Obesidade e DislipidemiasCurso “Doenças Crônicas nas Redes de Atenção à                   Saúde”             Ministério da...
Obesidade                                  Doença Crônica                                   Multifatorial                 ...
Fatores de risco para a Obesidade
Etiologia da Obesidade                                   Genéticos                  Comportamentais               Sociais ...
Classificação Etiológica da Obesidade         Obesidade genética              Obesidade causada por inatividade        Aut...
Obesidade e os ciclos da vida* Baixo peso ao nascer: associação com o desenvolvimento de hiperfagia,obesidade, resistência...
Idade Adulta                              Fatores Associados* Ganho de peso gestacional* Número de filhos* Duração da amam...
DiagnósticoNutricional
Avaliação do indivíduo com obesidade—      Anamnese: Atenção no registro dos detalhes      deve conter as seguintes infor...
Avaliação Clínica e Bioquímica—  Verificação de sinais de deficiência de micronutrientes;—  Avaliação dos resultados de ...
Avaliação Antropométrica    Quadro 1. Classificação do estado nutricional de     adultos segundo o índice de massa Corpora...
Avaliação Antropométrica      —  Quadro 2. Classificação do estado nutricional de        idosos segundo o índice de massa...
Vantagens/Desvantagens IMC       Vantagens                                    Desvantagens                                ...
Distribuição da gordura corporal          Circunferência                        Medida antropométrica melhor            da...
Como medir?1.  Tire a camisa e afrouxe o cinto2.  Posicione a fita métrica entre a   borda inferior das costelas e a   bor...
Avaliação Antropométrica    Inexiste um único método de avaliação nutricional capaz de diagnosticar com              preci...
Obesidade e outras da DANT
Excesso de peso e Doenças Crônicas              5° maior fator                de risco de               mortalidade       ...
Obesidade e Doenças Crônicas                             Acidente VascularApnéia do sono                   CerebralCálculo...
Obesidade e Saúde Mental—  Distúrbios psicológicos                                        Associados ao excesso de—  Dep...
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Dislipidemias                          Dislipidemias      Modificações no metabolismo lipídico desencadeiam    alterações ...
Obesidades e Dislipidemias  Crianças: Associação positiva entre incidência de obesidade e de                          disl...
Lipídeos sanguíneos                 Formam a estrutura básica das membranas celulares Fosfolípides      Juntamente com o c...
Etiologia das Dislipidemias                                   Primárias     Classificação genotípica                   Cla...
Outros Fatores de risco para asDislipidemias   Hábitos                         alimentares                        inadequa...
Terapia Nutricional da      Obesidade
Aconselhamento em saúdeAconselhamento em Saúde           Relação de confiança entreos interlocutores è possibilitar que o...
Aconselhamento nutricional                Aconselhamento nutricional  —  Análise do problema alimentar em seu contexto   ...
Aconselhamento nutricional               Efetividade do aconselhamento nutricional                                        ...
Diagnóstico Nutricional     —  Deve ser realizado com base na análise conjunta de todas as                    informações...
Objetivos do tratamento Nutricional—  Promover balanço energético negativo;—  Para indivíduos com o IMC > 30 kg/m²: redu...
Objetivos do tratamento Nutricional—  A redução de 1 kg de massa corporal leva à redução de 1,2  a 1,6 mmHg na pressão ar...
Intervenção Nutricional—  As intervenções podem ser:  —  Específicas e individualizadas;  —  Em grupos: utilizando a me...
Intervenção Nutricional—  Objetivos quantificáveis facilitam o entendimento do paciente e posterior avaliação da adesão a...
Planejamento da intervenção                       nutricional      —  MACRONUTRIENTES      Ø  Carboidratos : 55 a 60% do...
Planejamento da intervenção                      nutricional    —  MACRONUTRIENTES    Ø  Proteínas: 15 a 20% do VET;    ...
Planejamento da intervenção                      nutricional    —  MACRONUTRIENTES    Ø  Lipídios: 20 a 25% do VET      ...
ÁCIDOS GRAXOS DA DIETA—  Ácidos Graxos Saturados (AGS)  —  Aumentam o risco de doença cardiovasculares,      incluindo d...
Fontes:                                              Óleos vegetais (Oliva e canola);                                     ...
Planejamento da intervenção             nutricional—  MICRONUTRIENTES —  Conforme recomendação da Diet Reference  Intake...
Outras recomendações—  Realizar pelo menos 3 refeições e 2 lanches saudáveis    diariamente;—  Consumir diariamente 3 po...
Outras recomendações—  Orientar os usuários com relação ao planejamento da  alimentação cotidiana;  Ø Exemplos de cardáp...
Cirurgia bariátrica
Cirurgia bariátricaIndicações—  Indivíduos que apresentem IMC ≥50 Kg/m²;—  Indivíduos que apresentem IMC ≥40 Kg/m², com ...
Cirurgia BariátricaPós-operatório        manutenção de dietas comrestrição calórica     Podendo levar a distúrbiosmetabóli...
Cirurgia bariátricaContra indicações para cirurgia bariátrica—  Presença de quadros psicóticos ou demências graves ou mod...
DIFICULDADES NO TRATAMENTO        DA OBESIDADE
Dificuldades no TratamentoIndivíduo                  Sofrimentoobeso                      Psicológico                     ...
Dificuldades no Tratamento—  Indivíduos obesos à subestimam a quantidade de energia ingerida è 70% dos obesos informam ...
Terapia nutricional  da dislipidemia
Hipercolesterolemia—  Reduzir o consumo de alimentos fontes de gorduras  saturadas:  —  Carnes gordurosas  —  Pele de a...
Hipertrigliceridemia—  TERAPÊUTICA NUTRICIONAL—  Dieta hipocalóricaè Redução ponderal            Terapia mais eficaz na...
Hipertrigliceridemia—  Controle da hiperglicemia;—  Restrição total do consumo de álcool;—  Incentivo à prática de exer...
Proteínas da soja—  Ingestão de 25 gramas/dia pode reduzir o colesterol    plasmático (-6% do LDL-C).—  Dados disponívei...
Antioxidantes—  Podem potencialmente estar envolvidos na prevenção da aterosclerose por inibirem a oxidação da LDL, reduz...
Considerações finais—  Embora o tema abordado seja discutido amplamente, ainda    persistem muitos desafios à prevenção e...
Referências Bibliográficas—  BRASIL. Ministério da saúde. Secretaria de vigilância em Saúde. Secretaria de      gestão Es...
Referências Bibliográficas—  DUCHINI, L.; JORDÃO, A.A.; BRITO, T.T.;DIEZ GARCIA, R.W. Avaliação e   monitoramento do esta...
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Apresentação 2 obesidade e dislipidemias

  1. 1. Obesidade e DislipidemiasCurso “Doenças Crônicas nas Redes de Atenção à Saúde” Ministério da Saúde
  2. 2. Obesidade Doença Crônica Multifatorial Balanço Energético positivo Acúmulo Excessivo de Gordura Definida em termos de excesso de peso ÍNDICE DE MASSA CORPORAL (IMC)BRASIL (2006); BRESSAN & HERMSODRFF (2008); CARVALHO et al (2009) ;
  3. 3. Fatores de risco para a Obesidade
  4. 4. Etiologia da Obesidade Genéticos Comportamentais Sociais Metabólicos CulturaisBRASIL (2003;2006;2011)
  5. 5. Classificação Etiológica da Obesidade Obesidade genética Obesidade causada por inatividade Autossômica recessiva física Inatividade forçada Autossômica dominante Inatividade do envelhecimento Ligada ao cromossoma X Obesidade neumendócrina Hipotireoidismo Obesidade causada por desequilíbrio nutricional Síndrome de ovários policísticos Dieta hiperlipídica -gordura saturadaDeficiência do hormônio do crescimento Dieta de confeitaria - carboidratos /fast food Obesidade iatrogênica Tamanho e número de porções Drogas (psicotrópicos e corticóides) Cirurgia hipotalâmica BRESSAN & HERMSDORFF (2008)
  6. 6. Obesidade e os ciclos da vida* Baixo peso ao nascer: associação com o desenvolvimento de hiperfagia,obesidade, resistência insulínica , HAS e DCV Expressão gênicaalterada na deficiência nutricional durante a vida uterina;*Primeiro ano de vida : crescimento do tamanho dos adipócitos(Hipertofria), com pouco aumento do número de células (Hiperplasia) Parece não predispor decisivamente à obesidade na vida adulta* A partir do primeiro ano de vida: forte correlação entre obesidadeinfantil e na vida adulta.* Idoso: alterações fisiológicas próprias do processo de envelhecimento:da massa magra e da massa gorda; Hábitos alimentares e o estilo de vida mantidos ao longo da vida è Principais preditores de obesidade e comorbidades na fase adulta e na idosa. BRESSAN & HERMSDORFF (2008
  7. 7. Idade Adulta Fatores Associados* Ganho de peso gestacional* Número de filhos* Duração da amamentação* Menopausa* Casamento, Viuvez, Separação* Determinadas situações de violência* Fatores psicológicos (estresse, ansiedade, depressão e compulsão alimentar* Alguns tratamentos medicamentosos (psicofármacos e corticóides)* Suspensão do hábito de fumar* Redução drástica de atividade física BRASIL (2006)
  8. 8. DiagnósticoNutricional
  9. 9. Avaliação do indivíduo com obesidade—  Anamnese: Atenção no registro dos detalhes deve conter as seguintes informações: Ø Identificação do paciente: nome, sexo, idade, estado civil, etnia, profissão, residência, e telefone; Ø Queixa principal: motivo pelo qual procurou assistência; Ø História da doença atual: idade de início do excesso de peso tentativas prévias de redução ponderal Ø Doenças preexistentes e medicamentos em uso Ø Identificação de hábitos de vida: atividade física , tabagismo, etc; Ø Avaliação do consumo alimentar habitual BRASIL (2006); CARVALHO et al (200
  10. 10. Avaliação Clínica e Bioquímica—  Verificação de sinais de deficiência de micronutrientes;—  Avaliação dos resultados de exames bioquímicos: Ø  Hemograma completo Ø  Glicemia de jejum Ø  Colesterol total e frações Ø  Triglicérides Ø  TSH e T4 Ø  Creatinina Ø  Ureia Ø  Ácido úrico Atenção: Nem todos os exames acima citados devem ser solicitados a todas as pessoas com obesidade. A solicitação de exames específicos vai depender da presença de outras comorbidades e do histórico clínico da pessoa com obesidade. Você sabe o que é prevenção quaternária? Para saber mais sobre esse assunto, consulte o caso Joana! BRASIL (2006); CARVALHO et al(2009)
  11. 11. Avaliação Antropométrica Quadro 1. Classificação do estado nutricional de adultos segundo o índice de massa Corporal (IMC) IMC (KG/m²) Classificação < 16 Magreza grau III 16 a 16,9 Magreza grau IIFórmula 17 a 18,4 Magreza grau I IMC: 18,5 a 24,9 Eutrofia Peso(altura)² 25 a 29,9 Pré-obeso 30 a 39,9 Obesidade grau I 35 a 39,9 Obesidade grau II ≥ 40 Obesidade grau III Fontes: SISVAN (2004)
  12. 12. Avaliação Antropométrica —  Quadro 2. Classificação do estado nutricional de idosos segundo o índice de massa Corporal (IMC). Índice de Massa Corporal (Kg/m²) ClassificaçãoFórmula IMC: Peso <22 Magreza(altura)² 22 a 27 Eutrofia >27 Sobrepeso Fontes : SISVAN(2004)
  13. 13. Vantagens/Desvantagens IMC Vantagens Desvantagens Baixa correlação com a massa Praticidade corporal magra Não fornece informações Simplicidade de aplicação e sobre composição corporal e interpretação distribuição de gordura corporal Modificações que ocorremBoa correlação com medidas na estatura e composiçãode morbidade e mortalidade corporal no envelhecimento comprometer sua aplicabilidade GIGANTE et al (2008) DUCHINI et al (2010)
  14. 14. Distribuição da gordura corporal Circunferência Medida antropométrica melhor da Cintura relacionada à quantidade de (CC) tecido adiposo visceral (OLINTO et al. 2006) Aferição na menor curvatura localizada entre as costelas e a crista ilíaca (SISVAN, 2004) Quadro 4. Classificação do risco de complicações metabólicas associadas à obesidade em adultos de acordo com a circunferência da cintura (CC). Risco de complicações metabólicas associadas à obesidades Elevado Muito elevado Homem ≥ 94 cm ≥ 102 cm Mulher ≥ 80 cm ≥ 88 cm
  15. 15. Como medir?1.  Tire a camisa e afrouxe o cinto2.  Posicione a fita métrica entre a borda inferior das costelas e a borda superior do osso do quadril3.  Relaxe o abdômen e expire no momento de medir4.  Registre a medida
  16. 16. Avaliação Antropométrica Inexiste um único método de avaliação nutricional capaz de diagnosticar com precisão, isoladamente, alterações do estado nutricional Necessária a realização conjunta de diferentes procedimentos para sua análise Grau de excesso de peso IMCDistribuição da gordura corporal Percentual de gordura corporal Dobras cutâneas Apesar de o IMC não ser bem correlacionado ao percentual de gordura corporal, é o indicador com melhor custo efetividade para avaliar obesidade. DUCHINI et al (2010)
  17. 17. Obesidade e outras da DANT
  18. 18. Excesso de peso e Doenças Crônicas 5° maior fator de risco de mortalidade 44% da 23% da Excesso carga carga de de Peso global de DIC ¹ Diabetes Entre 7 e 41 % da carga de Câncer 1. Doença isquêmica do coração
  19. 19. Obesidade e Doenças Crônicas Acidente VascularApnéia do sono CerebralCálculos biliares aterotromboseEsteatose hepática Refluxo gastroesofágico Hipertensão arterialDiabetes Mellitus sistêmica Infarto agudo do miocárdio Osteoartrose Problemas circulatórios Gota
  20. 20. Obesidade e Saúde Mental—  Distúrbios psicológicos Associados ao excesso de—  Depressão peso—  Distúrbios alimentares—  Imagem corporal distorcida—  Baixa autoestima Prevalência de ansiedade e de depressão é três a quatro vezes maior entre indivíduos obesos ATLANTIS & BAKER (2008); CAVALCANTI et al
  21. 21. DislipidemiasCurso “Doenças Crônicas nas Redes de Atenção à Saúde” Ministério da Saúde
  22. 22. Dislipidemias Dislipidemias Modificações no metabolismo lipídico desencadeiam alterações nas concentrações das lipoproteínas plasmáticas Elevação dos níveis de lipoproteína aterogênicas (LDL, IDL, VLDL, remanescentes de quilomícrons) e/ou Níveis sanguíneos aumentados de triglicérides e/ou Níveis sanguíneos reduzidos de HDL
  23. 23. Obesidades e Dislipidemias Crianças: Associação positiva entre incidência de obesidade e de dislipidemias Prevalência de dislipidemias em turno de 50% em crianças com IMC/ idade maior que percentil 99 Adultos: indivíduos obesos apresentam 1.5 vezes mais propensão ao desenvolvimento de hipercolesterolemia e hipertrigliceridemia em comparação com indivíduos eutróficos. BRASIL(2006)
  24. 24. Lipídeos sanguíneos Formam a estrutura básica das membranas celulares Fosfolípides Juntamente com o colesterol livre e as apolipoproteínas conferem a solubilidade às particulas transporte Precursor dos hormônios esteróides dos ácidos brilhantes e Colesterol da vitamina D Constituintes das membranas – fluidez e ativação de enzimas Três ácidos graxos ligados a uma molécula de glicerolTriglicérides Importantes forma de armazenamento energético tecido adiposo e muscular Saturados , Monoinsaturados ou Poliinsaturados Ácidos graxos Participam na ativação ou na inibição gênica Ligação a fatores de transcrição DUPLUS et al (2000); sbc (2007) ;
  25. 25. Etiologia das Dislipidemias Primárias Classificação genotípica Classificação FenotípicaMonogênicas poligênicasCausas: Defeitos na síntese de LDL,no transporte do retículo plasmático e complexo de Golgi, na ligação aoreceptor, internalização e dissociação da LDL. Causas: Hipotireoidismo, Obesidade, DM, Síndrome Secundárias nefrótica, insuficiência renal crônica, sedentarismo, uso indiscriminado de determinados medicamentos SBC,2001; SBC, 2007;
  26. 26. Outros Fatores de risco para asDislipidemias Hábitos alimentares inadequados Sexo Idade Dislipidemias Ingestão excessiva de gorduras e carboidratos simples Maior prevalência entre as mulheres Aumento da prevalência progressiva com a idade AHA (2001); RIQUE et al (2002) OLIVEIRA & MANCINI FILHO (2005)
  27. 27. Terapia Nutricional da Obesidade
  28. 28. Aconselhamento em saúdeAconselhamento em Saúde Relação de confiança entreos interlocutores è possibilitar que o paciente se reconheça como sujeito de sua própria saúde. Estimular a autonomia Fomentar Identificar reflexões barreiras Mudanças de comportamento BASSICHETTO & REA (20078) GUIDON et al (2009) ; SIQUEIRA et al (2009)
  29. 29. Aconselhamento nutricional Aconselhamento nutricional —  Análise do problema alimentar em seu contexto biopscossociocultural —  Enfrentamento das dificuldades Mudanças permanentes e efetivas nos hábitos de vida RODRIGUES et al (2005)
  30. 30. Aconselhamento nutricional Efetividade do aconselhamento nutricional Suporte Condições Duração Intensidade Social Financeiras Infraestrutura Tempo de Presteza da espera equipe Aspectos potencialmente limitantes SANTOS et al ; RODRIGUES & BOOG (2006)
  31. 31. Diagnóstico Nutricional —  Deve ser realizado com base na análise conjunta de todas as informações escritas anteriormente—  Identificar, junto com o usuário, os aspectos passíveis de modificações e as estratégias necessárias para promoção de sua saúde; —  Abordagem inicial: princípios e orientações básicas—  As metas de emagrecimento devem ser pactuadas junto com o usuário, e o profissional deve reforçar o apoio ao autocuidado. (BRASIL, 2006ª)
  32. 32. Objetivos do tratamento Nutricional—  Promover balanço energético negativo;—  Para indivíduos com o IMC > 30 kg/m²: redução ponderal de 10% do peso atual;Redução de no máximo 0,5 kg por semana (WHO 1996,2004)—  Diminuir os depósitos de gordura abdominal;—  Reduzir o risco de comorbidades associadas ou se já presentes, obter sua estabilização; BRASIL (2006) ; CARVALHO et al (2009)
  33. 33. Objetivos do tratamento Nutricional—  A redução de 1 kg de massa corporal leva à redução de 1,2 a 1,6 mmHg na pressão arterial sistólica e de 1,0 a 1,3 mmHg na pressão arterial diastólica;—  Promoção de hábitos alimentares saudáveis (redução do consumo total de gorduras, de açucares simples e sódio; e aumentar a ingestão de vitaminas, minerais e fibras);—  Incentivo à prática de atividade física; Brasil (2006ª); ABESO (2009); Carvalho et al (2009).
  34. 34. Intervenção Nutricional—  As intervenções podem ser: —  Específicas e individualizadas; —  Em grupos: utilizando a metodologia transteórica e apoio ao autocuidado Esses assuntos serão abordados no caso Samuel!—  É importante oferecer opções de escolhas ao paciente para que ele possa decidir a mais adequada;—  Deve-se considerar a escolaridade, os recursos sociais e econômicos disponíveis ao paciente e sua família, tanto no planejamento quanto na execução das intervenções;
  35. 35. Intervenção Nutricional—  Objetivos quantificáveis facilitam o entendimento do paciente e posterior avaliação da adesão ao tratamento;—  Executar as mudanças aos poucos, na medida em que o sucesso nas primeiras orientações seja atingido;—  Uma vez atingida a meta prioritária, buscar mudanças adicionais. RODRIGUES et al, 2005; MAHAN & ESCOTT-STUMP (2010)
  36. 36. Planejamento da intervenção nutricional —  MACRONUTRIENTES Ø  Carboidratos : 55 a 60% do Valor Energético Total (VET); •  FIBRAS: 20 a 30 g/dia •  Açucares simples: até 10% do VET; •  Atenção especial para a frutose Maior estímulo a síntese de triglicérides em comparação com a glicoseCONSENSO LATINO AMERICANO DE OBESIDADE (1998); BRASIL (2006); FERREIRA et al(2009);
  37. 37. Planejamento da intervenção nutricional —  MACRONUTRIENTES Ø  Proteínas: 15 a 20% do VET; •  Atenção com dietas hipoprotéicas: aumentam os níveis plasmáticos de citocinas pró-inflamatórias (TNFα, IL-1, IL-6) e de proteínas de fase aguda; Dieta indutora de estresse inflamatório •  Dietas hiperprotéicas não são recomendadas;CONSENSO LATINO AMERICANO DE OBESIDADE (1998); FERREIRA et al (2009);
  38. 38. Planejamento da intervenção nutricional —  MACRONUTRIENTES Ø  Lipídios: 20 a 25% do VET •  Ácidos Graxos saturados (AGS): < 7%; •  Ácidos Graxos monoinsaturados (AGM): > 10% •  Ácidos Graxos poliinsaturados (AGP): 10% •  Ácidos Graxos Trans : <1%; •  Colesterol : até 300 mg/dia.CONSENSO LATINO AMERICANO DE OBESIDADE (1998); BRASIL (2006); IOM(2002);
  39. 39. ÁCIDOS GRAXOS DA DIETA—  Ácidos Graxos Saturados (AGS) —  Aumentam o risco de doença cardiovasculares, incluindo doenças coronarianas e AVC; —  Aumenta a lipogênese hepática; —  Aumenta o risco de desenvolvimento de dislipidemias;—  Ácidos Graxos (AG) Trans —  Em comparação com os AGS acarretam maior risco para DCV; —  Também provocam queda de HDL;
  40. 40. Fontes: Óleos vegetais (Oliva e canola); azeitona, abacate, oleaginosas (amendoim, castanhas, nozes, amêndoas) —  Ácidos Graxos monoinsaturados (AGM) —  Melhoria dos níveis de TG; —  Queda do colesterol total; —  Ácidos Graxos Poliinsaturados (AGP) —  Queda da massa de gordura e da hipertrofia dos adipócitos; —  Efeitos positivos sobre CT, LDL e TG; Fontes: Óleos vegetais (soja, canola e linhaça), peixes de águasSBC, 2001;; SBC, 2007,; FAGHERAZZI et al, frias (cavala, sardinha, salmão,2008; arenque).
  41. 41. Planejamento da intervenção nutricional—  MICRONUTRIENTES —  Conforme recomendação da Diet Reference Intake (DRI) para idade e sexo; IOM, 2012;
  42. 42. Outras recomendações—  Realizar pelo menos 3 refeições e 2 lanches saudáveis diariamente;—  Consumir diariamente 3 porções de vegetais;—  Acrescentar leguminosas às refeições;—  Consumir todos os dias 3 porções do grupo do leite è preferir desnatado;—  Consumir diariamente 1 porção de carnes, aves, peixes ou ovos;—  Evitar alimentos ricos em açúcar, sal, gorduras saturas e trans;—  Ingerir 2 litros ou mais de água por dia—  Consumir peixes de 1 a 2 vezes por semana è Reduz o risco de morte coronária em 36%; BRASIL, 2006B;
  43. 43. Outras recomendações—  Orientar os usuários com relação ao planejamento da alimentação cotidiana; Ø Exemplos de cardápios; Ø Receitas saudáveis; Ø Orientação de compra, armazenamento e preparo dos alimentos;—  Podem também ser utilizados nas consultas individuais e nos grupos alguns materiais educativos;—  Finalização da consulta: pequeno resumo do que foi conversado e pactuado —  Momento apropriado para convidar o usuário a participar de atividades em grupo; —  Caso seja necessário apoio especializado, referenciar para outros profissionais. BRASIL, 2006
  44. 44. Cirurgia bariátrica
  45. 45. Cirurgia bariátricaIndicações—  Indivíduos que apresentem IMC ≥50 Kg/m²;—  Indivíduos que apresentem IMC ≥40 Kg/m², com ou sem comorbidades, sem sucesso em tratamento clínico realizado na Atenção Básica e/ou na Atenção Ambulatorial Especializada durante dois anos;—  Indivíduos com IMC > 35 kg/m2 e afetado por comorbidades (doenças agravadas pela obesidade e que melhoram quando a mesma é tratada de forma eficaz) que ameacem a vida, tais como Diabetes Mellitus tipo 2, apneia do sono, Hipertensão Arterial Sistêmica de difícil controle, dislipidemia grave, doença coronariana, doenças articulares degenerativas, sem sucesso no tratamento clínico durante pelo menos dois anos. (BRASIL, 2012)
  46. 46. Cirurgia BariátricaPós-operatório manutenção de dietas comrestrição calórica Podendo levar a distúrbiosmetabólicos como: •  Desidratação; •  Desequilíbrio hidroeletrolítico; •  Hipotensão ortostática; •  Aumento da concentração de ácido úrico; • Carências vitamínicas-minerais; • Até desnutrição energética-protéica. (FARIAS et al., 2006)
  47. 47. Cirurgia bariátricaContra indicações para cirurgia bariátrica—  Presença de quadros psicóticos ou demências graves ou moderadas;—  Uso de drogas ilícitas ou alcoolismo;—  Pacientes com depressão grave e com história recente de tentativa de suicídio,—  Quadros bulímicos que não estejam em acompanhamento;—  Pacientes com doença cardiopulmonar grave e descompensada que influenciem a relação risco-benefício;—  Pacientes com hipertensão portal, com varizes esofagogástricas; doenças imunológicas ou inflamatórias do trato digestivo superior que venham a predispor o indivíduo a sangramento digestivo ou outras condições de risco;—  Portadores de doença endócrina (Síndrome de Cushing decorrente de hiperplasia na suprarrenal não tratada e tumores secretores); (BRASIL, 2012)
  48. 48. DIFICULDADES NO TRATAMENTO DA OBESIDADE
  49. 49. Dificuldades no TratamentoIndivíduo Sofrimentoobeso Psicológico Características do Preconceito seu social comportamento alimentar Discriminação contra obesidade(BERNARDI et al., 2005)
  50. 50. Dificuldades no Tratamento—  Indivíduos obesos à subestimam a quantidade de energia ingerida è 70% dos obesos informam valores fisiologicamente improváveis de energia ingerida;—  Mulheres à sub-relato com ocorre com maior freqüência à maiores pressões culturais e sociais;—  Soluções disponíveis para combater a obesidade são limitadas. (BERNARDI et al., 2005; NONINO-BORGES et al., 2006)
  51. 51. Terapia nutricional da dislipidemia
  52. 52. Hipercolesterolemia—  Reduzir o consumo de alimentos fontes de gorduras saturadas: —  Carnes gordurosas —  Pele de aves —  Leite e derivados integrais; —  Alguns óleos vegetais como de coco e dendê;—  Reduzir o consumo de alimentos ricos em colesterol: —  Frios e embutidos; —  Frutos do mar —  Pele de aves; —  Leite e derivados integrais; SBC (2007)
  53. 53. Hipertrigliceridemia—  TERAPÊUTICA NUTRICIONAL—  Dieta hipocalóricaè Redução ponderal Terapia mais eficaz na redução dos lipídios e das lipoproteínas plasmáticas;—  Adequação no consumo de carboidratos e gordurasIndivíduos com níveis muito elevados de triglicérides devem ingerir no máximo 15% do VET na forma de gordura Restringir o consumo de açúcares simples a 5% do VET SBC (2007)
  54. 54. Hipertrigliceridemia—  Controle da hiperglicemia;—  Restrição total do consumo de álcool;—  Incentivo à prática de exercícios físicos; SBC (2007)
  55. 55. Proteínas da soja—  Ingestão de 25 gramas/dia pode reduzir o colesterol plasmático (-6% do LDL-C).—  Dados disponíveis são contraditórios quanto aos efeitos do TG e HDL;—  Principais fontes de soja na alimentação são: • Óleo de soja; • Molho de soja; • Queijo de soja (Tofu); • Leite de soja; • Feijão de soja (Grãos); • Concentrado protéico de soja • Proteína texturizada de soja (PTS) SBC (2007)
  56. 56. Antioxidantes—  Podem potencialmente estar envolvidos na prevenção da aterosclerose por inibirem a oxidação da LDL, reduzindo sua aterogenecidade;—  Não há evidências de que a suplementação de antioxidantes previnam manifestações clínicas da aterosclerose, portanto não são recomendadas; A alimentação rica em frutas e vegetais diversificados fornece doses apropriadas de substâncias antioxidantes. SBC (2007)
  57. 57. Considerações finais—  Embora o tema abordado seja discutido amplamente, ainda persistem muitos desafios à prevenção e ao controle da obesidade e dislipidemias, assim como de suas complicações em todo o mundo;—  É preciso que o conhecimento se reflita em educação e ação de modo que a questão seja trabalhada de forma ampla e resolutiva;—  Para isso a atualização dos profissionais é essencial, bem como a abordagem multidisciplinar do paciente, o qual deve ser considerado em seu contexto biopsicossocialcultural.
  58. 58. Referências Bibliográficas—  BRASIL. Ministério da saúde. Secretaria de vigilância em Saúde. Secretaria de gestão Estratégica e Participativa. Vigitel Brasil 2011: Vigilância de fatores de risco para doenças crônicas por inquérito telefônico. Brasília. 2011.—  BRASIL. Portaria cirurgia bariátrica. Em consulta pública.2012—  BRESSAN, J; HERMISDOFF, H.H.M. A epidemia da obesidade: a causa, o tratamento e o ambiente.In:MOREIRA, E.A.M.;CHIARELLO, P.G. Atenção Nutricional: dietoterápica em adultos. Rio de Janeiro, RJ. Guanabara Koggan. P. 75-97, 2008.—  CARVALHO, K.M.B.; DUTRA, E.S.;ARAUJO, M.S.N. obesidade e Síndrome metabólica. In: CUPPARI, Lilian. Nutrição na doença crônica não transmissível. Barueri,SP: Manole, p.71-142, 2009.—  CAVALCANTI, C.L. et al. Programa de intervenção nutricional associado a atividade física: discurso de idosas obesas. Ciência & Saúde Coletiva, v.16, n5, p 2383-90, 2011.—  CONSENSO LATINO AMERICANO EM OBESIDADE. Federação latino americana de Sociedade de obesidade. Rio de janeiro, 1998.
  59. 59. Referências Bibliográficas—  DUCHINI, L.; JORDÃO, A.A.; BRITO, T.T.;DIEZ GARCIA, R.W. Avaliação e monitoramento do estado nutricional de pacientes hospitalizados: uma proposta apoiada na opinião da comunidade cientifica. Rev. Nutr.[serial on the internet], v. 23, n. 4, p. 513-522,2010.—  DUPLUS,E.; GLORIAN, E.; FOREST,C. fatty Acid regulation of gene transcription. J. Biol. Chemistry. V.275, n.40,p 30749-52,2000.—  FAGHERAZZI, S.; DIAS, R.J.; BORTOLON, E. Impacto do exercício físico isolado e combinado com dieta sobre os níveis séricos de HDL, LDL, colesterol total e triglicerídeos. Rev Bras Med esporte, v.14, n.4,p.381-6,2008.—  FERREIRA, M.G.; VALENTE, J.G.; GONÇALVES SILVA, R.M.V.; SCHIERI, R. Acurácia da circunferência da cintura e da relação cintura quadril como preditores de dislipidemia em estudo transversal de doadores de sangue de Cuiabá, Mato Grosso, Brasil. Cad. Saúde Publica, v.32, n.2, p.307-314,2006.—  FERREIRA, A.V.M.; ERREIRA, N.L.; BRITO, D.A.A.;BISPO,S.; OLIVEIRA, D.R. Avanços da nutrigemônica. Nutrição em pauta, v.17,p5-10,2009.—  GIGANTE, D.P.;MINTEN,G.C.; HORTA, B.L.;BARROS, F.C.; VICTORIA, G.C. Avaliação Nutricional de adultos da coorte de nascimentos de 1982, Pelotas, RS. Rev. Saude Publica, v.42, supl.2, p60-69,2008.

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