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  1. 1. Escola Superior de Propaganda e Marketing Projeto de Graduação ESPM - 2006/2 Com você por toda a cidade Ana Zerlotti Sarkovas 10310330 Daniela Mari Mochida 10310001 Gabriela Serio 10310277 Renata Aguiar Ribeiro 10310114 Yara Sanae Ohashi 10310457 Orientador: Otávio Ribeiro Orientador:
  2. 2. 2 3
  3. 3. 4 5 Índice Sumário Executivo Sumário Executivo 9 9 1. A URBANIZAÇÃO DE SÃO PAULO 1. A URBANIZAÇÃO DE SÃO PAULO 12 12 2. O TRANSPORTE URBANO 2. O TRANSPORTE URBANO 16 16 Carro Carro 17 17 Táxi Táxi 17 17 Moto Moto 17 17 Ônibus fretado Ônibus fretado 17 17 A inadequação da rede de transporte A inadequação da rede de transporte 18 18 O transporte público coletivo O transporte público coletivo 21 21 - Governo Federal 21 - Governo do Estado de São Paulo 22 - Agência Reguladora de Transporte do Estado de São Paulo (ARTESP) 22 - Secretaria de Estado dos Transportes 22 - Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos 22 - Prefeitura de São Paulo 22 - Secretaria Municipal dos Transportes 23 - CET 23 - Metrô de São Paulo 26 - CPTM 26 - EMTU-SP 26 O ônibus como meio de transporte essencial O ônibus como meio de transporte essencial 28 28 para o funcionamento da cidade para o funcionamento da cidade 3. A SPTRANS 3. A SPTRANS 30 30 Missão Missão 32 32 Como a SPTrans define seu negócio Como a SPTrans define seu negócio 32 32 Visão Visão 32 32 Organograma Organograma 32 32 O Departamento de Marketing 32 O Departamento de Recursos Humanos 37 São Paulo dividida em 8 áreas São Paulo dividida em 8 áreas 39 39 Bilhete Único Bilhete Único 43 43 As possíveis integrações do Bilhete Único Integrado 44
  4. 4. 6 7 Equipamentos de transferência Equipamentos de transferência 47 47 7. PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO 7. PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO 98 98 Passa-rápido Passa-rápido 50 50 O posicionamento pretendido da SPTrans O posicionamento pretendido da SPTrans 100 100 Principais vantagens 50 O percurso SPTrans O percurso SPTrans 102 102 site site 52 52 Educação Educação 104 104 Escopo do site 52 Gestão Gestão 105 105 156 156 53 53 Mobilidade Mobilidade 105 105 Os operadores do transporte público Os operadores do transporte público 55 55 sobre rodas sobre rodas 55 55 8.PLANO DE AÇÃO 8.PLANO DE AÇÃO 106 10 6 Cálculo 56 Objetivo geral Objetivo geral 108 108 Receitas e despesas 58 Objetivos secundários Objetivos secundários 108 108 Investimentos Investimentos 60 60 Programa Programa 109 109 Expresso Tiradentes 60 Ponto a Ponto Ponto a Ponto 109 109 Linha expressa Parque D. Pedro - Cidade Tiradentes 60 Programa Ponto a Ponto Programa Ponto a Ponto 109 109 Combate às fraudes e ao uso indevido do Bilhete Único 62 Conceito 109 Terminais existentes e em projeto 63 Mensuração, avaliação e aperfeiçoamento do plano 110 Desenvolvimento tecnológico Desenvolvimento tecnológico 64 64 1. Primeiro ponto 111 2. Segundo ponto 1274. A SPTRANS E OS USUÁRIOS DO TRANSPORTE PÚBLICO SOBRE RODAS4. A SPTRANS E OS USUÁRIOS DO TRANSPORTE PÚBLICO SOBRE RODAS 66 66 Defesa de criação Defesa de criação 154 154 Cronograma Cronograma 15 6 15 65. DIAGNÓSTICO5. DIAGNÓSTICO 73 73 Análise Financeira Análise Financeira 162 162 Matriz de oportunidades Matriz de oportunidades 75 75 do Plano de Ação do Plano de Ação 162 162 Matriz de ameaças Matriz de ameaças 76 76 Custos do Plano Custos do Plano 162 162 Lista de verificação para análise de forças/fraquezas Lista de verificação para análise de forças/fraquezas 77 77 Análise de público-alvo Análise de público-alvo 82 82 GLOSSÁRIO GLOSSÁRIO 165 165 Poder 82 Legitimidade 82 Urgência 82 BIBLIOGRAFIA BIBLIOGRAFIA 168 168 Os públicos de interesse da SPtrans Os públicos de interesse da SPtrans 83 83 Usuários 83 ANEXO - PESQUISA ANEXO - PESQUISA 170 170 Colaboradores 84 Operadores 85 Congêneres 86 Comunidade 87 Governo 88 Imprensa 906. PROGNÓSTICO6. PROGNÓSTICO 94 94 Conclusão 97
  5. 5. 8 9 SUMÁRIO EXECUTIVO SUMÁRIO EXECUTIVO Todos os dias, quase 7 milhões de pessoas utilizam extremamente estratégico para a SPTrans, alinhado o ônibus como meio de transporte no município de ao novo posicionamento da empresa, de uma São Paulo. O ônibus é o meio para o trabalho, o organização pública prestadora de serviço orientada lazer, a cultura e a educação. para o cidadão. A SPTrans é o órgão que coordena o trabalho dos 15 O desafio está em adaptar o conhecimento voltado mil veículos que circulam por São Paulo. É também na maior parte das vezes para empresas privadas, de sua responsabilidade fiscalizar o sistema e para uma organização com atuação pública, garantir, junto aos operadores de ônibus, a prestação diversas limitações à mudanças e com grande do serviço. complexidade econômico-financeira. Apesar de representar o transporte público com maior capilaridade e abrangência do município, o ônibus, junto ao trem metropoilitano, é apontado como a última opção de locomoção. Sua flexibilidade para expansão da malha e o suporte que oferece para as atividades urbanas acabam ofuscados pelo mau atendimento oferecido para a população e pela comparação com o Metrô, o meio de transporte público coletivo que apresenta a maior taxa de aprovação, que já alcança a marca de 90%. A mesma taxa, aplicada ao ônibus, é de 52%, segundo dados de 2005 da Agência Nacional dos Transportes Públicos. A demanda por transporte coletivo em São Paulo, no entanto, não pode esperar e não será completamente atendida pela expansão da malha metroviária, cuja distribuição resume-se ao centro expandido da cidade. Soma-se a isso, alguns fatos alarmantes. Em São Paulo, já existe 1 carro para cada 2 pessoas. O ônibus é o único meio capaz de garantir, a um menor custo e maior agilidade, a mobilidade no município, imprescindível para o seu desenvolvimento sustentável e para a qualidade de vida da população. A SPTrans tem papel fundamental nesse processo. Enxergando o funcionamento do sistema de transporte público sobre rodas como uma série de engrenagens, o plano de ação proporcionará uma nova experiência de uso do serviço. O investimento num novo conceito de relacionamento com os públicos de interesse é não apenas crucial, mas
  6. 6. 10 11
  7. 7. 131. A urbanizaçãode São Paulo:crescimento rápidoe desestruturadoA expansão territorial e demográfica acelerada que Hoje, o Estado de São Paulo conta com 40São Paulo - que até então se concentrava na área milhões de habitantes. É o Estado com maiorcentral -, experimentou no final do século XIX foi a contingente populacional e somente a capitalgrande responsável pela desorganização da cidade. responde por quase 10% do PIB nacional e 29% doImigração, cortiços, epidemias, novas ruas e PIB do Estado. São Paulo concentra 27,5% dosempreendimentos, como o Viaduto do Chá, habitantes do Estado2 e, dessa parcela, quase 6começaram a se tornar cada vez mais comuns. Em milhões de pessoas fazem parte da população1900, o primeiro prefeito, Antônio Prado, dá início economicamente ativa.a um programa de modernização urbana. Junto comesse desenvolvimento, aparecem tensões sociais A cidade de São Paulo é o mais importantecrescentes evidenciadas pelas greves de 1917-1918 pólo da economia brasileira. Desempenha funçõese pela revolução de 1924. de centro financeiro, sede de grandes corporações e base de complexas redes de serviço de alta A partir de 1940, com a expansão especialização. Apesar de a indústria ter sido o fatorpopulacional e o desenvolvimento industrial, a de desenvolvimento da capital paulista ao longo daspopulação de baixa renda muda-se para zonas décadas, hoje, o setor de serviços é o de maior pesoperiféricas. Sem nenhuma infra-estrutura, constrói na economia do município, representando cerca desuas casas próprias com mutirões em terrenos ilegais. 40% dos postos de trabalho disponíveis e gerandoGrandes distâncias passam a separar os diferentes R$ 51,5 bilhões. Já o setor industrial absorve 16%grupos sociais. Percebendo esse movimento, Prestes do total de empregos disponíveis na cidade,Maia constrói as grandes avenidas e muda o sistema gerando R$ 36,7 bilhões3.de transportes para atender ao padrão periférico dedesenvolvimento. É consolidado então, o modelo Hoje, a capital é administrada por 31expansionista, rodoviarista e verticalizador. Entre subprefeituras espalhadas por 5 grandes regiões1940 e 1960, enquanto a população da cidade (Leste, Oeste, Norte, Sul e Centro), subdivididas emcentral aumentava 171%, os seus arredores cresciam distritos.364%1.1 LANGENBUCH, Richard. A estruturação da Grande São Paulo: estudo da geografia urbana. São Paulo: Biblioteca Geográfica Brasileira, 1971.IBGE. Estimativas populacionais para os municípios brasileiros em 1/7/2005.2Fundação Seade. Pesquisa da Atividade Econômica Paulista - Paep 1996 e 2001.3
  8. 8. 14 15 A Região Oeste, representada por Morumbi,Pinheiros, Alto de Pinheiros, Lapa, Perdizes, Itaim Essa realidade de individualismo éBibi, concentra a maior renda: em média, 10 salários concretizada ainda mais pelo aumento da opçãomínimos. É onde se concentra a maior opção de pelo transporte individual, o automóvel, que desdelazer e serviços. Já as regiões periféricas (Aricanduva, os anos 30 contribui para o individualismo e para aCarrão, Perus, Pirituba, Itaquera) têm como média de perda do uso do espaço público. O automóvelrenda de 1 a 3 salários mínimos. Nessas regiões aumenta a sensação de proteção particular. Daí oincidem os maiores índices de violência, com número crescente de aparatos de segurança emtransporte público precário ou insuficiente4. As veículos, como insulfilm, radar e blindagem. Aregiões centrais (Sé, República, Santa Cecília, entre valorização do automóvel ganha força com as feirasoutros) têm uma renda média de 3 a 5 salários, sendo automobilísticas, as corridas e a comunicação deo salário mensal médio do trabalhador da cidade de grandes marcas, que cada vez mais apresentam oSão Paulo, com carteira assinada, em torno de 1.230 veículo automotivo como fonte de status e forma dereais. ostentação individual. Nos últimos 10 anos, a melhoria urbanística O ônibus, por sua vez, é identificado comona periferia aumentou o custo de vida nessa área, o ícone do funcionamento da cidade. Prova disso sãoque provocou a mudança das famílias para cortiços as rebeliões urbanas que muitas vezes depredam osna região central, zonas mais periféricas ainda ou ônibus como forma de atingir a rotina da cidade.Aentão para favelas. Ocorre, assim, um alastramento desigualdade urbana e social cria um desequilíbriogeográfico da pobreza e o nascimento de na relação moradia-trabalho, que gera maishiperperiferias com maior grau de precariedade, deslocamentos e sobrecarrega o sistema viário e osdesemprego estrutural, abandono do Estado e crises. transportes coletivos. Os moradores da periferia gastam em média três vezes mais tempo em trânsito Com uma enorme herança de problemas e do que os demais habitantes.conflitos, São Paulo convive com elementos decidade mundial inserida na economia global. É uma Nabil Bonduki, mestre e doutor pelacidade rica com ruas tomadas de pobreza. A Faculdade de Arquitetura da USP e relator do Planoviolência e o medo afetam a convivência urbana e Diretor da Câmara Municipal de São Paulo, afirma:impessoal, produzindo o enclausuramento dasclasses médias e altas em seus condomínios “A alma da cidade são seus espaçosfechados e shoppings, o que provoca o abandono públicos e valorizá-los e qualificá-los é um desafioprogressivo do espaço público. essencial para recuperar a auto-estima dos paulistanos e melhorar a qualidade de vida.” A separação do espaço público porfronteiras e muros não permite interação e trocas: oscidadãos estão cada vez mais confinados a relaçõesapenas entre iguais e familiares. A interação socialestá marcada pela criação de espaços de convívio"pelo acesso público sob controle privado5" comoos shoppings centers, restringindo o cotidiano daspessoas a seus bairros.Estudo do SEADE / 2000 sobre distribuição por faixa de renda segundo distritos.4FRÚGOLI, Heitor. Os espaços públicos numa perspectiva antropológica.5
  9. 9. 17 CARRO MOTO2. O transporte urbano CARRO Meio de transporte particular, com capacidade média de 5 pessoas, é aprovado por 97% de seus usuários6, que vêem no carro a possibilidade de MOTO É o meio de transporte de menor capacidade (2 pessoas), muito utilizado devido ao baixo consumo de combustível e o preço acessível, variando de itinerário independente, disposição em todos os acordo com suas cilindradas. As motos são rápidas, momentos, conforto e segurança, ao mesmo tempo leves, de manutenção barata e menos cansativa que em que é mais barato que o táxi. Ainda assim, suas carros, por serem uma alternativa ao trânsito pesado desvantagens são o preço, tanto dos custos de das grandes cidades. Porém, suas desvantagens compra e manutenção do veículo quanto do também são numerosas: chuva, frio, risco de tombos combustível, trânsito e a dificuldade de e colisões com possibilidade de ferimentos mais estacionamento em vias públicas. Quando o carro graves etc. não está disponível, a alternativa mais usual é o Metrô7. A frota de motos está crescendo, tanto pela Motocicleta vence disputa de veículo mais rápido Motocicleta vence disputa de veículo mais rápido absorção da cultura da motocicleta como meio de em horário de pico em horário de pico transporte eficiente nos grandes centros urbanos TÁXI TÁXI quanto pela busca por oportunidades de emprego, O segundo colocado foi um ciclista. Depois chegaram as pessoas que usaram ônibus, seguidas Tipo de transporte público com capacidade para 4 principalmente no setor de pequenas entregas (os por quem fez o trajeto de carro. O último a chegar foi quem fez o trajeto de ônibus e metrô pessoas, que proporciona aos passageiros ampla chamados motoboys). Nos últimos 5 anos, o escolha de local de embarque ou desembarque. Ao número de motocicletas mais que dobrou. Hoje há SÃO PAULO - O motociclista Rodrigo Pinto, de 28 anos, foi o vencedor do Desafio Intermodal contrário do transporte em massa, a tarifa é paga em aproximadamente 5,4 milhões de motos em todo o realizado na noite desta quarta-feira, 20, em São Paulo, que teve como objetivo avaliar o quilômetros rodados, segundo o seguinte sistema: país, quase metade delas com até 3 anos de uso. Em transporte mais rápido em horário de pico na principais vias da cidade. O segundo colocado 2000, a quantidade de motos em circulação era de foi um ciclista. Depois chegaram as pessoas que usaram ônibus, seguidas por quem fez o trajeto - Início da corrida (bandeirada): cerca de 2,5 milhões. de carro. O último a chegar foi quem fez o trajeto de ônibus e metrô. R$ 3,20 por quilômetro rodado. - Bandeira 1 = R$ 1,80 (de segunda a sábado, Às 18h15, um grupo de amigos partiu da Praça General Gentil Falcão, na altura do número das 6h às 20h). ÔNIBUS FRETADO ÔNIBUS FRETADO 1000 da Avenida Luiz Carlos Berrini, na zona sul da cidade, em direção ao prédio da Prefeitura, - Bandeira 2 = R$ 2,34 (de segunda a sábado, das Meio de transporte com alta capacidade (até 50 no Viaduto do Chá, na região central, utilizando bicicleta, moto, carro, ônibus, metrô e trem. 20h às 6h; nos domingos e feriados o dia todo) passageiros), atende empresas, excursões ou deslocamento para eventos e feiras. Sua vantagem A disputa terminou às 20h04. O motociclista concluiu seu percurso em 44 minutos e 32 Na cidade também há as categorias luxo e em relação aos outros transportes coletivos é o segundos. Um ciclista que fez um caminho alternativo de 13 quilômetros por vias centrais especial, cujas tarifas são maiores que as do táxi conforto, assim como os trajetos, pois não depende gastou 48 minutos e 20 segundos. Outro ciclista completou um percurso de 18 quilômetros por comum. Somente o preço desse meio já segmenta de nenhuma combinação de meios. É vias principais em 52 minutos e 15 segundos. os seus usuários, de renda mais elevada e que intermunicipal a maioria das suas 567.000 viagens priorizam o conforto e a conveniência na escolha diárias8. Já o participante que estava num ônibus completou o percurso em uma hora e seis minutos e do tipo de transporte. quem seguiu a prova em um carro, em uma hora e dezesseis minutos. Quem dependeu de trem e metrô gastou uma hora, 23 minutos e 50 segundos. O último participante, que fez o trajeto de ônibus e metrô, finalizou o trajeto em uma hora, 39 minutos e 23 segundos. Fonte: Estadao.com.br (http://www.estadao.com.br/ultimas/cidades/noticias/2006/set/20/380.htm) Pesquisa ANTP, 2003. 6 Depto de Engenharia de Transporte da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo 7 Aferição da Pesquisa O/D, 2002 8
  10. 10. 18 19A INADEQUAÇÃO DA REDE DE TRANSPORTEA INADEQUAÇÃO DA REDE DE TRANSPORTE Os ônibus são relativamente menos poluentes que Gráfico 2.2 - Evolução das viagens diárias por modo na RMSP. os automóveis, considerando o número de 50.000 passageiros que transportam e o tamanho da sua Coletivo Individual A pé frota. Dos carros particulares, originam-se 60% da 40.000Historicamente, o automóvel tem sido privilegiado congestionamentos, com a conseqüente elevação poluição atmosférica. Viagens (1.000)na utilização do sistema viário. A cultura do dos índices de poluição. 30.000 14.194automóvel, visto como símbolo de status e como Levantamentos realizados pelo Instituto de 10.650 10.812única alternativa de deslocamento para as pessoas Só na cidade de São Paulo são geradas 10 Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) ainda indicam 20.000 5.400 12.958 8.295 10.147com melhores condições financeiras, justificou mil toneladas de poluentes todos os dias úteis, que, em apenas 10 capitais brasileiras, perdem-se 10.000 6.240políticas que buscaram viabilizar a cidade para a sendo que o transporte individual é o maior cerca de 240 milhões de horas anualmente em 9.759 10.455 10.473 11.508circulação dos carros, em detrimento do transporte responsável pela poluição do ar (Tabela 2.1). congestionamentos. O tráfego intenso cria a 0 1977 1987 1997 2002coletivo, produzindo as atuais situações caóticas de Tabela 2.1 - Emissão média de poluentes por meio necessidade de um número maior de ônibus para Anocongestionamentos e poluição. e por pessoa. realizar o mesmo número de viagens em Fonte: Metrô - SP. Pesquisa Mini O/D, 2002. Emissões Emissões HC HC CO CO NOx NOx determinado período, devido ao aumento do tempo As cidades brasileiras passaram a conviver de percurso. A variação da velocidade aindacom a ineficiência dos sistemas de transporte Automóvel A mudança significativa na dinâmica da 18 166 6,7 influencia o consumo de combustível (o qual pesapúblico, que viu o crescimento expressivo do (g/pessoa) ocupação urbana, dos padrões de trabalho e cerca de 20% no custo total9). Este aumento dostransporte individual, a explosão do transporte Ônibus (g/pessoa) 0,8 3,7 3,9 custos operacionais reflete-se nas tarifas pagas pelos emprego, entre outras, geraram uma demanda declandestino e o generalizado aumento dos usuários, que são penalizados pelo rede de transporte distinta da construída, congestionamento causado pelos automóveis. consolidando novos padrões de deslocamentos da população urbana. Ao mesmo tempo, a população de baixa renda está sendo privada do acesso ao transporte Outro importante indicador na avaliação da público devido à baixa remuneração e à demanda por transporte coletivo é a sua precariedade da oferta para as áreas periféricas. Em participação no total de viagens realizadas. Esta todo o país, 56 milhões de brasileiros não utilizam participação é obtida agrupando-se as viagens transporte público coletivo porque não podem motorizadas em duas categorias: viagens pagar tarifa. Tal privação acarreta problemas nos motorizadas por modo coletivo e viagens deslocamentos para o trabalho, dificuldades de motorizadas por modo individual. A tendência que acesso aos equipamentos e serviços básicos e às se observa é o aumento da participação das viagens oportunidades de emprego. As condições de por modo individual, em detrimento da participação transporte nas grandes cidades estão se tornando do transporte coletivo, que pela primeira vez é também uma barreira à inclusão social. superada pelo modo individual (Gráfico 2.3). Um reflexo da inadequação da rede de Gráfico 2.3 - Participação por modo de viagem dentro transporte à ordem de ocupação urbana é a do total de viagens realizadas - RMSP. mudança significativa dos hábitos de deslocamentos 1997 2002 da população urbana nos últimos anos. Embora quantitativamente ainda maiores, as viagens motorizadas diárias na RMSP (Região Metropolitana de São Paulo) tiveram crescimento de 19% de 1997 a 2002, proporcionalmente menor do que o 49% 51% 53% 47% crescimento das viagens a pé, que tiveram um acréscimo de 31% (Gráfico 2.2). Individual ColetivoO CARRO É APONTADO COMO O MAIOR SONHO DE CONSUMO POR 2 3 % 23% Fonte: Metrô - SP. Pesquisa Mini O/D, 2002. 30%DOS ADOLESCENTES PAULISTANOS DA CLASSE A E 3 0 % DA CLASSE B.Fonte: Pesquisa "O Adolescente e a Sociedade de consumo", realizada pela Fundação Procon - SP em parceria com a UniFMU. 9 Estudo IPEA/ANTP (1998).
  11. 11. 20 21 Esse crescimento deve-se principalmente ao O TRANSPORTE PÚBLICO COLETIVO O TRANSPORTE PÚBLICO COLETIVOaumento do número de viagens por automóvel, que 4 principais deseconomias Figura 2.1 - As 4 principais deseconomias causadasem 2002 correspondeu à metade das viagensmotorizadas. O ônibus teve sua participaçãodiminuída, assim como o Metrô. As lotações foram Tempo excessivo gastoo único modo coletivo cuja participação aumentouem relação às viagens motorizadas (Gráfico 2.4). com deslocamento. O transporte público influencia diretamente a descontos e multas afetam o custo operacional dos qualidade ambiental, promove a inclusão social, o sistemas metro-ferroviários e dos trólebus.Gráfico 2.4 - Evolução das viagens diárias por modo 3 desenvolvimento sustentável, participa da dinâmica de desenvolvimento da cidade, interfere concretamente em sua organização espacial e social - Financiamento da produção de veículos: o governo federal define a política de admissão deprincipal - RMSP. Desperdício de combustível. e na geração de emprego e renda, papel que, empresas montadoras de veículos no país, aplicado ao município a São Paulo, ganha ainda influenciando diretamente no custo de produção e 15000 maiores proporções. Segundo o artigo 30 da na atratividade do automóvel para o consumidor. 12000 9636 12049 1997 2002 * inclui fretado e escolar 3 Constituição Federal, é considerado um serviço público de caráter essencial: - Financiamento de veículos: os veículosViagens (1.000) 9000 7931 8312 fabricados no Brasil têm suas condições de Emissão de poluentes acima "Art. 30. Compete aos municípios: (...) V - financiamento definidas pelo governo federal, 6000 dos níveis aceitáveis. organizar e prestar, diretamente ou sob regime de influenciando diretamente a atratividade da compra 3000 1697 1803 concessão ou permissão, os serviços públicos de de carros pelo consumidor final. Em agosto de 2002, 3 649 765 200 630 146 415 260 379 0 103 115 interesse local, incluído o de transporte coletivo, que a venda de carros aumentou 6,76% com a redução Auto Ônibus* Metrô Trem Lotação Moto Outros Táxi tem caráter essencial." do IPI de carros populares em 1% e em 9% dos Modo Principal veículos 1.6 e 2.0. Além disso, ônibus e Aumento dos custos Garantir o transporte público é equipamentos de transporte podem ser financiados Fonte: Metrô - SP. Pesquisa Mini O/D, 2002. operacionais do transporte responsabilidade institucional dos governos federal, por empréstimos regidos pelo governo federal, e coletivo. estadual e municipal. É de extrema importância o táxis são isentos da cobrança de IPI. entendimento das principais atribuições de cada instituição e a sua influência sobre o transporte - Custo de mão-de-obra: alguns impostos, O índice de mobilidade (quantidade de pelas condições precárias de trânsito. urbano e público. contribuições e índices de correção salarial sãoviagens diárias por habitante) demonstra, em definidos pelo governo federal, com impacto diretonúmeros, as conseqüências desse sistema de no custo de operação do transporte público.transporte. Na cidade de São Paulo, o índice caiu de1,7 (um número considerado baixo, se comparado a - Governo Federal - Tarifa do transporte público: o acesso doscidades de países desenvolvidos) para 1,3, queda de usuários ao transporte público é altamente23%. Enquanto isso, no mesmo período, a taxa de As decisões do governo federal têm impacto direto influenciado pela disponibilidade de vale-transportemotorização cresceu em torno de 25%. Hoje, na ou indireto em várias áreas relacionadas ao e outros benefícios, cuja existência e legalizaçãoRegião Metropolitana de São Paulo, existem cerca transporte e trânsito urbanos. São poucos os são de iniciativa e competência federal.de 5,4 milhões de veículos (1 para cada 2 ministérios que não estão de alguma formahabitantes). Assim, cresce a motorização na cidade, desenvolvendo ações relacionadas ao transporte - Condições de circulação: a legislação dee cai a mobilidade. urbano. Entretanto, elas são dispersas e não são fruto trânsito é competência exclusiva do governo federal, de um trabalho coordenado nas esferas de poder por meio do Conselho Nacional de Trânsito O transporte público coletivo deveria federal, estadual e municipal. (Contran), do órgão federal executivo de trânsito, ogarantir a sustentabilidade dessa mobilidade urbana Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) e doe, por conseqüência, a qualidade de vida e a Dentre as principais ações, destacam-se: Grupo Executivo para a Redução dos Acidentes deeficiência da economia das grandes cidades. Trânsito (GREAT). -Energia: o preço dos combustíveis é definido pelo governo federal, afetando os custos do - Desenvolvimento urbano: umas das transporte individual (gasolina/álcool) e do principais atuações do Ministério do Planejamento e transporte público (diesel). Além disso, as tarifas de Orçamento são as políticas habitacionais, que, por energia elétrica, bem como os critérios de cobrança,
  12. 12. 22 23sua vez, têm relação direta com o padrão de - Secretaria de Estado dosdeslocamento das pessoas e com os sistemas detransporte necessários para atendê-las. A Secretaria Transportes - Secretaria Municipal - CETde Desenvolvimento Urbano estabelece as Tem como principais funções a coordenação de dos Transportes A CET é contratada pelo DSV (Departamento deprioridades para os investimentos em transportescoletivos e circulação viária, destinados a todos os meios de transporte de responsabilidade Sistema Viário, órgão responsável pelo trânsito da As atribuições da Secretaria Municipal decomplementar ações em habitação e saneamento direta ou indireta do Estado, o estudo e a cidade) para operar 24 horas, fiscalizando, Transportes são: gerenciar os serviços de transporteem áreas ocupadas pela população de baixa renda. organização das operações e do reaparelhamento realizando a manutenção e desenvolvendo estudos coletivo de passageiros por ônibus; regulamentar e de órgãos ou sistemas de transporte, e o controle de para expandir e melhorar a rede viária, além de gerenciar os serviços de transporte de passageiros - Cooperação internacional: o Ministério planos técnico-econômicos, financeiros e educar e treinar a população sobre questões do individuais e coletivos (táxi, fretamento, escolar,das Relações Exteriores mantém programas de administrativos, correspondentes aos diversos trânsito. A fim de aumentar a eficiência do sistema, transporte de carga e motofrete); disciplinar e gerir ocooperação internacional, dentre os quais está sistemas de transportes. a CET desenvolve projetos em parceria com a uso da rede viária municipal; coordenar asincluído o tema do transporte urbano. SPTrans, como a operação Via Livre e o sistema de diferentes áreas da Prefeitura, governo do Estado, vigilância dos corredores de ônibus. governo federal e sociedade civil. Ela é dividida - Secretaria de Estado dos entre o Departamento de Operação do Sistema- Governo do Estado Viário (DSV), para o qual responde a Companhia de Transportes Metropolitanos Engenharia de Tráfego (CET) e o Departamento dede São Paulo Transportes Públicos (DTP), ao qual a SPTrans presta O objetivo principal dessa Secretaria é executar a serviços.O governo estadual tem se dedicado ao transporte política de transportes urbanos e de passageiros daurbano principalmente na Região Metropolitana de capital paulista com as regiões metropolitanas,São Paulo (transporte público metropolitano e as envolvendo os sistemas metroviário, ferroviário, de Figura 3.6linhas de longo percurso que passam por esta área), ônibus e trólebus. Secretariana qual dois problemas têm se destacado como os Municipal demais relevantes: a dificuldade da coordenação dos Transportessistemas metropolitanos de transporte, frente aos - Prefeitura de São Paulointeresses e à autonomia dos municípios, e a Assessoriaregulamentação das linhas de ônibus É responsável pelo planejamento, operação e Técnicaintermunicipais, que geram conflitos com os fiscalização do trânsito, funções que até 1998 eram SMT-ATsistemas locais de transporte público. A gestão realizadas pelo Denatran.dessas linhas é feita pela ARTESP e pela EMTU. Assessoria Assessoria Assim como a maioria dos municípios, a atuação da Imprensa Parlamentar Prefeitura de São Paulo tem se limitado à SMT-AI SMT-AP- Agência Reguladora de contratação de operadores de ônibus por meio de licitações, estas sempre relacionadas a umaTransporte do Estado de São regulamentação detalhada dos serviços a seremPaulo (ARTESP) prestados, como a definição das linhas, horários, Chefia de Gabinete veículos, tarifas e condições gerais de operação. Departamento de SMT-GAB Departamento de Departamento deCriada em 22 de abril de 2002 pelo governo do Sistema Viário Transporte Público Transportes InternosEstado de São Paulo, a ARTESP fiscaliza as Ao mesmo tempo em que dá à Prefeitura um meio DSV DTP DTIconcessões rodoviárias e as empresas que operam o legal de estabelecer cumprimento de exigênciastransporte intermunicipal de passageiros fora da básicas do serviço, essa regulamentação permiteRegião Metropolitana de São Paulo. pouca flexibilidade ao sistema, no sentido de criar CET SPTrans novos serviços que possam atender melhor às necessidades dos usuários.
  13. 13. 24 25 Operação Via Livre Gráfico 2.1 - Total de viagens diárias. A Operação Via Livre foi uma ação integrada entre a CET e a SPTrans, cujo objetivo é garantir fluidez 40 ao transporte coletivo e segurança aos usuários e pedestres nos horários de pico, nas avenidas que 23% 35 não dispõem de espaço físico para a segregação de uma faixa de trânsito, por melhorias 38,7 operacionais e pequenas adequações físicas. 30 As principais ações realizadas foram as descritas a seguir. o Desobstrução das vias, muitas vezes 25 31,4 ocupadas por vendedores ambulantes. 20 - Recolocação de gradis de segurança. 15 - Recuperação do pavimento do leito viário. - Implantação e revitalização da sinalização. 10 - Regulamentação de estacionamento e de carga e descarga. 5 - Implantação de sistema de informação aos usuários. 0 1997 2002 Também foram implantados esquemas operacionais durante o horário de pico, como faixa exclusiva à direita, faixas no contrafluxo, faixas reversíveis de tráfego, regulamentação de estacionamento e alocação de semáforos inteligentes, entre outros. Toda a operação teve a presença constante do Gráfico 2.2 - Total de viagens diárias por motivo corpo operacional, para fiscalizar a operação e orientar a população. 20000 1997 2002 Depois de implantar as medidas, o tempo de percurso dos coletivos foi reduzido em até 18%, e a velocidade obteve aumentos significativos, nas vias onde a operação foi realizada. 15000 Viagens (1.000) 10000 5000Gráfico 3.1 -Um raio x do transporte público13 0 Trabalho Educação Compras Saúde Lazer Outros Funciona regularmente São realizadas 38,7 Os principais motivos Motivo em 920 municípios com milhões de viagens de uso são o trabalho mais de 30 mil diariamente na Região e o estudo, além das habitantes, onde moram Metropolitana de São atividades culturais Fonte: Metrô - SP. Pesquisa Mini O/D, 2002. 122 milhões de Paulo - RMSP e de lazer brasileiros. (Gráfico 2.1). (Gráfico 2.1). (Gráfico 2.2) (Gráfico 2.2)13 ANTP.
  14. 14. 26- Metrô de São Paulo como o ônibus metropolitano, o ônibus do Corredor S.O Metrô paulistano apresenta alto índice de aprovação Mateus - Jabaquara e o próprio Metrô paulistano.por seus usuários: 90% consideram o serviço excelenteou bom, segundo Pesquisa de Imagem dos Transportes na - EMTU-SPRegião Metropolitana de São Paulo, realizada pela ANTP A área de atuação da Empresa Metropolitana deem 2005. Transportes Urbanos de São Paulo é formada pela 3 regiões metropolitanas existentes no Estado, criadas por É um meio rápido, regular e não-poluente. leis específicas: Região Metropolitana de São PauloEntretanto, possui uma malha pouco abrangente, o que (RMSP), Região Metropolitana da Baixada Santistarestringe a sua atuação à região central da cidade. Atende (RMBS) e Região Metropolitana de Campinas (RMC). As 3diariamente cerca de 2,5 milhões de passageiros e possui áreas somam 67 municípios e envolvem uma população4 linhas em operação, que totalizam 52 estações em 60,5 de 23 milhões de habitantes. Os serviços oferecidos ekm de extensão. A extensão do Metrô dae Londres, o gerenciados pela EMTU/SP atendem diariamente 1,5maior do mundo, é de 415 km, e o de Nova Iorque, o milhão de passageiros em média.segundo, 398 km. Há uma linha em construção (Linha 4- Amarela) e 2 linhas em expansão (Linha 2 - Verde e A EMTU-SP é responsável pelo gerenciamentoLinha 5 - Lilás). O principal empecilho a este meio é o dos serviços a seguir descritos.custo elevado para a ampliação da malha metroviária,retardando seu crescimento em relação à expansão da - Corredor Metropolitano São Mateus/Jabaquara: 33 Kmmetrópole. A Linha Amarela, por exemplo, tem uma de vias exclusivas, percorrendo 5 municípios da RMSP. Oprevisão de custo de US$ 1,262 bilhão . sistema conta com nove terminais de transferência, 111 paradas e uma frota de mais de 200 veículos. Transporta- CPTM diariamente mais de 200 mil passageiros.Com 270 km de linhas, dos quais 135 km dentro dacidade de São Paulo e cobrindo, ao todo, 22 municípios, - Sistema regular metropolitano: transportea Companhia de Trens Metropolitanos é a herdeira de um metropolitano coletivo de passageiro por ônibus (serviçoacervo crítico, proveniente de mais de um século de comum e seletivo).ferrovias federais e estaduais. Atende diariamente a cercade 1 milhão e 300 mil usuários , que têm direito a - Sistema aeroporto: faz a ligação entre os aeroportostransferências gratuitas às linhas do Metrô, nas estações (Internacional de Guarulhos e de Congonhas) e pontosBrás, Luz, Barra Funda e Santo Amaro. Por ser um sistema estratégicos da cidade, como a Estação Tatuapé do Metrô,sobre trilhos, é rápido e com menor risco de acidentes. o Terminal Rodoviário do Tietê, o Circuito dos Hotéis (Região da Avenida Paulista), entre outros. Os 3 principais problemas citados pelosentrevistados da Pesquisa ANTP 2005 foram: - Ponte Orca Zôo: transporte direto entre o Terminal- passageiros mal-educado s/abusados (69%); Metropolitano do Jabaquara e o Zoológico de São Paulo.- sempre lotado (66%);- sujo e malconservado (63%). - Fretamento metropolitano: forma de contratação que tem como característica básica a cobrança periódica para O último item dos problemas reflete o alto índice execução do serviço.de vandalismo e depredação que sofrem os trens, apesarde o sistema ter passado por um processo demodernização de 1995 a 2004 realizado pelo governodo Estado de São Paulo, que custou 1 bilhão e 500milhões de dólares. Apesar da sua tarifa ser igual a do Metrô (R$2,10), esse meio não tem a imagem de transporte caro,13 Metrô - SP.14 Gazeta Mercantil/InvestNews.15 CPTM
  15. 15. 28 29O ÔNIBUS COMO MEIO DE TRANSPORTE ESSENCIALO ÔNIBUS COMO MEIO DE TRANSPORTE ESSENCIAL Curitiba, uma cidade para pedestres Curitiba, uma cidade para pedestresPARA O FUNCIONAMENTO DA CIDADEPARA O FUNCIONAMENTO DA CIDADE Curitiba é considerada uma das mais bem planejadas cidades brasileiras. Atendendo a 3 milhões de pessoas, os ônibus de Curitiba operam em eixos Norte/Sul e Leste/Oeste, ligados ao centro da cidade. Eles têm comunicação visual especial e cores diferenciadas, que demonstram o itinerário do ônibus: convencionaisA extensão pequena das malhas do Metrô e da (ligam os bairros e municípios vizinhos ao centro); circular-centro (microônibus que circundam o centroCPTM e o custo elevado para sua expansão acabam Dentre os meios de transporte coletivo urbano, o tradicional); ensino especial (atendimento a escolares e aos portadores de necessidades especiais); inter-dando posição de destaque para o ônibus entre os Metrô foi apontado como a melhor opção, pelo hospitais (fazem a ligação entre diversos hospitais) e turismo (fazem a ligação entre os pontos de atraçãomeios de transporte coletivos em São Paulo. A conforto, segurança, pontualidade, rapidez, turística e os parques da cidade).SPTrans transporta diariamente 6,9 milhões de agilidade, segurança, organização e limpeza.pessoas 16(Gráfico 2.3). A integração dos ônibus em Curitiba se dá em terminais e estações-tubo; são 351 plataformas de "Eu prefiro o Metrô, mais rápido, sem trânsito e embarque no mesmo nível da porta de acesso dos ônibus. A tarifa de R$ 1,80 é paga antecipadamente na menos imprevistos." própria estação, dispensando a presença de cobradores.Gráfico 2.3 - Total de passageiros transportados Porém, tendo uma flexibilidade maior que os Curitiba foi a primeira cidade a fechar ruas e limitar a altura de prédios. A drenagem das pistas paradiariamente por modo de transporte na RMSP. demais meios de transporte público para atender à tanques de contenção nos parques e bosques também evita a inundação na cidade. O ônibus é considerado 8 demanda da RMSP, o ônibus torna-se o único meio o jeito mais curitibano de ir e vir, e a organização e a agilidade do sistema de transporte público sobre rodas 7 de transporte público coletivo disponível na maior na capital paranaense é tamanha que certamente fazem jus à sua imagem, a de Metrô sobre rodas. 6 6,9 parte da cidade. Por ser a única opção para se 5 deslocar nessas áreas, não há outro meio de 4 3 transporte público que atenda à necessidade do 2 usuário e, muitas vezes, ele não tem condições 1 2,5 financeiras para andar de carro, pagar táxi ou mesmo 1,3 1,5 0 comprar moto. Portanto, é adequado olhar para CPTM EMTU Metrô Ônibus todos os outros meios de transporte como Fonte: Metrô - SP. Pesquisa Mini O/D, 2002. congêneres, não como concorrentes. Esta afirmação que ganha ainda mais peso quando se observa que o papel do transporte público é aumentar a qualidade Quem pega ônibus o faz não por prazer ou de vida da população, independente do meio deescolha, mas por não ter outra alternativa. Como transporte que ela utilize, e não o lucro em si.demonstra a pesquisa aplicada pelo grupo, o ônibusnunca é a primeira opção de transporte de alguém O ônibus tornou-se um dos ícones da cidadeque deseja se deslocar. É escolhido pelos usuários de São Paulo, símbolo de seu funcionamento e partesomente depois de um processo de exclusão dos da estrutura da metrópole. Em ataques queoutros meios de transporte, coletivos e individuais, começaram em maio de 2006, por exemplo, emprincipalmente o carro. Junto do trem, foi apontado retaliação à decisão do governo estadual de isolarcomo a última opção de transporte, sendo a ele lideranças da facção, o PCC atacou e queimouatribuído desvantagens como lento, desconfortável, diversos ônibus, ato que pôde ser traduzido como umcheio, pouco seguro, pelo tempo que se perde no ataque à própria cidade. Os incêndiostrânsito e pela má qualidade do serviço. desestruturaram São Paulo. Algumas empresas deixaram os veículos nas garagens e, sem ônibus nas Nas classes mais altas, a falta de carro, de ruas, Metrô, lotações e pontos de ônibus ficaramcarta de motorista e a falta estação de Metrô sobrecarregados. O congestionamento bateu recorde,condicionam ao uso de ônibus: "Não tenho carro." chegando a atingir 195 km de extensão."...caso eu vá para algum lugar que seja próximo àestação do Metrô, não pego ônibus."16 Média de passageiros diários de 2005.
  16. 16. 30 313. A SPTrans

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