Pré modernismo

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  • Parabéns, Professora Cláudia Heloísa!
    Seu trabalho está muito bem elaborado e bastante completo!
    Atuo na mesma área que você e também no Direito. O que você mencionou sobre manter os créditos é de extrema importância!

    Um abraço!
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  • Olá, terceirob!
    Sou Cláudia, a autora desse trabalho. Fiquei muito feliz de ver que este PPP auxilia os estudos de vcs. Mas, gostaria de pedir que vcs desativassem o recurso para baixarem o arquivo. Se for possível, também gostaria de saber como vcs tiveram acesso ao meu arquivo original. O motivo é simples: infelizmente há pessoas que 'roubam' meu trabalho, tirando os créditos de pesquisa ao final dos slides ( não é o seu caso, o que aliás, é muito louvável e demonstra ética).
    Um grande abraço,
    Profa. Cláudia.
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Pré modernismo

  1. 1. Prémde is o o rn m“ (...) o momento histórico brasileiro interferiu na produção literária,marcando a transição dosvalores estéticos do século XIX para uma nova realidade que se desenhava (...)
  2. 2. “Pré” Modernismo??? O termo pré-modernismo parece haver sido criado por Tristão de Athayde, Os modelos literários realistas- naturalistas eram essencialmente para designar os universalizantes. Aos escritores "escritores pré-modernistas, ao contrário, contemporâneos do neo- interessavam assuntos do dia-a-dia dos brasileiros, originando-se, parnasianismo, entre 1910 assim, obras de nítido caráter e 1920" social.
  3. 3. Momento Histórico O período foi marcado por uma série de conflitos como as greves operárias em São Paulo  a Guerra do Contestado e a Guerra de Canudos O cangaço a política dirigida pela oligarquia rural o nascimento da burguesia urbana a industrialização segregação dos negros pós-abolição o surgimento do proletariado a imigração européia.
  4. 4. ContemporâneosRegistre-se que ainda estão ativos(neste período), autores parnasianoscomo Olavo Bilac, Raimundo Correiae Francisca Júlia, dominando ocenário da Academia Brasileira deLetras e que, portanto,convivem comos escritores pré-modernistas.
  5. 5. Linguagem simples e coloquial • Apesar de alguns conservadorismos, o caráter inovador de algumas obras, que representa uma ruptura com o passado, com o academiscismo; • Lima Barreto ironiza tanto os escritores "importantes" que utilizavam uma linguagem pomposa quanto os leitores que se deixavam impressionar: "Quanto mais incompreensível é ela (a linguagem), mais admirado é o escritor que a escreve, por todos que não lhe entenderam o escrito" (Os bruzundangas).
  6. 6. Realidade Brasileira• A denúncia da realidade brasileira, negando o Brasil literário herdado do Romantismo e do Parnasianismo;• o Brasil não-oficial do sertão nordestino, dos caboclos interioranos, dos subúrbios, é o grande tema do Pré-Modernismo.
  7. 7. Regionalismo• o Norte e o Nordeste com Euclides da Cunha;• o vale do Paraíba e o interior paulista com Monteiro Lobato;• o Espírito Santo com Graça Aranha;• o subúrbio carioca com Lima Barreto.
  8. 8. Os tipos humanos marginalizados:• o sertanejo nordestino,• o caipira,• os funcionários públicos,• os mulatos.
  9. 9. O Pré-Modernismo é uma fase de transição e, por isso, registra :• Um traço conservador – A permanência de características realistas/naturalistas, na prosa, e a permanência de um poesia de caráter ainda parnasiano ou simbolista.• Um traço renovador – Esse traço renovador — como ocorreu na música — revela-se no interesse com que os novos escritores analisaram a realidade brasileira de sua época: a literatura incorpora as tensões sociais do período.
  10. 10. Os principais autores pré-modernistasEmbora vários autores sejamclassificados como pré-modernistas,este não se constituiu num estilo ouescola literária, dado a forte Lima Barretoindividualidade de suas obras ,queessencialmente eram marcadas porduas características comuns:conservadorismo - traziam na suaestética os valores parnasianos e Euclides Monteironaturalistas; da Cunha Lobatorenovação - demonstravam íntima Prérelação com a realidade brasileira e as modernistastensões vividas pela sociedade doperíodoEmbora tenham rompido com atemática dos períodos anteriores, esse Graça Augustoautores não avançaram o bastante Aranha dos Anjospara ser considerados modernos -notando-se, até, em alguns casos,resistência às novas estéticas.
  11. 11. Literatura e RealidadeAutores brasileiros como Lima Barreto, Euclides da Cunha e Graça Aranha usaram a literatura para traçar uma nova interpretação do Brasil e discutir seu futuro.
  12. 12. no Rio de JaneiroRevolta da Chibata (João Cândido) Revolta da Vacina (varíola-1904)
  13. 13. Lima Barreto Em meio ao caos gerado por esses conflitos, as autoridades passaram a efetuar prisões de forma generalizada. Testemunha ocular das agitações que marcavam as ruas cariocas naquele tempo, o escritor Lima Barreto registrou em seu "Diário Íntimo" as inúmeras violências e arbitrariedades de que foram vítimas os populares revoltosos: Lima Barreto detém-se na análise das populações suburbanas do Rio de Janeiro
  14. 14. Triste Fim de Policarpo Quaresma Lima Barreto procurou "escrever brasileiro", com simplicidade. Para isso, teve de ignorar muitas vezes as normas gramaticais e de estilo, provocando a ira dos meios acadêmicos conservadores e parnasianos.
  15. 15. “Lima Barreto, simbolicamente, aponta as engrenagens da História: Pátria, ao fim e ao cabo, é uma construção, não um sonho; é um processo de enfrentamento da realidade, não de idealismo. Amar a Pátria significa participar da criação de todos, para todos - Policarpo Quaresma está vivo dentro dos que querem um país que abrigue todos os brasileiros.”(Flávia Suassuna)
  16. 16. O homem que sabia Javanês (1911) O protagonista que estava desempregado vê um anuncio que oferece um emprego para professores de javanês; tratava-se de um senhor que tinha um livro antigo que segunda crenças de família era detentor de prosperidade, felicidade e poder. Para que tais feitos realizassem-se era necessário ler o tal livro: é exatamente aí que nosso amigo Machado entra na história, pega o cartaz do anúncio de emprego e levando em consideração que nunca nem ouviu falar do tal javanês entra em uma biblioteca e vai em busca de algumas informações.
  17. 17. Nova CalifórniaO livro conta a história de um químicomisterioso que aparece na pequena cidade deTubiacanga e realiza a incrível experiênciade transformar ossos humanos em ouro. Teminício, assim, uma deliciosa paródia àcorrida do ouro do final do século XIX nosEstados Unidos, já transformada em novelade televisão.Lima Barreto na TVNovela da Rede Globo- Fera Ferida (1994)O enredo foi inspirado no universo ficcional de LimaBarreto, mais especificamente nos romances Clara dosAnjos, Recordações do Escrivão Isaías Caminha,Triste Fim de Policarpo Quaresma, Vida e Morte deM. J. Gonzaga de Sá, e em personagens dos contosNova Califórnia e O Homem que Sabia Javanês.
  18. 18. No nordeste do BrasilA Era do cangaço o fanatismo religioso do Antônio Conselheiro e a (Lampião) Padre Cícero Guerra de Canudos
  19. 19. Euclides daCunha Quando irrompeu o movimento de Canudos, São Paulo colaborou com o país na repressão do conflito, mandando para o teatro da luta o Batalhão Paulista. Euclides foi encarregado pelo jornal Estado de S. Paulo para acompanhar como observador de guerra o movimento rebelde chefiado por Antônio Conselheiro no arraial de Canudos, em pleno sertão baiano.
  20. 20. “Aquela Campanha de Canudos lembra um refluxo para o passado.E foi, na significação integral da palavra, um crime. Denunciemo-lo". Euclides da Cunha
  21. 21. Os Sertões: denúncia daviolência Euclides não ficou até a derrubada de Canudos. Mas conseguiu reunir material para, durante cinco anos, elaborar Os Sertões (1902). Euclides da Cunha percebeu que a guerra tinha como razões profundas o latifúndio, o coronelismo, a servidão, o isolamento cultural e a dureza do meio. Ele foi o primeiro escritor brasileiro a diagnosticar o subdesenvolvimento do Brasil, referindo-se à existência de dois países contraditórios: o do litoral e o do sertão. Canudos resultou do confronto entre esses dois Brasis, distintos entre si no espaço e no tempo, pelo atraso de séculos em que vivia mergulhada a sociedade rural. Euclides conseguiu ficar internacionalmente famoso com a publicação desta obra-prima.
  22. 22. O obra Divide-se em três partes:A terra O homem A luta
  23. 23. Jornal do Brasil, 16 de Agosto de 1909
  24. 24. Tragédia da vida real• O escritor morreu em 1909. Ao saber que sua esposa, mais conhecida como Ana de Assis, o abandonara pelo jovem tenente Dilermando de Assis, que aparentemente já tinha sido ou era seu amante há tempos - e a quem Euclides atribuía a paternidade de um dos filhos de Ana, "a espiga de milho no meio do cafezal" (querendo dizer que era o único louro numa família de tez morena) -, saiu armado na direção da casa do militar, disposto a matar ou morrer. Dilermando era campeão de tiro e matou-o. Tudo indica que o matou lealmente, tanto que foi absolvido na Justiça Militar. Ana casou-se com ele.• O corpo de Euclides foi examinado pelo médico e escritor Afrânio Peixoto, que também assinou o laudo e viria mais tarde a ocupar a sua cadeira na Academia Brasileira de Letras.( minissérie DESEJO em 1990)
  25. 25. Filmografia Indicada
  26. 26. Em São Paulo, as greves operárias1905 1908 1917
  27. 27. 1º de maio de 1919 em SP
  28. 28. Monteiro Lobato Num artigo publicado em 1917, Monteiro Lobato reagiu assim à exposição de Anita Malfatti, no jornal O Estado de São Paulo: "Há duas espécies de artistas. Uma composta dos que veem normalmente as coisas e em consequência fazem arte pura. (...) A outra espécie é formada dos que veem anormalmente a natureza e a interpretam à luz das teorias efêmeras, sob a sugestão estrábica de escolas rebeldes, surgidas cá e lá como furúnculos da cultura excessiva. São produtos do cansaço e do sadismo de todos os períodos da decadência(...)““O Moderno antimodernista?” (in Paranóia ou mistificação? )
  29. 29. A Exposição de Pintura Moderna de Anita Malfatti foi realizada em São Paulo, entre 12 de dezembro de1917 e 11 de janeiro de 1918, e é considerada o "estopim" da Semana de Arte Moderna de 1922. O impactodas telas de Anita tem a ver com seu aspecto expressionista, novo para os padrões da arte brasileira de então.
  30. 30. Autor de prestígioMoralista e doutrinador, aspiravaao progresso material e mental dopovo brasileiro. Criou a primeiraeditora nacional ( Monteiro Lobato& Cia.), e mais tarde a CompanhiaEditora Nacional e a EditoraBrasiliense.Nacionalista, denunciavaescândalos relacionados com aextração do petróleo e durante aDitadura Vargas (1941) foi presopor ataques ao governo.
  31. 31. “Urupês” é uma série de 14 contos, tendo como ênfaseUrupês a vida do caboclo, através de seus costumes, crenças e tradições. A jóia do livro é a personificação da figura do caboclo, criando o famoso personagem “Jeca Tatu”, apelidado de urupê (uma espécie de fungo parasita). Vive "e vegeta de cócoras", à base da lei do menor esforço, alimentando-se e curando-se daquilo que a natureza lhe dá, alheio a tudo o que se passa. Com a personagem Jeca Tatu, um típico caipira acomodado e miserável do interior paulista, Lobato critica a face de um Brasil agrário, atrasado e ignorante, cheio de vícios e vermes. Seu ideal era um país moderno estimulado pela ciência e pelo progresso.Capa original, 1918
  32. 32. Graça AranhaProfessor de direito, promotorpúblico, juiz e diplomata, omaranhense Graça Aranhateve uma vida movimentadaem 62 anos: acompanhouJoaquim Nabuco como seusecretário na Inglaterra, e maistarde seria ele própriodiplomata na Noruega, naHolanda e na França. Foi noperíodo de diplomacia que Graça Aranhalançou seu livro mais famoso, escreveu um romanceo romance Canaã(1902). de tese...mas afinal, que tese era essa?
  33. 33. “Uma tese simples porém equivocada, a dasuperioridade de certas raças sobre outras, com baseem idéias filosóficas ou psicológicas duvidosas. Apalavra instinto, por exemplo, aparece dezenas devezes nas 285 páginas de Canaã, mas não associadaà psicanálise de Sigmund Freud (neste época Freudjá havia escrito, entre outras obras, APsicopatologia da Vida Cotidiana), mas aconceitos como o de evolução, mencionado apenasde passagem por Darwin em A Origem dasEspécies e desenvolvido de maneira equivocadapor Herbert Spencer: a evolução vista como umconfronto de seres inferiores versus superiores. Oscolonos alemães são vistos como símbolos de umarealidade onde as pessoas são, pela próprianatureza, melhor talhadas para a realização degrandes obras. Já o mulato é visto quase semprecomo representante de uma classe ou indolente ouaté trabalhadora, mas que não tem nenhumagrandeza.” (por Fábio Fernandes, em O viajanteImóvel)
  34. 34. Fontes• http://wapedia.mobi/pt/Pr%C3%A9-Modernismo• BOSI, Alfredo. A Literatura Brasileira: vol. V - O Pré-Modernismo, 4ª ed., São Paulo: Cultrix, 1973.• FARACO, Carlos e MOURA, Francisco. Língua e Literatura, volume 3, Ática, São Paulo, 2ª ed., 1983115• http://educarparacrescer.abril.com.br/leitura/historia-literatura-411313.shtml• http://www.mundovestibular.com.br/articles/355/1/TRISTE-FIM-DE-POLICARPO- QUARESMA---Lima-Barreto-Resumo/Paacutegina1.html• TV CULTURA on line• http://www.overmundo.com.br/blogs/valeu-a-pena-canaa-de-graca-aranha• (UOL EDUC) Pesquisa e Organização Profª Cláudia Heloísa C. Andria Licenciada em Letras - Unisantos

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