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93% dos brasileiros pretendem presentear neste Natal, mas gasto médio por presente deve cair 20%

  1. 1. 93% dos brasileiros pretendem presentear neste Natal, mas gasto médio por presente deve cair 20%, aponta SPC Brasil Consumidores atribuem diminuição de gastos à alta da inflação. Neste ano, brasileiro vai desembolsar, em média, R$107 por presente Aproximadamente 137 milhões de brasileiros devem ir às compras neste Natal, segundo uma pesquisa realizada em todas as capitais pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). Na comparação com o ano passado, o total de consumidores que pretendem presentear alguém passou de 87,0% para 93,3%. Apenas, 1,1% dos consumidores ouvidos não têm a intenção de comprar presentes e 5,6% ainda estão indecisos. Apesar do número elevado, constatado em ambos os gêneros e em todas as faixas etárias e classes sociais, o agravamento da crise econômica, com pressão inflacionária e escalada dos índices de desemprego, mexeu com a disposição do brasileiro para ir às compras no Natal deste ano. Se descontada a inflação acumulada no período, o gasto médio por presente deve sofrer uma redução real de 20,21%. De acordo com o levantamento, os consumidores devem gastar, em média, R$ 106,94 por presente neste ano, quantia inferior aos R$ 125,22 verificados no mesmo período de 2014. Os consumidores da classe C devem gastar um valor ainda menor: R$ 97,85 em média por presente. O número de indecisos também é alto: 46,6% dos entrevistados não tem ideia do valor que devem desembolsar para pagar os presentes natalinos. No ano passado, o percentual de consumidores que não sabiam o quanto iriam gastar era de apenas 8,7%. Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, mesmo diante de um cenário adverso para o comércio varejista, os dados demonstram que o Natal exerce uma forte influência no estímulo ao consumo e carrega um significado cultural importante para as relações sociais e emocionais dos brasileiros, visto que a maioria absoluta dos consumidores deve presentar pelo menos uma pessoa no período. “Por outro lado, os números também indicam que os entrevistados estão receosos com as despesas de Natal, em virtude da queda da confiança do consumidor, consequência direta do aumento do desemprego, da alta da inflação e da atividade econômica mais fraca. O consumidor quer
  2. 2. presentear e não vai deixar de fazê-lo, mas sabe que o momento é de cautela e que por isso, os gastos devem ser mais bem pensados”, afirma a economista. O estudo do SPC Brasil constata ainda que, em média, cada consumidor deverá comprar quatro presentes neste fim de ano – mesma quantidade observada no Natal de 2014. Inflação é a principal vilã do Natal Sete em cada dez (74,3%) consumidores relataram ao SPC Brasil a percepção de que os presentes de Natal estão mais caros neste ano do que em igual período do ano passado. As principais razões apontadas são a pressão inflacionária (46,8%), o cenário econômico menos favorável para o consumo (38,1%) e o aumento do dólar (8,7%). No ano passado, apenas 14% citavam o cenário econômico ruim como justificativa para o aumento dos preços dos presentes. “Os dados comprovam que os efeitos da crise já são sentidos pelo bolso do brasileiro”, afirma a economista Marcela Kawauti. Se em 2014 o percentual de consumidores que queriam diminuir os gastos com os presentes era de 29,1%, eles passam a corresponder a 41,2% dos entrevistados em 2015. Outros 26,7% pretendem gastar a mesma quantia que no ano passado e apenas 14,4% dos consumidores ouvidos estão dispostos a desembolsar mais neste ano do que no Natal de 2014. O aumento dos preços é a principal razão mencionada por 26,8% dos entrevistados que acreditam que vão desembolsar valores maiores neste ano – em 2014, apenas 8,0% citavam a inflação como a principal vilã dos presentes. Outros motivos alegados pelos entrevistados são o fato de terem economizado ao longo do ano para gastar mais no período natalino (21,9%), o recebimento do 13º salário (16,2%) e o fato de ter mais pessoas para presentear (9,8%). Outras explicações mais positivas, como a melhoria de salário e a estabilidade no emprego são razões apontadas por apenas 9,2% e 2,7% dos entrevistados, respectivamente. Dentre os consumidores que planejam gastar menos, a inflação também é a principal culpada na visão dos consumidores . Mais de um quarto (25,9%) dos brasileiros citam o aumento dos preços como impeditivo para desembolsarem mais com os presentes – no ano passado apenas 1,8% citaram essa
  3. 3. alternativa. Outras opções ditas pelos entrevistados são o endividamento (14,7%), o desemprego (12,8%), a necessidade de economizar (12,2%) e a situação financeira ruim (10,2%). Maioria dos consumidores pretende pagar em dinheiro Com juros elevados e crédito mais restrito, o dinheiro vivo será a forma de pagamento mais utilizada neste Natal (42,3%) – principalmente entre os entrevistados da classe C (47,1%), seguido pelo cartão de crédito parcelado (27,7%), cartão de crédito à vista (13,6%) e cartão de débito (12,1%). Para quem vai parcelar, a média é de cinco prestações. Isso significa que quem comprar os presentes neste mês novembro ou dezembro, estará com a renda comprometida com prestações a pagar pelo menos até a próxima Páscoa ou Dia das Mães, em abril e maio de 2016, respectivamente. “O impacto das compras de fim de ano no orçamento dos consumidores brasileiros não deve ser subestimado. Dividir as compras em parcelas a perder de vista pode atrapalhar o planejamento para o começo de um novo ano livre das dívidas”, orienta José Vignoli, educador financeiro do portal Meu Bolso Feliz. Filhos serão os mais presenteados e roupas os principais presentes De maneira geral, a pesquisa identificou que os filhos aparecem em primeiro lugar na relação dos mais presenteados (46,7%), seguidos pelos cônjuges (42,6%), pelas mães (35,0%) e pelos sobrinhos (19,4%). Os filhos (20,1%), os maridos e esposas (19,4%) e o próprio entrevistado (13,2%) devem receber o presente mais caro, na avaliação dos consumidores ouvidos pelo levantamento. As roupas (67,2%) devem ser os presentes mais comprados neste Natal, seguidas pelos calçados (37,0%), pelos brinquedos (31,7%) e também pelos perfumes e cosméticos (27,7%). Acessórios, como cintos, bolsas e bijuterias (19,8%), livros (18,8%), celulares (13,9%) e videogames (9,0%) completam o ranking dos produtos mais procurados. No momento de escolher o item a ser comprado, o perfil do presenteado (45,9%) é o principal fator levado em consideração, seguido pela própria
  4. 4. escolha de quem será presenteado (21,0%) e pelo preço do presente (11,2%). A maior parte dos consumidores vai presentear porque tem o costume (47,8%) ou porque considera a troca de presentes um gesto importante (42,7%). Apenas 3,3% o fazem por obrigação social. Shopping é o lugar favorito, mas três em cada dez vão comprar online Para seis em cada dez (64,6%) consumidores, o preço é o fator de maior peso no momento de escolher o local onde os presentes serão comprados. A diversidade de produtos (39,6%) e a localização da loja (38,0%) também influenciam na decisão sobre o estabelecimento. E um alerta aos comerciantes: a maioria (82,5%) dos consumidores revela disposição para pesquisar melhores condições de pagamento e valores mais em conta. A economista Marcela Kawauti acrescenta que essa é uma dica valiosa para todo o comércio varejista. “É fundamental oferecer condições atraentes neste Natal, no que diz respeito às ofertas. Com tantos consumidores inseguros para gastar, as lojas que apresentarem preços e condições de pagamentos diferenciados vão sair na frente para ganhar atenção dos brasileiros. Além disso, as vantagens precisam ser realistas, uma vez que a maioria dos consumidores garante que fará pesquisas antes de comprar”, afirma. Assim como no ano passado, os shopping centers (50,4%) se destacam como o principal centro de compra para este Natal. Em segundo lugar estão as lojas de rua (30,8%), seguidas de perto pelas lojas virtuais (30,3%). Na comparação entre gêneros, os homens devem concentrar suas compras principalmente nos shoppings (55,3%) e na internet (35,5%), ao passo que as mulheres devem frequentar mais as lojas de rua (36,2%). Considerando os 30% de entrevistados que irão comprar presentes em lojas virtuais, quase a metade (46,3%) dos presentes destas pessoas serão adquiridos exclusivamente na internet. As versões online de lojas tradicionais são as preferidas para compras via internet (74,6%), acompanhadas das lojas virtuais especializadas em roupas, calçadas e acessórios (25,2%) e dos sites de leilões, (24,9%). Os sites de compras coletivas (10,0%) e os sites internacionais (5,1%) completam a lista. Para a economista-chefe do SPC Brasil a significativa presença das vendas online deve-se muito à praticidade e à possibilidade de fazer comparações de
  5. 5. preços, fatores que juntos acabam atraindo o interesse das pessoas. “Mas é preciso ter cuidado para realizar compras online. O ideal é fazer os pedidos com certa antecedência para que os presentes cheguem a tempo das festas. O atraso na entrega de encomendas é um problema que os consumidores costumam enfrentar nesta época do ano, mas que podem ser evitados se houver planejamento”, alerta Marcela Kawauti. Metodologia O SPC Brasil entrevistou 601 consumidores de ambos os sexos e de todas as idades e classes sociais nas 27 capitais brasileiras. A margem de erro é de no máximo 3,7 pontos percentuais para um intervalo de confiança a 95%. Isso significa que em 100 levantamentos com a mesma metodologia, os resultados estarão dentro da margem de erro em 95 ocasiões. O objetivo da pesquisa foi avaliar a intenção de compras no Natal de 2015, mapeando as preferencias e percepções dos consumidores em relação aos produtos, preços, forma de pagamentos e locais de compra.

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