GEOPOLÍTICA DO INGLÊS, PÓS-COLONIALISMO E 
PRÁTICAS DISCURSIVAS NA FORMAÇÃO DE 
PROFESSORES 
Jairo Souza (UFAC)
America
“Quando foi o pós-colonialismo?” 
(Stuart Hall) 
• “O termo ‘pós-colonial’ não 
se restringe a descrever 
uma sociedade ou...
Desconstrução de uma narrativa essencialista 
• As questões referentes à temáticas como 
colonialismo, pós-colonialismo, m...
Proposta de contracultura da modernidade 
• [...] o interesse pela subordinação social e 
política dos negros e outros pov...
PÓS-COLONIALISMO 
• O pensamento colonial é fundador do 
pensamento moderno e a concepção de ser 
greco-romano ou germânic...
Imperialismo Linguístico como fio 
condutor do estabelecimento da 
modernidade nas Américas e nas 
Áfricas. 
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Para além do lá e aqui... 
• “As diferenças entre as culturas colonizadora e 
colonizada permanecem profundas. Mas nunca 
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Sobre a “Pedagogia Mainstream” e 
seus efeitos silenciadores 
• Tem-se privilegiado uma pedagogia direcionada ao ensino-ap...
Deslocamentos discursivos 
(o estabelecimento do plural) 
• “A desconstrução de conceitos-chave 
(nacionalidade, raça, ide...
Pós-colonialismo e a geopolítica histórica da 
língua inglesa
“O inglês está no mundo, mas o 
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inglês?” 
• E se a resposta for sim, que mundo é esse? 
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A linguagem nos proporciona a construção de 
realidades, leituras e narrativas 
Velho Mundo 
• Cultura 
• Arte 
• Erudito ...
A Noção de Linguagem como Discurso 
• Quando nomeamos, aprisionamos o “outro” 
em nossa concepção/visão de mundo. 
• “Todo...
Outras narrativas são possíveis (e necessárias) 
• Desconstruir, descolonizar-se e reinterpretar 
fazem parte de um desloc...
Political attitude towards language (beyond 
linguistic) 
• “Language, it is widely admitted today, is 
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Por uma Pedagogia Intercultural Crítica 
• “Em dois artigos provocadores para a revista 
especializada britânica ELT Journ...
Por uma Pedagogia Intercultural Crítica 
• “Para o autor, se estiverem dotados de uma 
consciência crítica sobre sua real ...
• “The time has come for the 
primal history of modernity to 
be reconstructed from the 
slaves point of view”
Referências 
• CERTEAU, Michel de. A Escrita da História/ Michel de Certeau; tradução de 
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Slides apresentados no I Sim letras evento de Letras na UFAC Campos Floresta na cidade de Cruzeiro do Sul em novembro de 2014 - uma comunicação no evento.

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GEOPOLÍTICA DO INGLÊS, PÓS-COLONIALISMO E PRÁTICAS DISCURSIVAS NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES

  1. 1. GEOPOLÍTICA DO INGLÊS, PÓS-COLONIALISMO E PRÁTICAS DISCURSIVAS NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES Jairo Souza (UFAC)
  2. 2. America
  3. 3. “Quando foi o pós-colonialismo?” (Stuart Hall) • “O termo ‘pós-colonial’ não se restringe a descrever uma sociedade ou época. Ele relê a colonização como parte de um processo global essencialmente transnacional e transcultural – e produz uma reescrita descentrada diaspórica das grandes narrativas imperiais do passado, centradas na nação” (p.102)
  4. 4. Desconstrução de uma narrativa essencialista • As questões referentes à temáticas como colonialismo, pós-colonialismo, modernidade e pós-modernidade podem (correm o risco de) nos remeter à discursos consolidados e que direcionam nosso(s) olhar(es) à uma perspectiva fragmentada de nossa história e que mesmo entendida como diversa se encontra ainda submetida a uma lógica de silenciamento e apagamento das diferenças, um discurso idealizado, totalizante e universalista.
  5. 5. Proposta de contracultura da modernidade • [...] o interesse pela subordinação social e política dos negros e outros povos não europeus não se apresenta nos debates contemporâneos em torno do conteúdo filosófico, ideológico ou cultural e das consequências da modernidade. Em seu lugar, uma modernidade inocente emerge das relações sociais aparentemente felizes que agraciaram a vida pós-iluminismo em Paris, Londres e Berlin (GILROY, 2001 p. 107).
  6. 6. PÓS-COLONIALISMO • O pensamento colonial é fundador do pensamento moderno e a concepção de ser greco-romano ou germânico ocidentalizado ou eurocêntrico representa em grande parte o desmonte de outras narrativas, assim como o silenciamento e apagamento de diversos povos e grupos, com seus respectivos saberes e culturas.
  7. 7. Imperialismo Linguístico como fio condutor do estabelecimento da modernidade nas Américas e nas Áfricas. • “... O ensino de línguas sempre teve uma dimensão fortemente colonialista.” (Philipson,1992:47)
  8. 8. Para além do lá e aqui... • “As diferenças entre as culturas colonizadora e colonizada permanecem profundas. Mas nunca operaram de forma absolutamente binária nem certamente o fazem mais”(HALL, 2009). As concepções de falante nativo e não-nativo comprometem nosso olhar a uma perspectiva essencialista daqueles que chamamos de “outro” e assim nos aprisionamos e nos limitamos também.
  9. 9. Sobre a “Pedagogia Mainstream” e seus efeitos silenciadores • Tem-se privilegiado uma pedagogia direcionada ao ensino-aprendizagem de inglês que podemos chamar mainstream (CANAGARAJAH, 1999): aquela que vende para o mundo — sem exageros, haja vista que essa pedagogia alimenta um grande comércio internacional — certa maneira de ensinar e aprender inglês, institucionalizada e legitimada por tradicionalíssimos centros de pesquisa britânicos e norte-americanos, que, aliada a propósitos de e para o mercado e a políticas econômicas neoliberais, tende a homogeneizar os sujeitos envolvidos no processo de ensino-aprendizagem dessa LE, desconsiderando/apagando suas subjetividades e contextos locais.
  10. 10. Deslocamentos discursivos (o estabelecimento do plural) • “A desconstrução de conceitos-chave (nacionalidade, raça, identidade, sexualidade) pelos chamados discursos “pós” não foi seguida pela extinção ou desaparecimento dos mesmos, mas por sua proliferação (conforme alertou Foucault), estes ocupando uma posição “descentrada” no discurso” (HALL, 2011).
  11. 11. Pós-colonialismo e a geopolítica histórica da língua inglesa
  12. 12. “O inglês está no mundo, mas o mundo está em nossas aulas de inglês?” • E se a resposta for sim, que mundo é esse? Estaria ele submetido a uma ordem preestabelecida historicamente, hierarquizada, categorizada, totalizante, essencialista, universal e comercial?
  13. 13. A linguagem nos proporciona a construção de realidades, leituras e narrativas Velho Mundo • Cultura • Arte • Erudito • Centro Novo Mundo • Folclore • Artesanato • Popular • Periferia
  14. 14. A Noção de Linguagem como Discurso • Quando nomeamos, aprisionamos o “outro” em nossa concepção/visão de mundo. • “Todo enunciado, inevitavelmente situado socio-historicamente, filia-se a um ou mais discursos, que, por sua vez, vincula(m)-se a ideologias (FOUCAULT, 2010).
  15. 15. Outras narrativas são possíveis (e necessárias) • Desconstruir, descolonizar-se e reinterpretar fazem parte de um deslocamento necessário para que possamos (re)pensar outra(s) história(s) que pode(m) ser também narrada(s) a partir de outro(s) olhar(es).
  16. 16. Political attitude towards language (beyond linguistic) • “Language, it is widely admitted today, is fraught with power relations. And the activity of teaching only brings to light the unequal distribution of power between the parties involved” (RAJAGOPALAN, 2005)
  17. 17. Por uma Pedagogia Intercultural Crítica • “Em dois artigos provocadores para a revista especializada britânica ELT Journal publicada pela Oxford University Press, Rajagopalan (1999,2004) aborda pontos importantes no tocante as novas posturas a serem assumidas pelos professores de inglês como língua internacional, argumentando, dentre outras coisas, que ensinar inglês hoje em dia significa muito mais que levar um aluno a falar uma segunda língua (SL) ou uma língua estrangeira(LE)...” (SIQUEIRA, 2008)
  18. 18. Por uma Pedagogia Intercultural Crítica • “Para o autor, se estiverem dotados de uma consciência crítica sobre sua real tarefa e sobre o que significa ensinar uma língua de alcance internacional atualmente, os docentes de ILI não precisam se sentir culpados de estarem a serviço de uma gigantesca empreitada neocolonialista. Rajagopalan alerta que o professor de inglês não deve se enxergar como agente de quaisquer forças externas, muito menos como um soldado estrangeiro a serviço do imperialismo estadunidense.” (SIQUEIRA, 2008)
  19. 19. • “The time has come for the primal history of modernity to be reconstructed from the slaves point of view”
  20. 20. Referências • CERTEAU, Michel de. A Escrita da História/ Michel de Certeau; tradução de Maria de Lourdes Menezes – Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1982. • CESAR, Chico. Mama África. Compositor e intérprete: Chico César. CD Cuscuz- Clã/Aos Vivos: Faixa 07, 1995 – disponível em http://artists.letssingit.com/chico-cesar- album-cuscuz-cla-5q2s4h • FOUCAULT, Michel. A Ordem do Discurso. Michel Foucault; São Paulo: Edições Loyola, 21ª edição; 2011. • GILROY, Paul. O Atlântico Negro. São Paulo: Editora 34, 2001. • HALL, Stuart. A Identidade Cultural na Pós-Modernidade/ Stuart Hall; tradução: Tomaz Tadeu da Silva, Guaracira Lopes Louro – 7 ed. – Rio de Janeiro: DP&A, 2003. • HALL, Stuart. Da Diáspora: Identidade e Mediações Culturais. Trad. Adelaine La Guardia Resende...[et all]. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2003. • KACHRU, Braj. The Other Tongue: English Across Cultures. Edited by Braj B. Kachru – Illinois; 2nd Edition, 1992. • RAJAGOPALAN, Kanavillil. Post Colonial World and Post Modern Identity: Implications for Language Teaching Kanavillil Rajagopalan. DELTA, 21: ESPECIAL 2005.

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