Pranchas AU 118 - Complexidades

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Entrega técnica do projeto de revitalização urbana de uma quadra no bairro da Barra Funda em São Paulo

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Pranchas AU 118 - Complexidades

  1. 1. Infográfico áreas verdes antes Infográfico edifícios demolidosInfográfico áreas públicasInfográfico áreas livres Infográfico edifícios existentes Infográfico edifícios mantidos LOCALIZAÇÃO A área na qual serão desenvolvidos os projetos de al- teração de quadras na malha urbana está localizada no bairro da Barra Funda, zona oeste do município de São Paulo, em uma área de várzea do rio Tietê, com 5,6 km² de superfície e 10.663 habitantes. No local, já existe uma proposta de reurbanização que faz parte do projeto “Operação Água Branca” – uma série de intervenções pontuais que devem funcionar, em conjunto, como um plano urbanístico em escala local. A Barra Funda se caracteriza por abrigar diversos ícones da cidade de São Paulo. Próxi- mo à quadra a ser trabalha- da, entre a Rua Tagipuru e a Av. Francisco Matarazzo, foram destacados alguns destes pon- tos de atração para facilitar a identificação do local, bem como compreender a importância de um planejamento urbano para a região. Memorial da América Latina Uninove Barra Funda Linhas de trem Terminal Barra Funda Espaço das Américas Terminal Barra Funda Parque Água Branca DADOS DA QUADRA A quadra 10, indicada acima, possui aproximadamente 41.000 m² de área, sendo que 463 m² são área livre e 40614 m² são área construída. A quadra entre o Parque da Água Branca e o Memorial da América Latina é uma quadra sem corredor de via de automóveis a oeste, há somente uma passagem improvisada para pedestres. Atualmente, a quadra abriga o prédio principal da Uninove, algumas residên- cias sobrados, 70% de área é esta- cionamento destinado essencialmente à universidade por meio de alguns gal- pões e ao ar livre, há alguns edifícios comerciais, e mais dois edifícios se- cundários pertencentes à Uninove. DIAGNÓSTICO Inserido no contexto do bairro, o entorno da quadra abriga majoritariamente comércio, serviços (escolas, ho- téis, bancos) e galpões. O gabarito dos edifícios do entorno é baixo, de 2 a 3 pavimentos, salvo alguns poucos edifícios que extrapolam os 6 pavimentos. É uma quadra cuja topografia é bastante acentuada, sendo um desnível de 10 metros da Rua Tagipuru com a Av. Francisco Matarazzo. Além disso, o edifício da Uninove é uma massa muito densa e grande, não podendo ser demolido, nem dras- ticamente modificado, ele impõe certa força de atração para si e acaba dividindo a quadra. N comercial residencial institucional misto moradiaestudantil habitaçãosocial estacionamento complexocomercial espaçopúblico 10% 15% 10% 08% 28% dormitório cozinha WC sala área de serviço portaria depósito de lixo dormitório cozinha WC sala área de serviço portaria depósito de lixo portaria sala de controle sanitário restaurante lanchonete sanitário depósito de lixo papelaria gráfica padaria morar conviver limpar descansar receber/visitar entrar/sair estacionar pagar vender/comprar abrir/fechar comer/beber sanitários caminhar sentar observar permanecer conviver sentar caminhar descansar comer/beber observar permanecer morar conviver limpar descansar receber/visitar 5/un 4/un 200 flut. 500 flut. 500 flut.3fixo pessoasambientesatividades área ocupada percursos praças área verde MORADIA ESTUDANTIL morar conviver descansar receber/visitar estacionar pagar vender/comprar comer/beber caminhar sentar permancer HABITAÇÃO SOCIAL ESTACIONAMENTO COMÉRCIO PRAÇA NECESSIDADES A partir do levantamento de dados do local, foi possível estabelecer algumas metas de projeto para a quadra, conciliando suas potencialidades e fragilidades. Foi estabelecido que seria necessária a implantação de área de comércio, estacionamento, moradia estudantil, além da proposta principal de habitação social em região central. ATIVIDADES PROPOSTA Devido à ociosidade de alguns edifícios e da necessidade de se implantar novas construções, foram escolhidas algumas edificações para ser demolidas, e outras, por motivo de “força na implantação”, foram mantidas, assim há área suficiente para a implantação de um projeto que agregue os valores de necessidade acima citados e são retirados os edifícios que não possuíam grande importância à necessidade real da quadra. Infográfico edifícios preservadosInfográfico edifícios existentes Infográfico edifícios demolidos Uso do solo Tráfego veículos Divisão quadra N UNICAMP - Universidade Estadual de Campinas - FEC - Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo AU 118 - Teoria e Projeto X - Complexidades Profs. Dr. Leandro Medrano e Gabriela Celani PED Eliane Roberto Alunas Marina Zanatto Muccillo e Tifani Kiyomi Kuga RA 094966 e 084174 PROJETO PÓDIO-PRAÇA 1- 7 ANÁLISE
  2. 2. QUADRA EDIFÍCIO A partir dos estudos com os diversos meios de investigação, indagando as necessidades e qualidades do local, foi possível propôr um projeto de construção de edificações, e modificação da quadra para trazer benefícios aos transeuntes e à região. A massa do edifício principal da Uninove na implantação do local implica em condicionantes projetuais para a quadra, o edifício ocupa uma área grande e é imponente no local, nossa proposta é amenizar um pouco o peso da universidade com uma proposta de “elevação” da quadra. Tal elevação consiste em criar um edifício seguindo a lógica formal da quadra, elevá-lo até o nível adequado ao entorno e ao conceito do projeto com a construção de uma espécie de pódio. Acima dessa volumetria será proposta uma praça e acesso aos edifícios residenciais (habitação de interesse social e moradia universitária). A grande edificação- praça (pódio) será ocupada pelo complexo comercial e pelos estacionamentos. O desenvolvimento da quadra 10 passou por um processo de diversas tentativas e propostas até que ocorresse a completa compreensão da quadra, suas edifi- cações e características em si e de sua inserção no meio. A partir da força que as edificações da Uninove proporcionam, propomos um projeto de moradia estudantil, contando com apartamentos para estudantes que tenham família e para professores visitantes. Além da moradia estudantil como edifício de uso residencial, propomos um edifício de habitação de interesse social, que já fazia parte das diretrizes iniciais de ocupação do local (Operação Água Branca). Devido ao novo tipo de ocupação da quadra e à extinção do atual es- paço de estacionamento da quadra, propomos um edifício com vagas para automóveis que supram a demanda da universidade e das residências da quadra. A potencialidade da localização da quadra também nos impôs a propôr áreas comerciais que suprissem a universidade, a área residencial, os visitantes do Memorial da América Latina e do Parque Água Branca. O processo passou por três tentativas de disposição até que se chegasse a um partido ideal que contemplasse os objetivos do projeto. comércio habitação estacio- namento moradia 8hrs 15hrs 17hrs 12hrs Escala de intensidade solar Alta incidência Baixa incidência 8hrs 12hrs 17hrs 15hrs 8hrs 8hrs 12hrs 12hrs 17hrs 17hrs 15hrs 15hrs Estacionamento Comércio Moradia Estudantil Habitação de Interesse Social Solstício de Verão Equinócio de Outono Março Junho Setembro Dezembro Solstício de Inverno Equinócio de primavera Uninove Praça Pódio Nível da rua diretr ento da q a localização da q Latina e do Parque esso passou por três tenta mó comercia egasse a um part dra e das residencial, s objetivos do projeto. Infográfico áreas construídasInfográfico áreas públicas Infográfico edifício construídoInfográfico áreas verdes depois IMPLANTAÇÃO GRASSHOPPER VASARI As tentativas não supriram as necessidades especialmente por causa da desconec- tividade entre os edifícios de diferentes usos, falta de acesso ao interior da quadra, verticalização demasiada ou pouca e falta de comunicação com os edifícios da quadra e do entorno. A partir do processo de tentativa, experimentação, análise e erro, foi possível definir os problemas e necessidades da quadra e, assim, implantar de maneira harmonioza os edifícios propostos. Sendo os principais objetivos: inserir população na quadra, causar conforto ao usuário dos edifícios e aos de passagem, desimpactar o “peso” da edificação da Uninove, verticalizar de modo coerente ao entorno, etc. Por fim, a combinação do novo edifício na praça atingiu um contrapeso à densidade do edifício da Uninove equilibrando a quadra verticalmente; e, simultaneamente, a praça e seu paisagismo acabou por comunicar-se com a entrada da universidade trazendo mais unidade à quadra. Além disso, em conexão ao bairro, há a previsão de uma ciclovia passando pela Rua Tagipuru, permeando as quadras seguintes. Na infra-estrutura urbana foram implantadas árvores de médio porte em toda a quadra de 8m em 8m, e postes de iluminação com fiação subterrânea a cada 16m seguindo a legislação vigente no município de São Paulo. O programa Grasshopper é um plug-in integrado ao programa de modelagem tridimensional Rhinoceros. Funciona como um editor algoritmo utilizado para programação e criação de formulários e condicinais aplicados na modelagem. O dispositivo foi utilizado no processo de projeto para cálculo e especulação de densidade e ocupação da quadra, além de outros dados relativos à quantidade de usuários. A partir de testes de área, posicionamento e número de pavimentos, foi especulada qual seria aproximadamente a densidade ideal e qual espaço cada edificação ocuparia ao atingir esse valor. É importante que se tenha noção de quanto espaço e altura cada edificação necessitará ocupar a partir do número de usuários, assim é possível criar variáveis mais realistas a partir da base, já com a noção de densificação e área ocupada. Nas figuras ao lado, está o resultado final da utilização do programa. O desenho em vermelho é a volumetria atingida com as condicionais do Grasshopper, o desenho em cinza corresponde à configuração dos edifícios que se mantiveram na quadra. O Vasari é um programa desenvolvido pela Autodesk que funciona em conjunto aos softwares de desenvolvimento de projeto em 3D. É uma ferramenta de design para a criação de conceitos de construção com análise integrada de gasto e recebimento de energia, fornecendo uma visão de design onde as decisões mais importantes são feitas, baseadas nessas análises. Além disso, o programa fornece dados de insolação e ven- tilação, os quais foram utilizados para estudo prático deste projeto, são muito úteis para o processo de projeto, com a precisão da localidade real do objeto de estudo. Por meio de diagramas de cores é possível identificar a incidência de luz solar nas fachadas, assim como a sua intensidade. Há ainda, o túnel de vento, o qual faz uma simulação em 3D do direcionamento do vento no projeto. N N N NN Tentativa 01 Percurso 01 Percurso 02 Tentativa 02 Tentativa 03 Percurso 03 15hrs PROJETO PÓDIO-PRAÇA 2- 7 ESTUDOS
  3. 3. PISO ESTACIONAMENTO TÉRREO nível 0,00m escala 1:750 IMPLANTAÇÃO escala 1:1100 N N N PÓDIO E ESTACIONAMENTO A idéia de pódio foi pensada a partir do grande problema que é a grande massa que o edifício da Uninove ocupa na quadra, assim sendo, a quadra seria “elevada” de modo a reduzir a presença deste edifício causando a impressão de diminuição de altura com relação ao entorno. No entanto, o pódio foi adaptado à topografia do terreno, a qual conta com bastante declividade. Então, o pódio foi mantido na parte mais baixa da quadra, sendo elevada 6m do nível da rua para que não cause impacto construtivo de elevação dema- siado ao transeunte. A topografia acidentada do terreno nos conduziu à decisão de implantar uma praça com três desníveis de 2,5m, suavizando o processo de descida/subida conectando os dois pontos principais de atração do entorno por meio da quadra, o Memorial da América Latina e o Parque Água Branca. A elevação do pódio permitiu que se utilizasse o subsolo de forma a não ser necessária tanta movimentação de terra e não ser “desperdiçada” área livre com a elevação de um edifício de estacionamento que abrigasse o número necessário de vagas a serem supridas pelas edificações da quadra. O complexo do estacionamento possui acesso público para atender à demanda da Uninove e das habitações construídas. É possível, diretamente do estacionamento, acessar o edifício residencial e vice-versa, com controle de portaria para diferenciar os usuários públicos e os residentes. O estacionamento é constituído de dois pavimentos, sendo que o primeiro é o que abriga maior número de vagas e possui árvores cuja copa atinge o nível da praça com uma abertura zenital na laje do estaciona- mento. O segundo pavimento é menor e conta com uma abertura lateral que possibilita uma visão da praça. brigasse controle aciona- 10,00m 7,50m 5,00m 2,50m Topografia original mantida Topografia original Detalhe recorte no estacionamento para árvores Detalhe ciclovia R. Tagipuru Topografia modificada PISO ESTACIONAMENTO PAV. 1 nível 5,00m escala 1:750 PISO ESTACIONAMENTO TÉRREO nível 0,00m eseeseseeseesesesesesssesesscacccccccccccccccc la 1:750 IMPLANTAÇÃO N N PISO ESTACIONAMENTO PAV. 1 nível 5,00m escala 1:750 IMPLANTAÇÃO escala 1:1100 ELEVAÇÃO AV. FRANCISCO MATARAZZO escala 1:1100 PROJETO PÓDIO-PRAÇA 3- 7 PROPOSTAS
  4. 4. comércio voltado para praça (comércio 2) comércio voltado para rua (comércio 1) acesso acesso estoque praça rua estoque teto verde estacionamento subterrâneo PISO TÉRREO nível 7,00m escala 1:750 PISO 1 nível 8,00m escala 1:750 PISO 2 andar térreo (edifício) nível 10,00m escala 1:750 COMÉRCIO O comércio tem caráter perimetral formando uma galeria em torno do estacionamento com acesso às ruas (comércio 1) ou voltada para a praça (comércio 2). Ambos os direcionamentos visam a atração de população, em um momento para a rua de pedestres criada na extremidade da quadra e em outro para atrair movimentação à praça. O comércio voltado para a praça possui dois pavimentos, sendo o acesso pelo pavimento superior e o pavimento inferior pode ser expansão da loja ou estoque. Já o comércio voltado para a rua possui acesso pelo pavimento inferior e conta também com dois pavimentos, sendo o segundo pavimento destinado à estoque. Dentre os tipos de comércio voltados para a praça, foram especificados três tipos, os quais seriam tipos chave com uma área maior e diferenciada com o objetivo principal de ser um foco de atração para “dentro” da quadra: padaria, restaurante e galeria de artes. Foi projetado um telhado verde para o comércio voltado para a rua, assim os usuários da praça podem, através da galeria de artes ou das diversas passagens ao longo do edifício, andar sobre o comércio para apreciar a vista tanto do memorial como do parque da água branca, sobre o pódio. ELEVAÇÃO NORTE EXTERNA escala 1:500 ELEVAÇÃO NORTE INTERNA escala 1:500 N Público - privado privado público Acesso à praça Acesso ao edifício Tipologia comércio Corte esquemático comércio Corte esquemático telhado verde N Perspectiva fachada noroeste destaque ao comércio PROJETO PÓDIO-PRAÇA 4- 7 COMÉRCIO
  5. 5. EDIFÍCIO O edifício ocupa a área perimetral da praça, assim pretende- se atingir a densidade de 800 hab/hectares com um edifício único e denso. A ocupação perimetral implica que seja criada uma delimitação da praça, sem gerar espaços ociosos, tor- nando a praça um elemento único e permeável à passagem ou à permanência. O edifício é todo residencial a partir do primeiro pavimento, é composto por cinco tipologias diferentes, pois pretende-se atingir uma pluralidade que atenda aos diversos perfis de moradores, assim há desde quitinetes para estudantes até apartamentos duplex. Todas as tipologias estão dentro da modulação de 0.6m. O público alvo da edificação está dividido entre estudantes e população de baixa renda, sendo que a tipologia 1 é dedicada exclusivamente para estudantes, a tipologia 2 para habitação social e as demais tipologias podem abrigar tanto estudantes quanto famílias. O edifício não faz distinção do usuário, não se divide em área de estudantes e área de famílias, para que haja integração e convívio entre todos. As tipologias foram distribuídas nos andares conforme áreas molhadas, estrutura e modulação e esquadrias, de modo a otimizar o desempenho construtivo do edifício em uso, assim sendo, uma mesma tipologia está acima da mesma tipologia, variando, algumas vezes, a orientação da fachada. TIPOLOGIA 1 TIPOLOGIA 2 TIPOLOGIA 3 TIPOLOGIA 5 TIPOLOGIA 4 MODULAÇÃO Área privativa Circulação Circulação Circulação Circulação Circulação Corte e venti. cruzada Parede hidráulica Parede hidráulica Corte e vent. cruzada Corte e vent. cruzada Corte e vent. cruzada Corte e vent. cruzada Área molhada Área convívio Cir ED O edif se ating único e uma delim nando a p ou à perma O edifício é é composto p atingir uma pl moradores, assim apartamentos dup modulação de 0.6 O público alvo da e população de ba dedicada exclusivamen habitação social e as estudantes quanto famí usuário, não se divide famílias, para que haja in As tipologias foram distribu molhadas, estrutura e modu otimizar o desempenho const sendo, uma mesma tipologia e variando, algumas vezes, a orie TIPOLOGIA 5 Área privativa Circulação ção Corte e venti. cruzada Corte e vent. cruzada Corte e vent. cruzada Área molhada Área convívio p Tipologias Nº habitantes Área 1 quitinete 1 ou 2 17,3 m² 2 habitação social 3 ou 4 43,2 m² 3 duplex 3 ou 4 86,4 m² 4 habitação familiar 4 a 6 81,0 m² 5 acessíveis 4 86,4 m² MOMMOMOMOMODULAÇÃO Tipologias Nº habitante 25 1 4 ELEVAÇÃO NOROESTE ESQUEMÁTICA TIPOLOGIAS *tipologia 3 somente na fachada sudoeste ELEVAÇÃO SUDOESTE INTERNA escala 1:500 ELEVAÇÃO SUDOESTE EXTERNA escala 1:500 PISO 3 andar 1 nível 13,00m escala 1:500 PISO 4 andar 2 nível 16,00m escala 1:500 PISO 5 andar 3 nível 19,00m escala 1:500 PISO 6 andar 4 nível 22,00m escala 1:500 N N N N CORREDOR A grande extensão do edifício implica que haja, mesmo com a diversidade da circulação horizontal, momentos em que as portas de acesso dos apartamentos fiquem muito próximas e a inimidade do apartamento é então prejudicada. Dessa forma, foram projetados alguns espaços vazados no corredor, os quais separam as portas vizinhas e causam isolamento das janelas voltadas para o corredor. Detalhe vista frontal corredor apartamento corredor Detalhe corte corredor Perspectiva implantação ontal corredorontal corredor UDOESTE EXTERNA PISO 6 andar 4 nível 22,00m escala 1:500 N A a port e a forma, os qua das jane apartamento corcccorredredoror Detalhe corte corredor Detalhe vista froDetalhe vista fro PROJETO PÓDIO-PRAÇA 5- 7 EDIFÍCIO
  6. 6. CIRCULAÇÃO VERTICAL INSOLAÇÃO Por conta da grande extensão do edifício, existem três nichos de circulação vertical, com três escadas e cinco elevadores, os quais conectam o edifício todo com corredores abertos com sacada para o exterior que variam de direção, evitando a possível monotoneidade de fachada que um edifício tão denso poderia causar. Devido à grande extensão do mesmo, esses acessos facilitam a locomoção dos moradores e a rota de fuga em caso de incêndio. O acesso da torre norte tem início no subsolo de estacionamento e supre todos os apartamentos dessa torre, o acesso da torre noroeste tem início na praça elevada, e o acesso ao estacionamento está situado ao lado do acesso ao edifício. O acesso da torre sudoeste tem início na praça elevada, esse acesso é restrito a moradores, usuários apenas do estacionamento utilizam os outros acessos. Nossas fachadas que apresentam alta incidência solar são a noroeste e norte. Após o estudo realizado no programa Vasari, confir- mamos as fachadas cuja incidência luminosa é mais intensa no maior número de períodos estudados. Para amenizar a iluminação direta propomos o uso de brises solares nestas fachadas. Brises solares são dispositivos de proteção à iluminação solar direta de variados tipos. Dependem do ângulo de incidência da luz e o dos horários em que se pretende bloqueá-la. A partir da carta solar do local de intervenção, deter- minou-se o uso de brises horizontais móveis, sendo um de movimentação do dispositivo todo por trilhos na hori- zontal; e o outro move as “pás” na vertical, mudando a angulação do bloqueio solar, e ambos são manuais. Influenciam no layout da fachada das edificações, mas principalmente servem para controle da intensidade solar, e se projetados de forma harmonioza com o edifício, são até um diferencial interessante, do ponto de vista formal. 1,4 m 1 m 0,6 m 1,20m 1m 1m 1m 1,2m 1m 1m 1m DETALHAMENTO DE ESQUADRIA escala 1:100 Circulação Vertical Carta Solar Brise horizontal fechado Brise horizontal aberto ELEVAÇÃO NOROESTE EXTERNA escala 1:500 ELEVAÇÃO NOROESTE INTERNA escala N PISO 7 andar 5 nível 25,00m escala 1:500 PISO 8 andar 6 nível 28,00m escala 1:500 PISO 9 andar 7 nível 31,00m escala 1:500 PISO 10 andar 8 nível 34,00m escala 1:500 N N N N PROJETO 6- PÓDIO-PRAÇA 7 EDIFÍCIO
  7. 7. DETALHES CONSTRUTIVOS O edifício é construído em concreto armado, baseado na modulação especificada nas tipologias de 0,6m, sendo que em sua base, na fachada sudoeste, a estrutura é em pilotis de modo a gerar permeabilidade entre a Av. Francisco Matarazzo e a praça criada. O acabamento das sacadas é feito em madeira de reflorestamento, para que haja um contraste de materialidade na fachada. Além disso, em alguns momentos na fachada, nas áreas de convívio (circulação horizontal e vertical) há o fechamento em vidro para que essas áreas possuam um atrativo a mais para seus moradores permaneçam por mais tempo no local, tanto para apreciar a vista como para espera. Ainda sobre o vidro, este também é um artifício de mudança de monotoneidade da fachada e vivência do externo com o interno e vice-versa. Além da circulação horizontal variando a cada pavimento gerando diferentes espaços a cada pavimento. As cores utilizadas para revestimento geral da fachada são o branco e o cinza, as quais são cores neutras, assim, há a comunicação com as cores do Memorial da América Latina e não há grande contraste com a Uninove, a qual é de vidro espelhado azul. Além disso, como detalhe adicional, o revestimento da laje das sacadas é pintado de amarelo criando um foco de atração ao edifício com uma cor mais quente. A fachada norte e parte da nordeste possuem altura de 44,5 m, para aproveitamento da melhor incidência do sol em um maior número de apartamentos, já a fachada sudoeste possui 27,4 m, pois é a menos benefi- ciada pela luz solar, portanto optamos por menor número de apartamentos. Perspectiva vista do Memorial da América Latina Circulação horizontal por andar Perspectiva pra;a norte-sulPerspectiva pra;a sul-norte N CORTE TRANSVERSAL escala 1:500 PISO 11 andar 9 nível 37,00m escala 1:500 PISO 12 andar 10 nível 40,00m escala 1:500 PISO 13 andar 11 nível 43,00m escala 1:500 PISO 14 andar 12 nível 46,00m escala 1:500 N N N N UNICAMP - Universidade Estadual de Campinas - FEC - Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo AU 118 - Teoria e Projeto X - Complexidades Profs. Dr. Leandro Medrano e Gabriela Celani PED Eliane Roberto Alunas Marina Zanatto Muccillo e Tifani Kiyomi Kuga RA 094966 e 084174 PROJETO PÓDIO-PRAÇA 7- 7 FINAL

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