Teoria da Complexidade

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Teoria da Complexidade

  1. 1. Teoria da Complexidade Marcos Ramon marcosramon@gmail.com
  2. 2. O que é complexidade? - Um fenômeno quantitativo (interações e interferências entre um número muito grande de unidades). - Mas também incertezas, indeterminações, fenômenos aleatórios, acaso. - Diz respeito a sistemas semialeatórios, onde a ordem é inseparável dos acasos. - Ordem/desordem. (MORIN, Edgar. Introdução ao pensamento complexo, p.35)
  3. 3. We are nature, por Christoffer Relancer
  4. 4. O paradigma simplificador • "... o paradigma simplificador é um paradigma que põe ordem no universo, expulsa dele a desordem. A ordem se reduz a uma lei, a um princípio." (MORIN, Edgar. Introdução ao pensamento complexo, p. 59) • O uno e o múltiplo. • Ser humano: realidade biológica e realidade cultural. • Ideal científico que prevalecia até o século XIX: ciência que pode descrever a regularidade do mundo (máquina determinista) e suas verdades.
  5. 5. Pom pom girl, por Sandrine Estrade Boulet
  6. 6. Eternal smoker, por Sandrine Estrade Boulet
  7. 7. Descartes e o mecanicismo • O método analítico: 1. Colocar tudo em dúvida; 2. Dividir o todo em partes; 3. Realizar a síntese, reunindo o que foi separado anteriormente; 4. Fazer o maior número possível de enumerações e revisões. • Consequências diretas: progresso técnico, hiper-especialização do conhecimento, intensificação da separação entre ser humano e natureza, hierarquização dos saberes, perda da compreensão do aspecto complexo da realidade.
  8. 8. Humanos e máquinas • Máquina: sistema relativamente isolado, fechado. • Humanos: precisam da falta de equilíbrio para sobreviverem. Attack of the Robots, por Josh Meister
  9. 9. Desafios da complexidade • Não procura substituir ou eliminar o paradigma simplificador; • Insiste na complexidade, mas não na completude. • Propõe o respeito às diversas dimensões do conhecimento. • Considera o acaso e a desordem com partes necessárias da organização nos mais diversos sistemas.
  10. 10. Desafios da complexidade • Rejeita os universalismos. • Procura reavaliar o papel do pesquisador, na relação com aquilo que é pesquisado. • Combate o hiperatrofiamento cognitivo, decorrente da hiperespecialização. • Considera como uma patologia da razão a crença de que a razão pode reduzir tudo a um sistema coerente de ideias e explicações.
  11. 11. Sociabilidade e complexidade • Considere as combinações possíveis entre indivíduos e grupos, entre indivíduos dentro de grupos e entre grupos. • Vamos ao cinema? • Paradoxo dos aniversários. Dioramas, por Rick Finkelstein
  12. 12. Referências • DESCARTES. Discurso do Método. São Paulo: Abril, 1973. • MORIN, Edgar. Ciência com consciência. RJ: Bertrand Brasil, 2005. • MORIN, Edgar. Introdução ao pensamento complexo. Porto Alegre: Sulina, 2011. • PRIMO, Alex. Interação mediada por computador. Porto Alegre: Sulina, 2011. • SHIRKY, Clay. Lá vem todo mundo: o poder de organizar sem organizações. Rio de Janeiro: Zahar, 2012.

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