62 64 86 80 FISH 84 56 78 95 70 ImmunoCyt 83 78 90 100 62 NMP22 73 41 53 80 59
  13. 15. Testes urinários MÉDIA DA SENSIBILIDADE E ESPECIFICIDADE DOS TESTES URINÁRIOS EM PACIENTES REALIZANDO ACOMPANHAMENTO PERIÓDICO van Rhijn BW et al. Eur Urol. 2005; 47:736-48 * Aprovados pelo FDA Medidas Sensibilidade Especificidade Teste Urinário ( * ) Global G1 (%) G2 (%) G3 (%) (%) BTA Stat 70 45 60 75 79 BTA Trak 69 55 59 74 66 Citologia 48 17 34 58 95 FDP 61 62 64 86 80 FISH 84 56 78 95 70 ImmunoCyt 83 78 90 100 62 NMP22 73 41 53 80 59
  14. 16. MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS EM CÂNCER DE BEXIGA Câncer urológico, Miguel Srougi, Ed. Platina, cap. 9, 173-278 - 2002
  15. 17. Câncer de Bexiga Estudos de imagens <ul><li>Diagnóstico </li></ul><ul><li>Ultrassonografia </li></ul><ul><li>Urografia excretora </li></ul><ul><li>Estadiamento </li></ul><ul><li>CT </li></ul><ul><li>RNM </li></ul><ul><li>Rx tórax </li></ul><ul><li>Cistoscopia + biópsia + biópsias randomizadas </li></ul>
  16. 22. ENDOMETRIOSE VESICAL
  17. 23. CISTOGRAMA / TUMOR DE BEXIGA
  18. 24. Urografia excretora / cistograma
  19. 25. CT
  20. 26. CT
  21. 27. CT
  22. 28. CT
  23. 29. CT
  24. 32. ESTADIAMENTO DOS TUMORES DE BEXIGA Câncer urológico, Miguel Srougi, Ed. Platina, cap. 9, 173-278 - 2002 Jewett H, J Strong, J. Urol. 55;366, 1946
  25. 33. TNM / UICC
  26. 34. Classificação TNM da UICC - 2002
  27. 35. METÁSTASES LINFONODAIS Update Blader Cancer, AUA - 2008
  28. 36. CÂNCER DE BEXIGA <ul><li>Estudos endoscópicos </li></ul><ul><li>Biópsias randomizadas </li></ul>
  29. 38. Cistoscopia
  30. 47. CÂNCER DA BEXIGA <ul><li>Opções de tratamentos cirúrgicos </li></ul><ul><li>Ressecção transuretral </li></ul><ul><li>Re-ressecção transuretral </li></ul><ul><li>Cistectomia parcial </li></ul><ul><li>Cistectomia radical / derivação urinária </li></ul>
  31. 48. LASERTERAPIA ENDOSCÓPICA
  32. 49. Carcinoma superficial de bexiga (75%) <ul><li>Recorrência: </li></ul><ul><li>70 a 90% </li></ul>2. Progressão: 10 a 15% Donat SM. Urol Clin North Am 2003;30:765-76. <ul><li>Tis </li></ul><ul><li>Ta </li></ul><ul><li>T1 </li></ul><ul><li>T2 </li></ul><ul><li>T3 </li></ul><ul><li>T4 </li></ul>
  33. 50. TUMORES SUPERFICIAIS BEXIGA <ul><li>Ta 70% T1 30% Cis 10% </li></ul><ul><li>Incidência 80% </li></ul><ul><li>Invasão local 30% T1 / 80% T1c/Cis </li></ul><ul><li>Progressão 5 – 30% </li></ul><ul><li>Metástases 5% </li></ul><ul><li>Recorrência pós RTU 50% </li></ul>Urologic Climics of North America, vol 27. Number 1. February 2000. Blader Cancer – ipdate – AUA – Atlanta 2000.
  34. 51. CÂNCER SUPERFICIAL DE BEXIGA <ul><li>IMUNOTERAPIA </li></ul><ul><li>BCG </li></ul><ul><li>Indução 6 a 8 semanas </li></ul><ul><li>Manutenção 3 semanas a cada 6 meses por 3 anos </li></ul>
  35. 52. RTUB + BCG no T1G3 de Câncer de Bexiga
  36. 53. BCG Tópico Complicações (n = 2589) Cistite 2330 (90%) Febre 75 (2,9%) Pneumonia / hepatite 18 (0,7%) Artralgia 12 (0,6% Hematúria 25 (1,0%) Epididimite 10 (0,4%) Bexiga contraida 6 (0,2%) Abscesso renal 2 (0,1%) Sepsis 10 (0,4%)
  37. 54. Câncer Superficial de Bexiga <ul><li>BCG </li></ul><ul><li>Tratamento das Complicações </li></ul><ul><li>Sintomas irritativos contínuos: INH 300 mg / d </li></ul><ul><li>Febre, pneumonite, hepatite, prostatite: INH + Rifampicina 600 mg </li></ul><ul><li>Sepsis: INH, Rifampicina, Prednisona 40 mg </li></ul>
  38. 55. CÂNCER SUPERFICIAL DE BEXIGA Tratamento tópico – meta-análise Citologia, cistoscopia e biópsias negativas após 1 ano Nº Rc (%)* Tiotepa Mitomicina Adriamicina BCG 321 366 236 401 38 33 48 71
  39. 56. CÂNCER DE BEXIGA / GRAU HISTOLÓGICO CURVAS DE SOBREVIDA Câncer urológico, Miguel Srougi, Ed. Platina, cap. 9, 173-278 - 2002
  40. 57. SOBREVIDA EM 5 ANOS TRATADOS COM RTU OU CISTECTOMIA TOTAL Câncer urológico, Miguel Srougi, Ed. Platina, cap. 9, 173-278 - 2002
  41. 58. RTU DE TU VESICAL
  42. 61. MATERIAL CIRÚRGICO ENDOSCÓPICO RTU DE TU VESICAL
  43. 67. RTU DE TU VESICAL
  44. 68. RTU DE TU VESICAL
  45. 69. FULGURAÇÃO COM ROLLER-BALL
  46. 71. BIÓPSIAS RANDOMIZADAS <ul><li>Biópsias randomizadas de todos os segmentos da bexiga </li></ul><ul><li>Numerar frascos / fragmentos </li></ul><ul><li>Cuidados endoscópicos / controles </li></ul>
  47. 72. BIÓPSIAS RANDOMIZADAS
  48. 75. COMPLICAÇÕES RTU <ul><li>Sangramentos </li></ul><ul><li>Intoxicação hidrica / absorção </li></ul><ul><li>Perfurações intra / extra peritoneal </li></ul><ul><li>Explosão / corrente elétrica / bolha gases </li></ul><ul><li>Espasmos / contrações nervo obturador </li></ul><ul><li>Refluxo / estenose ureteral </li></ul><ul><li>Estenose uretral tardia </li></ul>
  49. 76. CARCINOMA UROTELIAL T1G3 DA BEXIGA (1) Solsona etal. BJUI 2004 94:1258 <ul><li>Baixo risco </li></ul><ul><li>Único </li></ul><ul><li>Papilar </li></ul><ul><li>< 2 cm </li></ul><ul><li>Sem ca-in-situ </li></ul><ul><li>Sem T1G3 na re-RTU </li></ul><ul><li>Alto risco </li></ul><ul><li>Multifocal </li></ul><ul><li>Séssil </li></ul><ul><li>Com ca-in-situ </li></ul><ul><li>Com invasão da uretra prostática </li></ul><ul><li>T1G3 após re-RTU </li></ul>T1G3 Conservador Cistectomia precoce no T1G3 ou conduta conservadora no T2 Prognóstico = T2 (1)
  50. 77. CA UROTELIAL DE BEXIGA TaG1 T1G3 Mucosa Submucosa Muscular Gordura Progressão Recorrência
  51. 78. CARCINOMA UROTELIAL DA BEXIGA T1G3 <ul><li>Regra dos 30% </li></ul><ul><ul><li>30% nunca recidivam ou progridem </li></ul></ul><ul><ul><li>30% necessitam cistectomia tardia </li></ul></ul><ul><ul><li>30% morrem pelo tumor </li></ul></ul>Malawaud Eur. Urol. 45: 406, 2004
  52. 79. T1G3 <ul><li>Qual tumor vai progredir ? </li></ul>
  53. 80. Cistectomia Radical Homens e Mulheres Tumor em Uretra Uretra Livre Macedo ’ s pouch ou Ureterossigmoidostomia Reservatório Ileal Ortotópico Bricker: XRT, Insuf. Renal Março, 1995
  54. 81. PEÇA CIRÚRGICA
  55. 82. PEÇAS CIRÚRGICAS
  56. 83. Cistoprostatectomia radical
  57. 84. PEÇAS CIRÚRGICAS
  58. 85. DERIVAÇÕES URINÁRIAS PÓS CISTECTOMIA RADICAL
  59. 86. Derivações Clássicas Câncer urológico, Miguel Srougi, Ed. Platina, cap. 9, 173-278 - 2002
  60. 87. Opções de Neobexiga Ortotópica
  61. 88. SELEÇÃO DO SEGMENTO DE ÍLEO PRESERVAÇÃO DA ARCADA VASCULAR Atlas de Uro-oncologia, Ed. Plamark, SBU, 89-91, 2007
  62. 89. DETUBULIZAÇÃO DO SEGMENTO INTESTINAL Reconfigurar a câmara vesical Atlas de Uro-oncologia, Ed. Plamark, SBU, 89-91, 2007
  63. 90. NEOBEXIGA ILEAL ORTOTÓPICA REIMPLANTE DOS URETERES Atlas de Uro-oncologia, Ed. Plamark, SBU, 89-91, 2007
  64. 91. Câncer urológico, Miguel Srougi, Ed. Platina, cap. 9, 173-278 - 2002
  65. 92. Câncer urológico, Miguel Srougi, Ed. Platina, cap. 9, 173-278 - 2002
  66. 93. Neobexiga ileal ortotópica Íleo Reservatório Íleal
  67. 96. Derivações urinárias / casuística neobexiga ileal <ul><li>Pacientes 125 homens 35 mulheres </li></ul><ul><li>Idade 16 a 81 anos </li></ul><ul><li>Seguimento 6 a 95 meses (M = 46 m) </li></ul><ul><li>Período 1993 - 2006 </li></ul>Nesrallah, Srougi, Dall`Oglio . BJU Int. 2004 Feb;93(3):375-8
  68. 97. Resultados <ul><li>Complicações Precoces </li></ul><ul><li>Fístula urinária 1 (0,6%) (anastomose íleo-uretral) </li></ul><ul><li>Íleo paralítico > 3 dias 20 (17%) </li></ul><ul><li>Óbito (até o 30o PO) 1 (0,6%) </li></ul><ul><li>Re - intervenção 2 (1,2%) </li></ul>Nesrallah, Srougi, Dall`Oglio . BJU Int. 2004 Feb;93(3):375-8
  69. 98. Resultados <ul><li>Complicações Tardias </li></ul><ul><li>Hidronefrose unilateral 21/210 (10%) </li></ul><ul><li>Hidronefrose bilateral 1 (0,6%) </li></ul><ul><li>Sangramento da neobexiga 1 (0,6%) </li></ul>Nesrallah, Srougi, Dall`Oglio . BJU Int. 2004 Feb;93(3):375-8
  70. 99. Derivações urinárias / casuística neobexiga ileal <ul><li>Complicações cirúrgicas </li></ul><ul><li>Estenose uretero-intestinal (deterioração “silenciosa” da função renal) </li></ul><ul><li>Ruptura da neobexiga </li></ul><ul><li>Conseqüências funcionais </li></ul><ul><li>Incontinência urinária </li></ul><ul><li>Impotência sexual </li></ul>Nesrallah, Srougi, Dall`Oglio . BJU Int. 2004 Feb;93(3):375-8
  71. 100. Literatura N Continência (%) Enurese (%) Cateter. (%) Hautmann 363 96 5 6 Studer 200 90 20 0,5 Elmajian 295 87 14 8 Steven 166 98 20 32 Thuroff 61 95 63 13
  72. 105. SELEÇÃO DO SEGMENTO DE ÍLEO PRESERVAÇÃO DA ARCADA VASCULAR Atlas de Uro-oncologia, Ed. Plamark, SBU, 100-105, 2007
  73. 106. UTILIZAÇÃO DE SUTURA MECÂNICA Atlas de Uro-oncologia, Ed. Plamark, SBU, 100-105, 2007
  74. 107. UTILIZAÇÃO DE SUTURA MECÂNICA SEGMENTO ILEAL ISOLADO Atlas de Uro-oncologia, Ed. Plamark, SBU, 100-105, 2007
  75. 108. ANASTOMOSE URETEROILEAL Atlas de Uro-oncologia, Ed. Plamark, SBU, 100-105, 2007
  76. 109. ASPECTO DA URETEROILEOSTOMIA POSIÇÃO DO ESTOMA Atlas de Uro-oncologia, Ed. Plamark, SBU, 100-105, 2007
  77. 112. DERIVAÇÃO / NEOBEXIGA / CECO REFORÇO DA VÁLVULA ÍLEOCECAL
  78. 113. ESTOMA / CECO / REIMPLANTE
  79. 114. Acidose hipercloremica
  80. 118. Câncer de Bexiga Metastático <ul><li>MVAC </li></ul><ul><li>Resposta 70% </li></ul><ul><li>Melhor que cisplatina 12% </li></ul><ul><li>Melhor que cisca 46% </li></ul>Sternberg, MSKCC, 1985
  81. 119. Câncer de Bexiga Metastático <ul><li>Protocolos </li></ul><ul><li>Drogas Quimioterápicas </li></ul><ul><li>Paclitaxel (Taxol) </li></ul><ul><li>Gemcitabine </li></ul><ul><li>Protocolo (tip) taxol, ifosfamida, cisplatinun </li></ul>
  82. 120. Câncer de Bexiga JCO, 17: 3068, 2000 M-VAC GC N Sobrevida (m) Resposta (%) Neutropenia Febre neuropênica (%) Alopecia (%) Anemia (%) 202 14,8 45,7 82 12 55 18 203 13,8 49,4 71 1 11 27
  83. 121. Sobrevida em 5 anos de acordo com o estadio
  84. 122. Update Blader Cancer, AUA - 2008
  85. 123. Cistectomia radical
  86. 124. Neobexiga ileal ortotópica
  87. 125. É PRECISO FICAR DE OLHO.. EM TUDO!!!! RADIOLOGISTAS UROLOGISTAS E PACIENTES 
  88. 126. OBRIGADO !

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