Parte 1

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Parte 1

  1. 1. Parte 1Uma verdade avassaladora“Nas asas do tempo, a tristeza voa”. (Jean de La Fontaine)
  2. 2. Prólogo No início Castelo de Leeds, Inglaterra,Dezembro de 1501 O relógio soou lentamente, o som do mesmo ecoou pelo belo e nobre salão docastelo, fazendo um som agudo que dava para ouvir ao alguns quilômetros de distânciadali. O vento daquele momento fazia com que as folhas das árvores próximas docastelo, esvoaçassem sem rumo. O labirinto do castelo havia sido cortado há poucosdias. O clima do mês de dezembro estava como outro qualquer naquela região daInglaterra: frio e nevando. A neve caía com leveza e chegava ao chão fazendo cada vezmais um monte de neve. No centro do labirinto havia um rapaz sentado, com as costas encostadas naquelasplantas. Ele estava com um livro de capa vermelha de veludo e com letras douradas. Suamente vagava naquelas páginas, imaginando-as como seria. O jovem rapaz parou de lerpor um instante e levou a sua mão até o bolso da sua roupa nobre, e puxou dentro delaum relógio de bolso, o relógio cada vez que o rapaz iria puxando, uma corrente douradae fina saia junto com o relógio. O rapaz observou bem o relógio e colocou-o no bolsonovamente. Ele levantou-se ainda com o livro aberto, e olhou ao seu redor a paisagembela do castelo coberta de neve. Ele começou a caminhar, seus passos eram quaselongos e rápidos. Sua roupa atrás estava suja de neve. O rapaz levou sua mão até atraseira da roupa e a limpou. A neve caia sobre ele naquele momento. DUM, DUM, DUM. Ele ouvia o relógio do castelo soar novamente. Então, ele começou a correrfreneticamente, seus passos agora eram rápidos, e a cada vez que ele pisava no chãoaquela neve espalhava-se para os lados. Sua respiração enquanto ele corria estavaofegante. O rapaz pôde captar que havia uma sombra ao seu lado – também correndo.Ele parou de correr, e então, ele derrapou na neve. Ele caiu de costas na neve e selevantou rápido com as mãos na coluna.
  3. 3. – Quem está ai? – perguntou ele. O vulto agora estava mais visível, o vulto preto lhe cercou por todos os lados, avelocidade que o mesmo corria era quase paranormal. – RESPONDA! EU EXIJO! O vulto ainda estava correndo ao redor do rapaz, e então, ele tomou forma dehumano. Um sério homem de seus vinte e tantos anos agora se aproximava lentamentedo rapaz. Seus passos eram lentos, a cada vez mais que o homem iria se aproximando, obelo rapaz ia se afastando, até que ele encostou-se a uma árvore e suspirou. O homem seaproximou mais ainda e abriu a boca lentamente e começou a falar: – Apresentações, primeiro. – o homem fez reverencia, e pôs as suas duas mãosesticadas, tocando aquela capa preta. – Quem sois vós? – perguntou o rapaz. O homem fez sua apresentação formal e ajeitou sua roupa preta. – Sou o enviado. – falou ele. – Vim aqui a mando do meu mestre. Vim aqui para estaterra atrás do descente de Kairus. – O... o... o que? – gaguejou o rapaz. – Eu estava lhe procurando há muito tempo, vaguei por estas terras atrás de vós. – Como é seu nome? – perguntou o rapaz, puxando da sua cintura uma espada. Ele acolocou na sua frente, se armando contra o homem. – Sou da prole do demônio. E você Henrique – pausou-se o homem. –, é odescendente de Kairus. Henrique estremeceu-se por inteiro. Ele não sabia de nada, de nada mesmo. Elenunca tivera antes ouvido falar em ‘Kairus’, ou algo parecido. Seus pais haviammorrido quando ele ainda era recém-nascido. Henrique era criado por seus tios que eramparentes do original dono do castelo. A vida do mesmo não podia dizer-se que fossemuito boa, já que sua tia o maltratava. Suas tardes eram no labirinto, sempre com umlivro.
  4. 4. – Como vós sabeis meu nome? – perguntou Henrique. – Isso não vem ao caso. Seu bastardo nojento. – falou o homem ferozmente. – Retiras o que dissestes. – Retirar? Tu não sabes de nada mesmo. Seus tios não lhe contaram?! – ele agorafalava com ar de deboche, a neve continuava a cair sobre os dois. – Você foi pego paracriar pelos seus pais adotivos. Sabes por que os seus pais morreram? Hã? Para protegero descendente de nefilim dentro de sua própria casa. Você fez com que ele morresse. Amorte deles é sua culpa. – Não é. – as lágrimas caiam dos olhos de Henrique lentamente até chegarem à dobrade seu maxilar. – Foi sim. – alegava um dos da prole do demônio. – Seus pais verdadeiros tambémestão mortos. Agora chegou a sua hora. Depois de tanto tempo chegou a sua vez. Henrique atirou contra o corpo do homem a espada que carregava consigo mesmo. Aespada atravessou o corpo do homem e nada aconteceu. – Pobre criatura. – ele avançou contra Henrique, e colocou suas mãos gélidas nopescoço de Henrique. – Morrerás agora. E todos aqueles que vierem com ao que sejaherdado de Kairus será morto. Que os nefilins sejam morto um por um. E que nestaterra não reste um. Henrique virou seu rosto para o lado, desesperado, em busca de ar. Ele se sacolejou eem um vacilo do Homem, ele se libertou. Henrique fez o que deveria fazer. Correu, elesaiu da parte das árvores e chegou a um espaço que não havia nada, só o castelo nofundo. Ele parou no centro do espaço e colou suas mãos na cabeça. Ao longe ele avistouos guardas do castelo, ele levantou suas mãos e gritou: – SOCOOOOOOORRO. – seu grito era de desespero. Ele sabia que a hora delepoderia ter chegado, ou não. Henrique havia acabado de completar dezessete anos a trêsdias atrás. Ele virou-se para ver se o homem da prole do demônio se estava vindo atrás dele,Henrique observou bem o seu entorno coberto de neve, ele não vira nada. Um alívioavassalador percorreu o instinto de Henrique naquele momento. Para ele, o que acabara
  5. 5. de acontecer, deveria ter sido apenas uma miragem, ou algo do tipo. Ele passou as mãosem volta do seu pescoço, já que estava doendo muito (isto era uma prova de que tudoaquilo havia sido verdade). Ele ajoelhou-se na neve e respirou fundo, o mais fundo queele já tivera respirado, seus pulmões encheram-se de ar, e depois o ar por completohavia saído. Henrique levantou-se novamente agora com mais leveza, pois, ele sabiaque o homem tivera ido embora. Ele se virou em direção ao castelo e viu um par desapatos pretos na sua frente, e então, ele levantou sua cabeça e viu o homem a suafrente. – Pensava que iria se livrar de mim assim? – O homem agora pegou Henrique peloseu pescoço e o atirou pelo ar. A velocidade era tanta que Henrique não tinha noção deonde iria bater, ou cair. Um barulho ensurdecedor explodiu na atmosfera quando Henrique bateu contra umaárvore. O homem chegou rapidamente ao local onde Henrique estava de braços abertos. Eleconfiscou como ele havia deixado aquele rapaz de pele clara, de cabelos lisos e pretos, ede olhos verdes. – Morto. – confirmou o homem da prole do demônio, chutando o corpo. Aqueles cabelos lisos e pretos de Henrique agora estavam sujos de sangue, não sóele, mas uma pequena parte de onde ele estava caído. As roupas nobres e materiaisrefinados agora estavam melados de sangue. Os olhos de Henrique estavam fechados, eele estava com a boca aberta. – Assim acontecerá com todos os descendentes de Kairus. Não restará um. Sempreestaremos postos para matar um deles. E assim será para sempre. – ele estendeu a mão epassou por cima de Henrique e o sangue desapareceu devagar do corpo dele. O homem desapareceu com um vento gélido, como se ele nunca estivesse ali antes. EHenrique, continuou ali morto, ele não parecia como se ele estivesse morto, mas simdormindo um sono eterno. Um sono eterno que poderia custar só não para ele, mas paratodos os outros descendentes.

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