Apresentação 6 adesão ao tratamento

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Apresentação 6 adesão ao tratamento

  1. 1. ADESÃO AO TRATAMENTO- HIPERTENSÃO ARTERIAL-CASO SERGIO BRITOEAD - Doenças CrônicasDepartamento de Atenção Básica – Ministério da Saúde
  2. 2. O que interfere na aderência aotratamento medicamentoso empacientes em acompanhamentona atenção básica?A falta de adesão ao tratamento anti-hipertensivo continuaconstituindo um dos maiores problemas na área de hipertensãoarterial.Buscar otimizar adesão do indivíduo ao tratamento é portanto umameta primordial no direcionamento das ações da equipe de saúdejunto ao hipertenso.Que intervenções são efetivaspara aumentar a aderência aotratamento medicamentoso?
  3. 3. Considera-se que a aderência ocorrequando a conduta do paciente emtermos de tomar medicamentos, seguirdietas e executar mudanças no estilo devida coincide com a prescrição clínica.Os conceitos de adesão variam muito,mas pode-se definir como “a utilizaçãodos medicamentos prescritos ou outrosprocedimentos em pelo menos 80% deseu total, observando horários, doses,tempo de tratamento”.
  4. 4. A opinião comum de que ospacientes são unicamenteresponsáveis por seguir seutratamento é enganadora ereflete o equívoco maiscomum de como outrosfatores afetam ocomportamento e acapacidade da pessoa emaderir a seu tratamento.Para a OMS, adesão é umfenômeno multidimensionaldeterminado pela interaçãode cinco fatores (Figura 1),denominados como“dimensões”, no qual osfatores relacionados aopaciente são apenas umdeterminante.
  5. 5. A aderência a tratamentos não se restringe a prescreverum medicamento ou uma conduta e imaginar que,mecanicamente, as pessoas seguirão o que está escritoe o que foi falado.Esse seguimento depende muitomais do fato da prática clínicaestar desfocada do médico ecentrada na pessoa, princípiobasilar da medicina.
  6. 6. O aumento da aderência depende muito da melhoria dacomunicação do médico com seu paciente, sobretudo quandoaborda aspectos práticos da condição ou da doença e de seutratamento, assim como aspectos fisiopatológicos e efeitoscolaterais palpáveis do uso de medicamentos.Sugere-se que o profissional aborde os efeitos colaterais, mesmoque o paciente não expresse espontaneamente, e oemprego da expressão efeitos palpáveis pode facilitar acomunicação entre ambos. Além disso, o profissional de saúdedeve reforçar os efeitos benéficos dos tratamentos, mesmoquando surgem efeitos colaterais. Esses efeitos não devem serminimizados, mas se deve demonstrar que é um dos indicadoresdo efeito do tratamento, pois, para o paciente, indicam que otratamento está dando resultados.
  7. 7. Nenhuma intervenção simples é eficaz. Recomenda-se,portanto a combinação de várias estratégias:• informação adequada,• aconselhamento,• auto monitoramento,• lembretes,• reforços periódicos,• terapia familiar,• psicoterapia,• acompanhamento por telefone ,• e outras formas cabíveis para cada caso.
  8. 8. Sugere-se aplicar a escala ROMI periodicamente, que já estávalidada em português pelos estudos de Rosa e colaboradores(2005).A escala ROMI (Rating of Medication Influences - Escala deInfluências em Medicações que pode ser aplicada pelo própriomédico está dividida em duas partes. A primeira é semi-estruturada e aborda questões sobre o estilo de vida, local dotratamento, regime medicamentoso prescrito, atitude dopaciente perante o tratamento, e a postura da família perante acondição clínica e tratamentos e orientações indicadas.A segunda envolve questões sobre as razões de aderência ounão aderência.
  9. 9. Ambas as seções iniciam com uma questão aberta como“Qual a sua motivação primária para tomar a medicação?“ou“ Qual a sua motivação primária para não tomar a medicação?”.Na seqüência, as seções apresentam uma escala de motivos paratomar ou não a medicação, sendo que o paciente atribui um graude influência, ou um “peso”, para cada item; “nenhumainfluência”, “moderada influência” ou “forte influência”pontuando-se respectivamente em 1, 2 ou 3 e 9 em caso de nãoser possível avaliar o grau de influência do item.
  10. 10. Opção semelhante é o método SIMPLE, a partir de revisãonarrativa, em que sugere o uso de abordagem combinada paramelhorar a aderência e para facilitar o acompanhamentoelaborou o seguinte acróstico:S - Simplificação do regime terapêuticoI – Intensificar a oferta dos seus conhecimentos sobre acondição do pacienteM – Modificar crenças e mitos.P – Promover a melhoria da comunicação com pacientes efamiliares.L – Levar em consideração aspectos demográficosE – Evolução da aderênciaDalla MDB ; et al. São Paulo: Associação Médica Brasileira, 2009
  11. 11. Dalla MDB ; et al. São Paulo: Associação Médica Brasileira, 2009
  12. 12. Como foi visto no caso, o paciente Sergio tevedificuldade em aderir ao tratamento propostopela Drª Lais, com o uso de anti-hipertensivos.Continue lendo o caso e verifique comoocorreu a aplicação do método SIMPLE pelamédica direcionada ao paciente.
  13. 13. BIBLIOGRAFIA1. Dalla MDB ; STEIN, A. T. ; Castro-Filho ED ; Lopes AC ; MeloNR ; Virmond MCL . Aderência a TratamentoMedicamentoso. São Paulo: Associação MédicaBrasileira, 2009 (Elaboração de Diretrizes Clínicas).2. GUSMÃO J. L, MION J. D. Adesão ao tratamento –conceitos. Rev. Bras. Hipertens, São Paulo, v.13, n.1, p. 23-25, janeiro 20063. OMS- Organização Mundial da Saúde. Adherence tolong-term therapies- evidence for action, 2003

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