Universidade das Quebradas     Linguagem e Expressão
Universidade das QuebradasPara começarTomei coragem para publicar algo eescrever mais.               Cassiano, na pós-aula...
Universidade das QuebradasComo se organizam os textos?           Linguagem e Expressão
Universidade das QuebradasNarraçãoEra uma vez na beira do rio Parnaíba, caudaloso e cheiode perigos, havia Crispim, pescad...
Universidade das QuebradasCaracterísticas da narração:   Refere-se a um ou mais personagens,    situações, tempos e espaç...
Universidade das QuebradasDescriçãoClara estava bem vestidinha. Era inteiramente de crepomo seu vestido, com guarnição de ...
Universidade das QuebradasCaracterísticas da descrição:   Seres ou objetos concretos   Simultaneidade de propriedades e ...
Universidade das QuebradasExposiçãoO líder de mudança é aquele que se encarrega de levar adiante as tarefas,enfrentando co...
Universidade das QuebradasCaracterísticas da exposição:   Aborda um tema com termos abstratos   Mostra mudança de situaç...
Universidade das QuebradasArgumentaçãoIsto é o que querem "os da elite", que as classes menos favorecidas discutam aimport...
Universidade das QuebradasCaracterísticas da argumentação:      Defende (ou ataca) uma ideia, um       produto, etc.     ...
Universidade das QuebradasAgora é sua vez!Qual é o modo de organização destes textos?Em 1993 fomos viajar pelo Rio São Fra...
Universidade das QuebradasNinguém nasce sabendo das histórias. Um narrador é aqueleque teve a oportunidade de ouvir muito,...
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Quebradas (aula 27 de novembro)

  1. 1. Universidade das Quebradas Linguagem e Expressão
  2. 2. Universidade das QuebradasPara começarTomei coragem para publicar algo eescrever mais. Cassiano, na pós-aula de Eucanaã. Linguagem e Expressão
  3. 3. Universidade das QuebradasComo se organizam os textos? Linguagem e Expressão
  4. 4. Universidade das QuebradasNarraçãoEra uma vez na beira do rio Parnaíba, caudaloso e cheiode perigos, havia Crispim, pescador, e sua mãe, quemoravam em uma tapera. Dia com muito vento epescador não conseguiu pegar nada. Voltou para casabêbado e praguejando que estava com fome, a mãecorreu a dizer que tinha um caldo de osso. O filho,louco de fúria descontrolada, agrediu a mãezinha comum pedaço de osso. A pobre mãe, ensanguentada,indignada e cheia de dor no peito, rogou-lhe praga quehaveria de vagar com a cabeça boiando no rio edevorar ou deflorar sete Marias virgens. Clarice Azul, numa pré-aula de Linguagem e Expressão. Linguagem e Expressão
  5. 5. Universidade das QuebradasCaracterísticas da narração:  Refere-se a um ou mais personagens, situações, tempos e espaços  Mudança de situação do(s) personagem(ns)  Progressão temporal dos eventos  Tempo predominante: pretérito Linguagem e Expressão
  6. 6. Universidade das QuebradasDescriçãoClara estava bem vestidinha. Era inteiramente de crepomo seu vestido, com guarnição de renda caseira, mas bonitae bem trabalhada; o pescoço saía-lhe nu e a golaterminava numa pala debruada de rendas. Calçavasapatos de verniz e meias. Nas orelhas tinha grandesafricanas e penteara-se de bandós, rematando o penteadopara trás, na altura do pescoço, um coque, fixado por umgrande pente de tartaruga ou coisa parecida. Lima Barreto, no livro Clara dos Anjos Linguagem e Expressão
  7. 7. Universidade das QuebradasCaracterísticas da descrição:  Seres ou objetos concretos  Simultaneidade de propriedades e aspectos  Organização espacial dos elementos descritos  Tempos preferidos: presente e pretérito imperfeito Linguagem e Expressão
  8. 8. Universidade das QuebradasExposiçãoO líder de mudança é aquele que se encarrega de levar adiante as tarefas,enfrentando conflitos, buscando soluções, arriscando-se sempre diante donovo. O contrário dele é o líder de resistência, não podem existir um semo outro. Os dois são necessários para o equilíbrio do grupo. Esta é a visãode uma relação democrática, pois na relação autoritária e naespontaneísta os encaminhamentos poderão ser outros. Para cada maioracelerada do líder de mudança, maior freio, brecada, do líder deresistência. Isto porque, muitas vezes, o líder de mudança radicaliza suaspercepções, encaminhamentos, na direção dos ideais do grupo,descuidando do princípio de realidade. Neste momento o líder deresistência traz para o grupo uma excessiva crítica (princípio de realidadeexacerbado), provocando uma desidealização (desilusionamento),produzido assim um contrapeso às propostas do outro. Madalena Freire Linguagem e Expressão
  9. 9. Universidade das QuebradasCaracterísticas da exposição:  Aborda um tema com termos abstratos  Mostra mudança de situação  Organiza-se por relações de analogia, causa, correspondência, etc.  Tempo predominante: presente Linguagem e Expressão
  10. 10. Universidade das QuebradasArgumentaçãoIsto é o que querem "os da elite", que as classes menos favorecidas discutam aimportância ou não de uma ação afirmativa reparadora para a classe C ou D... 1ºQuando criaram um processo de cota que dividia as terras entre os Europeusexistentes no Brasil, ninguém polemizou. 2º Quando disseram que cotas paranegros é inconstitucional, "muitas pessoas" foram a favor sem levarem em contaa existência de cotas para filhos de militares e outras que favorecem a "grandeelite". 3º O debate deveria ser para criarem medidas de acessibilidade para todosos povos desvaforecidos, mas nós ainda ficamos no "EUCENTRISMO” eesquecemos por segundos da desvalorização, agressão, violência física e mental,depreciação e afins feitos pelos povos brancos contra os povos negros e nativos.4º A mestiçagem foi algo criado como lei /Lei do embranquecimento/, logodiscutir mestiçagem é discutir a violência que os brancos fizeram com asmulheres negras durantes anos. Esses pontos podem ser até discutidos, mas sãoverídicos e históricos. Existiram no Brasil e são os pontos de partida para adiscriminação, preconceito, racismo e similares. João Griot, em 22 de novembro de 2012, no Facebook. Linguagem e Expressão
  11. 11. Universidade das QuebradasCaracterísticas da argumentação:  Defende (ou ataca) uma ideia, um produto, etc.  Busca persuadir o leitor/ouvinte  Usa argumentos e outras estratégias de convencimento Linguagem e Expressão
  12. 12. Universidade das QuebradasAgora é sua vez!Qual é o modo de organização destes textos?Em 1993 fomos viajar pelo Rio São Francisco; eu, GuilhermeVasconcelos e Luiz Bolognese. O Guilherme levou GrandeSertão: Veredas, do Guimarães Rosa. Começou a ler em vozalta quando chegamos em Pirapora. Em pouco tempo virouuma disputa, havia só um livro e três leitores. Foi uma viagemde sertão profundo, o rio era o livro e o livro era o rio. No finalcada um foi pra um lado. O livro ficou comigo, quando pegueium ônibus para São Paulo em Penedo, Alagoas. Reli os últimoscapítulos já na Dutra. Beá Meira, numa enquete da Universidade das Quebradas. Linguagem e Expressão
  13. 13. Universidade das QuebradasNinguém nasce sabendo das histórias. Um narrador é aqueleque teve a oportunidade de ouvir muito, tanto que apreendeu,isto é, pescou este peixão simbólico que serve para alimentarentre outras coisas, como compartilhar e agradecer. Coisas quedão valor à vida e garantem a sua sustentação. Esse valor éproduzido na qualidade da relação entre pessoas: adultos,crianças, mestres, discípulos, natureza, sociedade eprincipalmente o eu com o mesmo. É disso que as históriasantigas e longínquas e seus narradores estão falando: a fala dosaber viver, do gosto que a vida tem, de preservar a memóriadesse gosto e de que vale a pena. Rute Casoy, na pré-aula de Linguagem e Expressão. Linguagem e Expressão
  14. 14. Universidade das QuebradasEu sou um sujeito…meio alto/meio baixo, meiogordo/meio magro, que se você encontrasse nomeio de uma multidão, creio que nada chamasse aatenção…mesmo sendo, apesar disso, uma pessoaextremamente peculiar…(ou não, rs). José Carlos Oliveira Soares Junior, ao traçar o seu perfil. Linguagem e Expressão
  15. 15. Universidade das QuebradasAs estratégias e discussões de políticas públicas não devem estarpautadas no pensamento eurocêntrico, que (re)força o senso deuma cultura colonizada. É preciso que o Estado estude, planeje ecrie estratégias, cuja espinha dorsal tenha como ponto de partidamovimentos e ações endógenas. Sabemos que é caro manter umgrande museu, assim como sabemos que esses templos sãoimpositivos e ao mesmo tempo segregados do convívio de grandeparte da população local. Não sou contra os museus-templos,precisamos deles. Concordo que as políticas públicas culturaisdevem caminhar para a inclusão sociocultural nos ditos “grandes”museus, legitimando, no entanto, as ações sociais já existentes eresistentes, especialmente em periferias. As práticas sociais dehumanização, “de afetos”, nos museus, não podem passar a “existir”para o Estado somente através das grandes instituições. Pablo Ramoz, em post de 16/10/2012. Linguagem e Expressão

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