Por Tauana JeffmanDoutoranda em Ciência da Comunicação – UNISINOS
Se na sociedade do espetáculo de Guy Debord, o espetáculo é a“relação social entre pessoas, mediatizada por imagens”, naso...
Saímos da pós-modernidade para a hipermodernidade.O “hiper é a aceleração que desfaz, dilui e leva, pelo excesso detecnolo...
(15) “O publicitário inventava o truque e o disseminava. O sociólogo o denunciavacom um repetitivo „eu vi, eu vi, é truque...
(34) “As marcas da hipermodernidade aparecem portoda parte, inclusive no financiamento cotidiano dosastros meteóricos ou d...
(63) “A passagem aohiperespetacular consumou-secom as celebridades cuja únicaobrigação é ser o quesão, mesmo que seja nada...
(74) “A cultura é o mais perfeito sistema dehierarquia social. Une e separa conforme o poderde coesão dos grupos” (SILVA, ...
(105) “A mídia hiperespetacular continua apegada ao antigo regime:cria e cultua reis, rainhas, príncipes e princesas. É um...
(114) “Ninguém mais terá necessidade de ler e escrever [...].O pós-hiperespetáculo, já contido potencialmente nohiperespet...
(122) “A internet carrega o fim do direito autoral, que carregao fim das editoras, assim como o das gravadoras, o que sere...
(147) “É o pós-humano, o pós-orgânico, o apogeu das cirurgias plásticas, a faseda barriguinha de fora, o triunfo do silico...
(162) “O hiperespetáculo pode não ser um conjunto de imagens nemuma relação social com qualquer mediação, mas somente umac...
(195) “Se o elegante Guy Deborddisse “o que é bom aparece, o queaparece é bom”, a sociedademidíocre consagra algo maisdire...
(200) “Com Michel Teló, o Brasil entrou, de vez, no hiperespetáculo”(SILVA, 2012, p. 106).“Teló converteu-se no Paulo Coel...
(212) “O fim do direito autoral precede o fim doautor, que precede o fim do livro, que precede o fim daescrita, que anunci...
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Sociedade midiocre

  1. 1. Por Tauana JeffmanDoutoranda em Ciência da Comunicação – UNISINOS
  2. 2. Se na sociedade do espetáculo de Guy Debord, o espetáculo é a“relação social entre pessoas, mediatizada por imagens”, nasociedade midíocre vivemos o hiperespetáculo, a vez da“baixaria”, dos astros meteóricos, do Telóismo.Segundo o autor, “a sociedade midíocre não é apenas asociedade mediada ou determinada pela mediocridade absolutada mídia em tempo integral, mas também e principalmente asociedade em que a mídia é determinada pela mediocridadegeral” (SILVA, 2012, p. 24-25).
  3. 3. Saímos da pós-modernidade para a hipermodernidade.O “hiper é a aceleração que desfaz, dilui e leva, pelo excesso detecnologia, de volta às origens”. Neste caso, presenciaremos amorte do direito autoral (pois todos terão direito ao conteúdo), ofim dos livros (pois serão plataformas ultrapassadas), e o fim daescrita (pois retornaremos para uma oralidade tecnológica, aliadaà comunicação por meio de imagens). Nas palavras do autor, é avingança das imagens e sua volta triunfal.
  4. 4. (15) “O publicitário inventava o truque e o disseminava. O sociólogo o denunciavacom um repetitivo „eu vi, eu vi, é truque‟. Assim, o publicitário era um construtorde mitos, enquanto o sociólogo era um chato” (SILVA, 2012, p. 12).(32) “A publicidade é a tecnologia do imaginário suprema do hiperespetáculo.Com ela, como paradigma ético e estético, passou-se da embalagem do efeito aoefeito de embalagem” (SILVA, 2012, p. 19).
  5. 5. (34) “As marcas da hipermodernidade aparecem portoda parte, inclusive no financiamento cotidiano dosastros meteóricos ou das estrelas (de)cadentes”(SILVA, 2012, p. 19).(63) Era preciso radicalizar o acesso à condição decelebridade. A beleza continua sendo um bomcaminho, assim como a inteligência, mas ambaspassaram a ser vistas como fatores discriminatórios.Afinal, ninguém tem a obrigação de nascer bonito ouinteligente. Os feios ou idiotas também querem serfamosos. Foi necessário abrir espaço a todos”(SILVA, 2012, p. 30).
  6. 6. (63) “A passagem aohiperespetacular consumou-secom as celebridades cuja únicaobrigação é ser o quesão, mesmo que seja nada, poralgum tempo num programaao alcance de todos e passívelde recompensa pelo que não sefez” (SILVA, 2012, p. 30).
  7. 7. (74) “A cultura é o mais perfeito sistema dehierarquia social. Une e separa conforme o poderde coesão dos grupos” (SILVA, 2012, p. 34).(76) “Diante de um conflito de gostos, aguçadopela lógica da distinção brandida como umtacape da civilização, cada um pergunta:por que o seu gosto seria melhor do que o meu?Com que critérios o outro defende asuperioridade do seu gosto? O que prova que umgosto é superior que outro gosto?”(SILVA, 2012, p. 34).
  8. 8. (105) “A mídia hiperespetacular continua apegada ao antigo regime:cria e cultua reis, rainhas, príncipes e princesas. É uma nobreza laica emovediça. As estrelas surgem e desaparecem como meteoros. Ossúditos – a audiência, o público – aclamam e esquecem seus reis com amesma rapidez” (SILVA, 2012, p. 41).
  9. 9. (114) “Ninguém mais terá necessidade de ler e escrever [...].O pós-hiperespetáculo, já contido potencialmente nohiperespetáculo, será a pós-história, o fim da escrita, asuperação da linearidade discursiva e narrativa. Os jovens dehoje perderão a habilidade de folhear. O cérebro humanofuncionará por saltos, descontinuidades, espasmos, alucinaçõese sínteses” (SILVA, 2012, p. 46).
  10. 10. (122) “A internet carrega o fim do direito autoral, que carregao fim das editoras, assim como o das gravadoras, o que seresolverá com o fim da escrita e com o fim do escritor. A teorialiterária anunciou a morte do autor. Errou. O autor ressurgiupor toda parte. O escritor é que está morto. A morte do autor,porém, é iminente” (SILVA, 2012, p. 49).(123) “A escrita, que já foi a marca das civilizações avançadas,será, em breve, um sinal de atraso típico das culturas em déficit detecnologias de som e imagem” (SILVA, 2012, p. 50).
  11. 11. (147) “É o pós-humano, o pós-orgânico, o apogeu das cirurgias plásticas, a faseda barriguinha de fora, o triunfo do silicone” (SILVA, 2012, p. 41).(151) “O hiperespetáculo é um efeito de embalagem, efeito de designação, formasem conteúdo, embalagem sem embalo, invólucro sem referência ao envolvido(SILVA, 2012, p. 73).
  12. 12. (162) “O hiperespetáculo pode não ser um conjunto de imagens nemuma relação social com qualquer mediação, mas somente umacultura totalizante de mídia que envolve inclusive as redessociais, último baluarte de uma participação, chamada deinteratividade, esvaziada de utopia [...]” (SILVA, 2012, p. 83).
  13. 13. (195) “Se o elegante Guy Deborddisse “o que é bom aparece, o queaparece é bom”, a sociedademidíocre consagra algo maisdireto: a “baixaria” é o queaparece e o que aparece é“baixaria”. Se o público quer“baixaria”, por que não osatisfazer? (SILVA, 2012, p. 104).
  14. 14. (200) “Com Michel Teló, o Brasil entrou, de vez, no hiperespetáculo”(SILVA, 2012, p. 106).“Teló converteu-se no Paulo Coelho da música brasileira. Inaugurou afilosofia brasileira do hiperespetáculo: o teloísmo. Fast-food incriticávelpor falta de instrumentos. O lixo cultural ganhou galardões de nobreza”(SILVA, 2012, p. 104).Nossa, nossaAssim você me mataAi se eu te pego, ai ai se eu te pegoDelícia, delíciaAssim você me mataAi se eu te pego, ai ai se eu te pego
  15. 15. (212) “O fim do direito autoral precede o fim doautor, que precede o fim do livro, que precede o fim daescrita, que anuncia um novo mundo de interação eprodução simbólica” (SILVA, 2012, p. 121-122).(221) “Primeiro desaparecerão as distribuidoras.Depois, pela ordem, as livrarias, as editoras, o livroimpresso, as bibliotecas pessoais em papel, os autores ee-book. Por fim, a escrita, que não era, comopretendiam os seus defensores, um processo cognitivosuperior, mas só um sistema de transmissão earmazenamento de dados de uma tecnologia de época”(SILVA, 2012, p. 132).

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