A Sociologia em Portugal

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A Sociologia em Portugal

  1. 1. A Sociologia em Portugal Trabalho realizado por: Valéria Carreira nº16 12ºC Prof. Leonor Alves Disciplina: Sociologia 2015/2016
  2. 2. Introdução Este trabalho, proposto pela professora de Sociologia da turma 12ºC, Leonor Alves, deve servir como um fundamento para melhorar o conhecimento e aperfeiçoar a adaptação à matéria dada nas aulas. Começarei por explicar o que é a Sociologia e no que ela consiste, vou falar da sua iniciativa histórica em Portugal e, na actualidade.
  3. 3. Sociologia? A Sociologia é uma ciência social que estuda a realidade social. A ciência social é a ciência que estuda aspectos específicos dessa realidade, de acordo com a definição do seu objeto e método. A realidade social é o conjunto das interações que os seres humanos estabelecem entre si e entre eles e aquilo que os rodeia, tendo como um sistema de comunicação durável que exprime e assegura a vida dos indivíduos em grupo. No entanto, a realidade social (objeto de estudo) é complexa, que precisa de ser estudada por várias ciências sociais (ex.: Sociologia, Economia, História, Psicologia, entre outras.). Métodos de estudo da Sociologia Sendo uma ciência social, a Sociologia procura definir o seu objeto e método de estudo. Émile Durkheim identifica os factos sociais como o objeto da Sociologia e defende o método explicativo para os estudar. Os factos sociais são factos decorrentes da vida em sociedade e traduzem-se por maneiras gerais de agir, pensar e sentir, «impostas» pela sociedade em que ocorrem. Max Weber refere a ação social resultante da estrutura social como objeto de estudo e preconiza o método compreensivo para o estudo da ação social. A ação social é o modo como os indivíduos interagem na sociedade em função da estrutura social existente. Émile Durkheim Max Weber
  4. 4. A Sociologia em Portugal O sociólogo António Firmino da Costa estabelece a existência de três períodos relativamente ao desenvolvimento da Sociologia em Portugal: -Antes da Revolução de 25 de Abril de 1974; -de 25 de Abril de 1974 até meados da década de 1980; -após a década de 1980. António Firmino da Costa Antes da Revolução de 25 de Abril de 1974 Antes do 25 de Abril de 1974, quem governava até esse dia era Salazar, com um regime ditatorial. As pessoas não tinham direito a votos, eram sempre os mesmos a comandar e quem contrapunha contra o governo era preso. Havia um grande número de analfabetos, casas degradadas e mal iluminadas e más condições de trabalho. A ditadura desconfiava dos sociólogos e das ciências sociais e por isso, procurou sempre desvalorizar qualquer teorização do social, e desta forma impedir o seu desenvolvimento institucional. Não permitiu que a sociologia entrasse nas universidades, não permitiu que entrasse nas organizações sociais, nem a publicação ou difusão de obras relacionadas com o pensamento sociológico. «A análise sociológica da realidade portuguesa era incómoda para o regime ditatorial derrubado em 1974», salienta António Firmino da Costa. O enfraquecimento do regime e a acumulação das contradições sociais dentro da própria sociedade portuguesa, levantaram enormes problemas entre a população e não havia como escondê-los. Isto levou a que na década de 60, aumenta-se a procura de conhecimentos especializados na área social e surgiram instituições de planeamento e intervenção técnica, gabinetes e organismos de estudos sociais, como GIS (Gabinete de Investigações Sociais) criado em 1962 em Lisboa, cobrindo temáticas do âmbito colonial ou relacionadas com o serviço social, o desenvolvimento comunitário, a formação profissional e políticas de
  5. 5. desenvolvimento. Já em 1963, foi publicada a revista Análise Social. Em 1964, em Évora, surge a primeira licenciatura em Sociologia e é lançada a revista Economia e Sociologia. Em 1968,Salazar, então com 79 anos de idade, foi vítima de uma hemorragia cerebral e ficou incapacitado para governar o nosso país. O Presidente da República Américo Tomás nomeou, em sua substituição, Marcello Caetano, professor de Direito da Universidade de Lisboa e antigo ministro de Salazar. Este, por sua vez, procurou liberalizar o regime e desenvolver o país em termos no plano económico e no domínio social. Mas, a política de Marcello Caetano não deu os resultados esperados-não liberalizou o regime nem pôs termo à guerra colonial. Então como se saiu do impasse? De 25 de Abril de 1974 até meados da década de 1980 Tudo começou com reuniões secretas devido à opressão das forças policiais afectas ao regime. À meia-noite, no dia 25 de Abril de 1974, deu-se início à revolução através do primeiro sinal pela rádio, a canção “E depois do Adeus” , de Paulo de Carvalho, que fez desencadear a tomada de posições dos militares. O segundo sinal foi dado com a canção “Grândola Vila Morena”, de Zeca Afonso, que fez ouvir os militares a começarem a sua emboscada. Os militares do MFA (Movimento das Forças Armadas) que prepararam esta revolução, conseguiram por fim ao regime ditatorial e reestabelecer as liberdades fundamentais e surgiram os partidos políticos e os sindicatos livres. O movimento de 25 de Abril traduziu-se por uma eclosão de iniciativas sociais, económicas, políticas e culturais que abriram novas perspectivas às ciências sociais. Em 11 de Março de 1975, o general Spínola, que entretanto tinha abdicado do cargo de Presidente da República, tentou, através de um golpe militar, travar o processo revolucionário. Mas foi mal sucedido e teve de se exilar em Espanha. Então, o governo dirigido pelo 1º ministro Vasco Gonçalves tomou uma série de medidas tendentes a construir em Portugal uma via original para o socialismo. O rumo da revolução portuguesa alarmou os países ocidentais. Após um período de grande agitação (ataques bombistas, indisciplina nos quartéis, cerco da Assembleia Constituinte, manifestações de rua), em que Portugal esteve à beira da guerra civil, um grupo de militares moderados desencadeou um movimento armado – o 25 de Novembro de 1975. Então o MFA foi afastado do poder e, progressivamente, instalou-se no país uma democracia parlamentar. Os portugueses passaram a usufruir de direitos e liberdades fundamentais consagrados na Constituição de 1976.
  6. 6. Quanto à sociologia, em particular, teria sido preciso esperar pela revolução de 25 de Abril de 1974 e pela instauração da democracia para ver a disciplina vingar em toda a sua plenitude académica. Em 1985, foi criada a Associação Portuguesa de Sociologia, principal organização científico-profissional dos sociólogos portugueses, que apoia a disciplina e o estudo desta nova profissão. Em 1988, realizou-se o primeiro Congresso Português de Sociologia que, em 2014, já atingiu a oitava edição. Após a década de 1980 O aumento da compreensão social sobre a sociedade portuguesa tem-se ficado a dever à evolução que a sociologia registou no país, seja em termos profissionais, seja em termos académicos. Por sua vez, a expansão da sociologia portuguesa também se deve às próprias transformações sociais verificadas na sociedade. Atualmente, a jovem Sociologia portuguesa é uma área em desenvolvimento com sociólogas e sociólogos de grande reputação em áreas específicas de trabalho e com profissionais habilitados para dar resposta aos problemas sociais da sociedade portuguesa. Conclusão Em suma, a sociologia é a ciência que estuda a realidade através de factos sociais e da ação social. Apenas entrou em Portugal a partir de metade do século XX, depois da Revolução do 25 de Abril a seguir à instauração da democracia. Lembramos que antes desse período, o regime ditatorial tinha graves problemas sociais com a sociedade, pois as pessoas viviam más condições de vida, eram escravizadas, não tinham direito a voto nem liberdade de expressão. Com a liberdade do regime salazarista, entraram nova iniciativas e novas oportunidades sociais para responder face aos problemas sociais.

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