Apresentação1

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  • A radicalização dos oposições foi provocada, inicialmente, pela Vitória dos Aliados:
    As democracias tinham vencido a guerra e derrotado os regimes repressivos de direita --- Salazar entendeu que teria de mudar a sua governação, democratizando-se (na aparência) ou acabaria por cair;

    Dissolução Nacional e convocação de eleições antecipadas ( segundo salazar seriam “tão livres como na livre Inglaterra”;

    Instala-se um clima de otimismo ( entre os que não acreditavam no estado novo, DAÍ Acredita-se na vaga democrática que percorre a Europa e na abertura do regime);
  • MUD - MOVIMENTO DE UNIDADE DEMOCRÁTICA – congrega as forças da oposição até então clandestinas
    Formulou-se algumas exigências para garantir a legitimidade das eleições:
    Adiantamento das eleições por seis meses para se instituírem os partidos políticos
    Reformulação dos cadernos eleitorais que abrangiam somente 15% da população
    Liberdade de opinião, reunião e informação

    - O MUD desistiu à boca de urnas por considerar o ato eleitoral uma farsa;
    - Aderentes da MUD foram interrogados, presos e até despedidos POIS a PIDE utilizou as listas de adesão ao MUD ( 50 000 assinaturas) para, supostamente, examinar a autenticidade das assinaturas para uma repressão eficaz e cirúrgica entre a oposição.
  • As restantes democracias orientaram-se para a contenção do comunismo (objetivo a que o salazarismo serviria):

    - A entrada de Portugal para a NATO (49) significou uma aceitação clara do regime pelos parceiros da organização;
    No mesmo ano, as forças oposicionistas mobilizaram-se em torno da candidatura de Norton de matos.
    Nos anos seguintes, a oposição democrática dividiu-se e enfraqueceu
  • - A candidatura de Humberto Delgado a novas eleições presidenciais desencadeou um autêntico terramoto político:
    - Oriundo das fileiras do próprio Estado Novo;
    - Apresentou-se como independente ;
    - Mostrou um grande carisma e determinação que galvanizou o país:
    - ao anunciar que não desistiria das eleições
    - pela intenção de demitir salazar “obviamente demito-o”
    Contou com uma forte reação do Estado Novo:
    - procurou limitar-lhe os movimentos
    - acusou-o de provocar agitação social, desordem e intranquilidade pública
    - O resultado oficial das eleições saldou-se numa vitória por esmagadora maioria de Américo Tomás:
    - A credibilidade dos resultados e o próprio regime saíram abalados;
    - Salazar temia que se verificasse um golpe de estado constitucional
    Salazar decidiu, então, abolir o sufrágio direto:
    - o chefe de estado passou a ser eleito por um colégio eleitoral restrito
  • A oposição ao regime contou com elementos que até então lhe tinham sido alheios:
    - O bispo do Porto escreveu uma dura carta a Salazar denunciando a miséria do povo e a falta de liberdades cívicas:
    - 10 anos de exilio do bispo;
    - inspirou um grupo crescente de católicos a criticarem a politica do estado novo através de vigílias e manifestos públicos
    - Crescimento da instabilidade:
    - tentativa de 2 golpes de força: “conspiração da sé” e “revolta de beja”
    - A ditadura demonstrou o caráter repressivo:
    - Cerca de 1200 presos políticos
    - reprimiram-se as manifestações de 5 de outubro e 1º de maio.
    - O aprisionamento do navio português “Santa Maria”:
    - a responsabilidade politica é assumida por Humberto delgado exilado no brasil;
    - é comandado por Henrique galvão;
    - é visto como um ato de protesto politico;
    - grande indignação de salazar lançando acusações de pirataria
    - por fim, o navio é intercetado pelos americanos que deixaram os rebeldes em exilio no brasil;


  • Em Setembro de 1968, Salazar é operado de urgência a um hematoma cerebral. Devido à gravidade do estado de saúde, o presidente da republica vê-se obrigado a encetar os procedimentos para a sua substituição. A escolha recaiu sobre o professor Marcello Caetano.

    - Apresentava-se como um político mais liberal, apesar de fazer parte da união nacional pertencia à ala mais liberal pois permitia se discordar mais do que uma vez da política de salazar;
  • - A maior liberdade de campanha à oposição:
    - consulta dos cadernos eleitorais
    - fiscalização das mesas de voto
  • - Atropelo aos princípios democráticos visto que a união nacional obteu 100% dos deputados

    - FALTA DE APOIO DOS LIBERAIS - condenavam a falta de força para implementar as reformas necessárias
    - HOSTILIDADE DOS MAIS CONSERVADORES - consideravam que a sua política mais liberalizadora tinha contribuído para a onda de instabilidade que entretanto surgira

    - Marcello Caetano inflete, então, a sua política inicial:
    - As Associações estudantis mais ativas são encerradas;
    - A legislação social aperta-se;
    - A polícia política desencadeia uma nova vaga de prisões (alguns opositores voltam para o exílio)
    - Américo Tomás (ligado à ala ultraconservadora do partido) é reconduzido ao cargo de presidente da República;
  • Diversos fatores começaram a pesar no exército Português, tais como…

    - Persistente condenação internacional por parte da ONU e da pressão dos EUA.
  • - Surgiu por meras questões de carreira – o fácil acesso dos oficiais milicianos ao quadro permanente prejudicava os oficiais de carreira

    - Acreditavam na urgência de um golpe militar para:
    - restabelecer as liberdades cívicas
    - possibilitar a resolução do problema colonial

    - Golpe das Caldas- 16 de Março de 1974
  • Canções-senha: “E depois do Adeus” (23.00) E “Grândola, Vila Morena” (00.30)

    - Teve como uma das figuras marcantes o capitão Salgueiro Maia:
    - resolveu o impasse da cavalaria 7;
    - dirigiu o cerco do carmo (onde se refugiara Marcello Caetano e outros elementos do estado)
    - A multidão ocorreu às ruas manifestando o seu apoio aos militares apesar dos pedidos em contrário onde se foram distribuindo cravos vermelhos
    - Atingiu o seu ponto alto com a rendição de Marcello Caetano ao general Spínola (18.00)

    - A policia política rendeu-se na manhã seguinte, tendo provocado os únicos 4 mortos da “revolução dos cravos”
  • Corresponde ao período entre a revolução dos cravos e a instituição de um regime pluralista e democrático em 76 (é o período pré- constitucional). Foi um período caraterizado por…
  • O país ficou sob a égide da Junta de Salvação Nacional, seguindo o acordo entre o MFA e as hierarquias das Forças Armadas.

    Tomaram medidas tendentes à liberalização da política partidária e ao desmantelamento das estruturas do poder:

    - Américo Tomás e Caetano partiram para o exilio do brasil.

    - Autorização para a formação de partidos políticos e de sindicatos livres e a legalização de organizações até aí clandestinas como a Intersindical e os partidos comunista e socialista

  • -Presidente da república – general Spínola
    -Chefe – Adelino da palma Carlos
    -3Ds – Democratizar, Desenvolver, Descolonizar
  • Apesar de no 1º de Maio, organizarem-se gigantescas manifestações que celebraram o regresso da democracia, o processo democrático não foi simples, nem rápido, pois os anos de 74 e 75 ficaram marcados por:
    - enorme agitação social;
    - multiplicação dos centros de poder;
    - violentos confrontos políticos;
    Principais momentos deste período:
    - O período “Spínola”;
    - A radicalização do processo revolucionário;
    - As eleições de 1975 e a inversão do processo revolucionário;
    - A opção constituinte de 1976 e a revisão constitucional de 1982;
    - Significado internacional da revolução Portuguesa;

    - Sem capacidade de autoridade e liderança o I governo provisório demite-se após 2 meses da tomada de posse; perante isto
    - O poder fragmenta-se em polos opostos:
    - Grupo afeto a Spínola( moderado e defendia o projeto federalista) que vai perdendo terreno face às forças esquerdistas do MFA;
    - Comissão coordenadora do MFA e seus apoiantes ( adeptos independencia pura e simples dos territórios ultramarinos e da revolução social)

    - Nomeado o II Governo Provisório liderado por Vasco Gonçalves (liderou 4 governos) : Presença reforçada de militares o que demonstra a perda de influência do presidente da republica
    - Demissão de Spínola e a 30 de setembro na sequência do fracasso de uma manifestação em seu apoio, Costa Gomes substitui-o
  • - A revolução tende a radicalizar-se:
    - Otelo é afeto à extrema-esquerda e como chefe da COPCON assina ordens de prisão para elementos moderados;
    - Vasco Gonçalves, que é primeiro ministro e por isso tem mais protagonismo do aparelho de estado, revela uma forte ligação ao partido comunista

    - Golpe militar executado a 11 de Março de 75 para contrariar a inflexão à esquerda e recuperar o poder, face ao falhanço exila-se em espanha.

    - Conselho de revolução = órgão executivo do MFA
  • Tornou-se o verdadeira centro de poder em Portugal por concentrar em si os poderes da junta de salvação nacional e do conselho de estado que acabaram por ser extintos.
    - PREC = Processo revolucionário em curso que tem como objetivo conduzir o país ao socialismo (11 de março a 25 de novembro)

    Grande crescimento da agitação social:
    Saneamento sumário de quadros técnicos e funcionários considerados de direita;
    As comissões de trabalhadores assumem o comando nas empresas privadas (impedem a entrada dos proprietários)
    Constituem-se comissões de moradores e comités de ocupantes – ocupação de casas vagas;
    Ocupação das grandes herdades pelos trabalhadores rurais, transformando-as em “unidades coletivas de produção” UCP – extremismo da reforma agrária
    Clima de opressão e de medo nas classes médias e altas, impelindo muitos a abandonarem o país.
  • Até agora, tudo parecia encaminhar Portugal para a adoção de um modelo coletivista mas o forte impulso do partido socialista para a realização das prometidas eleições operou a inversão do processo revolucionário.

    Maior registo de eleitores de sempre.

    - Os seus resultados foram determinantes para a inflexão da via marxista- revolucionária:
    O PS venceu com 38% dos votos, seguido do PPD com 26%, enquanto que a esquerda mais radical teve uma votação modesta;
    A oposição agudiza-se, originando o “Verão Quente”;
  • - A oposição entre as forças políticas atinge o rubro, através de: - Gigantescas manifestações de rua;
    Assaltos a sedes partidárias (especialmente do PCP);
    Proliferação de organizações revolucionárias armadas (de esquerda e direita)

    - Grupo dos 9 encabeçados por Melo Antunes, defensores da democracia, pretendem:
    Por fim ao radicalismo;
    Prática política isenta da influência dos partidos
    Afastamento de Vasco Gonçalves

    GOLPE:
    Surge em defesa de Otelo por este ter sido substituído no dia anterior;
    Apesar de ter falhado, colocou o país à beira de uma guerra civil;
    Marcou o fm das tentativas de esquerda de tomar o poder e abriu o caminho para a implantação de uma democracia liberal
  • A assembleia constituinte reuniu-se a 2 de junho de 75:
    1º vez desde a elaboração da constituição de 1911;
    Os trabalhos decorreram num ambiente pós-revolucionário
    Ambiente de pressão política devido ao verão quente e ao golpe de 25 de novembro

    Os deputados não possuíam total liberdade de decisão devido:
    compromisso com o MFA de preservar as conquistas revolucionárias
  • Após o 25 de Abril surgiram um conjunto de medidas tendentes a alargar a intervenção do Estado na esfera económica e financeira (sob pressão das forças de esquerda)

  • - Nacionalização das bancos emissores ( bancos de Portugal, Nacional ultramarino e de angola)

    - Nacionalização de todas as grandes empresas ligadas aos setores económicos de base - é o fim dos grupos económicos “monopolistas” permitindo um maior controle sobre a economia

  • A situação explosiva ( tensões entre proprietários e trabalhadores) que se vivia no mundo rural originou o inicio do processo da reforma agraria:

    Em complemento, surgiu a Legislação para a proteção dos trabalhadores e dos grupos economicamente desfavorecidos:
    - Leis que dificultavam o despedimento;
    Instituição do salário mínimo nacional
    Aumento das pensões sociais e de reforma;
    Tabelamento dos preços de primeira necessidade e o aumento dos salários permitiram elevar o nível de vida das classes trabalhadoras
  • Apresentação1

    1. 1. Portugal Trabalho elaborado por: - Stéphanie Dias; - Carolina Tavares; Professora: - Manuela Maia
    2. 2. Introdução o PORTUGAL NO PÓS 1ª GUERRA MUNDIAL - 1ª República; - Ditadura militar; -Estado Novo; o PORTUGAL NO PÓS 2ª GUERRA MUNDIAL - Radicalização das oposições; - Sobressalto político de 1958; - Recrudescimento das posições; - Primavera Marcelista;
    3. 3. - 25 de Abril; - O período “Spínola”; - A radicalização do processo revolucionário; - As eleições de 1975 e a inversão do processo revolucionário; - A opção constituinte de 1976 e a revisão constitucional de 1982; - Significado internacional da revolução Portuguesa; o ECONOMIA PORTUGUESA - Dificuldades económicas da 1ª República; - Economia submetida aos imperativos políticos do Estado Novo; - Coordenadas económicas e demográficas no pós 2ª Guerra Mundial; - A política económica antimonopolista e do processo revolucionário;
    4. 4. PORTUGAL NO PÓS 1ª GUERRA MUNDIAL
    5. 5. PORTUGAL NO PÓS 1ª GUERRA MUNDIAL A 1ª República o A 1º República era a esperança que dominava no povo português; o Viveu-se sob a égide da Monarquia que fez com que o país se torna-se retrógrado, conservador e muito atrasado; o Foi um fracasso , isto porque : - Vivia-se uma profunda crise económica - A fome aumentou -Instabilidade política o Portugal entra na 1ª Guerra Mundial; o O país participou na Batalha de La Lys;
    6. 6. PORTUGAL NO PÓS 1ª GUERRA MUNDIAL Instabilidade política o O operariado e as classes médias perderam a esperança que tinham na República ; oVive-se um período violento e de terror nas cidades; o Com esta instabilidade, o General Pimenta de Castro dissolveu o parlamento e instaurou a ditadura militar; o Sidónio Pais instaura a ditadura e mais tarde é assassinado ;
    7. 7. PORTUGAL NO PÓS 1ª GUERRA MUNDIAL O fim do sidonismo trouxe mais instabilidade ao país: o A guerra civil em Lisboa e no Norte devido aos ataques dos monárquicos; o Inexistência de maiorias parlamentares; o A existência de 26 governos provisórios;
    8. 8. PORTUGAL NO PÓS 1ª GUERRA MUNDIAL Estado Novo oOrigem : De 1910 a 1926, o país viveu a 1ª República e com ela o caos económico, social e político; oEm 1926 surge a ditadura militar mas sem sucesso; o Em 1928, Óscar Carmona depois de vencer as eleições convida Salazar para a pasta das finanças; oEm 1932 , torna-se chefe de Governo e assim, acaba por se consolida o Estado Novo;
    9. 9. PORTUGAL NO PÓS 1ª GUERRA MUNDIAL Estado Novo oAnti liberal, Anti parlamentar, Anti democrata, Anti socialista; oAutoritário; oColonialista; oRepressivo; oTradicionalista; oNacionalista; oCorporativista oRural, Conservador, católico; oEnquadramento das massas; oO aparelho repressivo das massas;
    10. 10. PORTUGAL NO PÓS 2ª GUERRA MUNDIAL
    11. 11. PORTUGAL NO PÓS 2ª GUERRA MUNDIAL A radicalização das oposições Vitória dos Aliados o Antecipação da revisão constitucional; o Dissolução Nacional e convocação de eleições antecipadas o Instala-se um clima de otimismo; o Acredita-se na vaga democrática que percorre a Europa e na abertura do regime;
    12. 12. PORTUGAL NO PÓS 2ª GUERRA MUNDIAL A radicalização das oposições A organização da oposição o Surgimento do MUD: - Formulou-se algumas exigências para garantir a legitimidade das eleições; - As esperanças goraram-se quando nenhuma das reivindicações do MUD foi satisfeita; - O MUD desistiu à boca das urnas; - Aderentes da MUD foram interrogados, presos e até despedidos; - Maior repressão entre a oposição; o As restantes democracias orientaram-se para a contenção do comunismo: - Entrada de Portugal para a NATO como membro fundador
    13. 13. PORTUGAL NO PÓS 2ª GUERRA MUNDIAL A radicalização das oposições A organização da oposição o As restantes democracias orientaram-se para a contenção do comunismo: - Entrada de Portugal para a NATO como membro fundador; oCandidatura de Norton de Matos às eleições presidenciais: - A primeira vez que um candidato da oposição concorria à presidência da República; - A campanha voltou a entusiasmar o país; - A severa repressão levou Norton de Matos a desistir à boca das urnas;
    14. 14. NORTON DE MATOS PORTUGAL NO PÓS 2ª GUERRA MUNDIAL
    15. 15. PORTUGAL NO PÓS 2ª GUERRA MUNDIAL O sobressalto político de 1958 o A candidatura de Humberto Delgado a novas eleições presidenciais desencadeou um autêntico terramoto político; o Ficou conhecido pelo “General sem medo”; o Foi um acontecimento ímpar no que respeita à mobilização popular; o Contou com uma forte reação do Estado Novo; o O resultado oficial das eleições saldou-se numa vitória por esmagadora maioria de Américo Tomás; o Salazar decidiu, então, abolir o sufrágio direto; ( http://www.youtube.com/watch?v=_qJfHE4urhU )
    16. 16. HUMBERTO DELGADO PORTUGAL NO PÓS 2ª GUERRA MUNDIAL ( http://www.youtube.com/watch?v=_qJfHE4urhU )
    17. 17. PORTUGAL NO PÓS 2ª GUERRA MUNDIAL Recrudescimento da oposição o O bispo do Porto escreveu uma dura carta a Salazar denunciando a miséria do povo e a falta de liberdades cívicas; o Crescimento da instabilidade; o A ditadura demonstrou o caráter repressivo (de 1958 a 1960) o Exílio de Humberto Delgado reforçou a má imagem do regime; o O aprisionamento do navio português “Santa Maria” (22 de Janeiro de 1961) o O eclosão da guerra colonial (1961) inicia a maior e derradeira prova do regime ditatorial; o Abertura dos Portugueses ao que se passava no exterior e aos ventos de mudança nos anos 60;
    18. 18. PORTUGAL NO PÓS 2ª GUERRA MUNDIAL A Primavera Marcelista o Apresentava-se como um político mais liberal; o Estabeleceu linhas orientadoras do seu regime: - Continuação da obra de Salazar; - Efetivação da necessária evolução política (“evoluir na continuidade”) concedendo a “liberdade possível”;
    19. 19. Marcello Caetano PORTUGAL NO PÓS 2ª GUERRA MUNDIAL
    20. 20. PORTUGAL NO PÓS 2ª GUERRA MUNDIAL A Primavera Marcelista o Nos primeiros meses, o seu governo deu sinais de abertura (política Marcelista): - Fez regressar do exílio algumas personalidades como o bispo do porto e Mário Soares; - Moderou a atuação da polícia política (a DGS); - Abrandamento da censura (o Exame Prévio) - Abriu a União Nacional (ANP em 1970) a sensibilidades políticas mais liberais; - Alargou o sufrágio feminino e permitiu uma maior liberdade de campanha à oposição; “Operações de cosmética”
    21. 21. PORTUGAL NO PÓS 2ª GUERRA MUNDIAL A Primavera Marcelista o A esperança numa real democratização goraram-se a parir de 1969: - As eleições soldaram-se um verdadeiro atropelo aos princípios democráticos; o Marcello Caetano viu-se perante: - A falta de apoio dos liberais; - A hostilidade do mais conservadores; - O surgimento de um poderoso surto de agitação estudantil, greves operárias e ações bombistas; o Marcello Caetano inflete, então, a sua política inicial;
    22. 22. PORTUGAL NO PÓS 2ª GUERRA MUNDIAL Movimento das Forças Armadas o Impasse da Guerra Colonial: - Progressos do PAIGC na Guiné; - Encarniçamento da guerra em Moçambique; - Persistente condenação internacional; o Convicção de que a guerra não teria um desfecho favorável (“remavam contra a maré”) originou: - Publicação da obra “Portugal e o futuro” de Spínola; - Surgimento do movimento de oficiais que se transformou num movimento revolucionário que derrubou o Estado Novo;
    23. 23. PORTUGAL NO PÓS 2ª GUERRA MUNDIAL Movimento das Forças Armadas o Surgiu em 1973; o Surgiu por meras questões de carreira que viram satisfeitas; o As frequentes reuniões e debates consciencializaram este movimento, na viabilidade de pressionarem o governo a aceitar uma solução política para o problema Africano; o Depositou a sua confiança nos generais Costa Gomes e Spínola; o Passou a designar-se, posteriormente, de MFA; oAcreditavam na urgência de um golpe militar; o Efetuou numa primeira tentativa: “o golpe das Caldas”; o Preparou, minuciosamente, a operação militar que na madrugada de 25 de Abril de 1974 pôs fim ao Estado Novo;
    24. 24. PORTUGAL NO PÓS 2ª GUERRA MUNDIAL 25 de Abril A operação “Fim do Regime” o Coordenada pelo major Otelo Saraiva de Carvalho; o Iniciada, depois da transmissão das canções-senha; o As unidades militares ocuparam as estações da rádio e RTP, o aeroporto e os quartéis-generais de Lisboa e do Norte e cercaram os ministérios militares do Terreiro do Paço; o Impasse da Cavalaria 7; o Teve como uma das figuras marcantes o capitão Salgueiro Maia; o Atingiu o seu ponto alto com a rendição de Marcello Caetano; o A multidão ocorreu às ruas manifestando o seu apoio aos militares; o A policia política rendeu-se na manhã seguinte;
    25. 25. PORTUGAL NO PÓS 2ª GUERRA MUNDIAL ( http://www.youtube.com/watch?v=FCqJXk58888 )
    26. 26. PORTUGAL NO PÓS 2ª GUERRA MUNDIAL O caminho da democracia o Grande instabilidade e tensão social; o Enorme entusiasmo popular devido à aquisição das desejadas liberdade cívicas; o Surgimento de fortes afrontamentos políticos;
    27. 27. PORTUGAL NO PÓS 2ª GUERRA MUNDIAL Desmantelamento das estruturas do poder o O país ficou sob a égide da Junta de Salvação Nacional; o Américo Tomás e Marcello Caetano foram destituídos, bem como todos os governadores e quadros administrativos; o Extinção da PIDE/DGS, da Legião Portuguesa, de diversas organizações de juventude, da Censura/Exame Prévio e da Ação Nacional Popular; o Os presos políticos foram amnistiados e libertados, tendo outros regressado do exílio; o Autorização para a formação de partidos políticos e de sindicatos livres e a legalização de organizações até aí clandestinas;
    28. 28. PORTUGAL NO PÓS 2ª GUERRA MUNDIAL Desmantelamento das estruturas do poder o O MFA comprometeu-se a passar o poder para os civis marcando as eleições constituintes no prazo de um ano; o A Junta nomeou: - O Presidente da República; - O chefe do I Governo Provisório; o O projeto do MFA consistia nos 3 Ds;
    29. 29. PORTUGAL NO PÓS 2ª GUERRA MUNDIAL O Período Spínola o Após o 25 de Abril surgiu uma onda de reivindicações laborais, greves e manifestações espontâneas, constantes e influenciadas por partidos de esquerda; oSem capacidade de autoridade e liderança o I governo provisório demite-se; o O poder fragmenta-se em polos opostos; o Nomeado o II Governo Provisório; o Demissão de Spínola; o Costa Gomes foi eleito o novo Presidente da República;
    30. 30. General Spínola PORTUGAL NO PÓS 2ª GUERRA MUNDIAL
    31. 31. PORTUGAL NO PÓS 2ª GUERRA MUNDIAL A radicalização do processo revolucionário o A revolução tende a radicalizar-se; o Face à radicalização, Spínola enceta um golpe militar mas sem resultados; o Foi considerado uma “ameaça contrarrevolucionária”; o Aumento do radicalismo; o Formação do Conselho de Revolução;
    32. 32. PORTUGAL NO PÓS 2ª GUERRA MUNDIAL A radicalização do processo revolucionário o Conselho de Revolução: - Tornou-se o verdadeira centro de poder em Portugal; - Forte ligação ao ideário e ao programa do Partido Comunista; - Propõe orientar o PREC; o Grande crescimento da agitação social;
    33. 33. PORTUGAL NO PÓS 2ª GUERRA MUNDIAL As eleições de 75 e a inversão do processo revolucionário o As eleições de 1975: - As primeiras em que funcionou o sufrágio verdadeiramente universal; - Apesar do apelo à abstenção do MFA, participaram quase 92% dos eleitores; - A campanha e o ato eleitoral decorreram dentro das normas de respeito e pluralidade democrática; - Os seus resultados foram determinantes para a inflexão da via marxista- revolucionária;
    34. 34. PORTUGAL NO PÓS 2ª GUERRA MUNDIAL O Verão Quente o A oposição entre as forças políticas atinge o rubro; o Constituição do “Grupo dos 9” oDestituição de Vasco Lourenço e a consequente formação do VI governo provisório chefiado por Pinheiro de Azevedo; o Vasco Lourenço acaba por substituir Otelo Saraiva de Carvalho; o Golpe militar de 25 de Novembro de 1975
    35. 35. PORTUGAL NO PÓS 2ª GUERRA MUNDIAL A opção constitucional de 1976 o Defende a via de “transição para o socialismo”; o Considera irreversíveis as nacionalizações e as expropriações de terras; o Mantém o Conselho de revolução como órgão de soberania e como garante do processo revolucionário; o Reconhece o pluralismo Democrático; o Adota a independência dos tribunais; oManifeste respeito pela vontade popular através da concessão de autonomia política às regiões insulares e da instituição de um modelo de poder local; o Constitui o documento fundador da democracia portuguesa;
    36. 36. PORTUGAL NO PÓS 2ª GUERRA MUNDIAL A revisão constitucional de 82 e o funcionamento das instituições democráticas o A constituição de 76 foi, desde logo, criticada devido ao seu excessivo comprometimento com o socialismo e de um acentuado défice democrático ; o Assim , procede-se á revisão constitucional ; Alterações : o - Manteve inalterado os artigos que proibiam retrocessos nas nacionalizações e na reforma agrária; - Foi abolido o Conselho da Revolução; - Limitou-se os poderes do presidente e aumentou-se os da instituição parlamentar;
    37. 37. PORTUGAL NO PÓS 2ª GUERRA MUNDIAL A revisão constitucional de 82 e o funcionamento das instituições democráticas o Alterações ao nível das instituições políticas; o A Constituição trouxe ainda a autonomia das regiões dos Açores e da Madeira, bem como o poder autárquico descentralizado; o O poder local estruturou-se em municípios e em freguesias; o O governo das regiões autónomas exerce-se através de uma Assembleia Legislativa Regional;
    38. 38. Economia Portuguesa
    39. 39. PORTUGAL NO PÓS 1ª GUERRA MUNDIAL Dificuldades económicas da 1ª República oA falta de bens de consumo e os racionamentos; oA produção industrial entrou em declínio; oA divida pública aumentou ; oUma inflação galopante permanecia depois da guerra; oO aumento do custo de vida ( mais prejudicados foram : os operários e a classe média ); oNão recebermos indeminazações ; oApenas garantimos a posse das colónias oO país teve que pagar os custos da guerra;
    40. 40. PORTUGAL NO PÓS 1ª GUERRA MUNDIAL Economia submetida aos imperativos políticos do Estado Novo oEstabilidade financeira; oDefesa da ruralidade; oObras públicas; oCondicionamento industrial; oCorporativização dos sindicatos;
    41. 41. PORTUGAL NO PÓS 1ª GUERRA MUNDIAL Coordenadas económicas e demográficas no pós 2ª Guerra Mundial oEstagnação do mundo rural; oEmigração; oSurto industrial: - 1º Plano (1953/1958) - 2ºPlano (1959/64) - Planos intercalar (1965-67) -3ºPlano (1968/73 ) oUrbanização
    42. 42. PORTUGAL NO PÓS 2ª GUERRA MUNDIAL Política económica antimonopolista e intervenção do Estado no domínio económico-financeiro o Objetivos: - Destruição dos grandes grupo económicos (monopolistas); - Apropriação, pelo Estado, dos setores chave da economia; - Reforço dos direito dos trabalhadores;
    43. 43. PORTUGAL NO PÓS 2ª GUERRA MUNDIAL Política económica antimonopolista e intervenção do Estado no domínio económico-financeiro o Medidas: - Nacionalização das bancos emissores; - O Estado passa a fiscalizar as instituições de crédito; - Aprovação da nacionalização de todas as instituições financeiras; - O estado passa a intervir nas empresas cujo funcionamento não contribuísse para o desenvolvimento económico do país; - Nacionalização de todas as grandes empresas ligadas aos setores económicos de base;
    44. 44. PORTUGAL NO PÓS 2ª GUERRA MUNDIAL Reforma agrária o Encaminhou as explorações para uma via coletivista; o Expropriação das grandes propriedades para formar as UCP; o Constituíram-se 500 UCP; o A expropriação de terras estendeu-se até 1976 com o apoio do PCP; Legislação para a proteção dos trabalhadores e dos grupos economicamente desfavorecidos
    45. 45. Conclusão o Falência da 1ª República devido ao descontentamento social e da difusão dos ideais antidemocráticos e antiparlamentares na Europa e em Portugal; o Instituição da ditadura militar e fracasso da mesma pelos desentendimentos e impreparação governativa dos militares; o Fundação do Estado Novo que acabará por cair em 1974 com a Revolução dos Cravos; o A Revolução de Abril acabou com o isolamento internacional de Portugal, influenciou o fim dos regimes autoritários que persistiam na Europa Ocidental e contribuiu, em África, para o enfraquecimento dos Últimos bastiões brancos na Rodésia e África do Sul.
    46. 46. FIM

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