Doenças bacterianas – Estomatologia – Thalita Amorim 4-O
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A sífilis primaria é caracterizada pelo...
quais comumente envolvem a face e o couro cabeludo. As lesões orais estão presentes em
mais de 30% dos pacientes afetados....
Durante as primeiras fases, o padrão é semelhante. Nas lesões primarias, a
superfície epitelial é ulcerada e nas lesões se...
Pacientes com alergia comprovada à penicilina: doxiciclina ou tetraciclina,
eritromicina e ceftriaxona.
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As lesões secundarias estão localizadas no ápice pulmonar, porem elas podem
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*quimioprofilaxia: usado para pacientes que não apresentam sintomas e sinais de
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Os locais afetados em ordem de freqüência são: palato duro e mole, gengiva
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Doenças bacterianas

  1. 1. Doenças bacterianas – Estomatologia – Thalita Amorim 4-O SÍFILIS *SIFILIS PRIMARIA A sífilis primaria é caracterizada pelo cancro, que se desenvolve na área de inoculação, tornando-se clinicamente evidente 3 a 90dias após a exposição inicial. Embora lesões múltiplas possam ser as vezes observadas, a maioria dos cancros são solitários. Menos de 2% dos cancros ocorrem em outras localizações, mas a cavidade oral é o sitio extragenital mais comum. As lesões são vistas mais nos lábios, língua, palato, gengiva e amígdalas. O lábio superior é mais acometido nos homens, enquanto o inferior nas mulheres. A lesão oral apresenta-se como uma ulcera de base clara e indolor ou, raramente, como uma proliferação vascular semelhante a um granuloma piogênico. Caso não seja tratada, a lesão inicial cicatriza dentro de 3 a 8semanas. *SIFILIS SECUNDARIA Identificada clinicamente 4 a 10semanas após a infecção inicial. As lesões de sífilis secundaria podem surgir antes da resolução completa da lesão primaria. Durante a sífilis secundaria, os sintomas sistêmicos em geral surgem, exemplos, linfadenopatia indolor, dor de garganta, mal-estar, cefaléia, perda de peso, febre, dor músculo-esquelética. Um sinal consistente é uma erupção cutânea maculopapular difusa e indolor, disseminada por todo o corpo e que pode acometer inclusive a região palmo-plantar. Essa erupção também pode envolver a cavidade oral. Na maioria dos pacientes, ela cicatriza sem deixar marcas. Pode apresentar placas mucosas, que são zonas de mucosa sensível e esbranquiçadas. Varias placas adjacentes podem se fusionar, após sua formação, a necrose epitelial superficial pode ocorrer. Estas lesões podem acometer qualquer superfície mucosa, mas são encontradas com maior freqüência na língua, nos lábios, na mucosa jugal e no palato. Placas mucosas elevadas também podem estar centradas sobre a dobra da comissura labial e foram chamadas de pápulas fendidas. Lesões múltiplas são típicas da sífilis secundaria. A resolução espontânea em feral ocorre dentro de 3 a 12 semanas, entretanto, recidivas podem ocorrer. Na presença de imunocomprometidos, a sífilis secundaria pode apresentar-se em uma forma explosiva e disseminada conhecida como lues maligna. Tal forma apresenta sintomas prodrômicos de febre, cefaléia, mialgia, seguidos pela formação de ulcerações necróticas, as
  2. 2. quais comumente envolvem a face e o couro cabeludo. As lesões orais estão presentes em mais de 30% dos pacientes afetados. SIFILIS TERCIARIA Após a sífilis secundaria os pacientes entram em uma fase livre de lesões e sintomas, conhecida como sífilis latente. Esse período de latência pode durar de 1 a 30anos. A fase terciária da sífilis inclui as complicações mais serias da doença. O sistema vascular pode ser afetado significativamente pelos efeitos de artrite previa. Pode ocorrer aneurisma da aorta ascendente, hipertrofia ventricular esquerda, regurgitação aórtica e insuficiência cardíaca congestiva. São característicos os focos dispersos de inflamação granulomatosa. Esse sitio ativo de inflamação granulomatosa, conhecido como goma, se apresenta como uma lesão endurecida, nodular ou ulcerada, que pode causar extensão destruição tecidual. Glossite intersticial: resultado da contratura da musculatura lingual após a cicatrização das gomas. Glossite luética: atrofia difusa e perda das papilas do dorso da língua. SIFILIS CONGENITA Tríade de Hutchinson: *dentes de Hutchinson *ceratite ocular intersticial *surdez associada ao comprometimento do oitavo par de nervos cranianos Poucos pacientes apresentam os três achados. As crianças infectadas com sífilis podem manifestar sintomas dentro de 2 a 3semanas do nascimento, que podem ser retardo no crescimento, febre, icterícia, anemia, hepatoesplenomegalia, rinite, fissuras cutâneas radiais ao redor da boca (rágades)... As crianças não tratadas que sobrevivem costumam desenvolver a sífilis terciaria com danos aos ossos, dentes, olhos, orelhas e cérebro. A infecção altera a formação dos incisivos ( incisivos de Hutchinson) e dos molares(molares em amora). A ceratite intersticial ocular se desenvolve geralmente entre os 5 a 25anos. O olho afetado apresenta a superfície da córnea opacificada, resultando em perda da visão. CARATERISTICAS HISTOPATOLOGICAS
  3. 3. Durante as primeiras fases, o padrão é semelhante. Nas lesões primarias, a superfície epitelial é ulcerada e nas lesões secundarias pode estar ulcerada ou hiperplásica. Está presente uma intensa reação inflamatória crônica. Este infiltrado é composto predominantemente por linfócitos e plasmócitos. Embora a presença de plasmócitos dentro do infiltrado possa sugerir o diagnostico de sífilis na pela, a sua presença em áreas de ulceração oral é uma achado comum e , portanto, não tem necessariamente significado diagnostico. Na sífilis secundaria, a ulceração pode não estar presente e o epitélio de superfície muitas vezes demonstra hiperplasia com significativa espongiose e exocitose. Esses achados quando observados em associação a um infiltrado plasmocitário perivascular profundo e dente subjacente, sugerem o diagnostico de sífilis. As lesões orais terciarias exibem superfície ulcerada, com hiperplasia pseudoepiteliomatosa periférica. O infiltrado inflamatório subjacente costuma demonstrar focos de inflamação granulomatosa com coleções bem-circunscritas de histiócitos e células gigantes multinucleadas. Mesmo com colorações especiais, é difícil evidenciar micro-organismos na fase terciaria. Pesquisadores acreditam que a resposta inflamatória seja mais uma reação imune do que uma resposta direta ao T. pallidum. DIAGNOSTICO Pode ser confirmado pela demonstração dos microorganismos espiralados no exame de campo escuro de um esfregaço do exsudato de uma lesão ativa. Resultados falso-positivos são possíveis na cavidade oral, devido à semelhança morfológica de alguns microorganismos habitantes da flora oral. Deve ser, então, confirmada com o uso de testes de anticorpos imunofluorescentes específicos ou testes sorológicos. TRATAMENTO E PROGNOSTICO Necessita-se de uma avaliação individual e de uma abordagem terapêutica individualizada. O tratamento de eleição é a penicilina. A dose e o esquema de administração variam de acordo com a fase da doença, envolvimento neurológico e estado imunológico do paciente. Sífilis primaria, secundaria e latente recente: uma dose única de penicilina G benzatina parental de ação prolongada. Durante o tratamento, alguns profissionais recomendam acompanhamento sorológico 6,12,18 e 24 meses depois. Sífilis latente tardia, sífilis terciaria: penicilina intramuscular, três vezes com intervalo semanal.
  4. 4. Pacientes com alergia comprovada à penicilina: doxiciclina ou tetraciclina, eritromicina e ceftriaxona. Gestantes tratadas para sífilis devem ser tratadas outra vez na 28º semana e novamente no parto. Crianças nascidas de mães soropositivas são tratadas com penicilina IV. Reação de Jarisch-Herxheimer: as evidencias clinicas dessa reação ocorrem por volta de 8h após a primeira injeção de penicilina e comumente incluem febre baixa, mal-estar, cefaléia, e exacerbação das lesões orais ou cutâneas. Estes sinais e sintomas são temporárias e rapidamente desaparecem. O T. pallidum pode escapar dos efeitos letais do antibiótico quando o microorganismo esta localizado nos limites dos linfonodos ou no sistema nervoso central. TUBERCULOSE É uma doença infecciosa crônica, causada pelo Mycobacterium tuberculosis. Os fatores que foram associados ao recente ressurgimento da TB são: guerras e fome, nos países em desenvolvimento, a epidemia de HIV, aumento de imigrantes provenientes de países endêmicos em tuberculose... As infecções costumam ser o resultado da disseminação direta de pessoa para pessoa por meio de gotículas respiratórias de um paciente com a doença ativa. A infecção deve ser distinguida da doença ativa. A tuberculose primaria ocorre em indivíduos não expostos previamente ao microorganismo, envolvendo quase sempre o pulmão. Na maioria dos indivíduos, a infecção primária resulta apenas na formação de um nódulo localizado fibrocalcificado no sitio inicial do envolvimento. No entanto, microorganismos vivos podem estar presentes nesses nódulos e permanecer latentes por vários anos ou pela vida inteira. A doença ativa costuma se desenvolver em uma fase mais tardia da vida, com a reativação do microorganismo em uma pessoa previamente infectada. Tal reativação é associada ao comprometimento da defesa do hospedeiro, sendo chamada de tuberculose secundária. *tuberculose miliar: disseminação difusa através do sistema sangüíneo, produzindo diversos focos de infecção que lembram macroscópica e radiograficamente, sementes de milho. CARACTERISTICAS CLINICAS E RADIOGRAFICAS A TB primaria é em geral assintomática.
  5. 5. As lesões secundarias estão localizadas no ápice pulmonar, porem elas podem propagar-se para muitos sítios diferentes através de material infectado expectorado ou através de vasos sanguíneos ou linfáticos. Características: febre baixa, mal-estar, anorexia, perda de peso, sudorese noturna. *Consumação: a tuberculose progressiva pode levar a uma síndrome debilitante. A tuberculose extra-pulmonar pode ter qualquer sistema orgânico afetado. *Lúpus vulgar: quando há envolvimento da pele. As lesões orais da tuberculose são raras,com a maioria dos casos se apresentando como uma ulcera crônica e indolor. Quando a tuberculose oral primaria está presente, usualmente envolve gengiva, fundo de vestíbulo e áreas de infamação adjacentes a dentes ou locais de exodontias. As lesões orais secundarias são observadas com maior freqüência na língua, palato e lábios. *escrófula: caracteriza-se pelo aumento dos tecidos linfóides orofaringianos e dos linfonodos cervicais. O envolvimento pulmonar é incomum em pacientes com escrófula. CARACTERISTICAS HISTOPATOLOGICAS A formação de granulomas, que são coleções circunscritas de histiócitos epitelioides, linfócitos e células gigantes multinucleadas, freqüentemente com necrose caseosa central. Com um individuo com tuberculose, um granuloma desses é chamado de tubérculo. DIAGNÓSTICO Cerca de 2 a 4 semanas após a exposição inicial, há o desenvolvimento de uma reação de hipersensibilidade mediada por células aos antígenos da tuberculose. O diagnostico da doença ativa deve ser confirmado pelas colorações especiais para o microorganismo e pela cultura de tecido infectado ou do escarro. Mesmo se detectada por colorações especiais, a identificação do microorganismo em cultura é apropriada. TRATAMENTO E PROGNOSTICO A terapia com múltiplos agentes é o tratamento de escolha para uma infecção ativa e o tratamento geralmente envolve duas ou mais drogas ativas por vários meses ou anos. O protocolo freqüentemente utilizado consiste em oito semanas de isoniazida, rifampicina e pirazanamida, seguidas por 16 semanas de isoniazida e rifampicina.
  6. 6. *quimioprofilaxia: usado para pacientes que não apresentam sintomas e sinais de doença ativa. A vacina Bacilo de Calmette-Guérin(BCG) está disponível para quase 85% da população mundial. HANSENÍASE É uma doença infecciosa crônica causada pelo Mycobacterium leprae. O microorganismo tem baia infectividade e a exposição raramente resulta em doença clinica. Acredita-se que o microorganismo precise de baixa temperatura corpórea do hospedeiro para sobreviver. O sitio inicial da infecção pode ser a mucosa nasal ou orofaringiana. A teoria da infecção dependente de temperatura na hanseníase permanece sendo uma área de interesse e controvérsia. São notadas duas apresentações clinicas principais: *lepra tuberculoide: se desenvolve em pacientes com uma resposta imune alta. Os microorganismos não são encontrados em espécimes de biopsias de pele os testes cutâneos para microorganismos mortos pelo calor(lepromina) são positivos e a doença é usualmente localizada. O período de incubação com media de 2 a 5 anos. *lepra lepromatosa: observada em pacientes com resposta imune mediada por células reduzida. Pacientes exibem numerosos microorganismos no tecido, não respondem ao teste cutâneo da lepromina e apresentam a doença difusa. O período de incubação com media de 8 a 12anos. CARACTERISTICAS CLINICAS Atualmente, a hanseníase é classificada em duas categorias distintas: paucibacilar e multibacilar. *Paucibacilar: corresponde mais ao padrão tuberculoide de lepra. Pequeno numero de lesões cutâneas bem circunscritas e hipopigmentadas. Anestesia da pele afetada e perda de sudorese. Lesões orais raras. *Multibacilar: corresponde ao padrão de lepra lepromatosa. Começa lentamente com numerosas máculas ou pápulas, hipopigmentadas, mal definidas na pele que com o tempo torna-se espessada. A face de envolvimento comum. Distorção facial (fácies leonina). Cabelo, sobrancelhas e cílios são freqüentemente perdidos. Perda de sudorese e decréscimo da sensibilidade tátil.
  7. 7. Os locais afetados em ordem de freqüência são: palato duro e mole, gengiva anterior superior vestibular, língua, lábios, gengiva vestibular superior, gengiva vestibular anterior inferior e mucos jugal. A infecção continuada de uma área, pode levar a uma cicatriz significativa e perda do tecido. Muitas vezes, a infecção cria um padrão peculiar de destruição facial que tem sido chamado fácies leprosa e demonstra a tríade de lesões: *atrofia da espinha nasal anterior *atrofia do rebordo alveolar anterior superior *alterações inflamatórias endonasais CARACTERISTICAS HISTOPATOLOGICAS Hanseníase paucibacilar, tuberculoide: inflamação granulomatosa com grupos bem formados de histiócitos epitelioides, linfócitos e células gigantes multinucleadas. Escassez de microorganismos. Hanseníase multibacilar, lepromatoso: não demonstra granulomas bem formados, lençóis de linfócitos misturados com histiócitos vacuolados conhecidos como células da lepra. Grande quantidade de microorganismos. DIAGNOSTICO Fundamentado pela demonstração de microorganismos ácido-resistentes em um esfregaço ou no tecido. O M. leprae pode ser identificado pelas técnicas de biologia molecular. TRATAMENTO E PROGNOSTICO A Hanseníase paucibacilar é tratada com um esquema de 6meses de rifampicina e dapsona, enquanto os pacientes com hanseníase multibacilar recebem 24 meses de rifampicina, dapsona e clofazimina. Após a resolução da infecção, o tratamento deve ser direcionado para a reconstrução dos dentes, acrescido de fisioterapia e educação dos pacientes.

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