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Saber reconhecer o erro comum da distração dos alunos na procura por outros sites
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DOMINGUEZ,A. Ipad na #sala 5 . Disponível
em:http://ticeducajunior.ie.ul.pt/2013/atas/pdf/36.pdf Acesso em: 22/Nov/2013
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  1. 1. 1 INTRODUÇÃO O ato de entrelaçar textos eartigos direcionados a uma ampliação do tema dostablets tem o intuito de efetuar por um lado uma aproximação dosleitores quanto aos objetivos da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciênciae a Cultura (UNESCO), que se faz por intermédio de quatro documentos queviabilizam diretrizes em prol da qualidadeda educação no sec. XXI, compatíveis com um ensino mais próximo da realidade doaluno, e por outro lado pontuar itens importantes com foco na formação dos professores direcionados ao dispositivo móvel em pauta e as convergênciaspedagógicas necessárias a um aprendizado coerente e atualizado. A literatura disponibilizada induz a uma inovação necessária diante dos avanços tecnológicos,como também sugere diretrizes reforçando tópicos atuais. E efetuar umacorrelação dos mesmos em face ao ultimo HorizontReport 2013, é uma proposta desafiante. Procuramos, neste artigo, uma abordagem pautada em experiências de professores aliada a idéias pedagógicasdiferenciadas e obtidas na leitura agregadora de noções conceituais para umanova Pedagogia através do Innovating Pedagogy Report2013. Oobjetivo desta análise documental, que se constitui uma técnica importante napesquisa qualitativa, é permitir uma reflexão para além do horizonte propostopelos documentos, com sugestões sobre a prática pedagógica, com um dispositivomóvel e atual, como também propor um esboço sobre o necessário desenvolvimentodo professor na construção do conhecimento. 2 CONSIDERAÇÕES SOBRE O HORIZONTREPORT 2013 O Horizont Report 2013 é um relatório que identifica e descrevetecnologias emergentes, práticas educativas e tendências que podem ter impactono Ensino Superior, como também no ensino Fundamental/Médio. A escolha do tablet se deu por se encontrar com umhorizonte de adoção de um (1) ano ou menos. A metodologia utilizada parapesquisa, tanto a primária quanto a secundária, neste relatório, ocorreu on-line, através de uma wiki que contem todo o registro dapesquisa, que conta também com uma revisão sistemática da bibliografia,possuindo um critério onde a relevância dos itens analisados para o ensino éprimordial. O tema parte do princípiode que a tecnologia móvel, através dotablet,proporciona em curto prazo, no cotidiano escolar ou universitário, umaaprendizagem personalizada, incidental e espontânea baseada na investigação,quebrando formatos tradicionais da Educação, quando todo o conteúdo acompanha oaluno em qualquer lugar. 2.1 O espaço e a mobilidadehumana A mobilidade do ser humano,que por vezes chamamos de migração, é um fator intrínseco da procura constantepor uma melhor condição de vida aliada à sobrevivência e a liberdade. Antes desermos sedentários, exercíamos o nomadismo, aprendíamos com a natureza eexercíamos a mobilidade com os nossos corpos, com a utilização de animais oucom artefatos criados para suprir as distâncias. No agora o mundo cabe em um tablet. Segundo Santaella (2007, p. 178)o cyberespaço é o espaço informacional de conexões de computadores ao redor doglobo, portanto um espaço que representa o
  2. 2. conceito de rede e no qual ageografia física não importa, pois qualquer lugar do mundo fica a distância deum clique. Desta forma com rápidos movimentos dos dígitos acessamos imagens,sons, vídeos, textos e gráficos. Com o conceito deHipermobilidade, onde a mobilidade do sujeito no espaço físico adiciona-se àmobilidade dos dispositivos, a autora provoca uma reflexão em direção a outraforma de ser e estar e que como conseqüência mobiliza, oferece e proporcionaaprendizagens em ambientes formais e informais. Mas como este conceito deambientes está ligado ao espaço o que importa é o que ocorre com a facilitaçãoda aprendizagem. A mobilidade digital, daspessoas com possível acesso a esta modalidade tecnológica, contempla, emambientes formais e informais, aprendizagens diversas e oportunizadas cada vezmais por uma velocidade ampliada no decorrer do fluxo de informações obtidas epesquisadas. O surgir acelerado denovidades nas ferramentas, que criamos, transformam e atualizam a cada instantea nossa aprendizagem do mundo para curiosamente se instalar como a internet dascoisas (sensores wireless e nanotecnologia). 2.2 A aprendizagem móvel oum-learning dentro ou fora da sala de aula Aparenta ser incrível que,ao investigarmos os sentidos do termo “Mobile”, encontremos o mais simples, queé o de uma escultura ou brinquedo abstrato, com peças móveis que nos ofereceuma sensação de estarem, estas formas, equilibradas (fusão do estático e dodinâmico) apesar de suspensas no ar de autoria e apresentada por A. Calder,1932 em Paris. Sua obra procurava dialogar com o ambiente, reagindo,interagindo, meio matéria, meio vida, a mecânica e o humano. Um conceitoartístico coerente com a liquidez existente no fluxo de informações que nosenvolve diariamente e decerto com a utilização da tecnologia móvel. Tudo pairano ar. Através de Coutinho e Junior(2007, p. 06) encontramos que a utilização dos dispositivos móveis para aeducação também é uma variante do e-learnin , ao fazer referência a umaterceira geração da EaD – Educação a Distância. A m-learning ao utilizar dispositivos com sensores, utilizados no diaa dia, possibilitam uma maior imersão do sujeito no mundo virtual. Desta forma o termomobilidade introduz o conceito de m- learning que difere muito pouco doconceito de u-learning. A letra “u”representa o conceito de ubiqüidade, ou seja, a possibilidade de se estar emvariados lugares ao mesmo tempo, através da mobilidade das tecnologias. Segundo Saccol, Vitória eSchelemmer (2011), as alterações tecnológicas interferem não apenas naeducação, mas também na formação do cidadão e sua literacia digital, para oaprendizado contínuo, tendo em vista que a sociabilidade e necessidade deformação contínua e uma eficaz capacitação profissional também são itens que semodificam rapidamente. A aprendizagem móvel torna-se, desta forma, um“divisor de águas”, personalizada e interativa, já que o aluno aprenderá aselecionar os aplicativos que atendam às suas necessidades, de aprendizagem einteresses atendendo aos seus próprios propósitos. Não deixa de ser umaaprendizagem da transformação. A aprendizagem informal resiste ao conhecimentoformal, já que as experiências internalizadas pessoalmente se encontram emoposição ao formal, que na maioria das vezes se encontra descontextualizado.Além de utilizador e consumidor de informações o
  3. 3. aluno modifica sua atuaçãopara colaborador e editor destas informações. A aprendizagem é marcada pelomultimídia, pelos hábitos de aprendizagem não seqüenciais, interativos,assíncronos. Os alunos de hoje não esperam para receberinformações passivamente. Como sujeitos atuantes eles querem quase queinstantaneamente receber as respostas às suas próprias duvidas. A preferênciapela internet é muito maior do que ir até uma biblioteca infelizmente. Em um sentido mais amploa comunicação global instaurada em conversas simultâneas, que a mobilidadeprovoca, se torna a base do aprender “uns com os outros”, mesmo sem seconhecerem, em ações de grupo, coletiva, podendo auxiliar na diluição deresistências quanto a diferenças culturais, entre outras. Os benefícios da aprendizagem em movimentopodem ser traduzidos como diferentes do que tem acontecido no presencial, jáque o ritmo do individuo em sua aprendizagem acontece em qualquer lugar e aqualquer momento. A questão do tempo se mostra interessante já que ele se tornapor vezes bem escasso. Desta forma é proporcionadauma curadoria móvel do próprio aluno, traduzida hoje em dia como “só para mim eapenas o suficiente” onde a carga única está no fato de se aprender sozinho.Porém a carga cognitiva mais importante, como fundamento, é o diálogo consigomesmo. Com o advento das redes sociais o ato de compartilhar e de colaborar setornam prioritários permitindo a conexão entre o sujeito e idéias inovadoras; umaespécie de laboratório onde a minha experiência pode alcançar a experiência dooutro. 3 TABLET:O OBJETO E A PORTABILIDADE Os objetos ou artefatos portáteiscriados, em sua maioria, facilitaram e promoveram o contato social. Sem aportatibilidade as pessoas estacionavam em um espaço; poderemos exemplificarcom a transformação do radio ao radio de pilha, do fotografo “lambe-lambe” àsimagens digitalizadas no próprio dispositivo. O tablet é um dispositivo sem mouseou teclado que favorece compartilhamentos através de aplicativos, que personalizama aprendizagem, sem as limitações espaciais das tecnologias anteriores,utilizadas em salas de informática. O paradigma de um localespecífico, de acesso, possui um efeito de “restrição” na aprendizagem que écontrario ao manancial de informações que os alunos podem aceder de acordo com acuriosidade de cada um. Outro fator importante é a possibilidade de que ocorra,em “trabalhos de campo”, ou ao “ar livre”, em passeios, excursões ou visitas alocais escolhidos, a interação com a busca de informações e dados que podem serquase que instantâneos. Muito comum nos dias dehoje encontrarmos as pessoas a olhar as telas, dos dispositivos moveis, o queantes era ocupado com o ouvido, isso para celulares. Afinal, em nossa sociedadeimagética o analisador ótico foi tremendamente estimulado, considerando-se aforma como o cérebro processa informações uma explicação visual tende aaumentar a compreensão muito mais do que os textuais. A interface do tablet baseada em gestos com os dígitos(touch) é intuitiva e facilitadora deum aprendizado individualizado e personalizado provocando, através dacuriosidade, a expansão do conhecimento. Porém problemas rondam a suautilização levando-se em conta os alunos de escolas brasileiras, custos datecnologia, acesso facilitado e vida da bateria.
  4. 4. No Horizont Report 2013(Ensino superior) encontramos que equipado comWiFi, telas de alta resolução e com uma grande variedade deaplicativos móveis disponíveis, os tabletsestão provando ser poderosas ferramentas para o aprendizado dentro e forada sala de aula. Já no Horizont Report 2013 (K12) relata-se que os dispositivosmóveis são portas para a aprendizagem, colaboração e produtividade contínuaestimuladas pela Internet. Inicialmente com revistas ee-books, os aplicativos ampliaram suas ofertas propiciando a utilização demapas conceituais, geolocalização, mobilizações ad hoc (quando as pessoas se aglomeram por instantes em lugaresatravés de informações de interesse comum), criação de animações, utilização degames, e-mails, fotos, vídeos e áudios, o facetime, acelerômetro e monitoramentode saúde. Foi a natureza transformadora dos aplicativos que auxiliaram ao tablet a se tornar uma ferramentapopular e poderosa que resulta também em ativismos sociais. Segundo Mattar (2012, p. 114)o próprio aluno organiza o seu ambiente de aprendizagem, escolhendoplataformas, as ferramentas e os conteúdos que mais interessam e que estejam emsintonia com o estilo de aprendizagem preponderante do aluno. Moura (2008, p. 126) sugere que falar emtecnologias móveis é também falar de mentes móveis e que não se sabe ainda comoos alunos que aprendem através destas tecnologias irão atuar na sociedadefuturamente e que os dispositivos móveis levam os alunos a se envolverem naaprendizagem como nunca foi visto antes, o que certamente terá conseqüências emseu desempenho. Desafiar os alunos a questionar e buscar respostas onde elaspodem ser encontradas faz parte de uma aprendizagem transformadora. 3.1 Experiências com tablets Projetos de utilização do tablet na sala de aula com criançaspré-escolar apontam a facilidade com que estas crianças interagem e salientam aforma como partilham as descobertas com seus pares. Dominguez (2012) relata otrabalho colaborativo, o desenvolvimento das capacidades de expressão,comunicação e da motricidade fina nos écrans ao lado da coordenaçãoóculo-manual, além da manifestação da criatividade e do surgir da capacidade deopiniões próprias em idades tempranas; embora seja notório alguns pontos quedevem ser menos positivos como a possibilidade do dispositivo promover adispersão, como também a quase inexistência de recursos em português para odispositivo. Silva, Gandin e Lipinski(2012) consideram que pensar o tempo disponível para a formação dos professores,entre outros sujeitos implicados na inovação do ambiente escolar, se fazprimordial, já que será efetuada uma mudança na pratica tradicional e usualunindo-se, estas mudanças, com a aquisição do dispositivo móvel, como também dacriação de um novo projeto pedagógico e educacional da escola, com pontos queforam considerados importantes na execução do planejamento. Na experiência relatadaos tabletspertenciam à instituição,sendo que foi necessária a ampliação da rede sem fio (wi-fi), sala de aula apropriada (que recordam os laboratórios deinformática) e a necessidade de que o professor seja portador de um perfilinvestigativo e dinâmico, principalmente para mediar atividadesextracurriculares. Em Porto Alegre foi criado umprojeto intitulado “Ipad na sala de aula” com página na web, que tem comoobjetivo usar projetos de estudo nasescolas com o uso da
  5. 5. tecnologia de informação. O foco do projeto é usar o Ipadcomo instrumento de transformação dos tradicionais materiais didáticos emconteúdo multimídia interativo, entre outros. Em SP são divulgadas iniciativasem escolas como Pueri Domus, Objetivo e Santa Cruz mas não há trabalhosacadêmicos sobre as experiências, e no RJ no Centro Educacional Miraflores, Mas em contrapartida umaidéia promissora surge com o sistema BOYD, que significa a liberação para autilização do seu próprio dispositivo na escola e esta proposta avança a passoslargos sob a demanda da aprendizagem móvel. Os alunos se posicionam como contribuidores do processo, háredução da competição por lugares nas salas de informática e possibilita-se aautonomia no seu aprendizado a partir das suas preferências individuais. Como novastecnologias estão sempre surgindo a experiência BOYD oferece em longo prazo umaintegração tecnológica não só com tabletsonde a personalização do ambiente de trabalho se adéqua às diferentesnecessidades de cada aluno. 4 A FORMAÇÃO DE PROFESSORES E APEDAGOGIA DIFERENCIADA As Diretrizes da Unesco se encontramestabelecidas em texto inicial intitulado Marco Político (2008) onde seapresentam metas e objetivos a serem alcançados apostando na Educação e nas TICcomo força motriz para a melhoria e mudança do ensino. Já o segundo documento,que trata das competências dos professores, apresenta, em módulos, um conjuntode habilidades para os professores ao lado de uma abordagem política para umamudança na Educação. O terceiro documento, trata da implementação destascompetências com uma descrição detalhada das habilidades específicas a seremadquiridas, evidenciando assim dois questionamentos: - Quais as qualificações básicaspara os professores? (em atuação e em formação) - Quais as novas habilidadespedagógicas para uma inovação? (com a utilização das TIC) Perrenoud (2002), quanto aosmodelos de capacitação nas escolas aplicados aos docentes, já indicava que oesclarecimento dos vínculos profissionais que unem ou separam os professores emambiente de trabalho devem ser aclarados para desfazer as diversas tramasacumuladas na história do estabelecimento escolar representando a parte maisdifícil da trajetória. Quanto às competências faltantes o autor cita que osprofessores não questionam suas fontes teóricas e não assumem a obrigação dedar conta das opções feitas, e desta forma não transformam as responsabilidadesindividuais em coletivas. Em paralelo ao Horizont Report 2013, foi publicado naGrã-Bretanha um documento intitulado InnovatingPedagogy Report 2013, tendo como intuito explorar e servir de guia para novasformas de ensino, aprendizagem e avaliações em um mundo interativo. Segundo osautores a Pedagogia emergente baseia-se em investigações em plena aula (p. 04),e mais adiante exemplifica “The childrenuse an aplication on a smartphone or a tablet to log the contents of eachmeal[…](p. 17) Surge assim a compreensãode uma nova possibilidade pedagógica, crítica, que tem em vista o processohíbrido que ocorre em qualquer aprendizagem.Na revista digital Hibridy Pedagogy encontramos que “Critical pedagogues move constantly betweenundoing the present moment (the classroom) while assembling a future moment (anactivity or assignment).” Tendopor base os documentos da Unesco apresentotópicos, dos textos, que direcionam uma visão inovadora para os professores eque foram construídos, via leitura dos módulos apresentados, tendo em vistaformar professores, gestores e demais componentes do ambiente escolaratualizados com a Tecnologia.
  6. 6. Necessário compreender quea base, indicada pelo grupo responsável na redação dos documentos, aponta paratrês fatores que geram o crescimento e que são a concepção de capital, ainovação tecnológica e a necessidade de uma melhor qualidade no trabalho. Sugere também que novas abordagensaconteçam do simples para o complexo, através da alfabetização tecnológica, oaprofundamento do conhecimento e a criação do conhecimento. As implicações paraessa reforma devem ser construídas, remodeladas a partir da Pedagogia, dapratica docente, da necessidade do desenvolvimento profissional, dos currículose avaliações e finalmente a partir da organização e gestão da escola. Já o documento de 2011, (eminglês) congrega os itens acima relatados e fornece exemplos mais apurados desituações que envolvem o professor e o aluno, sugerindo módulos para estascapacitações. 4.1 Implicações para o uso do tablet As sugestões a seguirapresentam-se unidas aos documentos da Unesco a partir de orientações encontradase que podem ser aproximadas no sentido de capacitação dos professores nautilização do tablet, como dispositivomóvel em sala de aula. Viabiliza- seperante este dispositivo as seguintes aproximações e adequações quanto à pedagogiae a prática docente: Quanto ao marco políticoencontramos inserido aío dispositivo móvel, que noHorizontReport 2013 sugere uma aplicação em curto prazo, comalunos e na formação de professores, indicando que os programas dedesenvolvimento de profissionais na ativa e os programas de preparaçãodos futuros professores devem oferecer experiênciasadequadas em tecnologia em todas as fases do treinamento. (p.1) Quanto ao marco curricular,a inovação surge a partir da Pedagogia quando lemos que as mudançasna prática pedagógica envolvem o uso de diversas tecnologias, ferramentas econteúdo eletrônico como parte de todas as atividades daturma, do grupo e individualmente. (p. 6) Quanto às abordagensencontramos em relação à alfabetização tecnológica que mudançasna prática docente envolvem saber onde e quando usar (ou não usar) atecnologia para as atividades e apresentações em sala de aula para tarefas degestão e aquisição de conhecimento (p. 6) Quanto ao aprofundamento deconhecimento o texto faz referencia ao fazer pedagógico onde a pedagogia desala de aula inclui o aprendizado colaborativo, baseados em problemas eprojetos, onde os alunos exploram profundamente um conteúdo temático etransportam o seu conhecimento ao enfrentar questões, os problemas em situaçõesrotineiras e/ou complexas. Considera também o contextoavaliativo onde a mudança na forma de avaliaçãose concentra na solução de problemas complexos e em incorporar as avaliaçõesem atividades de sala de aula.(p. 7) E mais, quanto ao tempo com os alunos,sugere-se que os períodos de aula e a estrutura de sala devem ser mais dinâmicos,com os alunos trabalhando em grupos por longos períodos. Quanto à criação deconhecimento encontramos referência à habilidade na qual os alunos possam sercapazes de definir o que já sabem e avaliar suas competênciase deficiências, como também de elaborar um plano deaprendizagem, verificar seu próprio progresso e se basear nos sucessos ecorrigir as falhas. Ou ainda, uma habilidade dos
  7. 7. alunos de avaliar a qualidadede seus próprios produtos assim como dos produtos dos outros. (p. 8) Como conseqüência, entendemosque cada disciplina deve ter uma espécie de arsenal (aplicativos)disponibilizado para o tablet, ou se estessão insuficientes, como aplicativos em Português, aconselha-se uma abordagem depesquisa, pelo aluno, sobre os temas abordados pelos professores. A livreescolha do caminho, por este mesmo aluno, também é uma forma de autonomia e queposiciona o professor como mediador da aprendizagem, em um percurso quemobiliza uma curadoria autônoma. A curadoria solicita do alunoum compartilhamento da sua pesquisa e utilizar ferramentas disponíveistransforma o aprendizado em sala de aula. Ao ser possibilitado o atode ressignificar a ação pedagógica propicia-se a idéia de implantar planejamentospilotos que possam servir de base a uma maior veiculação de experiências. Estasações na prática distribuem idéias bases que fundamentam o que há por vir esugerem avaliações contínuas. A título de sugestão,elaboramos um exemplo de um pequeno módulo, a partir das leituras indicadas,tendo em vista o tablet e os itensconcernentes ao uso pedagógico com os alunos e a ótica do desenvolvimentoprofissional do docente, pinçados dos textos. Quadro 1: Abordagens Pedagogia aplicada com tecnologia Desenvolvimento profissional do professor Alfabetização Digital Incorporar no planejamento atividades c/ uso do tablet Criar email Demonstrar pesquisas boleanas simples c/ palavras Conhecer as operações básicas do tablet e web Compartilhar produções iniciais (curadoria) Utilizar mensagens de texto e vídeo, blogs, wikis. Aprofundamento do Conhecimento Elaborar e identificar os problemas do mundo real para incorporar os principais conceitos a serem repassados Usar o dispositivo para buscar, analisar e avaliar informações em busca de aprimoramento profissional Incorporar as atividades apropriadas em TIC aos planos de aula Elaborar planos de unidade e de sala de aula colaborativos e onde as ferramentas possam ser utilizadas.
  8. 8. Saber reconhecer o erro comum da distração dos alunos na procura por outros sites Saber contornar o erro grave dos alunos de acesso a sites de adultos Criação do Conhecimento Elaborar atividades que envolvam situações colaborativas Modelagem de ações a partir do professor Auxiliar os alunos a incorporarem uma produção multimídia Identificar os arranjos sociais na classe que sejam adequados ou inadequados perante a tecnologia utilizada Estimular interações espontâneas Fonte: Próprio autor 5 CONCLUSÃO Com a inclusão dos tablets na Educação as dificuldadesemergem a partir da distância que se dá entre as exigências tecnológicas daUnesco e a infraestrutura da maioria das nossas escolas, diante das realidades regionais e danecessidade de uma formação contínua do professor que irá utilizar estedispositivo no intuito de aquisição deinsightspara co-criar com os aplicativos utilizados. Estendendo o olhar para “além dohorizonte” encontramos as palavras de ordem que são: refletir e planejar parainovar o mais rápido possível, já que uma simples introdução dos dispositivosmóveis na educação não gera resultados imediatos que sejam favoráveis a umaqualidade almejada. A intenção não foi, com o módulo,construir um guia, mas sim considerar que as tentativas para colocar asTecnologias móveis e a formação de professores como ponto central em um modelode ensino atualizado são ainda poucas, diante da enormidade do nosso país. O planejamento para programaradequadamente em conjunto uma formação dos professores através de consideraçõessobre o suporte pedagógico se faz prioridade. As idéias aqui lançadas se apóiamem apenas dois itens, a Pedagogia e o desenvolvimento profissional que sãoposicionamentos frutíferos e se prestam a desmistificar a tecnologia na sala deaula e capacitar, os interessados, em direção aos 4 C: comunicação, criatividade,colaboração e pensamento critico. REFERÊNCIAS BOYDdisponível em: http://www.k12blueprint.com/sites/default/files/Getting-Started-with- BYOD_0.pdf Acesso em 25/Nov/2013 COUTINHO,C.; JUNIOR, J.B. A Complexidade e os modosde aprender na sociedade do conhecimento. In: COLÓQUIO DA SECÇÃO PORTUGUESA DA ASSOCIATION FRANCOPHONEINTERNATIONALE DE RECHERCHE CIENTIFIQUE ENEDUCATION, 14, Lisboa, Portugal, 2006 – “Para um balanço da investigação emeducação de 1960 a 2005: teorias e práticas: actas do Colóquio da AFIRSE”.[Lisboa : Universidade de Lisboa, 2006].Disponívelem: http://repositorium.sdum.uminho.pt/handle/1822/6501 Acesso em: 29/10/2013
  9. 9. DOMINGUEZ,A. Ipad na #sala 5 . Disponível em:http://ticeducajunior.ie.ul.pt/2013/atas/pdf/36.pdf Acesso em: 22/Nov/2013 JOHNSON,L.,ADAMSBECKER,S.,CUMMINS,M.,ESTRADA,V.,FREEMAN,A.,andLUDGAT E,H.(2013)NMC Horizon Report: Edição K12,2013.Tradução Ez2translate.Austin,Texas:TheNew Media Consortium ____JOHNSON,L.,ADAMSBECKER,S.,CUMMINS,M.,ESTRADA,V.,FREEMAN,A.,andLUD GATE,H.(2013)NMC Horizon Report: Edição HD,2013.Tradução Ez2translate.Austin,Texas:TheNew Media Consortium HybridPedagogy .Disponível em: http://www.hybridpedagogy.com/Journal/files/What_Does_Hybrid_Pedagogy_Do.html#sth ash.jpEsrAb6.dpuf acesso em 4/dez/2013 Innovating Pedagogy Report 2013. Disponívelem:www.open.ac.uk/blogs/innovating/Acesso em: 31/Nov/2013 Ipad na sala de aula. Disponível em: www.ipadnasaladeaula.com.br Acesso em11/dez/2013 MATTAR,J. Tutoria e interação em Educação aDistância. São Paulo: Cengage Learning, 2012 MOURA, A. A web 2.0 e as tecnologias móveis. InCarvalho, A. A. (org.) Manual deferramentas da web 2.0para professores, (p.121-146), 2008. Lisboa: Ministério daEducação. PERRENOUD, Phillipe & Thurler, MG. As competências para ensinar no século XXI: A formação dosprofessores e o desafio da avaliação. Artmed, 2002. Cap.4: Odesenvolvimento profissional dos professores: novos paradigmas, novas práticas- Thurler,Mônica Gather. SANTAELLA,L. Linguagens líquidas na era damobilidade. São Paulo: Paulus,2007 SACCOL,A.;VITORIA, J.B.; SCHELEMMER, E. M-learninge U-learning: novas perspectivas das aprendizagens móveis e ubíqua. SãoPaulo: Pearson Prentice Hall, 2011 SILVA, GANDIN, LIPINSKI O Ipad nocontexto escolar: Colegio Metodista Americano. Revista de EDUCAÇÃO do Cogeime, Vol. 21, No 40(2012). Disponívelem: https://www.redemetodista.edu.br/revistas/revistas- cogeime/index.php/COGEIME/article/viewArticle/30 acesso em : 25/Nov/2013 ICT competency standards forteachers: policy framework. Paris: UNESCO, 2008. _________CT competencystandards for teachers: competency standards modules. Paris: UNESCO, 2008. ________ICT competencystandards for teachers: implementationguidelines, version 1.0. Paris: UNESCO, 2008. ________Competency Framework for Teachers (ICT CFT) Unesco and Microsoft, 2011

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