Ecossistema Conhecimento Conectado

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Esta apresentação foi tema de discussão do Grupo Alpha de Pesquisa coordenado cientificamente pela Profa. Dra Stela C Bertholo Piconez da Faculdade de Educação da USP.
Os membros de pesquisa analisaram o ecossistema existente em alguns projetos e concluiram sobre:
1. a necessidade de se concordar com a existência de diferentes modelos de educação;
2.a necessidade se ter uma nova concepção de aprendizagem. Transformações de estratégias, papel, avaliação etc;
3. Admitir que as oportunidades de aprendizagem e os conhecimentos podem ser construídos em espaços muito mais amplos que as estruturas curriculares atuais;
4.Admitir que somos inteligentes não por nossas próprias cabeças mas porque fazemos parte das redes sociais e tecnológicas;
5. Assumir que o conhecimento é social e que enfatiza a criatividade em conjunto para que os estudantes possam enfrentar direções e posições bastante complexas de aprendizagem que não podem se concretizar com os modelos atuais.

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Ecossistema Conhecimento Conectado

  1. 1. Ecossistema: uma rede de conhecimentos Profa. Dra. Stela C Bertholo Piconez Professora Titular Faculdade de Educação – USP Grupo Alpha de Pesquisa
  2. 2. Conhecimento Distribuído e Conhecimento Conectado • A inteligência não existe apenas na cabeça das pessoas • Há inteligências nos conhecimentos produzidos e conectados via redes sociais e tecnológicas onde estudantes e professores são membros • Papel da escola: 1. ensinar ao estudantes como ser criativo e não mero consumidor 2.Não condicionar a um único modelo que imponha a uma visão de futuro
  3. 3. Criação de Objetos Digitais: por que é complexa? • A maioria dos professores não foi formada para ser criadores de mídia além do trabalho acadêmico. • Acesso aberto parece algo estranho para muitos. • Criar MOOC se confunde com elaboração de aulas que não representa passar de um modelo de aprendizagem pré-concebido para algo mais dinâmico e colaborativo. • Seymour Papert considerou a promessa de computadores como uma ferramenta de evaporação da aprendizagem sob pressão que podem levar às concepções de como devem ser as escolas. Usou a analogia de que os computadores agem como vírus de aprendizagem e as escolas como mecanismos curriculares de defesa agindo como anticorpos para preservar a homeostase do "sistema de ensino".
  4. 4. Recursos Educacionais Abertos e a formação docente • Capacidade de seleção de informação disponível na internet • Conhecimentos básicos do funcionamento do computador, do computador ligado à internet e do computador e a web (rede de informações) • Capacidade para integrar as TDIC na sala de aula de forma adequada, respeitando as condições e identidade dos estudantes e da escola • Capacidade para reconhecer as potencialidades e limitações das TDIC • Capacidade de trabalhar em colaboração, ser criativo, reflexivo e crítico na • adoção das TDIC junto a propostas pedagógicas construídas com os estudantes
  5. 5. MOOC: Massive Open Online Courses • É mais trabalhoso integrar potencial (affordances) digital nos currículos escolares. • É o professor que se vê como ponto de partida e não percebe que são os estudantes que irão fazer a criação em esforço colaborativo, utilizando as ferramentas e recursos digitais disponibilizados, ou são os professores que vão criar? • Não pode deixar de pensar os MOOC como produto. Mas os produtos precisam manter um padrão de uniformidade e desempenho que parecem atender a outros interesses; muitas vezes, contrários aos objetivos educacionais da diversidade e da diferença; da inclusão e da acessibilidade aberta.
  6. 6. MOOC e os REA • MOOC é um conceito desenvolvido no movimento OPEN EDUCATIONAL RESOURCES. • Usa tecnologias web 3.0 e permite a adição de páginas ativas no material textual. • Um vídeo pode ser interrompido pelo estudante ou professor para introdução de explicações, questionamentos, uso exaustivo de hipertextos, avaliações dinâmicas com registros de percursos dentro do website, revisão peer coaching, uso de hanghouts, skypes, redes sociais etc.
  7. 7. Massive + Open + Online + Courses • Massive – oportunidade de atingir e explorar a • Online – textos, laboratórios, nuvens • Open – oferta de vários caminhos e objetivos • Courses – desafios da acreditação e avaliação interação entre os estudantes com diferentes recursos sem reduzir a qualidade computacionais, museus, bibliotecas etc. Tipos • 1) cMOOC - enfatizam filosofia conectivista (conteúdo + diálogo) • 2) xMOOC - financiados Coursera e edX (conteúdos + avaliações rigorosos
  8. 8. cMOOC e xMOOC: em que diferem? • O que os distinguem é o elemento interativo e o foco na produção de contexto e não de conteúdo • cMOOC - Os estudantes aprendem usando diferentes recursos, aprendem e gerenciam sua aprendizagem e aprendem em profundidade o tema estudado. • xMOOC – cursos padrões com objetivos, matérias fixas , perguntas e avaliação. Enfoque nos conteúdos (Coursera, Edx, Medscape, Udacity etc.) • • • • Elementos de transmídia: 1. Vídeos 2) tarefas 3) Ferramentas de comunicação (chats, fóruns, blogs • 4) Fonte aberta • 5) Textos temáticos • 6) Plataforma
  9. 9. Exemplos de MOOC
  10. 10. Conectivismo (G.Siemens) e a aprendizagem na era digital • • • • As conexões (nós especializados e diferentes fontes de informação)são fundamentais para aprendermos. Conhecimentos são ampliados pela associação de ideias. A aprendizagem e o conhecimento resultam da diversidade de opiniões. • A capacidade para aprender envolve muito mais o pensamento crítico do que atualmente se conhece. • A capacidade para ver conexões entre áreas de saber, ideias e conceitos é fundamental. • O conhecimento não é estático e é essencial mantê-lo atual e rigoroso.
  11. 11. Aprendizagem na Era Digital • Mais importante que adquirir informações estáticas é a habilidade de análise e o desenvolvimento de competências de procura de informação. • Para o Conectivismo a rede de relações é essencial para orientar o estudante no processo de procura de informação e de interação social e tecnológica. • Maiores detalhes: • http://orfeu.org/weblearning20/4_2_conectivismo
  12. 12. Conectivismo e Educação: do que se trata? • Contribuir para agregar todos os espaços da vivência dos estudantes e professores • • • • • (Facebook, Twitter, YouTube, Coursera, Blogs, Skype, Google Hangout etc.) O importante é usar o pp. espaço de identidade reunindo os elementos que tragam alguma contribuição. Criar oportunidades para que os estudantes criem suas próprias identidades com um ensino flexível. Desenvolver as aulas como espaços para resolução de problemas ou de uma questão problematizadora (críticas, debates, pesquisa e apresentação de um artigo após tais atividades) que possa atingir níveis mais elevados de globalização Possibilitar a expansão e compartilhamento dos conhecimentos construídos Criar mapeamentos conceituais para que os estudantes possam discutir,debater e criar oportunidades para gerar inovação, comunicação e criatividade online
  13. 13. Aprendizagem pela pesquisa • Criar oportunidades de pesquisa internacional com experts sobre o tema a ser estudado (Google Scholar, Bibliotecas Digitais de Teses e Dissertações, Periódicos como Sciello etc) em redes mais amplas. • A escola terá que fazer rupturas e interrupções. Estaremos no futuro transformando um disco de vinil long play com 12 canções em artefatos digitais ou virtuais com imensa capacidade de armazenamento sob novas formas. • George Siemens (2012) afirmou que passaremos de cursos de instruções para cursos de competências (algo que devemos dominar para dar cabo a uma tarefa específica ou cobrir uma necessidade de desenvolvimento de habilidade). Não haverá mais necessidade de blocos longos de conteúdos como nos livros didáticos. As salas de aula serão espaços físicos de socialização, para estudantes se conhecerem
  14. 14. Competências e valores • .
  15. 15. Conhecimento Conectado e Distribuído: novos espaços Princípios • Concordar com a existência de diferentes modelos de educação. • Concordar com a necessidade se ter uma nova concepção de aprendizagem. • Admitir que as oportunidades de aprendizagem e os conhecimentos podem ser construídos em espaços muito mais amplos que as estruturas curriculares atuais. • Admitir que somos inteligentes não por nossas próprias cabeças mas porque fazemos parte das redes sociais e tecnológicas. • Assumir que o conhecimento é social e que enfatiza a criatividade em conjunto para que os estudantes possam enfrentar direções e posições bastante complexas de aprendizagem que não podem se concretizar com os modelos atuais.
  16. 16. Referências FLEURY, M.T. E FLEURY, A. Construindo o conceito de Competência. RAC, Educação Especial, 2001:188 FILATRO, A.; PICONEZ, S. C. B.. Design instrucional contextualizado. In: CONGRESSO INTERNACIONAL DE EDUCAÇÃO A DISTANCIA, 11. 2004, Salvador. Disponível em: http://www.abed.org.br/congresso2004/por/htm/049-TC-B2.htm PAPERT, S. The children´s machine: Rethinking schools in the age of computer. New York: Basic Books. 1993 SIEMENS, George. Connectivism: A Learning Theory for the Digital Age. International Journal of Instructional Technology and Distance Learning, 2008 http://elearnspace.org/media/WhatIsConnectivism/player.html http://www.itdl.org/journal/jan_05/article01.htm

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