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Ásia Menor, no platô de Anatólia. “Uma das conseqüências das invasões dórias teriasido a destruição quase total da civiliz...
rapidamente a diminuição do poder dos reis e um controle reforçado dos nobres sobre oconjunto social e político, foi nos c...
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Texto política na grécia antiga

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Texto política na grécia antiga

  1. 1. Alunos: Flavio Antonio, Flavio Harley, Lucas Roberto, Marcos Alfredo, Ronald Cochak1° Ano – História - História AntigaProf: Fernando Cesar Sossai A POLÍTICA NA GRÉCIA ANTIGAA organização política da Grécia era dada pelas condições geográficas e econômicas,pois ela era dividida em pequenas unidades econômicas, assim não foi capaz de criargrandes sistemas políticos. Para se proteger de ataques, constroem refúgios fortificadosno topo das colinas, e o começo das cidades, que logo se tornam o centro da vidareligiosa, social e política, morada dos reis e dos sacerdotes. O sistema de vida dessascomunidades é descrito por Homero (poeta grego séc. VIII ou VII a.C) na Ilíada e naOdisséia. “Esses poemas descrevem o passado, não o presente: eles se referem aotempo em que a redistribuição dos ramos gregos estava ocorrendo por toda parte, equando não poucas características do passado egeu eram observáveis na vida daaristocracia” 1 O que se observa é que, econômica, social e politicamente o elementodominante comum a todas as cidades descritas por Homero é a aristocracia,corporificada nas famílias. Cada família é dividida em grupos – fatrias- de naturezamilitar e religiosa, abaixo vem à população, dividida segundo a ocupação, posiçãosocial e residência. Os membros dessa classe plebéia é que formam o Demos, há os quepossuem terras, outros são locatários ou servos e cultivam a terra dos senhores, outrosalugam seu trabalho, existem os artesãos que vivem nas cidades e há também osescravos produtos das guerras. Não se sabe como surgiu esse sistema social considera-se essas famílias governantes como descendentes de heróis, isso está mais relacionadocom os mitos mais antigos sobre deuses e heróis. Apesar da origem divina, o rei não eraum déspota, não se considerava um deus nem senhor dos seus súditos, era sim o líder ochefe do clã, da família que tinha descendência divina. Com o avanço das tribosguerreiras (Dórios, Eólios) houve uma migração e uma redistribuição do povo grego na1 Rostovtezff, M. História da Grécia (p 57)
  2. 2. Ásia Menor, no platô de Anatólia. “Uma das conseqüências das invasões dórias teriasido a destruição quase total da civilização micênica” 2 Quando os grupos vindos daGrécia conquistaram os reinos da Anatólia, a primeira providência foi a de estabelecerseu poder, definir as relações com os colonos. Eles pouparam os templos, essa políticapode ser vista na cidade de Éfeso no famoso templo de Ártemis, com toda probabilidadeos gregos e a aristocracia governante nas cidades conquistadas se uniram para criar umasó classe dominante, com a população local de lavradores e pastores trabalhando paraeles. A prosperidade dos gregos da Ásia Menor afeta a sua vida social e política, ao ladoda aristocracia surgem os mercadores, os proprietários das vinhas e das fabricas e issoleva a uma ruptura nas famílias. A vida do fazendeiro pobre expulso pelos grandes paraas colinas e pântanos é descrita na poesia de Hesíodo, um camponês beócio. “Eledescreve a vida árdua num pequeno pedaço de terra sem nenhuma animação nopresente, e com a constante preocupação pelo amanha e sem nenhuma esperançapara o futuro.” 3 As despesas da minoria, o luxo com que se cercavam a exploração dasmassas e o número maior de escravos não foi suportado e gerou uma luta desumana ecruel entre as classes. Durante os séculos que se seguiram a invasão dos Dórios, nasceulentamente à civilização grega propriamente dita, não como um milagre, e sim pelosconhecimentos aprendidos e adaptados de outras civilizações era uma unidade culturalbásica, mas apresentava variantes em relação ao elemento humano que a compunha, asregiões, as paisagens e as influências. O desenvolvimento político e social da Gréciaacompanhou o crescimento econômico, a formação e estabelecimento das cidades-estado é a principal característica, mas esse processo não foi simultâneo ou idêntico emtodo lugar. Durante muitos séculos algumas regiões mantiveram o sistema de governodo tipo clã e todas as peculiaridades do período homérico. Nas cidades-estado, a vidapolítica é concentrada num único lugar a cidade, ela é considerada o centro religioso,econômico e político do distrito unido em torno dela, todos os habitantes desse territóriosão cidadãos e, juntos organizam a vida política, econômica e social. Os estrangeiros,servos e escravos são os únicos excluídos da categoria de cidadão. Nessas cidades-estado, o poder político passa das mãos do rei do clã para um grupo de cidadãos,primeiro para as famílias importantes ligadas ao antigo rei, em seguida para osproprietários rurais e, finalmente para os cidadãos, o primeiro momento é chamado“aristocracia” e o ultimo “democracia. No inicio a cidade grega verá muito2 FUNARI, Pedro Paulo. Grécia e Roma (p19)3 Rostovtezff, M. História da Grécia (p81)
  3. 3. rapidamente a diminuição do poder dos reis e um controle reforçado dos nobres sobre oconjunto social e político, foi nos círculos aristocráticos e guerreiros que se pensaram osmodelos políticos que serão utilizados pelas cidades, com a expansão progressiva donúmero de pessoas que deveriam fazer parte desse novo modelo político. Ao fim dasmonarquias o que se viu foi o monopólio dos nobres sobre os assuntos coletivos, com ocontrole da justiça e da religião, a base do poder dos nobres era o controle da terra, emsua maior parte a produção nos campos assegurava o ajuste das massas rurais. As lutaspolíticas se desenvolviam no interior destes grupos, cujo poder era garantido pela forçada sua ideologia. No entanto certas forças vão levar à mudança, uma crise agráriaameaçava o Demos com a escravidão, este processo foi resolvido durante algum tempocom a colonização, a exigência de justiça serviu para que o povo ficasse maisconsciente na luta por maiores direitos. As lutas nas classes aristocráticas já não seresolviam no interior da sua camada, o clima tenso obrigou os aristocratas a aceitarlegisladores que colocassem ordem nos assuntos coletivos e trouxessem a paz, atravésde medidas que quase sempre contrariavam seus interesses, como o perdão das dividas.Governando entre as rachaduras internas e o descontentamento popular muitas vezescom o apoio dos ramos secundários das elites, nasce o tirano, personalidade nova queinaugura o poder pessoal, no lugar do antigo poder aristocrático, esse golpe de estado sefaz contra a aristocracia e o seu exclusivismo em alguns casos parte da nobreza seentende com o tirano e até o apóia.Ele busca no Demos apoio contra o monopólio aristocrático, quando o golpe é violento,ele exila as famílias nobres e faz a partilha das suas terras, no meio urbano pratica apolítica das grandes obras (fontes, templos, teatros), no social quebra os quadros quegarantiam o controle dos nobres sobre o povo e por fim para limitar o papeldesempenhado pelos nobres na justiça rural, cria os juízes itinerantes dos Demos. Comolhe faltam tradições e justificações religiosas, o tirano atrai para sua corte poetas esábios de todo tipo que interferem no domínio cultural e religioso. No campo políticoele pouco ou nada intervém, só toma o cuidado de preencher os cargos de magistradoscom aqueles que são fiéis a sua pessoa. Por suas próprias medidas eles fazemdesaparecer as causas que possibilitaram a sua ascensão ao poder e prepararam umaintervenção mais autônoma do Demos nos assuntos da Polis. Os gregos inventaram apolítica, o fato de a política ser central na vida do ser humano era algo tão claro paraeles, que é isso o que os faz distinguir o homem dos deuses e dos animais. O homem éum animal político, está, portanto destinado a viver em sociedade segundo a célebre
  4. 4. expressão de Aristóteles (filosofo grego 384-348 a.C). Na Grécia Antiga o que vaiprevalecer na época clássica e a divisão entre os que têm, possuem o direito departicipar e os que não têm e não possuem nenhum direito, quando os gregos pensamem política, eles pensam primeiro nos cidadãos, seus debates, instituições e lutas. Amobilização política não é um fim em si, age-se em certas condições, na medida daspossibilidades do momento, a procura de algum resultado, o esforço necessário e osucesso são avaliados em relação aos resultados esperados. Nós como historiadores,pelo estado de espírito e pelo tipo de ética que sustentou a política na Grécia Antiga,devemos compreender e tentar explicar a surpreendente estabilidade da democracia,devemos buscar a razão desse fascínio em relação à real importância que esta instituiçãodespertou ao longo da história na antiguidade e nos tempos modernos.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASROSTOVTZEFF, M. História da Grécia, Zahar Editores: Rio de Janeiro, 1977.FUNARI, Pedro Paulo. Grécia e Roma, Editora Contexto: São Paulo, 2001.TRABULSI, José Antonio Dabdab. Ensaio sobre a mobilização política na GréciaAntiga, Editora UFMG: Belo Horizonte, 2001.

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