Marketing de Varejo - Localização - Aula 3

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Marketing de Varejo - Aula 3 - Localização

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Marketing de Varejo - Localização - Aula 3

  1. 1. Marketing de Varejo Ueliton Leonidio 1 Aula 3 Localização
  2. 2. Mattar, 2011 Programa da Disciplina 1. O Varejo no Brasil e no Mundo – Origem, Conceito, Funções e Desenvolvimento 2. As Ferramentas do Marketing Ajustada ao Varejo – Classificação do varejo – Administração varejista – Localização, Compras, Análise da Concorrência, Segmentação, Tomada de Decisão –Mix de Marketing – Produtos, Preço, Promoção, Distribuição 3- Perspectivas do Varejo no Brasil – Novas Tecnologias e Tendências 2
  3. 3. Mattar, 2011 Localização no Varejo Uma das decisões estratégicas mais importantes para o varejo físico 3 É a primeira consideração do consumidor no processo de escolha da loja. Permite criar diferenciais competitivos. É a variável do composto varejista mais difícil de ser alterada. A má localização gera uma desvantagem competitiva muito difícil de ser superada.
  4. 4. Mattar, 2011 Conceitos Iniciais 4 •São extensas áreas geográficas que contêm mercados regionais. A dimensão de uma região de mercado é variável e pode incluir um país (China), vários países (América do Sul), um estado (Paraná), vários estados (Região Sul do Brasil), um município (Bauru), vários municípios (Região de Bauru). Regiões de mercado •São áreas geográficas menores, contidas em uma região de mercado determinada, onde existem atividades de comércio. Em um estado podem ser os diversos municípios; em um grande município podem ser seus diversos distritos; em um distrito podem ser diversos bairros; em um bairro pode ser uma determinada rua. Áreas de comércio •São os diversos espaços físicos (terrenos, prédios, armazéns e lojas desocupadas existentes) em uma área de comércio onde poderá ser instalada uma nova loja. Locais para a loja
  5. 5. Mattar, 2011 Sequência de decisões para a localização de lojas de varejo de empresa com atuação nacional •Existência de mercado •Nível e tipo de competição existente •Disponibilidade de locais •Custos (aquisição ou aluguel) •Acessibilidade •Facilidade de estacionamento •Disponibilidade de mídias para comunicação com o público-alvo •Aspectos legais, etc. 5 Pontos a serem considerados no processo de localização no varejo
  6. 6. Mattar, 2011 Processo de localização no varejo •Identificação de regiões de mercado –Envolve decisões de macrolocalização, onde a preocupação fundamental é com a identificação da existência de efetivo mercado para o varejo na região a ser explorada. –Informações a serem levantadas: –Tamanho da população –Densidade populacional –Estratos socioeconômicos e o poder de compra de cada um –Renda disponível: familiar, per capita, total –Ocupações –Nível educacional –Distribuição etária
  7. 7. Mattar, 2011 Fontes de informações secundárias para identificação de regiões de mercado
  8. 8. Mattar, 2011 Informações População residente, por Grandes Regiões, segundo o sexo e os grupos de idade – 2011/2012 8 Fonte: IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. PNAD – Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
  9. 9. Mattar, 2011 Informações Domicílios particulares permanentes, por existência de alguns bens duráveis, segundo as Unidades da Federação - 2011-2012 9 Fonte: IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. PNAD – Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
  10. 10. Mattar, 2011 Informações Domicílios particulares permanentes, por existência de alguns bens duráveis, segundo as Unidades da Federação - 2011-2012 10 Fonte: IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. PNAD – Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
  11. 11. Mattar, 2011 Informações Pessoas de 15 anos ou mais de idade, por Grandes Regiões, segundo o sexo e as classes de rendimento mensal - 2012 11
  12. 12. Mattar, 2011 Dados do IPC Maps 12
  13. 13. Mattar, 2011 Potenciais de consumo por tipo de despesa ou classe de produtos nas Grandes Regiões do Brasil e no Total do Brasil 13
  14. 14. Mattar, 2011 Determinação do mercado potencial O varejista deve efetuar avaliações dos potenciais de mercado de cada uma para verificar qual é a região certa para instalar uma (ou mais de uma) nova loja. 14 •Métodos para determinar os mercados potenciais de regiões de mercado –IPC – Índice de Poder de Compra. –Potencial de Mercado. –Proporção em Cadeia. –IAC – Índice de Atividade de Vendas. –ABC. –Geodemográfico.
  15. 15. Mattar, 2011 Determinação do mercado potencial •Método IPC – Índice do Poder de Compra –Trata-se de um porcentual que procura representar o poder de compra da região de mercado avaliada em relação ao total de mercado do qual ela faz parte. Para seu cálculo devem ser selecionadas diversas variáveis (ou indicadores) que têm relação com o poder de compra 15 Fórmula para o cálculo do IPC Sendo: –IPC = Índice de Poder de Compra. –Vi = Variáveis ou indicadores considerados. –Pi = Pesos das variáveis ou indicadores.
  16. 16. Mattar, 2011 Exemplo de utilização do método IPC • Para o setor de varejo em que a empresa do exemplo atua, foram consideradas relevantes as variáveis: % da população (P), % de recolhimento de ICMS (ICMS), % de consumo de energia elétrica (EE), % da frota de automóveis (A), sempre considerando as variáveis da área em estudo como porcentagem do total nacional. • Os valores obtidos, através de informações secundárias, para cada variável foram: P = 1,2%; ICMS = 1,6%; EE = 1,8%; A = 2,0%, aos quais foram atribuídos, respectivamente, os pesos: 3,5; 3; 2; e 1,5. IPC = 1,56%
  17. 17. Mattar, 2011 Conclusão do exemplo do método IPC •A conclusão é de que a região avaliada tem uma estimativa do poder de compra para o negócio do varejista de 1,56% do poder de compra nacional respectivo. •Basta aplicar este porcentual ao potencial de consumo nacional desse setor, para se chegar ao potencial de consumo estimado da região avaliada. •Para completar o exemplo, admitindo-se que o setor estudado seja o de vestuário confeccionado, cujo potencial de consumo nacional foi, em 2008, de R$ 58.550 milhões, o potencial de consumo estimado da área de mercado estudada será de 1,56% de R$ 58.550 milhões, resultando em R$ 913.380. R$ 58.550.000,00 X 1,56% = R$ 913.380,00
  18. 18. Mattar, 2011 Potenciais de consumo por tipo de despesa ou classe de produtos nas Grandes Regiões do Brasil e no Total do Brasil em 2008, em R$ milhões Exemplos de informações secundárias para identificação de regiões de mercado Base para o exemplo IPC Fonte: IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. PNAD – Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, 2007/2008.
  19. 19. Mattar, 2011 Potenciais de consumo por tipo de despesa ou classe de produtos nas Grandes Regiões do Brasil e no Total do Brasil em 2008, em R$ milhões Fonte: Target Marketing. In: SuperHiper Panorama. Revista da ABRAS – Associação Brasileira de Supermercados, p. 56, São Paulo, 2009. Exemplos de informações secundárias para identificação de regiões de mercado Base para o exemplo IPC
  20. 20. Mattar, 2011 Método do Potencial de Mercado Visa construir uma estimativa do potencial de mercado através da identificação da estimativa do número de compradores de um setor varejista e do gasto médio por comprador desse setor (ou de um produto ou serviço) em um período de tempo, sob determinadas condições. •Onde: –PM = Potencial de mercado. –n = Número de compradores de um setor varejista, em uma determinada região, durante um determinado período de tempo, sob determinadas condições. –g = Gasto médio por comprador desse setor varejista, na região avaliada e no período de tempo considerado.
  21. 21. Mattar, 2011 Exemplo da utilização do Método do Potencial de Mercado •O potencial de mercado para o setor de farmácias em uma cidade de 50.000 habitantes localizada no Nordeste e, para outra do mesmo porte, localizada no Sudeste, seria: Obtidos dividindo-se o potencial de consumo de medicamentos das Regiões Nordeste e Sudeste pelas respectivas populações. PMNE = 7.471.000.000 x R$ 54.493.000,00 = R$ 137,10 x 50000 = R$ 6.855.008,90 PMSE = 20.919.000.000 x R$ 79.800.000,00 = R$ 262,14 x 50000 = R$ 13.107.142,86
  22. 22. Mattar, 2011 Exemplos de informações secundárias para identificação de regiões de mercado Base para o exemplo Potencial de Mercado Fonte: IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. PNAD – Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, 2007/2008.
  23. 23. Mattar, 2011 Método da Proporção em Cadeia É uma variação do Método do Potencial de Mercado e consiste em partir de um número básico e multiplicá-lo por diversas porcentagens de ajustamento, até se chegar ao potencial de mercado da área estudada. Procedimento para determinar o potencial de mercado de uma região para o setor de farmácias, para determinado período de tempo e em um determinado ambiente de negócios:
  24. 24. Mattar, 2011 Método do IAC – Índice de Atividade de Vendas O IAC é calculado com base em dados estatísticos disponíveis sobre vendas de diferentes regiões de interesse para o varejista. Consiste em calcular um número relativo utilizado como estimador comparável dos potenciais dessas regiões •Sendo: –% de v = % das vendas no varejo da região estudada em relação ao total de vendas no varejo do Brasil (ou estado, região do estado, município etc.). –% de p = % da população da região estudada em relação ao total da população do Brasil (ou estado, região do estado, município etc.). De duas regiões ou áreas de comércio estudadas com, respectivamente, V1 = 15% e V2 = 20% e P1 = 20% e P2 = 15%, os respectivos IACs serão: IAC1 = 0,75 e IAC2 = 1,33, ou seja, a segunda tem 77,3% mais atividades de vendas do que a primeira e, consequentemente, maior potencial de mercado. 1,33 / 0,75 = 77%
  25. 25. Mattar, 2011 Método ABC Consiste simplesmente em hierarquizar em uma lista as regiões ou áreas de mercado segundo variáveis como: população, população economicamente ativa, vendas no varejo, nível de emprego, renda disponível, número de residências e inúmeras outras. Classificam-se as regiões ou áreas de mercado consideradas em três grupos, segundo a importância em relação à variável selecionada em mercados A, B e C.
  26. 26. Mattar, 2011 Método Geodemográfico Os varejistas e os fornecedores de informações aos varejistas têm à sua disposição, softwares de SIG – Sistemas de Informações Geográficas (GIS – Geographic Information System) que permitem a combinação de mapas (ou imagens) geográficos digitalizados com informações e dados das regiões estudadas. Saiba Mais
  27. 27. Mattar, 2011 Exemplo do Método Geodemográfico
  28. 28. Mattar, 2011 Atividade concorrencial Uma das formas objetivas de medir o nível de ação concorrencial em uma região ou área de comércio é através da determinação da saturação de varejo existente para um determinado setor de varejo ou para determinado produto ou linha de produtos. O conceito de saturação do varejo parte do pressuposto de que qualquer região ou área de comércio, com determinado potencial de mercado, pode comportar apenas um número máximo de m2 de espaço de área de vendas para um determinado setor de varejo ou para determinado produto ou linha de produtos. ISV – Índice de Saturação do Varejo Mede o potencial de vendas por m2 da área de vendas de uma particular região ou área de comércio para um determinado setor de varejo ou para determinado produto ou linha de produtos. Relaciona um indicador do potencial de mercado com um indicador da oferta existente.
  29. 29. Mattar, 2011 Fórmula para cálculo do ISV Sendo: – ISV = Índice de Saturação do Varejo. – C = Número de consumidores potenciais para um determinado setor de varejo ou para determinado produto ou linha de produtos em uma região ou área de comércio. – GV = Gastos médios no período em R$ em um determinado setor de varejo ou para determinado produto ou linha de produtos em uma região ou área de comércio. – E = Total dos espaços de área de vendas em m2 alocados em um determinado setor de varejo ou determinado produto ou linha de produtos em uma região ou área de comércio. • Três áreas de mercado são candidatas para a instalação de uma nova loja, com 4.000 m2 de área de venda, de uma rede de supermercados: – Área 1, Área 2 e Área 3, cujos dados estão na tabela abaixo, linhas 1 a 4. Qual área é mais atrativa?
  30. 30. Mattar, 2011 Área de influência Área de influência é uma área geográfica que contém os consumidores de uma empresa particular ou de um grupo de empresas para bens ou serviços específicos (AMA – American Marketing Association). Uma área de comércio pode ser dividida em três partes em função da dispersão geográfica dos consumidores em torno dela: áreas de influência primária, secundária e terciária. Fonte: Adaptada de Berman, Barry; Evans, Joel R. Retail Management – A strategic approach. 9th ed. New Jersey: Prentice Hall, 2004:222.
  31. 31. Mattar, 2011 Delineando uma área de influência para uma loja existente O tamanho, o perfil e as características de uma área de influência para uma loja existente (ou área de comércio, centro comercial natural ou shopping center) podem usualmente ser delineados com bastante precisão e rapidez através da utilização de dados secundários internos e externos ou de dados primários através da realização de estudos especiais. Os endereços dos clientes podem ser obtidos nos bancos de dados da(s) loja(s), além de outras informações como: frequência de compra e valores da compra. Se o varejista não dispuser de registros sobre os clientes, a área de influência deverá ser delineada através de dados primários.
  32. 32. Mattar, 2011 Exemplo de delineamento de áreas de influência •Determinar as áreas de influência de cinco diferentes lojas de uma mesma rede de supermercados, em São Paulo - SP, cada uma com tamanho diferente da área de vendas. Para cada loja, foi selecionada, de forma probabilística, uma amostra de 800 clientes. A área de influência foi mapeada por georreferenciamento com base nos endereços das residências dos clientes ativos sorteados do banco de dados de cada loja. •Mapas computadorizados da Grande São Paulo foram utilizados, facilitando o cálculo da distância entre a loja e a residência de cada cliente pesquisado. O tamanho da loja foi medido em m2 da área de vendas e a densidade populacional foi determinada no raio de 1 km em torno de cada loja, com dados do censo demográfico do IBGE de 1991. Na tabela “Porcentagem acumulada de clientes de cada loja em raios concêntricos”, estão as porcentagens do número de clientes de cada loja para vários tamanhos do raio da área de influência, variando de 0,5 km em 0,5 km, começando em 0,5 km até mais de 3,5 km, mostrando que cada loja tem um tamanho diferente para a área de influência. Fonte: Parente, Juraci; Kato, Heitor T. Área de Influência: um estudo no varejo de supermercados. RAE – Revista de Administração de Empresas, v. 41, n. 2, p. 50, abr./jun., 2001.
  33. 33. Mattar, 2011 Porcentagem acumulada de clientes de cada loja em raios concêntricos Fonte: Parente, Juraci; Kato, Heitor T. Área de Influência: um estudo no varejo de supermercados. RAE – Revista de Administração de Empresas, v. 41, n. 2, p. 50, abr./jun., 2001. Exemplo de delineamento de áreas de influência
  34. 34. Mattar, 2011 Delineando uma área de influência para uma nova loja A determinação do tamanho, perfil e características da área de influência para uma nova loja deve ser realizada de forma diferente, pois não há dados secundários internos disponíveis. Modelo de analogia •Compreende efetuar estimativas de projeções para uma nova loja com base: •Informações obtidas de lojas similares existentes na região; •Na previsão do comportamento dos concorrentes com um novo concorrente; •Na expectativa de participação da nova loja no mercado da região; •No tamanho e densidade da área de influência primária do local. Modelo de regressão •Estima o potencial de mercado da área através da relação com uma série de variáveis independentes de cada local em uma formulação matemática como: tamanho da população, renda média, número de residências e número de concorrentes. Modelo gravitacional •É baseado na premissa de que os consumidores, diante de várias opções de lojas em diferentes locais, vão à loja mais próxima e mais atrativa realizar suas compras. •Neste modelo estão presentes as variáveis: imagem da loja, distância (ou tempo) entre as residências dos consumidores e os locais onde estão os concorrentes e a distância (ou tempo) entre as residências dos consumidores e um dado local para ser instalada a loja.
  35. 35. Mattar, 2011 Problema na definição da localização pode ocorrer quando se tem mais de uma área de comércio (cidades, shopping centers, bairros, lojas) em uma mesma região que concorrem entre si. Para resolver este problema foram desenvolvidos os chamados modelos gravitacionais, inicialmente por Reilly, em 1929, aperfeiçoados por Converse, em 1949, e Huff, em 1964. Atração gravitacional
  36. 36. Mattar, 2011 Permite ao varejista determinar o ponto de indiferença entre duas áreas de comércio concorrentes em uma mesma região. O ponto de indiferença é o ponto de equilíbrio entre duas áreas e significa que, para o consumidor residente neste ponto, é indiferente efetuar compras em um ou outro local. Esse método parte do pressuposto que, quanto mais próxima e atrativa for uma área de comércio, maior será a preferência do consumidor por ela, em comparação a outra na mesma região. Método Converse ou lei da gravitação do varejo • Onde: – PEab = Ponto de equilíbrio (em km) entre as áreas de comércio a e b. – d = Distância (em km) entre as áreas de comércio a e b. – Pa = População da maior área de comércio. – Pb = População da menor área de comércio.
  37. 37. Mattar, 2011 Exemplo de aplicação do Método Converse • Uma empresa varejista pretende instalar uma loja em uma região onde ainda não está presente. Nesta região, através de informação secundária, identificou cinco diferentes cidades interligadas por rodovias, como áreas de comércio interessantes e que concorrem entre si. • A empresa pretende determinar quais seriam os pontos de indiferença em relação às outras quatro cidades se resolvesse localizar uma nova loja na localidade A. • Para tanto, recorreu ao Método Converse. Dados das populações e distâncias para a aplicação do Método Converse
  38. 38. Mattar, 2011 •A utilização da fórmula do Método Converse para esses dados resulta nos seguintes pontos de indiferença (ou de equilíbrio) entre a localidade A e as demais: –PEab = 20 / (1 + √ 400.000/400.000) = 10 km medidos a partir da localidade A no sentido de B. –PEac = 15 / (1 + √ 400.000/200.000) = 6,2 km medidos a partir da localidade A no sentido de C. –PEad = 10 / (1 + √ 400.000/150.000) = 3,8 km medidos a partir da localidade A no sentido de D. –PEae = 5 / (1 + √ 400.000/100.000) = 1,7 km medidos a partir da localidade A no sentido de E. Exemplo de aplicação do Método Converse •A variável população pode ser substituída pelo somatório das áreas de venda de todos os varejistas de cada área. •A variável distância pode ser substituída por tempo de deslocamento (em minutos) e o ponto de indiferença será obtido em tempo. •A concentração (ou dispersão) da população de cada área é desprezada no modelo. Observações ao Método Converse
  39. 39. Mattar, 2011 Utiliza diversas variáveis, simultaneamente, para determinar a melhor localização de uma loja, tais como: tempo de viagem da residência até cada alternativa de localização possível; variedade de itens oferecidos de uma mesma categoria de produto; sensibilidade ao tempo de deslocamento em função da categoria de compra do cliente; área total de vendas em m2 de uma área de comércio alocada a uma categoria de produtos. Método Huff
  40. 40. Mattar, 2011 Fórmula do Método Huff • Onde: – Pyj = Probabilidade do consumidor de se deslocar de sua residência até um determinado local de compra. – Sj = Somatório dos espaços de venda de todos os varejistas de uma determinada área de comércio alocada a uma categoria de produtos. – Tij = Tempo médio de deslocamento do consumidor de sua residência até um determinado local de compra. – ∂ = Parâmetro para estimar os efeitos do tempo de deslocamento para diferentes tipos de compra (a ser determinado por pesquisas de marketing ou simulações em computador). – n = Número de diferentes locações de áreas de comércio existentes. S egundo Huff (1964), o parâmetro ∂ varia de acordo com o tipo de produto vendido. Por exemplo, em um estudo com lojas de móveis, foi encontrado um valor ideal de 2,723, e para lojas de roupas, 3,191. O valor desse parâmetro está ligado à quantidade de tempo que um consumidor está disposto a gastar para se deslocar na compra de um produto. Quanto maior o valor estimado de ∂, menor é o tempo que o consumidor está disposto a gastar. Portanto, quanto maior o valor de ∂, mais restrito será o escopo da área de influência
  41. 41. Mattar, 2011 Após levantamentos de informação secundária a empresa varejista em questão chegou a três possíveis locais para uma nova loja de confecções femininas em uma área de comércio potencialmente interessante. Exemplo de aplicação do Método Huff •Local 1: - Somatório dos espaços de venda alocados a confecções femininas = 400 m2. - Tempo médio de deslocamento da consumidoras: 10 minutos. •Local 2: - Somatório dos espaços de venda alocados a confecções femininas = 600 m2. - Tempo de deslocamento das consumidoras: 20 minutos. •Local 3: - Somatório dos espaços de venda alocados a confecções femininas = 800 m2. - Tempo de deslocamento das consumidoras: 30 minutos. Pesquisa de marketing realizada na região apontou que o parâmetro para estimar os efeitos do tempo de deslocamento para confecções femininas é ∂ = 2.
  42. 42. Mattar, 2011 Aplicação da fórmula com resultados para cada área: Exemplo de aplicação do Método Huff Resultados do exemplo do método Huff: • De cada 100 mulheres residentes, respectivamente, nas localidades 1, 2 e 3, 63 deverão efetuar compras de confecções femininas no local 1; 23 no local 2; e apenas 14 no local 3. • Para a complementação, cálculos semelhantes devem ser efetuados com os tempos de deslocamento de 5, 10, 15, 20, 25 e 30 minutos. • Os porcentuais obtidos para cada tempo em cada área devem ser aplicados à população da área e somados para se obter o número potencial de consumidores predispostos a adquirir essa classe de produtos em cada área. • O local que apresentar o maior número de consumidores potenciais deverá ser o selecionado À medida que só pode ser aplicado para um determinado tipo de varejo ou determinado produto ou linha de produtos, é muito útil para lojas especializadas, mas não pode ser aplicado para lojas que trabalham com variedade de produtos ou de linhas de produtos diversas. O tempo de deslocamento depende do tipo de transporte a ser utilizado.
  43. 43. Mattar, 2011 Princípios a serem considerados na avaliação de locais para uma nova loja •Diz respeito às qualidades específicas de um local de comércio, que determina sua capacidade para interceptar consumidores quando se locomovem de um lugar para outro. •A intercepção tem dois elementos distintos: a região origem e a região destino do consumidor. 43 Intercepção •Determinar as regiões de origem e destino. •Determinar o trajeto conectando essas regiões (ruas, avenidas, estradas etc.). •Determinar o volume de pessoas que percorrem esse trajeto de origem e destino em determinado período de tempo. •Encontrar pontos apropriados para a loja ao longo desse trajeto. •Avaliar a magnitude e qualidade das regiões, trajeto e pontos. •Determinar qual o melhor ponto a ser instalada a loja para funcionar como interceptadora de consumidores. Providências na intercepção para localização de uma loja
  44. 44. Mattar, 2011 Princípios a serem considerados na avaliação de locais para uma nova loja •Este princípio indica que um aglomerado de varejistas, exercendo atividades similares ou complementares, tem maior poder de atração sobre os consumidores do que varejistas similares ou complementares, dispersos e isolados. 44 Acumulação atrativa •Rua da Consolação Lustres e iluminação (SP) •Rua São Caetano Vestidos de noivas (SP) •Rua Santa Efigênia Material elétrico e eletrônico (SP) •Bingen Móveis (Petrópolis) Exemplos
  45. 45. Mattar, 2011 Princípios a serem considerados na avaliação de locais para uma nova loja 45 Congestionamento de lojas Resulta da diminuição da mobilidade das pessoas e veículos na área, resultantes do crescimento do centro comercial, desencorajando novos e atuais consumidores a irem ao local. Na utilização do princípio do congestionamento para a localização de loja o avaliador deve estimar se o tráfego de pessoas e de veículos na região já não ultrapassou o nível a ponto de prejudicar os negócios. Essa avaliação deve ser feita concomitantemente com a verificação da existência de opções próximas menos congestionadas.
  46. 46. Mattar, 2011 É o mais básico dos princípios para localização de loja e estabelece que, quanto mais facilmente os consumidores potenciais possam chegar, entrar, percorrer e sair de um local, mais facilmente estarão predispostos a visitá-lo para realizar compras. 46 Acessibilidade Princípios a serem considerados na avaliação de locais para uma nova loja Ocorre quando diferentes negócios varejistas localizados em um mesmo centro comercial forem complementares e próximos como: uma padaria, um açougue, uma farmácia, um pet shop, uma lavanderia... Na utilização do princípio da compatibilidade para a localização de loja o avaliador deve levantar as atividades de comércio existentes e verificar se a atividade da nova loja será ou não compatível. Compatibilidade
  47. 47. Mattar, 2011 Método da Lista de Verificação Ponderada para avaliação de locais Para a utilização deste método, deve ser formada uma lista de fatores de localização aos quais devem ser atribuídos pesos de acordo com a importância dos mesmos. Fatores a considerar na avaliação de locais •Aspectos demográficos locais: –Base e perfil populacional. –Renda familiar. –Número e tipos de residências. –Porcentual da população que faz parte do público-alvo. –Característica do estilo de vida da população.
  48. 48. Mattar, 2011 Método da Lista de Verificação Ponderada para avaliação de locais Fatores a considerar na avaliação de locais •Estrutura e compatibilidade do varejo local: –Nível de congestionamento de lojas. –Número e tipos de lojas. –Número, porte e força dos concorrentes diretos. –Proximidade de outras áreas comerciais. –Atividades cooperadas de interesse mútuo dos varejistas –Nível de acumulação atrativa. –Nível de compatibilidade. –Afinidade no posicionamento. –Complementaridade com outros varejistas
  49. 49. Mattar, 2011 Método da Lista de Verificação Ponderada para avaliação de locais Fatores a considerar na avaliação de locais •Fluxo de trânsito de veículos e acessibilidade: –Número de veículos. –Tipo de veículos. –Disponibilidade e facilidade de estacionamento. –Fluidez do trânsito: oQuantidade de grandes vias de trânsito. oNúmero de pistas nas grandes vias de trânsito. oFluxo direcional das vias de trânsito oLimite de velocidade. oNúmero e tipos de aparelhos de controle de tráfego. oAcesso às vias principais. oQualidade das principais vias de acesso. oNível de congestionamento na área. oExistência de barreiras limitantes na área de influência como: pontes, viadutos, linhas férreas, autopistas etc. oNúmero de intersecções.
  50. 50. Mattar, 2011 Método da Lista de Verificação Ponderada para avaliação de locais Fatores a considerar na avaliação de locais •Disponibilidade e frequência de transportes públicos. •Tráfego de pedestres: –Número de pessoas. –Tipos de pessoas. •Características do local específico (ponto): –Número de vagas de estacionamento disponíveis. –Distância entre o(s) estacionamento(s) e o local da loja. –Visibilidade do ponto. –Posição do local (esquina ou meio do quarteirão). –Tamanho do local. –Formato do local. –Estado de conservação da construção. –Qualidade das entradas e saídas.
  51. 51. Mattar, 2011 Método da Lista de Verificação Ponderada para avaliação de locais Fatores a considerar na avaliação de locais –Termos e custos de ocupação: oCusto do aluguel ou de aquisição. oCusto de condomínio. oPeríodo de arrendamento e cláusulas restritivas e de renovação. oLimitações de horários. oFacilidades existentes. -Fatores legais: oTipo de zoneamento. oImpostos locais. oRestrições à operação (horários de funcionamento, horários para carga e descarga, horários e restrições para circulação de veículos de carga etc.).

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