Planejamento de Relações Públicas

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Um apanhado sobre a produção de um planejamento e o seu uso nas diversas comunicações que podem ser trabalhadas em uma empresa. Produzido pelo professor Matheus Felizola.

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Planejamento de Relações Públicas

  1. 1. Planejamento de Relações Públicas Aula: 11 e 12 de Fevereiro de 2008 Professor: Matheus Felizola
  2. 2. O campo da comunicação no contexto da sociedade contemporânea <ul><ul><li>A visão abrangente da comunicação no âmbito das transformações sociais </li></ul></ul><ul><ul><li>O poder das novas tecnologias comunicação e da informação nos processos e mediações das transformações políticas, econômicas e sociais. </li></ul></ul><ul><ul><li>O papel dos profissionais de comunicação frente aos desafios da contemporaneidade. </li></ul></ul>
  3. 3. COMPLEXIDADE DO MUNDO CONTEMPORÂNEO <ul><li>Heráclito, na Grécia antiga, 5 séculos a.C. disse que todas as coisas estão em constante fluxo, em constante mudança. </li></ul><ul><li>Não podemos banhar-nos duas vezes no mesmo rio, porque o rio não é mais o mesmo. </li></ul><ul><li>Qual a característica da mudança hoje? </li></ul>
  4. 4. COMPLEXIDADE DO MUNDO CONTEMPORÂNEO <ul><li>Karl Marx: “Tudo que é sólido desmancha no ar.” </li></ul><ul><li>Século passado: na era da eletricidade e do vapor, o que ocorria em um século passou a ocorrer em uma década. </li></ul><ul><li>Hoje: na era da informática e das telecomunicações, o que acontecia em décadas passou a acontecer em segundos </li></ul>
  5. 6. Identidade versus imagem corporativa <ul><li>As organizações no sistema social global: novas posturas e novos enfrentamentos. </li></ul><ul><li>Novas exigências dos públicos, da opinião pública e da sociedade. </li></ul><ul><li>Necessidade de planejar estrategicamente a comunicação nas organizações e administrar relacionamentos com os públicos. </li></ul><ul><li>Valorização da dimensão institucional: missão, visão e valores => posicionamento institucional. </li></ul>
  6. 7. Globalização <ul><li>Desnudamento dos paradigmas, das contradições. </li></ul><ul><li>Alta complexidade, velocidade e quantidade das informações, migração de idéias </li></ul><ul><li>Economia sem fronteiras, globalização e também fragmentação, regionalismos, postulações tribais </li></ul><ul><li>Alta competitividade e também parcerias, alianças </li></ul><ul><li>Crescente participação feminina e envelhecimento das populações </li></ul>
  7. 8. Ainda no processo de globalização <ul><li>Dentro do processo de globalização, as organizações privadas exercem um papel preponderante. </li></ul><ul><li>Segundo Armand Mattelart (1994, p.246-247), não somente a empresa se converteu em um ator social de pleno direito, exprimindo- se cada vez mais em público e agindo politicamente sobre o conjunto dos problemas da sociedade, mas, também, suas regras de funcionamento, sua escala de valores e suas maneiras de comunicar foram, progressivamente, impregnando todo o corpo social. </li></ul>
  8. 9. <ul><li>A lógica «gerencial» instituiu-se como norma de gestão das relações sociais. Estado, coletividades territoriais e associações foram penetrados pelos esquemas de comunicação já experimentados por esse protagonista do mercado. A carteira das ofertas de serviços de comunicação profissional enriqueceu-se com novos clientes e novas competências. E a própria definição de comunicação ganhou um novo segmento de problemáticas. </li></ul>
  9. 10. Globalização <ul><li>Gianni Vattimo, em A sociedade transparente (1991), chama a atenção para o advento da sociedade da comunicação e o papel preponderante que exercem os mass media, fazendo com que tenhamos uma sociedade transparente e complexa ao mesmo tempo. </li></ul>
  10. 11. <ul><li>Octávio Ianni, em Enigmas da modernidade-mundo (2000, p. 155), reflete sobre o poder da mídia na sociedade contemporânea, usando a metáfora do «príncipe eletrônico». Ele estabelece uma relação entre o príncipe de Maquiavel e o moderno príncipe de Gramsci. Para ele, na sociedade midiática o «príncipe eletrônico» é o arquiteto da «ágora eletrônica », na qual todos estão representados, refletidos, defletidos ou figurados, sem o risco da convivência nem da experiência. Aí, as identidades, alteridades ou diversidades não precisam desdobrar-se em desigualdades, tensões, contradições, transformações. Aí, tudo se espetaculiza e estetiza, de modo a recriar, dissolver, acentuar e transfigurar tudo o que pode ser inquietante, problemático, aflitivo. </li></ul>
  11. 12. Na sociedade contemporânea <ul><li>Ser transparente passou a ser um imperativo para as organizações contemporâneas. Don Tapscott e David Ticoll, em A empresa transparente (2005, p. 23),chamam a atenção para essa força que é a transparência. Trata-se de disponibilizar «a acessibilidade, para os stakeholders, às informações institucionais referentes a assuntos que afetem seus interesses». A transparência, portanto, vai muito além da obrigação de fornecer informações financeiras em balanços contábeis. Tudo isto implicará a necessidade de se planejar, pensar e administrar estrategicamente a comunicação organizacional com todos os públicos e a opinião pública. </li></ul>
  12. 13. Identidade versus imagem corporativa <ul><li>Identidade corporativa </li></ul><ul><ul><li>Refere-se aos valores básicos e às características atribuídas a uma corporação pelos seus membros, públicos internos ou externos </li></ul></ul><ul><ul><li>Auto-retrato da organização, soma total de todas as formas de expressão para oferecer conhecimentos de sua natureza </li></ul></ul><ul><ul><li>É a manifestação tangível da personalidade da organização. Reflete e projeta a real personalidade da organização. </li></ul></ul>
  13. 14. Identidade versus imagem corporativa <ul><ul><li>Como a organização é vista pelos seus públicos </li></ul></ul><ul><ul><li>Visão subjetiva da realidade objetiva (organização) </li></ul></ul><ul><ul><li>Representação de uma dada realidade </li></ul></ul><ul><ul><li>Instrumento intangível de alguém </li></ul></ul><ul><ul><li>É soma de experiências que alguém tem de uma organização </li></ul></ul>
  14. 15. Visão de alguns “papas” da administração <ul><li>Tom Peters, reinventa as organizações com o poder de mudança dos seres humanos; </li></ul><ul><li>Michael Porter, desenvolve estratégias fundamentadas na competência e inteligência das pessoas. </li></ul><ul><li>Peter Senge, acredita que as mudanças nas organizações só não são maiores, pois as empresas não dão a necessária atenção as pessoas neste processo. </li></ul>
  15. 16. <ul><li>Peter Drucker, visualiza no futuro das organizações a compreensão e otimização da inteligência das pessoas. </li></ul><ul><li>Jack Welch, diz que foi o executivo mais admirado do século passado por especializar-se em conhecer pessoas e buscar nelas toda a competência que uma organização necessita. </li></ul><ul><li>Um prático como Abílio Diniz para recuperar o grupo Pão de Açúcar acreditou no poder das pessoas que o circulavam, em dar melhor qualidade de vida a elas e conseguiu resultados maravilhosos em seu negócio. </li></ul>
  16. 18. A Comunicação Integrada numa perspectiva sinérgica entre as diferentes modalidades da Comunicação Organizacional Comunicação Institucional Comunicação Mercadológica Comunicação Interna Comunicação Administrativa
  17. 19. Planejamento estratégico...
  18. 20. A ORIGEM E A EVOLUÇÃO DO TERMO “ESTRATÉGIA” <ul><li>O termo “estratégia” tem suas origens na Grécia Antiga. </li></ul><ul><li>Relacionava-se com o comandante-chefe de organização militar. </li></ul><ul><li>Posteriormente, passou a significar “a arte do general”, ou seja, as habilidades comportamentais com as quais exercia seu papel. </li></ul><ul><li>Significou “habilidades gerenciais”, como, administração, liderança e poder (ao tempo de Péricles, 450 a.C.). </li></ul><ul><li>Na época de Alexandre (330 a.C.), referia-se a “habilidade de empregar forças para sobrepujar a oposição e criar um sistemas unificado de governação global”. </li></ul><ul><li>Teve aplicação ao mundo dos negócios durante a II Revolução Industrial - final do século XIX e, principalmente, no inicio do século XX </li></ul><ul><li>Adam Smith descreveu as forças de mercado nos termos de “mão-invisível” </li></ul>
  19. 21. Estratégia <ul><li>Na área militar, pode ser definida hoje como a ciência dos movimentos e planejamento da guerra e do domínio econômico. Através da estratégia militar foram criados os conhecidos serviços de inteligência e aprimorada a arte de guerrear. </li></ul><ul><li>Sun Tzu foi o estrategista que no século IV a.C. escreveu um tratado nominado A Arte da Guerra que abordava de forma abrangente as estratégias militares. Afirmam alguns que Napoleão , Adolf Hitler e Mao Tse Tung seguiram muitos dos ensinamentos e orientações do sábio chinês. </li></ul>
  20. 22. Estratégia na Área Comercial <ul><li>A partir da área militar, a estratégia passou a fazer parte nos negócios, sendo o conjunto de objetivos da empresa e a forma de alcançá-los. Muitos estrategistas econômico-comerciais, se utilizam dos conhecimentos oriundos da área militar. </li></ul>
  21. 23. Definição de Porter (1980) <ul><li>Estratégia competitiva são ações ofensivas ou defensivas para criar uma posição defensável numa indústria, para enfrentar com sucesso as forças competitivas e assim obter um retorno maior sobre o investimento. </li></ul>
  22. 24. META <ul><li>É a segmentação do objetivo </li></ul><ul><li>As datas e os valores dos parâmetros são precisos </li></ul><ul><li>É voltada para o operacional </li></ul><ul><li>Tem um horizonte de curto prazo </li></ul><ul><li>Os indicadores irão possibilitar o acompanhamento das metas. </li></ul>
  23. 25. Meta em sua vida <ul><li>A meta é a unidade básica do projeto de vida. É fácil de sonhar: com um pequeno esforço a gente fecha os olhos e se imagina com uma vida totalmente nova. Mas, para que esta vida se torne realidade, a gente tem, primeiro, que escolher uma pequena parte dela, e, depois, decidir que é esta parte que a gente vai perseguir primeiro. </li></ul>
  24. 26. Metas Realistas <ul><li>Metas realistas têm cinco características básicas. São Específicas, Mensuráveis, Atingíveis, Relevantes e Previsíveis </li></ul>
  25. 27. Específica <ul><li>Específica - As metas inteligentes são específicas o bastante para sugerir uma ação. </li></ul><ul><li>Exemplo: Poupe dinheiro suficiente para comprar um refrigerador, não apenas poupe dinheiro. </li></ul>
  26. 28. Mensurável <ul><li>Mensurável - Você precisa saber quando atingiu sua meta, ou a que distância está dela. </li></ul><ul><li>Exemplo: Um refrigerador custa R$ 1.000,00, e você tem R$ 500,00 já poupados. As metas que não são mensuráveis, como &quot;Eu gostaria de ter mais dinheiro&quot;, são muito mais difíceis de atingir. </li></ul>
  27. 29. Atingível <ul><li>Atingível - Os passos dados para atingir sua meta precisam ser razoáveis e possíveis. </li></ul><ul><li>Exemplo: Sei que posso poupar metade do dinheiro que ganho todo mês para atingir minha meta dentro de um ano. </li></ul>
  28. 30. Relevante <ul><li>Relevante - A meta precisa ser de bom senso. Você não vai querer trabalhar para chegar a uma meta que não se encaixa em suas necessidades. </li></ul><ul><li>Exemplo: Você não precisa poupar dinheiro para comprar 18 pares de sapatos. </li></ul>
  29. 31. Previsível <ul><li>Previsível - Estabeleça uma data alvo definida. </li></ul><ul><li>Exemplo: O técnico disse que meu refrigerador não vai durar mais um ano. </li></ul>
  30. 32. OBJETIVOS <ul><li>É um resultado concreto que se quer alcançar </li></ul><ul><li>Deve ter uma referência de data e valor de um parâmetro a ser alcançado </li></ul><ul><li>É predominantemente quantitativo </li></ul>
  31. 33. Os objetivos <ul><li>Correspondem aos aspectos concretos que a empresa deverá alcançar para seguir a estratégia estabelecida, determinando para onde os esforços serão conduzidos. Objetivos são os resultados pretendidos, ou melhor, o alvo e a situação que se pretende atingir. Eles precisam ser bastante claros e perfeitamente compreensíveis. </li></ul>
  32. 34. Os objetivos desempenham uma séria de funções, tais como: <ul><li>Orientar a ação: quando todos dentro da empresa sabem para onde ela quer chegar, fica mais fácil angariar o comprometimento. </li></ul><ul><li>Definir o ritmo de andamento do processo de implantação: a velocidade em que se consegue implantar as ações. É determinar quando uma ação termina e começa a seguinte. </li></ul>
  33. 35. Objetivos <ul><li>• Motivar as pessoas: fazê-las entender a importância de cada função dentro da empresa, dando-lhes motivos para também perseguirem os objetivos traçados pela empresa. </li></ul><ul><li>• Facilitar a avaliação do trabalho : o trabalho de cada funcionário passa a ser mais facilmente avaliado, com base nos resultados esperados e alcançados. </li></ul>
  34. 36. Meta x Objetivo <ul><li>As metas quantificam os objetivos e definem suas etapas. Também são entendidas como os passos intermediários para se alcançar um determinado objetivo. </li></ul><ul><li>] </li></ul><ul><li>Metas e objetivos não são a mesma coisa </li></ul><ul><li>Exemplo de objetivo: “Quero comprar </li></ul><ul><li>um carro...” </li></ul><ul><li>Exemplo de meta: “... até janeiro de 2004”. </li></ul>
  35. 37. Prioridades <ul><li>São ações escolhidas pelos empresários e pelos coordenadores/gerentes para induzir e conduzir as diretrizes. </li></ul><ul><li>Há ações que podem ser trabalhadas simultaneamente, mas em se tratando de pequenas empresas o ideal é realizar uma ação por vez, pois o risco de as prioridades se perderem no meio do caminho e nada ser feito é grande. </li></ul>
  36. 38. Sistema de gerenciamento <ul><li>Consiste em definir funções e atribuir responsabilidades a todos os níveis envolvidos com a implementação do planejamento. Neste momento, todos já sabem o que fazer, quando e como. </li></ul>
  37. 39. EFICIÊNCIA <ul><li>É fazer a coisa da forma certa </li></ul><ul><li>Está ligada ao processo </li></ul><ul><li>É fácil de mensurar </li></ul><ul><li>É de curto prazo </li></ul><ul><li>Contribui para a eficácia </li></ul><ul><li>Primeiras técnicas de administração </li></ul>Eficiência x Eficácia
  38. 40. CRITÉRIOS PARA UMA ESTRATÉGIA EFICIENTE <ul><li>Objetivos claros, decisivos e diretos. </li></ul><ul><li>Manutenção da iniciativa diante do mercado. </li></ul><ul><li>Concentração ou foco de forças. </li></ul><ul><li>Flexibilidade. </li></ul><ul><li>Liderança coordenada e comprometida. </li></ul><ul><li>Surpresa e rapidez. </li></ul><ul><li>Segurança (recursos e suportes necessários). </li></ul>
  39. 41. EFICÁCIA <ul><li>Depende do ambiente </li></ul><ul><li>Está ligada ao atingimento do objetivo </li></ul><ul><li>É difícil mensurar </li></ul><ul><li>É de longo prazo </li></ul><ul><li>Aproveita as oportunidades </li></ul><ul><li>Planejamento estratégico </li></ul>Eficiência x Eficácia
  40. 42. 5P´S DA ESTRATÉGIA <ul><li>A estratégia é um plano , ou seja, um curso de ação deliberadamente e concebido para atingir determinados objetivos. </li></ul><ul><li>A estratégia é um pretexto, quando assume contornos de um blefe, uma manobra concebida para enganar um concorrente ou competidor. </li></ul><ul><li>A estratégia é um padrão quando ações ou abordagens distintas se fundem, emergindo daí um padrão de comportamento o qual resulta na estratégia de uma empresa. </li></ul><ul><li>A estratégia é uma posição na medida em que é uma maneira de colocar ou posicionar a organização dentro do seu ambiente. </li></ul><ul><li>A estratégia é uma perspectiva , pois seu conteúdo exprime a forma da organização ver o mundo, enfatizando determinados aspectos do negócio, da cultura e da ideologia da organização . </li></ul>
  41. 43. Planejamento estratégico Com o planejamento estratégico é possível fazer uma análise ambiental externa, setorial ou de tarefa e interna, chegando-se a um diagnóstico organizacional capaz de indicar as ameaças e as oportunidades, os pontos fracos e os pontos fortes, ou seja, traçar um perfil da organização no contexto econômico, político e social. A partir do mapeamento desse estudo do ambiente é que uma organização poderá reavaliar a situação e definir sua missão e visão, rever seus valores corporativos, redefinir o negócio, elaborar filosofias e políticas, traçar objetivos, formular macroestratégias, metas e planos emergenciais, elaborar o orçamento e implantar as ações. Essas são, em síntese, as etapas principais para se estabelecer e realizar um planejamento estratégico.
  42. 44. Planejamento estratégico de RP <ul><li>As relações públicas também contribuem no que se diz respeito ao valor econômico para as organizações, ou seja, suas atividades tem de trazer resultados e contribuir para que os objetivos da empresa </li></ul><ul><li>sejam atingidos. </li></ul><ul><li>Quando as relações públicas exercem a função estratégica significa ajudar as organizações a se posicionarem perante a sociedade, demonstrando qual é a razão de ser de seu empreendimento (sua missão), quais seus valores, no que acreditam e o que cultivam, bem como definir uma identidade própria e a maneira como desejam ser vistas no futuro; os profissionais de relações públicas abrem um canal de comunicação entre a organização e os públicos, visando confiança e credibilidade. </li></ul>
  43. 45. Ainda sobre o planejamento <ul><li>Como parte integrante da gestão estratégica, as relações públicas deverão auxiliar a alta direção a fazer a leitura de cenários e das ameaças e das oportunidades presentes na dinâmica do ambiente global, avaliando a cultura organizacional, e pensar estrategicamente as ações comunicativas. Essas ações deverão atingir principalmente aqueles públicos estratégicos (stakeholders) que transcendem o âmbito local, atingindo mesmo dimensões interculturais com organizações de outros países, face à realidade da sociedade global. </li></ul>
  44. 46. <ul><li>Administrar estrategicamente a comunicação nas organizações com os diferentes públicos envolvidos (empregados, consumidores, imprensa, poderes públicos, investidores, fornecedores), por meio de um projeto global e com definição de políticas, é tarefa da área de relações públicas em parceria com a área de marketing. </li></ul>Ainda sobre o planejamento
  45. 47. Exemplo de um plano de relações Públicas CASE PARK HOTEL MOROTIN   <ul><li>A necessidade de organizar o lançamento de um novo empreendimento hoteleiro em Santa Maria/RS, distante das badalações tradicionais deste tipo de ocasião festiva por requisitação da diretoria da empresa, levou à apresentação de um Plano Geral de Relações Públicas para desenvolvimento em um ano e seis meses. Esta estrutura básica é mostrada nesta página, tendo sido retiradas informações confidenciais e partes completas do documento; sem prejuízo, no entanto, do entendimento geral do que significa Planejamento para RP em mais um case real deste website.  </li></ul>
  46. 48. APRESENTAÇÃO <ul><ul><li>Num panorama de globalização econômica, de maior interrelação cultural e ampla superação dos limites geográficos, cabe aos empreendedores a articulação estratégica de vários componentes administrativos. As ações de divulgação mercadológica e institucional, nesse interim, não podem ser negligenciadas. </li></ul></ul><ul><ul><li>É justamente para começar a ordenar esta gama de quesitos que é aqui apresentada a &quot;Proposta de Relações Públicas para Lançamento Oficial do Park Hotel Morotin&quot;, buscando satisfatória repercussão pública e especializada para a abertura do mais novo complexo de hospedagem e lazer na Região Centro do RS. </li></ul></ul>
  47. 49. OBJETIVOS <ul><li>- Atingir notória diferenciação e repercussão no mercado de hotelaria local e estadual; - Angariar simpatia pública para o empreendimento; - Promover intensa aproximação comunitária; - Conquistar palavra de recomendação por formadores de opinião e demais públicos-alvo pré-selecionados; - Configurar o lançamento do Hotel como o grande fato econômico, social e cultural do ano de 1998 em Santa Maria; - Potencializar os esforços de comunicação a serem desenvolvidos por agências de propaganda, produtores culturais e profissionais congêneres contratados a posteriori para dar andamento às ações propostas. </li></ul>
  48. 50. PÚBLICOS-ALVO Externos <ul><li>Governo do RS </li></ul><ul><li>senadores e deputados estaduais e federais do RS </li></ul><ul><li>Prefeitura Municipal e Câmara de Vereadores de Sta Maria </li></ul><ul><li>Promotores de eventos </li></ul><ul><li>Agências de Viagem </li></ul><ul><li>Imprensa </li></ul><ul><li>Lideranças empresariais </li></ul><ul><li>Comunidade em geral </li></ul>
  49. 51. PÚBLICOS-ALVO Internos <ul><li>Funcionários Hotel Morotin </li></ul><ul><li>Funcionários de obra Park Hotel Morotin </li></ul><ul><li>Hóspedes atuais Pessoa Física </li></ul><ul><li>Clientes Atuais Pessoa Jurídica </li></ul><ul><li>Fornecedores da obra e do futuro Hotel </li></ul><ul><li>Vizinhos da obra Park Hotel Morotin </li></ul>
  50. 52. TÁTICAS DE COMUNICAÇÃO <ul><li>Para a consecução dos objetivos propostos e atendendo a amplitude dos públicos-alvo definidos para este Programa de Ações Comunicativas, está aqui registrado um apanhado de projetos para avaliação. </li></ul><ul><li>As idéias seguem apresentadas seguindo estrutura de Título, Idéia Central, Operacionalização e Vigência, como princípios norteadores para o desenvolvimento posterior de projetos detalhados. Buscam atingir diferentes facetas da necessidade principal de divulgar a existência do Hotel e propor sua opção como a melhor na região para hospedagem e realização de eventos. </li></ul><ul><li>O custeio da maioria dos projetos seria feito totalmente pela empresa, podendo ser estudadas caso a caso as possibilidades de permuta ou patrocínio externo, inclusive relativas a incentivos fiscais do Poder Público em nível local, estadual e federal. </li></ul>
  51. 53. 1. PROJETO &quot;FELICIDADES MOROTIN&quot; : <ul><li>- Idéia Central: implantação de um sistema de correspondências em datas festivas relevantes para os públicos-alvo, ligadas a comemorações profissionais (médico, advogado, engenheiro, bancário, garçom, comerciante, entre outros) e comerciais (Natal, Dia das Mães, Dia dos Namorados, entre outros);' - Operacionalização: selecionar datas relevantes a partir do calendário promocional vigente; redigir cartões e instrumentos congêneres; produzir e enviar segundo cronograma predeterminado; instituir a circulação de um boletim informativo. - Vigência: março/ a março </li></ul>
  52. 54. 2. PROJETO &quot;SEJA BEM-VINDO&quot; : <ul><li>- Idéia Central: organização de visitas guiadas para lideranças políticas, empresariais, comunitárias e formadores de opinião, bem como clientes potenciais, nas dependências do Park Hotel durante e após o período de construção. - Operacionalização: selecionar grupos prioritários; estruturar esquema de transporte, recepção e informação dos convidados; calendarizar visitas de acordo com estágios e condições da obra, e posteriormente segundo a disponibilidade da estrutura interna de atendimento. - Vigência: março a julho   </li></ul>
  53. 55. 3. PROJETO &quot;SELECT – BANCO DE DADOS MOROTIN&quot; : <ul><li>- Idéia Central: formação de um banco de dados atualizado para atingimento eficiente dos públicos-alvo pré-selecionados com farto material informativo. - Operacionalização: obter endereço de entidades (ABAV, ABEOC, órgãos públicos, federações empresariais e sindicais, instituições universitárias); enviar correspondências de contato; organizar visitas guiadas e outros procedimentos de aproximação. - Vigência: março a agosto/ </li></ul>
  54. 56. 4. PROJETO &quot;JEITO DE SER&quot; : <ul><li>- Idéia Central: consolidação de um formato de atendimento pelos funcionários do Park Hotel Morotin como força propulsora do reconhecimento, da satisfação e da indicação da empresa entre clientes ativos e potenciais. - Operacionalização: estruturar programa de boas-vindas para novos funcionários com apresentação sintética das atribuições assumidas, da filosofia básica da empresa e da importância individual no sucesso coletivo; organizar reuniões setoriais para explicação dos projetos que vão ser gradualmente implementados; estabelecer estrutura de comunicação interna permanente sobre o andamento da construção e do posterior funcionamento do novo Hotel; planejar medidas de treinamento (informática, idioma, atendimento, qualidade, comunicação) para todos os níveis da empresa. - Vigência: permanente </li></ul>
  55. 57. 5. PROJETO &quot;BOM DIA VIZINHO&quot; : <ul><li>- Idéia Central: estabelecimento de cordiais e produtivas relações com proprietários e moradores de terrenos, residências e empresas num raio de 2 km do Park Hotel Morotin. - Operacionalização: fazer mapeamento preciso do número, localização e identificação dos vizinhos do empreendimento; criar e enviar comunicações aproximativas periódicas para o público selecionado; promover visitas guiadas a este público; participar da programação do &quot;Dia do Vizinho&quot; do Jornal A Razão. - Vigência: março a agosto/2008 </li></ul>
  56. 58. 6. PROJETO &quot;PARCERIA DE SUCESSO&quot; : <ul><li>- Idéia Central: potencialização do relacionamento comercial estabelecido com fornecedores do atual e do novo empreendimento, no sentido de buscar divulgação publicitária e repercussão comunitária para iniciativas conjuntas. - Operacionalização: identificar e selecionar os fornecedores; estabelecer programa de iniciativas e formatos de retorno; organizar reuniões de apresentação do projeto e respectivo orçamento. - Vigência: maio/2008 e maio/2009 </li></ul>
  57. 59. 7. PROJETO &quot;EXPANSÃO CRIATIVA MOROTIN&quot; : <ul><li>- Idéia Central: promoção de eventos para públicos diversos e ampliação do conhecimento da estrutura do Hotel sem contato físico direto. - Operacionalização: estruturar calendário de iniciativas próprias (sugestões a seguir. a) Exposição Fotográfica &quot;Park Hotel Morotin – Ângulos e Alegrias&quot; (composto pela promoção de um curso de Fotografia em parceria com empresa qualificada, fazendo exercícios com temática ligada à ambientação física e humana do Hotel para posterior exposição itinerante na cidade); b) Seminário de Turismo Integrado – &quot;Um Grande Coração de Lazer&quot; (consiste na promoção de discussões técnicas com palestrantes convidados e exposição comercial paralela de Prefeituras Municipais da Região Centro do RS para agentes de viagem do Cone Sul, políticos e jornalistas); </li></ul>
  58. 60. <ul><li>c) Curso &quot;Imersão Artística&quot; (composto por um aperfeiçoamento técnico para artistas plásticos locais nas áreas de Escultura, Pintura e Design, com duração de três dias (sexta a domingo) e estada no Park Hotel Morotin, havendo produção de peças temáticas ligadas à lenda de origem de Santa Maria para posterior exposição itinerante pela cidade); d) Concurso de Redação &quot;Santa Maria com o Meu Jeito de Ser&quot; (formado pela instituição de um concurso de redação para estudantes de 1º e 2º Graus de Santa Maria com o tema &quot;Santa Maria com o Meu Jeito de Ser&quot;, havendo solenidade de premiação posterior no Park Hotel Morotin), contatar grupos de interesse selecionados; organizar o evento (infra-estrutura, logística, comunicação). </li></ul>
  59. 61. 8. &quot;UM SONHO DE FINAL DE SEMANA&quot; : <ul><li>- Idéia Central: atividade promocional da empresa junto a eventos de público consagrado e de interesse direto, com entrega de folheteria específica com cupom destacável para formação de mailing-list com sorteio de final de semana gratuito nas dependências do Hotel. Quando possível, a entrega do material informativo seria feito por recepcionistas caracterizadas como indígenas, com bom impacto visual. - Operacionalização: encaminhar projeto para análise de entidades promotoras em tempo hábil para programação das ações aproximativas Sugestões a seguir - a) Vestibular UFSM 1998, b) Expo-Feira Agropecuária de Santa Maria 1998, c) FEISMA 1998, d) Campanhas de venda das Associações Comerciais (Santiago, Caçapava do Sul, Cachoeira do Sul e assemelhados); produzir software de gerenciamento de banco de dados e folheto para distribuição promocional com argumentos específicos por evento; calendarizar as ações e contratar as recepcionistas (quando necessário). - Vigência: janeiro/2008 a janeiro/2009 </li></ul>
  60. 62. 9. PROJETO &quot;CENTRAL ON-LINE MOROTIN&quot; : <ul><li>- Idéia Central: desenvolvimento de um website para o conjunto de hotéis Morotin com estrutura de reservas via internet e tomada de informações gerais sobre a empresa e a cidade-sede. - Operacionalização: definir objetivos do trabalho; elaborar projeto editorial e gráfico; dotar a empresa de infra-estrutura necessária; promover treinamento para funcionários de Diretoria e Recepção; selecionar provedor de acesso para implementar projeto. - Vigência: a partir de junho/2008 </li></ul>

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