Anexo 5 programa de atividade física

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Anexo 5 programa de atividade física

  1. 1. IMPLANTANDO PROGRAMAS DE ATIVIDADEPAUTADOS NA REALIDADE E NOS RECURSOSLOCAIS E CONGRUENTES À CARACTERÍSTICA DA POPULAÇÃO Curso “Doenças Crônicas nas Redes de Atenção à Saúde” Ministério da Saúde
  2. 2. O modelo Transteórico nas Ciências do Esporte/Atividade Física• Como já estudamos, o modelo dos estágios de mudança de comportamento, conhecido também como modelo transteórico, vem sendo empregado na investigação de comportamentos saudáveis e desde os anos 80.• Sua origem está atrelada a estratégias de combate ao tabagismo.• Do ano 2000 em este teve seu rol de aplicações ampliados e passou a ser utilizado também na área do esporte/atividade física.
  3. 3. O modelo Transteórico nas Ciências do Esporte/Atividade Física A diferentes formas de mensuração dos estágios do Modelo Transteórico:• Inicialmente, os indivíduos eram classificados em uma escala do tipo Likert;- Nessa escala afirmações são apresentados e o sujeito sinaliza se está de acordo ou não com cada uma delas em um escala que varia de 1 a 5, dependendo do grau de sua concordância.• Após, em meados da década de 90, foi elaborado um instrumento em que os indivíduos eram orientados a escolher sentenças – uma para cada estágio;- Cada uma delas correspondia a estágio do modelo e o sujeito tentava reportar-se ao seu comportamento atual aoescolher uma delas.• Visando facilitar a coleta da informação e torná-la mais apurada, foi elaborado, um outro instrumento que classificava os indivíduos, nos diferente estágios, a partir de um algoritmo com respostas do tipo sim/não.- esta última forma de classificação possui maior aceitabilidade e aplicabilidade em inquéritos populacionais, pornão ser auto administrada, e permitir a coleta dos dados via telefone.
  4. 4. Mensuração dos estágios do Modelo Classificação: Transteórico através de algoritmo Perguntas NorteadorasEstágioou Fase Figura 1: Algoritmo empregado para definir os estágios de mudança de comportamento para a prática de atividade física regular. Adaptado de DUMITH et al (2008) p.304.
  5. 5. Classificação das Fases do Sujeito segundo o Modelo Transteórico Classificação das Fases do Sujeito segundo o Modelo Transteórico tendo como sinalizador a (Re)planejando programas de Esportes/AF prática de Esportes/AFPré-Contemplação Contemplação Preparação Ação Manutenção Pré- Contemplação Preparação Ação Manutenção Contemplação O indivíduo tem São feitos esforços O novoNão considera uma contato ou é Este estágio se pela/para mudanças comportamento foinova possibilidade sensibilizado por concretiza por uma que conduzam ao adquirido e édeindivíduo é sedentário. umaO comportamento a O indivíduo é sedentário nova mudança inicial no O indivíduo se mantém noRejeita ou desconsidera mas se interessa pelos novo indivíduo, O ainda, mantido ao longo doser adotada. possibilidade de comportamento. O indivíduo já se inseriu programa de AF.os benefícios da AF. benefícios da AF. comportamento. se sedentário que em programas de AF. tempo. para evitar TrabalhaNão se preocupa com comportamento. com Já se preocupa interessa pelos benefícios Almeja pelos benefícios a relapsos/recaídas eganho de peso e ganho de peso e da atrelados à prática de ele atrelados. O indivíduo trabalha consolidar seus ganhos .alterações alterações AF, para evitarO indivíduo não está Este comportamentofisiopatológicas. fisiopatológicas . O indivíduo Este estágio requer relapsos/recaídas econsciente ou não é contemplado, mas pretende começar a Estratégias: comprometimento e consolidarEstratégias: osse sensibiliza com ainda Estratégias: não é agir em um futuro Ofertar Estratégias: atividades Investir em campanhasEstratégias: determinação. ganhos obtidossua condição.Campanhas de colocado emeducativas muito próximo. Campanhas prática. Campanhas educativas. variadas em locais de incentivo (ex: encontro com distribuição de Ofertar atividades próximos /fácil acesso. durante de caminhada). de grupos o processosensibilização. material informativo diversas em locais Considerar as de ação. Considerar asOfertar atividades Ofertar indivíduo, próximos ou de fácil Os atividades expectativas e intenções expectativas e intençõesprazerosas em locais O diversas em locais acesso. do aluno e propiciar do aluno e propiciarpróximos ou de fácil constata os ganhos/benefícios É uma continuação próximos ou de fácil Visualiza-se Envolver líderes atividades uma prazerosas, atividades prazerosas,acesso. benefícios dos comunitários e pessoas servem como da dúvidas e reforçar mudança do acesso.Envolver líderes aproximação com os sanar dúvidas e reforçar sanarcomunitários e pessoas novos Envolverhábitos, líderes próxima. sabe motivadores, seus ganhos. mas comportamento, ganhos. hábitos noque quer Esclarecerpróxima. “aonde querpessoas Investir comunitários e ir”, convite e eles podem demorar etapa sobre Esclarecer que sobre a próxima. incorporar. incentivo à prática de AF. adaptações orgânicas e adaptações orgânicas e porém ainda não a (material educativo). AF aparecer e isto consolida.educativo). AF (material
  6. 6. Implantando programas de Práticas Corporais/Atividade Física na AB PROPOSIÇÕES PARA A NOSSAAs PCQAF devem ser ATUAÇÃO AO PROPORcompreendidas na perspectiva da PROGRAMAS DE PC/AFreflexão sobre as práticasde saúde em geral e também do 1. Pautar propostas em dadosfortalecimento do controle epidemiológicos + Dados dosocial, corresponsabilidade Modelo Transteóricosocial, construção de redes de 2. Atuar com a comunidadecuidado integral, integralidade e 3. Promover Ação Intersetorialtransversalidade das políticas de 4. Aproximar a população dossaúde e acesso aos serviços e recursos do território etecnologias em saúde e direito ao pontuar a necessidade desteslazer (P.142) (ou de sua recuperação) para os gestores, se necessário Caderno de Atenção Básica nº 27 – Diretrizes do NASF (MS, 2009, p.142 – 147)
  7. 7. Implantando programas de Práticas Corporais/Atividade Física na AB PROPOSIÇÕES PARA A NOSSA(...) a PCAF deve ser construída a ATUAÇÃO AO PROPORpartir de componentes PROGRAMAS DE PC/AFculturais, históricos, políticos, econômicos e sociais de 1. Atuar com a comunidade adeterminada localidade, de forma partir de seus costumesarticulada ao espaço–território 2. Reforçar as açõesonde se materializam as ações de locais, respaldando-as emsaúde, cabendo ao profissional de situações oportunassaúde a leitura abrangente do 3. Ofertar experiênciascontexto onde irá atuar condizentes ás expectativasprofissionalmente e como ator da população local esocial. (P.142 - 3) coerentes aos indicadores de saúde Caderno de Atenção Básica nº 27 – Diretrizes do NASF (MS, 2009, p.142 – 147)
  8. 8. Implantando programas de Práticas Corporais/Atividade Física na AB(...)ampliação do olhar sobre a existência ou não de espaços públicos de lazer ou daquantidade de grupos presentes, para abranger também as ações organizadas dentrodas próprias unidades de Saúde da Família !(...) O trabalho com grupos deve proporcionar a compreensão processual do significadodo lazer para as comunidades e de como as pessoas identificam ese relacionam com os espaços de lazer existentes – UTILIZAR RECURSOS DO TERRITÓRIO!(...) identidade com o espaço de lazer é um fato social, cuja compreensão permitiráidentificar as relações determinantes que os sujeitos estabelecem com as PCAF que járealizam e que venham a realizar. - REFORÇAR AS AÇÕES LOCAIS (RESPALDAR SENECESSÁRIO).(...) o conhecimento sobre o território e a valorização da construção local relativa àsPC/AF constituem princípios da atuação dos profissionais do Nasf, conjuntamente comos demais profissionais da equipe de Saúde da Família. Caderno de Atenção Básica nº 27 – Diretrizes do NASF (MS, 2009, p.142 – 147)
  9. 9. Implantando programas de Práticas Corporais/Atividade Física na AB (...) Recomenda-se a construção de atividades e possibilidades a partir das necessidades e contribuição coletivas referentes aos que serão beneficiados, em detrimento da imposição de modelos. (p. 145) Caderno de Atenção Básica nº 27 – Diretrizes do NASF (MS, 2009, p.142 – 147)
  10. 10. Implantando programas de Práticas Corporais/Atividade Física na ABRecomendações da portaria 2488 (2011) para as PAC/AF: Abranger ações que propiciem a melhoria da qualidade de vida , redução dos agravos e danos decorrentes das DCNT, favoreçam a redução do uso de medicamentos e a formação de redes de suporte social, e, que possibilitem a participação ativa dos usuários na elaboração de diferentes projetos terapêuticos.
  11. 11. Implantando programas de Práticas Corporais/Atividade Física na ABRecomendações da portaria 2488 (2011) para as PAC/AF: Pontos chaves a serem destacados:  desenvolver atividades físicas e práticas corporais junto à comunidade;  veicular informações que visam à prevenção, minimização riscos e estimule autocuidado;  incentivar a criação de espaços de inclusão social, com ações que ampliem o sentimento de pertinência social;  proporcionar Educação Permanente juntamente com as ESF;  contribuir para a ampliação e a valorização da utilização dos espaços públicos de convivência;  identificar profissionais e/ou membros da comunidade com potencial para o desenvolvimento do trabalho em práticas corporais, em conjunto com as ESF e capacitar os profissionais, inclusive os Agentes Comunitários de Saúde – ACS;  supervisionar, de forma compartilhada e participativa, as atividades desenvolvidas pelas ESF na comunidade;  promover eventos que estimulem ações que valorizem Atividade Física/Praticas Corporais e sua importância para a saúde.
  12. 12. Implantando programas de Práticas Corporais/Atividade Física na AB1. AVALIAR: Dados Epidemiológicos; características do território e doindivíduo. (necessidades + demandas)2. PLANEJAMENTO- Identificar ações necessárias;- Averigar se essas ações existem no território ou na Unidade de SFou nos equipamentos do território:Sim – AS AÇÕES NECESSÁRIAS JÁ EXISTEM :Apoiar/Respaldar/Propor Parceria – Ação Intersetorial.Não – AS AÇÕES NECESSÁRIAS NÃO EXISTEM: Implementar ecapacitar equipe e/ou líder comunitário.
  13. 13. Bibliografia- ANJOS, T C; DUARTE, A C G O. A Educação Física e a Estratégia de Saúde da Família: formação e atuação profissional PHYSIS: Rev. Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, 19 (4): 1127-1144, 2009.- BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. SECRETARIA DE ATENÇÃO À SAÚDE. DEPARTAMENTO DE ATENÇÃO BÁSICA. Cadernos de Atenção Básica n. 27. Diretrizes do NASF: Núcleo de Apoio à Saúde da Família. Brasília : Ministério da Saúde, 2009. 160 p.- BRASIL. Portaria nº 2488 de 21 de outubro de 2011. Aprova a Política Nacional de Atenção Básica, estabelecendo a revisão de diretrizes e normas para a organização da Atenção Básica, para a Estratégia Saúde da Família (ESF) e o Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS).- DUMITH, SC. ET AL. Estágios de mudança de Comportamento para a prática de atividade física: uma revisão da literatura. Rev. Bras.Cineantropom. Desempenho Hum. 2008;10(3):301-307.- FREITAS, F.F. A Educação Física no serviço público de saúde. São Paulo: Hucitec, 2007.- MADUREIRA, Alberto Saturno et al . Associação entre estágios de mudança de comportamento relacionados à atividade física e estado nutricional em universitários. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 25, n. 10, Oct. 2009.

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