Aula 04 - MIPP

526 visualizações

Publicada em

Faculdade Pitágoras em Linhares/ES - 2010

Publicada em: Engenharia
0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
526
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
2
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
2
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Aula 04 - MIPP

  1. 1. METODOLOGIA E A UNIVERSIDADE
  2. 2. • O que é metodologia científica? • Que relação tem entre a ciência e a metodologia? • Qual a sua importância para o universitário?
  3. 3. • Metodologia científica é a disciplina que confere os caminhos necessários para o auto-aprendizado em que o aluno é sujeito do processo, aprendendo a pesquisar e a sistematizar o conhecimento obtido.
  4. 4. Conceituação: • Metodologia corresponde a um conjunto de procedimentos a serem utilizados na obtenção do conhecimento. É a aplicação do método, através de processos e técnicas, que garante a legitimidade do saber obtido.
  5. 5. • Ciência: Forma especial de conhecimento da realidade empírica. É Um conhecimento racional, metódico e sistemático, capaz de ser submetido à verificação.Busca o conhecimento sistemático do universo. Não é produto de um processo meramente técnico, mas do espírito humano.
  6. 6. • Metodologia: Estuda; Descreve(os métodos) Explica, Interpreta, compreende e Avalia. • Método: Forma ordenada de proceder ao longo de um caminho. Conjunto de processos ou fases empregadas na investigação científica.
  7. 7. • Processo: Corresponde a dinamização do caminho do método. Constitui-se normalmente a ação obtida através da aplicação de normas é técnicas na busca de um determinado fim. • Técnica: Representam a maneira de atingir um propósito bem definido, a partir de uma orientação básica dada pelo método.
  8. 8. Objetivos específicos da Metodologia Científica • Análise das características essenciais que permitem distinguir Ciência de outras formas de conhecer, enfatizando o método científico e não o resultado. • Análise das condições em que o conhecimento é cientificamente construído abordando o significado de postulados e atitudes da ciência hoje.
  9. 9. • Oportunidade especiais para o aluno comportar-se cientificamente , levantando e formulando problemas, coletando dados para responder aos questionamentos e analisando e interpretando-os e comunicando os resultados; • Capacitação do aluno para que ele leia criticamente a realidade e produza conhecimentos;
  10. 10. • Vetor de informações e referências para a montagem formal e substantivas de trabalhos científicos: resenhas, monografias, artigos científicos, seminários, etc.; • Fornecimento de processos facilitadores à adaptação do aluno, integrando-o à universidade, minimizando suas dificuldades e apreensões quanto às formas de estudar e, consequentemente, de encontrar os meios de extrair o maior proveito do estudo.
  11. 11. • Mesmo quando não podemos aplicá-lo com todo o seu rigor e minudências, quem domina o método tem uma disciplina superior no pensar e no questionar. Quem entendeu bem a lógica do método científico, adquiriu uma das competências mais poderosas que se pode adquirir na escola. Valeu o esforço, mesmo para quem nunca vá realizar uma pesquisa científica em toda a sua vida.
  12. 12. Análise dos tipos de conhecimentos Popular Filosófico Religioso Científico Valorativo Valorativo Valorativo Real(factual) Reflexivo Racional Inspiracional Contingente Assistemático Sistemático Sistemático Sistemático Falível Infalível Infalível Falível Inexato Exato Exato Aproximadam ente Exato
  13. 13. Conhecimento Religioso • O conhecimento Religioso supõe e exige a autoridade divina; nela se fundamenta e só a ela atende.
  14. 14. Conhecimento Empírico É o conhecimento popular (vulgar), guiado somente pelo que adquirimos na vida cotidiana ou ao acaso, servindo-nos da experiência do outro, às vezes ensinando, às vezes aprendendo, num processo intenso de interação humana e social.
  15. 15. Conhecimento Filosófico É fruto do raciocínio e da reflexão humana. É o conhecimento especulativo sobre fenômenos, gerando conceitos subjetivos. Busca dar sentido aos fenômenos gerais do universo, ultrapassando os limites formais da ciência.
  16. 16. Conhecimento Filosófico Portanto o conhecimento filosófico é caracterizado pelo esforço da razão pura para questionar os problemas humanos e poder discernir entre o certo e errado, unicamente recorrendo às luzes da própria razão humana. “O homem é a ponte entre o animal e o além-homem” (Friedrich Nietzsche)
  17. 17. Conhecimento Científico É o conhecimento real e sistemático, próximo ao exato, procurando conhecer além do fenômeno em si, as causas e leis. Por meio da classificação, comparação, aplicação dos métodos, análise e síntese, o pesquisador extrai do contexto social, ou do universo, princípios e leis que estruturam um conhecimento rigorosamente válido e universal.
  18. 18. O poder, os limites e os abusos da ciência Quanto maior o papel da ciência no mundo moderno, quanto maior o seu prestígio, mais sérios são os perigos de que se confunda ciência com outras atividades ou áreas do conhecimento. Isso porque, no fundo, todos querem a credibilidade da ciência. Portanto, é preciso aprender a separar aquilo que é boa ciência do que é outra coisa.
  19. 19. • Mas há outras áreas em que o rigor também é exigido, como a teologia ou a ética. Porque o critério de certo ou errado não é o exame sistemático do mundo real, obedecendo a fórmulas rígidas.
  20. 20. A ciência só trata com a realidade observável. Se não é algo que se possa vislumbrar a possibilidade de observar ou medir, não é assunto da ciência. Por isso, religião não é ciência.
  21. 21. Finalmente, a ciência tem objetivos práticos. Ainda que isso não deva interferir na condução da pesquisa, em última análise, a ciência perde sentido se não permitir a compreensão de fenômenos cujo domínio é útil para a humanidade.
  22. 22. O processo científico tem mania de eficiência • As Fases: Classificação e Analítica • Economia na formulação do princípio ou generalização científica; • Produz a “função econômica”; • A busca necessária da eficiência permite separar os métodos da ciência daquelas usadas em outras áreas.
  23. 23. • Estabelecimento de uma língua franca; • Trabalho em equipe; • Divulgação do todo; • Rigor na linguagem; • Clareza e objetividade; • Controlar as condições sob as quais elas são feitas; • Controlar a precisão; • Medir o erro;
  24. 24. • Para que uma pesquisa ou indagação a respeito de um problema do mundo real possa ser considerada científica, ou de caráter científico, é necessário um limiar de controle sobre os métodos de observação. Na prática, isso requer métodos sistemáticos e estruturados de observação, bem como uma preocupação com a avaliação não apenas da variável, mas do erro contido em sua observação.
  25. 25. Em suma, a ciência requer uma linguagem por vezes hermética para seu desenvolvimento. Não é um capricho ou forma de refúgio intelectual, ma suas grandes idéias sempre podem ser traduzidas de forma a serem compreendidas por pessoas de outras áreas e sem o uso do jargão.
  26. 26. Método e técnica • Veja como Lakatos e Marconi (2003, p. 85) o definem: [...] o método é um conjunto das atividades sistemáticas e racionais que, com maior segurança e economia, permite alcançar o objetivo – conhecimentos válidos e verdadeiros –, traçando o caminho a ser seguido, detectando erros e auxiliando as decisões do cientista.
  27. 27. Aspectos do Método Científico: • sua aplicação de modo generalizado, denominada método geral; • sua aplicação de forma particular, ou, relativamente, a uma situação do questionamento científico, denominada método específico.
  28. 28. Importância do Método • Confere segurança; • Fator economia;
  29. 29. Classificação dos Métodos Dentre os métodos mais usuais para o desenvolvimento e a ordenação do raciocínio, Bastos e Keller (2002, p. 84-85) destacam: -Indução; -Dedução; -Hipotético –dedutivo; -Dialético; -Fenomenológico;
  30. 30. Técnicas • A técnica da pesquisa trata dos procedimentos práticos que devem ser adotados para realizar um trabalho científico, qualquer que seja o método aplicado, é o que escreve Miranda Neto (2005, p. 39). A técnica serve para registrar e quantificar os dados observados, ordená-los e classificá-los. A técnica, especifica como fazer (OLIVEIRA, 2002, p. 58).
  31. 31. • Para a realização de uma pesquisa, é necessário o uso de técnicas adequadas, capazes de coletar dados suficientes, de modo que dêem conta dos objetivos traçados, quando da sua projeção. Para determinar o tipo de instrumento, é necessário observar o que será estudado, a que irá reportar.
  32. 32. • As técnicas a serem utilizadas para a coleta de dados, podemos destacar: – Questionário; – Entrevista; – Observação; – Discussão em grupo; – Mensuração (técnicas estatísticas)
  33. 33. Diferença entre Método e Técnica • Vale a pena salientar que métodos e técnicas se relacionam, mas são distintos. O método é um conjunto de etapas ordenadamente dispostas, destinadas a realizar e antecipar uma atividade na busca de uma realidade; enquanto a técnica está ligada ao modo de se realizar a atividade de forma mais hábil, mais perfeita. [...] O método se refere ao atendimento de um objetivo, enquanto a técnica operacionaliza o método.
  34. 34. Qualidades pessoais do pesquisador • Conhecimento do assunto a ser pesquisado; • Curiosidade; • Criatividade; • Integridade intelectual; • Sensibilidade social; • Imaginação disciplinada; • Perseverança e paciência; • Confiança na experiência.
  35. 35. Classificação das pesquisas • Formas clássicas de classificação: – Do ponto de vista da sua natureza: • Básica ou Aplicada – Do ponto de vista da forma de abordagem do problema: • Quantitativa ou Qualitativa – Do ponto de vista de seus objetivos: • Exploratória, Descritiva ou Explicativa – Do ponto de vista dos procedimentos técnicos: • Pesquisa Bibliográfica, Pesquisa Documental, Pesquisa Experimental, Levantamento,Estudo de caso, Pesquisa Expost-Facto, Pesquisa-Ação e Pesquisa Participante
  36. 36. Do ponto de vista da sua natureza • Pesquisa Básica: objetiva gerar conhecimentos novos úteis para o avanço da ciência sem aplicação prática prevista. Envolve verdades e interesses universais • Pesquisa Aplicada: objetiva gerar conhecimentos para aplicação prática dirigidos à solução de problemas específicos. Envolve verdades e interesses locais
  37. 37. Do ponto de vista da forma de abordagem do problema • Pesquisa Quantitativa: considera que tudo pode ser quantificável, o que significa traduzir em números opiniões e informações, para classificá-las e analisá-las. Requer o uso de recursos e de técnicas estatísticas percentagem, média, moda, mediana, desvio-padrão, coeficiente de correlação, análise de regressão, etc.). • Pesquisa Qualitativa: considera que há uma relação dinâmica entre o mundo real e o sujeito, isto é, um vínculo indissociável entre o mundo objetivo e a subjetividade do sujeito que não pode ser traduzido em números. A interpretação dos fenômenos e a atribuição de significados são básicas no processo de pesquisa qualitativa. Não requer o uso de métodos e técnicas estatísticas. O ambiente natural é a fonte direta para coleta de dados e o pesquisador é o instrumento-chave. É descritiva. Os pesquisadores tendem a analisar seus dados dedutivamente e indutivamente. O processo e seu significado são os focos principais de abordagem.
  38. 38. Do ponto de vista de seus objetivos • Pesquisa Exploratória: visa proporcionar maior familiaridade com o problema com vistas a torná-lo explícito ou a construir hipóteses. Envolve levantamento bibliográfico; entrevistas com pessoas que tiveram experiências práticas com o problema pesquisado; análise de exemplos que estimulem a compreensão. Assume, em geral, as formas de Pesquisas Bibliográficas e Estudos de Caso.
  39. 39. • Pesquisa Descritiva: visa descrever as características de determinada população ou fenômeno ou o estabelecimento de relações entre variáveis. Envolve o uso de técnicas padronizadas de coleta de dados: questionário e observação sistemática. Assume, em geral, a forma de Levantamento.
  40. 40. • Pesquisa Explicativa: visa identificar os fatores que determinam ou contribuem para a ocorrência dos fenômenos. Aprofunda o conhecimento da realidade porque explica a razão, o “porquê” das coisas. Quando realizada nas ciências naturais, requer o uso do método experimental, e nas ciências sociais requer o uso do método observacional. Assume, em geral, a formas de Pesquisa Experimental e Pesquisa Expost-facto.
  41. 41. Fonte dos dados Campo: • Onde acontece o fato/fenômeno/processo • Coleta de dados e observação do fato/fenômenos/ processo in natura • Formas: • Observação direta; • Levantamento; • Estudo de caso
  42. 42. • Laboratório: • Caracterizada por: • Interferir artificialmente na produção do fato/ fenômeno/processo OU • Artificializar o ambiente ou os mecanismos de percepção para que o fato/fenômeno/processo seja produzido/percebido adequadamente “Estímulos” “Cenários” • Permite: • Estabelecer padrão desejável de observação • Captar dados para descrição e análise • Controlar o fato/fenômeno/processo
  43. 43. • Pesquisa Bibliográfica “A Pesquisa bibliográfica é fundamentada nos conhecimentos de biblioteconomia, documentação e bibliografia; sua finalidade é colocar o pesquisador em contato com o que já se produziu a respeito do seu tema de pesquisa.” (PÁDUA, 2004) • Requer conhecimento de termos técnicos e sinônimos • Imprescindível para qualquer pesquisa científica • Registrar e organizar os dados bibliográficos referentes aos documentos obtidos e empregados na pesquisa científica • Objetivos: desvendar, recolher e analisar as principais • contribuições sobre um determinado fato, assunto ou idéia.
  44. 44. • Pesquisa Bibliográfica (cont.) • Bibliografia • “É o conjunto de obras derivadas sobre determinado assunto, escritas por vários autores, em épocas diversas, utilizando todas ou parte das fontes.” (SALOMON, 1974) • Referência bibliográfica • Descrição precisa da fonte de informação, utilizando-se de normas específicas, a exemplo de: • Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT • International Standard Organization – ISO • Vancouver (Comitê Internacional de Editores de Revistas Médicas – requesitos uniformes para originais submetidos à revistas biomédicas)
  45. 45. Do ponto de vista dos procedimentos técnicos
  46. 46. Pesquisa Experimental • Consiste em experimentar, fazer experiência • Fato/fenômeno/processo da realidade é reproduzido de forma controlada, com objetivo de descobrir os fatores que o produzem ou que por ele sejam produzidos • Experimentos são geralmente feitos por amostragem – conjunto significativo que compõem a amostra • Os resultados válidos para uma amostra, por indução, são válidos também para o universo
  47. 47. Ex-post-facto (a partir de depois do fato) • Investigação sistemática e empírica • O pesquisador não tem controle direto sobre as variáveis independentes, porque: • já ocorreram suas manifestações • são intrinsecamente não manipuláveis. • São feitas inferências sobre as relações entre variáveis em observação direta, a partir da variação concomitante entre as variáveis independentes e dependentes.
  48. 48. Levantamento • Caracteriza-se pela interrogação direta das pessoas, cuja • opinião se quer conhecer. • Procedimento útil para pesquisas exploratórias e descritivas. • Etapas: • Seleção da amostra • Aplicação de questionários, formulários ou entrevista • Tabulação dos dados • Análise com auxílio de ferramentas estatísticas • Vantagens: conhecimento direto da realidade; • quantificação; economia e rapidez • Limitações: ênfase nos aspectos perspectivos; pouca profundidade; limitada apreensão do processo de mudança
  49. 49. Estudo de caso • Estudo aprofundado e exaustivo de um ou de poucos objetos, de maneira a permitir o seu conhecimento amplo e detalhado. • É adequado para: • Explorar situações da vida real; • Descrever a situação do contexto em que está sendo feita determinada investigação; • Explicar as variáveis causais de determinado fenômeno em situações muito complexas
  50. 50. Pesquisa Documental • Documento • “Qualquer suporte que contenha informação registrada, formando uma unidade, que possa servir para consulta, estudo ou prova. Inclui impressos, manuscritos, registros audiovisuais e sonoros, imagens, sem modificações, independentemente do período decorrido desde a primeira publicação. (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6023, 2000) • Ênfase para fontes de informações ainda não publicadas, que não receberam tratamento analítico ou não foram organizadas: • Relatórios de empresas • Correspondência pessoal ou comercial • Registros em igrejas, hospitais, etc. • Fotografias • Obras originais de qualquer natureza
  51. 51. Pesquisa-ação • “Pesquisa-ação é um tipo de pesquisa social com base empírica que é concebida e realizada em estreita associação com uma ação ou com a resolução de um problema coletivo e no qual os pesquisadores e os participantes representativos da situação ou problema estão envolvidos de modo cooperativo ou participativo.” (THIOLLENT, 1986, p.14) • Indicada quando há interesse coletivo na resolução de um problema ou suprimento de uma necessidade • Envolvimento participativo ou cooperativo dos pesquisadores e demais participantes no trabalho de pesquisa • Utiliza-se de outros procedimentos já descritos, tais como pesquisa bibliográfica, experimentos, etc.
  52. 52. BIBLIOGRÁFICA • Quando elaborada a partir de material já publicado, constituído principalmente de livros, artigos de periódicos e atualmente com material disponibilizado na Internet.
  53. 53. Exemplos de Pesquisa • Pinga-se uma gota de ácido numa placa de metal para observar o resultado Saber quais os hábitos alimentares de uma comunidade específica Pesquisa Experimental • Saber como se desenvolveu o estudo do câncer de mama no Brasil Pesquisa Bibliográfica (Exploratória) • Saber como os peixes respiram Pesquisa Exploratória
  54. 54. • Saber o que é a Neutralidade Científica Pesquisa Teórica (Descritiva) • Saber de que forma se deu a Proclamação da República brasileira Pesquisa Histórica (Descritiva) • Saber quais os hábitos alimentares de uma comunidade específica Pesquisa Social (Descritiva)
  55. 55. Definição, junto ao cliente, do problema a ser investigado Definição dos objetivos da pesquisa, que subsidiam a elaboração do questionário e/ou roteiro da discussão em grupo ou entrevista individual em profundidade Definição do público-alvo da pesquisa Definição do tipo de pesquisa a ser utilizada Pesquisa quantitativa Pesquisa qualitativa
  56. 56. Definição da técnica a ser utilizada: grupo de discussão e/ou entrevista individual em profundidade Seleção da amostra Realização de reuniões (grupo de discussão) e/ou entrevistas individuais em profundidade Transcrição literal e/ou gravação das entrevistas Levantamento de incidentes críticos Análise Definição do tipo de coleta de dado Definição do plano amostral Elaboração do questionário ou formulário Realização do pré-teste Tabulação dos dados Elaboração do relatório estatístico
  57. 57. Relatórios conclusivos Tomada de decisão Novas pesquisas Pesquisa encerrada Etapa concluída de uma pesquisa continuada
  58. 58. Pesquisas Quantitativas Pesquisas Qualitativas Objetivo Subjetivo Testa a Teoria Desenvolve a Teoria Uma realidade: o foco é conciso e limitado Múltiplas realidades: o foco é complexo e amplo Redução, controle, precisão Descoberta, descrição, compreensão, interpretação partilhada Mensuração Interpretação
  59. 59. O pesquisador mantém distância do processo O pesquisador participa do processo Sujeitos Participantes Independe do contexto Depende do contexto Teste de hipóteses Gera idéias e questões para pesquisa O raciocínio é lógico e Indutivo O raciocínio é dialético e indutivo Estabelece relações, causas Descreve os significados, descobertas
  60. 60. Mecanicista: partes são iguais ao todo Organicista: o todo é mais do que as partes Possibilita análises estatísticas Possibilita narrativas ricas, interpretações individuais Os elementos básicos da análise são os números Os elementos básicos da análise são palavras e idéias
  61. 61. Busca generalizações Busca particularidades Preocupa-se com as quantidades Preocupa-se com a qualidade das informações e respostas Utiliza instrumentos especifícos Utiliza a comunicação e observação
  62. 62. Pesquisa Pesquisa qualitativa Pesquisa quantitativa Estatística
  63. 63. Pesquisa quantitativa Uma base para compreender os aspectos de ligação entre estes campos de conhecimento indutivo dedutivo condições gerais conclusões particulares condições particulares conclusões gerais
  64. 64. Pesquisa quantitativa Pensamento indutivo Tem por objetivo levar a conclusões mais amplas do que as premissas que lhes deram origem Tem 3 elementos fundamentais – observação dos fenômenos; descoberta (ou não) de relação entre eles; generalização da relação
  65. 65. Pesquisa quantitativa Pensamento indutivo Principais inferências: • da amostra p/a população • da população p/a amostra (desta mesma população) • da amostra p/a amostra
  66. 66. Pesquisa quantitativa Pensamento indutivo C o m o garantir que as generalizações são confiáveis? Quem garante que os resultados do meu experimento/pesquisa podem ser generalizados? A Estatística !
  67. 67. Pesquisa quantitativa Estatística Por meio de diversas técnicas matemáticas, foram criados e desenvolvidos os chamados “testes de hipótese”, cuja função é identificar a probabilidade de uma determinada hipótese ser aceita ou rejeitada.
  68. 68. Pesquisa quantitativa “uma ferramenta para o pensamento e para a prática da ciência; um meio e não um fim” Estatística descritiva inferencial testa hipóteses “tira” conclusões organiza dados descreve frequências
  69. 69. Estatística amostras experimentos Ensaios clínicos e laboratoriais Estudos populacionais/sociais/ epidemiológicos
  70. 70. A abordagem estatística na pesquisa quantitativa Problema Planejamento amostral Aplicação do Questionário Tabulação dos Dados Discussão dos Resultados Análise estatística Planejamento e redação do Questionário
  71. 71. Técnicas de coleta de dados • Indireta – Pesquisa documental Obtida de fontes primárias – Pesquisa bibliográfica Obtida de fontes secundárias • Direta – Observação – Entrevista – Questionário – Formulário – Medidas de opinião e atitudes Dados obtidos pela própria pesquisa, em geral no momento e/ou local em que ocorre
  72. 72. Técnicas diretas Questionário: “série ordenada de perguntas, respondidas sem interferência do pesquisador;“ • vantagens – economia, alcance, anonimato, comparabilidade, interpretação • desvantagens – incompreensão, não-resposta, distorções do instrumento • sequência operacional: • elaboração • pré-teste • escolha do tipo*(abertas, fechadas) e da ordem de perguntas • avaliação da distorções
  73. 73. Planejamento do questionário “Um questionário deve obedecer a algumas regras básicas onde o principal é que possua uma lógica interna na representação exata dos objetivos e na estrutura de aplicação, tabulação e interpretação.” (RUTHER, 1994). Diretrizes gerais: 1. Identificação de quem está fazendo a pesquisa e objetivos da mesma, seja por entrevista pessoal ou autopreenchimento 2. Diagramação do questionário (“lay-out”)
  74. 74. Planejamento do questionário Tamanho da amostra Tamanho da amostra Precisão estatística Precisão estatística EEssttuuddoo ppiilloottoo Validação do questionário Validação do questionário
  75. 75. Redação das questões Algumas recomendações: Seja breve e use linguagem simples Evite ambigüidade Ex.: Como você achou o último emprego? Resp.: Muito interessante e agradável. Resp.: Procurando nos jornais. Leve em conta a capacidade da pessoa saber responder com precisão. Ex.: Quando você fez sua última compra de livro? Resp.: Não lembro; Resp.: Acho que foi em ...
  76. 76. Uma questão bem elaborada deve conter um só conceito. Evite questões do tipo: Ex.: O atendente lhe ouviu e realizou sua transação num curto espaço de tempo? ( ) sim ( ) não Não seja indutivo, respeite sempre o ponto de vista do respondente. Ex.: Você acha que o comércio deve abrir aos domingos, dia normal de descanso do trabalhador? Leve em conta as convenções sociais questões pessoais, embaraçosas ou que reflitam prestígio (sexo, drogas, idade, estado de saúde, salário, bens, religião, etc).
  77. 77. Seja claro nas perguntas sobre freqüência. Seja cuidadoso sobre a tendência à aquiescência (tendência a concordar com o entrevistador).
  78. 78. Aplicação do questionário TTrreeiinnaammeennttoo RRaappiiddeezz Confiabilidade dos dados Confiabilidade dos dados PPeessqquuiissaa ddee ccaammppoo
  79. 79. Tabulação dos Dados Observação importante: Crítica dos dados; Tecnologia computadorizada;
  80. 80. Análise Estatística • Medidas de tendência central; • Medidas de dispersão; • Correlação e Regressão; • Testes de hipóteses.
  81. 81. Apresentação dos Dados • Tabelas: Séries históricas; geográficas e específicas. • Gráficos: Setorial, tendência, barras e colunas, pictogramas, histograma, etc. • Relatórios;

×