Administração de recursos materiais e patrimoniais

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Administração de recursos materiais e patrimoniais

  1. 1. Resumo de aulas Administração de Recursos Materiais e Patrimoniais 2o Semestre 2006Caro aluno este material foi elaborado com base na bibliografia citada no final da apostila, e tem por objetivooferecer material complementar de estudo para fixação da matéria, lembrando que esta não deve ser aúnica fonte de consulta, pois além dela vocês devem consultar o(s) livro(s) adotados, textos, artigos,caderno, entre outros recursos utilizados durante as aulas.Também foi respeitada a lei de direitos autorais, para elaboração deste material.Este material poderá ser obtido através do site: www.alexlocci.pro.br
  2. 2. ÍNDICEAdministração de Materiais ............................................................................................................................... 1Aplicação da Administração de Materiais.......................................................................................................... 1 Objetivos Básicos da Administração de Materiais......................................................................................... 2 Organização do Departamento de Materiais ................................................................................................. 3 1-) Organização por Função: ..................................................................................................................... 3 2) Organização por Localização................................................................................................................. 3 3) Organização por Produto / Projeto......................................................................................................... 4 4) Organização por Estágio de Fabricação................................................................................................ 4 Gerência de Materiais Centralizada X Descentralizada ................................................................................ 4 Demanda de Materiais................................................................................................................................... 4 Previsões Gerais de Negócios....................................................................................................................... 5 Cronograma de Compras .............................................................................................................................. 5 Compras por Médias X Compras por orçamento .......................................................................................... 5 Compras Por Média: .................................................................................................................................. 5 Compras Por Orçamento: .......................................................................................................................... 5 Disponibilidade............................................................................................................................................... 6 Estoques ........................................................................................................................................................ 6 Controle de Estoques .................................................................................................................................... 6 As Principais Informações da Ficha de Estoque ........................................................................................... 7Determinação de Níveis de Estoques ............................................................................................................... 9Introdução a Curva ABC.................................................................................................................................. 11 O uso da curva ABC nas empresas............................................................................................................. 11 A Técnica ABC............................................................................................................................................. 11 Montagem e Aplicabilidade da Curva ABC .............................................................................................. 12A Abordagem do Cálculo de Necessidades.................................................................................................... 14 Introdução .................................................................................................................................................... 14 Objetivos ...................................................................................................................................................... 14 Como Funciona o MRP II ......................................................................................................................... 14JUST IN TIME.................................................................................................................................................. 15 OBJETIVOS ................................................................................................................................................. 15 Fim aos Desperdícios e Melhora Contínua.............................................................................................. 15 As metas colocadas pelo JIT em relação aos vários problemas de produção são: ................................ 16 VANTAGENS DO JIT................................................................................................................................... 16 Custos: ..................................................................................................................................................... 16 Qualidade: ................................................................................................................................................ 16 Flexibilidade:............................................................................................................................................. 16 Velocidade:............................................................................................................................................... 17 Confiabilidade:.......................................................................................................................................... 17KANBAN .......................................................................................................................................................... 17 CONCEITOS BÁSICOS............................................................................................................................... 18 COMO FUNCIONA ...................................................................................................................................... 18 VANTAGENS DO KANBAN......................................................................................................................... 19ERP (Enterprise Resource Planning) .............................................................................................................. 20Movimentação e Armazenagem de Materiais ................................................................................................. 22Recursos Patrimoniais..................................................................................................................................... 24Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos (Supply Chain Management) ..................................................... 25Bibliografia ....................................................................................................................................................... 26 Página: I
  3. 3. UBC UNIVERSIDADE BRAZ CUBAS Administração de Recursos Materiais e Patrimoniais Página: 1Administração de MateriaisHistóricoO alcance da administração de materiais nas indústrias é no mínimo, tanto produto desenvolvimentohistórico quanto de logística econômica.Organizações em que a administração de materiais desempenhe otimamente seus papéis de linha eassessoria raramente são criadas de um momento para outro e evoluem gradualmente e, na maioria doscasos, demoram a amadurecer. Processo evolutivoO processo de desenvolvimento em administração de materiais está longe de ser uniforme, mas pareceseguir o padrão de escrita seguir:Estágio 1: Todas as atividades de administração de materiais são conduzidas quase inconscientemente porexecutivos fundamentalmente preocupados com outras atividades em.Estágio 2: As principais atividades de administração de materiais são formalmente reconhecidas, massubordinam-se a um grande número de executivos e não estão centralizadas dentro da organização. Oresultado é que o único gerente de materiais genuíno é o presidente ou gerente geral que, na maioria dasvezes, está preocupado com problemas aparentemente mais importantes.Estágio 3: A as atividades da administração de materiais relacionadas com as compras são agrupadas sobas ordens de um único executivo que gradualmente começa a comportar-se como um gerente de linha.Estágio 4: A administração de materiais torna-se uma atividade genuinamente somadora de valor paramateriais comprados. Fornece, também, maior assistência especializada quanto aos problemas dedistribuição relativos à fabricação e ao marketing.EstruturaUma tradicional organização de um sistema de materiais para pode ser dividida nas seguintes áreas deconcentração: • Controle de estoques; • Compras; • Almoxarifado; • Planejamento e controle da produção; • Importação; • Transportes e distribuiçãoAplicação da Administração de MateriaisA Administração de Materiais é parte fundamental de qualquer organização que produza itens / serviços devalor econômico, sendo assim essencial não só às indústrias de fabricação como às de serviços, e existemtanto em empresas que visem o lucro, como em setores públicos e privados da economia que não o tenhamem vista.Na Administração de Materiais emprega-se capital, incorrendo-se em custos para produzir algo de valoreconômico. O capital empregado é basicamente o ESTOQUE de materiais comprados, mas inclui também:prédios e terrenos necessários para guardar os estoques; equipamentos de manuseio para transportá-lo; eescritórios e equipamentos usados pelo pessoal.A Administração de Materiais acrescenta valor por distribuição, isto é, os produtos não são fisicamentemodificados, mas adquirem valor adicional como resultado de terem sido deslocados do produtor para ousuário.Prof. José Alexandre Fernandes Locci Material revisado em: novembro/06
  4. 4. UBC UNIVERSIDADE BRAZ CUBAS Administração de Recursos Materiais e Patrimoniais Página: 2Para cumprir a missão básica de acrescentar valor por distribuição, a Administração de Materiais deveabranger todas as atividades relacionadas com a obtenção do material comprado no fornecedor, até oestágio em que o valor começa a ser somado por fabricação. Nesta atividade básica estão incluídas:Compra, todas as atividades relacionadas com o manuseio, guarda e transporte do material, antes de suaincorporação ao processo de fabricação.Quando lida com o material comprado o gerente de Materiais é um executivo de linha, isto é, responsávelpor uma função básica do negócio. Em muitas organizações, ele tem um segundo papel (assessor),responsável por serviços especializados que caem sob o controle da fabricação ou do Marketing.É fácil diferenciar as capacidades das gerências de Materiais e Marketing. Em empresas que visem o lucro,a tarefa de Marketing é vender o produto, e os executivos concentram seus esforços em vendas epublicidade. O processo completo incluí todas as atividades necessárias para levar o produto da últimaoperação fabril até o cliente. O produto deve ser transportado e armazenado, passando virtualmente pelomesmo processo que se desenvolve quando um material comprado é levado do fornecedor até o usuário.Este processo de transportar bens até o consumidor é chamado DISTRIBUIÇÃO FÍSICA.A Administração de Materiais é tão essencial para uma pequena quanto grande corporação. No pequenonegócio devido a pouca especialização funcional, o proprietário faz todos os trabalhos administrativos.Quando a empresa se expande, o trabalho fica cada vez mais pesado, e geralmente o proprietário, contrataum "assistente", delegando uma parte da responsabilidade, porém retendo a Compra e o controle deestoques. Se a empresa continua se expandindo, existe a necessidade de maior especialização, gerandoassim a divisão de um departamento independente de Compras, contratando-se um agente de compras emtempo integral. Porém, o gerente de produção continua responsável pela administração de estoques e a altaadministração retém a autoridade sobre os contratos a serem firmados com os fornecedores.Na maioria das empresas o departamento de Compras, Tráfego e Controle de Estoques, controlam emconjunto todas as atividades de Administração de Materiais. Não existe uma concordância geral quanto asfunções, que devem ser agrupadas de maneira organizacional sob a gerência de materiais; Contudo, amaioria concorda que tais funções compreenderiam todas as atividades pertinentes aos materiais,EXCETO: projeto e fabricação do produto, manutenção de instalações, equipamentos e ferramentas, NÃOincluindo a Inspeção de Recebimento. Esta inspeção é uma função do Controle de Qualidade, queassegurará que cada remessa que chega a empresa está de acordo com o solicitado. Objetivos Básicos da Administração de MateriaisO objetivo básico da Administração de Materiais é a aquisição de produtos pelo menor preço possível. Paraalcançá-lo o gerente de materiais deve considerar os efeitos de sua ação a longo e curto prazo, e o impactode suas operações sobre os custos de outras atividades da organização.Devemos destacar os OBJETIVOS PRINCIPAIS do Departamento de Materiais:a) Preços baixos: é o mais importante e o mais óbvio. O Departamento deve reduzir os preços dos itens,para que os custos operacionais diminuam e os lucros aumentem.b) Alto giro de estoques: quando os estoques são baixos em relação as vendas, uma parcela menor decapital fica presa a eles.c) Baixo custo de aquisição e posse: quando os materiais são manuseados e armazenados com eficiência,o custo real é mais baixo.d) Continuidade de Fornecimento: quando existem "quebras" na continuidade de fornecimento tornam-seinevitáveis custos excessivos.e) Consistência de Qualidade: o departamento é responsável apenas pela qualidade de materiais e serviçosprovenientes de fornecedores externos.f) Despesas e aperfeiçoamento com pessoal: as empresas devem estimular um aperfeiçoamento contínuode pessoal, contratando elementos especializados.Prof. José Alexandre Fernandes Locci Material revisado em: novembro/06
  5. 5. UBC UNIVERSIDADE BRAZ CUBAS Administração de Recursos Materiais e Patrimoniais Página: 3g) Relações favoráveis com fornecedores: as empresas dependem de fornecedores externos, sendoprimordial as relações com eles. Um dos maiores problemas dos gerentes de materiais são as súbitasmudanças na demanda de materiais, o que exige um rápido cancelamento de pedido ou um fornecimentoextra.h) Bons registros: compradores gastam o dinheiro da empresa e ficam sujeitos à grandes tentações. Combons registros e auditorias periódicas podem desencorajar a corrupção. Organização do Departamento de MateriaisA atividade de gerir materiais deve ser dividida em várias tarefas diferentes agrupadas em uma determinadaestrutura organizacional.Entre as várias divisões de trabalho temos: 1-) Organização por Função: Diretor Geral Gerente Gerente Gerente Financeiro Materiais Produção Ch. Expedição Chefe Ch. Controle /Transporte Compras MateriaisVantagensConcentração do poder de compra: compras divididas com base na especialização de mercadorias,gerando melhores compras com custos baixos.DesvantagensInsatisfação dos empregados: pessoas ficam aborrecidas com trabalhos repetitivos, pois gostam devariedade.Burocratização: muitos níveis de supervisão, com longas cadeias de comando gerando um processodecisório lento e complexo. 2) Organização por Localização Gerente Compras Agente Agente Agente Compras Compras Compras Fábrica A Fábrica B Fábrica CObservação: Grandes empresas que possuem muitas fábricas usam esta organização, pois cada fábricarequer uma organização de materiais, e pelo menos uma parte desta, deve ali estar localizada.Prof. José Alexandre Fernandes Locci Material revisado em: novembro/06
  6. 6. UBC UNIVERSIDADE BRAZ CUBAS Administração de Recursos Materiais e Patrimoniais Página: 4 3) Organização por Produto / Projeto Gerente Compras Comprador Comprador Comprador Produto A Produto B Produto CObservação: O departamento de compras é organizado de modo que cada comprador se especialize emuns poucos artigos. 4) Organização por Estágio de Fabricação Gerente Materiais Fábrica Gerente Gerente Gerente Divisional Divisional Divisional Fundição Estamparia PinturaObservação: A responsabilidade passa de departamento para departamento à medida que o material oucomponente se move desde o estágio idealizado, até ser processado nas instalações do vendedor,passando pela recepção e pelos armazéns dos compradores, até o ponto em que é utilizado no processo defabricação. Gerência de Materiais Centralizada X DescentralizadaAs Administrações das empresas gigantescas resolvem os problemas decorrentes do tamanho adotando asgerências descentralizadas, dividindo a empresa em unidades de negócios.Como vantagens podemos destacar: aproxima os gerentes dos objetivos dos negócios e permite um maiorcontrole dos custos; A principal desvantagem apresentada é a diluição do poder de compra, pois o volumedo que é comprado gera grandes concessões de preços.Assim, empresas que usam peças ou materiais idênticos / similares em um certo número de fábricastendem a uma organização centralizada para explorarem seu poder de compra. Por outro lado, empresasque fabricam produtos com pouca semelhança entre si, adotam um departamento de comprasdescentralizado. Demanda de MateriaisA demanda de materiais comprados deriva da demanda do produto final. Na maioria das empresas ogerente de materiais, responsável pela previsão, da demanda dos produtos finais. Mas em outras, estaresponsabilidade é delegada pela alta administração, porque se diz que o gerente de materiais deve terdisponível tudo o que a Produção precisa para atender a todos os pedidos que vem de Marketing. Assim, aresponsabilidade pelo sucesso ou fracasso para ter o material disponível é do gerente de materiais.É necessário ressaltar que infelizmente prever é um processo falível. A fábrica que esperava vender ummilhão de carros descobrirá freqüentemente que a demanda real é diferente de sua previsão. Se elaexceder a previsão, o gerente tem que ter em mãos uma quantidade que permita satisfazer a demandamaior. Se a demanda cair, poderá haver excesso de material. Então o que fazer? O gerente de materiaistoma suas próprias decisões, autorizados pela alta administração, que dará a previsão da demanda deproduto final para materiais e não para Marketing (que deve vender tanto quanto possível), enquantoMateriais e Produção devem estar prontos para suprir o quanto possa ser vendido.Prof. José Alexandre Fernandes Locci Material revisado em: novembro/06
  7. 7. UBC UNIVERSIDADE BRAZ CUBAS Administração de Recursos Materiais e Patrimoniais Página: 5O suprimento de materiais comprados está igualmente sujeito às flutuações da demanda dos mesmos. Nogeral o problema básico da gerência de materiais consiste na rapidez com que os fornecedores possamresponder as variações de demanda, e não na sua capacidade em responder. Quase todos osfornecedores, por exemplo, ficam encantados em dobrar as remessas para seus clientes, porém,dificilmente seriam capazes de dobrar sua produção sem semanas ou mesmo meses, de aviso prévio.Assim o problema chave do gerente de materiais raramente é sua capacidade de obter os produtos quenecessita, mas sim a maneira de obtê-lo em certa data fatal. Previsões Gerais de NegóciosO gerente de materiais preocupa-se com três tipos fundamentais de previsões:1. Demanda de materiais comprados: em geral deriva diretamente da demanda pelos produtos finais daempresa.2. Suprimento de materiais comprados: na maioria dos casos, a preocupação básica é o prazo de entrega, onúmero de semanas ou meses que precisa esperar pela entrega de materiais específicos, depois de teremsido encomendados.3. Preços pagos pelos materiais comprados: tem relação direta com o sucesso da empresa, pois muitaspoucas podem ignorar as flutuações nos preços dos materiais comprados. Cronograma de ComprasAs flutuações de preço introduzem um elemento de risco na Administração de Materiais, que não pode serevitado. Os gerentes de materiais realistas sabem que talvez errem em suas previsões quase tãofreqüentemente quanto acertem. Apesar disto, tentam fazer com que a época de suas compras reflita asprevisões de preços e disponibilidade futuros, e usam seus estoques com o objetivo de protegerem-secontra a incerteza.Então a maioria segue o seguinte procedimento:1. Estimar a necessidade de materiais: faz uma estimativa firme de consumo de material pelo menos dealguns trimestres, e possivelmente um ano à frente, revistas periodicamente. As compras devem ser feitas atempo de satisfazer as necessidades.2. Desenvolver um plano experimental de compras: divide as necessidades em lotes econômicos eprograma sua entrega, concedendo suficiente prazo de entrega para prevenirem faltas de estoque, caso osfornecedores falhem no cumprimento do programa.3. Estar atento às oportunidades de compra: quando os preços parecem excepcionalmente favoráveis, deveconsiderar a hipótese de comprar além de suas necessidades, devendo trabalhar em estreita ligação com osetor financeiro, para verificar se existe disponibilidade. Compras por Médias X Compras por orçamentoCompras Por Média: calcular o preço médio é o mais simples dos métodos para se defender dos riscosocasionados pela flutuação dos preços das matérias primas. Isto implica em manter os estoques tão baixoquanto possíveis o tempo todo, e comprar visando atender apenas à produção imediata. Com estaestratégia o custo médio da mercadoria usada na produção será quase o mesmo durante todo o ano. Atécnica de compras por média permite que a empresa concentre seus esforços em fazer e vender produtosterminados, sem se preocupar em demasia com as flutuações do mercado. Só funciona bem quando:1. o Custo da matéria-prima não é muito importante em relação ao custo global do produto.2. o aumento dos custos da matéria prima, podem ser passados imediatamente para os compradores doproduto final.3. matéria prima não é sujeita à flutuações particularmente violentas.4. a matéria prima não é produzida no exterior, e as linhas de suprimento sejam longas e complexas,sujeitas a interrupções por motivos políticos, trabalhistas, etc.Compras Por Orçamento: quando os preços flutuam regularmente em torno da média, é possível bater omercado através de orçamento de compra. O gerente de materiais determina quantias regulares a seremProf. José Alexandre Fernandes Locci Material revisado em: novembro/06
  8. 8. UBC UNIVERSIDADE BRAZ CUBAS Administração de Recursos Materiais e Patrimoniais Página: 6gastas com o material. Independente de seu preço de venda. Como resultado a empresa automaticamentecompra mais quando os preços estão baixos e menos quando estão altos. Infelizmente, um programa pororçamento só é bem sucedido quando o gerente de materiais consegue prever o preço médio queprevalecerá. DisponibilidadeFelizmente para o gerente de materiais a maioria da matéria prima encontra-se prontamente disponível parao comprador que possa pagar o preço vigente. A maior preocupação não é a disponibilidade básica, massim a rapidez com que os fornecedores possam responder as alterações de demanda (essa capacidadevaria com a mercadoria).O gerente usa um plano formal / informal para guiá-lo na reação a grandes variações na demanda de cadamercadoria importante. Conceitualmente é útil pensar na estimativa de demanda como a média dedistribuição de estimativa. O gerente de materiais decide como se ajustarão as variações esperadas emtomo desta estimativa média. Na maioria dos casos isto é fácil, pois, o Estoque fornece a saída: quando oconsumo é acima do normal, ele utiliza-se do estoque quando o consumo diminui, deixa o estoque cresceraté que tenha a oportunidade de reduzir as ordens colocadas com os fornecedores. Então os estoquespodem agir como um amortecedor que anule as flutuações esperadas na oferta ou no consome. Contudo osestoques normais nunca são suficientes para enfrentar uma greve, ou uma catástrofe, tal como um grandeincêndio. Os desastres naturais são impossíveis de prever, mas outros tipos (greves de fornecedores,transportadoras, negociações trabalhistas, etc.) eles levam em consideração nos seus planos. EstoquesÉ a composição de materiais: matéria prima. Materiais em processamento, materiais semi-acabados eprodutos acabados, que não são utilizados em determinado momento na empresa, mas que precisa existirem função de futuras necessidades.As principais funções dos estoques são:1. garantir o abastecimento de materiais à empresa, neutralizando os efeitos de: • Demora / atraso no fornecimento de materiais. • Sazonal idade no suprimento. • Riscos / dificuldades no fornecimento.2. proporcionar economias de escala: • Através da compra / produção em lotes econômicos. • Pela flexibilidade do processo produtivo. • Pela rapidez / eficiência no atendimento às necessidades.Porque estocar? • Assegurar um suprimento adequado de matéria prima e outros itens. • Acompanhar as condições de excesso ou falta em relação a demanda atual / projetada. • Definir lotes de compra e / ou períodos de compra. • Identificar itens pouco usados / obsoletos. • Absorver flutuações de demanda. • Especulação financeira para aproveitar oportunidade de preço. • Pronta entrega, etc. Controle de EstoquesUm dos grandes desafios da Administração de Materiais está em dimensionar e controlar os estoques paratentar mantê-los, em níveis adequados ou então reduzi-los sem afetar o processo produtivo e sem aumentarcustos financeiros. Os estoques tendem a flutuar e é muito difícil controlá-los em toda a sua extensão, poisos materiais se transformam rapidamente através do processo produtivo e a cada momento podem serclassificados diferentemente.Prof. José Alexandre Fernandes Locci Material revisado em: novembro/06
  9. 9. UBC UNIVERSIDADE BRAZ CUBAS Administração de Recursos Materiais e Patrimoniais Página: 7Para conhecer e controlar os estoques são necessários duas ferramentas básicas: o fichário de estoque(FE) e a classificação ABC.O fichário de estoque (ou ficha de estoque) é um conjunto de documentos e informações que servem parainformar, analisar e controlar os estoques de materiais. Atualmente o FE conta com a ajuda do computadordevido ao número de itens a ser controlado serem muito volumosos.A classificação ABC surgiu na, General Eletric Co. e seu introdutor foi H.F.Dixie. O grande mérito de Dixiefoi o de descobrir a importante vantagem da classificação ABC para a diferenciação dos Itens de estoquescom vistas ao controle e custos associados a este controle. Se os itens mais importantes são em pequenonúmero e representam uma grande parcela do valor total, então podemos e devemos controlá-losrigidamente, apesar de ser oneroso, as economias obtidas serão respeitáveis. Por outro lado, itens demenor importância são em grande número, mas representam uma parcela reduzida do valor total, entãopodemos e devemos controlá-los com menor rigor. As Principais Informações da Ficha de Estoque1. Identificação do item:a) nome do item;b) número ou código do item;c) especificação ou descrição do item;d) unidade de medida (quilo, metro, litro, unidade);e) tipo de utilização (a que se destina o item).2. Controle do item:a) estoque mínimo;b) lote econômico;c) demanda de consumo (utilização mensal);d) dias de espera para a chegada do pedido de renovação;e) fornecedores do item;f) porcentagem de perda ou rejeição na produção.3. Entradas de material no estoque:a) recebimentos de material (entrada em quantidades);b) preço unitário em cada lote de recebimento;c) valor monetário de cada lote (quantidade x preço unitário).4. Saídas de material do estoque:a) saídas de material em quantidades (RMs atendidas);b) preço unitário de cada lote de saída;e) valor monetário de cada lote (quantidade x preço unitário).5. Saldo em estoque:a) saldo de estoque (quantidade existente em estoque);b) saldo disponível (quantidade existente + quantidade encomendada e ainda não recebida);c) saldo das encomendas (quantidades encomendadas a receber);d) saldo das reservas (quantidade requisitada em RM e ainda não retirada no almoxarifado).6. Valor do saldo em estoque:a) custo unitário de cada lote de entrada no almoxarifado;b) custo unitário médio;e) custo unitário de cada saída;d) valor monetário do saldo em estoque (unidades x custo unitário).7. Rotação do estoque:a) soma das entradas (pedidos de reposição efetuados);b) soma das saídas (RMs atendidas);e) porcentagem das entradas sobre as saídas.Prof. José Alexandre Fernandes Locci Material revisado em: novembro/06
  10. 10. UBC UNIVERSIDADE BRAZ CUBAS Administração de Recursos Materiais e Patrimoniais Página: 8 SEBRAE ESTOQUES CONTROLADOS PODEM SP RENDER DINHEIRO O capital imobilizado nos estoques de uma empresa é bastante alto, representando um valor significativo de seu ativo. Com inflação crescente e juros altos, os custos dos estoques devem ser rigidamente controlados, para não inviabilizar asAOS MICROS E operações de uma empresa. PEQUENOSEMPRESARIOS O termo estoques é usado para que consiste em classificar os Os itens classificados com a letra designar os materiais disponíveis itens estocados considerando seu A são os de alto custo unitário e no curso normal das atividades custo unitário e seu valor de de alto valor de consumo anual. de uma empresa. Na empresa consumo anual, que é Para eles, as políticas e formas comercial, esses materiais são os determinado multiplicando a de controle são bastante rígidas, produtos adquiridos para revenda quantidade consumida no ano pois representam altos e na indústria englobam a pelo seu custo unitário. Após a investimentos para a empresa. matéria-prima, os produtos em classificação, são fixadas Os controles englobam uma fase de produção e os produtos políticas específicas para cada manutenção de estoque de acabados. Os estoques classe estabelecida, A, B ou C”. segurança baixo ou nulo, um representam um dos elementos controle físico rígido, contagens mais ativos nas operações físicas constantes e controle industriais e comerciais, sendo individual na contabilidade. continuamente adquiridos, Os itens com índice B são os de transformados e vendidos. Dada custo unitário e de consumo sua importância, eles devem anual médios. As políticas para sofrer um controle eficiente, como estes itens são mais flexíveis que os chamados "registros de as aplicadas aos itens A. Seu estoques", que controlam sua controle deve assegurar movimentação. manutenção de estoque de segurança razoável, com Essa documentação registra contagens físicas menos todas as entradas e saídas de freqüentes e com menor número material, item por item. A empresa que utiliza esse método de controle tem maior facilidade B de compras durante um ano, e em menor quantidade que os itens A. em apurar os custos de seus Os materiais de baixo custo estoques, e ainda pode avaliar unitário e de baixo consumo periodicamente os resultados de anual são classificados com a suas operações, ajudando a letra C. Nessa categoria determinar qual a situação encontramos pregos, parafusos, financeira real da empresa. estopa e outros materiais do Os principais objetivos do mesmo valor. Essa classe se controle de estoques são a O objetivo da classificação ABC é caracteriza por uma grande redução do valor dos inventários, determinar quais os itens que têm quantidade de itens com com liberação de capital de giro valores realmente significativos. investimento insignificante, e tem *para a empresa, a redução do Com os valores definidos para os os controles bem mais reduzidos nível de obsolescência e a diversos itens, a empresa deve que as outras, limitando-se a redução dos índices de falta de dedicar maior atenção aos contagens físicas raras, alto materiais. principais, aplicando a eles um estoque de segurança, poucas CONTROLE SELETIVO controle mais apurado. Os índices compras no ano mas em grandes "ABC" A, B e C representam classes de quantidades e ausência de Um dos métodos de controle de materiais com diferentes registros individuais de controle. estoques mais utilizado é o características. Controle Seletivo “ABC’, Prof. José Alexandre Fernandes Locci Material revisado em: novembro/06
  11. 11. UBC UNIVERSIDADE BRAZ CUBAS Administração de Recursos Materiais e Patrimoniais Página: 9Determinação de Níveis de EstoquesA quantidade de estoques que uma empresa mantém é determinada por três variáveis básicas: aquantidade dos pedidos nas ordens de compra; o prazo de entrega e os Estoques de Segurança.A representação da movimentação (entrada e saída) de uma peça dentro de um sistema de estoque podeser feita por um gráfico, onde a abscissa é o tempo decorrido para consumo geralmente em meses, e aordenada é a quantidade em unidades dessa peça cm estoque no intervalo do tempo. Este gráfico éconhecido como DENTE-DE-SERRA. 160 140 consumo 120 100 consumo 80 reposição 60 40 20 0 jan fev mar abr mai jun jul ago set out nov dezO estoque inicia com 140 unidades, sendo consumido de janeiro a julho, até chegar a zero em junho,supondo consumo igual e uniforme mensalmente. Imediatamente quando este estoque chegou a zero deuentrada no almoxarifado 140 unidades fazendo com que ele retornasse à posição anterior. Este ciclo serárepetitivo e constante se:1. não existir alteração de consumo durante o período.2. não existir falhas administrativas que provoquem o esquecimento de solicitar a compra.3. o fornecedor da peça nunca atrasa a entrega.4. nenhuma entrega é rejeitada pelo Controle de Qualidade.Na prática, temos uma freqüência muito elevada. Então temos que determinar uma quantidade que fique dereserva para suportar ou anular esses itens.Prof. José Alexandre Fernandes Locci Material revisado em: novembro/06
  12. 12. UBC UNIVERSIDADE BRAZ CUBAS Administração de Recursos Materiais e Patrimoniais Página: 10Temos um estoque inicial de 140 unidades que seria consumido até 20 unidades e seria reposto 120unidades, para totalizar as 140 unidades iniciais.Essas 20 unidades representam segurança ou proteção para qualquer eventualidade: é um estoque mortocom capital empatado e inoperante, sendo necessário o bom senso para dimensioná-lo.Uma das informações básicas de que necessita para calcular o Estoque Mínimo é o tempo de reposição,isto é, o tempo gasto desde a verificação de que o estoque precisa ser reposto até a chegada efetiva domaterial no almoxarifado da empresa. Ele é desmembrado em três partes:1. emissão do pedido: Tempo que leva desde a emissão do pedido de compra pela empresa até elechegar ao fornecedor.2. preparação do pedido: Tempo que o fornecedor leva para fabricar o produto, separar o produto e emitiro faturamento e deixá-lo em condições para serem transportados.3. transporte: Tempo que leva da saída do fornecedor até o recebimento pela empresa dos materiaisencomendados.Constata-se que um determinado item do estoque necessita de um novo suprimento quando o estoqueatingiu o PONTO DE PEDIDO ( P.P.), ou seja quando o saldo disponível estiver abaixo ou igual adeterminada quantidade. P.P.= (C x TR ) + Estoque MínimoO consumo médio mensal é a quantidade referente a média aritmética das retiradas mensais de estoque.(consumo dos últimos 6 meses por exemplo). Parte-se do pressuposto que não existem flutuações nademanda nem alterações do consumo médio mensal. Não havendo modificação, este valor será válido eexpressará a quantidade a ser consumida.O Estoque Médio é o nível médio de estoque em torno do qual as operações de compra e consumo serealizaram. Se considerarmos o estoque mínimo agregado ao estoque médio, teremos a seguinteexpressão: E. Médio = E. Mínimo + (Quantidade Comprada / 2)O Estoque Máximo é igual a soma do estoque mínimo mais o lote de compra. E. Máximo = E. Mínimo + Lote de CompraO Intervalo de Ressuprimento é o intervalo de tempo entre dois ressuprimentos. Estes intervalos podem serfixados em qualquer limite, Dependendo das quantidades compradas.Prof. José Alexandre Fernandes Locci Material revisado em: novembro/06
  13. 13. UBC UNIVERSIDADE BRAZ CUBAS Administração de Recursos Materiais e Patrimoniais Página: 11Curva Dente de SerraExercício de aplicação: Represente graficamente:Dados: 160 peças consumidas em 5 meses, Emin = 10 peças TR = 2 mesesCalcule:Consumo por mês = Emax = Emédio = P.P. =Introdução a Curva ABC O uso da curva ABC nas empresasO princípio da classificação ABC ou curva 80 – 20 é atribuído a Vilfredo Paretto, um renascentista italianodo século XIX, que em 1897 executou um estudo sobre a distribuição de renda. Através deste estudo,percebeu-se que a distribuição de riqueza não se dava de maneira uniforme, havendo grande concentraçãode riqueza ( 80% ) nas mãos de uma pequena parcela da população ( 20% ).A partir de então, tal princípio de análise tem sido estendido a outras áreas e atividades tais como aindustrial e a comercial, sendo mais amplamente aplicado a partir da segunda metade do século XX.A curva ABC tem sido bastante utilizada para a administração de estoques, para a definição de políticas devendas, para o planejamento da distribuição, para a programação da produção e uma série de problemasusuais de empresas, quer sejam estas de características industriais, comerciais ou de prestação deserviços.Trata-se de uma ferramenta gerencial que permite identificar quais itens justificam atenção e tratamentoadequados quanto à sua importância relativa. A Técnica ABCClassicamente uma análise ABC consiste da separação dos itens de estoque em três grupos de acordo como valor de demanda anual, em se tratando de produtos acabados, ou valor de consumo anual quando setratarem de produtos em processo ou matérias-primas e insumos. O valor de consumo anual ou valor dedemanda anual é determinado multiplicando-se o preço ou custo unitário de cada item pelo seu consumo ousua demanda anual.Prof. José Alexandre Fernandes Locci Material revisado em: novembro/06
  14. 14. UBC UNIVERSIDADE BRAZ CUBAS Administração de Recursos Materiais e Patrimoniais Página: 12Assim sendo, como resultado de uma típica classificação ABC, surgirão grupos divididos em três classes,como segue:Classe A Itens que possuem alto valor de demanda ou consumo anual.Classe B Itens que possuem um valor de demanda ou consumo anual intermediário.Classe C Itens que possuem um valor de demanda ou consumo anual baixoUma classificação ABC de itens de estoque tida como típica apresenta uma configuração na qual 20% dositens são considerados A e que estes respondem por 65% do valor de demanda ou consumo anual. Ositens B representam 30% do total de número de itens e 25% do valor de demanda ou consumo anual. Eainda que os restantes 50% dos itens e 10% do valor de consumo anual serão considerados de classe C. Montagem e Aplicabilidade da Curva ABCPara a montagem da curva ABC deve-se seguir quatro passos:Inicialmente, devemos levantar todos os itens do problema a ser resolvido, objeto de analise, com suasrespectivas quantidade, preços unitários e preços totais;Colocar os itens em uma tabela em decrescente de preços totais, e sua somatória total. Essa tabela deveestar composta das seguintes colunas: itens, preço total, preço acumulado e porcentagem;O próximo passo é dividir cada valor total de cada item pela somatória total de todos os itens e colocar aporcentagem obtida em sua respectiva coluna;Finalmente, devemos dividir todos os itens em casse A, B, C, de acordo com nossa prioridade e tempodisponível para tomar decisão sobre o problema. EXEMPLO DE APLICAÇÃO Material Preço Unitário Consumo Anual Valor Consumo Grau R$ Unidade (R$/ano) A 1,00 10.000 B 12,00 10.200 C 3,00 90.000 D 6,00 4.500 E 10,00 7.000 F 1.200,00 20 G 2,10 12.000 H 2,80 8.000 I 4,00 1.800 J 60,00 130Prof. José Alexandre Fernandes Locci Material revisado em: novembro/06
  15. 15. UBC UNIVERSIDADE BRAZ CUBAS Administração de Recursos Materiais e Patrimoniais Página: 13 EXEMPLO DE APLICAÇÃO Grau Material Valor Consumo Valor Consumo % Valor Consumo Acumulado AcumuladoExemplo de Curva ABC 700.000 600.00012% 500.000 21% 400.000 C 300.000 B 200.000 A67% 100.000 0 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 20% 30% 50%% V.C.A. = V.C.A./Último ValorClasse A 20% dos itens correspondem a 67% do valor.Classe B 30% dos itens correspondem a 21% do valor.Classe C 50% dos itens correspondem a 12% do valor.Prof. José Alexandre Fernandes Locci Material revisado em: novembro/06
  16. 16. UBC UNIVERSIDADE BRAZ CUBAS Administração de Recursos Materiais e Patrimoniais Página: 14A Abordagem do Cálculo de Necessidades IntroduçãoMRP – Material Requirements Planning ou cálculo das necessidades de materiais, e MRP II –Manufacturing Resources Planning, ou planejamento dos recursos de manufatura, são os Sistemas deAdministração de Produção – SAP – de grande porte que mais têm sido implantados pelas empresas, aoredor do mundo, desde os anos 70. ObjetivosOs objetivos principais dos sistemas de cálculos de necessidades são permitir o cumprimento dos prazos deentrega dos pedidos dos clientes, com a mínima formação de estoques, planejamento de compras e aprodução de itens componentes para que ocorram apenas nos momentos e nas quantidades necessárias,nem mais, nem menos, nem antes, nem depois.A redução de estoques, cumprimento de prazos, e outros correlacionados, são desejáveis, porém não serãoobjetivos prioritários em todas as situações e para todas as empresas.A priorização de objetivos estratégicos é uma consideração que depende da empresa em particular, de seusprodutos e dos particulares nichos de mercado que se pretenda atingir.O sistema MRP II é adequado para as empresas cujos objetivos estratégicos forem os que primem pelatécnica, pois cumprimento de prazos e redução de estoques, num ambiente em que a competição écrescente torna-se importantíssimo, dispor de vários meios para reduzir o custo de manutenção deestoques, (custos financeiros e outros, como os custos decorrentes da “capacidade” de os estoquesmascararem ineficiência do processo).As priorizações de critérios para redução de estoques e cumprimento de prazos podem comprometer outroscritérios importantes dentro da empresa, cabe pesar quais deverão ter prioridade, pois esta priorização terácomo custo o desempenho de outros critérios.Com a extensão do conceito de cálculo de necessidades ao planejamento dos demais recursos demanufatura e não mais apenas dos recursos materiais e para que ficasse claro que se tratava apenas deuma extensão do conceito do MRP original, o novo MRP passou a chamar-se MRP II, com a sigla agorasignificando, de forma mais abrangente, manufacturing resources planing, ou planejamento dosrecursos de manufatura. Como Funciona o MRP IIO MRP II é um sistema hierárquico de administração da produção, em que os planos de longo prazo de produção,agregados ( que contemplam níveis globais de produção e setores produtivos ), são sucessivamente detalhados até sechegar ao nível do planejamento de componentes e máquinas específicas.Sistemas MRP II são em geral disponíveis no mercado da forma de sofisticados pacotes para computador. Estes sãoem geral, divididos em módulos, que têm diferentes funções e mantêm relações entre si. Os pacotes comerciaisdisponíveis guardam entre si grade similaridade quanto aos módulos principais e lógicas básica. Esta apresentaçãoanalisa estes módulos principais e esta lógica básica, as análises aqui descritas são válidas para a maioria dosprincipais pacotes disponíveis no mercado.O MRP II possui cinco módulos principais: 1. Módulo de planejamento da produção ( production planning). 2. Módulo de planejamento mestre de produção (master production schedule ou MPS ). 3. Módulo de cálculo de necessidade de materiais (material requirements planing ou MRP ). 4. Módulo de cálculo de necessidade de capacidade (capacity requirements planing ou CRP). 5. Módulo de controle de fábrica ( shop floor control ou SFC ).Além destes, há os módulos de atualização dos dados cadastrais, que se ocupam de alterações, quanto aos dados deitens de estoque, estruturas de produtos, centros produtivos, roteiros de produção, entre outros. Os módulos principaisse relacionam conforme o esquema a seguir:Prof. José Alexandre Fernandes Locci Material revisado em: novembro/06
  17. 17. UBC UNIVERSIDADE BRAZ CUBAS Administração de Recursos Materiais e Patrimoniais Página: 15JUST IN TIMEO Just in Time (JIT) surgiu no Japão, nos meados da década de 70, sendo sua idéia básica e seudesenvolvimento creditados à Toyota Motor Company, a qual buscava um sistema de administração quepudesse coordenar a produção com a demanda específica de diferentes modelos e cores de veículos com omínimo atraso.O sistema de "puxar" a produção a partir da demanda, produzindo em cada somente os itens necessários,nas quantidades necessárias e no momento necessário, ficou conhecido no Ocidente como sistemaKanban. Este nome é dado aos cartões utilizados para autorizar a produção e a movimentação de itens, aolongo do processo produtivo. Contudo, o JIT é muito mais do que uma técnica ou um conjunto de técnicasde administração da produção, sendo considerado como uma completa “filosofia, a qual inclui aspectos deadministração de materiais, gestão da qualidade, arranjo físico, projeto do produto, organização do trabalhoe gestão de recursos humanos”.Embora haja quem diga que o sucesso do sistema de administração JIT esteja calcado nas característicasculturais do povo japonês, mais e mais gerentes e acadêmicos têm-se convencido de que esta filosofia écomposta de práticas gerências que podem ser aplicadas em qualquer parte do mundo. Algumasexpressões são geralmente usadas para traduzir aspectos da filosofia Just in Time: • Eliminação de estoques • Eliminação de desperdícios • Manufatura de fluxo contínuo • Esforço contínuo na resolução de problemas • Melhoria contínua dos processos OBJETIVOSO sistema JIT tem como objetivo fundamental a melhoria contínua do processo produtivo. A perseguiçãodestes objetivos dá-se, através de um mecanismo de redução dos estoques, os quais tendem a camuflarproblemas.Os estoques têm sido utilizados para evitar descontinuidades do processo produtivo, diante de problemasde produção que podem ser classificados principalmente em três grandes grupos:Problemas de qualidade: Quando alguns estágios do processo de produção apresentam problemas dequalidade, gerando refugo de forma incerta, o estoque, colocado entre estágios e os posteriores, permiteque estes últimos possam trabalhar continuamente, sem sofrer com as interrupções que ocorrem emestágios anteriores. Dessa forma, o estoque gera independência entre os estágios do processo produtivo.Problemas de quebra de máquina: Quando uma máquina pára por problemas de manutenção, osestágios posteriores do processo que são "alimentados" por esta máquina teriam que parar, caso nãohouvesse estoque suficiente para que o fluxo de produção continuasse, até que a máquina fosse reparada eentrasse em produção normal novamente. Nesta situação o estoque também gera independência entre osestágios do processo produtivo.Problemas de preparação de máquina: Quando uma máquina processa operações em mais de umcomponente ou item, é necessário preparar a máquina a cada mudança de componente a ser processado.Esta preparação representa custos referentes ao período inoperante do equipamento, à mão de obrarequerida na operação, entre outros. Quanto maiores estes custos, maior tenderá a ser o lote executado,para que estes custos sejam rateados por uma quantidade maior de peças, reduzindo por conseqüência, ocusto por unidade produzida. Lotes grandes de produção geram estoques, pois a produção é executadaantecipadamente à demanda, sendo consumida por esta em períodos subseqüentes. Fim aos Desperdícios e Melhora ContínuaProf. José Alexandre Fernandes Locci Material revisado em: novembro/06
  18. 18. UBC UNIVERSIDADE BRAZ CUBAS Administração de Recursos Materiais e Patrimoniais Página: 16O sistema JIT pode ser definido como um sistema de manufatura cujo objetivo é otimizar os processos eprocedimentos através da redução contínua de desperdícios. Os desperdícios atacados podem ser devárias formas: • Desperdício de transporte • Desperdício de superprodução • Desperdício de material esperando no processo • Desperdício de processamento • Desperdício de movimento nas operações • Desperdício de produzir produtos defeituosos • Desperdício de estoques As metas colocadas pelo JIT em relação aos vários problemas de produção são: • Zero defeito; • Tempo zero de preparação (SETUP); • Estoque zero; • Movimentação zero; • Quebra zero; • LEAD TIME zero; • Lote unitário (uma peça). VANTAGENS DO JITAs vantagens do sistema de administração da produção Just inTime podem ser mostradas através daanálise de sua contribuição aos principais critérios competitivos: Custos: Dados os preços já pagos pelos equipamentos, materiais e mão de obra, o JIT, busca que os custos decada um destes fatores seja reduzido ao essencialmente necessário. As características do sistema JIT, oplanejamento e a responsabilidade dos encarregados da produção pelo refinamento do processo produtivofavorecem a redução de desperdícios. Existe também uma grande redução dos tempos de setup, interno eexterno, além da redução dos tempos de movimentação, dentro e fora da empresa. Qualidade: O projeto do sistema evita que os defeitos fluam ao longo do fluxo de produção; o único nível aceitável dedefeitos é zero. A pena pela produção de itens defeituosos é alta. Isto motiva a busca das causas dosproblemas e das soluções que eliminem as causas fundamentais destes problemas. Os trabalhadores sãotreinados em todas as tarefas de suas respectivas áreas, incluindo a verificação da qualidade. Sabem,portanto, o que é uma peça com qualidade e como produzi-la. Se um lote inteiro for gerado de peçasdefeituosas, o tamanho reduzido dos lotes minimizará o número de peças afetadas. O aprimoramento dequalidade faz parte da responsabilidade dos trabalhadores da produção, estando incluída na descrição deseus cargos. Flexibilidade: O sistema just in time aumenta a flexibilidade de resposta do sistema pela redução dos temposenvolvidos no processo. Embora o sistema não seja flexível com relação à faixa de produtos oferecidos aomercado, a flexibilidade dos trabalhadores contribui para que o sistema produtivo seja mais flexível emrelação às variações do mix de produtos. Através da manutenção de estoques baixos, um modelo deproduto pode ser mudado sem que haja muitos componentes obsolescidos. Como o projeto decomponentes comprados é geralmente feito pelos próprios fornecedores a partir de especificaçõesfuncionais, ao invés de especificações detalhadas e rígidas de projeto, estes podem ser desenvolvidos demaneira consistente com o processo produtivo do fornecedor.Prof. José Alexandre Fernandes Locci Material revisado em: novembro/06
  19. 19. UBC UNIVERSIDADE BRAZ CUBAS Administração de Recursos Materiais e Patrimoniais Página: 17 Velocidade: A flexibilidade, o baixo nível de estoques e a redução dos tempos permitem que o ciclo de produção sejacurto e o fluxo veloz. A prática de diferenciar os produtos na montagem final, a partir de componentespadronizados, de acordo com as técnicas de projeto adequado de manufatura e projeto adequado àmontagem, permite entregar os produtos em vários prazos mais curtos. Confiabilidade: A confiabilidade das entregas também é aumentada através da ênfase na manutenção preventiva e daflexibilidade dos trabalhadores, o que torna o processo mais robusto. As regras do KANBAN e o princípio davisibilidade permitem identificar rapidamente os problemas que poderiam comprometer a confiabilidade,permitindo sua imediata resolução.KANBANOs estudos de métodos de programação e controle da produção desenvolvidos e aplicados pela dupla Ford-Taylor , enfatizaram o processo de manufatura em massa, isto é, o fator importante era a divisão das tarefase a determinação, através dos estudos dos movimentos, de tempos-padrão de fabricação reduzidos.Homens e maquinas deveriam produzir o máximo possível neste sistema, não deveriam permanecer emociosidade, mesmo que o destino dos produtos fossem os armazéns, depois o setor de marketing, incluídoai vendas, deveriam se encarregar de colocar estes produtos para o mercado consumidor.Este processo de produção em massa, também conhecido como processo de empurrar a produção funcionada seguinte maneira, a direção da empresa resolve pelo lançamento de um novo produto, comunica adecisão à engenharia de produto que desenvolve a idéia e projeta o bem e envia a documentação para aengenharia industrial que desenvolve o processo os dispositivos e tudo mais e remete as ordens para osetor de produção que fabrica o novo produto, a produção é transferida para o armazém de onde o setor demarketing se esforça para enviá-la ao consumidor.A produção em massa serviu aos interesses dos produtores, principalmente, após a segunda guerra,quando os recursos financeiros norte-americanos eram grandes, ocorreu um crescimento demográfico,havia uma carência de bens, o mercado era altamente demandante, a população havia sofrido com aretração do consumo devido a catástrofe mundial e, queria recuperar o "tempo perdido".Neste período, inicio da década de 50, o Japão buscava sua reconstrução. Tudo estava destruído e eranecessário direcionar todos os esforços na formação econômica da nação, implantar e desenvolvernovamente a industria e tudo mais. Foi quando um grupo de executivos da Toyota se dirigiu aos EstadosUnidos para observar e estudar os fabricantes de automóveis e de autopeças daquele País. Por curiosidadeou premidos por necessidades individuais, tiveram contato com o sistema de atendimento ao varejo atravésdos supermercados.Imbuídos do plano de reconstrução da nação, aliado ao hábito da autodisciplina, aqueles técnicosobservavam e estudavam tudo, e não deixaram de traçar comparações entre o sistema de trabalho dasindustrias e dos supermercados, notando que este ultimo era completamente distinto daqueles primeiros.Num supermercado são os clientes, em função de atendimento de suas necessidades próprias, quedeterminam como deve ser o serviço de reposição de mercadorias em relação às marcas, quantidades eperíodos; principalmente num regime econômico estável no qual é desnecessário manter estoques deprodutos em casa, isto quer dizer que o consumidor é quem "puxa" pelas atividades daquele tipo deestabelecimento.O sistema de produção puxada é uma maneira de conduzir o processo produtivo de tal forma que cadaoperação requisita, da operação anterior, os componentes e materiais para sua implementação somente noinstante e quantidades que são necessários.Este método choca-se frontalmente com o tradicional, no qual a operação anterior empurra o resultado desua produção para a operação posterior, mesmo que esta não o necessite ou não esteja pronta para o seuuso.Prof. José Alexandre Fernandes Locci Material revisado em: novembro/06
  20. 20. UBC UNIVERSIDADE BRAZ CUBAS Administração de Recursos Materiais e Patrimoniais Página: 18Estendendo-se este conceito à toda empresa conclui-se que é o cliente quem decide o que se vai produzir,pois o processo de puxar a produção transmite a necessidade de demanda especifica a cada elo dacorrente.Retornando à sua Terra, aqueles técnicos procuraram adaptar tudo o que tinham visto nas industrias e nossupermercados à sua tecnologia de gerenciamento de produção inventada há um século, desde que selançaram ao mundo moderno. Estes estudos redundaram em um sistema de administração da produção"puxada", controlada através de cartões, kanban.Dentre outros propósitos, o mais importante no sistema de administração da produção através de kanban,assim como em qualquer outro sistema, é o de aumentar a produtividade e reduzir os custos através daeliminação de todos os tipos de funções desnecessárias ao processo produtivo.O método é basicamente empírico e consiste em identificar as operações não agregadoras de valor,investiga-las individualmente, e através da técnica da tentativa e erro conseguir chegar a uma novaoperação que apresentem resultado considerado satisfatório para aquele determinado problema paraaquela empresa especifica.Isto implica em que o sistema kanban não é um receita pronta que possa ser aplicada indistintamente aqualquer empresa. Mesmo dentro de uma única empresa serão apresentadas soluções diversas para cadauma das funções desnecessárias estudadas. CONCEITOS BÁSICOS O conceito básico é fabricar bens com a completa eliminação de funções desnecessárias à produção, naquantidade e tempo necessários, nem mais nem menos, eliminando-se estoques intermediários e deprodutos acabados, com a conseqüente redução dos custos e o aumento da produtividade.A grande maioria de pessoas faz uma certa confusão entre o Sistema Kanban e o Sistema "Just-in-Time" -JIT. O Sistema Just-in-Time, que em português significa no momento exato ou ainda, num linguajar maiscorriqueiro "em cima da hora", é um sistema de produção cuja idéia principal é fabricar produtos naquantidade necessária no momento exato em que o item seja requisitado, entendendo-se aqui que aexigência pode ter origem externa à fábrica, mercado consumidor, por exemplo, quanto interna, neste casoé feita por uma estação de trabalho subseqüente aquela em que o item é produzido.O Sistema Kanban é uma ferramenta para administrar o método de produção JIT, ou seja, é um sistema deinformação através de cartões, tradução de kanban para o português, para controlar as quantidades aserem manufaturadas pela empresa. COMO FUNCIONA • Vamos imaginar um processo produtivo simples, composta de um centro produtivo para a montagem do produto B - CP-B, que é composto, entre outros itens, do item A produzido no centro produtivo A, CP-A. • Quando para a montagem de B são necessários itens A. • O abastecedor do CP-B se dirige ao CP-A, com uma caixa vazia de produtos e o kanban de requisição de A. • Coloca a caixa vazia no local apropriado, tomando o cuidado para retirar o kanban de requisição. • Se dirige com o kanban de requisição ao estoque de itens acabados A. • Confere os dados do cartão de requisição com os dados do kanban de produção que acompanha cada caixa de produto A. • Se as informações estão idênticas, retira o kanban de produção da caixa e o coloca no quadro de cartões de produção do CP-A. • Apanha a caixa com itens A, coloca nela o kanban de requisição e a transporta para o CP-B.Quando o serviço no CP-B inicia a produção com o itens A constantes da caixa de itens A recém chegada, ocartão de requisição é retirado e enviado ao quadro de cartões de requisição do CP-B.A retirada dos kanbans de requisição do quadro é efetuada em horários pré-determinados ou então quandoestiverem acumulados uns certos números de cartões.Em um centro produtivo no qual são produzidos mais do que um produto, os itens devem ser fabricados deacordo com a ordem seqüencial dos kanbans que estão no quadro de cartões de produção.Prof. José Alexandre Fernandes Locci Material revisado em: novembro/06
  21. 21. UBC UNIVERSIDADE BRAZ CUBAS Administração de Recursos Materiais e Patrimoniais Página: 19O produto ou a caixa de produto e o kanban devem se movimentar pela fábrica como um par, isto quer dizerque, é proibida a circulação de caixas sem kanban e de kanban sem caixa. O sistema de controle da produção pelo sistema de kanbans deve funcionar, através dos diversos centrosprodutivos da empresa, como se fosse uma corrente contínua fechada. O resultado será que todos oscentros de fabricação do sistema produtivo receberão no momento exato as quantidades necessárias deitens para que se cumpram os objetivos do programa de produção. VANTAGENS DO KANBANPodemos identificar como sendo as principais vantagens de um sistema de controle da produção através dekanban, o seguinte:Eliminação do estoque de material em processo.Os setores produtivos são mais bem aproveitados, resultando numa maior capacidade total das linhasprodutivas, ou seja, aumento da produtividade.Os tempos de obtenção (lead time) são reduzidos, quer em nível de itens individuais quer em termos deproduto final. Portanto, podemos antecipar nossos prazos de entrega.Como trabalhamos num sistema de produção "puxada", o nível de existência de produtos finais poderá serreduzido, ou até mesmo deixar de existir, lembremo-nos que o cliente é quem determina o ritmo deprodução, portanto se todo o sistema funcionar corretamente, quando o produto estiver terminado estará nahora de entregá-lo, portanto não necessita permanecer em armazém esperando ser entregue.O sistema permite uma identificação rápida das flutuações da demanda e proporciona uma respostaimediata, graças à adaptabilidade do sistema. Este ponto é um tanto quanto polêmico, pois dá ensejo aconfusão entre o que é causa e o que é efeito. Não há dúvidas que para a implantação do sistema dekanbans, uma série de atividades não agregadoras de valor são deslocadas para "fora da produção", asoperações devem ser padronizadas, tornado o sistema flexível, portanto de fácil adaptabilidade àsalterações de demanda.Prof. José Alexandre Fernandes Locci Material revisado em: novembro/06
  22. 22. UBC UNIVERSIDADE BRAZ CUBAS Administração de Recursos Materiais e Patrimoniais Página: 20ERP (Enterprise Resource Planning)"Planejamento dos Recursos da Empresa"À medida que a tecnologia se tornava cada vez mais acessível , as empresas foram se automatizando,utilizando geralmente uma equipe interna de informática, procurando atender a uma demanda que muitasvezes era superior à capacidade dessa equipe.Somando-se ainda um planejamento deficiente e, em alguns casos, a falta de competência técnica dosprofissionais, tivemos como resultado a criação de ilhas de informação dentro de muitas empresas, comsistemas não integrados, inconsistentes (apresentando divergência em seus resultados), cuja manutençãoera complexa e cara.Os sistemas ERP (Enterprise Resource Planning) passaram a ser largamente utilizados na década de 90,entre outros motivos devido ao acirramento da concorrência e à globalização, evidenciando a necessidadede ferramentas mais aprimoradas para a gestão das empresas. Além dos problemas já mencionados comrelação ao desenvolvimento de sistemas por equipe interna, o bug do milênio fez com que muitas empresas,ao invés de fazer a manutenção em seus antigos sistemas e continuar a desenvolvê-los internamente,optassem pela adoção de um sistema ERP.Os sistemas ERP apresentam-se, como sendo uma ferramenta de tecnologia da informação para integraros processos empresariais e as atividades dos vários departamentos, podendo também integrar todas asempresas da cadeia.Administração - Atuação do ERPO software ERP atua de forma muito significativa na área administrativa, pois a boa administração consisteem organizar, planejar e dirigir da melhor forma possível. Por isso, podemos afirmar que um bom softwarede gestão integrada auxilia o administrador nestas tarefas que são de grande importância para que umaempresa possa crescer cada vez mais e cada vez melhor.ERP – Enterprise Resource PlanningA sigla ERP, traduzida literalmente, significa algo como "Planejamento dos Recursos da Empresa", o quepode não refletir o que realmente um sistema ERP se propõe a fazer.Estes sistemas, também chamados no Brasil de Sistemas Integrados de Gestão Empresarial, não atuamsomente no planejamento. Eles controlam e fornecem suporte a todos os processos operacionais,produtivos, administrativos e comerciais da empresa.Todas as transações realizadas pela empresa devem ser registradas, para que as consultas extraídas dosistema possam refletir ao máximo possível sua realidade operacional.A implantação de um sistema ERP exige que a empresa se reorganize, tendo como foco o processo donegócio como um todo, e não mais os limites departamentais, uma vez que o sistema é integrado e asinformações que são geradas por um departamento são compartilhadas por outros. Facilita o controle, umavez que estando todas as informações armazenadas no sistema, pode-se verificar o desempenho dasvárias áreas da empresa. Por fim, fornece suporte à decisão, através de funcionalidades quegradativamente vêm sendo incorporadas pelos produtores de ERP sob a denominação de BusinessIntelligence.As Principais Funcionalidades de um ERPOs sistemas ERP abrangem uma grande gama de funcionalidades e processos empresariais. Logicamente,de acordo com o fornecedor do software ERP, existe variação em amplitude (número de atividades eprocessos contemplados pelo sistema) e em profundidade (grau de especificidade e flexibilidade com quetrata um processo determinado). De forma geral, os sistemas ERP fornecem suporte às atividadesadministrativas (finanças, recursos humanos, contabilidade e tributário), comerciais (pedidos, faturamento,logística e distribuição) e produtivas (projeto, manufatura, controle de estoques e custos).Tendências do Mercado de ERPDentre as principais tendências e novidades incorporadas pelos principais forneceres de ERP, podemosdestacar:Prof. José Alexandre Fernandes Locci Material revisado em: novembro/06
  23. 23. UBC UNIVERSIDADE BRAZ CUBAS Administração de Recursos Materiais e Patrimoniais Página: 21Foco no Middle Market: Atualmente, principalmente no Brasil, o principal alvo das produtoras de ERP’s é ochamado "small/middle market" , composto por empresas de pequeno e médio portes. Algumas empresasfornecedoras de ERP, que realizavam somente vendas diretas, realizaram parcerias com outras empresas(muitas vezes brasileiras) para realizar vendas através de canais, procurando aumentar, assim, suacapilaridadeInternet: Uma grande tendência entre os fornecedores de ERP é a gradual incorporação de módulos quepossam ser operacionalizados via Internet, permitindo a prática do e-business. Estão sendo incorporadasfuncionalidades para que os sistemas permitam não apenas a interação com os cliente (vendas pelaInternet), mas também a sua utilização pelos próprios funcionários.Business Intelligence (BI): É inegável a sua importância, sendo que todos os principais desenvolvedoresde ERP ou já implementaram ferramentas de BI, ou as estão implementando. Muito já se comentou na áreade tecnologia da informação a respeito de grandes depósitos de dados (Data Warehouses), e sobreferramentas de extração (Data Mining) destes dados, mas antes da disseminação dos ERPs, as bases paraa implementação destes conceitos e ferramentas não possuíam a viabilidade hoje existente.Supply Chain Management: Ou gerenciamento da cadeia de suprimentos, é o nome do recurso quepermite a integração da sua empresa com as demais organizações envolvidas no processo produtivo(clientes e fornecedores), a fim de possam funcionar como um todo de forma mais otimizada, com reduçõesde custos e ganhos de produtividade e qualidade.CRM (Customer Relashionship Management): Ou gerenciamento das relações com o cliente, estáassumindo um papel muito importante nos departamentos de marketing, que também utilizam a expressãomarketing de relacionamento para os conceitos suportados por esta nova ferramenta. Trata-se daoperacionalização do DataBase Marketing, no sentido de, através da base transacional e de todas asinformações disponíveis sobre os clientes, realizar análises que permitam um atendimento diferenciado,identificando necessidades e tendências de grupos de consumidores, além de facilitar a fidelização dosclientesProf. José Alexandre Fernandes Locci Material revisado em: novembro/06
  24. 24. UBC UNIVERSIDADE BRAZ CUBAS Administração de Recursos Materiais e Patrimoniais Página: 22Movimentação e Armazenagem de MateriaisAtributos da armazenagem e movimentação física dos materiais:• Recebimento dos materiais;• Identificação dos materiais;• Transporte e movimentação física dos materiais para as áreas de armazenagem;• Armazenamento dos materiais;• Controle de localização física dos materiais;• Fornecimento dos materiaisTrês fatores influem na produtividade dos almoxarifados:• Eficácia na utilização dos equipamentos de movimentação e transporte;• Utilização de pessoal qualificado e treinado para realizar as operações internas;• Maximização do uso do espaço cúbico disponível.Três fatores influem na produtividade dos almoxarifados:• Eficácia na utilização dos equipamentos de movimentação e transporte;• Utilização de pessoal qualificado e treinado para realizar as operações internas;• Maximização do uso do espaço cúbico disponível.Otimização da operação de um armazém características operacionais:• Acessibilidade;• Equipamentos de movimentação e armazenamento;• Tipos de embalagem utilizadas no armazenamento.Princípios do transporte e da movimentação:• Reduzir custos;• Aumentar a produtividade;• Aumentar a capacidade de utilização do armazém;• Melhorar a segurança com a redução dos riscos de acidentes e utilização de critérios de ergonomia com afinalidade de reduzir a fadiga dos trabalhadores;• Melhorar o fluxo dos materiais no armazém, envolvendo o recebimento, a movimentação e a expedição.Prof. José Alexandre Fernandes Locci Material revisado em: novembro/06
  25. 25. UBC UNIVERSIDADE BRAZ CUBAS Administração de Recursos Materiais e Patrimoniais Página: 23Alguns exemplos de equipamentos de movimentação e armazenagem de materiais:Vantagens da paletização dos materiais:• Maior densidade de carga no armazenamento;• Permite a padronização e a automação dos sistemas de recebimento e fornecimento dos materiais;• Reduz os custos de manuseio e movimentação, além de reduzir o tempo de transporte e permitir umamaior rapidez nas operações de carga e descarga;• Melhora a utilização dos espaços verticais, aumentando a utilização dos espaços destinados aoarmazenamento dos materiais.Desvantagens da paletização dos materiais:• Pouco eficiente para o armazenamento de produtos de baixo giro;• Depende da utilização de equipamentos especiais para sua movimentação como, por exemplo:empilhadeira, paleteira e carrinhos porta-paletes;• Custos dos paletes e necessidade de investimentos em equipamentos adequados ao seu manuseio;• Custo operacional pode ser elevado em fase da vida útil dos paletes e mesmo o controle de paletes vaziosque retornam após utilização.Prof. José Alexandre Fernandes Locci Material revisado em: novembro/06
  26. 26. UBC UNIVERSIDADE BRAZ CUBAS Administração de Recursos Materiais e Patrimoniais Página: 24Recursos PatrimoniaisÉ análise dos recursos ou bens patrimoniais, as instalações, prédios, terrenos, equipamentos e veículos daempresa, e seu posicionamento na cadeia de suprimentos. Uma vez implantada uma instalação ouinstalado um equipamento, é preciso administrá-lo da melhor forma possível, pois são fatores de produçãoe, portanto, devem contribuir para o resultado operacional da empresa.Dois focos a serem analisados: • Eles estão sendo operados de forma econômica? • Sua manutenção está sendo realizada de acordo com as melhores recomendações?A produção de bens e serviços é obtida por meio de instalações e pessoas. Esses dois fatores sedesgastam com o uso, necessitando de manutenção sistemática para que continuem exercendo suastarefas e cumprindo seus objetivos.A "manutenção" das pessoas é assunto muito mais complexo do que a de equipamentos e tem recebidoatenção crescente dos administradores.Podemos afirmar que todos os programas de incentivo à criatividade, reciclagem, treinamento periódico,atividades em grupo, workshops e apoio psicológico são formas de manutenção das pessoas.Quanto aos equipamentos, estamos na era da robotização. As maquinarias estão cada vez mais complexas,exigindo pessoal altamente especializado para administrar, por exemplo, sofisticados sistemas deprocessamento de informações.Classificação dos BensRecursos patrimoniais são instalações utilizadas nas operações do dia-dia da empresa, mas que sãoadquiridas esporadicamente, como prédios, equipamentos e veículos.De acordo com sua complexidade, prazos de fabricação ou construção, os bens patrimoniais sãoclassificados em equipamentos ou então em prédios, terrenos e jazidas.Equipamentos são, por exemplo, máquinas operatrizes, caldeiras, reatores, pontes rolantes, ferramentasespeciais, veículos, computadores e móveis.Já dentro da classificação de prédios, terrenos e jazidas, como o próprio nome diz, entram edifícios einstalações prediais em geral, terrenos e jazidas.DepreciaçãoA depreciação de um bem é a perda de seu valor, decorrente do uso, deterioração ou obsolescênciatecnológica. A forma de calcular essa perda define o critério de depreciação do bem. Como o critério deavaliação e a vida do bem impactam no resultado operacional da empresa, ambos são regulados pelaReceita Federal, por meio de instruções normativas.Vida Econômica de um BemA vida econômica de um bem é o período de tempo (geralmente em anos) em que o custo anualequivalente de possuir e de operar o bem é mínimo. Os bens como equipamentos e instalações, sedesgastam com o uso, necessitando cada vez mais de manutenção.Assim, é de esperar que os custos operacionais aumentem com o passar do tempo. Paralelamente, seuvalor de venda ou de mercado vai diminuindo. A partir de um determinado instante não é mais interessantemanter o bem, é quando ele atingiu a sua vida econômica.Prof. José Alexandre Fernandes Locci Material revisado em: novembro/06
  27. 27. UBC UNIVERSIDADE BRAZ CUBAS Administração de Recursos Materiais e Patrimoniais Página: 25Vida útil de um bem é o período de tempo em que o bem consegue exercer as funções que dele se espera.A vida útil depende de como o bem é utilizado e mantido.Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos (Supply Chain Management)O gerenciamento da cadeia de suprimentos, ou supply chain management, como ele é mais conhecido,revolucionou completamente não somente a forma de se comprar como também a produção e a distribuiçãode bens e serviços. Entretanto, em virtude dos sistemas cada vez mais complexos e do crescimentoincessante da tecnologia de informação e de gerenciamento, a cadeia de suprimentos continuará revolucio-nando áreas como a administração de materiais, marketing, vendas e produção, sendo responsável, porexemplo, pela redução do tempo de estocagem e do número de fornecedores e pelo aumento da satisfaçãode clientes.Apesar do uso de inúmeras ferramentas, como programação linear inteira, simulação por computador,engenharia simultânea e engenharia de processos, seus princípios básicos são facilmente compreensíveis,como veremos a seguir.O gerenciamento da cadeia de suprimentos, ou supply chain management, nada mais é do que administraro sistema de logística integrada da empresa, ou seja, o uso de tecnologias avançadas, entre elasgerenciamento de informações e pesquisa operacional, para planejar e controlar uma complexa rede defatores visando produzir e distribuir produtos e serviços para satisfazer o clienteOs componentes da cadeia de suprimentos devem ser preparados para juntos maximizarem seudesempenho, adaptando-se naturalmente a mudanças externas e em outros componentes. Para isso énecessário um alto grau de integração entre fornecedor e cliente, que, como parceiros, diminuem custos aolongo da cadeia.Cadeias de suprimentos, assim como aconteceu com os seres vivos, só poderão continuar existindo setiverem a capacidade de adaptação!.O objetivo do gerente da supply chain: • Satisfazer rapidamente o cliente, criando um diferencial com a concorrência • Minimizar os custos financeiros, pelo uso de menos capital de giro, e os custos operacionais, dimi- nuindo desperdícios e evitando ao máximo atividades que não agregam valor ao produto, tais como esperas, armazenamentos, transportes e controles.Podemos concluir que, em termos estratégicos, é feito um planejamento da SC ligado diretamente àestratégia da empresa, portanto a longo prazo.Gerenciamento Integrado da Cadeia de SuprimentosTrata-se de um enfoque integrado, orientado para o processo, visando adquirir, produzir e entregar produtose serviços aos clientes.O gerenciamento integrado da cadeia de suprimentos tem um escopo amplo, incluindo subfornecedores,fornecedores, operações internas de transformação, estocagem e distribuição, atacadistas, varejistas econsumidores finais.Prof. José Alexandre Fernandes Locci Material revisado em: novembro/06
  28. 28. UBC UNIVERSIDADE BRAZ CUBAS Administração de Recursos Materiais e Patrimoniais Página: 26BibliografiaBÁSICA:DIAS, Marco A, Administração de Materiais Edição Compacta. 4 ed.São Paulo:Atlas.1997. 289 p.MOURA, R.A. Kanban- a simplicidade do controle da produção. São Paulo: IMAM. 1989. 355 p.COMPLEMENTAR:AMMER, Dean Administração de Materiais. São Paulo: Livros Técnicos e Científicos.1981. 528 p.CHIAVENATO, Idalberto Iniciação à Administração de Materiais. São Paulo: McGraw-Hill Ltda. 1991.167 p.MARTINS, Petrônio Garcia; ALT, Paulo Renato Campos; Administração de Materiais e Recursos Patrimoniais. São Paulo. Saraiva. 2003. 353 p.MARTINS, Petrônio Garcia; ALT, Paulo Renato Campos; Administração de Produção. São Paulo: Saraiva. 2002. 445 p.MOREIRA, Daniel Augusto; Administração da Produção e Operações. 2 ed. São Paulo: Pioneira. 1996.619 pCOMPLEMENTARhttp://kplus.cosmo.com.br/materia.asp?co=5&rv=Vivenciahttp://ruditap.vilabol.uol.com.br/adminmateriais/curvaabc5.htmO tema Movimentação e Armazenagem de Materiais, foi elaborado conforme o material disponibilizado nainternet, pelo professor Paulo Sérgio GonçalvesProf. José Alexandre Fernandes Locci Material revisado em: novembro/06

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