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1. Ascendência nobre. 
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Mundo Inteligível–movido pela intuição intelectual. 
1. Das idéias 
2. Lugar dos arquétipos 
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Dualismo Platônico 
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Da Vinci, um estudo do corpo humano 
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A Alma 
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Da Vinci, um estudo do corpo humano 
O Corpo 
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O Belo 
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Como acessar o mundo das idéias? (ato emancipatório) 
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Desejo do Ideal 
“Platão descreve o ideal de uma vida, porém é claro que nem todas as pessoas liberam suas almas para que ...
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“A solução platônica consiste em supor que temos um conhecimento prévio que a alma traz consigo desde o se nascimento e qu...
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1. Caverna: metáfora para a relação entre a realidade experimentada e atitude filosófica (Hades/lixão) 
2. O se humano: co...
4. Libertação é interna: pela pulsão do Eros: impulso de curiosidade, de buscar algo além de si mesmo. 
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1.A reclusão 
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Método: Interiorizar a Matemática 
1. Os dados matemáticos nunca se alteram 
2. A purificação através razão 
3. A Matemáti...
BIBLIOGRAFIA 
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  1. 1. q 1 A condenação de Sócrates, de Jacques-Louis Platão (470-399 a.C.) “Homem”, Cultura e Sociedade Prof. MsC. HauleySilva Valim -Pitágoras
  2. 2. Escola de Atenas, Raffaello Sanzio (1500)
  3. 3. Biografia de Platão 1. Ascendência nobre. 2. Foi responsável pela institucionalização da Academia. 3. Diferente de Sócrates, não acreditava na Democracia. 4. Quem contribuiu para a constituição da cosmovisão dualista. 5. Influenciou Santo Agostinho, de quem herdamos, principalmente, a noção cristã de mortificação do corpo.
  4. 4. Resposta ao debate entre Heráclito e Parmênides. O mutável e o permanente. “Platão achava que tudo o que podemos tocar e sentir na natureza “flui”. Não existe, portanto, um elemento básico que não se desintegre. Absolutamente tudo o que pertence ao “mundo dos sentidos” é feito de um material sujeito à corrosão do tempo. Ao mesmo tempo, tudo é formado a partir de uma forma eterna e imutável”(JosteinGaarder).
  5. 5. Teoria das Idéias Mundo Sensível X Mundo Inteligível 5
  6. 6. Mundo Sensível “A primeira parte é o mundo dos sentidos, do qual não podemos ter senão um conhecimento aproximado ou imperfeito, já que para tanto fazemos uso de nossos cinco (aproximados e imperfeitos) sentidos. Nesse mundo dos sentidos, tudo “flui” e, conseqüentemente, nada é perene. Nada é no mundo dos sentidos; nele, as coisas simplesmente surgem e desaparecem” (Marcondes). 6
  7. 7. Mundo Sensível–movido pela intuição sensível. 1. Do fenômenos 2. Dos sentimentos 3. Movimento “Platão é da opinião de que nunca podemos chegar a conhecer verdadeiramente algo que se transforma” –da bolha de sabão ao bloco de mármore (Gaarder). 7
  8. 8. Mundo Sensível–movido pela intuição sensível 4. Dos sentidos, por exemplo, 5. Multiplicidade 6. Uma sombra do verdadeiro mundo 7. Não está ligado ao mundo das idéias. 8
  9. 9. Mundo Inteligível–movido pela intuição intelectual. 1. Das idéias 2. Lugar dos arquétipos 3. Lugar do modelos 9
  10. 10. Mundo Inteligível–movido pela intuição intelectual. 4. Lugar onde está guardada essência das coisas 5. Das formas imutáveis 10
  11. 11. Dualismo Platônico Uma contraposição entre o mundo das idéias e o mundo experimentado. 11
  12. 12. Imagens e Imaginações entre o mundo sensível e o inteligível As broas da vitrine a. Denominador comum b. Desejo da forma, ou melhor, pensar a forma original O cavalo de lego a. Refazer significa que existe na imaginação o arquétipo A laranja a. Olhando pode-se imaginar, por semelhança, 360°, uma forma ideal. Nota-se com “os olhos de dentro” a diferença.
  13. 13. Da Vinci, um estudo do corpo humano O Corpo A Alma Efêmero Mutável Eterna Imutável Segundo Platão, de forma metafórica, quando a pessoa nasce sua alma é jogada no corpo, o impacto faz com que ela esqueça de onde veio. Ao ver, por exemplo, repetidas vezes um mesmo objeto, a pessoa se lembra, aos poucos, da forma (perfeita) daquele objeto que viu no mundo das Idéias. A “Reminiscência”.
  14. 14. Da Vinci, um estudo do corpo humano O Corpo A Alma O mal O bem O Feio O Belo O Inferno O Céu Matéria Idéia Mortificar Exaltar O Dualismo
  15. 15. Como acessar o mundo das idéias? (ato emancipatório) Através da contemplação Através da depuração dos enganos dos sentidos 15
  16. 16. Desejo do Ideal “Platão descreve o ideal de uma vida, porém é claro que nem todas as pessoas liberam suas almas para que elas possam empreender uma jornada de volta ao mundo das idéias. A maioria das pessoas apega-se ao que se refere a uma sombra, na mesma hora você pensa que alguma coisa deve estar projetando esta sombra. Por exemplo, pode acontecer de você ver a sombra de um animal. Talvez a de um cavalo, mas você não está bem certa. Então você se vira e vê o animal verdadeiro, que, naturalmente, é muito mais bonito e de contornos mais nítidos do que a imprecisa sombra...
  17. 17. Desejo do Ideal É por isso que Platão considera todos os fenômenos da natureza meros reflexos das formas eternas, ou idéias. Só que a maioria das pessoas está satisfeita com sua vida em meio a esses reflexos sombreados. Elas acreditam que as sombras são tudo o que existe, e por isso não as vêem como sombras. Elas vêem um cavalo, e outro, e depois outro. Mas não conseguem ver aquilo de que o cavalo é apenas uma imitação grosseira (Gaarder)
  18. 18. “Não podemos ter senão opiniões incertas sobre tudo o que sentimos ou percebemos sensorialmente. Mas podemos chegar a um conhecimento seguro sobre aquilo que reconhecemos com nossa razão. A soma dos ângulos de um triângulo é 180°. E será assim por toda a eternidade. Da mesma forma, a “idéia” de que um cavalo terá sempre quatro patas continuará válida, ainda que todos os cavalos do mundo dos sentidos fiquem mancos de uma perna”. Gaarder.
  19. 19. Pares de Oposição Opinião x Verdade Desejo x Razão Inter. Particular x Inter. Universal Senso Comum x Filosofia Hierarquização das Experiências 19
  20. 20. Hierarquização da Experiência Razão Sensações 20
  21. 21. O Mundo Sensível é experimentado pelo Corpo Físico 21
  22. 22. Conhecer é Relembrar Isso só é possível quando passamos do Doxapara à Episteme 22
  23. 23. Existe para Platão um conhecimento inato, ponto de partida para qualquer conhecimento. Conhecer é redescobrir o que as sensações fornecidas pela experiência do corpo nos fizeram esquecer. 23
  24. 24. “A solução platônica consiste em supor que temos um conhecimento prévio que a alma traz consigo desde o se nascimento e que resulta na contemplação das formas, as essências das coisas, às quais contemplou antes de encarnar no corpo material” (Danilo Marcondes) 24
  25. 25. A Metáfora ou o Mito da Caverna
  26. 26. 26
  27. 27. 1. Caverna: metáfora para a relação entre a realidade experimentada e atitude filosófica (Hades/lixão) 2. O se humano: comum e prisioneiro dos hábitos que adquiriu desde a infância. 3. As sombras; não são imagens irreais, mas ilusórias. A única realidade do mundo sensível: a ilusão (imagem do cinema). 27
  28. 28. 4. Libertação é interna: pela pulsão do Eros: impulso de curiosidade, de buscar algo além de si mesmo. 5. O incomodo, o conflito interno é o que impulsiona a dialética. 6. O sol: sem luz não haveria sombra. 28
  29. 29. 3 Fases da Alegoria 1.A reclusão 2.A nova visão 3.Vulgarização do conhecido 29
  30. 30. É da ação políticaa responsabilidade de tirar a humanidade da escuridão dos sentidos Transformar os seres humanos através do modelo ideal. Introduzindo o ser humano no Mundo das Idéias. 30
  31. 31. Método: Interiorizar a Matemática 1. Os dados matemáticos nunca se alteram 2. A purificação através razão 3. A Matemática descreve a realidade não-sensível. 4. Através da Geometria podemos imaginar as formas independente das representações sensíveis dos objetos. 31
  32. 32. BIBLIOGRAFIA ARANHA, Maria Lúcia de Arruda; MARTINS, Maria Helena Pires. Filosofando: Introdução à Filosofia. São Paulo: Moderna, 1993. CHAUÍ, Marilena. Convite à Filosofia. São Paulo: ed. Ártica, 1999. GAARDER, Jostein. “O Mundo de Sofia: Romance da História da Filosofia”. São Paulo: Cia. das Letras, 1998. MARCONDES, Danilo. Iniciação à História da Filosofia: dos Pré- Socráticos a Wittgenstein. Jorge ZaharEd. Rio de Janeiro 2001. REALE, Giovanni/ANTISERI, Dario. História da Filosofia: Antiguidade e Idade Média.Ed. Paulinas, São Paulo 1990.

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