Apresentação 5 prevenção quaternária

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Apresentação 5 prevenção quaternária

  1. 1. Curso “Doenças Crônicas nas Redes de Atenção à Saúde” Ministério da Saúde
  2. 2. Relembrando os níveis de prevenção: Primária Secundária Terciária Quaternária
  3. 3. Prevenção primária É o conjunto de atividades que visam evitar ou remover a exposição de um indivíduo ou de uma população a um fator de risco ou agente causal antes que se desenvolva um mecanismo patológico. Exemplo: Imunizações
  4. 4. Prevenção secundária É aquela que tem como finalidade a detecção de um problema de saúde em um indivíduo ou em uma população numa fase precoce. Exemplo: rastreamento de indivíduos doentes, mas assintomáticos.
  5. 5. Prevenção terciária É aquela que tem como finalidade reduzir os custos sociais e econômicos dos estados de doença na população, por meio da reabilitação, reintegração precoce e da potencializarão da capacidade funcional remanescente dos indivíduos. Exemplo: Tratamento e reabilitação de pessoas com alguma doença.
  6. 6. Origem, conceito e repercussões
  7. 7. Origem da Prevenção Quartenária Proposto por Jamoulle, Médico de Família e Comunidade belga, o conceito de prevenção quaternária almejou sintetizar, de forma operacional e na linguagem médica, vários critérios e propostas para o manejo do excesso de intervenção e de medicalização, tanto diagnóstica quanto terapêutica.
  8. 8. Origem da Prevenção Quaternária Jamoule propôs a prevenção quaternária como um quarto e último tipo de prevenção, não relacionada ao risco de doenças e sim ao risco de adoecimento iatrogênico, ao excessivo intervencionismo diagnóstico e terapêutico e a medicalização desnecessária.
  9. 9. Conceito:Prevenção quaternária foi definida como a detecçãode indivíduos em risco de tratamento excessivo, paraprotegê-los de novas intervenções médicasinapropriadas e sugerir-lhes alternativas eticamenteaceitáveis. (Norman e Tesser, 2009)
  10. 10. Por isso, atenção!!!!!!!!!!!! Frequentemente, existem excessos de medidas preventivas e diagnósticas em assintomáticos e doentes, tanto em adultos como crianças. Nem todas as intervenções médicas beneficiam as pessoas da mesma forma e, quando excessivas ou desnecessárias, podem prejudicá-las.
  11. 11. Neste sentido….. A medicalização de estados pré-doença e de fatores de riscos se torna cada vez mais comum, incluídas as metas para hipertensão, colesterol, osteopenia e obesidade. A perspectiva de comercializar medicações já existentes para pessoas saudáveis expande enormemente o mercado dessas drogas, enquanto aumenta os custos para a sociedade e para os serviços em saúde, além de potencialmente reduzir a qualidade de vida ao converter pessoas saudáveis em pacientes.
  12. 12. Excesso de rastreamento O rastreamento (ou screening) é a realização de testes ou de exames diagnósticos em populações/pessoas assintomáticas, com o objetivo de diagnóstico precoce (prevenção secundária) ou de identificação e controle de riscos, visando como objetivo último reduzir a morbidade e ou a mortalidade da doença, agravo ou risco rastreado.
  13. 13. Risco do excesso de rastreamento Deve-se ter em conta que podem surgir prejuízos em função do fato de pessoas assintomáticas, após a realização do rastreamento, passarem a ser catalogadas como doentes, com as implicações sociais de tais intervenções. Surgem nos rastreamentos os falso- positivos, os efeitos físicos decorrentes do desconforto provocado pelo procedimento diagnóstico, assim como os efeitos psicológicos nas pessoas que, muitas vezes, passam a se sentir doentes simplesmente pela vivência dos atendimentos e exames.
  14. 14. Atenção! A prevenção quaternária impõe uma estrita necessidade de o profissional estar atualizadosobre os estudos científicos de boa qualidade voltados para avaliar a relação risco-benefício dos rastreamentos, o que significa que precisa usar a medicina baseada em evidências, inexoravelmente, para bem embasar, técnica e eticamente, sua decisão de rastrear.
  15. 15. Risco do excesso de tratamento defatores de risco O termo “fator de risco” diz respeito a um aspecto do comportamento pessoal, a uma exposição ambiental ou a uma característica pessoal, biológica ou social em relação à qual existe evidência epidemiológica de que está associada à determinada condição relacionada com a saúde, condição essa que se considera importante prevenir.
  16. 16. Risco do excesso de tratamento defatores de risco O fator de risco não é necessário nem suficiente para que se apresente a enfermidade. O fator de risco é simplesmente algo que se associa estatisticamente à doença, e cuja prevenção diminui a frequência da doença, no entanto, não a exclui.
  17. 17. Risco de excesso de tratamento defatores de riscoCom tal bagagem de erros e imprecisão, o fator de risco se converte em carro-chefe de uma atividade sanitária que vai da saúde pública ao tratamento do paciente.Inclui-se uma grande dose de ideologia preventivista e linguagem moralizante, que se ocultam sob o manto da estatística, em benefício das agendas farmacológicas e comerciais que “combatem” fatores de risco.
  18. 18. Risco de excesso de examescomplementaresAs características técnicas dos testes diagnósticos, como especificidade e sensibilidade, devem ser considerados no momento da decisão de solicitar ou não determinado exame.Dessa forma, evita-se a avalanche de exames complementares, muitos deles pedidos desnecessariamente, que poderão acarretar mais prejuízos que benefícios, como falsos positivos, achados casuais, situações limítrofes, desvios do raciocínio clínico etc.
  19. 19. Risco de excesso de examescomplementares.Os profissionais de saúde, em geral, tendem a solicitar mais exames complementares do que o necessário.E foi isso que aconteceu na história do caso Joana!Para saber quais exames são realmente necessários para a situação apresentada, acesse os outros casos desse curso!
  20. 20. Bibliografia Almeida, Lúcio M. Da prevenção primordial à prevenção quaternária. Prevenção em saúde, vol. 23 nº 1, jan-jun/2005. Norman, AH. Tesser, CD. Prevenção quaternária na atenção primária à saúde: uma necessidade do Sistema Único de Saúde. Cadernos de Saúde Pública, 25 (9):2012-2020, set/2009.

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