H1 - Aula 06

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Material de apoio para a disciplina de Homem, Cultura e Sociedade ofertado pela Faculdade Pitágoras em Linhares/ES - 2010

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H1 - Aula 06

  1. 1. q 1 A condenação de Sócrates, de Jacques-Louis Platão (470-399 a.C.) Platão (470-399 a.C.) “Homem”, Cultura e SociedadeProf. MsC. HauleySilva Valim Faculdade Pitágoras Santo Agostinho
  2. 2. Idade Média
  3. 3. Figura: Wikipédia
  4. 4. Instauração da Idade Média (193) Início do declínio do Império Romano. (313) O Édito de Milão descriminaliza o cristianismo. (391) O Édito de Tessalónica torna o cristianismo a religião oficial do Império Romano. (476) Queda do Império Romano do Ocidente (529) A Academia de Platão, em Atenas, foi fechada. E no mesmo ano foi fundada a Ordem dos Beneditinos, a primeira grande ordem religiosa.
  5. 5. Império Romano Império •Potencia Política Declínio •Cristianização Império •Cristianismo, religião oficial
  6. 6. Colapso do Império Colapso •Estado Religião •Potência Igreja •Deixa de ser Império Romano estatal
  7. 7. Forma de Domínio Religioso Territorial
  8. 8. “Por Idade Média entende-se, na verdade, um período que se estende entre duas outras épocas. A expressão Idade Média surgiu no Renascimento. Para o „homem‟ renascentista, a Idade Média tinha sido uma única e longa ―noite de mil anos, que cobrira a Europa entre a Antigüidade e o Renascimento. Ainda hoje empregamos a expressão medieval em sentido pejorativo para nos referir a tudo que nos parece demasiado rígido e autoritário. Mas também houve os que considerassem a Idade Média um período de mil anos de crescimento. Foi na Idade Média, por exemplo, que se constituiu o sistema escolar. Já nos primórdios da Idade Média surgiram nos conventos as primeiras escolas. No século XII, as escolas das catedrais vieram se juntar às dos mosteiros. Por volta de 1200, aproximadamente, começaram a ser fundadas as primeiras universidades. Ainda hoje, os estudos das diferentes áreas do saber são divididos em diferentes ―faculdades, exatamente como na Idade Média” (Gaarder).
  9. 9. Φ ι λ ο σ ο φ ί α
  10. 10. Aspectos biográficos de Agostinho de Hipona Nasceu em Tagaste(Numídia) em 354, filho de um funcionário municipal e de Mônica, fervorosa cristã. Agostinho foi fortemente influenciado pelo maniqueísmo e pelo neoplatonismo de Plotino. De 375 a 383 estabeleceu-se em Cartago, como professor de eloqüência. Em 390, perdeu o filho. Em 395 foi sagrado bispo no pequeno porto de Hipona.
  11. 11. Sandro Botticelli
  12. 12. Três concepções sobre como definimos a essência das coisas, sua conceituação 1. Platão O conceito está contido no mundo das Idéiasem contraposição ao mundo das Formas
  13. 13. Três concepções sobre como definimos a essência das coisas, sua conceituação 2. Aristóteles Cada coisa é uma substancia individual, contendo em si sua matéria, forma e essência
  14. 14. Três concepções sobre como definimos a essência das coisas, sua conceituação 3. Santo Agostinho Teoria da Iluminação Divina: a essência está em nós e só é perceptível com a Iluminação Divina
  15. 15. “Para os filósofos da Idade Média, o fato de o cristianismo significar a verdade era um dado praticamente irrefutável. A questão era saber se tínhamos que simplesmente acreditar na revelação cristã, ou se também podíamos nos aproximar das verdades cristãs com a ajuda de nossa razão. Qual era a relação entre os filósofos gregos e as doutrinas da Bíblia? Havia uma contradição entre a Bíblia e a razão, ou será que a fé e o conhecimento podiam conviver em harmonia?” (Gaarder).
  16. 16. ArazãoteriaimportânciaparaafilosofiadeAgostinho? Simclaro,porémafééopilardarazão. Isaias7:8 “Senãocredes,nãoentendereis”
  17. 17. Se a féé o pilar da razão a verdadeirae legítima ciência é a Teologia
  18. 18. T F E i O l L o O s G o I f A i a
  19. 19. As Ciências A Filosofia Teologia
  20. 20. Pensamento de Agostinho sobre a Sobre a Filosofia Clássica “consiste em uma preparação da alma, útil para a compreensão da Verdade Revelada”, porém a sabedoria do mundo é limitada; sendo necessário, portanto, quanto aos ensinamentos religiosos, primeiro acreditarpara depois compreender” (Danilo Marcondes)
  21. 21. Epistemologia “Como pode a mente humana, mutável e falível, atingir a verdade eterna com certeza infalível”? Noções relacionadas: 1. Imagem de Deus (Harmonia)
  22. 22. Epistemologia “Como pode a mente humana, mutável e falível, atingir a verdade eterna com certeza infalível”? Noções relacionadas: 2. Pecado (distanciamento da Verdade)
  23. 23. Epistemologia “Como pode a mente humana, mutável e falível, atingir a verdade eterna com certeza infalível”? Noções relacionadas: 3. Iluminação Divina (Graça de Deus) –a mente humana contém uma “centelha do intelecto divino”
  24. 24. No entanto, “o conhecimento não pode ser derivado inteiramente da apreensão sensível (ensinamento religioso) ou da experiência concreta, necessitando um elemento prévioque sirva de ponto de partida para o próprio processo de conhecer” Que ElementoPrévio?
  25. 25. Elemento prévio: “É Cristo que habita, como foi dito, o interior do homem. Quando, pois, se trata das coisas que percebemos pela mente, isto é, através da intelecto e da razão, estamos falando ainda em coisas que vemos como presentes naquela luz interior de verdade” (De Magistro)
  26. 26. Rompe com a concepção grega de tempo histórico cíclico. Em Santo Agostinho o tempo histórico tem: Início Λ Fim Ω
  27. 27. Teoria do conhecimento em Santo Agostinho (epistemologia) 1. Na alma se reflete a imagem de Deus 2. Lá surge opensamento, que nada mais é que uma recordação de Deus. 3. É o conhecimento que nos encontra: a inteligência de Deus em nós. 4. É a alma que julga, com critérios imutáveis, perfeitos e racionais
  28. 28. Neste sentido, a Igreja guarda na terra as chaves da Cidade de Deus, base dogmática da supremacia do poder espiritual e temporal da Idade Média
  29. 29. “Não é toda e qualquer alma que é apta, mas somente aquela que é santa e pura, ou seja, aquela que tem o olho santo, puro e sereno com o qual pretende ver as idéias. A pureza da alma torna-se uma condição necessária para a visão da Verdade, bem como para a sua fruição” (Reale, 1990:440-444).
  30. 30. “Para Agostinho, nenhum homem merece a redenção divina. Não obstante, Deus teria escolhido alguns que seriam salvos da condenação eterna. Para Ele, portanto, não há qualquer mistério sobre quem deve e quem não deve ser salvo. Isto já está estabelecido a priori” (Gaarder). Concepção que legitima as crenças calvinistas histórico-contemporâneas. João Calvino
  31. 31. BIBLIOGRAFIA AGOSTINHO, Santo. Confissões. São Paulo: Paulus1984. ARANHA, Maria Lúcia de Arruda; MARTINS, Maria Helena Pires. Filosofando: Introdução à Filosofia. São Paulo: Moderna, 1993. CHAUÍ, Marilena. Convite à Filosofia. São Paulo: ed. Ártica, 1999. GAARDER, Jostein. “O Mundo de Sofia: Romance da História da Filosofia”. São Paulo: Cia. das Letras, 1998. MARCONDES, Danilo. Iniciação à História da Filosofia: dos Pré- Socráticos a Wittgenstein. Jorge ZaharEd. Rio de Janeiro 2001. REALE, Giovanni/ANTISERI, Dario. História da Filosofia: Antiguidade e Idade Média.Ed. Paulinas, São Paulo 1990.

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