Que Quer Dizer Tudo Isto, Thomas Nigel

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Trabalho sobre o livro de filosofia, "O Que Quer Dizer Tudo Isto", escrito por Thomas Nigel. Apresentação do livro para o secundário.

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Que Quer Dizer Tudo Isto, Thomas Nigel

  1. 1. AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE ANTÓNIO GEDEÃO ANO LETIVO 2013/2014 FILOSOFIA 10 PROF(A) MADALENA MATOS FERREIRA Que quer dizer tudo isto? UMA INICIAÇÃO À FILOSOFIA POR, THOMAS NAGEL Abordagem a “Certo e Errado”, por Cátia Costa Nº10 Tomás Ramalho Nº22 Yasmin Faty Nº23
  2. 2. QUE QUER DIZER TUDO ISTO? - POR THOMAS NAGEL CERTO E ERRADO – CAPÍTULO 7 b Índice Introdução ................................................................................................. c   Certo e Errado .........................................................................................d   Considerações........................................................................................... i   Conclusão .................................................................................................. j  
  3. 3. QUE QUER DIZER TUDO ISTO? - POR THOMAS NAGEL CERTO E ERRADO – CAPÍTULO 7 c Introdução Sendo este o nosso primeiro ano de filosofia, podemo-nos considerar obviamente inexperientes nesta vasta área de pensamento, faremos então o nosso melhor para interpretar da maneira mais correta, filosoficamente falando, a temática que trata o nosso capítulo da obra. “Que quer dizer tudo isto?” é o nome da obra que estamos a tratar este ano. Foi escrita por Thomas Nagel, um filósofo norte-americano que nasceu na capital da Sérvia, Belgrado, e que é nos dias de hoje professor de filosofia e direito na Universidade de Nova Iorque. É um filósofo e profissional internacionalmente respeitado e conhecido pelo seu argumento em “Como é ser um morcego?” (What Is It Like to Be a Bat?), artigo publicado inicialmente na revista The Philosophical Review em 1974. Neste trabalho iremos fazer uma reflexão sobre a temática do Certo e Errado, temáticas esta abordada no capítulo 7 da obra em estudo. Faremos um resumo/reflexão da sua escrita e de seguida apresentaremos algumas considerações pessoais de cada um dos elementos dos grupo. Esperemos que o nosso esforço tenha resultado num trabalho não só agradável como também em algo conclusivo sobre o tema e explicativo da nossa interpretação e entendimento do tema.
  4. 4. QUE QUER DIZER TUDO ISTO? - POR THOMAS NAGEL CERTO E ERRADO – CAPÍTULO 7 d Certo e Errado Dizer que algo está certo ou errado não é de todo uma questão simples, a avaliação do que está realmente certo ou errado não é dizer que algo se opõe a regras ou costumes adquiridos, é de facto algo mais complexo. Queremos chamar também à atenção de que a ideia de que algo está certo ou errado não é formulado só e apenas por algo que nós decidimos ou avaliemos e o meio de comparação para determinarmos se algo é de facto errado serão os padrões sociais do que é errado ou certo, pois se queremos ditar se algo é errado não nos podemos cingir apenas a factos que sejam considerados errados mas também a factos que sejam considerados certos para a sociedade de modo a termos o melhor meio de comparação para formular a nossa própria ideia do que é errado e do que é certo. Iremos tomar agora como exemplo, uma situação simulada idêntica à referida no livro para tocarmos nos pontos mais sensíveis e subjetivos desta questão: Um homem que trabalha numa ourivesaria, recebe como cliente um velho amigo que se presta com dificuldades económicas e sociais e que não se apresenta nas condições de vida mais favoráveis na altura. Depois de uma longa conversa e de intimidações por interesse do amigo (cliente), este pede ao empregado para que discretamente lhe dê uma peça valiosa da ourivesaria para que esta possa vendê-la e assim conseguir encaminhar-se, pelo menos a nível económico numa nova vida, e acrescenta como ataque emocional que estes são amigos à vários anos e fariam de tudo para as melhores condições de vida de ambos. Perante esta situação, o empregado tem de ponderar o que deve ou não fazer seguindo os seus padrões do que está errado ou não. O maior receio desta ação será ser apanhado pelo “roubo” da peça de ourivesaria em questão. O principal dilema será então, ajudar o amigo porque estima a sua amizade e arriscar ser despedido e até mesmo preso por roubo de joias ou não ajudar o amigo por motivos judiciais e da sua própria segurança de vida e assim não satisfazer o pedido por melhores condições de vida do amigo. Qual será o desejo mais forte da sua ação e o porquê, qual a motivação? Neste exemplo, não podemos ter em mão a questão do será ou não justo para outros utilizadores, como nos é apresentada a história no livro, mas
  5. 5. QUE QUER DIZER TUDO ISTO? - POR THOMAS NAGEL CERTO E ERRADO – CAPÍTULO 7 e podemos sim de ter em questão o papel do dono da ourivesaria, este sim irá perder com o suposto ato do empregado. O amigo revela-se despreocupado com a situação em causa, pois este preocupa-se apenas com os seus interesses pessoais e não com as consequências que podem advir da ação do empregado, ou seja das suas ideias morais do que está certo ou errado de fazer numa situação como esta que possa estar contra regras ou padrões definidos que o empregado tenha de respeitar. A partir deste exemplo fictício, é constatável que as ideias morais do que está então certo ou errado em cada situação, variam de pessoa para pessoa tanto como o egoísmo que cada um possui ou não conseguir ver por detrás das emoções aquilo que o outro considera ser errado ou não, não só para seu próprio bem e proveito como também do outro. Ninguém gosta de ser prejudicado, contudo a ação de prejudicar leva-nos muitas vezes às ideias do que é ou não certo, como estes são impreterivelmente variáveis de individuo para individuo, o prejudicar estará sempre adjacente a qualquer juízo moral de certo e errado como também de cada ação. Algumas pessoas acreditam que a figura de Deus estabelece as ideias morais, ou seja, qualquer juízo que anteceda uma ação, tomando esta por certa ou errada, trará por consequência o castigo ou a promessa da recompensa. Por este meio, devemos também clarificar que alguém que acredite de facto neste juízo moral por parte da figura suprema, não revela capacidade para discernir, segundo os seus valores morais, o que está certo daquilo que está errado, pois estes valores estarão definidos pelo Supremo e não por cada um de nós. No entanto pessoas que não acreditam em Deus continuam a fazer juízos do que está correto e errado; se Deus existe e define a abstenção do que está errado, não seria essa proibição que iria tornar algo errado. Contudo se Deus pudesse castigar por fazermos algo que Ele considere errado (o que não seria recomendado),não seria essa punição que iria tornar o nosso ato de facto errado, é errado sim, aos olhos do Supremo mas, se a nossa definição para esse assunto for de facto não estar errado seja por motivos variados, o ato pode não ser errado. Podemos então concluir que o que está errado aos olhos do Supremo, terá ou não esse mesmo valor moral para o sujeito se este decidir prestar-lhe culto e respeito pela religião, senão, qualquer juízo pode ou não ser coincidente com
  6. 6. QUE QUER DIZER TUDO ISTO? - POR THOMAS NAGEL CERTO E ERRADO – CAPÍTULO 7 f o de Deus e assim definir que tipo de consequências podem advir do nosso julgo de correto ou errado. Por outro lado, se a figura de Deus não existisse, poderia significar que tudo é permitido e que nada é errado. Não podemos evitar fazer certas coisas que Deus protege ser errado só porque temos receio da sua punição. Devemos sim tomar decisões por achar que elas são más ou não e que consequências trarão não só para nós como também para os outros, pensamento pela comunidade. Vamos atacar agora a célebre expressão, “gostavas que te fizessem o mesmo?”. É óbvio que para definirmos os nossos valores morais e os nossos conceitos do que é certo e errado, temos de saber que consequências é que as nossas ações trazem, não só para nós como também, mais uma vez, para os outros, o que nos leva à verdadeira e inevitável questão: quais são os nossos interesses e os interesses do outro? É impossível tomarmos decisões sempre a pensar nos interesses do outro, contudo, se tivermos consciência de uma moral do que é correta que seja aceite socialmente, é mais fácil tomar tal decisão. É também inevitável não determinarmos preferências sejam morais, sociais ou económicas nas pessoas que podem ser influenciadas pelos nosso conceitos do que é certo ou errado. Família, amigos e obviamente a nossa pessoa, serão sempre os alvos de consequências privilegiados para quando tomamos as nossas decisões. É praticamente impossível termos o discernimento e o altruísmo para tomar decisões tão a favor dos nossos entes queridos como tomamos com estranhos. Quando tratamos de pessoas de quem realmente gostamos, é-nos mais difícil tomar a decisão de quais os interesses que devemos privilegiar para avaliar as nossas ações, contudo, se estivermos a lidar com um estranho, será mais óbvio que tomemos ou avaliemos as nossas ações a favor do nosso próprio bem e não do outro. Será então que “os interesses dos outros têm tanto ou mais peso que os meus?” É de facto difícil responder a esta questão pois se tentarmos ver a humanidade como um sistema e nós sendo um ser em particular, não somos mais nem menos importantes do que essas pessoas, visto como um todo. Decerto que para nós próprios, seremos mais importantes numa perspetiva fora do sistema mundo em questão. Daqui surge outra pergunta “será que o certo e o errado são o mesmo para todas as pessoas?”
  7. 7. QUE QUER DIZER TUDO ISTO? - POR THOMAS NAGEL CERTO E ERRADO – CAPÍTULO 7 g A resposta a esta pergunta prende-se ao facto de cada um de nós ter diferentes motivações e se alicerçar em diferentes pilares morais. A única maneira de provar se existem padrões morais, será então fazer como que um census segundo uma ação pré-definida com várias opções de decisão, se os resultados se revelarem semelhantes, podemos então afirmar que existe um padrão de certo ou errado. Existem claro exceções, mas não será por essas que nos devemos guiar. Muito do que hoje é considerado social ou moralmente aceite pela sociedade, não o era à algum espaço de tempo. Podemos tomar como exemplo, o culto das religiões, se voltarmos atrás no tempo 800 anos na história, ao tempo da inquisição, não seria permitida qualquer tipo de grupo ou congregação religiosos aparte do culto à igreja católica. Partidos políticos por exemplo, antes da revolução do 25 de Abril de 1974, não era permitido também qualquer filiação a um partido político capaz de se contrapor aos ideais ditatoriais de Salazar e do partido único. Isto leva- nos a concluir que os valores de certo e errado se modificam ao longo dos tempos assim como a sociedade evolui e as mentalidades se tornam mais abrangentes à diferença no mundo. Queremos sublinhar também que, no exemplo do culto a Deus, é possível que os valores também se alterem, sendo a igreja uma interpretação dos homens à palavra santa, se as mentes evoluem, a interpretação da palavra modifica-se, os valores do que é realmente certo e errado também se alteram. De cultura para cultura, os valores morais também se podem modificar devido à diferenciação de costumes. Particularizando agora para um só sujeito. Todos são livres de fazer o que realmente desejam ou seja, o que realmente segue as suas motivações, contudo as motivações podem ser forçadas a se alterarem e assim a variarem até no sistema moral da própria pessoa consoante a situação. No exemplo que transcrevemos acima da situação do ourives, este pode achar errado dar ao amigo/cliente uma peça a ourivesaria por diversas razões, contudo se este lhe apontar uma arma de qualquer tipo, o seu conceito do que é certo fazer naquela altura, pode modificar-se para seu bem pessoal. Se não lhe entregar uma joia significar que pode morrer, é óbvio que o empregado irá tomar a decisão para seu próprio interesse e indiretamente satisfazendo o interesse do outro forçosamente. Nesta situação, os argumentos morais do empregado não se conseguem sobrepor aos seus próprios interesses, o conceito de imparcialidade neste caso é inexistente. Isto
  8. 8. QUE QUER DIZER TUDO ISTO? - POR THOMAS NAGEL CERTO E ERRADO – CAPÍTULO 7 h conduz-nos a outra conclusão, quase nenhum sujeito é capaz de ter motivações imparciais, apesar de nos depararmos com situações que requerem na maioria das vezes esta qualidade ou demência, é inevitável atendermos aos próprios interesses sejam eles quais forem. A verdade terá sempre de competir com as motivações pessoais, egoístas ou inevitavelmente essenciais, como é o caso. O sentimento do que está certo ou errado para nós, deverá num mundo ideal, corresponder aos valores socialmente aceites, como não acontece, muitas vezes muitos sujeitos fazem ações apenas para corresponderem aos valores de certo da sociedade ignorando a sua própria vontade ou o seu discernimento da concretização destes conceitos básicos. Como nos temos de adaptar ao mundo, finalizamos dizendo que não há valores universais deste padrão, podem haver marcos, mas como não existem entes iguais, a motivação é de cada um é o nosso melhor valor.
  9. 9. QUE QUER DIZER TUDO ISTO? - POR THOMAS NAGEL CERTO E ERRADO – CAPÍTULO 7 i Considerações A: Não é fácil explicar um tema assim, na realidade é bastante complexo e difícil. Sinceramente não sei bem o que dizer ou escrever sobre ele. Não existe uma verdade universal para falar sobre o certo e o errado, por exemplo o que eu penso que é errado fazer, outra pessoa pode achar que é certo e por isso ser tão difícil descrever as ações erradas e as ações certas. As nossas decisões e ações tem como pilar as nossas motivações e as nossas razões, que divergem bastante de individuo para individuo. Nada é para sempre e as nossas opiniões mudam conforme crescemos e aprendemos mais por isso até nós ás vezes mudamos de ideias e o que eu hoje acho que é totalmente errado, amanhã pode não ser bem assim. Por isso nunca vamos poder dizer com a certeza absoluta que algo é errado ou certo. B: Devo dizer que o tema me surpreendeu pela positiva e confesso que não estava nada à espera do que li na obra. Quando nos foi dado o tema do Certo e Errado, achei de momento que o tema seria extremamente aborrecido, óbvio e básico. Agora que que tenho a leitura terminada e o trabalho terminado, devo seriamente confessar que este é um tema bastante confuso, nada simples e que pode levar a bastantes contradições se não for explorado com cuidado e discernimento. Agradeço desde já a oportunidade forçada de nos fazer ler esta obra, traz questões muito básicas na medida em que são factos do nosso dia-a-dia mas mostra-nos de uma maneira bastante complexa o que é de facto a nossa vida e as nossas ações para com o mundo. C: Acabo assim dizendo que este trabalho foi um dos, se não o único, que me deu realmente gozo em fazer, pois ao elaborar este projeto pus em causa tudo o que sabia, isto porque a inicio eu achava que haviam as mesmas coisas certas e erradas para todas as pessoas, mas afinal o certo e o errado não têm definição e, assim como os ijuízos de valor podem ser falsos para umas pessoas e verdadeiros para outras, o certo e o errado funcionam da mesma maneira.
  10. 10. QUE QUER DIZER TUDO ISTO? - POR THOMAS NAGEL CERTO E ERRADO – CAPÍTULO 7 j Conclusão Em reflexão, decidimos e constatamos que nunca tínhamos feito um trabalho que exigisse de facto tanto da nossa capacidade mental e de entendimento de algum tema. As questões filosóficas são de facto algo que nos pode levar horas a responder e pensar, algo que conseguimos sem dúvida com este trabalho. Não nos foi difícil perceber a ideia do tema porque não é de facto dos temas/dilemas mais complicados que existe, contudo, o pensar em algo que é, não só um pouco abstracto como ridiculamente o viver do nosso dia-a- dia, é mais difícil do que parece mas acho que conseguimos alcançar os nosso objetivos. Quando tomamos em consideração algo que apesar de não ser consensual tem como marco certos padrões, criamos no nosso entendimento um dilema existencial, que não totalmente explicável, como é que podemos afirmar que existe algo particular para cada um, mas com uma referencia? Se fossem dados científicos, o trabalho estaria muito mais simplificado, sendo uma questão de moral, este trabalho foi-nos particularmente exigente e trabalhoso. Queremos finalizar dizendo que conseguimos tirar excelentes conclusões desta temática e queremos também pedir desculpa pela repetição plenamente evidente dos termos “errado” e “certo”, mas achamos que é inevitável a constante utilização, não só porque o tema é bastante explícito como também, já que é repetidamente utilizado no livro, não será de todo prejudicial para o nosso trabalho se assim também o fizermos. Obrigado!
  11. 11. QUE QUER DIZER TUDO ISTO? - POR THOMAS NAGEL CERTO E ERRADO – CAPÍTULO 7 k OBSERVAÇÕES ___________________________________ ___________________________________ ___________________________________ ___________________________________ ___________________________________ ___________________________________ ___________________________________ ___________________________________ ___________________________________ ___________________________________ ___________________________________ ___________________________________ ___________________________________ ___________________________________ ___________________________________ ___________________________________ ___________________________________ ___________________________________ ___________________________________ ___________________________________ ___________________________________ ___________________________________ ___________________________________

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