Aprenda xadrez

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Aprenda xadrez

  1. 1. Xadre comGarr Kasparo Traduqao ' Bazan Tecnologia e Lingtifstica Fabio Santos de Goes Ediouro
  2. 2. Nota~ao Alg6brica. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . LI<:;Ao 1 Por Que Estudar Xadrez? . . . . . . . . . . . . . L1(; Ao 2 Id6ias e T6cnicas . . ...... . .. . ... .. . . u<;:Ao 3 Equilibrio Material . . . . . . . . . . . . . . . . . . u<;:Ao 4 A Importancia do Centro . . . .. .... . . .. u<;:Ao 5 Como Ganhar Espa~o . .. ... . . .. ..... u<;:Ao 6 Estruturas de Pe6es ..... . ........... u<;:Ao 7 Dinarnismo e Iniciativa ... . ..... . .. . . u<;:Ao 8 Evitando Desastres na Abertura . . . . . . . . u<;:Ao 9 Negligenciando os Principios da Abertura u<;:Ao 10 0 Objetivo da Abertura .......... . . .. u<;:Ao 11 A Escolha da Abertura ... . .. . . . . . . . . . u<;:Ao 12 AArte do Planejamento . . . . . . . . . . . . . . u<;:Ao 13 For~ando as Continua~6es .... . . . . . . . . u<;:Ao 14 Sacrificios de Dama . . . . . . . . . . . . . . . . . u<;:Ao 15 Estratagemas Taticos ... . ..... .. ... . . u<;:Ao 16 0 Final. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . u<;:Ao 17 M6todos de Ataque . . . . . . . . . . . . . . . . . . u<;:Ao 18 Ataque ou Defesa? . . . . . . . . . . . . . . . . . . u<;:Ao 19 Contra-ataque . . . .. . ........ . ..... . . u<;:Ao 20 A Oposi~ao .... . .. . . .. .... . .... . . . . u<;:Ao 21 0 Ataque no Final . . ..... ... . . .. . ... u<;:Ao 22 Fortalezas no Tabuleiro . . . ..... . . . . . . u<;:Ao 23 A Beleza do Xadrez . .... . . . . ........ u<;:Ao 24 Dedique-se Bastante ..... . ....... . ... fndice de Jogos e Posi~6es .. . . ..... . ... . ...... .
  3. 3. Os lances que aparecem neste livro sao escritos segu algebrica", uma denomina<;;ao pomposa para descrev muito simples de se anotar os movimentos. Os leitores q familiarizados com 0 sistema podem passar direto propriamente ditas; mas aqueles que s6 conhecem a not ou que tenham pouca experiencia em xadrez irao co material que se segue. Partimos do principio de que os j asabem jogar xadrez. Cada pe<;;a e representada por urn simbolo, conform Peao Cavalo Bispo Torre Dama Rei £3, 6 III ~ 4 1:1 1W 2 ~ As casas do tabuleiro sao descritas por meio de coordenadas, a cada uma correspondendo urn par for letra e urn numero - a letra para a coluna e 0 numero (veja 0 diagrama). A casa marcada com urn X e deno principio e exatamente 0 mesmo aplicado no jogo "bata ha misterio algum nisto!
  4. 4. A proposta da revista Sport in the URSS, de publicar uma serie de li~6es minhas para os seus leitores, me pegou urn pouco de surpresa; porque eu mesmo ainda estou estudando as sutilezas do xadrez. Depois de pensar urn pouco, eu resolvi que, escrever a respeito da minha compreensao e da minha interpreta~ao dos fundamentos do xadrez, tambem seria uti! paramim. Eu sou urn apaixonado pelo xadrez; esta paixao ja dura muitos anos e e para sempre. Eu estou sempre estudando xadrez, e estudando minuciosamente. Mesmo quando eu analiso aquilo que ja fiz e tra~o pIanos para 0 futuro, nao consigo deixar de me impressionar diante da inesgotabilidade do xadrez e de me tomar cada vez mais convencido da sua imprevisibilidade. Veja por voce mesmo: j a foram disputados milh6es de partidas e milhar ram escritos, sob tos do jogo. E as existe urn metoda la capaz de garan ha criterios, ma comprovados, pa quer urn lance, q posi~ao . Os exp nao tern duvidas d ria das posi~6es, continua~ao reco da urn escolhe 0 com base na su riencia, capacida mesmo carater. Ne sibilidade do emp tadores, para anal no presente, uma nao foi encontrad [definitivo] da pa e nao ha program de Ii dar confiavel complica~6es m que falar a respe posicr6es e estag
  5. 5. veneer e 0 resultado e importante para eles - 0 que significa que 0 xadrez e urn esporte. Ele desenvolve a for~a de vontade e ajuda as pessoas a se tomarem mais fortes." E como pode alguem convencer outro da corre~ao da opiniao daqueles que sempre se impressionam com a beleza das combina~6es e da l6gica das taticas do xadrez? Para estes urn engenhoso sacriffcio da Dama em uma partida perdida e uma fonte de prazer, ao passo que uma partida mon6tona, for~ada, os deixa indiferentes. Para estes 0 xadrez e uma arte, capaz de trazer felicidade e de dar senti do aos momentos de lazer. Ao mesmo tempo, ha tambem muitos entusiastas capazes de passar noites em claro resolvendo urn problema do tipo: "Por que as Pretas moveram a Torre para a casa d8 em vez de mover 0 Cava10 para a casa c6? Por que a posi~ao das Pretas e melhor?" Para estes 0 xadrez e principalmente meiro admirando mo, e depois busc nhas pr6prias par tentando jogar bo ram os estagios mento - como ur arte do xadrez. M epoca em que com tir com os outros em tomeio ap6s quer dizer que tiv trilhar 0 carninho esporte. Eu ainda bonito, mas nao indiferente aos m a se vou ganhar ultimas posi~6es. Eu quero venee rotar todos, mas com estilo, em u portivo honesto. mundial, Mikhail eu considero meu acadernico do xad Tho me ajudou a a cientificamente. E rnim 0 prazer de resolver os inum mas do jogo. Ao 6
  6. 6. vencido de que a minha afei~ao por todos estes aspectos do xadrez ira contribuir para preservar a minha paixao, pelo resto da minha vida. Meus pais me ensinaram a mover as pe~as quando eu tinha cinco anos, e eu fiquei fascinado. Urn ana mais tarde, fui levado para urn grupo de xadrez no Clube de Jovens Pioneiros em Baku, on de eu me imaginava em urn reino de jogadores de xadrez. Desejando convencer-nos do carater paradoxal do xadrez, 0 nosso instrutor arrumou as pe~as sobre 0 tabuleiro, logo em uma das primeiras sess6es; vej a 0 diagrama a seguir. Esta posi~ao, onde os pequenos Pe6es derrotam 0 inimigo, era tao surpreendente que parecia urn conto de fadas, e tomei-me incapaz de viver sem 0 xadrez desde enmo. Sempre admirei esta posi~o. Eu sempre gostei de atacar desde a infancia; ainda gosto de jogar na ofensiva. Dediquei muito tempo para estudar os fundamentos, que parecem nao ter ne- nhuma influencia go mas que - es - sao necessario Grande Mestre ra urn amador que rar 0 seu jogo e o resultados em torn gir 0 seu alto p urn Grande Mestr tar milhares de h centenas de partid jamais se desenv manho trabalho. S jogar xadrez mas para dedicar-se a u pendente, mas ass derrotar seus am que gastar alguma ras debru~do sob Nesta serie de expor a minha co fundamentos, em que seja clara par sobre as sutilezas cindiveis aos ver tes do xadrez. 7
  7. 7. Antes de discutir os fundamentos da partida de xadrez, eu gostaria de mostrar urn trecho de uma partida, e apresentar alguns com entarios meus preparados especificamente para 0 jogador de nivel medio. Espero que, apos ler a minha analise, voce seja capaz de ver, por si mesmo, que qualquer urn que queira prover seus movimentos de significado e beleza precis a de muito conhecimento. tudar por duas o principios basico primeiros estagio locar as proprias tao rapido quant sumir 0 controle buleiro. 1 Este e urn dos mentos para as P poem uma pe<;:a e dem que 0 adve seu Peao para a c a consolidar seu d centro. 2 c4 Agora as Bran avan<;:o do Peao casa d5, pois, ne cd as Pretas terao tre 3 ... ~xd5 4 Brancas desenvo ao passo que as mover novament celerando 0 dese G. Kasparov - F. Gheorghiu Moscou 1982 1 d4 Os jogadores experientes sabern que este lance, assim como o lance do Peao do Rei para a casa e4, e 0 mais logico e direto, ou para falar de modo mais simples, o melhor para se iniciar uma partida. Cada urn de voces pode chegar Ii. mesma conclusao, apos es8
  8. 8. centro, todos eles controlando posi<;:6es importantes no lado das Pretas, ou seja, as casas cS, dS, eS e fS. Vamos voltar as primeiras linhas da nossa analise do movimento 2 c4, onde dissemos que "as Brancas impedem ... ". Este e o inicio de urn conflito consciente no jogo de xadrez. ldeias se chocaram, 0 comb ate come<;:ou. Quanto maior for a habilidade e 0 conhecimento de urn jogador, tanto melhor estara ele capacitado a detectar a ocorrencia de tais microconflitos, dos quais ha dezenas em uma partida, e tanto meIhor sera tambem 0 seu julgamento sobre as consequencias e as a<;:6es futuras . 2 e6 As Pretas abrem uma passagem para 0 Bispo, e, como se querendo compensar 0 tempo perdido, preparam-se para levar 0 seu Peao da Dama para a casa dS. 3 tZ'lf3 As Brancas tern uma boa gama de continuacr6es fortes, inclusive As Pretas preoc seu Bispo na casa se para coloca-lo sicrao principal de sa b7 ou na posi<;:ii 4 a3 Para entender e aparentemente pa saria uma com pre de medidas preve partida. Este mov das Brancas evit Preto possa exerc ativa a partir da mesmo tempo pr <;:iio do Cavalo B onde ele pode de papel vital na luta 4 5 lLlc3 Ambos os lado car logo as pe<;: modo a consolid fiscalizacriio das c tabuleiro. 5 As Pretas forta mente, a sua pos Mesmo assim, 0 9
  9. 9. continuar imobilizado por algum tempo. Embora uma tal caracteristica na posi~ao das Pretas nao seja capaz de, por si so, deterrninar 0 sucesso das Brancas, e 0 acumulo consistente de pequenas vantagens como est a que perrnite a urn Grande Mestre virar 0 jogo a seu favor. 9 be Aqui h3. urn n parte das Brancas ram colocar urn fo no centro e esta controle da quint de "territorio inir dores de xadrez c "vantagem em es 9 10 ..tbS+ 11 ..td3 Em xadrez ne linha reta corres distancia entre d mover 0 Bispo p lances, as Branca beneflcios do que so 0 tivessem mo retamente. As Pre abdicar do lanc contra 0 xeque, ..tb5+ ltJc6 11 liJ ~c713 ~xa7 na Brancas venceria Pretas fica em um liz na casa c6, suas proprias pe~ de xadrez costum 7 ~e2 Urn outro microconflito se desenvolve na partida em torno do lance e4, que permitiria as Brancas ocuparem 0 centro. Ao escoIher este lance as Brancas levam em considera~ao que apos 7 e4? liJxc3 8 bc ..txe4 as Pretas ganham urn Peao. 10
  10. 10. As Brancas ce re, antevendo a a na da Dama. 13 ... Ja etarde dema rocarem. Depois d5 (urn sacrificio ed (14 ... .tb7? e ca, pois com 15 d Pretas teriam pro sa do seu Cavalo d7) 15 ed ~b7 16 as Brancas obtem passado no centro 14 d5! exercer urn papel ativo naquela cas a, de onde ele atuaria sobre 0 centro controlado pelas Brancas. Po de ser que as Pretas nao quisessem dar as Brancas a vantagem do par de Bispos ap6s 11 ... 0-0 124Je5, mas este teria sido 0 menor de do is males, uma vez que na situa~ao presente 0 Rei Preto permanece no centro. Teria sido mais razoavel se as Pretas bus cassem a seguran~a do seu mona rca retirando-o do centro, tao logo quanta possivel. 12 0-0 J a que as Pretas demoram a colocar seu Rei em seguran~a, as Brancas decidem abrir 0 centro a qualquer custo (removendo os Pe6es das colunas centrais). Para isto elas afastam 0 seu Rei da zona de comb ate deixando a area livre para a a~ao das Torres. 12 ... h6 Uma medida preventiva, similar ao lance 4 a3, que impediu 0 lance das Pretas ... ~b4. Mas 12 ... 0-0 seria mais adequado. 11
  11. 11. "Aquele que esti em vantagem deve agir nipido." Esta era uma das maximas do grande pensador do xadrez e primeiro campeao mundial Wilhelm Steinitz (1836-1900), que formulou as leis basicas da estrategia enxadristica. Uma analise da heran~a classica deixada pelos corifeus do passado e util para todos os entusiastas do xadrez e uma necessidade para aqueles que desej am estudar seriamente e melhorar seujogo. Na partida ante sacrificaram ap para obter tudo abrir as colunas c as pe~as Pretas n rna e manter 0 no centro. As B mente venceram tagio da partida e fizeram por me de a~ao consisten para capitalizar t preciso agir de preciso.
  12. 12. De modo a avaliar corretamente o equilfbrio de fon;,:as em urn tabuleiro, e preciso, antes de tudo, estar ciente do valor comparativo das pe<;as. 0 Rei ocupa uma posi<;ao excepcional aqui, ele nao tern pre<;o. Ele nao po de ser trocado, e qualquer amea<;a ao mesmo deve ser elirninada, ou a partida terrnina imediatamente. A pe<;a mais poderosa e a dama, que em media costuma ter 0 valor de uma Torre, urn Bispo e urn Peao e meio. Vma Torre tern aproximadamente 0 valor de urn Cavalo ou Bispo e urn Peao e meio. E por ultimo, urn Bispo ou urn Cavalo sao mais ou menos equivalentes a tres PeDes. Mas alem do valor nominal de cada pe<;a, h<i urn valor real que se modifica ao longo da partida. Esta no<;ao mais sutil e import ante reflete a importancia de cada pe<;a no que se refere a sua carga de traballio, em urn (na hora de urn l perspectivas, qu posi<;ao especific do plano de jogo. A reta da for<;a real cad a lance, determ parte a extensao umjogador. Ano<;ao de van no xadrez reside n de for<;as. Quando uma vantagem m aumenta-Ia, de m resistencia de seu mantem a vanta tantas pe<;as quan entrar na fase fina acontece de urn j material deliber por exemplo, go posi<;ao do Rei, e sacrificar pe<;as PeDes, de modo defesa. Foi deste 13
  13. 13. 20 21 .txg7 Se nos imaginassemos que 0 Peao na casa d4 nao estivesse no tabuleiro, veriamos que os Bispos Brancos atacam exatamente os dois PeDes Pretos que protegem 0 Rei, que nao tern nenhuma outra prote~ao. Tudo is to exige urn at aque-reHimpago cujos fins - roubar do Rei suas ultimas defesas - justificam os meios, que neste caso representam a perda de urn Peao Branco e do formidavel par de Bispos. Em primeiro lugar e necessario abrir caminho para 0 Bispo na casa b2. 17 d5! Vma serie de xou 0 Rei Pre to en em uma posi~ao Branca representa ~a. 22 llle5! 23 24 ~g4+ ~f5 25 llld7+ Se 25 ... ~f7 a cern imediatam ~h7+ ~e6 27 l 'tte4+ ~d6 29 "'e ed .txd5 IS cd o proximo passo e eliminar as defesas do Rei. 26 l'lxd7 27 ~h7 14
  14. 14. E impossivel re ~f8 porque se seg sacrificio com 32 llxd8 mate. 0 Re dirigir-se para 0 ce ro, e em noventa e dos casos, isto e si rota. 32 ~g8+ 33 g4+ 34 rId4+ 35 ~b3+ E as Pretas aban Nao e preciso os jogadores dev respeitar os princi xadrez, inclusive tivos das pe~as , m a diversidade de regra, que torna 0 tao fascinante. Ta yam a situa<;:6es d comuns, onde 0 c costuma ser enco tuic;ao e pela exp parte das minhas lembro de urn trec tida que eu estude Ha urn certo equilibrio material na posi<;:ao acima. Vma Torre e urn Peao Brancos confrontam urn Bispo e urn Cavalo. Ainda assim as pe~as Pretas estao mal posicionadas, especialmente 0 Rei, e as Brancas penetraram na setima horizontal com duas de suas pe~as mais fortes. 0 final da batalha esta pr6ximo. Tudo dependera de quao rapido as Brancas possam trazer uma de suas Torres para a casa g3. No entanto, o ultimo lance das Pretas arrna discretamente uma cilada, para os jogadores afoitos. 28 "fHh8+ Se as Brancas tivessemjogado 28 .trd3 de imediato as conseqiiencias seriam desastrosas, ja que as Pretas fariam urn sacriffcio de Dama - 28 ... ~xf2! 29 ~xf2 .tcS + e llxh7 a seguir. A replica 29 llxf2? e ainda pior, seguindose mate com 29 ... 1lc1 + 30 nn .tcS+ 31 ~h1 .llxf1 mate. 15
  15. 15. Dois Cavalos e um lem, de algum mo uma Dama e, alem Branco nao se enc mente no jogo. O sultado desta luta agilidade da Dam 24 'iWg4! 25 'iWe6+ 26 'iWf5 27 b3 Tal temia mais que Pre to iniciand Iid1 + 28 ~h2 4 acabam par jogar que for~a as Bran rem 0 jogo ainda 28 llxg7 + 29 ~h6+ 30 'iWxf8+ 31 be Mais uma vez formou-se radicalm cas tern apenas a PeDes no ataque. Sem que houvessem concluido 0 desenvolvimento de suas pe~as, os adversarios iniciaram urn embate feroz em que 0 equilibrio material de for~as perdeu a sua importancia imediata. Acoisa vital ali era avaliar carretamente 0 alcance e a eficacia das pe~as. 18 ... 4Jxb3 19 4Jc6 As Brancas pretendem tomar a Dama com este lance, mas entregam material demais em troca. 19 4Jxal 20 4Jxd8 ~f5! l:taxd8 21 ~f3 22 nxe7 ~xb1 23 ~xf4 llxd4 A posi~ao se alterou, alem de qualquer possibilidade de reconhecimento, em cinco lances. 16
  16. 16. ~e4 32 g3 ~g4 33 h4+ ~f5! 34 ~h2 Panno visa entregar uma pec;a (35 f3+ ~xf3 36 'iWxf5+ ~e3) de modo a trazer 0 seu Rei para 0 flanco da Dama. Por isto eque as Brancas a recusam, preferindo a oportunidade de manter 0 Rei inimigo no flanco direito, ao alcance dos seus Pe6es. 35 'iWf6 h6 36 'iWe5 l'le4 37 ~g7+ ~f3 38 ~c3+ llle3 Urn empate mais simples darse-ia com 38 ... ~xf2 39 'i!Vxc2+ ~f3 . 39 ~gl 40 fe 41 'i!Ve1 41 ... I:l:e6 42 e outro caminho urn empate, ja qu acabariam defen outras, com 0 Re lizado em uma ja 42 'i!Vfl + 43 'ii'xc4 44 ~fl+ 45 'i!Vxa6 Agora a Dam com urn auxilio sado na cas a a2. F definiu 0 result a mas trata-se de a outra lic;ao.
  17. 17. As casas e4, d4, e5 e d5 no centro do tabuleiro sao muito importantes. Elas comparam-se a uma colina do alto da qual pode se ver todo 0 campo de batalha ou lan<;ar urn ataque nocauteador a qualquer alvo no tabuleiro. que conquista um centro (ou 0 ocu garante uma facil suas pe<;as, de urn do tabu1eiro, 0 qu vanta gem para su Cern anos atnls centro era bern m metido e cavalhei cas em geral corri o centro com os s punham-se razoa crificar material. as aberturas em q material, estavam 1 2 e4 f4! Atualmente a comum e 0 cont d5 3 ed d4!, torn central mais sutil Express6es tais como "luta pe10 centro", "controle do centro" e "rninar 0 centro" tam bern refletern instantes cruciais da batalha e sao vel has conhecidas de qualquer jogador experiente. Aluta pelo centro come<;a mesmo nos primeiros lances. 0 lado 3 ttJf3 Wilhelm Stein oficialmente con meiro campeao m de jogar 3 d4, de 18
  18. 18. 6 7 8 9 'i!t'xf3 ~f6 d3 ~h6 lDc3 tLle7 ~xf4 10 ~xh6 11 ~xf7+ 12 l:lf6 13 !laO 2 3 4 5 6 7 8 9 d6 ~xh6 ~d8 ~g5 Esta foi a continuaC!ao de uma das partidas disputadas pelo grande enxadrista russo Mikhail Chigorin, em 1878. As Brancas sacrificaram uma peC!a e desencadearam urn forte ataque, onde a sua superioridade no centro des empenhou urn papel decisivo. o eminente enxadrista americano Paul Morphy (1837-1884) tLlf3 ~c4 b4 c3 0-0 d4 cd lDc3 N aquela epoca teressantissima n dever a atual p abertura espanho urn Peao, as Bran clara vantagem n elas man tern urn Pe6es que, se u escudo s6lido, 19
  19. 19. naovel" de Pe6es portante na hora d chances de ambo batalha que se anu 9 10 lLldS 11 lLlf4! 12 eS! o Peao central uma situa~ao na ena vez de desenv ~as, tern de se pr defesa do seu Re urn esfor~o forrni naaior parte das pe ainda presa nas su ciais. E neste pon cas - valendo-se gem com rela~ao pe~as efetivarnent combate - exec ra~ao tipica: abri minando os seus e tanabern os do dar passagem as Quando 0 centro papel das pe~as au ravelnaente, e 0 men to e revestido defesa algunaa. As Pretas nao podemjogar 9 ... lLlf6 porque ai se exp6em ao at aque 10 e5! de 11 ..ta3! ..txd4 12 ~b3! ..te6 13 ..txe6 fe 14 'ilkxe6+ lLle7 15 lLlxd4 ed 16 llfe1! Considera-se que a melhor resposta para as Pretas e 9 ... ..tg4, continuando apos 10 ..tb5 conalO ... ..td70u 10 ... ~f8. J. Amous de Riviere fez urn lance natural, naas infeliz, que permitiu, as Brancas, tirar partido de uma outra vantagem, do seu par de Pe6es no centro - a sua naobilidade. De fato, enquanto os Pe6es estao fixos na casa e4 e d4 eles provocam uma 20
  20. 20. xe5? 14 lLlxe5! 'tifxeS? 15 .l:rel, ap6s 0 que as Brancas ganham a Dama. E 0 Peao do Rei continua a movimentar-se para a £rente. 14 e6 Agora as Preta zer nada contra a em a8 ap6s 21lL nem contra a ame importante ~h5+. ximo. 20 21 lLlb3 22 ab 23 'tthS+ Com 23 .. . g6 2 se a Dama. 24 wdl 14 ... f6 As Pretas nao melhoram a sua situa~ao com 14 ... fe 15 lLlxe6 ~xe6 16 ~xe6! 'tiff6 17 'tifd7+ ~f8 18 ~b2! (por isso e que 0 Peao saiu da casa eS) 18 ... 'tifxb2 19 'tiff7 mate. Agora 0 Peao na casa e6 divide 0 contingente das Pretas em dois e 0 seu valor e revestido de uma importancia ainda maior. As Brancas s6 precisam impedir que 0 Rei Pre to consiga fugir para urn dos lados. Nao ha como conseqiiencias d berto (25lLlb6+; coluna da Dama inimigo aTorre), tas abandonara 21
  21. 21. exemplo, ocuparum "posto avanc;:ado" no centro, que de modo geral permite que as pec;:as possam ser utilizadas de modo mais vantajoso, determinando assim uma superioridade em relac;:ao ao adversario. podem forc;:ar a desta posic;:ao nos ces. Ao mesmo te dades das Pretas n rna sao permanen quirir grande imp Os enxadrist nunca dao inicio flancos sem antes posic;:6es no centr No diagrama a cas, sem terem fe ttJc3, iniciaram Pe6es na ala do R te nao e uma amea de. Em uma part pondencia, entre magin, em 1964, ram 0 perigo que para as Brancas ( tante convincente 1 2 cb 3 ed 4 ~xe4 T. Petrosian - Kozma Munique 1958 1 ttJf3 ttJf6 2 d4 e6 3 ~g5 c5 4 e3 b6?! o modo despretensioso como as Brancas jogam a abertura, dirninuiu a vigilancia das Pretas e permitiu que, par causa deste lance aparentemente natural, seu adversario ocupasse urn posto avanc;:ado no centro com uma pec;:a. 5 d5! ed 6 llJc3 ~b7 ~xd5 7 tiJxd5! 8 ~xf6 'tlI'xf6 9 ~xd5 As Brancas tern urn farte posto na cas a d5, ja que as Pretas nao 22
  22. 22. A 4 fe seguir-se-ia 4 ... ttJe5!, mas ainda assim as Brancas ficam em uma posi~ao desconfortavel. ~xg4 4 ~hS 5 ~f4 ttJeS 6 ~f2 7 ~g2 ~d6 l:tc8! ~a4 ~f6 ttd2 Em poucos lances a posi~ao Branca, que parecia salida, desmoronou a partir de urn contraataque no centro no momento correto. A partida continuou: 8 9 10 ~gS 11 ttJf4 12 ~h3 Se 12 ~xf3 ttJ gue-se 13 ... Ilc3 15 ~f1 Ilf3+ 16 12 ... 13 ~g2 e as Brancas aba sequencia 14 llhd xh3 "t!ff3+ ou 14 ~xf2 ttJd3+ e dec Portanto, tente sas centrais, prot subestime 0 seu v
  23. 23. Uma vez que 0 xadrez e jogado em uma area limitada, as 64 casas de urn tabuleiro, a dimensao do espa<;o, is to e, do niimero de casas conquistadas por cada lado, para o posicionamento de suas pe<;as, tern, em geral, grande importancia no desenvolvimento do jogo. No inicio, as Brancas e as Pretas control am a mesma area. Geralmente, qualquer jogada na abertura visa ao controle de urn niimero maior de casas, de preferencia no territ6rio inirnigo. Os Peoes, ao pressionar as pe<;as maiores do adversario e dar maior liberdade para as pr6prias pe<;as, desempenham 0 papel principal no ganho de espa<;o. Mas seu movimento tern de ser necessariamente acompanhado do apoio das outras pe<;as, ou irao sucumbir logo. Urn enxadrista experiente tenta sempre assegurar a sua superioridade no centro do tabuleiro, delimitado pelas colunas c e f, onde estao as melhores as pe<;as. Para tomar a n mais especffica, v duas partidas. A p gada no final do s S. Tarrasch - R Nurembe 5 d4 e4 l2Jc3 f4 lLlf3 6 ~e2 1 2 3 4 24
  24. 24. mais, aumentando 0 controle sobre 0 territ6rio inimigo. No xadrez moderno, urn metodo estrategico confiavel para combater tais cadeias de Penes e urn imediato contra-ataque de Penes (geralmente com 0 apoio das demais pe~as) com 0 objetivo de impedir a progressao dos Penes inimigos; ou ao menos abrir espa~o para as pr6prias pe~as, atraves de trocas de Penes. Ao mesmo se segue uma ofensiva de Penes contra os Penes adversarios buscando quebrar a cadeia em se~nes isoladas, ou "ilhas". A variante 6 ... c5! 7 d5 e6 8 0-0 ed 9 ed ilustra bern este metodo. Charousek, urn dos jogadores mais fortes da epoca, tambem tenta restringir a cadeia de Penes Brancos, mas sem sucesso. Ele bloqueia a movimenta~ao de suas pe~as e, mais importante, torna impossivel urn ataque ao centro de Pe6es Brancos. A posi~ao das Pretas se torna extremamente deli cad a ap6s mais tres lances. Sob a prote~a Pe6es nas casas ~as Brancas disp espa~o para man ser reagrupadas e to do tabuleiro. 0 alemao, Tarrasch blema de explora dade de urn modo ele inicia urn ata flanco do Rei. Os abrir espa~o par importantes, e a confinadas as du ras, acabarao por urn as as outras n organizar uma de 9 h4! Uma das regra drez e: "Uma of cos e melhor con contra-ataque no 25
  25. 25. 13 ~d3 14 g5 15 ~e2 16 ~g2 17 gh h6 Este lance nao mas por querer ev desta abertura que d4 ed 5 tLlxd4, bas pelo meu adversa 4 5 c3 6 0-0 7 ~b3 8 ~c2 9 ~1 10 tLlbd2 Ambos os jog sem pressa, parec com 0 mesmo su nao everdade. As primeiras a conqu 11 d4! 12 h3! ~h7 mt8 c5 As Pretas abandonaram tendo em vista as inevitaveis perdas de material, e.g. se 17 ... ~xh6 18 ~g5! A segunda partida ilustra os metodos modernos de obter uma vantagem em espa<;:o. Esta partida tern uma importancia especial para mim por representar a minha primeira vit6ria, jogando uma partida posicional contra urn adversario forte em uma competi<;:ao de alto nivel. 26
  26. 26. As Pretas nao desejam abrir 0 centro, liberando jogo as pe~as Brancas, ap6s 13 ... ed 141ZJxd4 ~ b6 15 1ZJ2f3! ~xc4 16 lZJf5. Pelo contrario, as Pretas abandonam a area sob fiscaliza~ao do tridente c4-d5-e4. 14 d5 ~d7 As Pretas deveriam ter jogado 14 ... cd para obter espa~o para manobrar no flanco da Dama com ... b5! posteriormente. 15 lZJb1! ~f8 16 lZJc3 c5? 17 h4 Em uma posi~ao restringida como esta, a maior parte das trocas seria favoravel as Pretas, mas este nao e 0 caso do seu Bispo de casas brancas. Ele defende casas importantes e e tambem a pe~a menor que tern mais potencial. 17 a6 18 ~xd7 liJxd7 19 g3 ~e7 20 h4! As Brancas decidiram pela estrategia de lirnitar a mobilidade das pe~as Pretas na ala do Rei, e 27 As Brancas c central tambem n rna, pressionando Pretas. A sua ex evidente para a dores, mas as Pre manobrar suas re dem fazer nada a 24 25 ~d2 26 lZJf1 27 liJa4 28 .llec1 29 b4! 30 ~xb4 31 lZJb6! Em principio tar-se de uma co
  27. 27. ca, po is poder-se-ia exercer uma pressao maior na coluna b. Mas as Brancas planejavam abrir a coluna c e e muito importante ter urn ponto de entrada adisposi~ao . A casa c7 e a melhor cabe~a-de­ ponte para urn ataque das Brancas. .ixb6 31 32 ab ~e7 33 ~a3 A ultima oportunidade de resistir era impedir 0 avan~o do Peao da coluna c sacrificando a Torre em troca de urn Bispo - 33 ... IIcS! 34 .ixcS dc. Ainda assim as Brancas manteriam todas as chances de vit6ria. Agora, porem, a ofensiva das Brancas se desenvolve rapidamente e de acordo com 0 planejado. rus 34 35 36 37 3S 39 f3 c5 .txe5 c;t>g2 .te3 wb1 As Pretas perde por nao terem efe nas duas horas e tr punham. Porem, llxe7 41 IIc7 a pos seria desesperado Conclusao: val obtenha tanta van ~o quanta puder. ja ganancioso dem trutura de Pe6es m pode ser bloquea com as pe~as adv do ao ataque por e abertas, e af qualq possive!.
  28. 28. T. Petrosian URSS vs. A Ocident Embora os PeDes sej am os elementos mais fracos , eles freqiientemente deterrninam a progressao e 0 resultado de uma partida. Se algum dos lad os tern uma vantagem de 2 ou 3 PeDes, esta vantagem e na maior parte das vezes suficiente para for~ar uma vit6ria. Asitua~ao e mais complexa quando ha urn numero igual de PeDes. Ai a avalia~ao da posi~ao da-se pelo ex arne do posicionamento dos mesmos. Antes da partida iniciar-se, os PeDes estao alinhados nas suas casas originais. Ao avan~ar eles se ap6iam mutuamente e lirnitam a mobilidade das pe~as adversarias. Os enxadristas experientes freqiientemente sacrificam material para conseguir uma linha de PeDes m6vel, flexivel, onde os mesmos se protegem mutuamente, conforme 0 diagrama a seguir: 1 tzJd5!! 2 cd Agora os PeDe e5 tomaram-se 0 2 "kja a diagra 3 4 5 29 e6! ~c3 d6
  29. 29. preciso usar de um cal: destruir toda men os 0 elo cen palavras, quebrar entidades separa de protegerem-se No entanto cos que 0 meio mais bater uma linha m seja contendo a ou preparando u que pode ser feito vulnerando as cas Pe6es. A linha d nas casas c4, d5 con tid a por urn B sicionado na diag 5 ... 'ClVxe6 nao e uma boajogada, ja que se perde a Dama apos 6..tc4. 6 'ClVxcS l:lfxcS 7 S hI de l:lc2 llxe2 9 ttdS+ 'ttg7 10 I::!cl Seria urn erro promover a Darna com 10 e8'ClV, ja que apos 10 ... llxg2+!! 11 'tth1 .l:1g3+ as Brancas tomam urn xeque-mate inesperado. 10 11 ~7 llxe6 ~as se 0 ava Pretos for apoiado 30
  30. 30. queados nao par urn Bispo mas par tres Pe6es colocados nas casas c3, d4 e e5, tal barreira seria intransponfvel. Confarme se v d5 e e4 enfrenta uma estrutura da sas c5 e e5, apoia na casa d6. Isto ciente para torn centro estavel. N gadores, no enta tringir a mobili com tamanha me propriedades di nhas de Pe6es o oportunidades d que pode levar interessantes, quando ambos o ferem uma partid tro lado, uma cad tacionaria, bloqu te leva a uma pa muito espetacula Voce ja deve literatura enxad press6es do tipo "Peao isolado" e destas denota um No xadrez moderno os dois lados tentam restringir a mobilidade dos Pe6es desde 0 infcio da partida. Veja esta abertura, por exemplo: 3 d4 e4 l2Jc3 1 2 4 e3 5 .td3 6 lLlf3 be e4 d5 7 8 9 lLlf6 e6 .tb4 e5 ttJc6 .txc3+ d6 e5 4Je7 31
  31. 31. Apesar do obstaculo representado pelo Rei Preto, as Brancas, jogando corretamente, podem nao so proteger 0 Peao como tambem forc;:ar a sua promoc;:ao. Mas assim que movermos 0 Rei, digamos, para a coluna h, 0 Peao se toma fraco porque pode ser facilmente atacado pelo Rei inimigo. Outras fraquezas comuns na formac;:ao de Pe6es sao Pe6es dobrados ou triplicados na mesma coluna. Portanto, e muito raro que alguem os enfileire voluntariamente. Sua defesa e dificil, principalmente nos finais, onde podem se to mar a fonte de muitos problemas. Mas ha excec;:6es a todas as regras, especialmente no xadrez. Apos os lances 1 2 4Ja4 comec;:am a ocor tabuleiro. 2 Acontece que estrutura de Pe6 lhada nos Pe6es ser compensado criativo. As Preta Torre sem nenhu rente. 3 4Jxb2 Acontece que oBispo que ate "dormindo" entr decide. 5 llxb6 cd d2 e urn Peao e p 4 32 llxb6
  32. 32. mente. 0 que ac Brancas jogassem posta a 2 ... llxb2 Urn final sem ceu dois anos dep Ortueta, em Madr feren<;:as na posi<; ala do Rei. N6s concluim ve introdu~ao as das estruturas de exemplo. Voce e descri<;:ao mais de mos, regras e ex nados nesta li~ao xadrez. Gostaria de r principiantes que principios comun e consolidar um Pe6es evitando en to quanta possivel experientes podem ~6es. E a capaci quando tais exce~ que em grande me drez tao belo e che Ajogada 6bvia 4 ... ab segue-se 5 ttJd3 e as Brancas vencem com uma pe<;:a a mais. As Pretas, no entanto, respondemcom 4 c4! Agora a cas a d3 e tomada ao Cavalo e ap6s 5 ttJxc4 0 Peao da coluna c e promovido. Sera possivel que duas pe<;:as nao sejam capazes de conter dois Pe6es "aleijados" rastejando pel a coluna c? 5 l:[b4 Parece que as Brancas vao vencer ja que nao ha defesa contra 0 lance 6 .l:lxc4. 5 a5! Trata-se de uma verdadeira ode aos Pe6es. 0 Peao deixado para tras que nao tomou a Torre agora define 0 combate em urn salta que parece irreal. Agora a 33
  33. 33. A. Karpov Moscou As regras do xadrez sao semelharites as de qualquer outro esporte. E nao se aplicam apenas aos esportes: aqueles que sao mais ativos, habilidosos e criativos e que tern sucesso. o que e en tao 0 dinamismo no jogo de xadrez? Na minha opiniao, dinamismo e 0 fortaleci mento da pr6pria posi~ao a cad a lance e as amea~as colocadas sobre as pe~as inimigas. Para que os lances sejam bem-sucedidos e preciso que sejam adequados a estrategia do jogo e baseados em fundamentos taticos solidos. Urn enxadrista com a reputa~ao de ser urn indivfduo energico tenta impor 0 seu proprio estilo ao adversario, for~ando-o a lidar com varios problemas. Para ilustrar estes principios, vamos analisar uma partida disputada pelo entao carnpeao mundial, Anatoly Karpov. e4 tLJf3 d4 tLJxd4 tLJc3 g4 gS 8 h4 Alguns dos res tura sao obvios: taram as pe~as ad do Rei as duas com 0 Cavalo n queando 0 Bispo a propria Dama, 8 9 ~e3 10 ~e2!? 1 2 3 4 5 6 7 Veja 0 diagra Euma ideia in va, que leva a 34
  34. 34. dS. 13 ... equilibrada de pe~as. Karpov coloca a sua Dama na coluna do Rei de modo que a mesma nao fique na frente da Torre na casa dl e ao mesmo tempo contribua para criar amea~as de combina~6es. A Dama nao bloqueia 0 Bispo na cas a f1 que pode ir para h3 e jogar .txe6 posteriormente. Conforme voce pode ver, 0 lance das Brancas e eficiente e pressiona as Pretas. 10 ••• VJic7 11 0-0-0 bS A resposta adversana e for~a­ da. As Pretas sao empurradas para tras e tentam encontrar algum jeito de irnpedir que as Brancas executem algum lance decisivo. Mas 0 jogo ja vai adiantado e 0 ultimo movirnento das Pretas tern mais a ver com desespero que com uma a~ao justificavel. 12 tzJxc6 'tifxc6 13 .td4! As Pretas tenta do CavaIo de u controle da cas a de modo l6gico, tegia carece de u to s6lido e as su mal posicionadas as Brancas explo zas? 14 lLxiS! Este e urn lanc eficaz ja que 0 B se torna mais f Branca entra no surpresa das Pret 35
  35. 35. "ttxa6 ~xa6 23 h cide-se por troca casas Brancas eli qualquer risco a c 20 21 llxh3 22 fe Na minha opin 1Wxe4llf8 24 f5 se que assirn a Dam deria entrar no jo 22 ... As Pretas p6em uma posi~lio ativ parece alterar-se. 23 !tdd3 Manobras de T terceira fila tamb das taticas prefe pelio. Neste caso s6 precede a troc mo tambem serve melhorar a coord ~as Brancas. A c pe~as e urn fato tante que de fato d urn jogador de x dade de coordena ~lio de cada uma Rei inimigo que fica preso no meio do tabuleiro. 17 ... tzJe5! Eo unico jeito de resistir. Uma vez que ha a amea~a de 18 ... ~g4 as Brancas nlio tern tempo para jogar 18 f4. As Pretas tern que procurar reduzir 0 potencial de ataque das Brancas. 18 ~xe5 de 19 f4 Agora urn ataque de Pe6es substitui 0 ataque das pe~as. As Pretas nlio tern como evitar que as Brancas conectem os seus Pe6es pois ap6s 17 ... e4 seguirse-ia a sequencia vencedora 18 d6 ~xd6 19 ~xe4+ etc. 19 ... ~f5 36
  36. 36. bilidade. 26 ... 27 llxe3 o contra-sacri 28 hg ~xg5 ser causa da rna loca 29 d7 + ~d8 30 ~c8+ ~e7 32 ~e 28 ~f3! Os Pe6es Bran for<;:as das Pretas e nao M uma def amea<;:as de ~c6 Peao defendido, do na posi<;:ao do conquista de urn similar, desorgan adversario e divi dades mais fracas 28 29 !:leI prontas a apoiar 0 progresso dos Pe6es centrais, ao passo que a Dama protege a casa c2 e esta pronta para apoiar as Torres. A dupla de Pe6es (d5, e5), protegida por suas proprias pe<;:as, e muito poderosa. Estes Pe6es podem for<;:ar 0 adversario para a ultima fileira e desorganizar as suas a<;:6es. 23 ... "iWf4+ Esta parece ser a melhor resposta. Se 23 ... "iWxa2 24 d6. 24 ~bl llc4! 25 d6 ~4! 30 ~f5 31 m:t 32 de 33 ~f4! As Brancas re <;:a e mantiveram queno numero de so melhora, ligeir 26 llhe3 As Brancas tern de trocar outro par de pe<;:as, abandonando qual37
  37. 37. ces de sobrevivencia das Pretas. Quando sornente restarn algumas poucas pe~as no ataque tudo depende da for~a das defesas do Rei. Neste caso 0 Rei Preto nao tern praticarnente defesa alguma e tudo 0 que as Brancas precisam e de precisao no ataque, 0 que nao falta ao campeao mundial de entao. 33 34 ~h4+ 35 ..wxh7+ a5 s>e8 ~f3 36 ~h8+ 37 ~h4+ 38 ~c4! 39 b3 40 .l:Ig1 ! 41 ~8+ 42 ~h4+ 43 ~f6! 44 ~f5+ 45 ~xa5 46 1!fd8+ 47 s>b2! 48 m'8 49 ~c8+ 50 ~c4+ E as Pretas aban Portanto, tente voce podeni realr beneficios. Deix interagirem bern rnutuarnente. Ass rnentani os louro rnais freqtiencia da derrota.
  38. 38. Tendo aprendido as no~6es basicas do jogo, 0 jogador ira perceber que os lances da abertura, quando quase todas as pe~as ainda estao no tabuleiro, freqiientemente determinam 0 desenrolar da partida e em alguns casos 0 seu final. E comum que urn enxadrista, que tenha dominado todos os fundamentos e observado ataques brilhantes jogados por Grandes Mestres, tenha que passar toda a partida em uma defesa mon6tona, tentando consertar fraquezas na sua posi~ao que se originaram na abertura, mas com pouco sucesso. Este e 0 resultado de urn fraco conhecimento da teoria das aberturas e de uma carencia de habilidades basicas para se jogar a primeira etapa de uma partida. Uma partida de xadrez e, de certo modo, semelhante a uma confronta~ao rnilitar onde, como se sabe, em muito depende nao 39 somente da capac dos equipament mas tambem da comandantes de a volvimento da ba nar suas for~as de as mesmas nos ordem mais favor que cada jogador movimenta~ao do de madeira deve princfpios basico E bern sabido partida de xadrez da e preservada p de. Urn enorme n das foi escrito ao l do xadrez, e a sua a desenvolver tod estrategia das abe Eu nao pretend as aberturas e as ticas, 0 que seria possivel em face de informa~6es .
  39. 39. refor~ar mais um se, que e importan nar as casas com P mente as casas ce o segundo lan (2 ~c4) nao e contestar, embora tantos meritos. A gera~oes anterior melhor metoda vermos nossas p avan~ar os Peoes depois mover os dos dos Bispos e s mais fortes - as T No nosso exempl dire to para uma tante, mas sem conseqiiencias d lance 2 ... d5 das elas obteriam urn tral e for~ariam 0 recuar para posi tais como d3, e2, o xadrez e urn e uma combina~a midas como 1 e3 mo 2 ~c4 nao faz do e como tal m Esta e uma regra basica e e muito importante aplica-Ia corretamente. Vamos analisar urn exemplo simples: 1 e3 eS tZJc6 2 ~c4 3 ~f3 tZJcs 4 ~xf7 mate Parece que as Brancas fizeram tudo corretamente - des envolveram duas pe~as e deram xequemate. Ainda assim, est a linha de jogo merece criticas. o primeiro movimento e fraco. N6s dissemos, em uma das nossas li~oes anteriores, 0 quao 40
  40. 40. Nos ilustrarem princfpio - 0 do d to rapido das pe~as tida disputada h3. culo. senvolver rapidamente as pe~as, mas ele nao cria problemas para as Brancas, 0 que seria 0 caso do lance 2 ... d5!. 0 terceiro lance Branco 3 'iWf3 parece eficiente, mas urn enxadrista experiente nao 0 teria executado; mais ate, ele nem mesmo 0 consideraria. Se as Pretas reagissem corretamente com 3 ... 4Jf6! a jogada da Dama Branca teria sido em vao. E alem disso a Dama Branca ao ocupar a casa f3 priva 0 Cavalo do Rei de uma boa casa para agir, deixando ao mesmo nenhuma escolha senao ocupar urn papel passivo na cas a e2 ou mover-se para h3, para longe do comb ate no centro. A pe~a mais poderosa do jogo, a Dama, nao deve entrar na batalha de modo apressado, sob 0 risco de ser ca~ada pelas pe~as menores do adversario, com ganho de tempo. Com rela~ao a jogada das Pretas 3 ... ~c5??, ela e logica apenas sob uma otica formal (as Pretas desenvolvem uma segunda pe~a na seqiiencia correta), pois ela perde J. Schulten - Nova Yor 1 e4 2 f4 Esta e uma ab romantica, que re nome, "0 Gambi em geral define 0 urn riipido avan~ teoria moderna cr defesa aqui e urn c que foi claramen pelo talentoso jog Paul Morphy. 2 3 ed Tomar quaisq nao seria born, a ganhar tempo e suas pe~as coloca sas planejadas. 41
  41. 41. 6 e3! permitem que 0 desenvolva 0 Cav com muita eficac gem das Pretas se dora, na parte mai tabuleiro. 12 ... Trata-se de urn sacriffcio de Peao ousado e com vistas ao desenvolvimento futuro, ja que a Torre ira ocupar a col una do Rei ap6s 0 roque. 7 ~xe3 0-0 8 ~d2 ~xc3 9 be ~8+ 10 ~e2 ~g4 11 e4? Podemos dizer, com urn grau de confianc;a razoavel, que esta jogada e particularmente prejudicial as Brancas. Seria preferivel livrar-se da clavada na coluna do Rei, de preferencia com 11 ~f2. 13 ~f1 E diffcil dar b para as Brancas. 1 ~xd4 'tlVxd4 15 g3 cado com 15 llx l:!e8, com urn ataq rece que ap6s 12 fesa para as Branc 13 14 4Jxe2 42
  42. 42. Toda a a<;ao se passa na coluna do Rei, onde a clavada vertical tern urn papel decisivo. Pois de fato as amea<;as colocadas sobre esta coluna for<;aram as Brancas a atrasar a retirada do seu Rei da clavada. Agora segue-se uma nova pequena combina<;ao, transformando a clavada vertical em uma ainda mais perigo sa, diagonal. ~xe2+ 15 'i!Vbl 16 '.tf2 liJg4+ 17 '.tgl o Rei come<; todos os lados sen cia do desastre. Eu recomenda que querem dese habilidades de a este livro de lado 30 minutos e ten nhos uma vito ria Pretas, so entao r vro e comparand com a que foi to Morphy. 17 18 gf 19 '.tg2 20 '.th3 21 '.th4 22 l:lbgl 23 '.tg5 Continuaremo princfpios das abe mo capitulo.
  43. 43. Na ultima li~ao aprendemos que o domfnio do centro e 0 nipido desenvolvimento das pe~as em larga escala determinam 0 resultado do combate na abertura; especialmente quando a partida e jogada por enxadristas experientes. Antes de prosseguir com a teoria das aberturas, vamos analisar alguns erros que sao frequentemente cometidos por jogadores inexperientes nos estagios iniciais da partida. Em primeiro lugar, e importante lembrar que os pontos mais vulneraveis na ala do Rei sao aqueles que s6 con tam com a prote~ao do mesmo. Na posi~ao inicial tais pontos sao os Pe6es nas casas f2 e f7. Ap6s 0 roque, tais pontos sao os Pe6es nas casas h2, g2, h7 e g7. A prote~ao destas casas deve ser uma preocupa~ao primordial. A experiencia mostra que, geralmente, e nestas casas que ocorrem des nos sistemas de sofisticados. Vamos analisa que ocorre na ant Abertura Italiana: 1 e4 2 tDf3 3 ~c4 4 c3 5 d4 cd 6 7 tDc3! Em vez de jog 7 ~d2, as Branc crificar do is Pe6 em troca do desen pido das suas pe~ cio tfpico de joga agressivo. Os me de luta na abertur dam os pr6ximos tas, mas e precis que esta partida o 10 atras, quando n 44
  44. 44. As Pretas tomaram dois Pe6es adversarios mas ficaram para tras quanta ao desenvolvimento. 0 castigo por tais viola~6es das regras de uma boa abertura vern em geral de forma rapida e selvagem. Esta velha analise e uma boa amostra das conseqiiencias desastrosas da "ganancia" na abertura. Ainda assim voce nao deve imaginar que esta partida somente tern valor hist6rico. E uma situa~ao freqiiente em simultaneas. Nao se distraia capturando todos os Pe6es do inimigo em detrimento da mobiliza~ao das suas pr6prias for~as. 10 1!Vb3 .txal As Pretasmantem-se consistentes em seu desejo de ganhar E chegada a pagarem par ter desenvolvimento saido devorando ra. Neste caso, 0 na casa fl. As Pre importa 0 quant der-se. Por exem 14 .tg6 d5 15 ~f .txe5 17 .te6+ 19 ~xf6+ ~e8 20 vamente a casa f Alem de pers tro erro tipico de m tas e demarar par centro. Na pratica muitas partidas Reis permanecem 45
  45. 45. fazer 0 roque na primeira oportunidade. Ao permanecer sem rocar, 0 Rei po de ser atraido para 0 centro do tabuleiro atraves de sacrificios e ai 0 desastre se torn a iminente. ~xf7+! as Pretas das. 6 .txf7! o primeiro gol to mais vulnerave 6 7 tilxeS+ Qualquer outra saria 0 desfecho. 8 tilc3! Y. Vasyukov - B. Lebedev Moscou 1960 1 e4 eS 2 tilt3 d6 3 d4 tild7 o desenvolvimento, nao muito sofisticado, das Pretas e muito freqiiente em partidas de amadores. A ideia perfeitamente valida de fortalecer 0 posto avan~ado, representado pela casa eS, no centro, e executada de urn modo meio esquisito, que acaba par bloquear 0 Bispo da casa c8. 4 ~c4 h6 E uma decisao dubia. Em vez de desenvolver suas pe~as (com 4 ... ~e7, par exemplo), as Pretas, que planejam colocar seu Cavalo na cas a e6, perdem tempo impedindo a ida do Cavalo das Bran- Para trazer 0 fora as Brancas s Cavalo. As amea~ 9 ~d4 s6 podem urn unico modo, p continua~ao dive Pretas. Por exem 46
  46. 46. 8 c;t>xe5 A caminhada de e8 para eS foi curta, e 0 mesmo pode ser valida quanta ao retorno, por isso as Brancas tern de atacar sem demora. 9 ~h5+ g5 As Pretas tentam usar 0 Peao para bloquear a Dama. 0 enfraquecirnento destes Pe6es nao 6 muito importante aqui porque a pr6pria " caminhada" do Rei esta cheia de perigos: 9 ... c;t>e6 10 "tIVfS+ c;t>e7 11 tLldS+ tLld6 12 ~f4+ c;t>c6 13 ~e6+ ~d6 14 tLlb4+ etc. 10 ..txg5! As Pretas tent se entregando um 10 11 f4+! 12 f5+ 13 t2Jd5+ 14 ~xh8 15 0-0-0 16 llbe1 17 tLlb4+ As Pretas enco nhoso modo de co bate sacrificando posta para 17 .. . c 18 ~xd8 Uma id6ia diab Branca acaba enc a perecer. Mas 0 x 47
  47. 47. llxd8 .txe1 21 e5! lLlg4 22 e6 .tb4 23 l:!rl4. 20 ~xg5 .txe1 21 ~e3! 32 f7 33 ~xf7 34 ft'e8+ 35 ~a8+ 36 ~xa7 37 ~a4 38 ~b5+ 39 g5 40 ~xb6 E as Pretas aban Para confirrnar acima, eu gostar uma partida elega disputada no secu uma analise ind parte dos leitores. Agora a situa<;ao esta clara. 0 Bispo das Pretas esta perdido, pois a 21 ... .tb4 ou 21 ... .ta5 segue-se 22 ~d4! 21 .th4 22 ~h6+ .tf6 23 e5 ru-s 24 ef .ilxf6 o combate esta praticamente terminado. Nao ha como conter os Pe6es Brancos da ala do Rei, apoiados como estao pela Dama. M. Chigorin St. Petersb 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 48 e4 tLlf3 .tc4 b4 c3 0-0 d4 de .td5! .txe4
  48. 48. 11 ~xh7+ Urn sacrificio de Bispo exatamente no ponto mais vulnenivel. Como voce pode ver, 0 Rei esta melhor posicionado na cas a g8 do que na casa e8, mas ainda assim ele nao esta 100% segura. 11 ... Ap6s 11 ... ~ vencem com 12 ~g4 f5 14 ef 4Je 16 f4 ~e7 17 tte 12 lZJg5 13 ~g4 14 ~h4 15 4Je6+ 16 ~h6+ 17 ~xg6 18 ~h4+ 19 b3+ 20 ~h7+ 21 'ith8+ 22 ~g7+ 23 'itxf7
  49. 49. N as duas lic;6es anteriores n6s nos voltamos para os erros mais comuns, cometidos por jogadores inexperientes, nos estagios iniciais da partida. Tendo visto como nao jogar uma abertura, vamos agora ten tar descobrir 0 que deve ser feito para conquistar uma boa posic;ao desde 0 inicio. Praticamente todas as instruc;6es a este respeito estao presentes na lic;ao 8, onde foi explicado o Primeiro Principio para 0 combate na abertura. Este principio define os fatores mais importantes do desenvolvimento, que sao validos independentemente de como esta abertura se desenvolve. 13, preciso lembrar-se que se deve liberar as pec;as para assegurar uma vantagem definitiva no meio-jogo, que e onde os eventos principais acontecem. Ao desenvolver as suas pec;as eimportante, especialmente para os menos ex- perientes, manter isto e, deixar espa brar, sem amonto mesmo tempo t que 0 adversario Nao importa q tura, os melhores da lado estao sem dos a uma meta centro. As Branc tagem do primeir atingir 0 seu obje que as Pretas, qu sivel para atrapal 50
  50. 50. 2 f4 tZJc6 3 tLJf3 ef Este e, alias, 0 as partidas entre em partidas sim mam come<;;ar. A parecem ter man desenvolvimento cas estao clarame volvidas, com urn PeDes e espa<;;o p claro que a posi<;; esta nem perto d por que compo mente desde 0 in Nos nao vam aqui nenhuma ab siderando a gran do gambito do R res inexperientes vessemos exami por tras da mesm 4 5 d4 .txf4 d6 tLJf6 5 .tc4 .tg7 6 0-0 e a Defesa Nizmo India (1 d4 tLJf6 2 c4 e6 3 tLJc3 i.b4). Esti evidente que, desde 0 inicio, a luta se da em tomo das casas centrais, e5 e e4, respectivamenteo Isto e natural, j a que 0 dominio do centro (significando nao apenas a sua ocupa<;;ao por PeDes mas tambem 0 seu controle por pe<;;as) permite 0 estabelecimento de urn ponto forte de on de operar no meio-jogo. Vamos tentar ilustrar isto com uma partida bastante elementar: 1 e4 e5 1 e4 e5 2 f4 ef 3 51
  51. 51. 1 2 3 As Pretas ganharam urn Peao que pode ser mantido com seguran~a, e ao mesmo tempo nao negligenciaram 0 desenvolvimento. d4 ttJt3 e3 Basicamente as se recusando a lu pelo centro. -As t garantir uma vanta ra envolvem, em c4 ou l2Jc3. (Comp tida Kasparov-Gh ~ao 2.) 3 4 c4 5 ll'lc3 6 ed 7 .td3 8 0-0 9 b3? Urn momenta Brancas, na ansia rem suas pe~as, n problemas das Pre o lance 9 d5!, que sivel 0 desenvolv 10 das pe~as adve o que digo equ 9 ... ed 10 cd ll .txd5 12 .txh7 + 1 e4 e5 2 f4 d5 3 ed e4 4 d3 ll'lf6 Esta e uma tentativa de contraataque que guard a muitos perigos, para ambos os lad os, e exige urn born conhecimento de muitas variantes. Do exemplo que se segue, tirado de uma partida entre Grandes Mestres, podemos ver como a negligencia dos principios do de52
  52. 52. chance de conte das Pretas no cen ed. 12 ... Agora a troca possive!. 13 ID'dl e claramente vantajosa para as Brancas, e portanto as Pretas teriam que fazer concess6es pel a existencia do Peao Branco na casa d5, 0 que restringe a sua posi~ao. 9 dS 10 .te3? Aqui e preciso dizer claramente que este lance e do tipo "vamos ver no que da". 0 Bispo na casa e3 foi colocado da forma mais desajeitada possivel, ja que atrapalha as pe~as Brancas e as impedem de controlar a imp ortante casa e4, para onde 0 Cavalo das Pretas ira em breve. A partir do que vinha jogando, as Brancas deveriam prosseguir com ~b2 e ~e2, e en tao, dependendo do que acontecesse, jogar !lac1 e l'lfd1 ou .l:hd1 e nEel. As Brancas teriam entao mais liberdade e po deriam encarar 0 desenrolar do jogo com confian~a. As Pretas con do seu Ca Agora esta claro estao em serios meiro lugar, as Pr no centro. Alem d das Brancas nas ala da Dama esta atona. E lembram poderia ser evitad tivessem colocad si~ao 53
  53. 53. apoiado pelo par em breve abandonar. 19 tilb5 20 Iid7 Urn fecho de o 0 Bispo escap ganha urn tempo. 21 !!cd1 22 llxa7 E agora aIem d obtem 0 controle Dama. A partida t 23 h4 24 fixd1 25 fic2 E as Brancas aba As Brancas na fender-se dos lan e3 ao mesmo tem ser urn born mom uma analise de M nik de uma outra tada entre ele e 0 der Sokolsky nas campeonato sovi " ... e 0 controle da passa gradativam Pretas. Aos pouco As Brancas tentam controlar a casa e5 tarde demais (e no momento errado!). Teria sido mais sabio passar adefesa e tentar simplificar a posi~ao atraves de uma serie de trocas: 14 tilbl , seguido de cd e llxc8. 14 ... g5! Valendo-se da cobertura do seu Cavalo na casa e4, as Pretas deslancham 0 ataque decisivo, sem se preocuparem com 0 enfraquecimento da posi~ao do Rei. 15 ~e5 Uma maior resistencia seria com 0 lance 15 ~e3, mas como as Brancas poderiam fazer urn lance deste? for~ar 54
  54. 54. que as Brancas nao tern nenhum plano de jogo e estao meramente preocupadas com 0 'desenvolvimento'. Talvez alguem pudesse safarse jogando assim na virada do seculo, mas hoje, quando todos os mestres comec;:am a estabelecer pIanos para 0 meio-jogo, a partir do sexto ou oitavo lance, nao ha forma melbor de acabar em uma posic;:ao restringida do que buscar apenas 0 desenvolvimento." Botvinnik fala dos experts, e po minimo frivolo exigir dos leitore preensao e analis c;:ao. Mas acho qu ex-campeao mun mada como urn ax ra qualquer pesso drez. Lembre-se da na abertura va quer chance para ou menos como v partida prossiga.
  55. 55. Tendo estudado as li~6es anteriares voce arruma as pe~as e pensa sobre qual sera 0 seu primeiro lance. Nao se apresse em ler urn manual de aberturas este s6 ira afasta-Io do caminho carreto. Vamos tentar fazer uma escolha juntos. Em primeiro lugar, lembre-se de que nao existe nenhum lance que possa ser considerado "0 melhar" ou "0 mais forte" a partir da posi~ao inicial. Ha VaTIOS lances que atendem aos principios de desenvolvirnento na abertura, e voce deve fazer uma escolha baseando-se no seu gosto, no seu conhecimento e na sua experiencia. Eu sugiro que voce comece 0 jogo avan~ando urn dos Pe6es centrais. Antes de me tomar urn Grande Mestre eu costumava iniciar corn 1 e4! Este lance me evocava imagens de cavalheirismo galante e prontidao para 0 corn- bate. 0 Peao Bra control a a irnpor espera par refor Como voce po d das Brancas sao retas, e por isso aberturas que se i sejam chamadas "serni-abertas". Assim, as Bra e4. Qual a melho as Pretas? Embor estranho, as Preta pIa escolha. Ares ca 6 realizar urn com 0 Peao do R Todas as abert ciam por 1 e4 e5 ria das "abertura sao ricas ern hist6 nos tomeios. o Gambito do ef 3 till3 d5 4 ed esplendida saiu gran des tomeios 56
  56. 56. .tc5 6 d4 ou 4 c3 0-0. Uma outra tentativa de retirar o Peao do centro - 2 d4 ed 3 'lIVxd4 - encontrou muito poucos defensores. 0 resultado do passeio da Dama 3 ... l2Jc6 4 'lIVe3 caminham lado metodos modern senvolvimento d d3 d6 5 c3 tDf6 6 tDf6. Eque as Pretas poem seus do is Cavalos emjogo, garantindo chances iguais. 57
  57. 57. urn teste de forr;a no xadrez. A abertura tern variantes para todos os gostos. A Variante das Trocas, por exemplo, que e relativamente simples (3 ... a6 4 ~xc6 dc) mente, a Variant so mente jogadore bern preparados dos a jogar (3 ... 0-0 ~e7 6 l:iel b5 d69 h3lL'la5 10 ~ 10 d4). a luta aberta pelo centro na Variante Aberta (3 ... a6 ~a4 lili6 5 0-0 tLJxe4 6 d4 b5 7 .tb3 d5 8 de ~e6) Vamos voltar a segue ao primeiro cas. Alem do la Pretas podem ini 58
  58. 58. DefesaEscandinava: 1 e4 d5 2 ed ~xd5 3 liJc3 ~a5 . Ao custo de perder urn tempo recuando a Darna, as Pretas reduzem a tensao no centro, esperando poder des envolver as pe<;as do seguinte modo: 4 d4 liJf6 5 liJf3 ..tg4 6 ..tc4 e6 7 0-0 liJc6 a come<;ar a estud ciliana em algum conhecidas na lin Dragao: 4 ... liJf6 g67 f3 (ou 7 ..te2), ou no veningen: 4 ... li ..te3 e6. seguido por ... 0-0-0. Nao e uma abertura popular entre os enxadristas experientes (n6s nao gostamos de perder tempo), mas e bastante aceitavel para a maior parte dos jogadores. A Defesa Siciiiana, que se inicia com 1 ... c5, e a abertura jogada com mais frequencia. As Pretas desencorajam as Brancas 59
  59. 59. dade e estabelecendo urn ponto de controle bern protegido na cas a d5. As posi<;:Des mais criticas na Caro-Kann sao, a prime ira, 1 e4 c6 2 d4 d5 3 e5 ~f5 4 tLJc3 e6, e a segunda, 1 e4 c6 2 d4 d5 3 lLJc3 de 4 lLlxe4 ~f5 5 tLJg3 ~g6 on- Estas duas abe deradas bastante yam a urn meio-jo nobras complexa se dao a trabalhos tabuleiro e tern usar bern 0 tempo estudar uma desta bora eu, pessoalm Defesa Caro- Kan tas desenvolvem pe<;:as, ao passo em Francesa 0 Bispo fica preso pelos p o desenrolar mentos e bern m Brancas iniciam avan<;:o do Peao d Neste caso ap6 lances os pIanos dos nao estao cl guardados do ad as aberturas que s lance 1 d4 sao dita "semifechadas". bern e com efici de as Brancas tern uma pequena vantagem. Mas nao ha fraquezas na posi<;:ao das Pretas, nem entraves ao seu desenvolvimento. A posi<;:ao basica da Defesa Francesa 1 e4 e6 2 d4 d5 3 lLJc3 ~b4 4 e5 c5 leva a posi<;:ao em que os PeDes bloqueados nas casas d4 e e5 estao sob amea<;:a constante. 60
  60. 60. a resposta mais basica possivel e a imita~ao do lance 1 d4 com 1 ... dS. 2 c4 leva a diferentes linhas do Gambito da Dama. Aresposta 2 ... c6 leva a Defesa Eslava ou e naDefesa india tZJf6 2 c4 e6 3 tZJf as Pretas tentarn trole da casa e4. Na Defesa ind tZJf6 2 c4 g6 3 tZJ 2 ... e6 leva as Defesas Ortodoxa ou Tarrasch. As Pretas irao tentar consoli dar sua posi~ao na casa dS, ao passo que as Brancas irao, metodicamente, criar condi~6es favoraveis para 0 avan~o do Peao do Rei para a casa e4. No presente seculo surgiram outros metodos de desenvolvirnento que visam oferecer as Pretas urn contrajogo menos direto, no centro. Na Defesa Nimzo india (1 d4 lili6 2 c4 e6 3 tZJc3 ~b4) 61
  61. 61. e naDefesa Grunfeld (1 d4lLlf6 2 c4 g6 3 lLlc3 d5 4 cd lLlxd5 5 e4) as Pretas permitem que as Brancas estabele~am urn forte centro de Pe6es mas adotam uma estrategia de mimi-lo. E aqui termina 0 nosso breve esbo~o das aberturas basicas do xadrez. Quando voce ler urn dos varios manuais de xadrez disponiveis, nao se deixe confundir pela profusao de variantes que voce podera encontrar. Elas refletem tudo 0 que pode ser import ante nos torneios, ou, em outras pala- vras, as leis basic das aberturas. N6 a respeito e elas s dade absoluta par
  62. 62. Antes de dedicar-se a qualquer atividade, quase todas as pessoas contemplam as opera~6es que tedio de executar para atingir suas metas, e tenta descobrir qual a melhor sequencia para executalas. Eu acredito firmemente que 0 xadrez e, ate uma certa extensao, urn espelho de vida e que, port anto, 0 planejamento e uma caracteristica fundamental deste jogo. o que e 0 planejamento em uma partida de xadrez? E uma serie de opera~6es em uma ordem bern calculada que visam a urn objetivo concreto, sendo que esta ordem e determinada pelas posi~6es que se apresentem no tabuleiro e e constantemente alterada pelas a~6es do adversario. o plano nao deve ser confundido com 0 objetivo do jogo. Algum amador poderia pensar, "eu quero dar urn xeque-mate, por is- so eu you jogar v desde 0 inicio e p de acordo com ur se de uma abo damente equivoc tern condi~6es de Rei do adversar partida. 0 mate e mo do jogo e "jo mate desde 0 in mente uma vonta este desejo. Primeiro, dese pe~as segundo u estabelecer uma alguma parte do Em seguida au para conquistar cionais concreta materiais no meio Finalmente, ex gens no final, atra cimento de uma rial que tome qua impraticavel. 63
  63. 63. o plano e elaborado com base 2 3 4 5 em uma avalia~ao concreta da posi~ao e das suas peculiaridades. Portanto, e importante ser capaz de analisar as forma~6es de combate de ambos os lados e compreender todas as sutilezas desta posi~ao . A capacidade de se elaborar urn plano e executa-Io de modo consistente no tabuleiro e urn dos aspectos mais atraentes do xadrez; as vezes, chega a ser mais gratificante que, digamos, lan~ar urn ataque dire to ao Rei inimigo. Ese voce levar em conta que, freqiientemente, os jogadores disfar~am suas inten~6es, lan~ando mao de manobras que visam distrair 0 adversario, voce entendera que jogar segundo urn plano e uma grande arte. Eclaro que demora muito para que alguem aprenda a conduzir as suas opera~6es no tabuleiro de xadrez. Erros graves e erros menores iraQ acontecer e estes sao inevitaveis. Mas acredito que aprender com seus erros e melhor do que jogar sem qualquer plano. tZJf3 ~b5 ~a4 0-0 Esta e uma das tigas da abertur Ap6s cumprirem tade do plano na a Rei do centro), as jam a cria~ao de Pe6es atraves dos que tambem pres Pre to na cas a e5. malmente tentam Peao na casa e5 jo g6, seguidos de ~ possivel montar 64
  64. 64. 5 As Brancas al no e se valem d Peao na casa c7 p as Pretas fa<;am 0 do a inten<;ao d mobilizar suas pe tempo e mais do pela desarrnonia 12 13 lDd3 14 e5! g5?! 6 d4! As a<;oes energicas no centro devem ser consider ad as como a melhor res posta para 0 avan<;o prematuro dos Peoes da ala do Rei das Pretas. Amelhor maneira de se explorar 0 desenvolvimento lento das Pretas e abrindo 0 centro. a sex to lance das Brancas e urn born exemplo de uma corre<;ao de urn plano anterior no momenta adequado, de modo a explorar as a<;oes do adversario. 6 g4 7 ~xe6+ be 8 llJe1 ed? autra concessao posicional. Iludido por achar que a sua vantagem em conservar 0 par de Bispos lhes permitira abrir 0 centro, as Pretas ainda pouco desenvolvidas fazem concessoes importantes no centro. 9 "tlVxd4 'ttf6 10 "tlVa4 Esta e a part Brancas que vis ataque ao Rei, se mais rapido e lim no centro. 14 ... llJe7 11 lZ'lc3 Mais uma corre<;ao efetuada no plano para a abertura. Esta po65
  65. 65. das Pretas acabam por tornar-se urn fator decisivo. 16 ttJe2 tLJg6 ~e6 17 tLJg3 18 ~g5+ 19 tz'lc5! ~c8 ~e8 Alem do Peao mente podera ser final, a maior van tas reside no con casas no centro: d f5. As Brancas tam chances de con maioria de Pe6es e a coluna da Dam tas posi~6es sem acabaram em emp tado de lances su Smyslov e urn gra tais finais. 0 seu p eer consiste de tre damentais. o primeiro es imediata de uma evitar a penetra~a Dama. A outra To vada para com bat avan~o dos Pe6es daDama. 20 tt:lli5! Os Cavalos das Brancas ganharam controle total sobre 0 tabuleiro. 0 ultimo est agio do plano das Brancas e obter uma vantagem material decisiva. 20 l:!g8 21 CiJxg7 22 CiJxa6 23 i.e3 24 ~xa6+ .llxg7 ~7 llxa6 e as Pretas abandonaram logo. 66
  66. 66. A segunda etapa do plano e criar uma amea<;a de cria<;ao de urn Peao passado na col una h, para que a Torre Branca, ao evita-Io, conceda a coluna da Dama a Torre Preta. 24 ~f2 h5 25 ~e3 g5! 26 Ilh2 nd8 27 m.1 67 Agora que as tern que defender e4, 0 Rei Preto dirigindo-se para 31 nn 32 ~e2 33 ru3 34 ~
  67. 67. Vma corre<;:ao necessaria ao plano. Originalmente, a rota tra<;:ada para 0 Rei Pre to era g7-g6g5-g4, desde que as Torres fossem preservadas. As Brancas, no entanto, bus cam a salva<;:ao em urn final com Cavalos, e por isto o Rei das Pretas deve manter-se junto ao centro. ed 35 llxd4 ~e5! 36 lZ'lb5 ~xe4 37 lZ'lxa7 38 lZ'lc8 d3+ Certamente nao 38 ... e5? 39 lZ'ld6 mate! 39 ~d2 ~d4 40 e5 41 lZ'ld6 E as Braneas aba Qual e 0 melbo planejar uma par Presumivelmente comentarios dos tres sempre que fo fase especial a se de opera<;:6es nece <;:ao do objetivo fi Os comentario dos jogadores que king, serao altam para todos os ama que desejem melb
  68. 68. so; mas como re j ogo posicional ba vac;ao das leis da dristica. Portanto, aque ter sucesso em xa ceber que 0 jogo nao se opoe ao j mas que, pelo co plementam. Eu gosto de a sacriffcios, mas nho uma firme co o jogo posicional de xadrez, refleti terna do combate fechando com o partida mode rna. A base do j og planejamento, do capitulo anterior. urn plano (corre eficaz exige tant versatilidade qua uma combinac;ao Para a maiar parte dos entusiastas do xadrez, 0 jogo constitui-se nurna partida onde os fogos de artificio, representados par ataques impetuosos e combinac;oes, e que encantam. Todo mundo busca atacar e realizar belas combinac;oes, mas muito poucos se en cantam com a genuina beleza de manobras posicionais sutis e pIanos estrategicos profundos. A arte do jogo posicional nao e completamente apreciada par aqueles que em geral nao compreendem como os Grandes Mestres conseguem executar tantos ataques bonitos e eficazes. Muitos amadares sao tao capazes de resolver problemas e estudos quanto os Grandes Mestres, mas somente se mergulharem de cabec;a nas complexidades do jogo e que poderao perceber que as oportunidades para ataques e combinac;oes eficazes nao se dao por aca69
  69. 69. do final do seculo meiro campeao de xadrez, Wilhel primeiro a formu cas do jogo posi gia). Ele mostrou nao surge da imag dor. 0 plano base fator concreto p que escondido) n dado momento. E que cada posi~ao caracterizada por favoraveis ou des da lado, que devem em separado e em que se avalie uma pacidade de avali a situa~ao a qualq uma partida deter de parte, a for~a mos acompanha simples: dor tern que levar em conta as que podem ser atingidas dentro de alguns lances. 0 calcu10 concreto, destas variantes, freqiientemente, leva a especula~6es semi-abstratas acerca das posi~6es a que, provavelrnente, se deve chegar como resultado. A capacidade de jogar de acordo com a posi<;ao, ou posicionalmente, e importante em situa~6es complexas e abstratas, quando 0 alvo de urn ataque ainda nao esta definido ou e preciso manobrar as pe~as para consolidar uma posi~ao e descobrir debilidades no territ6rio do adversano. A simples men~ao do nome de Paul Morphy, 0 brilhante jogador americano do final do seculo XIX, e suficiente para que muitos amantes do xadrez lembrem dos seus fantasticos ataques e combina~6es brilhantes. Ainda assim, muito poucos percebem que estas combina~6es eram baseadas em principios estrategicos profundos, tais como: a centraliza~ao maxima das pe~as, a superioridaposi~6es I. Boleslavsky Zuriqu Em urn exam chances nao pare 70
  70. 70. Se as Pretas p os Cavalos, 0 em segurado, ainda qu sem que 0 Rei Bra centro e entregas casa a6. Mas isto f:icil no tar que 0 B cas ira tomar 0 Ca caso ele se mova. final com Bispos d nao salva as Preta se dirige para a ala o que os Pe6es da sentes cairao com exemplo elementa Brancas puderam vantagem com t porque dentre t possiveis no meio viu que a melhor lance 25 i.e5! e 2 o calculo das varia tomou-se bastant Para avaliar co posic:;:ao e preciso aqui. As Brancas tern urn Peao a mais, mas os Pe6es da ala da Darna sao debeis e 0 par de Bispos das Pretas e bern capaz de lhes oferecer condic:;:6es de atingir a igualdade. Seu problema e que 0 Bispo na casa d6 se en contra clavado. Para libertarem-se as Pretas precis am jogar em busca de simplificac:;:6es, na esperanc:;:a de garantir urn empate em urn final com Bispos de cores opostas. Infelizmente, ha uma pequena falha nesta avaliac:;:ao que leva, em sete lances, as Pretas a derrota. 20 i.f4 i.xf3 21 .ilxd6 .ilxd6 22 't!fxd6 't!fxd6 23 i.xd6 l::!e8 24 llxe8+ 4Jxe8 25 i.e5! i.c6 26 b4! h5 27 13 71
  71. 71. tread as na superio nal. Em uma su termos de desen mobilidade, por e Nos ultimos 1 listas de xadrez re rnisterios na teori cional. As leis ba gia enxadristica f grande Steinitz inalteradas, mas e enfase maior a fat namica da posic;a c;ao de algumas de sicionais por alg dada uma maior coordenac;ao das duas ou tres pec;as das podem sair v pec;as de maior fo rio mas com men E finalmente, jogo de 150 ano combinac;oes visa mente ao ataque Rei, hoje, com 0 tecnicas defensi c;oes complexas para aumentar g da urn dos fatores citados em cada posic;ao. Por exemplo, e sabido que uma Torre e mais forte que urn Cavalo, mas se 0 Cavalo ocupa urn ponto avanc;ado bern protegido no centro enquanto a Torre esta totalmente fora de jogo, entao 0 Cava10 e, obviamente, mais forte que a Torre. No final a avaliac;ao da posic;ao e deterrninada pela existencia de Peoes passados e pela centralizac;ao do Rei. No meio-jogo, pelo contrano, e melhor que 0 Rei permanec;a longe do centro. Qualquer enxadrista experiente respeita a arte do jogo posicional, porque ele valoriza os beneficios da acumulac;ao sistematica de pequenas vantagens, que acabam por deterrninar, em ultima analise, aquilo que se chama de vantagem posicional para urn dos lados. 0 j ogador que detem a vantagem posicional da as cartas na situac;ao. Repentinamente ele descobre uma grande riqueza de possibilidades para as suas pec;as 72
  72. 72. nais. Os sacrificios posicionais tornaram-se uma das tecnicas mais eficazes quando Pe6es e pec;as sao entregues em troca de ganhos posicionais (embora nao decisivos). Concluindo, g selhar todos aque do xadrez a estuda sistencia a arte d nal. Eu Ihes asse nao VaG se arrepe
  73. 73. Enquanto uma partida de xadrez se desenrolar sem sobressaltos e de acordo com as leis da estrategia enxadristica, 0 valor hienirquico tradicional das pe~as se mantem. Alguem po de, e claro, discutir a respeito do que teria mais for~a - uma Torre ou urn Bispo e dois Pe6es - dependendo da posi~ao ocupada por tais pe~as. Mas as vezes as pe~as se revestem de uma for~a sob renatural e come~am a fazer rnilagres. Toda a escala tradicional de valores e reduzida a po: urn Peao, por exemplo, se reveste de mais valor que uma Torre ou mesmo que uma Dama. Isto acontece com freqiiencia quando uma combina~ao bern formulada e operacionalizada no tabuleiro. Ebern sabido que 0 jogo combinacional agrada aos entusiastas do xadrez. Por que? Primeiro pela sua beleza, par ser surpreendente e pela sua logica que ao longo de u os movimentos do geralmente for~a dos paradoxos ma tes do xadrez. Q combate, cada lad entre varios lance as complica~6es violam os valores tam de modo estr qual uma partida volver. Mais que rio nao tern nenh lances. Vamos analisar tre Edward Laske mas que foi disp Ela iniciou-se tra Edward Lasker Londre 1 2 74 d4 ttJf3
  74. 74. 12 tLJxf6+ Se 0 Rei tives a casa h8 a partida diatamente com 1 13 4Jeg4+ 14 h4+ 15 g3+ 16 ~e2+ 17 l:lh2+ Esta casa gera Rei das Brancas, Pretas esta fadado Agora vern 0 sinal de ataque: 10 ...vh5! ...ve7 As Pretas evitamjogar 0 lance 10 ... ~xe5 achando que podem safar-se do lance 11 lLlxf6+ j ogando 11 ... gf. Mas se ela soubesse 0 que estava por vir... 11 ...vxh7+!! 18 ~d2 Bonito? Sim Sim! For~ado? Si tao de repente? C combina~ao ser v Todo enxadrista que uma combina me~a do nada. combina~ao seja so que alguem ten gens, as quais s lentamente, lanc processo acumul lerar os erros do o que tornou p ficio de Dama an As Brancas nao ti 75
  75. 75. Brancos nas casas f6 e g6, Rei Preto na casa h8 e 0 Peao das Pretas na casa g7. Euma posic;:ao tipica. o conhecimento de tais posic;:6es e essencial para 0 enxadrista. Ha muitas posic;:6es desta natureza e e bern facillembrar-se delas. Portanto, diante de urn labirinto de combinac;:6es e preciso ser capaz de enxergar os elementos das posic;:6es de mate elementares. Vamos analisar uma posic;:ao que ocorreu em uma partida entre G. Rotlevi e A. Rubinstein em 1908. 22 irnpossibilitou-lhe casas por mais tem 24 ~xd2 25 ~g2 Brilhante! A D nao pode evitar mate na casa h2, e podem fazer! Combinac;:6es inesqueciveis. Como surgem sencia? Nos iremo mas lic;:6es a tais q nos iremos espe dic;:6es necessaria c;:ao de combinac;:6 llxc3!! 23 gh 76
  76. 76. do 0 "motif' da explosao combinacional. Tais caracterfsticas inc1uem, por exemplo, debilidades na primeira (para as Brancas) ou oitava (para as Pretas) filas que possibilitam a entrada de pe<;:as inimigas no territ6rio do Rei. Quando isto acontece, 0 lado que se defende, para evitar urn mate imediato, tern de aceitar perdas pesadas e a seguir a luta acaba por tornar-se inutil. Urn exemplo c1assico nos e oferecido em uma partida entre Edward Adams e Carlos Torre em 1920. 1 't't'g4!! 2 't't'c4!! 3 "ii'c7!! Estas elegante rna sao bonitas m temente inuteis. Brancas consegu continuam na me 4 ti'xb7 as Preta com 4 ... "ii'xe2! 6lLle1 llxe1+! 7 l quando sao as Bra xeque-mate por dade da primeira preciso achar urn 't't'b5 77
  77. 77. da Dama Preta sobre a cas a e8. Este e 0 tema da combina<;:ao. 4 a4! 't!t'xa4 5 ~4!! Urn nocaute brilhante! As Pretas nao tern tempo para abrir uma casa para fuga: 5 ... h6 6 't!t'xc8 llxc8 7 llxa4 e as Brancas ganham uma Torre. Tambem nao e possivel jogar 5 ... 't!t'xe4 porque com 6 llxe4 as Pretas nao mais podem capturar a Dama das Bran- tern que recuar. 5 6 't!t'xb7 Este sacrificio Dama Preta nao manecer na diago Pretas tern de adr N a pr6xima li<; nuar com a analis necessarias para q ataques de combi partida.
  78. 78. analoga a que uma partida ent e Emanuel La 1925). Na nossa li<;:ao anterior, lidamos com as combina<;:6es e como elas ocorrem nas partidas. Tambem analisamos algumas combina<;:6es baseadas na debilidade da oitava (ou primeira) fileira. Agora examinaremos outras situa<;:6es especificas que dao origem a combina<;:6es diversas. Primeiro, examine a debilidade da segunda (setima) fila. Debilidades na Ultima fileira dao origem a amea<;:as de mate contra 0 Rei. Debilidades na segunda ou setima fileira, geralmente, facilitam a destrui<;:ao dos Pe6es que protegem 0 Rei, facilitando assim a vit6ria final. N a li<;:ao 14 n6s examinamos a partida entre G. Rotlevi e A. Rubinstein, em que as Brancas capitularam por causa da debilidade da sua segunda fileira quando ambas as Torres Pretas amea<;:aram a cas a h2. Vamos agora considerar uma situa<;:ao Parece que a contentar-se com sente, mas urn sac e inesperado do B tera a situa<;:ao de possibilitando a e combina<;:ao que mo "pendulo". 79
  79. 79. 1 e4 2 tLlf3 3 .w..c4 4 d4 S 0-0 6 eS 7 ef 8 l:tel+ Nesta posic;:ao riam entregar urn rem mobilizar as entanto, as Preta por proteger 0 Pe 8 9 .w..gS 10 .w..h6+ os Pe6es nas ca acabam por ser u Depois de uma serie de xeques descobertos a Torre mutilou todo o exercito Pre to, ao longo da setima fileira, e agora a Dama Preta tambem perece. 7 ~h7 8 llxhs ~g6 ~xf6 9 Ilh3 10 llxh6+ As Brancas, com dois Pe6es a mais, venceram com facilidade. A pnitica demonstra que a entrada de duas pec;:as maiores na segunda (setima) fileira e 0 carninbo mais certo para a vitoria. Tambem e sabido que e diffcil atacar 0 Rei inirnigo quando 0 80
  80. 80. importante para u M alguns ataque ~6es tfpicos que as defesas do Re exarninar urn ou sacrificios utiliza aos Pe6es que co sa do Rei. na cas a f6, uma Torre na casa e8, ou a Dama na cas a g4. E interessante que possam ter ocorrido varias situa~6es nesta partida em que qualquer uma das pe~as estava em condi~6es de dar 0 golpe final. 11 lDc3! i.g4 12 0.e4 b6 13 c3 0.e5? 14 lLlxe5 A amea~a e15 ~xg4 mate. Por que niio tomar a formidavel rainha? 14 ... ~xdl Em. Lasker 188 Ap6s 0 lance n seria dificil verif ridade das Bran Brancas elirninar casas g7 e h7, a de f1 para f3 seria as Pretas. 15 tZ'ld7!! ~e7 Parece que as Pretas conseguiram defender-se do mate na casa 81
  81. 81. Dama. 6 'i!fh6 !lh3+ ~xh6 7 l'lxh6+ Parece que as Pretas tern uma compensa<;;ao adequada pela Darna, mas 8 'i!fd7 as Brancas tinham visto esta manobra antes do sacrificio do Bispo. Lasker recuperou urn dos Bispos, o que foi suficiente para assegurar-lhe uma vit6ria rapida. Concluindo, vamos considerar urn exemplo classico de combina<;;6es em que urn outro golpe tatico, chamado "desvio", foi usado. Ao executar urn ataque com freqtiencia e preciso livrar-se de uma das pe<;(3s do adversano que protegem uma ou mais casas imp ortantes. 0 metodo mais simples, captura ou troca, nem sempre e possivel, assim surge a questao de como de desviar a aten<;;ao daquela pe<;;a, atraves de urn golpe tatico. Johannes Zukertort, no seculo pass ado, era famoso como urn mestre das combina<;;6es brilhan- As Pretas acab a captura do Peao colocarem a Torr amea<;;am entrar Brancas, por sua oportunidade de a 2 'i!fd4, 0 que pra as Pretas a captu b2. No entanto a lheram urn modo e de maior belez confronto. 1 fg! As Pretas nao lha, porque ap6s se tornaria tao vu Brancas nao prec a nenhum artiffc vencer. 2 gh+ Parece drastic eficaz. 0 Rei se e Peao inirnigo. As 82
  82. 82. seria retrucado ~xh7 7 ~xe4+, mate for<;:ado. 5 6 ~xe4+ 7 ~xe5+ As Pretas aind <;:as de levar 0 Re Dama, mas agora mo golpe da comb 8 ~g7+! 4 ~b4!! Este lance e, essencialmente, 0 inicio da combina<;:ao. Qual e a ideia das Brancas? Com 0 desaparecimento do Peao na casa h7, as duas Torres mais 0 Bispo darao mate ao Rei. 0 Peao na cas a e5, e a sua prote<;:ao, a Dama na casa e7, sao vitais para a defesa. Assim, a Dama deve ser desviada tanto de e5 quanto do Rei. Agora, se as Pretas aceitarem este presente luxuoso, da-se mate em seis lances - 4 ... "i:lVxb4 5 ~xe5+ ~xh7 6 llh3+ ~g6 7 .ktg3+ ~h7 8 + l:lh6 9 ~f4+ ~h5 10 l:lh7 mate. Tendo percebido 0 esperto plano das Brancas as Pretas protegem a Dama, tentando sustentar seu Peao na casa e5. ljgc5 4 Se 8 ... "fixg7? tas bloqueia a fuga te mate a partir d tanto, as Pretas a Na nossa pro completaremos a tac;:ao dos princfpi binacional. nn 83
  83. 83. Muitos amantes do xadrez encaram 0 final com desdem, como uma parte mon6tona onde nao ha espac;o para combinac;6es nem imaginac;ao. N6s vamos analisar o final pratico e voce vera que este estagio da partida, alem de extremamente complexo, disp6e de uma rica abundancia de ideias . originais. Com isto, tentaremos convencer 0 leitor de que a habilidade e a capacidade de jogar taticamente e essencial para 0 sucesso no final. Durante uma combinac;ao no meio-j ogo ou na abertura, a maior parte dos Pe6es e das pec;as sao observadores passivos. Uma combinac;ao no final , no entanto, exige a participac;ao de todas as pec;as, sendo 0 Rei a pec;a mais ativa. Vamos examinar urn exemplo muito simples. As Brancas tern que mover, e o seu primeiro impulso e de avan- c;ar 0 Peao na casa 1 h7 e4! nao ha n das mesmas pro Peao, ja que tod grande diagonal das pelo Bispo. Portanto, ante Peao, as Brancas Bispo da grande d quearem 0 avanc;o na cas a e5. Vamos ra opc;ao. 1 84 i.a7!
  84. 84. Brancas tome 0 Bispo das Pretas na cas a d4. S6 M uma resposta possivel: I ~c3 2 ~c2 As Pretas nao tern escolha: 2 hI Branco seja pro possivel tomar Bispo. 3 4 ~d3! Agora tudo es na coluna do Re Bispo, nao po de Depois de 4 as Brancas jogam 5 ~e4! bloqueando 0 Pe garantindo a pro Peao da casa h6. Urna fantastic nao? S6 havia sei mas cada urn des papel ate 0 limit dade. Tambem n a performance t neste diagrama p jornal de Glasgo Em principio, parece que as Brancas ja conseguiram 0 maximo daquela posi<;:ao inicial, mas ainda nao podern irnpedir 0 avan<;:0 do Peao na coluna do Rei. Ainda assirn, a oferta do Bispo nao era nenhum truque que contasse com a ingenuidade das Pretas, mas sim 0 inicio de uma bela combina<;:ao. Veja 0 diagra A posi<;:ao e b Pretas tern duas a prorno<;:ao do P ou dar urn xeque 85
  85. 85. 6 7 1 E 0 fim. Para e Pretas tern de ent Este exemplo peculiaridades pa final tatico: 0 pap e .0 valor cada Pe6es. Aqui esta urn e7 que parece bastante desproposital. 1 l'ld6+ Este lance nao e tao simples quanta possa parecer. A 2 t>b7 segue-se 2 ... l:lci7 e ap6s 2 t>cS as Pretas empatam imediatamente, com 2 ... l:lcil 3 t>b6 tlcl. 2 t>b5! l'ld5+ 3 t>b4 .!ld4+ 4 t>b3 5 t>b3! t>e2! 1ld3+ Agora nao ha mais xeques e a Torre tambem nao pode chegar a casa cl. Mas a luta esta longe de terminar: 5 ild4! Uma cilada bern planejada! Agora a 6 c8'C!V seguir-se-a 6 ... t!c4+ ! 7 ~xc4 e M urn empate, pois 0 Rei Preto fica afogado. Sera que e mesmo urn empate? Era o que sustentava 0 jornalista que publicou a posi<!ao. As Brancas pa frentando dificu nao efacil protege as. 0 sacrificio Brancas parece u pero. 1 e6 Agora 0 lance seria seguido por 86
  86. 86. 2 IlbS!! Esta ideia tipica se chama "bloqueio" . 2 ab 3 b7 Agora a situac;ao mudou completamente. As Pretas estao abeira de urn abismo, ja que 0 surgimento de uma Dama Branca e iminente. .llxaS 3 <t>d7 4 b8~+ 5 ~h8 As Pretas perdem 0 Peao na cas a h6 e com ele as suas uItimas esperanc;as de salvarem-se. AD arna Branca ira atacar os PeDes das Pretas na ala da Dama e ao mesmo tempo as Pretas nao podem impedir 0 avanc;o do Peao das Brancas na coluna h. A titulo de especulac;ao, apenas, se nao houvesse 0 Peao Preto na cas a f7 nem 0 Peao Branco na casa g2, as Pretas poderiam salvar a patria montando uma fortaleza impenetrave1 depois de 1 c6 bc 2 t!bS! cb! 3 b7 Ild4 4 b8~+ <t>f7 colo cando a Tor eventualmente m d6 e f6 . Voce p pec;as das Branc que ainda assim penetrar as defes Conhecendo u teristica surpreen as Pretas consegu minIlO diante da s As Pretas pa perigo. Por exem <t>d6 <t>c8 3 c7 ll nao 4 bc - que empate por afog parece ser 0 unic 87
  87. 87. so ganhar meio ponto com urn empate. Ainda assim, a posi~ao de afogamento nem sempre serve para o lado que se defende. Eprecisamente esta mesma posi~ao que muito freqiientemente revela-se uma armadilha para 0 Rei. tres Pe6es das Pre urn lance. 3 4 ed 5 d6 6 d7 Ao menos as P ram libertar 0 Re 7 q;,xe2 8 d8~ As Pretas fiz possivel, mas a da sua Dama, inc Rei, e que sera r sua queda. 9 ~g5+ 10 ~h5+ 11 ~g4+ 12 q;,f2! As Pretas tern nao ha defesa con mate. Assim, voce p final, que tantos consideram a eta partida, ha urn am possibilidades de Apesar da vanta gem material, as Brancas devem jogar com muito cui dado. Se 0 Peao na casa h2 for promovido, as Pretas vencern 0 jogo. Mas as Brancas conseguem atrair 0 Rei para uma posi~ao de afogamento atraves de urn sacriffcio engenhoso. 88
  88. 88. Todo enxadrista, nao importando o seu nlvel (M milh6es de amadores), sente a sua inspira~ao crescer quando chega a uma posi~ao em que pode lan~r urn ataque ao Rei inirnigo. Mas para organizar urn ataque e preciso que se adquira as habilidades do jogo posicional e 0 conhecimento dos golpes taticos vistos nas li~es anteriores. Na maior parte das partidas, urn dos lados, atraves de uma acumula~ao gradual de pequenas vantagens, obtem aquilo que chamamos de vantagem posicional, que precisa entao ser transformada em uma vantagem material real. Nestas situa~6es, 0 melhor a fazer e passar de manobras lentas e planejadas a a~6es energicas caracterizadas por opera~es ofensivas e golpes taticos concretos. Este metodo da estrategia enxadristica e chamado de ataque. Ha muitos tipos de ataque, 0 ataque-relampago, em que decide-se o jogo em 2 ou 3 ques de varios es gam a desdobrarou mais. Na mai Rei inirnigo e 0 a As pe~as que ata todos os meios e mo que tenham q das perdas mater sos 0 fim justific Para ilustrar ta taria de analisa Primeiro vamos o nhas partidas. E. Magerr G. Kas Baku A abertura foi 1 tUn 2 d4 c4 3 4 5 lUc3 ~gS 6 89 ~h4 7 e3
  89. 89. 15 Ilxd4 16 ~dl 17 }ld2 tzJc5 tDe6 vez que 20 ~xf3 com 20 .. . lZJxd4+, truiram completa <rao que os PeDes c o Rei das Brancas, o mesmo escape d disso, as pe<ras das ram-se descoorde to e compensa<riio sacrificio do Bisp as Pretas tern que que de modo bern 20 gf 21 m2 Com 21 ~e2 h diato com 21 ... 4J 21 22 .te2 24 ~f1 24 .l'lg2 25 llbgl Completou-se tagio do ataque. A ram todas as suas saram as for<ras Agora elas poderi lecido 0 equilibri turando a Torre, m tern muita pressa e Como result ado da manobra incorreta do Cavalo Branco para a casa d4, 0 Rei das Brancas ficou preso no centro, e ao mesmo tempo as pec;as na ala do Rei ainda nao foram desenvolvidas. Assim, 0 primeiro estagio do ataque baseia-se em urn sacrificio de Peao, abrindo a grande diagonal para 0 Bispo e a coluna central para a Torre. 17 d4! 18 ed I:Ie8 19 t3 Urn plano de defesa interessante. Agora 19 ... lZJxd4+ seria contestado com 20 ~f2! Ainda 90
  90. 90. rnada, porque se tllxh2 mate. As tarnbern levado m valo recuasse. 28 .txdl tllxh2 mate de retirada da Da lharia, 28 fi'g3 tl Brancas tern de m da cas a gl para a para gl. 28 rot1 29 ~1 30 :t:lh1 Ap6s 0 lance nao ha defesa c decisivo do Peao a casa b4. Por abandonararn. Ainda assim, leva necessariam rocada do inirnig partida a seguir il vez que as pe~as das Brancas cercam 0 proprio Rei impedindo que o mesmo saia para 0 centro. 21 'fIVe1? o desejo natural de trazer a Dama para junto do teatro de opera~6es leva as Brancas para a beira do abismo e tira a mobilidade do seu Rei. A unica possibilidade defensiva era levar a Dama acas a g4. Ao jogar 26 'fIVa4! as Brancas teriam evitado uma derrota imediata, embora ap6s 26 ... ttJxg227 llxg2 l::te5 28 'fIVg4 'fIVxg4 29 ~xg4 f5 30 .tf3 g5 as Brancas ainda estariam em uma posi~ao dificil de defender. Ap6s 26 'i!rel? as Brancas terao de suportar outra onda de ataque, desta vez com a Dama e 0 Rei como alvos. 26 ... !id3! A Torre nao pode ser tornada porque ap6s 27 ~xd3 ilxe1 + 28 ~xe1 a Torre na cas a g2 estaria desprotegida. A. Alekhine Carlsba 1 2 3 91 d4 c4 tllf3
  91. 91. 11 ~xe4 12 13 14 15 .tf4 ef de 0-0 ttJd5 tDxf4 c5 Vfle7 'i!rxf4 17 ttJxc5 18 ~d3 19 ~xh7+ 20 ~e4 A primeira me Na forrnac;ao de Pe de 0 Rei das Pretas falha - 0 Peao na receu e as Branca suas pec;as pesada Mas as Brancas te modo energico, ou o seu Bispo acasa ces e 0 ataque sera 20 ... A vantagem posicional das Brancas e deterrninada pela sua maioria de Pe6es na ala da Dama e, alem disso, pelo desenvolvimento inferior das Pretas naquele setor. Ainda assim, Alekhine percebe uma ou tra caracteristica desta posic;ao: a protec;ao insuficiente na ala do Rei das Pretas, 0 que 0 capacita a lanc;ar urn ataque contra 0 Rei. Mas antes de atacar e preciso enfraquecer as defesas do adversario. Observe a tecnica soberba de Alekhine: 21 b4! Este e 0 inicio d de desvio eficaz q 92
  92. 92. 'fih7+ ~f8 29 '!Vxg7+ <;t;>e8 31 'i!t'xg6+ rj;;e7 33 Pretas tern de d mas ainda assim pazes de livrar-s cias da sua posi mera rotina. 25 26 4Jxf7 27 ~xf7 28 ned1! 29 .ilxd1 30 '!Vxc8 31 "xa6 32 'ilfd3+ e as Pretas aban Esperamos q analisadas nesta a ganhar alguma conduzir opera<;6 ne sugeriria 24 '!Vc4! 'fie7 (ou 24 ... ~g8 25 ~c6 .!:!c7 26 red1 VJtie7 27 'i!t'd3!) 25 lLle5 l:!d6 26 ~g6! ganhando material. Ao colocar a sua Dama na casa b8 (para apoiar o Pdo na casa b6), as Pretas deixam 0 seu Rei virtualmente desprotegido, e era exatamente isto 0 que Alekhine buscava. Agora ele cria rapidamente uma serie de amea<;as diretas contra 0 Rei do adversario. As pe<;as das Brancas sao transferidas imediatamente para 0 outro lado do tabuleiro. 24 lDg5! Iied8 A amea<;a era 25 ttJxf7 + l'lxf7 28 'i!t'xe8. 93
  93. 93. o que e 0 mais importante? 0 ataque ou a defesa? Hoje em dia esta questao nao mais e de grande relevancia, e cada urn joga a seu modo. Os jogadores mais impetuosos e inexperientes tentam resolver logo 0 assunto atraves de ataques diretos. Atraidos pelas combinac;6es, eles buscam persistentemente golpes Uiticos bonitos e inesperados. Amaioria dos enxadristas experientes prefere formac;6es s6lidas e capazes de repelir qualquer ataque. Os tas do xadrez sabem que 0 ataque, ou 0 chamado estilo romantico, predominava no seculo XIX. Naquela epoca nao havia sistemas de defesa complexos; se o seu adversiirio sacrificasse urn peao ou uma pec;a, esperava-se que voce aceitasse 0 sacrificio e sustentasse a posiC;ao. Foi somente ao final do seculo, quando o grande fil6sofo do xadrez Wi- lhelm S teinitz form ria do jogo posic peao mundial Em atingiu resultados que a defesa passo da e nov os mes mente talentosos sa, surgiram no ce tico. Como e que e visto atualmente? clara: tanto 0 esc pada sao igualmen Hoje e mais do ninguem pode tom dor forte sem se habilidoso. Hii 20 an os sa vos visando ao ga va eram comuns temacionais. Mas cas defensivas es das que mesmo u urn mero Peao ter em alguma varian 94
  94. 94. qualquer que se permanecer ruim sim voce deve da e jogar ate 0 fi Lasker 0 fazia: periencias das gera~6es anteriores. Nossos precursores, na carencia de conhecimento de xadrez, valeram-se de metodos de tentativa e erro enos deixaram uma ampla sabedoria nas suas partidas e livros. 0 aprendizado que para eles levou decadas hoje e completado por urn jovem enxadrista em urn ano. E como alguem aprende a preparar uma boa defesa? Ha muitos carninhos e muitos metodos. Nos iremos nos inteirar dos mesmos nas nossas E. Lasker - A St. Petersb li~6es . Vamos come~ar com posi~6es ruins. Lasker costumava dizer que qualquer posi~ao pode ser defendida e todos conhecem 0 ditado enxadrfstico que diz que "nao se ganha uma partida abandonando-a". A experiencia mostrou que nao importa 0 quao perdida uma posi~ao esteja, sempre aparece uma chance de se fazer uma resistencia teimosa. Voce precisa encontrar tais chances. Quando 0 seu adversario, que imaginava vencer com facilida- As Pretas tern urn Cavalo bern c tro e uma forte es Muito poucos te dido teimosame ~ao. Mas 0 grand bendo que os Ca ser simplificados mais ainda estav 95
  95. 95. posi~ao. 27 a3 2S i.e3 29 'i&a2 30 'i&a1 rientadas e busca da atividade das B tas deveriam ter f da Torre das Bran ... 'ilfh8! a6 tnIdS tnIs tnIdS o primeiro sucesso das Brancas - ao mover a sua Torre ao longo da ultima fileira, Nirnzowitsch mostra nao saber como explorar a sua vantagem. Eurn born incentivo para que as Brancas intensifiquem a resistencia. 31 'i&a2 32 l::[gS 33 llxgS+ 34 l::[g7 35 ~S+ 36 l::[g7 3S i.g5 Desgra~as nunc companhadas, e f a urn erro segue-se de explorar sua va tas lan~am mao de cas. Agora as Preta vit6ria facil com 3 w3 tL'lxe2 41 ou 40 i.xf8 tLlhS. Ap6s a partid que as Pretas aind ces de vit6ria ap6 i.e7 l:te8 40 llxf7 1Ii'g6 42l:te7 Ilh8! lise p6stuma e be uma disputa de ve witsch nao ve a vit do duro comb ate, p tagem. l:!eS llxgS rus t!d7 rus nrs As Brancas colocaram nov os obstaculos no carninho das Pretas para a vit6ria. Uma troca de Torre aliviou a pressao sobre 0 Peao na casa h2. Alem disso, a Torre das Brancas esta posicionada de modo mais ativo que a Torre das Pretas, embora a me sma tenha que ser apoiada, pois do contrario a Dama das Pretas sera capaz de for~a-la a abandonar a posi~ao. 39 llxn 40 ~xe6+ 41 tL'le5! 96
  96. 96. estaria totalment sua derrota seria pablanca tenta lib e obter urn Peao 27 ... Agora ap6s 2 't!¥xa6 c4! 0 Peao luna c salva as Pr s6 tern urn caminh 28 c4! ffc8 29 "t 29 ... as) 1't'f5! 30 fia7 't!¥e5 32 ffxf 'iWxa2. Ainda as segue uma outra 28 1't'xeS 29 1't'xc3 30 riih2 31 'iWe8+ 32 'iWfS+ 33 'iWf6 Asitua~ao esta superioridade da do Rei e contra Peao da col una parecer modesto forte. riie7 42 1We8+ 43 't!¥xeS+ Apesar da Torre a mais, as Pretas nao podem evitar 0 xeque perpetuo. Portanto, jogadores concord am sobre 0 empate, neste ponto. Lasker muitas vezes safou-se de situa~6es diffceis gra~a a sua defesa feroz e habil. o grande jogador cubano Jose Raul Capablanca perdeu muito poucas partidas ao longo da sua carreira de enxadrista. Ele era excelente na defesa. A. Rubinstein J. Capablanea St. Petersburg 1914 Parece que as Brancas tern uma vantagem tremenda no final, com urn Peao a mais e uma Dama bern posicionada. 27 ... c4 parece urn lance natural, mas ap6s 28 f3 't!¥c8 29 e4 a Dama das Pretas 97
  97. 97. 33 as 34 g4 a4 35 hs gh 36 'tIVfs+ Reconhecendo a superioridade de Capablanca como finalista. Jogar 36 ... gh 3 riscado demais pa 36 37 'tIVgs+ 38 'i!fxhs E 0 jogo foi Capablanca defen C;iio inferior com surpreendente, m virtuosismo. De defesa. Urn bor resistir ao golpe pada. A nossa pr6xim dicada aos metod demos de defesa
  98. 98. Na nossa li~ao anterior n6s examinamos metod os de defesa baseados em esfor~os defensivos extremados e escrupulosos visando melhorar a coordena~ao das pe~as. Mas 0 xadrez hoje e mais complexo e dinamico do que, digamos, 50 anos atnis. A arte do ataque tomou-se mais versatil e mais sutil. E isto, por sua vez, gerou uma rea~ao de igual medida. Em outras palavras, uma vez que a lamina da espada teve seu corte afiado, tambem 0 escudo foi mestre da defesa extremamente li Por exemplo, lev para entender 0 ataque aparentem ter sido paralisad disputamos no s Tilburg em 1981. G. Kasparov Tilburg refor~ado . Para inicio de conversa, 0 papel da defesa ativa, que visa criar contra-amea~as, aumentou consideravelmente. Eu tive a sorte de encontrar em muitas ocasi6es com Tigran Petrosian, cuja morte foi tragicamente prematura. Ele compartilhou sem reservas a sua experiencia comigo, e os encontros enxadristicos com este fenomenal Tendo sacrific abertura, eu con pe~as das Preta Alem dis to, 0 Rei obviamente, ma 99
  99. 99. 30 b5 31 sb cb 32 l:ta2! A impressao e de que as Pretas estao it beira do abismo. A destrui~ao da sua ala da Dama atrayeS da coluna aberta parece inevitavel, mas a partir de agora Petrosian encontra lances que transformam toda a partida em urn show de magica. 32 ... ~b7! Amaior parte dos mestres teria preferido 32 ... ..id6, entregando o Peao com uma posi~ao inferior - 33 llxbS llxbS 34 tZJxd6 ~xd6 3S ~xbS - mas evitando uma catastrofe. Escapando de uma clavada, as Pretas se veem diante de duas outras. Eu realmente nao sei como e que este meu muito estimado adversario determinou que 0 seu Rei estaria a salvo na casa b7, mas esta sua resolu~ao teve urn efeito psicol6gico adverso sobre mim. Eu ainda podia perceber a for~a de ataque das minhas pe~as, mas depois deste que a casa dS e resistencia das P via como superara Moscou eu ac cedora - 33 ttJa3 na8 3S lLlb4 ~ 37 'ilrxe4.lla7 38 ~hl lLl7b6 40 f po de ver, a vit6ri facil e ainda exig po. Eu tive que fundo os segredo 33 ... o linico lance: bS tern que ser fir dido. Ap6s 33 ... ~ao 34 e4 fe 3S 'tlfxdS+! ed 37 .ilxa6+! ~xa6 39 .ilxaS mate decid 34 ~d6 35 ~bl Neste ponto, p na partida, eu c pelo resultado do apenas desenvolv pando pont os va peran~a de pode golpe combinac 100
  100. 100. Fantastico!! 0 Rei, abandonando a prote~ao dos Pe6es, marcha em dire~ao as for~as Brancas. Isto nao e inconseqiiencia, mas urn exemplo de urn calculo preciso. Agora as Brancas tern de achar urn modo de salvar, as suas pe~as confusas, sem perdas materiais. Ainda havia uma salva~ao neste ponto, mas, impressionado com a defesa tao cheia de recursos do meu adversario, eu nao consegui achar a melhor continua~ao e perdi 0 jogo em uns poucos lances. 36 lIba3? be 37 llxa6+ llxa6 ~b6 38 llxa6+ 39 ~e5 'ilVd8 40 'ilVa1 lLlxe5 ~xc5! 41 de qiiilidade quando 10 adversario. A capaz de repelir sucesso e escolh adequado para la ataque que, em ul metodo de defesa Vamos analis classico de contra partida brilhante gantes do xadrez Y. Geller Zuriqu o ataque das amea~ador. Em u ele pode trazer a s Torre para a col que praticament 101
  101. 101. era facil confundi-lo. 16 ... bS Este lance nao e perda de tempo. Eo inicio de urn grande plano. A defesa passiva da posics:ao do Rei nao epromissora para as Pretas, ja que suas pecs:as tern pouco - se e que tern - espacs:o para manobrar e metade delas sera incapaz de proteger 0 Rei. Em vista disso Euwe decide reagir, tao logo quanta for possivel, com urn forte contra-jogo no centro, onde as suas pecs:as nao estao posicionadas de modo pior que as das Brancas. 17 .ID.4 ~b6 18 eS 19 fe l2JxeS l2Jxd3 20 "i!t'xd3 As Pretas elirninaram 0 perigoso Bispo de casas brancas das Brancas, e abrindo a grande diagonal para 0 seu Bispo, que controla a casa g2, que e muito importante. Ainda assim, parece que as Brancas estao claramente melhor: sua Dama em breve estara no meio do territ6rio inimigo. A posics:ao da critica. Se as Bra a sua Torre da cas fl, havera ameacs Rei das Pretas, m mento que Euw golpe tatico base executa urn contr pago. 22 ... 23 ~xh8 A situacs:ao m mente de repente cs:a e 25 ... llxg2+ etc. Quando 0 to rado, os Grandes de analises exau ram que as Branc var-se se tivesse lances sutis e be Esta e uma das v 102
  102. 102. ~b6+ 25 ~hl ~f2 26llg1 ~xd5 27 tte4 $..xe4 28 lDxe4 ~h4 29 $..xg7 ~xe4 30 ~f8+ etc. Exausto pelo arduo combate Geller nao pOde encontrar a continua<;ao correta e a partida encerrou-se rapidamente. 24 llcl? llxg2+ 25 ~f1 't!Vb3! 26 <;!tel ~f3! E as Brancas abandonaram. Por que 0 ataque das Brancas, que parecia tao amea<;ador, foi frustrado? Porque as Brancas queriam usar toda a sua for<;a de ataque, mas, na pratica, era tao-somente a sua Dama que incomodava 0 Rei das Pretas, sendo as ou- tras pe<;as meras Por outro lado, v Pretas participar ataque bem-suce Euwe teve sucess deu-se com urn m Era este tipo de de ca" que Lasker co principal caracter gador de primeira Portanto, qua mantenha a comp voce perceber um rnigo, nao mova para a defesa, u <;as de modo econ o momenta certo ataque.
  103. 103. Para a maioria dos entusiastas, o xadrez e primordial mente urn jogo com uma gama infinita de possibilidades de se executar combina<;6es bonitas e inesperadas. Estes acham que quanta menos pe<;as restarem sobre 0 tabuleiro, tao menos interessante fica a partida. Para a maioria destes 0 final e como uma terra desolada, sombria e sem gra<;a. Que ilusao! o final, a ultima etapa de uma partida de xadrez, e inesgotavelmente rica para os jogadores dotados de pensamento original e criativo, e tambem capazes de executar opera<;6es correspondentes a ideias profundas, bern planejadas. Esta fase da partida requer a precisao de urn mecanismo de rel6gio. Se voce nao estiver satisfeito com a abertura, voce pode melhorar a sua posi<;ao no meio-jogo. Se voce tiver cometido alguns jogo, voce po de possa corrigi-Ios erros no final, co erro do goleiro geralmente deci se, a nao ser que v bern os finais, v urn forte jogador Nao e por aca campe6es mundi dispostos a levar final e sempre j estagio, de modo Emanuel Lasker, blanca e Mikhail virtuosi em finais Eu nao posso j cer 0 valor das li< ram dadas nas te pelo ex-campea khail Botvinnik. ele me convenceu de estudar as posi dos tfpicos do fin 104
  104. 104. 50 51 52 53 54 tismo ingenuo em 1978, no torneio de classifica~ao para 0 campeonato nacional, eu teria me arrependido. Ao final do torneio, na minba partida contra Alburt (eu jogava com as Pretas), cbegamos aseguinte posi~ao ap6s 0 lance 45 das Brancas: Neste momento muitos espectadores come~aram a discutir a respeito da possibilidade de as Pretas ganbarem 0 jogo. Sentado em frente ao tabuleiro, eu estava analisando 0 metoda para vencer. Primeiro, as Pretas tern de obter urn Peao passado amea~ando contornar 0 Rei das Brancas: ~e3 ~f3 ~t2 ~e2 ~f1 A primeira vis Rei das Pretas na por causa do em ~f4 55 ~f2 ~e4 ~e1 f2+ 58 ~f1 sabia que este n nesta posi~ao e n as Brancas a jog posi~ao de "zugz si~ao sem lance consegue atraves tante dos Reis. A 105
  105. 105. do 0 Rei do adversario para tras. Portanto, 0 Rei tern que avan<sar a frente de seus PeDes. Na luta pelo espa<s0 no tabuleiro, e preciso ser capaz de explorar a oposi<sao dos Reis. 0 metodo mais eficaz e a chamada oposi<sao proxima, ou simplesmente oposi<sao. Vamos considerar urn exemplo elementar. empate pelo fato Brancas estar afog Aoposi<sao dist Reis estao separa leiras, e urn metod em ultima analise, reta. Vamos retorna de 1978 apos 0 lan 54 ... 55 ~gl Apos 55 ~f2 tern a oposi<sao, g mo Peao das Br ~g1 ~g3. Os Reis encontram-se em oposi<sao. Aquele que fez 0 ultimo lance tern a vantagem da oposi<sao. Se as Brancas tern de jogar urn lance agora, elas nao podem evitar 0 Peao passado: 1 ~g2 ~e3! 2 ~f1 f4 3 ~e1 f3 4 ~f1 f2 55 ... 56 ~f1 Agora 0 Rei da pode chegar a e2, e 58 ~f1 ~g3 ou 5 ~f1 f2 59 ~g2 resistir e inutil. Einteressante n anos mais tarde, ternacional da ci de Niksic, eu ven empregando urn lhante. 106
  106. 106. Damas com 0 Peao da coluna h das Pretas leva ao empate. No entanto, eu percebi a possibilidade de explorar a oposi<;:ao distante, levando 0 meu adversario a uma posi<;:ao de "zugzwang". Novamente, 0 vel. Ap6s 54 ... b2 ~b 1 as Brancas v partida chegou ao 55 ef 56 ~c2 57 17 Com urn temp Brancas abando Pel a terceira nhecimento de dos finais de Pe6 j ogar urn longo fi Vukic (Iugoslavi nato Europeu p 1980. Meu adv com as Pretas. 47 ~c6 48 ~c4 ~c7 49 ~d3 ~d7! Tendo feito uma triangula<;:ao, o Rei das Pretas esta pronto para uma march a vitoriosa rumo a casa c5. 50 ~e3 ~c6 51 ~d3 ~c5 o Rei das Brancas tern que abrir caminho. 107
  107. 107. sicional; 0 potente Bispo e a forte farma~ao de Peces mantem as Pretas paralisadas em ambos os flancos. Geralmente, a explara~ao de vantagens posicionais exige muito tempo. Mas neste caso, a partida chega a urn fim subito. Primeiro, as Brancas trocam 0 Bispo 36 ~xf6 gf e em seguida a Torre. 37 ru1 As Pretas tern de abandonar par causa do final de Peces ap6s 37 ~d1 38 ~xd1 ~d6 39 gS! E facilmente vencido pelas Brancas. Bern, as Pretas tern urn Peao de vantagem na ala do Rei, mas por causa das falhas na estrutura de Peces (Peces nas casas e6, f7, f6 e h6) elas nao podem nham urn Peao p das Pretas pode a os lances 39 40 fg 41 gb mas at as Brancas i for~as no outro lad 42 b4 43 bS Eo segundo Pe pode ser impedido Por favor me p usado como exe pr6prias partidas. demonstrar como rar proveito de urn concreto deste tipo Eu 0 aconselho nal meticulosamen trema utili dade pa tambem deve ler a pecializados no te
  108. 108. Na li~ao anterior, n6s fizemos urn estudo dos princfpios e metodos basicos das tecnicas de finais. Eu gostaria de lembrar aos leitores urn dos princfpios mais importantes que deve sempre nortear os enxadristas nos finais de Pe6es: 0 Rei deve lutar para conqui star tanto espa~o quanto for possivel, afastando 0 Rei inirnigo do centro. Agora que hii urn grande numero de manuais de finais e guias de referencia, tudo 0 que e necessiirio e tempo e vontade para estudar. As posi~6es das aberturas tern sido estudadas, de modo tao profundo e sistemiitico, que mesmo na abertura 0 enxadrista deve ten tar perceber as peculiaridadesde possiveis finais. o exemplo mais elementar disto po de ser tirado da Defesa Caro-Kann: 1 e4 c6 2 d4 d5 3 ttJ c3 ed 4 lOxe4 ttJt6 5 lOxf6+ ef, quando para obter a abertura das colunas centrais e fesa do seu Rei riscam a urn final Nesta li~o n6 derar os metod os finais com Bispo tas. Finais com B opostas geralmen empate, ainda qu ter uma vantagem Mas a situa~ao e d alem dos Bispos jogo. Neste caso, 109

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