[NÃO ORIGINAL] Estudo de Impacto Ambiental do Aeroporto de Congonhas

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Atenção! Este não é o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) original do Aeroporto de Congonhas. Trata-se apenas de um trabalho de graduação de interpretação do EIA elaborado pela empresa VPC Brasil.

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[NÃO ORIGINAL] Estudo de Impacto Ambiental do Aeroporto de Congonhas

  1. 1. APRESENTAÇÃO DE ESTUDO DE IMPACTO AMBIENTAL E RELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL AMPLIAÇÃO DO AEROPORTO DE CONGONHAS 29 de Novembro de 2013, Mogi Guaçu, São Paulo
  2. 2. SUMÁRIO • Informações Gerais • Caracterização do Empreendimento • Cronograma • Diagnóstico Ambiental – Definição das Áreas de Influência: • AII (Meio Físico, Biótico e Socioeconômico) • AID (Meio Físico, Biótico e Socioeconômico) • ADA (Meio Físico, Biótico e Socioeconômico) • Avaliação de Impactos Ambientais e Medidas Mitigadoras • Planos de Monitoramento de Controle Ambiental • Conclusão
  3. 3. HISTÓRICO DO EMPREENDIMENTO 2002 início da regularização ambiental de Congonhas e um Termo de Compromisso entre a INFRAERO e a comunidade para a execução da reforma e ampliação das instalações do Aeroporto e nele continha EIA/RIMA. 20 anos para obtenção do Termo de Referência (execução do trabalho). Infraero possui 73% da sua rede licenciada e 27% em processo de licenciamento, nesses o Aeroporto Internacional de Congonhas operando a mais de 70 anos.
  4. 4. O contrato para a elaboração do EIA/RIMA foi assinado em 24/09/2008 após todas as dificuldades burocráticas . A ordem de serviço emitida em 26/09/2008. O prazo para conclusão do serviço foi de 90 (noventa) dias corridos a partir da ordem de serviço.
  5. 5. CONSULTORIA Razão Social: VPC/Brasil Tecnologia Ambiental e Urbanismo Ltda. Endereço: Avenida Brasil, 168 – Centro, Mandirituba – PR CEP: 83800-000 Inscrição estadual: Isento CREA – 41.765/PR CNPJ: 05.945.216/0001-43 Escritório Técnico-Administrativo: Avenida João Gualberto, 731, sala 303 - Alto da Glória, Curitiba – PR CEP: 80030-000 Fone/Fax: (41) 3253-7778 e-mail: vpcbrasil@vpcbrasil.com.br
  6. 6. EQUIPE TÉCNICA Nome Formação Área de Atuação Coordenador Administrativo Ricardo Augusto Valle Pinto Coelho Engenheiro Agrônomo Coordenador Geral Coordenadoria Técnica Karin Rafaelle Koop Cavalcanti Engenheira Ambiental Climatologia e Poluição Atmosférica Jucimar Aparecida Guedes Geógrafa, Ma. Geologia Ambiental Coordenação Técnica Constança Lacerda de Camargo Arquiteta e Urbanista Coordenação Adjunta/Uso do Solo Danielle Teixeira Tortato Bióloga, Ma. Em Ciências do Solo Coordenação Adjunta/Suporte Operacional Vernon Richard Kohl Engenheiro Civil Sistema Viário
  7. 7. EMPREENDEDOR Razão Social: Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária – INFRAERO Endereço: Av. Washington Luís, S/Nº - Campo Belo. São Paulo/SP. CEP: 04626-911 Telefone: (11) 5090-9154 - Fax: (11) 5531-7718 CNPJ/MF: 00.352.294/0024-07 Representante Legal: Willer Larry Furtado Contato: Mário Tinen
  8. 8. LOCALIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO Praça Comandante Lineu Gomes, Avenida Washington Luís s/nº, bairro Aeroporto, distrito do Campo Belo. O Aeroporto de Congonhas é situado no município de São Paulo – SP, sob as coordenadas 23º37’34’’ de Latitude Sul e 46º39’23’’ de Longitude Oeste (Coordenadas UTM Datum SAD 69, fuso 23S: 330.985 E – 7.386.234 N,), a 802 metros sobre o nível do mar.
  9. 9. JUSTIFICATIVA DO EMPREENDIMENTO Em função dos seus limites territoriais, o Brasil é extremamente dependente do transporte aéreo, pois a malha rodoviária, a rede ferroviária e de navegação são deficientes e sucateadas impossibilitando o atendimento das necessidades do nosso território. Por isso, a aviação no país é fundamental para a prestação de alguns serviços essenciais e de interesse público, como: resgate aeromédico, transporte de órgãos para transplante, correios, envio jornais e revistas para regiões remotas, encomendas urgentes, viagens a negócios, turismo, pulverização das lavouras, entre outros.
  10. 10. No Brasil, a cidade de São Paulo é a cidade de maior importância no país, devido à concentração dos centros comercial, financeiro, econômico, industrial, empresarial, cultural, entre outros, sendo a Capital de Estado mais rica da Federação. O Terminal São Paulo, atende a demanda por transporte aéreo na região metropolitana registra mais da metade do tráfego aéreo brasileiro, sendo por consequência, o complexo aeroportuário de maior prioridade para o país. Congonhas é considerado um dos aeroportos mais de São Paulo em relação à quantidade de operações realizadas.
  11. 11. Atualmente, os impactos resultantes das atividades aeroportuárias de Congonhas despertam interesse na comunidade, principalmente devido à inserção do aeroporto numa zona totalmente urbanizada da cidade de São Paulo, cuja implicação incide diretamente na segurança da população na capacidade do aeroporto. Sendo assim, o Estudo de Impacto Ambiental, se torna uma importante ferramenta tanto para o poder público quanto para a sociedade chegarem a um denominador comum quanto ao futuro do Aeroporto de São Paulo/Congonhas.
  12. 12. CARACTERIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO O sítio aeroportuário do Aeroporto de São Paulo/Congonhas possui 1.647.940,57 m², sendo 261.077,89 m² de área construída, composto pelas seguintes áreas: •Área de Manobra – composta pelo sistema de pistas. •Área do Terminal – composta pelos sistemas Terminal de Passageiros, administração e manutenção, apoio, companhias aéreas e infraestrutura básica. •Área Secundária – composta pelo sistema de aviação geral, instalações e serviços destinados às atividades complementares não ligadas diretamente à aviação regular, e áreas reservadas aos arrendamentos comerciais. •Áreas Especiais – compostas pelas áreas destinadas às instalações do 4° Serviço Regional de Aviação Civil - SERAC-4, do Departamento de Controle do Espaço Aéreo – DECEA, situadas no edifício do TPS.
  13. 13. CARACTERIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO
  14. 14. CARACTERIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO
  15. 15. CARACTERIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO
  16. 16.  Terminal de Passageiros CARACTERIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO
  17. 17.  Abastecimento de água • SABESP + 9 poços artesianos • Consumo de água e esgoto no ano de 2008 = 123304  Águas residuais • Coletado e canalizado para a rede pública – SABESP • Os dejetos provenientes das aeronaves são coletados por empresa terceirizada que utiliza viaturas especiais e lança o material em uma cloaca – o resíduo sofre um tratamento - para posterior encaminhamento para a rede pública. CARACTERIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO
  18. 18.  Coleta e disposição de resíduos sólidos • Aeroporto = 130 m³/dia Aeronave = 55 m³/dia • A coleta, transporte e disposição final dos resíduos são realizados por diferentes empresas terceirizadas especializadas, por meio de contratos específicos e individuais, de acordo com categoria de resíduos para a qual possui licença de coleta, transporte e destinação.  Energia elétrica • Eletropaulo • Consumo de energia no ano de 2008 = 16197462 CARACTERIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO
  19. 19.  Telemática/Telecomunicações • Internet sem fio – com pagamento prévio, mas até fim de 2008 gratuita; • Conta com sinal de qualidade de todas as operadoras de celular e com empresas telefônicas (telefones públicos);  Utilidades • Sistema de refrigeração  Vias de Serviço • Vias internas do aeroporto CARACTERIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO
  20. 20.  Sistemas de drenagem • Calhas abertas e fechadas e escadas de escoamento (captação de água de chuva)  Áreas verdes • Se resumem a algumas árvores e canteiros, que são somente destinados ao paisagismo CARACTERIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO
  21. 21.  Movimento de aeronaves • Período de funcionamento do aeroporto é das 6:00 às 23:00 horas • Entre Jan. e Out. de 2008 forma registrados em média 15276 aeronaves/mês e 1145370 passageiros/mês CARACTERIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO
  22. 22. CARACTERIZAÇÃO FUTURA
  23. 23. DIAGNÓSTICO AMBIENTAL DEFINIÇÃO DAS ÁREAS DE INFLUÊNCIA Área que sofre ou exerce influência sobre o empreendimento nos aspectos físico-bióticos ou socioeconômicos. • Área Diretamente Afetada (ADA); • Área de Influência Direta (AID); • Área de Influência Indireta (AII).
  24. 24. Área de Influência Indireta MEIO SOCIOECONÔMICO  SETOR DE TRANSPORTES: Todo o município de São Paulo/ RMSP O Aeroporto traz movimentação à economia do município, criando empregos diretos e indiretos, gerando impostos e taxas nos estabelecimentos que vivem em função de seu movimento.  USO DO SOLO: Subprefeituras Jabaquara, Vila Mariana, Santo Amaro e Pinheiros.
  25. 25.  Atividades Econômicas  Economia cafeeira;  Industrialização;  1930 e 1940: Verticalização; Construções; Sistema Viário  Indústria automobilística;  Comércio e serviços;  Companhias aéreas;  Agropecuária; Indústrias que abastecem o comércio estabelecido em suas dependências, como a indústria farmacêutica, combustíveis, vestuário e acessórios, têxtil, produtos de perfumaria e cosméticos, fumo, bebidas; indústria de máquinas e equipamentos para infra-estrutura. Atividades afetadas pela operação do Aeroporto de Congonhas:  Serviços de transportes, companhias aéreas e táxis;  Ramo hoteleiro e estacionamentos da região;  Demanda de energia elétrica por parte do aeroporto; DIAGNÓSTICO AMBIENTAL Área de Influência Indireta MEIO SOCIOECONÔMICO
  26. 26.  Finanças Municipais • Aeroporto de Congonhas: isenção de impostos, como ISS, IPTU e ITBI - contribui para a arrecadação municipal (60,8% arrecadados). • Influência do Aeroporto de Congonhas - contribuição do ISS.  População  Dinâmica Demográfica Ocupação populacional próximas aos principais eixos rodoviários: Leste das Rodovias Dutra e Ayrton Senna; NO das Rodovias Bandeirantes, Anhangüera e Castelo Branco; SE (das Rodovias Raposo Tavares e Régis Bittencourt, a sudoeste. População de baixa renda e deficiências de infraestrutura urbana.  Fluxos Migratórios • Provenientes do próprio Estado de São Paulo e do Nordeste • Frentes migratórias de outros estados do Sudeste, pois a participação no total de migrantes - expressiva nas últimas décadas. DIAGNÓSTICO AMBIENTAL Área de Influência Indireta MEIO SOCIOECONÔMICO
  27. 27.  Condições de Vida da População  IDH • Educação (47,7%); Longevidade cresceu 32,7%; Renda menor crescimento: 19,6%. Emprego e Renda A renda per capita média do município de São Paulo cresceu 13,75%, ao passo que a renda domiciliar inferior a um salário mínimo (vigente em 2000) cresceu 50,75%.  Saúde DIAGNÓSTICO AMBIENTAL Área de Influência Indireta MEIO SOCIOECONÔMICO
  28. 28.  Educação São Paulo a média de anos de estudo da população, embora alta se comparada a outros municípios, não chega há 8 anos. DIAGNÓSTICO AMBIENTAL Área de Influência Indireta MEIO SOCIOECONÔMICO
  29. 29.  Saneamento Básico Delimitação espacial da Área de Influência Indireta (AII) foi considerada a sub- bacia Penha-Pinheiros, integrante da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê. DIAGNÓSTICO AMBIENTAL Área de Influência Indireta MEIO SOCIOECONÔMICO
  30. 30.  Abrangência do Sistema de Água • IBGE: 10 milhões de habitantes, em uma área de 1525 km2; Densidade demográfica de 6823,63 hab/km2 (IBGE, 2000) • BH-AT (1999): 350 litros de água tratada por habitante no município. • No município de São Paulo a abrangência da rede de abastecimento de água atinge 100% dos domicílios (SABESP, 2008), com exceção das áreas de favelas e loteamentos irregulares. • Abastecimento de água: Cantareira, Guarapiranga e Alto Tietê. • Cantareira: rios Jaguari, Jacareí, Cachoeira, Atibainha e Juqueri; (33 m3/s de água para abastecimento de 9 milhões de pessoas; • Guarapiranga: 13,5 m3/s, o que representa 18,8% do abastecimento do município; • Alto Tietê: 8 m3/s ; abastece 2 milhões de pessoas da zona Leste e Região Metropolitana. • Estima-se que a demanda média de água para a sub-bacia Penha- Pinheiros será de 32,17 m3/s até 2010 DIAGNÓSTICO AMBIENTAL Área de Influência Indireta MEIO SOCIOECONÔMICO
  31. 31. DIAGNÓSTICO AMBIENTAL Área de Influência Indireta MEIO SOCIOECONÔMICO
  32. 32.  Abrangência do Sistema de Tratamento de Esgoto • 97% dos domicílios; 75% possui tratamento (exceção de favelas e loteamentos irregulares). • 1.100 ton/dia nos rios Tietê, Tamanduateí e Pinheiros; • 800 toneladas: origem doméstica; 300 toneladas: industrial • ETE Barueri: 9 m3/s (60% da vazão RMSP); Lodo convencional; DIAGNÓSTICO AMBIENTAL Área de Influência Indireta MEIO SOCIOECONÔMICO
  33. 33.  Consumo e Proveniência da Energia Elétrica • Abrangência: 99,99% dos domicílios Estrutura Urbana e Tendências de Expansão • AII: Jabaquara, Vila Mariana e Santo Amaro e subprefeitura de Pinheiros DIAGNÓSTICO AMBIENTAL Área de Influência Indireta MEIO SOCIOECONÔMICO
  34. 34.  Histórico da Ocupação • Áreas próximas ao aeroporto: depois dos loteamentos da Cia City e a Auto • Estradas S.A. entre 1930 e 1940.  Contexto Atual • Plano Diretor Estratégico: 2 macrozonas - Macrozona Ambiental e Macrozona de Reestruturação Urbana. DIAGNÓSTICO AMBIENTAL Área de Influência Indireta MEIO SOCIOECONÔMICO
  35. 35. • Rede Estrutural de Eixos e Pólos de Centralidades DIAGNÓSTICO AMBIENTAL Área de Influência Indireta MEIO SOCIOECONÔMICO
  36. 36.  Considerações • As áreas destinadas aos aeroportos, por questões de segurança e salubridade, impõem uma forma de ocupação restrita do seu entorno. Os critérios de ocupação são definidos por normas como portarias e resoluções. • Ruídos podem inviabilizar usos em seu entorno, como escolas, residências e indústrias; normas de segurança leva em consideração possíveis ampliações da capacidade dos aeroportos e deve restringir a ocupação. • Prevenção contra acidentes e evitar obstáculos para prejudicar operações. Emissão de poluentes • Embora o terminal aeroportuário incentive o desenvolvimento urbano e crie novos vetores de expansão, ele implica também na restrição de diversos usos em seu entorno. DIAGNÓSTICO AMBIENTAL Área de Influência Indireta MEIO SOCIOECONÔMICO
  37. 37. Área de Influência Indireta MEIO FÍSICO • AII: áreas das bacias do Córrego da Invernada e do Córrego da Traição, que são afluentes do Rio Pinheiros, principalmente a região constituída pelo Aeroporto de Congonhas e o trecho a jusante deste. • Consultas bibliográficas e dados colhidos no próprio local através do levantamento de campo registrado por GPS e câmera digital.
  38. 38.  Clima e Condições Meteorológicas AII: SP  Clima de SP • Trópico de Capricórnio; Transição entre os climas tropicais úmidos de altitude, com período seco definido, e aqueles subtropicais, permanentemente úmidos do Brasil meridional. • Cwa, subtropical; inverno ameno e estio e o verão moderadamente quente e chuvoso. • Malha urbana uma enorme ilha de calor • Maritimidade; Serra do Mar e atuação da MPA: temperaturas mais amenas, umidade aceitável o ano todo (poluição no inverno – inversão térmica) e pela menor ocorrência de chuvas de abril a setembro. • Atividades humanas: inundações, chuva ácida, ilhas de calor, poluentes. • Duas estações bem definidas, uma quente e chuvosa de outubro a março (aproximadamente primavera-verão); outra fria e relativamente mais seca, de abril a setembro (outono-inverno). DIAGNÓSTICO AMBIENTAL Área de Influência Indireta MEIO FÍSICO
  39. 39.  Temperaturas • Média térmica anual: 19,3ºC; máximas de 24,9ºC; 21,8ºC (Julho) e 28,0ºC (Fevereiro). DIAGNÓSTICO AMBIENTAL Área de Influência Indireta MEIO FÍSICO
  40. 40.  Precipitação e Evaporação DIAGNÓSTICO AMBIENTAL Área de Influência Indireta MEIO FÍSICO
  41. 41.  Umidade relativa do ar • Variando entre um mínimo de 74%, em agosto, e um máximo de 80%, nos meses de janeiro, março, abril e novembro. • As médias mensais da umidade relativa do ar para as 15h: até 15% no mês de setembro  Insolação e Nebulosidade • Insolação: médias de 4,2 horas de brilho solar em dezembro e 5,3 horas em julho, totalizando 1.733 h anuais. • Nebulosidade: mínimo de 6,1/10, no mês de julho, a um máximo de 8,2/10, em dezembro.  Direção e intensidade dos ventos DIAGNÓSTICO AMBIENTAL Área de Influência Indireta MEIO FÍSICO
  42. 42.  Hidrografia Maior parte de São Paulo: bacia hidrográfica do Alto Tietê, que tem como principais cursos de drenagem os rios Tietê, Tamanduateí e Pinheiros. • Rio Tietê: Serra do Mar a 1.030 m de altitude, em Salesópolis. O Aeroporto de São Paulo/Congonhas situa-se sobre um divisor d’águas, denominado de Espigão Central, drenando a Oeste as águas para a bacia do rio Pinheiros, e em direção Leste para a bacia do rio Ipiranga, afluente da margem esquerda do rio Tamanduateí, que por sua vez fazem parte da bacia hidrográfica do Tietê. DIAGNÓSTICO AMBIENTAL Área de Influência Indireta MEIO FÍSICO
  43. 43. DIAGNÓSTICO AMBIENTAL Área de Influência Indireta MEIO FÍSICO
  44. 44.  Geologia • Rochas cristalinas pré-cambrianas e onde se destacam as unidades magmáticas e metamórficas dos Grupos São Roque e Serra do Itaberaba e do Complexo Embu, representados pelos morros, morrotes e serras. • Sobre este embasamento jazem sedimentos terciários pertencentes à Bacia Sedimentar de São Paulo, que sustentam um relevo colinoso. • Porções mais baixas do terreno: erosão e deposição dos rios no período quaternário, e que formam as planícies aluvionares.  Geomorfologia • Relevo: altas colinas de topo aplainados ou arredondado e espigões divisores de águas. • Altitudes de 715 a 900 metros; • Rios criaram vales abertos e planícies aluviais, constituídas por sedimentos arenosos e argilosos. DIAGNÓSTICO AMBIENTAL Área de Influência Indireta MEIO FÍSICO
  45. 45.  Sistema Viário As principais vias: • Fernão Dias; Dutra; Ayrton Senna / Carvalho Pinto; Anchieta; Imigrantes; Regis Bittencourt; Raposo Tavares; Castello Branco; Anhanguera; Bandeirantes. • O Aeroporto de Congonhas se situa junto ao extremo sul do Mini-Anel Viário (Avenida dos Bandeirantes), a partir do qual se interliga as rodovias que se articulam diretamente aos dois anéis viários mais internos da RMSP, bem como com trechos de vias urbanas às demais rodovias. • Além das rodovias, o Aeroporto de Congonhas se situa junto à Av. Washington Luís, que forma o principal eixo viário norte-sul da RMSP e da Capital junto com a Av. Moreira Guimarães, Av. Rubem Berta, Avenida 23 de Maio, Av. Prestes Maia, Av. Tiradentes e Av. Santos Dumont. DIAGNÓSTICO AMBIENTAL Área de Influência Indireta MEIO FÍSICO
  46. 46. • A interligação do aeroporto com outros locais situados na RMSP se faz principalmente pelas seguintes vias: • a norte pela Av. Washington Luís e vias na continuação do eixo norte-sul • a leste pela Av. Bandeirantes; • a sul pela Av. Washington Luís; • a oeste pela Av. Bandeirantes e Marginal Pinheiros. DIAGNÓSTICO AMBIENTAL Área de Influência Indireta MEIO FÍSICO
  47. 47. Área de Influência Direta MEIO FÍSICO AID: área aeroportuária e seus sistemas de drenagens (Bacia Pinheiros, Córrego Traição, Invernada e Água Espraiada)  Clima e Meteorologia • IB2: Clima Tropical Úmido de Altitude do Planalto Atlântico
  48. 48. • IA: temperaturas relativamente amenas (19,3ºC; máx 24,9ºC e mín 15,5ºC); totais anuais pluviométricos: 1.250 a 1.450 mm e os máximos em 24 horas oscilam entre 100 a 175 mm; altitude acima de 800 m; instabilidade atmosférica. • IB: entre as várzeas (IC) e os topos (IA); altitude de 740 a 800 m; temperaturas ligeiramente elevadas (19,5ºC; máx 25,2ºC e mín de 15,5º; pluviométricos anuais de 1.250 a 1.580 mm e os máximos em 24 horas entre 100 e 200 mm; favorece a drenagem noturna de ar frio (baixas inversões térmicas); dispersão de poluentes razoável. • IC: áreas rebaixadas, com altitudes entre 720 a 740 m; temperaturas relativamente elevadas (19,7ºC; máximas 25,3º e a mín de 15,8º C); predomínio de calmaria e ventos fracos; • As condições naturais ruins para a dispersão dos poluentes nos fundos de vale e várzeas, aliados ao principal eixo rodoviário de fluxo pesado do Município de São Paulo instalado sobre estes setores rebaixados e planos, criam as áreas mais propensas a altos índices de poluição atmosférica de toda a cidade de São Paulo. DIAGNÓSTICO AMBIENTAL Área de Influência Direta MEIO FÍSICO
  49. 49. • (IA1) áreas verticalizadas, • (IA2) áreas verdes, • (IA3) área comercial e industrial, • (IA4) bairro residencial de poder aquisitivo baixo • Aeroporto de Congonhas: Unidade IA5 • Alta densidade de edificações, pessoas, veículos e atividades; • Corredores de tráfego da região metropolitana; vias de trânsito com elevado volume e lentidão, variável ao longo do dia e da noite. • Fontes múltiplas e permanentemente móveis de elevada emissão de poluentes atmosféricos DIAGNÓSTICO AMBIENTAL Área de Influência Direta MEIO FÍSICO
  50. 50.  Temperatura do Ar  Direção do Vento: SE e S  Velocidade do vento • Médias anuais de 3,6 m/s. DIAGNÓSTICO AMBIENTAL Área de Influência Direta MEIO FÍSICO
  51. 51. DIAGNÓSTICO AMBIENTAL Área de Influência Direta MEIO FÍSICO  Nebulosidade • Visibilidade reduzida: período da manhã e no fim da tarde, sendo raras as situações em que houve visibilidade reduzida próximo às 12h. Pressão Atmosférica
  52. 52.  Qualidade do Ar • Níveis de poluição são danosos à saúde da população 2007 • Material particulado (1x - Ibirapuera) • Fumaça (2x – Moema) • Ozônio (41x – Ibirapuera; 27 - Santo Amaro. 9x nível de atenção - Ibirapuera e 7x - Santo Amaro. • Dióxido de Nitrogênio (1x - Ibirapuera) DIAGNÓSTICO AMBIENTAL Área de Influência Direta MEIO FÍSICO
  53. 53. • Aeroporto: Zona sul de São Paulo e possui um Terminal de Passageiros e sistema de pistas composto por duas pistas de pouso/decolagem • Região predominantemente residencial, próximo a avenidas de grande fluxo de veículos - Bandeirantes DIAGNÓSTICO AMBIENTAL Área de Influência Direta MEIO FÍSICO
  54. 54. Poluentes: NO2; MP; CO; HC e SOX Fontes Internas • Aeronaves (pouso e decolagem); • Veículos de apoio: CONAMA 08, de 31 de agosto de 1993 • Geradores de energia, movidos a diesel • 5.200 veículos por hora, entre as 6h e 23h (3.200 Washintgton Luis e 2.000 Bandeirantes) DIAGNÓSTICO AMBIENTAL Área de Influência Direta MEIO FÍSICO
  55. 55. DIAGNÓSTICO AMBIENTAL Área de Influência Direta MEIO FÍSICO
  56. 56.  Geologia/Relevo/Solos da Área de Influência Direta • Inserida em um topo plano, com altitudes de 785 a 799 m • Talude com desnível de 15m DIAGNÓSTICO AMBIENTAL Área de Influência Direta MEIO FÍSICO
  57. 57.  Recursos Hídricos • Drenagem: bacia do Pinheiros, Córrego Traição, Invernada e Água Espraiada. • Inundações periódicas em épocas de chuva prolongada • Aeroporto Congonhas: 1.647.940,57 m²; 68,7% impermeabilizada e 31,3% gramado DIAGNÓSTICO AMBIENTAL Área de Influência Direta MEIO FÍSICO
  58. 58.  Ruído • Aeronaves; Equipamentos de apoio nos pátios do aeroporto; Tráfego no entorno • Aclive • Incômodo aos moradores e funcionários do aeroporto • Pontos de Sondagem em Congonhas: DIAGNÓSTICO AMBIENTAL Área de Influência Direta MEIO FÍSICO
  59. 59. DIAGNÓSTICO AMBIENTAL Área de Influência Direta MEIO FÍSICO
  60. 60. DIAGNÓSTICO AMBIENTAL Área de Influência Direta MEIO FÍSICO
  61. 61.  Cobertura Vegetal • formações remanescentes de floresta ombrófila densa, em seus variados estágios de regeneração; arbustiva/arbórea (capoeirão); área verde pública • Região sul do município de São Paulo: área de urbanização consolidada com uso e ocupação do solo predominantemente residencial. Manchas vegetacionais que permaneceram “presos” nos mais diversos parques da região. Destacam-se elementos arbóreos isolados destinados ao paisagismo, contemplando espécies exóticas e nativas e alguns talhões de reflorestamento.  Fauna: Área de Influência Direta MEIO BIÓTICO
  62. 62.  PARQUE ESTADUAL DAS FONTES DO IPIRANGA (PARQUE DO ESTADO)  Cobertura Vegetal • Floresta com dossel heterogêneo e porte alto: árvores de 5 a 7m, com distribuição heterogênea das árvores e com sub-bosque mais denso. • Floresta com dossel heterogêneo e porte baixo: distribuição esparsa, 75% • até 4; • Floresta com dossel homogêneo densa: 4 a 6m, alta densidade, sub- bosque denso; • Floresta com dossel homogêneo esparsa: distribuição vertical heterogênea, 5 a 6m, até 18m. • Floresta com “dossel” descontínuo/degradada: estratos herbáceo e arbustivo, formando pequenas manchas de árvores, não evidenciando estratificação; alguns Eucalyptus sp.  Avifauna DIAGNÓSTICO AMBIENTAL Área de Influência Direta MEIO BIÓTICO
  63. 63.  PARQUE IBIRAPUERA  Cobertura Vegetal • flora diversificada composta, além dos bosques de eucaliptos, jardins e bosques com árvores ornamentais, nativas e exóticas, formando paisagens abertas e fechadas. • Figueira-benjamim, chichá, carvalho brasileiro e ipê-rosa; bosques de jaqueira e guapuruvus; e conjuntos de sete capotes e araribá. Há ainda o jardim dos cegos e espécimes de pauferro, banyan-da-índia, paineira, tamareira-das-canárias e muitas outras  Avifauna • 44 famílias, 158 espécies, 17 ordens. • Cardeal, o galo-de-campina, o canário-da-terra; outras presentes são certamente decorrentes de solturas: curió (Sporophila angolensis), o joão- pinto (Icterus croconotus), entre outras. Aves aquáticas e ribeirinhas, nativas e exóticas: gansos, patos, marrecos, galinhas d’angola e pavões, além de espécies migratórias, como irerês, biguás, garças-brancas- grandes, socós-dorminhocos e martins-pescadores. DIAGNÓSTICO AMBIENTAL Área de Influência Direta MEIO BIÓTICO
  64. 64.  PARQUE NABUCO Sul do município, próximo ao metrô Conceição  Cobertura Vegetal • Vegetação heterogênea, estrato arbóreo e arbustivo pouco denso • Gramados, jardins, árvores frutíferas (caquizeiro, jabuticabeiras, • abacateiros, jatobá e jambolões), bosque de espécies nativas (pau-jacaré, • tapiá-guaçú, paineira e jerivá) e exóticas (flor-de-abril, grevilha gigante e tulipa africana) • Mais frequentes (angico, cajuxingui e jerivá) • Menos frequentes (angelim, pinheiro-do-Paraná, cássia, cedro, cabreúva, guapuruvu, manacá e ipê)  Avifauna • Aves de pequeno porte que são atraídas pelas árvores frutíferas existentes, sendo freqüente a presença de sabiás, sanhaços, chopins, bem-te-vis, rolinhas, beija-flores, cambacicas e corujas. • Pequenos roedores e outros mamíferos como gambá-de-orelha-preta. DIAGNÓSTICO AMBIENTAL Área de Influência Direta MEIO BIÓTICO
  65. 65.  PARQUE SEVERO GOMES  Cobertura Vegetal • Figueiras-benjamin, casuarinas, suinãs e eucaliptos, além de diversas espécies herbáceas; bosque com várias espécies exóticas e vegetação remanescente característica da mata ciliar às margens do córrego que corta o parque.  Avifauna • Abrigo e locais para reprodução para uma avifauna diversificada; 70 espécies, 26 famílias e 11 ordens. • Aves típicas de banhados e brejos, como os frangos d'água, as garças brancas- pequenas e as saracuras, quanto outras, como falcão quiri-quiri, gavião-carijó, rolinha, periquito verde, anu-preto, anu-branco, beija-flor, pica-pau, joão-de-barro, siriri, bem-te-vi, andorinha, corruíra, sabiá- laranjeira, sabiá branco, gente-de-fora-vem, chopim, cambacica, sanhaço, saíra, tico-tico, pardal, sebinho, pássaro preto, trinca-ferro, bico de lacre, corujinha do mato, canário da terra, saí andorinha, tiziu, tuim, verão, tesourinha, pintassilgo, curió, etc. Mamíferos: morcegos, gambás, preás e pequenos roedores DIAGNÓSTICO AMBIENTAL Área de Influência Direta MEIO BIÓTICO
  66. 66.  PARQUE LINA E PAULO RAIA  Cobertura Vegetal • Amplos gramados, jardins; paineiras, copaíbas, abacateiros, jaboticabeiras, araribá-rosa, etc.  Avifauna: • Sabiás, cambacicas, sanhaços, tico-ticos, chopins e bem-te-vis, entre outros. Em época de migração: garças que se alimentam dos peixes DIAGNÓSTICO AMBIENTAL Área de Influência Direta MEIO BIÓTICO
  67. 67.  PRAÇAS • Praça Comandante Lineu Gomes, Praça Alfredo Egydio de Sousa Aranhac, Praça Said Abujamra, Praça Barão de Japura, Praça Juan Gris, Praça Whitaker Penteado, Praça Hussam Eddine Hariri, Praça dos Aranás, Praça Nossa Senhora Aparecida, Praça Cidade de Milão, Praça Rosini Tavares de Lima e Praça Reino dos Marrocos.  Cobertura Vegetal • Tipuanas, Sibipirunas, Paineiras, Ipês, Paus-ferro, Jacarandás-mimosos, Quaresmeiras, Manacás-da serra, Cássias, entre outras. Espécies exóticas como o Eucalipto, o Ligustro, Pinheiros, Ciprestes e Figueiras. DIAGNÓSTICO AMBIENTAL Área de Influência Direta MEIO BIÓTICO
  68. 68.  Rotas Migratórias e Sazonalidade da Avifauna • Mais de 35 espécies no município com comportamento migratório  Unidades de Conservação • Dentre as principais unidades de conservação presentes no Município de São Paulo, conforme o Altas Ambiental do Município de São Paulo (2002), apenas o Parque Estadual das Fontes do Ipiranga (PEFI) esta dentro da área delimitada como AID, já caracterizada anteriormente. DIAGNÓSTICO AMBIENTAL Área de Influência Direta MEIO BIÓTICO
  69. 69. • Questionário a passageiros, usuários/freqüentadores, funcionários e taxistas • Perfil socioeconômico, serviços e a infra-estrutura do Aeroporto, acessibilidade (trânsito, vias, tempo, deslocamento) • 30,83%: renda mensal acima de 5 mil reais; 22,44%: 3 a 5 mil; 27,72%: entre 1 mil a 3 mil reais; 7,59%: não responderam Área de Influência Direta MEIO SOCIOECONÔMICO
  70. 70.  Escolaridade  Ocupação DIAGNÓSTICO AMBIENTAL Área de Influência Direta MEIO SOCIOECONÔMICO
  71. 71. DIAGNÓSTICO AMBIENTAL Área de Influência Direta MEIO SOCIOECONÔMICO
  72. 72. • Identificação das Organizações Sociais com reivindicações feitas ao Aeroporto de Congonhas • 1. Sindicato dos Aeroviários de Congonhas • 2. Movimento dos Moradores do Campo Belo • 3. Associação Brasileira de Parentes e Amigos de Vítimas de Acidentes Aéreos • 4. Movimento Defenda São Paulo • 5. Sociedade de Moradores do Butantã/Cidade Universidade • 6. Associação dos Amigos e Moradores de Moema • 7. Nova Associação dos Moradores Pró-Campo Belo • 8. Sociedade Amigos de Bairro - Vila Noca e Jardim Ceci • Ruídos, segurança, acidentes, vias de acesso – trânsito, DIAGNÓSTICO AMBIENTAL Área de Influência Direta MEIO SOCIOECONÔMICO
  73. 73.  Aspectos do Meio Urbano • AID: Vias Avenida José Diniz, Avenida dos Bandeirantes, Avenida Jabaquara, Rua das Grumixamas e Avenida Roberto Marinho (antiga Água Espraiada). DIAGNÓSTICO AMBIENTAL Área de Influência Direta MEIO SOCIOECONÔMICO
  74. 74. DIAGNÓSTICO AMBIENTAL Área de Influência Direta MEIO SOCIOECONÔMICO
  75. 75.  Transporte Metrô DIAGNÓSTICO AMBIENTAL Área de Influência Direta MEIO SOCIOECONÔMICO
  76. 76.  Uso e Ocupação do Solo • AID: Moema, Saúde, Itaim Bibi, Jabaquara e Campo Belo. DIAGNÓSTICO AMBIENTAL Área de Influência Direta MEIO SOCIOECONÔMICO
  77. 77. • Predominam os usos residenciais vertical de médio e alto padrão a noroeste do aeroporto. • concentração de atividades econômicas, como: as avenidas Juscelino Kubitscheck e Engenheiro Luiz Carlos Berrini, pólos econômicos expressivos de Pinheiros deste os anos 1990; o Distrito de Moema, principalmente ao redor do Shopping Ibirapuera; o Aeroporto de Congonhas e, em menor concentração a Avenida Jabaquara. • conflitos entre a ocupação urbana e a atividade aeroportuária, pois se imaginando um prolongamento do eixo das pistas de decolagem e pouso – eixo este coincidente com as áreas de aproximação de aeronaves e as curvas isofônicas – fica claro que há uma concentração de residências junto à cabeceiras das pistas, principalmente em Jabaquara, e de uma ocupação verticalizada ao longo deste eixo, que adentra o Itaim Bibi • Necessidade regulamentação que considere o Aeroporto como importante centro indutor de desenvolvimento econômico, respeitando, porém, suas restrições técnicas em relação à segurança e salubridade. • Desenvolvimento do PDA junto com Plano Diretor Estratégico do Município de São Paulo DIAGNÓSTICO AMBIENTAL Área de Influência Direta MEIO SOCIOECONÔMICO
  78. 78. “...a velocidade do crescimento do parque industrial paulistano e da expansão da malha urbana que a cidade experimentou ao longo das quatro décadas seguintes são elementos que, associados ao insipiente processo de planejamento urbano na Cidade de São Paulo, incapaz de atentar para as peculiaridades que caracterizavam o desenvolvimento de um aeroporto, resultaram num significativo adensamento urbano descontrolado no entorno dessa infra-estrutura de transporte.” DIAGNÓSTICO AMBIENTAL Área de Influência Direta MEIO SOCIOECONÔMICO
  79. 79. Área Diretamente Afetada MEIO FÍSICO A área diretamente afetada corresponde exatamente a área abrangida pelo sítio aeroportuário.
  80. 80.  Geotecnia Com a instalação de drenos profundos, o talude da cabeceira 17L, apresenta coeficientes de segurança amplamente satisfatórios e condizentes com a Norma Brasileira (NBR 11.682). A cabeceira 37L não apresenta evidencias de instabilidade, estando as boas condições de estabilidade garantidas pelas obras de contenção (muro de arrimo atirantado) e de estabilização ali instaladas. O nível freático no local é adequadamente controlado pelos drenos subterrâneos, pelas canaletas revestidas, superficiais de descida e horizontais nos sopés dos taludes, pelo adequado controle do nível freático através de poços de monitoramento instalados com essa finalidade, pela proteção vegetal dos taludes e pela cobertura asfáltica nos patamares, que impede a infiltração das águas das chuvas. DIAGNÓSTICO AMBIENTAL Área Diretamente Afetada MEIO FÍSICO
  81. 81.  Infraestrutura A região do aeroporto de Congonhas possui um serviço de alto grau de cobertura, desde energia elétrica, saneamento (água, esgoto, lixo) além das instalações de comunicação.  Sistema de abastecimento de água Parte do volume de água consumido pela população fixa e população flutuante do aeroporto provém da SABESP e parte provém dos poços artesianos. DIAGNÓSTICO AMBIENTAL Área Diretamente Afetada MEIO FÍSICO
  82. 82. DIAGNÓSTICO AMBIENTAL Área Diretamente Afetada MEIO FÍSICO O empreendimento consome diariamente o que uma população média de 1.444 habitantes consome.
  83. 83.  Sistema de tratamento de esgoto Os esgotos sanitários do complexo aeroportuário são coletados por rede interna que está interligada à rede coletora de esgotos da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo – SABESP, sendo direcionados à bacia de esgotamento do Rio Pinheiros.  Resíduos sólidos O Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos para o aeroporto de Congonhas encontra-se em fase de revisão. Com relação ao gerenciamento dos resíduos sólidos, a situação atual do aeroporto de Congonhas é precária à luz da legislação ambiental vigente. Procedimentos de caracterização, triagem, acondicionamento, transporte e destinação final dos resíduos sólidos são insuficientes. DIAGNÓSTICO AMBIENTAL Área Diretamente Afetada MEIO FÍSICO
  84. 84.  Vegetação • A ADA está incluída na região de ocorrência da Floresta Pluvial Atlântica, atualmente ameaçada de desaparecimento. • Região da ADA faz parte da região que tem o maior conglomerado urbano da América do Sul. • Transfiguração e transformação total da vegetação existente na área atual. • Abriga 50 espécies, 30 famílias, totalizando aproximadamente 208 espécimes • 30% = Sibipirunas, tipuanas, alfeneiros e falsas-murtas 5% = figueiras 3% = paineiras Sítio aeroportuário = gramíneas Área Diretamente Afetada MEIO BIÓTICO
  85. 85. DIAGNÓSTICO AMBIENTAL Área Diretamente Afetada MEIO BIÓTICO
  86. 86. Também leva em consideração a altitude, por causa da colisão com aves  Fauna • 20 espécies de animais • Apenas 2 espécies de aves são “moradoras” do sítio aeroportuário  Avifauna • Espécies comuns e adaptadas ao meio urbano DIAGNÓSTICO AMBIENTAL Área Diretamente Afetada MEIO BIÓTICO
  87. 87. DIAGNÓSTICO AMBIENTAL Área Diretamente Afetada MEIO BIÓTICO
  88. 88.  Perigo aviário • Um dos maiores problemas da existência de aves em aeroportos são os danos que podem ocasionar quando colidem com as aeronaves. • A altura de vôo de uma ave, em geral, varia de 1500 metros acima do nível do solo, porém vários fatores podem afetar essa altura, dentre eles as condições metereológicas, predadores e alimentação. Cerca de 94% das colisões ocorrem quando as aeronaves estão a menos de 20 km do aeroporto, nas fases mais criticas, de pouso ou decolagem, em que a altura ou altitude da aeronave é mais baixa. • Em Congonhas, além de ser muito comum a presença e colisões de aves Quero-quero e do Urubu , existe a questão problemáticas dos pombos- domésticos que voam em bando, podendo ser sugados em conjuntos pelas turbinas, causando sérios danos materiais e riscos de acidentes. DIAGNÓSTICO AMBIENTAL Área Diretamente Afetada MEIO BIÓTICO
  89. 89.  Fauna Sinantrópica • Animais que se adaptaram a viver associado às aglomerações humanas • Dentro da ADA, contatou-se a presença de insetos, entre eles, baratas, com destaque para as espécies Periplaneta americana (barata de esgoto) e Blatella germânica (francezinha) e mosquitos, pertencentes aos gêneros Aedes. • Também foi possível por meio de levantamento de campo e dados secundários constatar a existência de populações de roedores, como o Rato de esgoto (Rattus norvegigus) e do pombo doméstico (Columbia livia). • O controle da maioria destes animais é realizado por empresa terceirizada, através de controle químico visando eliminar as pragas a partir da utilização de praguicidas (desinsetização e desratização). • Diferentemente dos outros animais , o controle do pombo-doméstico para área em estudo é somente efetuado através de um plano de manejo integrado DIAGNÓSTICO AMBIENTAL Área Diretamente Afetada MEIO BIÓTICO
  90. 90.  Sistema viário Área Diretamente Afetada MEIO SOCIOECONÔMICO
  91. 91. DIAGNÓSTICO AMBIENTAL Área Diretamente Afetada MEIO SOCIOECONÔMICO
  92. 92.  Meio Físico:  Geração de Efluentes Águas pluviais, esgoto sanitário e efluente industrial são destinados para o sistema público  Contaminação do solo e das águas por hidrocarbonetos e outros produtos químicos Decorrente ao uso de máquinas, caminhões e manutenção em aeronaves, pode ocorrer a contaminação de solo e água por hidrocarbonetos, ou ainda por produtos químicos decorrente de limpeza ou outras atividades caso os resíduos perigosos gerados não sejam destinados adequadamente. IMPACTOS AMBIENTAIS
  93. 93.  Emissões atmosféricas provenientes das atividades do Aeroporto de Congonhas NOX, CO, HC, MP, SOX, CH4 e CO2 Esse impacto não se restringe apenas na área do aeroporto, pois o vento, umidade do ar, estabilidade atmosférica e outros fatores climáticos interferem na direção e permanência dos poluentes na atmosfera.  Risco de acidentes com aeronaves causados pelos obstáculos presentes na área de abrangência da zona de segurança do aeroporto Edificações ou torres cuja altura está acima dos padrões recomendado para a Zona de Proteção do Aeroporto.  Ruídos gerados pela operação aeronáutica Os incômodos causados pelos ruídos dos aviões e helicópteros, variam de acordo com tráfego aéreo, volume de passageiros transportados, tipo de aeronave em operação e características particulares do aeródromo em questão, e durante as decolagens e pousos, propagam-se por todo o entorno do sítio aeroportuário atingindo residências, escolas, hospitais, entre outros equipamentos, que se encontram sob a rota destas aeronaves. A incidência constante desse ruído provoca, diminuição da capacidade auditiva, níveis de estresse e consequente baixa da imunidade.
  94. 94.  Meio Biótico:  Acidentes provocados pela colisão entre aeronaves e aves Representam riscos significativos para a segurança de vôo, podendo causar grandes danos durante colisões, se tratando, portanto de um impacto negativo de alta magnitude, de significativa relevância, podendo ser parcialmente mitigável a médio ou a longo prazo, caso sejam criadas medidas para controle e supressão das fontes atrativas.  Meio Socioeconômico:  Demanda por estacionamento de veículos excede a capacidade do aeroporto. Com a restrição da capacidade do estacionamento e da oferta de estacionamento das vias adjacentes, o movimento gerado agrava a situação do tráfego em suas vias de acesso.  Congestionamento de Táxis O número de táxis que circulam causando aumento de transito, se aglomerando entorno do aeroporto.  Tráfego gerado nas vias de entorno provocado pela demanda aeroportuária O movimento de automóveis de passageiros, funcionários e táxis em direção ao mesmo contribui significativamente para o aumento do tráfego na região.
  95. 95.  Geração de postos de trabalho Gera-se um índice de empregos diretos e indiretos, em suas adjacências, existem também vários pontos comerciais e de serviços relacionados ao aeroporto que geram empregos para a população.  Geração de impostos municipais Arrecadação de impostos derivados do comércio, serviços e da operação das companhias aéreas. Tais atividades geram receitas suscetíveis à cobrança de impostos municipais.  Geração de Resíduos Sólidos Os resíduos sólidos devem ser bem avaliados para garantir que um impacto ambiental grave não aconteça. Uma avaliação inadequada desses resíduos é um dos principais problemas ambientais enfrentados na atualidade.
  96. 96. AÇÕES E MEDIDAS MITIGADORAS  Meio Físico:  Geração de Efluentes Melhorar as condições de pré-tratamento dos esgotos industriais do empreendimento para após esse procedimento, ser lançados na rede coletora de esgoto público.  Contaminação do Solo e das águas por Hidrocarbonetos e outros produtos químicos Seguir criteriosamente o Plano de Gerenciamento de Riscos; Estabelecer rotinas periódicas de treinamentos para os funcionários tanto da INFRAERO quanto de terceirizadas e concessionárias que trabalham com produtos químicos.
  97. 97.  Emissões atmosféricas provenientes das atividades do Aeroporto de Congonhas. • Redução de emissões de CO2 por parte das aeronaves pode ser alcançada através de maior restrição aos limites de emissões e melhorias nas tecnologias e eficiências de consumo de combustível de aeronaves. O uso de fontes renováveis de energia também pode ser pesquisado. • Implantar programas, visando à redução de emissões atmosféricas geradas pela atividade aeroportuária (internas ao aeroporto); • Monitoramento da qualidade do ar no Aeroporto de São Paulo/Congonhas, conforme previsão da Resolução CONAMA n. 382/2007 • Proposição de programas de redução de emissões atmosféricas e controle da qualidade do ar no entorno do aeroporto em parceria com o poder público.
  98. 98.  Risco de acidentes causados pelos obstáculos presentes na área de abrangência da zona de segurança do aeroporto • Revisar a Lei de Zoneamento até a ocasião da obrigatória revisão do Plano Diretor Estratégico de São Paulo, prevista no Estatuto da Cidade (Lei 10.257/2001); • Redução do número de vôos do aeroporto; • Fiscalização pública efetiva sobre o empreendimentos que venham a ser executados na área de abrangência da zona de proteção do aeroporto e das curvas de ruído.
  99. 99.  Ruídos gerados pela operação aeronáutica • Estabelecimento de política operacional mitigadora de ruído baseada em experimentação científica (certificação em simulador das aeronaves, pilotos, empresas e procedimentos); • Estabelecimento de estudos visando à otimização e a redução dos horários de operação de solo do aeródromo e sua implantação posterior; • Redução do movimento de aeronaves; • Estabelecimento de um Programa de Monitoramento Periódico Mensal/Contínuo dos Níveis de Ruído; • Manutenção das aeronaves em instalação adequada para este fim; • Regulamentação desta atividade através de horários e procedimentos, para que sejam restritos os cheques de motor apenas às aeronaves que apresentaram discrepâncias após sua chegada ao aeroporto. • Relegar os alto-falantes ao indispensável, como informações de pessoas perdidas ou de extrema urgência, evacuação do prédio, etc.; • Uso de um número maior de alto-falantes pequenos, em operação com volume reduzido; • Introdução do uso de placares e monitores de chegadas e saídas como fonte principal de informações gerais.
  100. 100.  Meio Biótico  Risco de colisão entre aeronaves e aves • Ampliar, intensificar e adotar constantemente as medidas elaboradas para o Plano de Manejo do pombo-doméstico (Columbia livia); • Implantar um Programa de Educação Ambiental, bem como intensificar campanhas educativas de não alimentação de animais, entre os funcionários, dentro do sítio aeroportuário.
  101. 101.  Meio Socioeconômico  Demanda por estacionamento de veículos • Ampliar a oferta de vagas de estacionamento do aeroporto; • Incentivar a utilização de transporte coletivo ou público (ônibus regulares e fretados, táxis, metrô) para acesso e saída do aeroporto.  Congestionamento de Táxis • Incentivar o transporte público por meio de melhorias no transporte coletivo atual e aumento de linhas de ônibus e, eventualmente, de metrô. • Estabelecer ligações entre o aeroporto e as linhas de metrô e de trens metropolitano por intermédio de vans, em sistemas similares à “Ponte Orca” da Secretaria de Estado de Transportes Metropolitanos; • Viabilizar a construção de estacionamentos remotos para automóveis – inclusive táxis, junto com serviços de vans entre tais locais e o terminal, de forma a minimizar o fluxo de automóveis junto ao aeroporto.
  102. 102.  Tráfego gerado nas vias de entorno provocado pela demanda aeroportuária • Viabilizar planos governamentais para transportes alternativos de acesso ao aeroporto; • Expansão de capacidade da malha viária no entorno do aeroporto, inclusive os retornos atualmente realizados por circulação em volta de quadras e passagem por interseções semaforizadas da avenida dos Bandeirantes.  Geração de resíduos sólidos no sítio aeroportuário • O Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos do Aeroporto deve ser atualizado para mantê-lo dentro das normas que regem esta atividade. Deverão ser atualizadas todas as informações da quantidade de resíduos gerados, seu acondicionamento, armazenamento, tratamento e disposição final. O programa deve sempre visar à reciclagem e à otimização dos recursos, objetivando destinar o menor volume de resíduo produzido aos aterros. • Manter e aprimorar no Aeroporto de São Paulo/Congonhas o Programa de Gerenciamento de Resíduos Sólidos, do Sistema de Gestão Ambiental da INFRAERO, de acordo com as normas que regem esta atividade (NBR-1004/04, NBR-1005/04, NBR- 1006/04 e NBR-1007/04).
  103. 103. PLANOS DE MONITORAMENTO E CONTROLE AMBIENTAIS • Estrutura de gerenciamento: articular de forma eficiente técnicas de planejamento proteção, e monitoramento e fiscalização das ações. • Coordenador das ações – Infraero- parceria- público externo. • Programa: ações e procedimentos internos permite operar a gestão integrada. Objetivo não conformidades.
  104. 104. PLANOS DE MONITORAMENTO E CONTROLE AMBIENTAIS Objetivo: implementação planos e Medidas. Mecanismos eficientes, e sistema de avaliação de desempenho. Metodologia: execução de forma integrada, racionalização dos subsídios. Programas à comunidade, com parcerias org. gov. inserção das PP. Manter interação com inst. publicas e privadas. Manter supervisão periódica e itens relevantes.
  105. 105. Responsabilidade: Gerência Amb. e equipe apoio. Identificar necessidades de melhorias e ações de execução. Atividades: itens a serem monitorados, detalhamento, organização, sist. Registros, critérios de não cumprimento. Relatórios técnicos. Divulgação de inf. RH : equipe da GA. Técnicos,fisica,biótica e social. Inter-relação: articulação e relacionamento com outros programas. PLANOS DE MONITORAMENTO E CONTROLE AMBIENTAIS
  106. 106. Meio Físico: plano redução emissões ATM cont.qual.ar, plano redução de combustíveis, regulagens de veículos, substituição de combustíveis. Controle e monitoramento e melhoria qualidade ar; Monitoramento nos níveis de ruído; Instituir PGR / PAE Meio Biótico: plano de gestão do perigo da fauna. Plano de manejo do pombo comum, modificar edificações para não abrigar aves. PLANOS DE MONITORAMENTO E CONTROLE AMBIENTAIS
  107. 107. Meio Socioeconômico: operação e planejamento de instalações de acordo leis e regulamentos nac./intern. Programa de educação ambiental. Implantar e gerenciar o PGRS , atualização e monitoramento com foco nos resíduos de const. Civil. PLANOS DE MONITORAMENTO E CONTROLE AMBIENTAIS
  108. 108. CONCLUSÃO O aeroporto encontra-se em uma região de grande adensamento e ocupação urbana. Isto faz com que os impactos e análises apresentados, sejam potencializados pela dinâmica urbana presente no entorno. Com relação a questão de obras, verificou-se que não estão previstas grandes modificações, consideradas como novas edificações externas ao prédio existente e que causem grandes impactos no entorno. A operação do aeroporto gera inconvenientes à população, uma vez que contribui como um pólo de atração de veículos que emitem poluentes diariamente em grande quantidade.
  109. 109. Assim, conclui-se que a viabilidade da atividade aeroportuária em Congonhas, em termos ambientais, remete a limitação do número de aeronaves/hora, em conjunto com o desenvolvimento de alternativas que venham a suprir a demanda do transporte aéreo na região de São Paulo. Percebe-se que o aeroporto, na situação presente, decorrente de fatores internos e externos à sua gestão, encontra-se próximo do limite de funcionamento e pela própria condição de implantação em região adensada, não apresenta alternativas de expansão física sem contemplar grandes custos e geração de novos impactos.
  110. 110. Engenharia Ambiental Fabio Donizete da Silva José Mello Miriam Rios Moreira Marina Oliveira Mayara Ceci Tainá A. Vedovello Bimbati

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