V1c2 l1a10 - Substâncias Químicas

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Substâncias químicas, Mudanças de estado físico, Curva de aquecimento e curva de resfriamento, Ponto de fusão (PF) e ponto de ebulição (PE), Matéria, Massa e unidades para expressá-la, Volume e unidades para expressá-lo, O centímetro cúbico e o mililitro, O metro cúbico, Densidade, Substâncias puras x misturas, Misturas heterogêneas e misturas homogêneas, Número de fases de uma mistura e de uma substância pura, Conceituação de sistema, Processos de separação (fracionamento) de misturas, Centrifugação, Filtração simples, Filtração a vácuo, Funil de separação, Dissolução fracionada, Evaporação e destilação simples e fracionada, Materiais de laboratório e segurança.

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V1c2 l1a10 - Substâncias Químicas

  1. 1. Substâncias químicas
  2. 2. Mudanças de estado físicoEm nosso dia a dia, a água pode se apresentar em três estados físicos: osólido, o líquido e o gasoso. As mudanças de estado físico recebem nomesconforme mostra o esquema abaixo.A vaporização, passagem do estado líquido para o gasoso, pode ocorrer deforma lenta, na temperatura do ambiente e sem a formação de bolhas, comono caso de uma roupa secando no varal. Nesse caso, a vaporização édenominada evaporação. A vaporização também pode acontecer com aformação de bolhas durante o aquecimento do líquido. Nesse caso, échamada ebulição (popularmente, fervura).
  3. 3. Curva de aquecimento e curva de resfriamentoPartindo de água sólida (a -40 °C, por exemplo) e chegando até o estado gasoso (a120 °C, por exemplo), registra-se durante o experimento a temperatura da amostrae o tempo transcorrido desde o início. Com os dados, pode-se elaborar um gráficode temperatura da amostra de água em função do tempo transcorrido noaquecimento. Tal gráfico é conhecido como curva de aquecimento da água e temum aspecto como o da figura (A) abaixo.Outra experiência que pode ser realizada em um laboratório convenientementeequipado é acompanhar a temperatura e o tempo transcorrido durante oresfriamento de uma amostra de água partindo do estado gasoso (a 120 °C, porexemplo) até o estado sólido (a -40 °C, por exemplo). O gráfico que relaciona atemperatura dessa amostra em função do tempo transcorrido no resfriamento échamado de curva de resfriamento da água e aparece esboçado na figura (B).
  4. 4. Ponto de fusão (PF) e ponto de ebulição (PE)Durante o aquecimento, figura (A), a água sofre fusão a 0°C. Durante oresfriamento, figura (B), ela sofre solidificação também a 0 °C.Vamos generalizar dizendo que:O ponto de fusão de uma substância e a temperatura em que ela sofre fusão(durante o aquecimento) ou solidificação (durante o resfriamento)Novamente, comparando as figuras (A) e (B), percebemos que a água entraem ebulição e sofre condensação à mesma temperatura, 100 °C. Assim:O ponto de ebulição de uma substância t a temperatura em que ela sofreebulição (durante o aquecimento) ou condensação (durante o resfriamento).O ponto de ebulição das substâncias pode variar bastante, dependendo dapressão atmosférica do local em que a experiência é feita. A pressãoatmosférica, por sua vez, varia sensivelmente com a altitude do local. Vamosdeixar subentendido, de agora em diante, que todos os dados relativos àebulição referem-se à pressão atmosférica ao nível do mar.
  5. 5. Previsões a partir dos valores de PF e PESaber os valores do ponto de fusão e do ponto de ebulição de uma substânciasignifica poder prever se, em determinada temperatura, a substância estará sólida,líquida ou gasosa.O esquema a seguir exemplifica previsões desse tipo usando como exemplo assubstâncias água, etanol e naftaleno, cujos pontos de fusão e de ebuliçãoaparecem na tabela 1.
  6. 6. Pagina 21
  7. 7. MatériaA mesa, a cadeira, as nossas roupas e o nosso organismo são exemplos dematéria. Todos os seres e objetos que fazem parte do nosso mundo sãofeitos de matéria. Matéria é tudo o que tem massa e ocupa lugar no espaço. Massa e unidades para expressá-laA massa de um corpo é uma grandeza (grandeza é tudo aquilo que podemosmedir) associada à inércia desse corpo, ou seja, quanto maior a massa deum corpo, maior é a dificuldade de colocar esse corpo em movimento ou de,uma vez estando em movimento, fazê-lo parar. Trabalhar essa interpretaçãoda massa associada ao conceito de inércia é algo que deixamos para o cursode Física. Vamos, numa abordagem simplificada (e igualmente correta),considerar a massa uma propriedade dos objetos que pode ser determinadacom o uso de uma balança de dois pratos, como a que aparece nosdesenhos a seguir.
  8. 8. O primeiro passo para determinar a massa de objetos é a escolha de umpadrão. O padrão de massa mais conhecido e utilizado é o quilograma,simbolizado por kg.Dizer que um objeto possui massa de 1 kg (um quilograma) significa dizerque, ao colocá-lo num dos pratos da balança, o equilíbrio será estabelecidocolocando-se no outro prato o objeto padrão de massa 1 kg. Um objetopossui massa de 2 kg (dois quilogramas) quando, colocado num dos pratosda balança, o equilíbrio é atingido com 2 objetos de massa 1 kg no outroprato. E assim por diante.A tonelada e o grama são, respectivamente, múltiplo e submúltiploimportantes do quilo- grama. A tonelada (t) equivale a mil quilogramas: 1 tonelada = 1 t = 1.000 kgO grama (g) é a milésima parte do quilograma (1 g 0,001 kg) ou, de modoequivalente, o quilograma equivale a mil gramas (1 kg = 1.000 g): 1 grama = 1g = 0,001kg
  9. 9. Volume e unidades para expressá-loOcupar lugar no espaço é uma característica da matéria associada àgrandeza denominada volume. Em outras palavras, o volume de umaporção de matéria expressa o quanto de espaço é ocupado por ela.Unidades de volume importantes são o decímetro cúbico (dm3), o litro (L), ocentímetro cúbico (cm3), o mililitro (mL) e o metro cúbico (m3). O decímetro cúbico e o litroO decímetro cúbico (dm3) é o volume de um cubo cuja aresta mede 1 dm(um decímetro), ou seja, 10 cm. Essa unidade é equivalente ao litro (1). 1dm3 = 1L
  10. 10. O centímetro cúbico e o mililitroO centímetro cúbico (cm3) é o volume de um cubo cuja aresta tem amedida de 1cm.O desenho (A) ilustra um decímetro cúbico. A régua foi ilustrada ao lado docubo para evidenciar que a medida de sua aresta é 10 cm. Como pode-seperceber pela figura, o decímetro cúbico corresponde a mil centímetroscúbicos (1dm3 = 1.000 cm3).A unidade de volume mililitro (mL) é definida como a milésima parte do litro.Como consequência dessa definição, um litro corresponde a mil mililitros (1L = 1.000 mL).E já que um decímetro cúbico equivale a um litro, podemos afirmar que: 1dm3 = 1L = 1000cm3 = 1000mL assim decorre que: 1cm3 = 1mL
  11. 11. O metro cúbicoO metro cúbico é o volume de um cubo de aresta 1 m. Trata-se, portanto,de uma unidade de volume maior que as anteriores. A ilustração (B) permitevisualizar que um metro cúbico corresponde a mil decímetros cúbicos.Assim, temos: 1m3= 1.000dm3 = 1.000L Aplique o que você aprendeu Após ter estudado as principais unidades de volume, procure avaliar o volume de recipientes tais como xícaras, copos, jarras, caixas dê papelão, tanques dê roupa, baldes, máquinas de lavar roupa, piscinas, banheiras etc. Em cada caso, procure utilizar a unidade de volume mais adequada para expressar o volume. Pagina 25
  12. 12. Densidade Conceituação de densidadeA unidade da densidade é composta por uma unidade de massa divididapor uma unidade de volume. Assim, podemos expressá-la, por exemplo, emg/cm3, g/L, kg/L etc.
  13. 13. Densidade e flutuaçãoComparando os valores de densidades:concluímos que:A cortiça flutua na água porque é menos densa que ela e o chumbo afundaporque é mais denso que esse líquido.A comparação entre as densidades permite prever se um corpo irá afundarou flutuar em um certo líquido. Imagine, por exemplo, que uma bolinha degude (d 2,7 g/cm3) e um pedaço de isopor (d = 0,03 g/cm3) sejam colocadosnum frasco com azeite de oliva (d = 0,92 g/cm3). O que se pode prever?O pedaço de isopor, menos denso que oazeite, irá flutuar nele. E a bolinha de gude,mais densa que ele, irá afundar.
  14. 14. Alguns fatores que afetam a densidadeA densidade depende, em primeiro lugar, do material considerado. Algunsvalores de densidade aparecem na tabela 2.Em segundo lugar, a densidade de um mesmo material depende datemperatura. Um aquecimento, por exemplo, provoca a dilatação do material(aumento de volume), e isso interfere no valor da densidade.No caso de gases, cujo volume é muito sensível a variações de pressão, adensidade, além de depender da temperatura, depende também da pressão.Mudanças de estado físico provocam mudanças na densidade de umasubstância. A água líquida, por exemplo, tem densidade 1 g/cm3, e a águasólida (gelo) tem densidade 0,92 g/cm3. Isso permite entender por que ogelo flutua na água. Nesta foto, há seis materiais com densidades diferentes, Os líquidos são gasolina (em cima), água (no meio) e mercúrio (no fundo). A cortiça flutua na gasolina. Um pedaço de madeira afunda na gasolina, mas flutua na água. E o latão afunda na água, mas flutua no mercúrio.
  15. 15. CASOS INTERESSANTES ENVOLVENDO DENSIDADEO clorofórmio (d 1,4 g/cm3) é vendido, em lojas de produtos químicos, por massa; já oéter comum (d = 0,8 g/cm3) é vendido por volume.Se ambos são líquidos, por que um é vendido por massa e o outro por volume?Sendo a densidade da água igual a 1,0 g/cm3, isso significa que cada 1,0 g de águaocupa um volume de 1,0 cm3, ou cada 1,0 kg de água ocupa um volume de 1,0 litro.Utilizando esse raciocínio, cada 1,0 litro de clorofórmio possui uma massa de 1,4 kg;já 1,0 litro de éter possui uma massa de 0,8 kg. Líquidos mais densos que a águacostumam ser vendidos por massa; os menos densos costumam ser vendidos porvolume.Agora reflita sobre o caso dos sorvetes de massa industrializados e vendidos empotes de plástico.São comercializados por massa ou por volume? Por quê?Outro caso interessante relacionado ao conceito de densidade é o da facilidade comque uma pessoa flutua no Mar Morto. Veja a foto e a legenda abaixo.Ao bater creme de leite em uma batedeira este se transforma em chantilly. Nesseprocesso, ar é incorporado ao creme de leite, causando um aumento de volume. Amassa antes (creme de leite) e depois (chantilly) é praticamente a mesma, poissomente ar foi acrescentado.Assim, o creme de leite, por ter mais massa em umcerto volume (mais denso), é vendido por massa; já ochantilly, com menos massa em um certo volume(menos denso), é vendido por volume.Uma pessoa flutua sem esforço nas águas do Mar Morto. Lá, para cada litro de água do mar,existem cerca de 360 g de sais dissolvidos, enquanto no litoral do Brasil, por exemplo, para cadalitro de água do mar, existem cerca de 37 g de sais dissolvidos.
  16. 16. Substâncias químicasUma substância é uma porção de matéria que tem propriedades bemdefinidas e que lhe são características.Dentre essas propriedades, estão o ponto de fusão, o ponto de ebulição, adensidade, o fato de ser inflamável ou não, a cor, o odor etc. Duassubstâncias diferentes podem, eventualmente, possuir algumas propriedadesiguais, mas nunca todas elas. Caso aconteça de todas as propriedades deduas substâncias serem iguais, então elas são, na verdade, a mesmasubstância.Nas fotografias a seguir, são mostrados exemplos de substâncias — água,enxofre, ferro e cloreto de sódio (componente principal do sal de cozinha) —e, nas legendas, são mencionadas algumas de suas propriedades.
  17. 17. Substâncias puras x misturasA água possui densidade 1,00 g/cm3 e o cloreto de sódio, 2,17 g/cm3. Aoacrescentar cloreto de sódio à água e mexer, obtém-se uma mistura cujadensidade é diferente da dos dois componentes isolados. Analise a tabela 3,abaixo, que ajuda a esclarecer esse ponto.Como se pode perceber, qualquer mistura de água e cloreto de sódio possuiuma densidade tal que não lhe permite ser classificada nem como água nemcomo sal.
  18. 18. Verifica-se experimentalmente que uma mistura de água e cloreto de sódio,colocada num congelador, não congela a 0°C. Essa mistura inicia seucongelamento abaixo de 0°C (o valor exato depende do teor de sal) e atemperatura não permanece constante durante o congelamento, mas diminuigradualmente.Quando aquecida, verifica-se que essa mistura não entra em ebulição a 100°C. Ela começa a ferver acima de 100 °C (o valor exato depende do teor desal) e a temperatura não permanece constante durante a ebulição, masaumenta progressivamente.Perceba, portanto, que uma mistura de água e cloreto de sódio possuipropriedades que não são características da água nem do sal.Agora podemos estabelecer uma importante diferença entre substância pura emistura.Uma substância pura, como o próprio nome diz, está pura, ou seja, não estámisturada com outra substância ou com outras substâncias. Em geral, quandoum químico refere-se, por exemplo, à substância água ele está deixandosubentendido que se refere à substância pura água.Já uma mistura é uma porção de matéria que corresponde à adição de duasou mais substâncias puras. A partir do momento em que elas são adicionadas,deixam obviamente de ser consideradas substâncias puras. Elas passam aser as substâncias componentes da mistura.
  19. 19. Misturas heterogêneas e misturas homogêneasUma mistura heterogênea é uma mistura que não possui as mesmaspropriedades em toda a sua extensão.Uma mistura homogênea é uma mistura que tem as mesmas propriedadesem todos os seus pontos.
  20. 20. Número de fases de uma misturaPodemos definir fase como uma porção de uma amostra de matériaque apresenta as mesmas propriedades. Uma fase pode apresentar-secontínua ou fragmentada em várias partes.Para deixar isso mais claro, considere o caso da mistura de óleo e águada foto (C) mostrada anteriormente. Trata-se de uma misturaheterogênea, na qual uma fase é óleo e a outra fase é água. Nesseexemplo, ambas as fases são contínuas.Na mistura de ferro e enxofre (foto (A)). os grãozinhos de ferroconstituem uma fase, e os grãozinhos de enxofre constituem outrafase. Diferentemente da mistura de água e óleo, nesse caso cada faseapresenta-se fragmentada em muitas partes.Numa mistura de água e açúcar, foto (B), que é homogênea, existeuma só fase. Isso pode ser generalizado para todas as misturashomogêneas. Já que elas apresentam as mesmas propriedades emtodos os seus pontos, são constituídas necessariamente por uma únicafase.Uma mistura homogênea apresenta uma só fase e uma misturaheterogênea apresenta duas ou mais fases.
  21. 21. AS SOLUÇÕES E O COTIDIANOSolução é o nome dado pelos químicos a substância tem de misturar-se apara qualquer mistura homogênea. outra, originando uma solução.Quando você coloca um pouco de Numa frase como “a água dissolve oaçúcar na água e mexe até obter uma açúcar” temos um exemplo dessesó fase, está fazendo uma solução. O tipo de uso.mesmo acontece se você adicionar um Quando uma substância é capaz depouquinho de sal à água e misturar dissolver outra, costumamos chamá-bem. la solvente. Assim, a água é umEm Química o verbo dissolver pode ser solvente para o açúcar, para o sal,empregado de duas maneiras. para o álcool e para várias outrasPodemos usá-lo para nos referirmos ao substâncias.ato praticado por uma pessoa ao fazer A substância que é dissolvida numuma solução. Uma frase como “eu solvente, a fim de fazer uma solução,dissolvi o açúcar em água” exemplifica é denominada soluto.esse uso. Se uma solução é preparada com oOutro modo de usar o verbo dissolver é solvente água, dizemos que é umaaplicá-lo a uma substância, a fim de solução aquosa. Ao dissolver açúcarexpressar a propriedade que em água, por exemplo, obtemos uma solução aquosa de açúcar, na qual a água é o solvente e o açúcar é o soluto.
  22. 22. São inúmeras as soluções presentes emnosso cotidiano, principalmente as soluçõesaquosas. Entre os exemplos destas últimas,temos os sucos de frutas, os refrigerantes(desconsiderando as bolhas de gáseventualmente presentes), a saliva, o plasmasanguíneo, a urina, a água da chuva e atémesmo a água potável.Observe atentamente os rótulos de garrafasde água mineral e de outros produtos. Vocêperceberá que eles costumam informar quaisos componentes da solução aquosa e quaisas concentrações de cada um.Embora a maior parte das soluções esteja no estado líquido, existem tambémsoluções gasosas e soluções sólidas.O ar atmosférico, convenientemente filtrado para eliminar partículas neledispersas, é um exemplo de solução gasosa, na qual predominam o gásnitrogênio (cerca de 78%) e o gás oxigênio (cerca de 21%).Entre as soluções sólidas, podemos destacar o ouro usado pelos joalheiros(mistura de ouro e cobre em proporção adequada) e o latão (mistura de cobre ezinco em proporção adequada).
  23. 23. Número de fases de uma substância puraConsidere um frasco contendo apenas água líquida. O conteúdo desse frascopossui as mesmas propriedades em todos os seus pontos e, portanto, existeapenas uma fase presente.Agora imagine que a esse frasco seja adicionada uma pedra de gelo. Dentrodo frasco continuará havendo apenas uma substância pura: a substânciaágua. Só que ela está em dois estados físicos distintos (isso antes de o geloderreter totalmente). Dentro do frasco existirão duas fases distintas: a faselíquida e a fase sólida. Essas fases diferem em pelo menos uma de suaspropriedades, a densidade (a da água líquida é 1,0 g/cm3 e a do gelo é 0,92g/cm3).Numa amostra de substância pura, em que ela esteja em diferentes estadosfísicos, haverá mais de uma fase E cada estado físico presente corresponderaa uma fase.
  24. 24. Conceituação de sistema Sistema é uma porção de matéria escolhida para ser estudada.Consideremos, como sistemas a serem estudados, o conteúdo dos frascosesquematizados abaixo, que denominaremos de (A) a (H).A investigação experimental desses sistemas permite determinar que (A), (B), (C) e (D)apresentam propriedades uniformes em todos os seus pontos, ou seja, possuem umaúnica fase. Tais sistemas são denominados homogêneos.Os sistemas (E), (F), (G) e (H), por sua vez, apresentam mais de uma fase e são, porisso, denominados heterogêneos.
  25. 25. Pagina 33
  26. 26. Processos de separação (fracionamento) de misturasDecantaçãoEm uma mistura heterogênea sólido/líquido, como areia/água, a fase maisdensa tende a ocupar a posição inferior, enquanto a menos densa tende aocupar a posição superior.Uma maneira de separar uma mistura de água e areia é esperar que a areia,mais densa que a água, se deposite no fundo do recipiente. (Essa deposiçãode sólido no fundo é chamada por alguns de sedimentação.)Após a deposição da areia no fundo, pode-se transferir a água para outrorecipiente, inclinando-se lentamente o frasco em que está a mistura. A técnicaé denominada decantação.
  27. 27. Centrifugação (acelerando a decantação)Caso a separação das fases de urna mistura heterogênea sob ação dagravidade sa muito lenta, ela pode ser apressada submetendo a mistura auma intensa rotação, técnica conhecida como centrifugação, realizada emaparelhos denominados centrffugas. Na indústria de laticínios, por exemplo, a nata é separada do leite com o uso de grandes centrífugas. Girando a grande velocidade, o leite, mais denso, deposita-se no fundo do recipiente, enquanto a nata, menos densa, concentra-se na parte superior.
  28. 28. Filtração simplesPara separar misturas heterogêneas sólido/líquido, existe um outroprocesso, um pouco mais trabalhoso, porém de maior eficiência que adecantação: é a filtração, técnica que consiste em despejar a mistura sobreuma superfície porosa apropriada, o filtro. Este permite que a fase líquida oatravesse, mas retém a fase sólida, propiciando uma separação de ambas.O papel de filtro, bastante empregado em laboratórios, é elaborado comfibras de papel entrelaçadas de modo que os orifícios entre elas (invisíveis aolho nu) atuem como os orifícios de uma peneira.As partículas formadoras da água — que emoutro capítulo denominaremos moléculas de água— são tão pequenas que passam por dentrodesses orifícios. Já as partículas de areia,maiores que eles, são retidas pelo papel.
  29. 29. Filtração a vácuo (acelerando a filtração)Num laboratório é comum haver misturas heterogêneas sólido/líquido cujafiltração é muito demorada. (Um exemplo caseiro é o da mistura de farinha eágua, que demora muito mais para ser filtrada que uma mistura de água eareia.)Para acelerar a filtração foi desenvolvido o processo da filtração a vácuo, queé ilustrado nas fotos abaixo. Nesse processo, o papel de filtro é ajustado àsuperfície de um funil apropriado, o funil de Büchner, que é conectado à bocade um frasco especial, o kitassato.O dispositivo denominado trompa d’água (ou trompa de vácuo) é ligado aokitassato. Dentro da trompa passa água corrente, que “arrasta” ar consigo.Esse fluxo remove um pouco de arde dentro do kitassato e faz a pressãointerna ficar menor que a pressão atmosférica. Consequentemente, a pressãoatmosférica força a fase líquida da mistura a passar mais rapidamente pelopapel de filtro.
  30. 30. FILTRAÇÃO NO COTIDIANOUma filtração simples é realizada quando se prepara um café.As partículas do pó de café que não se dissolvem na água ficamretidas no filtro (resíduo), enquanto a água (solvente) e aspartículas de café que nela se dissolveram (soluto) passamatravés dele.Quando preparamos café ou chá, a água quente realiza aextração dos componentes solúveis do café ou do chá.Quando se usa um aspirador de pó, a fase sólida fica retidano filtro do aspirador e a fase gasosa passa por ele. Amistura de ar e poeira, que é uma mistura heterogêneasólido-gás, é separada utilizando-se filtração a vácuo.
  31. 31. Funil de separaçãoPara separar misturas heterogêneaslíquido/líquido, como óleo/água, os químicosutilizam um aparelho de vidro, o funil deseparação (também chamado de funil dedecantação ou funil de bromo), mostrado nafoto ao lado.Para efetuar a separação, a mistura é colocadadentro do funil. A torneira é ligeiramente aberta,permitindo o escoamento gradual da fase inferior,que é recolhida em outro frasco. Fechando-se atorneira no exato momento em que a fase inferioracabou de escoar, consegue-se a separação deambas as fases.
  32. 32. Dissolução fracionadaDos muitos métodos que existem para separar misturas heterogêneas dedois ou mais sólidos, vamos analisar um em particular: a dissoluçãofracionada.Essa técnica de separação está baseada na diferente tendência de ossólidos componentes de uma mistura se dissolverem em determinadosolvente. Para ocorrer a separação, um dos sólidos deve se dissolver nosolvente e o outro não.Como exemplo, consideremos a mistura heterogênea sal e areia. Comosepará-los?Inicialmente, adicionamos água à mistura. A água dissolve o sal, mas nãodissolve a areia. Após mexer bem, obtemos um sistema heterogêneoconstituído por duas fases: uma delas é a solução de sal em água, e a outraé a areia, que não se dissolveu na água.Em seguida a mistura é filtrada. A areia fica retida no filtro, enquanto asolução de sal em água passa por ele. A água pode ser eliminada porevaporação ou ebulição, restando o sal.
  33. 33. Evaporação e destilação simplesEvaporação Um meio de fazer a separação da mistura água/sal é simplesmente esperar pela evaporação completa da água, por exemplo, sob a ação do calor solar. Assim que a evaporação acabar, restará o sal.A evaporação é uma técnica barata, usada para se obter o componentesólido que está dissolvido no líquido (o sal, no caso). O componente liquido (aágua, no caso) é perdido no processo. A evaporação é usada, portanto,quando só há interesse na fase sólida; a líquida, então, é desprezada.Esse processo tem larga utilização nas salinas, instalações nas quais águado mar é colocada em tanques largos e rasos, para que vá evaporandogradualmente. Com a evaporação da água, obtém-se o sal sólido. Este, emseguida, passa por um processo de purificação, ou refino, durante o qual sãoeliminadas as impurezas presentes. Principalmente duas dessas impurezas,o cloreto de magnésio e o sulfato de magnésio, se não forem eliminadas,darão ao produto um sabor amargo indesejável.
  34. 34. Destilação simplesComo proceder se o interesse for obter água pura a partir da água do mar?Para separar a mistura de água e sal, e também recuperar a água, emprega-se adestilação simples ilustrada a seguir.A mistura é aquecida em um balão de vidro e a água entra em ebulição, mas o sal não.O vapor de água passa pelo interior do condensador, que é resfriado por águacorrente. Com esse resfriamento, esse vapor condensa-se. A água líquida, isenta desal, é recolhida no recipiente da direita (erlenmeyer) e, ao final, restará sal sólido nobalão de vidro. O líquido purificado que é recolhido no processo de destilação recebe onome de destilado (nesse caso, trata-se de água destilada). A destilação simples éutilizada quando há interesse nas duas fases ou apenas na líquida.
  35. 35. Destilação fracionadaAs misturas homogêneas formadas por dois ou mais líquidos oferecem umarazoável dificuldade para sua separação. A técnica da destilação fracionada,esquematizada a seguir, pode ser usada com sucesso para separar algumasmisturas desse tipo. E uma técnica complexa, e sobre ela vamos apresentarapenas uma breve noção.A destilação fracionada é um aprimoramento da destilação simples, na qualuma coluna de vidro cheia de obstáculos (bolinhas ou cacos de vidro) écolocada entre o condensador e o balão no qual a mistura é aquecida. Ovapor do componente de menor ponto de ebulição é o que passa pelosobstáculos com mais facilidade, e por isso ele chega ao condensador antesdos demais componentes e desfila primeiro. Assim que ele destilartotalmente, destilará o próximo componente líquido da mistura (em ordemcrescente de pontos de ebulição), que é recolhido em outro frasco. E assimpor diante. Alguns componentes do petróleo são separados por meio da destilação fracionada realizada em grandes colunas d&aço;rias refinarias. Essa técnica fàjMbéni empregada pára separar os gáses componentes do ar atmosférico: O ar é resfriado até atingir o estado liquido e, a seguir, passa por destilação fracionada.
  36. 36. Materiais de laboratório e segurança

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