Feridas E Curativos

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Feridas E Curativos

  1. 2. FERIDAS E SUAS CLASSIFICAÇÕES Enfª Maria das Graças Costa Mello Arias Chaparro
  2. 3. Classificação das Feridas Operatórias <ul><li>Limpas </li></ul><ul><li>Limpas / Contaminadas </li></ul><ul><li>Contaminadas </li></ul><ul><li>Sujas / Infectadas </li></ul>
  3. 4. Feridas Operatórias <ul><li>Se dividem em: </li></ul><ul><li>INCISIVAS - Quando não há perda de tecido. </li></ul><ul><li>EXCISIVAS - Quando ocorre a remoção de uma área da pele. </li></ul>
  4. 5. Feridas Limpas <ul><li>Não há evidência de infecção </li></ul><ul><li>Condições assépticas </li></ul><ul><li>Drenagem de sucção fechada - usada seletivamente </li></ul><ul><li>Cicatrização por primeira intenção </li></ul><ul><li>Risco de infecção pós-operatória 1 - 2% </li></ul>
  5. 6. Feridas Limpas / Contaminadas <ul><li>Não há evidência de infecção </li></ul><ul><li>Condições assépticas </li></ul><ul><li>Risco de infecção pós-operatória 7 - 8% </li></ul>
  6. 7. Feridas Contaminadas <ul><li>Grande desvio na técnica estéril - procedimentos cirúrgicos de emergência </li></ul><ul><li>Grande derramamento de fluido do trato gastroin-testinal </li></ul><ul><li>Inflamação não purulenta </li></ul><ul><li>Lesão traumática exposta </li></ul><ul><li>Risco de infecção pós-operatória 15 - 20% </li></ul>
  7. 8. <ul><li>Presença de ferida traumática, com retenção de tecidos desativados </li></ul><ul><li>Fechamento por primeira intenção retardado, com drenagem purulenta conhecida </li></ul><ul><li>Infecção clínica já existente </li></ul><ul><li>Risco de infecção pós-operatória 50% </li></ul>Feridas Sujas / Infectadas
  8. 9. ANATOMIA DA PELE
  9. 10. <ul><li>Camada mais externa </li></ul><ul><li>Composta de 4 estratos de epitélio escamoso </li></ul>1 - EPIDERME <ul><li>Córneo (mais externo) </li></ul><ul><li>Granuloso </li></ul><ul><li>Espinhoso (mais espesso) </li></ul><ul><li>Basal (mais interno) </li></ul><ul><li>Queratinócitos </li></ul><ul><li>Espessura (varia com a localização, idade ou sexo) </li></ul><ul><li>Período de regeneração  ± 4 semanas </li></ul>A PELE É COMPOSTA DE 3 CAMADAS:
  10. 11. A PELE É COMPOSTA DE 3 CAMADAS: <ul><li>Camada intermediária </li></ul><ul><li>Tb. Conhecida como cório ou pele verdadeira </li></ul><ul><li>Composta de 2 estratos: </li></ul>2 - DERME <ul><li>Papilar (mais próximo a epiderme) </li></ul><ul><li>reticular </li></ul><ul><li>Espessura (varia com a localização) </li></ul><ul><li>Compõe-se de céls. de tec. Conjuntivo (histiócitos, fibroblastos, mastócitos e as fibras colágenas, reticulares e elásticas) </li></ul><ul><li>Fibras nervosas, pêlos, glândulas sudoríparas e sebáceas </li></ul>
  11. 12. <ul><li>Compõe-se de fibras de tecidos conjuntivos, que sustentam o tecido adiposo </li></ul><ul><li>É atravessada por vasos sanguíneos mais calibrosos </li></ul><ul><li>Ocorre o metabolismo dos carboidratos e a lipogênese </li></ul><ul><li>É uma camada de ligação e isolante do frio e calor exacerbados </li></ul>3 - TECIDO ADIPOSO SUBCUTÂNEO A PELE É COMPOSTA DE 3 CAMADAS:
  12. 13. FISIOLOGIA DA CICATRIZAÇÃO
  13. 14. 1 - FASE INFLAMATÓRIA <ul><li>Fase trombocítica </li></ul><ul><li>Fase glanulocítica </li></ul><ul><li>Fase macrofásica </li></ul>
  14. 15. A - FASE TROMBOCÍTICA <ul><li>Agregação plaquetária (trombo) </li></ul><ul><li>Ativação da cascata de coagulação </li></ul><ul><li>Céls. mais atuantes são os trombócitos e os eritrócitos </li></ul><ul><li>Plaquetas aderem ao colágeno </li></ul><ul><li>Trombócitos liberam mediadores vasoativos + fatores quimiotáticos + fatores plaquetários </li></ul><ul><li>É detonada a cascata da coagulação (fibrinogênio-fibrina) </li></ul><ul><li>Trombo + eritrócitos formam uma ponte </li></ul>
  15. 16. B - FASE GRANULOCÍTICA <ul><li>Debridamento da ferida </li></ul><ul><li>Defesa contra infecção </li></ul><ul><li>Principais cels. são os granulócitos (neutrófilos) </li></ul><ul><li>Granulócitos atraídos por fatores quimiotáticos migram através da ponte </li></ul><ul><li>Liberam enzimas proteolíticas (colagenase, elastase e hidrolase ácida) </li></ul><ul><li>Decompõe tecido necrótico e substâncias compostas por colágeno e proteoglicans </li></ul><ul><li>Fagocitam bactérias e sujidade </li></ul><ul><li>Esse processo de limpeza leva a formação de pus </li></ul>
  16. 17. C - FASE MACROFÁGICA <ul><li>Hemostasia, vasodilatação dos vasos íntegros, atração de céls. de defesa (trombócitos, eritrócitos, neutrófilos e macrófagos), limpeza e proteção, ativação do processo cicatricial </li></ul><ul><li>Sinais clínicos: Hiperemia, calor, edema e dor </li></ul>
  17. 18. 2 - FASE PROLIFERATIVA (Fibroblástica ou de Glanulação) <ul><li>Principais funções (angiogênese, síntese de colágeno e proliferação, contração e epitelização) </li></ul><ul><li>Macrófagos, fibroblastos, céls. endoteliais e os queratinócitos </li></ul><ul><li>Principal característica é a formação de um tecido novo, vermelho vivo, de aspecto granuloso (brotos capilares), composto de capilares, colágeno e proteoglicans </li></ul>
  18. 19. 3 - FASE DE MATURAÇÃO (Reparadora ou Remodeladora) <ul><li>É a última e mais prolongada fase de cicatrização </li></ul><ul><li>Principais funções: </li></ul><ul><li>Deposição de colágeno na ferida </li></ul><ul><li>Diminuição da capilarização </li></ul><ul><li>Migração e mitose das células basais </li></ul><ul><li>Equilíbrio da produção de colagenase pelas céls. inflamatórias, céls. endoteliais, fibroblastos e queratinócitos </li></ul>
  19. 20. 3 - FASE DE MATURAÇÃO (Reparadora ou Remodeladora) <ul><li>Surgem os miofibroblastos, responsáveis pela contração da ferida </li></ul><ul><li>A força tensional da cicatriz é determinada pela velocidade, qualidade e quantidade total da deposição de colágeno </li></ul><ul><li>Nesta fase a cicatriz torna-se mais plana e macia </li></ul><ul><li>Podem ocorrer defeitos cicatriciais como quelóides, cicatrizes hipertróficas ou muito finas e friáveis e hipercromias </li></ul>
  20. 21. TIPOS DE CICATRIZAÇÃO <ul><li>Mínimo de perda tecidual </li></ul><ul><li>Resposta inflamatória rápida </li></ul><ul><li>Reduz incidência de complicações </li></ul><ul><li>Bordos regulares unidos por suturas </li></ul><ul><li>Cicatriz com menor índice de defeitos </li></ul>CICATRIZAÇÃO PRIMÁRIA
  21. 22. TIPOS DE CICATRIZAÇÃO <ul><li>É consequência de complicações </li></ul><ul><li>Grande perda tecidual </li></ul><ul><li>Período cicatricial mais prolongado devido a resposta inflamatória intensa </li></ul><ul><li>Maior incidência de defeitos cicatriciais (cicatriz hipertrófica, quelóide) </li></ul>CICATRIZAÇÃO SECUNDÁRIA
  22. 23. FATORES ADVERSOS À CICATRIZAÇÃO <ul><li>Má nutrição </li></ul><ul><li>Doenças crônicas </li></ul><ul><li>Insuficiência do sistema imunológico </li></ul><ul><li>Má perfusão tecidual </li></ul><ul><li>Idade avançada </li></ul><ul><li>Terapia medicamentosa </li></ul>FATORES SISTÊMICOS Subdividem-se em Fatores Sistêmicos e Fatores Locais
  23. 24. FATORES ADVERSOS À CICATRIZAÇÃO <ul><li>Infecção </li></ul><ul><li>Isquemia </li></ul><ul><li>Necrose </li></ul><ul><li>Corpos estranhos / crosta </li></ul><ul><li>Agentes irritantes </li></ul><ul><li>Lesão muito extensa </li></ul>FATORES LOCAIS
  24. 25. AVALIANDO A FERIDA Qual o tamanho ? Qual a localização ? Há quanto tempo existe ? É infectada ou colonizada ? Qual é o agente infectante ? Necessita debridamento ? De que tipo ? Que curativo usar ? Está em qual fase da cicatrização ? Como está a pele ao redor ? Tem odor ? Tem exsudato ?
  25. 26. AVALIANDO A FERIDA <ul><li>TECIDO DE GRANULAÇÃO SADIO : </li></ul>CARACTERÍSTICAS DO TECIDO DE GRANULAÇÃO <ul><li>Vermelho vivo </li></ul><ul><li>Brilhante </li></ul><ul><li>Não sangra facilmente ou muito pouco </li></ul>
  26. 27. AVALIANDO A FERIDA <ul><li>TECIDO DE GRANULAÇÃO DOENTE : </li></ul>CARACTERÍSTICAS DO TECIDO DE GRANULAÇÃO <ul><li>Vermelho escuro </li></ul><ul><li>Sem brilho ou ressecado </li></ul><ul><li>Sangra com abundância </li></ul>
  27. 28. AVALIANDO A FERIDA DIFICULDADES NA IDENTIFICAÇÃO DE FERIDAS INFECTADAS <ul><li>Os sintomas de inflamação da fase inicial podem ser confundidos com sintomas de infecção </li></ul><ul><li>Doentes imunossupressos podem não apresentar sintomas clássicos de inflamação ou sequer de infecção </li></ul><ul><li>Uma ferida que não cicatriza pode ser o único sintoma da presença de infecção </li></ul>
  28. 29. AVALIANDO A FERIDA DIFICULDADES NA IDENTIFICAÇÃO DE FERIDAS INFECTADAS <ul><li>Algumas infecções são “silenciosas”, com sintomatologia atípica </li></ul><ul><li>Má interpretação ou desprezo de resultados microbiológicos </li></ul><ul><li>Desvalorizar ou super-valorizar presença ou ausência de alguns sinais como exsudato purulento </li></ul>
  29. 30. AVALIAÇÃO DO ESTADO DA FERIDA <ul><li>Mensuração </li></ul><ul><li>Extensão do tecido envolvido </li></ul><ul><li>Presença de espaço morto </li></ul><ul><li>Localização anatômica </li></ul><ul><li>Tipo de tecido no leito da ferida </li></ul><ul><li>Cor da ferida </li></ul><ul><li>Exsudato </li></ul><ul><li>Borda da ferida </li></ul><ul><li>Infecção </li></ul>
  30. 31. 1) MENSURAÇÃO <ul><li>Medida Linear (comprimento e largura) </li></ul><ul><li>Decalque (acetato) </li></ul><ul><li>Fotografia </li></ul>BIDIMENSIONAL <ul><li>Manual </li></ul><ul><li>Computadorizada </li></ul>PLANIMETRIA <ul><li>Medida Linear (comp X largura X profundidade) </li></ul><ul><li>Molde (volume) </li></ul><ul><li>Curativos de espuma </li></ul><ul><li>Instilação </li></ul>TRIDIMENSIONAL
  31. 32. 2) EXTENSÃO DO TECIDO ENVOLVIDO <ul><li>Estruturas envolvidas </li></ul><ul><li>Estadiamento </li></ul>Porque e para que ?
  32. 33. 3) ESPAÇOS MORTOS <ul><li>Deslocamento </li></ul><ul><li>Sinus </li></ul><ul><li>Fístulas </li></ul>
  33. 34. 4) LOCALIZAÇÃO ANATÔMICA <ul><li>Documentação </li></ul><ul><li>Potencial de contaminação </li></ul>
  34. 35. 5) TIPO DE TECIDO NO LEITO DA FERIDA <ul><li>Tecidos viáveis:  Granulação e epitelização </li></ul><ul><li>Tecidos inviáveis:  Fibrina desvitalizada, tecidos necróticos </li></ul>
  35. 36. 6) COR DO TECIDO <ul><li>Granulação:  Rosa, vermelho pálido, vermelho vivo </li></ul><ul><li>Fibrina:  Amarelo, marrom </li></ul><ul><li>Necrose:  Cinza, marrom, negra </li></ul>( red  yellow  black )
  36. 37. 7) EXSUDATO <ul><li>Volume </li></ul><ul><li>Odor </li></ul><ul><li>Cor </li></ul><ul><li>Consistência </li></ul>Pode ser: seroso, serosanguinolento, sanguinolento e purulento
  37. 38. 8) BORDAS <ul><li>Epitelização </li></ul><ul><li>Necrose </li></ul><ul><li>Isquemia </li></ul><ul><li>Macerada </li></ul><ul><li>Irregular </li></ul><ul><li>Infecção </li></ul><ul><li>Colonização </li></ul><ul><li>Contaminação </li></ul>
  38. 39. 9) INFECÇÃO: 10 5 UFC/grama tecido <ul><li>Swab </li></ul><ul><li>Aspiração </li></ul><ul><li>Biópsia </li></ul>Sinais clínicos de infecção: dor, calor, hiperemia, mudança na cor do exsudato, odor CULTURA :
  39. 40. “ CURATIVO IDEAL ” Enfª Maria das Graças Costa Mello Arias Chaparro
  40. 41. “ Curativo Ideal ” As implicações na Área de Enfermagem.
  41. 42. Mantém Alta Umidade Nada de curativos secos em feridas abertas. Não há necessidade de secar feridas abertas, somente a pele ao redor dela.
  42. 43. Remove o Excesso de Exsudação O curativo deve ter um pouco de absorvência. Pode ser necessário fornecer um segundo chumaço.
  43. 44. Isolador Térmico As feridas não devem ser limpas com loções frias. Os curativos não devem permanecer removidos por longos períodos de tempo (isso também permite que a ferida seque).
  44. 45. Impermeável a Bactérias As faixas devem ser aplicadas como uma moldura de quadro. Se ocorrer uma empapação, deve-se utilizar um chumaço absorvente no topo ou trocar o curativo.
  45. 46. Isento de Partículas e Tóxicos Contaminadores de Feridas Não se deve usar lã de algodão ou qualquer gaze desfiada. Os chumaços absorventes não devem ser cortados pois irão desfiar.
  46. 47. Retirado sem Trauma Nada de curativos secos em feridas abertas. É preferível irrigá-las a esfregá-las.
  47. 48. Permite a Troca de Gases Não há implicações comprovadas na área de enfermagem.
  48. 49. MÉTODO AUTOLÍTICO Coberturas utilizadas para autólise
  49. 50. Tipos de Curativo A - HIDROGEL <ul><li>Composição: Carboximetilcelulose + Propilenoglicol + água (70 à 90%) </li></ul><ul><li>Ação: Debridamento autolítico / remover crostas e tecidos desvitalizados em feridas abertas </li></ul><ul><li>Forma de apresentação: Amorfo e placa </li></ul>B - HIDROCOLÓIDE <ul><li>Composição: Carboximetilcelulose + gelatina + pectina </li></ul><ul><li>Forma de apresentação: Amorfo e placa </li></ul><ul><li>Ação: É hidrofílico, absorve o exsudato da ferida, formando um gel viscoso e coloidal que irá manter a umidade na interface da ferida </li></ul>
  50. 51. MÉTODO ENZIMÁTICO Coberturas Utilizadas
  51. 52. C - PAPAÍNA <ul><li>Composição: Enzima proteolítica. São encontradas nas folhas, caules e frutos da planta Carica Papaya </li></ul><ul><li>Forma de apresentação: Pó, gel e pasta </li></ul><ul><li>Atuação: Desbridante (enzimático) não traumática / anti-inflamatória / bactericida / estimula a força tênsil das cicatrizes; pH ótimo de 3-12; atua apenas em tecidos lesados, devido a anti-protease plasmática (alfa anti-tripsina) </li></ul><ul><li>Observações: Diluições: 10% para necrose; 4 à 6% para exsudato purulento e 2% para uso em tecido de granulação; cuidados no armazenamento (fotossensível) e substâncias oxidantes (ferro/iodo/oxigênio); manter em geladeira </li></ul>Tipos de Curativo
  52. 53. D - COLAGENASE <ul><li>Composição: Enzima proteolítica </li></ul><ul><li>Forma de apresentação: Pomada </li></ul><ul><li>Ação: Age seletivamente degradando o colágeno inativo da ferida; debridamento enzimático suave e não invasivo; atua em pH 6-8; inativado em presença de iodo e de íons pesados como prata e mercúrio </li></ul><ul><li>Observações: Controvérsias quanto a ação estimuladora da granulação e epitelização </li></ul>Tipos de Curativo
  53. 54. E - FIBRINOLISINA <ul><li>Composição: Fibrinolisina (plasma bovino) e desoxorribonuclease (pâncreas bovino) </li></ul><ul><li>Forma de apresentação: Pomada </li></ul><ul><li>Ação: Através da dissolução do exsudato e dos tecidos necróticos, pela ação lítica da fibrinolisina e do ácido desoxorribonucleico e da enzima desoxorribonuclease </li></ul><ul><li>Observações: Monitorar a sensibilidade do paciente </li></ul>Tipos de Curativo
  54. 55. MÉTODO OSMÓTICO Coberturas Utilizadas
  55. 56. F - ALGINATO DE CÁLCIO E SÓDIO <ul><li>Composição: 80 % íon cálcio + 20 % íon sódio + ácidos gulurônico e manurônico (derivados de algas marinhas) </li></ul><ul><li>Forma de apresentação: Cordão e placa </li></ul><ul><li>Ação: Hemostasia / Debridamento Osmótico / Grande absorção exsudato / Umidade (formação de gel) </li></ul>Tipos de Curativo
  56. 57. G - AÇÚCAR <ul><li>Composição: Sacarose </li></ul><ul><li>Forma de apresentação: Em grânulos </li></ul><ul><li>Ação: Efeito bactericida, proporcionado pelo efeito osmótico, na membrana e parede celular bacteriana </li></ul><ul><li>Observação: É necessário troca de 2/2 horas para manter a sua ação; feridas com necrose de coagulação, queimaduras, pacientes obesos, desnutridos e com idade avançada </li></ul>Tipos de Curativo
  57. 58. Outros Tipos de Coberturas
  58. 59. H - FILMES TRANSPARENTES <ul><li>Composição: Filme de Poliuretano, aderente (adesivo), transparente, elástico e semi-permeável </li></ul><ul><li>Ação: Umidade / Permeabilidade Seletiva / Impermeável a Fluidos </li></ul><ul><li>Observação: Pode ser utilizado como cobertura secundária. Trocar até 7 dias </li></ul>Tipos de Curativo
  59. 60. I - HIDROPOLÍMERO (Tiele / Tiele Plus) <ul><li>Composição: Almofada de espuma composta de camadas sobrepostas de não tecido e revestida por poliuretano </li></ul><ul><li>Indicação: Feridas abertas não infectadas com baixa ou moderada exsudação </li></ul><ul><li>Contra-indicação: Feridas infectadas e com grande quantidade de exsudato </li></ul><ul><li>Observação: Uso de talco para aumentar poder de adesividade </li></ul>Tipos de Curativo
  60. 61. J - GAZE DE ACETATO IMPREGNADA COM PETROLATUM (ADAPTIC) <ul><li>Composição: Tela de acetato de celulose, impregnada com emulsão de petrolatum, hidrossolúvel </li></ul><ul><li>Ação: Proporciona a não aderência da ferida </li></ul><ul><li>Indicação: Áreas doadoras e receptadoras de enxerto, abrasões e lacerações </li></ul><ul><li>Contra-indicação: Alergia </li></ul>Tipos de Curativo
  61. 62. K - CARVÃO ATIVADO E PRATA <ul><li>Composição: Carvão ativado com prata à 0,15%, envolto por não tecido de nylon poroso, selado nas quatro bordas </li></ul><ul><li>Ação: Absorve exsudato / Absorve os micro- organismos / Filtra odor / Bactericida (prata) </li></ul><ul><li>Indicação: Feridas infectadas e exsudativas </li></ul><ul><li>Contra-indicação: Feridas limpas com baixo exsudato e em presença de osso e tendão </li></ul><ul><li>Observação: Não pode ser cortado </li></ul>Tipos de Curativo
  62. 63. L - ÁCIDO GRAXO ESSENCIAL (AGE) <ul><li>Composição: Óleo vegetal composto por ácidos linoleico, caprílico, cáprico, vitaminas A, E e lecitina de soja </li></ul><ul><li>Ação: Quimiotaxia Leucocitária / Angiogênese / Umidade / Bactericida </li></ul><ul><li>Indicação: Prevenção e tratamento de úlceras / Tratamento de feridas abertas </li></ul><ul><li>Contra-indicação: Alergia </li></ul><ul><li>Observação: Pode ser associado a outras coberturas </li></ul>Tipos de Curativo
  63. 64. Antissépticos
  64. 65. 1 - PRODUTOS DERIVADOS DO IODO <ul><li>Composição: Polivinil-pirrolidona-iodo (PVPI) </li></ul><ul><li>Ação: Penetra na parede celular alterando a síntese do ácido nucleico, através da oxidação </li></ul><ul><li>Indicação: Antissepsia de pele e mucosas peri-cateteres </li></ul><ul><li>Contra-indicação: Feridas abertas de qualquer etiologia </li></ul><ul><li>Observações: É neutralizado na presença de matéria orgânica / Em lesões abertas altera o processo de cicatrização (citotóxico para fibroblasto, macrófago e neutrófilo) e reduz a força tensil do tecido </li></ul>
  65. 66. 2 - CLOREXIDINA <ul><li>Composição: Di-gluconato de clorexidina </li></ul><ul><li>Ação: Atividade germicida por destruição de membrana citoplasmática bacteriana </li></ul><ul><li>Indicação: Antissepsia de pele e mucosa peri-cateter </li></ul><ul><li>Contra-indicação: Feridas abertas de qualquer etiologia </li></ul><ul><li>Observações: A atividade germicida se mantém mesmo na presença de matéria orgânica / Citotóxico / Reduz a força tensil tecidual </li></ul>
  66. 67. 3 - PERÓXIDO DE HIDROGÊNIO (ÁGUA OXIGENADA) <ul><li>Composição: Peróxido de hidrogênio à 3% </li></ul><ul><li>Ação: Bactericida limitado </li></ul><ul><li>Indicação: Não existe para ferida </li></ul><ul><li>Contra-indicação: Inapropriado para uso como antisséptico </li></ul><ul><li>Observações: Citotóxico / Colapso da ferida por formação de bolhas de ar </li></ul>
  67. 68. Questões Éticas
  68. 69. <ul><li>Conselho de Medicina : Não existe nenhuma legislação na qual informe que é prerrogativa do médico realizar debridamento com instrumental cirúrgico </li></ul><ul><li>Constituição Federal de enfermagem ; DECRETO 94.406/87 ARTIGO 80, INCISO I ALÍNEA H - ”Ao enfermeiro incube cuidados de enfermagem de maior complexidade técnica e que exijam conhecimentos técnicos-científicos adequados e capacidade para tomar decisões imediatas” </li></ul><ul><li>Considerando o Código de Ética de Enfermagem (Cap. 3 Art.17), o enfermeiro deve “avaliar criteriosamente técnica e legal e somente aceitar encargos e atribuições quando capaz de desempenho seguro para si e para a clientela” e Art.18 “manter-se atualizado ampliando seus conhecimentos técnicos, científicos e culturais, em benefício da clientela, coletividade e do desenvolvimento da profissão” </li></ul>
  69. 70. <ul><li>Comissão de curativos </li></ul><ul><li>Atribuições </li></ul><ul><li>Traçar condutas específicas na realização de curativos; </li></ul><ul><li>Delimitar os tipos de curativos realizados na instituição e normatizar a realização dos mesmos; </li></ul><ul><li>Sugerir prioridades de ação na realização de curativos; </li></ul><ul><li>Atualizar continuamente os profissionais de saúde envolvidos na prescrição e realização de curativos; </li></ul><ul><li>Propor e colaborar com as unidades/disciplinas no desenvolvimento de trabalhos técnicos científicos relacionados com o tema; </li></ul><ul><li>Avaliar periodicamente os curativos confeccionados no hospital; </li></ul>
  70. 71. <ul><li>Comissão de curativos </li></ul><ul><li>Atribuições </li></ul><ul><li>Deliberar sobre as normatizações e medidas de controle elaboradas pela coordenadoria de controle de infecção hospitalar visando o controle da infecção hospitalar nas lesões de pele; </li></ul><ul><li>Subsidiar compras de produtos para a realização de curativos; </li></ul><ul><li>Normatizar junto as instâncias superiores a compra de novos produtos para o uso nos curativos; </li></ul><ul><li>Estimular a Educação Continuada dos componentes da comissão; </li></ul><ul><li>Avaliar periodicamente a efetividade da comissão. </li></ul>

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