[Módulo 4] Tema: Teoria da Aprendizagem Significativa

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Material da disciplina de Tecnodocência, ofertada semestralmente pela Universidade Federal do Ceará, sobre Aprendizagem Significativa.

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[Módulo 4] Tema: Teoria da Aprendizagem Significativa

  1. 1. Teoria da Aprendizagem Significativa Ausubel Prof. Dr. Robson Loureiro Profa. Dra. Luciana de Lima
  2. 2. Vamos refletir Vídeo: Aprendizagem Significativa
  3. 3. Teorias da Aprendizagem Concepção Aprendizagem Aluno Professor Empirista Ocorre de fora para dentro. “Eu falo tudo tim, tim, por tim tim e ele não aprende”. É como um papel em branco. É um depositório de conhecimento. Elemento passivo. É o elemento que sabe. Tem a responsabilidade de transferir o saber para quem não sabe.
  4. 4. Teorias da Aprendizagem Concepção Aprendizagem Aluno Professor Racionalista É fruto de uma capacidade interna do indivíduo. A capacidade de aprender nasce com o indivíduo. Traz uma capacidade inata para aprender. Quem não aprende é deficiente, quem aprende tem + QI. É o elemento que organiza o conteúdo de acordo com a idade do indivíduo.
  5. 5. Teorias da Aprendizagem Concepção Aprendizagem Aluno Professor Construtivista Interacionista Cognitivista É fruto de um processo de influência mútua entre o meio e o indivíduo. Por experimentação. É o elemento ativo e não exclusivo de sua aprendizagem. É o instigador do processo de aprendizagem. Planeja atividades a estimularem a interação do indivíduo com o meio.
  6. 6. Aprendizagem Mecânica Memorização Falta de interação Associações arbitrárias Conhecimentos desconectados
  7. 7. Aprendizagem Significativa Conhecimentos prévios Relação: antigo e novo • Não-arbitrário • Substantivo
  8. 8. Subsunçores Conhecimentos básicos Aprendizagem mecânica – 1os. subsunçores Aprendizagem significativa – elaborados Capazes de ancorar novas informações
  9. 9. Tipos de Aprendizagem Significativa • Representacional • Símbolos básicos • Conceitual • Concatenação de símbolos • Proposicional • Concatenação de conceitos
  10. 10. Questionamento O que é mais fácil para o ser humano? Aprender do geral para o específico? ou Aprender do específico para o geral?
  11. 11. Hipótese de Ausubel O ser humano aprende do geral para o específico em duas situações ao captar informações ao organizar informações
  12. 12. Assimilação SUBSUNÇOR NOVO SUBSUNÇOR NOVO NOVO SUBSUNÇOR FASE 1 FASE 2 FASE 3 FASE 4 NOVOSUBSUNÇOR ASSIMILAÇÃO OBLITERADORA SUBSUNÇOR
  13. 13. Descoberta x Recepção Recepção o conteúdo é apresentado em sua forma final Descoberta o conteúdo é descoberto pelo aprendiz Ambas podem ser significativas desde que o conteúdo se relacione aos subsunçores
  14. 14. Proposta – Como ensinar • Substantivamente • Captação dos conhecimentos prévios dos alunos • Aprofundar o estudo dos conceitos abordados • Preparar organizadores prévios • Programaticamente Empregar os princípios programáticos para ordenar o conteúdo e planejar atividades práticas.
  15. 15. Organizadores Prévios • Materiais introdutórios • Nível mais alto de abstração, generalidade e inclusividade • Função - servir de ponte entre o que o aprendiz já sabe e o que ele deve saber • “reativar” significados obliterados • “buscar”na estrutura cognitiva do aluno significados que existem mas que não estão sendo usados a algum tempo no contexto da matéria de ensino
  16. 16. Princípios Programáticos CONCEITO GERAL CONCEITO ESPECÍFICO DIFERENCIAÇÃO PROGRESSIVA RECONCILIAÇÃO INTEGRADORA ORGANIZAÇÃO SEQÜENCIAL CONSOLIDAÇÃO
  17. 17. Exemplo 1 – Para discussão • Tema: Biologia Evolutiva • Conceitos escolhidos: Evolução (tema geral) Seleção natural (tema específico)
  18. 18. Exemplo 1 – Diferenciação Progressiva • Inicialmente, perguntamos sobre o que os alunos acham que seriam evolução. • Anotamos no quadro as palavras-chave. • Depois, passamos um vídeo do desenho pokémon, onde os seres evoluem para ficar mais forte. • Então, perguntamos: - O que é evoluir? - Por que os seres evoluem? - Os pokémons evoluem ao serem pressionados, e os seres vivos?
  19. 19. Exemplo 1 – Reconciliação Integradora • Começamos com um vídeo sobre seleção em geral. • Depois, questionamos: “se a evolução muda sempre para melhor, por que alguns seres são extintos?” • Indagamos sobre uma possível seleção que ocorre na natureza. Se houvesse, como ela se ocorreria? Essa seleção poderia levar a um efeito maior, como a evolução?
  20. 20. Exemplo 1 – Organização Sequencial • Realizaremos um jogo que aborda a seleção natural e evolução para melhor compreensão dos processos evolutivos. • Os alunos serão divididos em equipes e cada equipe representará uma determinada população (de plantas ou animais). • A própria sala será transformada num tabuleiro, com uso das cadeiras para demarcação de áreas com climas e solos diferentes. • Cada população (ou melhor, cada equipe) terá como objetivo sobreviver nos mais diferentes tipos de ambiente. • A cada rodada, as equipes sortearão uma característica que ira ajudá-las ou atrapalhá-las na corrida para atingir seu objetivo. Fenômenos naturais, como furacões, terremotos e outros cataclismas também estarão presentes no jogo. • A equipe que melhor adaptar-se, ou seja, sobreviver, ganha.
  21. 21. Exemplo 1 - Consolidação • Faremos perguntas sobre o jogo, a fim de verificar a compreensão e as opiniões dos discentes. • Passaremos trechos do filme “Evolução” e estimularemos a crítica dos alunos e a fixação dos conceitos construídos durante as aulas.
  22. 22. Exemplo 2 – Para discussão • Tema: Interações Biológicas • Conceitos escolhidos: Diversidade de seres na Terra (geral) Interações entre seres vivos (específico)
  23. 23. Exemplo 2 – Diferenciação Progressiva • A atividade realizada seria um debate onde se discuta a convivência dos seres vivos sobre a superfície do planeta; ele seria conduzido por perguntas como: os seres vivos se relacionam entre si?; se sim, eles se relacionam todos da mesma maneira?; se não, quais os tipos de relacionamentos? • O objetivo é chegar à conclusão de que os seres se relacionam de formas diferentes a partir do fato de viverem no mesmo planeta. O debate poderia ser auxiliado pelo uso de vídeos ou imagens abordando esse tema.
  24. 24. Exemplo 2 – Reconciliação Integradora • A atividade seria uma continuação do debate anterior, porém as perguntas direcionariam para a conclusão de que as interações formam uma grande e única teia de relações: partindo de cada tipo de interação, surge o pensamento de que um ser influencia o outro, regula o outro até chegar à idéia de ecossistema. • O debate seria direcionado por perguntas como: como uma população regula a outra?; por que elas entram em equilíbrio?; o que acontece quando elimina-se ou acrescenta-se uma dada população?
  25. 25. Exemplo 2 – Organização Sequencial • Para organizar os conceitos, pode-se pedir que os alunos criem/pesquisem uma teia de relações entre um certo número de seres vivos, trabalhando os conceitos na hierarquia em que foram trabalhados. • Os recursos para esse fim poderiam ser livros, internet ou aula de campo.
  26. 26. Exemplo 2 - Consolidação • Uma atividade interessante para esse fim é este O.E., que simula uma lagoa onde o aluno retira espécies e faz o gráfico da população das restantes: http://www.rived.mec.gov.br/site_objeto_donwload.php?flatipoac . • Outra proposta seria a dinâmica Presa-Predador, onde a turma é dividida em três grupos (cada uma simulando um nível trófico) e simula as flutuações de uma cadeia alimentar. • Outra, ainda, seria uma aula de campo na qual os alunos pudessem visualizar algumas interações.
  27. 27. Aplicação Como utilizar os Princípios Programáticos para o ensino de Biologia e para o ensino de Física?

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