Diretrizes de Alimentação: pesquisa USP

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Título da pesquisa: Comunicação, alimentação e saúde: diretrizes para uma nova abordagem midiática e promoção da cidadania a partir da análise temática do material didático do Projeto Educando com a Horta Escolar (PEHE)

Mestrado: Programa de Ciências da Comunicação pelo programa de Pós-graduação em Ciências da Comunicação (PPGCOM) na Escola de Comunicações e Artes (ECA) da Universidade de São Paulo (USP).

Pesquisadora: Tatiana Aoki
Orientadora: Professora Doutora Alice Mitika Koshiyama
Pesquisa completa: http://goo.gl/YDOaBi
Diretrizes - a partir da página 112
Apresentação da pesquisa: http://goo.gl/uaVsd5

Na mídia:
Agência USP: http://www.usp.br/agen/?p=149435

Publicada em: Saúde e medicina
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Diretrizes de Alimentação: pesquisa USP

  1. 1. Comunicação, alimentação e saúde: diretrizes para uma nova abordagem midiática e promoção da cidadania a partir da análise temática do material didático do Projeto Educando com a Horta Escolar (PEHE) 1
  2. 2. Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo(ECA-USP) Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação Área de Concentração: Estudo dos Meios e da Produção Mediática Linha de Pesquisa: Informação e Mediações nas Práticas Sociais Tatiana Aoki Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da Universidade de São Paulo (PPGCOM-USP) Diretora de Mídias Sociais. email: tatiaoki@usp.br Orientação: Profa. Dra. Alice Mitika Koshiyama
  3. 3. Palavras-chave: cidadania, comunicação, alimentação, saúde A pesquisa pretende fornecer sugestões na abordagem da alimentação em prol do fortalecimento da democracia enquanto espaço de transformação social. Método: - Pesquisa documental: comunicação, cidadania, saúde e alimentação. - Análise temática (Minayo, 1992): Objeto: Projeto Educando com a Horta Escolar; Produto final: diretrizes de alimentação.
  4. 4. Comunicação: considera-se possível o comunicador crítico ocupar espaços nos veículos midiáticos; Cidadão: passível de intervenção na sociedade; Alimentação: integra um processo educativo
  5. 5. Estatísticas do cenário alimentar
  6. 6. Estatísticas
  7. 7. Estatísticas - Número de pessoas que sofriam de supernutrição – um bilhão – ultrapassou o número dos que sofriam de subnutrição – 800 milhões (OMS, 2000). - BR: 49% da população adulta encontra-se com sobrepeso (IBGE, 2010).
  8. 8. Material didático: Projeto Educando com a Horta Escolar (PEHE) Início: 2005; Realizado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO); Estratégia em SAN; Aponta alternativas para a alimentação e suas implicações por meio da horta; Laboratório de discussão intersetorial e de ideias de políticas públicas em SAN.
  9. 9. Objetivo •Fornecer subsídios e estratégias na abordagem da alimentação, para estender o debate e visando a promoção da cidadania.
  10. 10. Quadro teórico
  11. 11. Apresenta discussão teórica de cidadania. Limites teóricos e suas interpretações: Marshall (1963), Saes (2000), Hirshman (1992). Brasil - evolução histórica: Carvalho (1996), Dagnino (2004); Comunicação e direitos de cidadania: Martín-Barbero (2009), Gentilli (2005).
  12. 12. Saúde + comunicação - delimitações teóricas: Maria Cecília Minayo (1992); Bernardo Kucinski (2000); Inesita Araújo (2004); Wilson da Costa Bueno (1996). Relação saúde/doença: envolve fatores endógenos e exógenos; Conceito utilizado: Promoção da Saúde; Comunicação em saúde: instrumento na promoção da cidadania (KUCINSKI, 2000).
  13. 13. Alimentação e Comunicação Dividido em três partes: 1) Segurança Alimentar e Nutricional - e suas interfaces. 2) Mídia e alimentação: paradoxos midiáticos e o nutricionismo. 3) Diretrizes de alimentação.
  14. 14. Nutricionismo: O que é?
  15. 15. Pollan (2007, 2008, 2010) afirma que: Nutricionismo: sua lógica consiste em determinar se o alimento é bom ou mau conforme os nutrientes; é a ideologia oficial da dieta ocidental; surgiu nos Estados Unidos - século XIX; adotado pela indústria alimentícia para vender mais alimentos processados; atraente para marketeiros e jornalistas de dieta.
  16. 16. Nutricionismo Abordagem midiática sob o nutricionismo acarretou em... ...foco na culpabilização do indivíduo por sua situação alimentar ...ansiedade com a dúvida - O que comer? ...doenças decorrentes da má alimentação viraram oportunidade para indústria alimentícia - pela venda de mais produtos ditos “saudáveis”, remédios para emagrecer, etc...
  17. 17. Diretrizes na abordagem da alimentação
  18. 18. Parte I: Alimentação: como fazer a nova abordagem? Total: 16 diretrizes. Parte II: Significado dos termos e classificações das informações sobre alimentos. Total: 4 diretrizes. Parte III: Comida e suas conexões com o meio ambiente. Total: 4 diretrizes.Parte IV: Comida – uma questão cultural e política. Total: 6 diretrizes.
  19. 19. Parte I: Alimentação: como fazer a nova abordagem?
  20. 20. *** 1) Não atribuir somente culpa individual pela situação alimentar.
  21. 21. ** 2) Encontrar as brechas na grande mídia para criar informações alternativas, próprias e locais...
  22. 22. ** 3) ...Não ser tão radical e não negar totalmente a grande mídia
  23. 23. ** 4) Evitar evangelizar da mesma maneira que a mídia de nutrição
  24. 24. ** 5) Ao propor novas práticas em alimentação, evitar o tom de denúncia
  25. 25. ** 6) A questão do alimento está inserida no âmbito político e econômico
  26. 26. ** 7) Ao elaborar pautas, evitar o nutricionismo
  27. 27. *** 8) Desconfiar de textos como “um estudo indicou que”...
  28. 28. ** 9) Ao falar de algum alimento novo, em vez de fazer somente a divulgação, ensine-o a ler o rótulo.
  29. 29. *** 10) Estimular o questionamento sobre a origem das coisas.
  30. 30. ** 11) Comida e o preço: um debate político
  31. 31. ** 12) Tamanho é documento: tamanho das porções
  32. 32. ** 13) Não às Proibições ou limitações alimentares
  33. 33. ** 14) Não às dietas da moda!
  34. 34. ** 15) Mostrar que é possível uma alimentação saudável no cotidiano
  35. 35. ** 16) Questionar: a validade do alimento
  36. 36. Parte II: Significado dos termos e classificações das informações sobre alimentos
  37. 37. ** 17) Procure fontes midiáticas fora do Brasil – e da caixa.
  38. 38. *** 18) Refletir sobre o significado dos termos: saudável, orgânico, diet...
  39. 39. ** 19) Classificação de termos 1: natural ou industrializado?
  40. 40. ** 20) Classificação de termos 2: integral ou processado?
  41. 41. Parte III: Comida e suas conexões com o meio ambiente
  42. 42. ** 21)Conexão: Comida + sustentabilidade
  43. 43. ** 22) Estimular uma alimentação mais verde
  44. 44. ** 23) Comida e vegetarianismo: o que realmente importa?
  45. 45. ** 24) Comer: um ato consciente
  46. 46. Parte IV: Comida: uma questão cultural e política
  47. 47. ** 25) SAN, DHAA, Soberania Alimentar: temas viáveis em todas as editorias
  48. 48. *** 26) Aspectos da insegurança alimentar: acesso e excesso
  49. 49. ** 27) Trabalhar com a questão do sistema alimentar
  50. 50. ** 28) Compreender a cultura alimentar do país, região, cidade
  51. 51. ** 29) Considerar os padrões alimentares
  52. 52. ** 30) Alimentação: assunto interdisciplinar
  53. 53. Conclusões
  54. 54. Importâncias das diretrizes: manifesto para mudança de paradigma: indústria alimentícia e seu mercado midiático; visam ampliar o senso crítico de quem vai elaborar a informação; Sobre o nutricionismo: importa a reflexão sobre as consequências dessa ideologia no contexto brasileiro; necessário regulamentação governamental;
  55. 55. Para a mudança: é necessário uma forte campanha midiática envolvendo governo e sociedade civil; valorização do produtor regional e da agricultura familiar; Mas...será que as pessoas querem mesmo mudar sua alimentação?
  56. 56. Saiba mais: acesse a dissertação completa no site do PPGCOM-USP.
  57. 57. BRASIL. Lei n º 11.346, de 15 de setembro de 2006. Cria o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional – SISAN com vistas em assegurar o direito humano à alimentação adequada e dá outras providências. CONSEA – Legislação, 2006. Disponível em: http://goo.gl/BB10j . Acesso em: 03/06/2011. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Coordenação-Geral da Política de Alimentação e Nutrição. Guia Alimentar para a população brasileira. Brasília: Ministério da Saúde, 2006. Disponível em: http://www.saude.gov.br/nutricao CONSEA – Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional. A Segurança Alimentar e Nutricional e o Direito Humano à Alimentação Adequada no Brasil – Indicadores e Monitoramento – da Constituição de 1988 aos dias atuais. Brasília, 2010. COSTA, Christiane Gasparini Araújo. Segurança Alimentar e Nutricional: significados e apropriações. São Paulo: Annablume; Fapesp, 2011. Declaração de Roma Sobre a Segurança Alimentar Mundial e Plano de Acção da Cimeira Mundial da AlimentaçãoWorld Summit 1996 (1996). Disponível em: http://www.fao.org/DOCREP/003/W3613P/W3613P00.HTM Acesso em: 03/06/2011. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (2010). POF 2008-2009: desnutrição cai e peso das crianças brasileiras ultrapassa padrão internacional. Antropometria e estado nutricional de crianças, adolescentes e adultos no Brasil 2008-2009. Disponível em: http://goo.gl/vE8tI. Acesso em: 3 set. 2010. JACOBSON, Michael; NESTLE, Marion. Halting the Obesity Epidemic: A Public Health Policy Approach. Public Health Reports. n.115, 2000, p. 12-24. MINAYO, Maria Cecília de Souza. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. São Paulo: Hucitec, 1992. POLLAN, Michael. Em defesa da comida: um manifesto. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2008. POLLAN, Michael. O Dilema do Onívoro. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2007. POLLAN, Michael. Regras da Comida. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2010. TRINDADE, Eneus. Um olhar exploratório sobre o consumo e a midiatização das marcas de alimentos nas vidas de algumas famílias. Matrizes, São Paulo, ano 6, n. 1, Jul./dez. 2012. pp. 77-96.
  58. 58. Imagens: Maira Kalman - do livro “Regras da Comida” (2011). * Pictures: Maira Kalman - from the book "Food Rules: An Eater's Manual" (2011).
  59. 59. Obrigada! Tati Aoki Pesquisadora e diretora de mídias sociais da Aoki Media tatiaoki@gmail.com http://www.behance.net/tatiaoki

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